Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico


Martinho Lutero: Prostesto contra o Cristianismo Católico

Martinho Lutero: Um homem celebrado por questionar a autoridade de uma Igreja supostamente corrupta, por iniciar a liberdade religiosa em uma época do feudalismo espiritual, etc … Mas quanto Lutero o protestante comum lê durante sua vida? Ou mesmo a média clériga protestante? Seguramente não muito, porque se as pessoas realmente soubessem o que Lutero pensava e ensinava, ficariam horrorizadas.

“Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

A fim de evitar possíveis alegações de que os trechos citados abaixo são tirados do contexto e, portanto, não podem ser confiáveis como representações precisas do pensamento de Lutero, fornecerei uma referência indicando onde cada trecho pode ser encontrado. Você verá que nenhuma dessas passagens dizem nada além do que aparece aqui, pois as intenções de Lutero são todas muito claras.

Uma outra objeção é que outros escritos de Lutero podem contradizer algumas das idéias que você encontrará aqui. Gostaríamos de responder que auto-contradição não torna um indivíduo mais coerente, mas menos.

Lutero disse: “Seja um pecador”

“Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (“Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521).

O que Lutero está realmente dizendo é que as nossas ações – mesmo as ações mais pecaminosas que se possam imaginar – não importam! Ele está dizendo que podemos cometer qualquer pecado que quizermos – intencionalmente, presunçosamente, propositadamente – e não vamos ofender a Deus! Afinal, não precisamos de nada mais do que a “fé” para sermos salvos. O que fazemos é incidental. É claro que qualquer pessoa familiarizada com as Escrituras salientaria que esta não é uma doutrina cristã. Por toda a Bíblia lemos que o pecado nos separa de Deus (Isaías 59:1-2). Nenhum crente tem uma licença para pecar. Os cristãos que voluntariamente se entregam ao pecado serão julgados no Tribunal do Juízo de Cristo (Romanos 12:14; 1 Tessalonicenses 4:6).

Lutero disse: Fazer o bem é mais perigoso que pecar

“Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)

Você deve estar pensando: “O quê? Será que eu li direito?” É mais importante  preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado?”

Lutero nos adverte contra ações retas e do bem. Ele diz para  não nos  preocuparmos com o pecado – Jesus vai se ocupar deles. Sengundo ele, aquele que faz o bem é melhor ficar atento. Especialmente aqueles que acham que ser bom e generoso e amoroso irá afectar o seu resultado no julgamento final.

Em sua arrogância, Lutero ignora versículo após versículo da Escritura – Antigo e Novo Testamento – onde nos é dito que a forma como vivemos a nossa fé será o critério em que seremos julgados. Como Paulo deixa perfeitamente claro em Rom. 2: 5-11 “… o justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo suas obras”. E novamente em 2 Coríntios 5:10: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal … de modo que cada um receba a recompensa, de acordo com o que ele fez na carne, seja bem ou mal.” Lutero estava completamente e monumentalmente errado.

Lutero disse: Não há nenhum livre arbítrio

“… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás. ” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, “Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)

“… Nós fazemos tudo por necessidade, e nada pelo ‘livre arbítrio’, pois o poder de ‘livre arbítrio’ é nulo …” (Ibid., p. 188.)

“O homem é como um cavalo. Deus  por acaso salta na sela ? O cavalo é obediente e se acomoda a todos os movimentos do cavaleiro e vai para onde ele o quer. Será que Deus derruba as rédeas? Assim, Satanás pula no lombo do animal, que se dobra, anda e se submete à esporas e caprichos do seu novo piloto … Portanto, necessidade, não o livre arbítrio, é o princípio de controle do nosso comportamento. Deus é o autor do que é mal, bem como do que é bom e, assim como Ele dá a felicidade àqueles que não a merecem, Ele também maldiz aqueles que merecem o seu destino.” (“De Servo Arbitrio”, 7, 113 seq. Citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, pp 266-267).

Todas estas passagens vêm de um tratado que Lutero redigiu, intitulado “De Servo Arbitrio”, ou “Cativeiro da Vontade”, no qual o grande reformador trabalha arduamente para apresentar o caso em que o livre-arbítrio não existe.

A Escritura, é claro, discorda, em palavras e espírito. Em Eclesiástico 15:11-20, encontramos: “Não digas:«Foi por feito de Deus que eu caí: pois o que ele odeia, ele não faz»”. ‘Não digas: ‘Foi ele quem me pôs perdido, pois ele não tem necessidade de homens ímpios’ … Quando Deus, no início, criou o homem, ele o fez sujeito de sua própria escolha livre. Se você escolhe, você pode guardar os mandamentos … Há  diante  de ti  fogo e  água; qualquer um que escolhas, estendas a tua mão. “

A Escritura é muito clara sobre o assunto: “Quando Deus, no início, criou o homem, ele o fez sujeito à sua livre escolha.”

Mas o Evangélico protesta: Siraque é “apócrifo” – Lutero o descartou, questionando a sua canonicidade. E não é de se admirar que o tenha feito, nós respondemos, considerando como este livro refuta diretamente seus ensinamentos. Mas  a fim de evitar polêmicas desnecessárias, também podemos apontar para Deut. 30:19-20, onde Deus nos diz: “Coloco diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida, então, que tu e teus descendentes possam viver, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo sua voz, e apegando-te, a ele.” Assim, vemos que o homem tem mais do que simplesmente a liberdade de escolher, ele é obrigado a escolher.

E antes ainda, em Gênesis 4:7, Deus fala a Caim: “Por que está tão ressentido e desapontado. Se você faz bem, você pode manter sua cabeça erguida, mas se não, o pecado é um demônio espreita à porta: seu impulso é para você, mas você pode ser seu mestre. “

E, finalmente, em João 15:15, o Senhor declara seu amor por nós, seus seguidores: ” Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que seu mestre está fazendo tenho-vos chamado amigos …” Essas palavras difícilmente soam como as palavras de um cavaleiro ao seu cavalo.

Como muitas vezes acontece, Paulo tem a palavra final: “Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!(Gálatas 2:17). Eis aqui uma contradição mais direta ao pronunciamento de Lutero: “Deus é o autor do que é mal, bem como do que é bom” … difícil de conceber.

A posição de Lutero não inclui nenhuma responsabilidade. Não há responsabilidade. Sem sentido de aprendizagem ou de ser aperfeiçoado através do curso de nossas vidas. Nem mesmo dignidade. Apenas  a mais sombria e opressora  coerção, que rouba a vida humana de qualquer sentido. Ou seja, o que você faz em sua vida – até mesmo o amor que você prova para com os vizinhos – não significa nada, de acordo com Lutero. Suas lutas, seus sofrimentos, sua perseverança – nada disso equivale a nada. Sua vontade não está mesmo em suas próprias mãos.

 Lutero disse: “O indivíduo cristão não está  sujeito a nenhuma autoridade

“… Cada cristão é por fé tão exaltado acima de todas as coisas que, por força de um poder espiritual, ele é o senhor de todas as coisas, sem exceção, de modo que nada lhe pode fazer mal nenhum. Por uma questão de fato, todas as coisas são subordinadas a ele e são obrigadas a servi-lo na obtenção de salvação “. (Da redação, “A liberdade de um cristão”, “Martin Luther: Seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.).

“A injustiça é feita às palavras ‘padre’, ‘clérigo’, ‘guia espiritual’, ‘eclesiástico’, quando elas são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são agora, por um uso malicioso, chamados ‘eclesiásticos.’ “(Ibid., p 65..)

Lutero ensina que nós não precisamos de ninguém entre nós, a comunidade dos crentes, e nosso Salvador. Assim, ele se opõe à autoridade eclesiástica – e a hierarquia que a exerce. Deus está com toda a congregação, ele diz, então por que devemos se preocupar com um padre?

Parece ótimo. Até você perceber que esta visão retoma a posição da irmã de Moisés, a profetisa Miriã, que protesta em Números capítulo 12, “É só através de Moisés que o Senhor fala? Ele não fala através de nós também?” Por sua rebeldia contra a autoridade estabelecida por Deus, ela contrai lepra. Graças à oração intercessora de Moisés, ela é curada.

E ela é imitada, apenas alguns capítulos mais adiante, por Corá, que incita o povo contra Moisés e Aarão com as palavras mais perturbadoras de todas. Eles dizem, “Basta de vocês! Toda a comunidade, todos eles são santos! O Senhor está no meio deles. Por que então vocês devem impor-se sobre a congregação do Senhor?” Ao que Corá e seus seguidores foram consumidos pelo fogo enviado pelo Senhor. (Números 16).

Lutero disse: Camponeses merecem um tratamento severo

“Assim como as mulas, que não se moverá a menos que você perpetuamente chicoteá-los com varas, de modo que o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, chicote decapitar, estrangular, enforcar, queimar, e torturá-los, para que possam aprender a temer os poderes constituídos. ” (El. ed. 15, 276, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 235.)

“Um camponês é um porco, pois quando um porco é abatido é morto, e da mesma forma que o camponês não pensa em outra vida, caso contrário ele iria se comportar de maneira muito diferente.” (‘Schlaginhaufen’, ‘Aufzeichnungen “, p. 118, citado ibid., P. 241)

Talvez a hora mais escura de Lutero foi sua traição dos servos de longamente abusados durante Camponeses Münzer a Guerra de 1525. Primeiro, ele ingenuamente fomentou sua inquietação por vias de publicação de “Sobre a Autoridade”, no qual ele criticou a classe principesca com insultos, como “As pessoas não podem, as pessoas não vão, aturar sua tirania e capricho por qualquer período de tempo. ” (Ibid., p. 223.) E, “… o pobre homem, na emoção e tristeza por conta dos danos que sofreu em seus bens, seu corpo e sua alma, foi muito tentado e tem sido oprimido por eles além de qualquer medida, da forma mais pérfida. Doravante, ele pode e não vai mais tolerar esse estado de coisas, e, além disso, ele tem muitas razões para irromper com o malho e o clube como Karsthans ameaça fazer “. (Ibid., p. 225.)

No entanto, quando a rebelião chegou, ele se virou a casaca, na publicação do folheto, “contra as hordas de assassinos e voraz dos Camponeses”,  incitou os senhores governantes a “apunhalá-los secreta ou abertamente, como puderem, como seria ao matar um cão raivoso. ” (Ibid., p. 235.)

Para ressaltar a frieza do homem, Lutero casou-se no encalço do trágico massacre que resultou. Erasmus, um contemporâneo, estima-se que cem mil camponeses perderam suas vidas. (Ibid., p. 237.)

Lutero disse: A poligamia é permitida

“Confesso que não posso proibir uma pessoa de casar com várias esposas, pois isso não contradiz a Escritura. Se um homem deseja se casar com mais de uma esposa que ele deveria ser perguntado se ele está satisfeito em sua consciência de que  o faz em conformidade com a palavra de Deus. Nesse caso, a autoridade civil não tem nada a fazer sobre o assunto. ” (De Wette II, 459, ibid., Pp 329-330).

‘Sola Scriptura’ (Escritura como única autoridade religiosa) tem suas conseqüências.

Lutero disse: A Bíblia poderia ser melhorada

“A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente incrível.” (“Os fatos sobre Lutero, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202.)

“O livro de Ester, eu lanço no Elba. Eu sou como um inimigo para o livro de Ester, que eu gostaria que não existisse, pois Judaíza demais e tem em si uma grande dose de loucura pagã.” (Ibid.)

“É de muito pouco valor é o Livro de Baruque, quem quer que seja o digno Baruque”. (Ibid.)

“… A epístola de São Tiago é uma epístola cheia de palha, porque não contém nada evangélico.” (Prefácio ao Novo Testamento, “Dillenberger. Ed, p. 19.)

“Se  disparate é falado em qualquer lugar, este é o lugar. Eu passo por cima do fato de que muitos afirmaram, com muita probabilidade, que esta carta não foi escrita pelo apóstolo Tiago, e não é digna do espírito do apóstolo”. (“Servidão pagã da Igreja, ‘Dillenberger. Ed, p. 352.)

Lendo essas palavras de Lutero, é difícil imaginar que ele seja o mesmo homem que tantas vezes disse olhar para a Bíblia “como se o próprio Deus falasse por meio dela.” Como ele poderia ter alegado acreditar na Palavra inspirada de Deus como a autoridade máxima em matéria religiosa, se ele mesmo se colocou em julgamento das Escrituras? Ao fazer isso, ele claramente se colocou como juiz sobre o próprio Deus.

Acredite ou não, em sua arrogância Lutero, presumiu até mesmo  classificar os evangelhos: “João, conta com  poucos registros das obras de Cristo, mas uma grande parte de sua pregação, ao passo que os outros três evangelistas registraram muitas de suas obras, mas poucos de suas as palavras. Daqui resulta que o evangelho de João é único na delicadeza, e de uma verdade do evangelho principal, muito, muito superior aos outros três, e São Paulo e São Pedro estão muito além dos três evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. ” (Prefácio aos romanos, “Dillenberger. Ed, p. 18-19.)

E queixou-se sobre o livro do Apocalipse: “a minha mente não percebe  nesse livro nenhuma marca de um caráter apostólico ou profético … Cada um pode formar seu próprio julgamento deste livro, quanto a mim, sinto uma aversão a ele, e para mim isso é razão suficiente para rejeitá-lo. ” (Werke Sammtliche, 63, pp 169-170, “Os fatos sobre Lutero,” O’Hare, TAN Books, 1987, p. 203.)

E, finalmente, ele admitiu ter acrescentando a palavra ‘somente’ em Rom. 3:28 de sua própria vontade: “Se  incomoda papista  a palavra (“somente”), diga-lhe logo, o Dr. Martinho Lutero vai tê-la assim mesmo.: papista e burro são uma e a mesma coisa. Quem não quiser minha tradução, que se dê a ele um ‘vá-se embora’.. O diabo  agradece àqueles que o censuram sem minha vontade e conhecimento. “Lutero assim o quer, e ele, que é doutor acima de todos os doutores do papado, assim o terá.” (Amic. Discussões, 1, 127, “Os Fatos Sobre Lutero, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201.)

Aqui Lutero é condenado por sua própria boca. Para João, em Apocalipse 22: 18-19, declara alguém anátema que pressupõe a mudança, mesmo uma única palavra da Escritura: “Eu testifico a todo aquele que ouve as palavras proféticas deste livro: se alguém acrescentar a elas, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro, e se alguém tirar qualquer coisa das palavras deste livro profético, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro “. Lutero, é claro, não apenas acrescentou ou tirou meras palavras, mas passagens e livros inteiros.

Lutero disse: Persiga o povo judeu

“Os judeus são demônios jovens condenados ao inferno.” (“Obras de Lutero”, Pelikan, vol. XX, p. 2230).

“Queime suas sinagogas. Proibam- nos todos os que mencionei acima. Force-os a trabalhar e tratem-nos com todo o tipo de gravidade, como fez Moisés no deserto e matou três mil … Se isso não adianta, temos de levá-los fora como cães raivosos, de modo que não podemos ser participantes de sua blasfêmia abominável e de todos os seus vícios, e tendo em vista que não pode merecer a ira de Deus e ser condenado com eles. Tenho feito o meu dever. Vamos todos nos assegurar de que cada um faz o dele. Eu estou desculpado. ” (“Sobre os Judeus e Suas Mentiras”, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 290.)

É muito perturbador contemplar o possível fruto nascido das sementes de ódio semeada por esse homem. Se ele foi orientado por um espírito, é óbvio que não era santo.

Conclusão

Os ensinamentos de Lutero não são os ensinamentos de Cristo. Mas como é que tantas pessoas seguiram e seguem o autor destes obscuros e sombrios ensinamentos? Existe apenas uma explicação: Eles não percebem o que Lutero – o Lutero real – na verdade, ensinou. Se o fizessem, veriam que muitas das idéias do pai da Reforma contrariam as Escrituras e bom senso.

Pastores protestantes se concentram mais no que eles creem serem erros do catolicismo do que em fazerem um exame dos escritos de seus próprios fundadores. Se você duvida dessas passagens, exorto-vos a ir à fonte. Encontrar os escritos de Lutero não é fácil, mas com  diligência, pode ser feito.

Que Deus abençoe aqueles cuja busca pela verdade os leva a peneirar com imparcialidade: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós? A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável….” (2 Coríntios 13:5.) E o Deus que nos criou à sua imagem nos aproximará ainda mais o seu coração, onde toda a verdade é encontrada.

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365 thoughts on “Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico

  1. Ola meu nome é Agenor….
    Gostaria de falar a respeito desse assunto, adverti-la de que existem falhas em suas interpretações. Pois o que Deu a entender é que é mais fácil conduzir o homem ao pecado pois são muitos de acordo em declinar a tal situação.
    Do que formalizar o caráter de uma minoria onde ser Honesto e de bom coração é considerado errado no mundo de hoje, ou seja, antiga interpretação que vale ate hoje dentre os dias atuais..
    conte nos dedos pessoas de boa índole que ainda sobrará dedos..

  2. Helen, porque meu comentário não pode ser visualizado??? E as perguntas que eu fiz, porque não foram respondidas??? Não passou pela moderação???

  3. a Igreja
    Há aqueles que afirmam que a Igreja não é uma instituição visível, mas apenas o corpo de crentes. No entanto, Jesus compara sua Igreja apenas para as coisas visíveis , como a um rebanho, um corpo, uma casa, uma cidade edificada sobre um monte , e um reino. 1 Timóteo 3:15 nos diz que a Igreja é “a coluna eo fundamento da verdade”. As palavras pilar e fundação indicam segurança e estabilidade , e não a divisão e confusão, como se encontra entre os milhares de denominações que surgiram desde a Reforma.
    É importante notar que não é a Igreja que determina a verdade , mas sim Deus comunica a sua verdade através da Igreja. Todos os crentes são uma parte da Igreja, que, apesar de um corpo, tem muitas partes, e as muitas partes têm funções diferentes ( 1 Coríntios 12:12-31 ) . A função da hierarquia da Igreja é claramente mostrado nas Escrituras. Considere o seguinte :
    Pedro eo concílio de Jerusalém , que ele presidia , ministrado pelo poder do Espírito Santo : “É a decisão do Espírito Santo e de nós para não colocar em você qualquer encargo além destas necessidades … ” (Atos 15:28 ) .
    Todas as Igrejas deveriam acatar a decisão : ” Como eles ( Paulo e Timóteo ) viajou de cidade em cidade , eles transmitiram ao povo para a observância da decisão tomada pelos apóstolos e presbíteros em Jerusalém ” (Atos 16:04 ) .
    Bispos estavam em autoridade sobre congregações : ” Por esta razão te deixei em Creta , para que você pode definir direito o que resta a ser feito e nomear presbíteros em cada cidade , como eu o instruí ” (Tito 1:5). O cargo de bispo é falado em oito vezes no Novo Testamento. As palavras gregas usadas são episcopos  ἐπίσκοπος  , o que significa um superintendente ou supervisor, alguém que visita , e episskope  ἐπισκοπή  , que apenas refere-se ao escritório.
    Presbíteros foram lembrados de suas responsabilidades : ” E de Mileto tinha os presbíteros da Igreja de Éfeso convocado ” Cuidem de vocês mesmos e por todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos designou superintendentes , em que você tende a Igreja de Deus . que Ele adquiriu com seu próprio sangue . sei que depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vós , e não pouparão o rebanho. e a partir do seu próprio grupo , os homens vão se apresentar perverter a verdade para atrair os discípulos longe atrás deles ‘ “(Atos 20:17 , 28-30) . Como você acha que esses enganadores irão aparecer ? ” Mesmo Satanás se transfigura em anjo de luz. Portanto, não é estranho que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça ” (2 Coríntios 11:14-15 ) . É por isso que João diz: ” Nós pertencemos a Deus, e quem conhece a Deus nos ouve , enquanto quem não pertence a Deus se recusa a ouvir-nos . Isto é como nós conhecemos o espírito da verdade eo espírito do engano ” ( 1 João 4:6). Este é um reflexo do próprias palavras de Jesus : “Quem ouve você me ouve. Quem vos rejeita, a mim me rejeita “(Lucas 10:16) , e” Se ele se recusa até mesmo a ouvir a Igreja, então tratá-lo como se fosse um gentio e publicano “(Mateus 18:17) .
    Consequentemente , os crentes foram se submeter à autoridade da Igreja , “Lembre-se seus líderes que falaram a palavra de Deus para você. Considere o resultado de seu modo de vida e imitar a sua fé . Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Não ser levado por todos os tipos de ensinamentos estranhos … Obedeçam aos seus líderes e adiar para eles, pois eles velam sobre você e terá que prestar contas , para que possam cumprir a sua missão com alegria e não com tristeza , pois isso seria de nenhuma vantagem para você ” (Hebreus 13:7-9 , 17). A palavra ” líder ” é traduzida da palavra grega hegeomai  ἡγέομαι   e significa conduzir com autoridade pública. Da mesma forma, em 1 Pedro 5:05 , lemos: ” Da mesma forma, os membros mais jovens , estão sujeitos aos presbíteros . ”
    O ensinamento da Igreja primitiva paralelo as escrituras. No ano 110, Inácio de Antioquia escreveu em sua carta a Policarpo : “Você deve ser santo em todas as coisas por estar unido em perfeita obediência, na submissão ao bispo e os sacerdotes . ” Que Roma era a fonte de autoridade é confirmada por Irineu ( 140-202 dC) : ” Ressaltamos a tradição de que muito grande e muito antiga e universalmente conhecida Igreja, que foi estabelecida em Roma

  4. “COMO É POSSÍVEL QUE A BÍBLIA SEJA A ÚNICA REGRA DA FÉ SE ELA NÃO EXISTIU POR MAIS DE TRÊS SÉCULOS, SE ELA SURGIU EXATAMENTE DA IGREJA, DOS CONCÍLIOS QUE ESTABELECERAM O CANON?

    COMO É QUE OS CRISTÃOS DOS 3 PRIMEIROS SÉCULOS – E DOS 12 SÉCULOS QUE SE SEGUIRAM, ANTES DA INVENÇÃO DA IMPRENSA ESCRITA – APRENDIAM SOBRE CRISTO E SUA MISSÃO SALVÍFICA SE NÃO TINHA ACESSO À BÍBLIA???”

    Helen, a Bíblia “não surgiu” da Igreja e dos concílios. Os cristão dos três primeiros séculos tinham a Septuaginta e inúmeras obras circulando no meio cristão (autenticas e falsas). Muitos livros eram lidos nos cultos (alguns chegaram a ser considerados escritos aceitos como o Didaque, O Pastor, Apocalipse de Pedro, etc.). Um exemplo disto está na própria Bíblia que mostra que a pregação de Paulo foi questionada e “analisada a luz das escrituras” pelos bereanos. O Canon de Muratori (primeiro registro de um canon neotestamentário) cita uma lista de livros que poderiam ser lidos nas Igrejas e livros que poderiam ser lidos individualmente mas não nos cultos ou missas (O Pastor e Apocalipse de Pedro). Os cristão, assim como os judeus em suas sinagogas, liam sim a Bíblia e tinham acesso a inúmeras obras escritas que “circulavam” no meio cristão.

    Nos concílios de Cartago III e IV o canon cristão não foi criado, foi apenas “oficializado” pelas lideranças da Igreja da época. Mas vale a pena dizer que alguns dos livros que foram canonizados foram disputados e alguns até rejeitados por alguns pais da Igreja. (por causa de análise gramaticais e estílísticas feitas por eles). Veja:

    No que diz respeito à canonicidade e autoria dos livros joaninos, Eusébio informou o seguinte: “Entre os escritos de João (apóstolo), além do Evangelho, é admitida sem controvérsia alguma a primeira epístola (I João), tanto pelos mais recentes quanto por todos os antigos; as duas epístolas restantes (II e III João) são postas em dúvida. A respeito da Revelação (livro de Apocalipse) disputa-se em pró e na contramão com variedade de opiniões” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 24.17-18). Em outro trecho diz: “Assim, pois, alguns dos nossos antecessores rechaçaram como espúrio e desacreditaram por completo o livro, examinando capítulo por capítulo e declarando que era ininteligível e ilógico, e seu título enganoso. Eles dizem que o trabalho não é de João, nem é uma revelação, porque é grossa e densamente coberta por um véu de obscuridade. Também afirmam que nenhum dos apóstolos, e nenhum dos santos, nem qualquer um na Igreja é o seu autor, mas que Cerinto, fundador de uma seita que foi chamada depois dele de cerintiano, desejando autoridade respeitável para sua ficção, prefixou o nome (de João)” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 7 – cap. 25.1-2).”””

    Num período em que o cânon do N.T. ainda estava em formação, Eusébio de Cesaréia (265 – 339 d.C.) fez a seguinte divisão sobre a aceitação dos principais livros lidos nas Igrejas e pelos cristãos de uma forma geral de sua época:

    Escritos aceitos por todos (os homologoumena): “Em primeiro lugar… deve ser colocado o quaterno sagrado dos Evangelhos [Mateus, Marcos, Lucas e João], seguindo-lhes os Atos dos Apóstolos. Após estes devem ser contadas as epístolas de Paulo… a epístola… de João (I João), e da mesma forma a Epístola de Pedro (I Pedro), deve ser mantida. Depois deles deve ser colocado, se ele realmente parece adequado, o Apocalipse de João, sobre o qual daremos as diferentes opiniões no momento adequado. Estes, então, estão entre os escritos aceitos” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 25).

    Escritos disputados ou aceitos parcialmente (os antilegomena): “Entre os escritos em disputa que são, apesar disso, reconhecidos por muitos, ainda existem as assim chamadas epístolas de Tiago e de Judas, também a segunda epístola de Pedro, e as que são chamadas de segunda e terceira epístolas de João, se pertencem ao evangelista ou a outra pessoa de mesmo nome. A Epístola aos Hebreus está também listada num capítulo anterior: “Não é de fato direito passar por cima do fato de que alguns rejeitam a epístola aos Hebreus, dizendo que ela é disputada [questionada] pela igreja de Roma, sob a alegação de que ela não teria sido escrita por Paulo” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3; cap. 3).

    Escritos rejeitados ou espúrios (os notha): “Entre os escritos rejeitados estão os Atos de Paulo, o chamado Pastor, o apocalipse de Pedro e além disso a ainda sobrevivente epístola de Barnabé, além do chamado “Ensinamentos dos Apóstolos” [Didaquê]; e além disso, como eu disse, o Apocalipse de João, se parece apropriado, que alguns, como eu disse, rejeitam, mas que outros colocam entre os livros aceitos. E entre estes alguns também colocaram o Evangelho dos Hebreus, com o qual os Hebreus que aceitaram Cristo são especialmente deslumbrados. E todos estes estão entre os livros disputados (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 25).

    Quanto aos doze séculos posteriores, e a Vulgata (tradução de divulgação popular)???

    Quanto a questão de protestantes dizerem que católicos não são salvos, não generalize. Como eu já disse e torno a repetir, é certo julgar a ICAR por falsas doutrinas que foram ensinadas (indulgências) e pelo genocídio de milhares de portestantes (muitas famílias) feito “Em nome de Deus”??? É justo generalizar???Eu acredito que pela prática de certas crenças um católico poderá ser condenado, e não pelo simples fato dele ser católico (o título para Deus é insignificante). Deus julgará segundo as obras, e não por designações ou denominações.

    Helen, eu particularmente não gosto de comentar tópicos, por que o negócio vai longe e vejo muito carnalismo nas discussões. Porém acabei comentanto neste sinceramente não sei porque. Mas novamente agradeço a atenção e a respostas dadas e quero dizer que embora discorde contigo, respeito todos os seus pontos de vistas e convicções. Deixando as diferenças de lado, fique com Deus e boa sorte na família, trabalho, etc.

  5. Helen, vou resumir em simples palavras:

    O tópico fala sobre os absurdos pregados por Lutero e etc. O que eu quis dizer é que para nós evangélicos (falo como quem anda por vários ministérios [assembléia, batista, etc]), as palavras de Lutero possuem valor histórico e teológico, porém quando se fala em defender a fé, a base primária para um protestante é somente as escrituras sagradas. Os pais, os concílios e qualquer escrito de um teólogo, reformador ou Papa, não possui autoridade equivalente a das escrituras. Possuem valor complementar. A única regra de fé para um cristão protestante são as escrituras.

    No que conheço da ICAR, a tradição e os concílios possuem autoridade equivalente a das escrituras (olha Helen, essa é a verdade).

    Agora, sabemos que alguns livros incluidos no canon cristão em 397 e 419 em Cartago, foram disputados e alguns até rejeitados por alguns pais da Igreja. Os deutêrocanônicos do N.T. por exemplo, reconhecem certas autorias (fator primordial para eles fossem aceitos no cânon) que foram questionadas e até rejeitadas por alguns pais da Igreja. Existem tradições que não reconhecem o Apocalipse como escrito de João. Também existe uma profunda diferença estilística e gramatical entre o Apocalipse e o quarto evangelho. Dionísio foi quem mostru isto e provou Teologicamente (contrariano a tradição deixada por Irineu e Justino) que é impossível que quem escreveu o Apocalipse não foi o mesmo que escreveu o quarto evangelho.O livro de Hebreus possuem um estilo literário muito diferente dos escritos de Paulo (além de ensinar que uma pessoa que se converte e depois cai da graça não pode novamente alcança-la). A I epístola de Pedro também quando analisada, possui estilo contrário ao da II epístola. Se estudarmos, veremos inúmeras (chega a dar dor de cabeça), contradições e discordancias na literatura patrística no que diz respeito a canonicidade de livros e até sobre doutrinas.

    Por isso, não acredito que seja errado questionar as tradições e os concílios através de uma análise teológica. Isto foi o que muitos pais a Igreja e Martinho Lutero. Ele estudo, analisou (profundamente) e ensinou suas convicções. Muitas das coisas que ele disse são verdades (não tudo, pois como já disse ele não é Cristo nem um apóstolo para nós protestantes e sim um teólogo). Sobre os textos escritos acima, fica difícil comentar pois temos o isolamento de trechos que são analisados fora do contexto. O certo Helen, é ter um tema para ser analisado e estudado com profundidade. Criar um tópico com “trechos aleatórios” de “mais de uma obra” de Lutero, dificulta comentar sobre “os assuntos”. Sei que fugi do tema principal, porém entendo que a grande desavença da ICAR com Lutero foi o fato dele justamente ter fugido e ferido a tradição e aquilo que outrora foi determinado como único através de concílios. Por isso abordei a questão das diferenças e contradições por parte dos pais (tradição)sobre o Apocalipse mostrando que diferente do que se pensa, nem tudo o que foi determinado em concílios foi aceito por todos.

    Lutero traduziu a Bíblia para o povo e pregou contra as indulgencias. Isso é errado??? Lutero pregou que a salvação é perdão dos pecados são exclusivamente pela fé, contrariando doutrinas ensinadas pela ICAR da época. Não foi o que os apóstolos ensinaram??? Ficar isolando textos não é legal!!! Devemos ser justos e analisar o todo!!! Já pensou se a ICAR fosse julgada somente por ter enganado pessoas ensinado que o perdão pode ser recebido através de um pagamento??? E o genocído feito pela ICAR “Em nome de Deus” contra milhares de protestantes??? É justo julgar a ICAR somente visando estes acontecimentos???

    Agradeço pelo “senhor” (me senti um vovô) e deixando as diferenças de lado, agradeço a atenção e parabenizo a iniciativa do tópico.

    • Olá Rodrigo,

      Muito obrigada pelos esclarecimentos.
      Não tenho certeza se escrevi isso para você ou uma outro leitor que indagou sobre um tema semelhante, portanto, desculpe-me se isto que estou prestes a escrever lhe parecer repetitivo.

      Sobre Lutero: O tópico ” Os absurdos pregados por Lutero” foi inspirado pela necessidade que eu vi, depois de extensivo contato com alguns protestantes, em refutar a alegação que me era feita com frequência sobre o “serviço” glorioso prestado por Lutero à Deus e à Cristandade. Diziam-me, com frequência, que Lutero foi o homem que “resgatou”, “salvou” a igreja, o corpo de Cristo, da tirania e dos erros católicos. Alguns atribuem a ele um legado desmerecido e errôneo, pois não conhecem todos os aspectos de sua história e seus ensinamentos.

      Eu concordo com o sr que, um apanhado de excertos não necessariamente reflete toda a personalidade de uma pessoa, sua vida e modo de pensar. Mas o meu objetivo nunca foi esse, portanto, não me sinto em “débito” com Lutero por conta desse texto. Eu nunca pretendi negar que Lutero tenha possivelmente escrito coisas belíssimas. Mas ao meu ver, em se tratando de ensinar a verdade, se em meio a muitos textos belíssimos encontramos também abominações, como aquelas relatadas no artigo em questão, então já não podemos atribuir ao autor – dos belos textos bem como das abominações – o status de “aquele que nos salvou do erro”, como os evangélicos costumam fazer. Podemos?

      A bem da verdade, Lutero não faz diferença para mim, e creio que o mesmo vale para todo católico. Não seguimos a sua doutrina da Sola Scriptura – agora sim, entramos no tema que o ser aborda mais adiante no seu comentário – sobre a autoridade do Magistério, dos Concílios, etc. – portanto, não é relevante saber se ele ensinou erro ou não, os católicos devem ouvir a Deus, pelas escrituras e através da Igreja, aquele que não faz assim, não é, necessariamente ortodoxo tampouco verdadeiramente católico.

      Seria um prazer tratar do tema dos concílios, magistério, etc, com o sr – que alías me parecer ser uma pessoa bem intencionada e sincera – propõe em seu recente comentário. Mas não seria benéfico a nenhum de nós dois. Assim, respeito que o sr siga a crer que a Sola Scriptura é válida. Apenas gostaria muito, aliás, muitíssimo que um dia, um protestante me explicasse e demonstrasse o seguinte:

      COMO É POSSÍVEL QUE A BÍBLIA SEJA A ÚNICA REGRA DA FÉ SE ELA NÃO EXISTIU POR MAIS DE TRÊS SÉCULOS, SE ELA SURGIU EXATAMENTE DA IGREJA, DOS CONCÍLIOS QUE ESTABELECERAM O CANON?

      COMO É QUE OS CRISTÃOS DOS 3 PRIMEIROS SÉCULOS – E DOS 12 SÉCULOS QUE SE SEGUIRAM, ANTES DA INVENÇÃO DA IMPRENSA ESCRITA – APRENDIAM SOBRE CRISTO E SUA MISSÃO SALVÍFICA SE NÃO TINHA ACESSO À BÍBLIA???

      SE a bíblia veio depois de IGREJA será que é lógico rejeitar a autoridade da Igreja? Por que sim, ou por que não?

      Pax Domini,

      H.

    • Foi perguntado por Helen:
      COMO É POSSÍVEL QUE A BÍBLIA SEJA A ÚNICA REGRA DA FÉ SE ELA NÃO EXISTIU POR MAIS DE TRÊS SÉCULOS, SE ELA SURGIU EXATAMENTE DA IGREJA, DOS CONCÍLIOS QUE ESTABELECERAM O CANON?

      COMO É QUE OS CRISTÃOS DOS 3 PRIMEIROS SÉCULOS – E DOS 12 SÉCULOS QUE SE SEGUIRAM, ANTES DA INVENÇÃO DA IMPRENSA ESCRITA – APRENDIAM SOBRE CRISTO E SUA MISSÃO SALVÍFICA SE NÃO TINHA ACESSO À BÍBLIA???

      Bem, as escrituras sagradas, apesar de hoje não possuírmos os escritos originais que foram feitos por copistas, parte em papiro (tecnologia chinesa que já existia muito tempo antes) e parte em pergaminhos de pele de carneiro etc. Tais papiros e pergaminhos foram copiados desde cedo, seja por nobres que se convertiam ao cristianismo ali no primeiro século e segundo século após a morte dos apóstolos. O versículo que transcrevo abaixo, apesar de não falar claramente, deixa explícita a possibilidade de desde cedo as cópias dos originais já circularem livremente entre os cristãos primitivos bem antes do edito de constantino ter tornado oficial o cristianismo no império e em seguida o surgimento do catolicismo.

      E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também. Colossenses 4:16

      Se eu tivesse sido um cristão primitivo de posses na época, com certeza quereria ter uma cópia das cartas originais disponível em casa para consulta. Para isso bastava mandar confeccionar o papiro e pagar um copista que entendesse bem o grego, aramaico etc.

      • Caro César Ferreira,

        De fato espisrolas circulavam, não nego isso em meu comentário, e nem poderia, haja vista as carias referencias a elas no Novo Testamento. S. Paulo, por exemplo, em outra passagem adverte: Retende as tradições transmitidas a vós, seja por palavra ou por epistola nossa. 2 Tess. 2,15

        Contudo, dai para presumir que a autoridade das espistolas suplantava ou mesmo anulava a autoridade apostólica, constitui numa verdeira distorção dos fatos e evidencias historias para sustentar um sitema que NOTORIAMANTE NÃO existia antes do século 15: a Sola Scriputura.

        Ademais, se o sr presume que todo cristão primitivo tinja acesso á pergiminhos das espistolas – nem vamos considerar o FATO que nem toda epistola fora incluída não Cânon da escritura séculos mais tarde – já é um erro infantil. Não apenas os cristãos primitivos não tinham acesso incondicional aos escritos apostólicos, como eram impossibilitados de ler, dado que é FATO que apenas uma ínfima parte da sociedade da época em questão era letrada. Assim, restava À IGREJA instruir ao Cristão, não ao INDIVÍDUO se auto instruir na fé.

        Ou seja, o cristão primitivo ouvia à Igreja e a noção de livre exame da Escritura NÃO existia, primeiramente porque esse era um conceito ALIENIGINA ao Judaísmo – que como a própria Bíblia mostra, tinha a autoridade dos Dputores dado para ensinar a religião, eliminando a noção de que cada um é livre para formular doutrinas baseado no próprio entendimento pessoal. MAS principalmente porque a Bíblia NÃO EXISTIA!

        Pax Domini.

    • COMO É POSSÍVEL QUE A BÍBLIA SEJA A ÚNICA REGRA DA FÉ SE ELA NÃO EXISTIU POR MAIS DE TRÊS SÉCULOS, SE ELA SURGIU EXATAMENTE DA IGREJA, DOS CONCÍLIOS QUE ESTABELECERAM O CANON?

      COMO É QUE OS CRISTÃOS DOS 3 PRIMEIROS SÉCULOS – E DOS 12 SÉCULOS QUE SE SEGUIRAM, ANTES DA INVENÇÃO DA IMPRENSA ESCRITA – APRENDIAM SOBRE CRISTO E SUA MISSÃO SALVÍFICA SE NÃO TINHA ACESSO À BÍBLIA???

      SE a bíblia veio depois de IGREJA será que é lógico rejeitar a autoridade da Igreja? Por que sim, ou por que não?

      Helen, não entendo por que minha resposta a estas indagações não estão visíveis!!! Respondi as perguntas e fiz algumas e até agora não recebi respostas. Porque???

      • Olá Rodrigo,

        Mil perdões pela demora. Estive ocupadíssima estudando para os meus exames e mal tive tempo de responder aos comentário postados no Blog.
        Ainda tenho que revisar tudo. Ainda não vi os seus comentários anteriores, mas farei uma breve explicação sobre o tema que vc aborda neste comentário:

        Rodrigo, os fatos a serem levados em conta são estes:

        1. A Bíblia – qual e tal a conhecemos hoje – não existia nos primeiros séculos do Cristianismo, como vc mesmo citou.
        2. A Bíblia – qual e tal a conhecemos hoje só foi disponibilizada em forma impressa depois do século 15, ou seja, 1500 anos da Ressurreição de Cristo.
        3. Quando a Bíblia foi impressa ela não era acessível por dois motivos: Era escassa e por esse motivo caríssima. A população mundial era analfabeta em sua grandíssima maioria. Apenas os ricos tinham acesso à leitura, porque era instruídos e assim somente aqueles que sabiam ler eventualmente podiam possuir uma bíblia, se assim o desejassem.

        4. Se apenas uma ínfima parte da população tinha acesso à Sagrada Escritura, como então aprendiam o Evangelho e a regra da Fé?

        Aprendiam pela Igreja. Não tinham outra fonte senão ela. A mesma Igreja que copiou manualmente os escritos sagrados, ensinou-os ao seu rebanho.

        Essa mesma Igreja é a mesma que 12 séculos antes decidiu quais eram os livros inspirados e assim, o que deveria fazer parte da Bíblia ou não.

        Essa Igreja é a Igreja Católica.

        Por isso lemos coisas do tipo da que cito abaixo:

        Onde estiver o bispo, que lá deixe o povo estar, assim como onde Jesus houver de estar, aí está a Igreja Católica.” Santo Inácio, Bispo de Antioquia e Discípulo de Hipólito, discípulo do Apóstolo João (c. 110 dC)

        S. Inácio foi um bispo Católico e um dos muitos servos de Deus saídos do seio da Igreja católica.

        Agora, o sr pergunta: PSE a bíblia veio depois de IGREJA será que é lógico rejeitar a autoridade da Igreja? Por que sim, ou por que não?

        Na opinião daqueles versados na arte da Hermaneutica e História da Cristandade – eu lhe sugeri que lesse o livor de Eusébio de Cesária: Faça o Download aqui – e na minha modesta opinião, não é lógico rejeitar a autoridade da Igreja.

        Existe muitos motivos para isso, mas o mais evidente deles está no fato de que a própria Igreja existiu antes da Bíblia e como tal era a única autoridade do Cristão. Ora, se ela era autoridade antes da Bíblia, por que de repente haveria de não servir mais?

        Ademais, o Cristianismo saiu do Judaísmo. Na concepção católica somos, a Igreja é, na verdade, o cumprimento do Judaísmo em Cristo. Assim, não é diferente do judaísmo mas sim sua continuação.

        Veja, no Judaísmo bíblico o povo não ousava discernir as regras da fé ao seu bel-prazer. Não! Vemos isso na Bíblia, desde o antigo testamento: Deus SEMPRE incumbiu aos seus nomeados Sacerdotes e Doutores da Lei a missão de transmitir a sã doutrina judaica. Não se vê o judeu dizer: Hei de formar minha própria “sinagoga”, os Doutores da Lei da minha sinagoga não sabem de nada, estão em erro. Eu sim, vou ler as Escrituras e pedir auxilio a Deus que me ilumine e depois vou eu mesmo ensinar a fé judaica, a mim e à todos que quiserem me ouvir!!

        Isso é apenas um ponto para começar a sua reflexão. Mantenha-se neste tema, eu lhe peço, até que tenhamos exaurido nossas discussões. Não é possível falar sobre tudo ao mesmo tempo.

        Pax Domini,
        H.

  6. Obs: Leia o comentário abaixo para compreender melhor este!!!

    O livro de Apocalipse é um belo exemplo de que, embora sejam importantes, somente a tradição e concílios não são suficientes para se determinar a autencicidade de uma doutrina ou questão teologica. Veja por exemplo algumas discordâncias e contradições por parte do pais no que diz respeito a data do Apocalipse:

    A – Tradições que sustentam uma data anterior a destruição de Jerusalém pelos romanos:

    1 – O Canon de Muratori* afirma que João escreveu o Apocalipse antes de Paulo ter escrito a sete Igrejas diferentes: “… o mesmo bem – aventurado apóstolo Paulo escreveu somente a sete igrejas, como fizera o seu predecessor João, nesta ordem: a primeira, aos Coríntios; a segunda, aos Efésios; a terceira, aos Filipenses; a quarta, aos Colossenses; a quinta, aos Gálatas; a sexta, aos Tessalonicenses; e a sétima, aos Romanos…” (Canon de Muratori e BAHNSEN, Greg L. e Kenneth L. Gentry, Jr., House Divided, The Break-Up of the Dispensational Theology [Tyler, TX: Institute for Christian Economics, 1989], pp. 259-260).

    2 – Clemente de Alexandria ensina que o ministério apostólico e toda revelação cessou no reinado de Nero: “Para o ensino de nosso Senhor na Sua vinda, começando com Augusto e Tibério, foi concluída em meados da época de Tibério. E a dos apóstolos, abraçando o ministério de Paulo, terminou com Nero” (CLEMENTE, Miscellanies, 7:17 e BAHNSEN, Greg L. e Kenneth L. Gentry, Jr., House Divided, The Break-Up of the Dispensational Theology [Tyler, TX: Institute for Christian Economics, 1989], pp. 259-260).

    3 – Tertuliano coloca o banimento de João a Patmos juntamente com o martírio de Pedro e Paulo (que ocorreram por volta de 67/67 d.C., sob o reinado de Nero): “Quão feliz é a sua igreja, em que os apóstolos derramaram toda a sua doutrina, juntamente com o seu sangue! Onde Pedro durante a sua paixão como a do seu Senhor; onde Paulo ganha sua coroa em uma morte, como a de João Batista! Onde o apóstolo João pela primeira vez caiu, ileso, em óleo fervente, e daí banido para sua ilha-exílio” (TERTULIANO, A Prescrição Contra os Hereges, 36).

    4 – Epifânio afirma que o Apocalipse foi escrito durante o reinado de Cláudio César: “O Apocalipse foi escrito em Cláudio César”. (Epifânio, Heresias, 51:12).

    5 – A versão síria da Bíblia (século VI) tinha o seguinte cabeçalho: “Escrito em Patmos, onde João foi enviado por Nero César” (Bíblia Síria, sec. VI).

    6 – Arethas de Cesaréia* escreveu um comentário em grego sobre o Apocalipse que dizia: “E aquele que deu esta revelação para o evangelista, declara que estes homens não devem partilhar a destruição infligida pelos romanos. Porque a ruína trazida pelos romanos ainda não tinha caído sobre os judeus, quando este Evangelista recebeu estas profecias; e ele não recebe em Jerusalém, mas em Iconia perto de Éfeso… onde, como já dissemos, este Apocalipse presente também foi composto, que é uma revelação das coisas futuras, na medida em que 40 anos depois da ascensão do Senhor esta tribulação veio sobre os judeus” (ARETAS, Comentário sobre o Apocalipse, séc. VI).

    B – Tradições que sustentam uma data posterior a destruição de Jerusalém:

    Irineu de Lião* (ca. 130 – ca. 202 d.C.): defensor da legitimidade (canonicidade) dos quatro evangelhos bíblicos, sobre a possibilidade do nome do Anticristo ser Teutão (Teitan) afirma: “Nós não vamos, entretanto, correr o risco de cometer um erro nesse assunto, de confiantemente afirmar que ele terá esse nome; pois nós sabemos que, se estivesse estabelecido que o seu nome deveria ser proclamado no tempo presente, isso teria sido anunciado por aquele que viu a Revelação [ele referia-se ao apóstolo João]. Pois foi vista há não muito tempo, mas quase em nossa geração, no final do reino de Domiciano” (IRINEU, Contra Heresias, Livro 5 – cap. 30.3).

    Hipólito de Roma* (ca. 170 – ca. 236 d.C.): “João, de novo na Ásia, foi banido por Domiciano para a ilha de Patmos, na qual escreveu a visão apocalíptica, e no tempo de Trajano ele adormeceu em Éfeso, onde seus restos mortais foram procurados, mas não foram jamais encontrados” (HIPÓLITO, Doze Apóstolos, cap. 1 – v.3).

    Vitorino de Pettau* (m. 303/304 d.C.): “Ele fala dessa maneira porque, quando João viu esta visão, ele estava na ilha de Patmos, havendo sido condenado pelo César Domiciano a trabalhar na mina. Lá, então, ele viu o Apocalipse; e, agora que, avançado em anos, ele começava a pensar que seria recebido no descanso através de seus sofrimentos. Domiciano morrera, e todas suas sentenças foram canceladas. E assim, João, após ter sido liberto da mina, entregou essa mesma revelação que recebeu do Senhor” (VITORINO, Comentário ao Apocalipse 10:11).

    Eusébio: “Tertuliano também mencionou Domiciano nas seguintes palavras: ‘Domiciano também, que possuía uma parcela da crueldade de Nero, tentou uma vez fazer a mesma coisa que este último fez… sequer se lembrou daqueles a quem ele tinha banido… Mas depois que Domiciano reinou 15 anos, e Nerva tinha sucedido ao império, o Senado romano, de acordo com os escritores que registram a história daqueles dias, votaram que os horrores de Domiciano deveriam ser cancelados, e que aqueles que tinham sido injustamente banidos devem retornar para suas casas e ter suas propriedades restauradas a eles. Foi nessa época que o apóstolo João retornou de seu exílio na ilha ao seu domicílio em Éfeso…” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 20.9-11).

    Jerônimo de Estridão* (ca. 347 – 420 d.C): “… no décimo quarto ano depois de Nero, Domiciano, tendo levantado uma segunda perseguição, baniu João para a ilha de Patmos, onde ele escreveu o Apocalipse, em que Justino Mártir e Irineu depois escreveram comentários. Mas Domiciano tendo sido condenado à morte e seus atos, por conta de sua excessiva crueldade, foram anulados pelo Senado, e João voltou a Éfeso…” (JERÔNIMO, Homens Ilustres, cap. 9). Em outra obra, disse: “João é tanto um apóstolo e um evangelista, um profeta e um apóstolo, porque ele escreveu às Igrejas como um mestre; Um evangelista, porque ele compôs um Evangelho, uma coisa que nenhum outro dos apóstolos, com exceção de Mateus, o fez; um profeta, pois ele viu na ilha de Patmos, para o qual ele havia sido banido pelo imperador Domiciano como um mártir para o Senhor, o Apocalipse, contendo os mistérios sem limites do futuro.” (JERÔNIMO, Contra Jovinianus [Contra Joviniano], Livro 1).

    Sulpício Severo* (ca. 363 – ca. 425 d.C.): “… Então, depois de um intervalo, Domiciano, filho de Vespasiano, perseguiu os cristãos. Nesta data, ele baniu João Apóstolo e Evangelista para a ilha de Patmos” (SULPÍCIO, História Sagrada, Livro 2 / cap. 31). Também escreveu o seguinte: “João, o apóstolo e evangelista, foi exilado por Domiciano para a ilha de Patmos, onde teve visões, e onde escreveu o Apocalipse” (SULPÍCIO, Trabalhos, vol. 4 / Cap. 120).

    E agora??? Qual tradição está correta e deve ser usada??? Quem está mentindo ou defendendo algo errado??? Apoiaremos Arethas, Clemente (que disse que depois de Nero cessou a revelação), o cabeçalho da Bíblia Síria, etc. ou defenderemos Tertuliano, Irineu, Hipólito??? A Tradição não é suficiente para se determinar doutrinas cristãs.

    Veja outra discrepâncias e contradições que nos foram entregues através da tradição no que diz respeito a autoria do Apocalipse:

    Eusébio:

    “Entre os escritos de João (apóstolo), além do Evangelho, é admitida sem controvérsia alguma a primeira epístola (I João), tanto pelos mais recentes quanto por todos os antigos; as duas epístolas restantes (II e III João) são postas em dúvida. A respeito da Revelação (livro de Apocalipse) disputa-se em pró e na contramão com variedade de opiniões” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 24.17-18). Em outro trecho diz: “Assim, pois, alguns dos nossos antecessores rechaçaram como espúrio e desacreditaram por completo o livro, examinando capítulo por capítulo e declarando que era ininteligível e ilógico, e seu título enganoso. Eles dizem que o trabalho não é de João, nem é uma revelação, porque é grossa e densamente coberta por um véu de obscuridade. Também afirmam que nenhum dos apóstolos, e nenhum dos santos, nem qualquer um na Igreja é o seu autor, mas que Cerinto, fundador de uma seita que foi chamada depois dele de cerintiano, desejando autoridade respeitável para sua ficção, prefixou o nome (de João)” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 7 – cap. 25.1-2).

    “Em primeiro lugar… deve ser colocado o quaterno sagrado dos Evangelhos [Mateus, Marcos, Lucas e João], seguindo-lhes os Atos dos Apóstolos. Após estes devem ser contadas as epístolas de Paulo… a epístola… de João (I João), e da mesma forma a Epístola de Pedro (I Pedro), deve ser mantida. Depois deles deve ser colocado, se ele realmente parece adequado, o Apocalipse de João, sobre o qual daremos as diferentes opiniões no momento adequado. Estes, então, estão entre os escritos aceitos” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 25).

    “Entre os escritos em disputa que são, apesar disso, reconhecidos por muitos, ainda existem as assim chamadas epístolas de Tiago e de Judas, também a segunda epístola de Pedro, e as que são chamadas de segunda e terceira epístolas de João, se pertencem ao evangelista ou a outra pessoa de mesmo nome. A Epístola aos Hebreus está também listada num capítulo anterior: “Não é de fato direito passar por cima do fato de que alguns rejeitam a epístola aos Hebreus, dizendo que ela é disputada [questionada] pela igreja de Roma, sob a alegação de que ela não teria sido escrita por Paulo” (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3; cap. 3).

    “Entre os escritos rejeitados estão os Atos de Paulo, o chamado Pastor, o apocalipse de Pedro e além disso a ainda sobrevivente epístola de Barnabé, além do chamado “Ensinamentos dos Apóstolos” [Didaquê]; e além disso, como eu disse, o Apocalipse de João, se parece apropriado, que alguns, como eu disse, rejeitam, mas que outros colocam entre os livros aceitos. E entre estes alguns também colocaram o Evangelho dos Hebreus, com o qual os Hebreus que aceitaram Cristo são especialmente deslumbrados. E todos estes estão entre os livros disputados (EUSÉBIO, História da Igreja, Livro 3 – cap. 25).

    Como vimos, embora o Apocalipse foi canonizado, A tradição não é unanime (gostaria de postar mais, porém não é possível). Houve e ainda há rejeição de muitos estudiosos quando se analisa o livro de Apocalipse (isto requer um estudo a parte).

    Para finalizar, digo e repito: a tradição, os concílios e escritos de teólogos não são escritura sagrada. Não podem ser a base para se determinar uma doutrina ou crença cristã. Se um cristão quer defender algo, deve basear-se primariamente na escritura sagrada. Helen, com todo o respeito (li que você tem filhos, etc.), deixando as diferenças de lado, sem rodeio, você é uma gata!!! Não receba o elogio como indecoroso, é com todo o respeito.

    • Caro Rodrigo Viana,

      Infelizmente, não ficou claro para mim – suponho que por minha culpa – o que o sr quer dizer com as citações de textos aleatórios enviados.
      Poderia esclarecer?

      Há muito o que discutir sobre cada um deles, haja visto que cada um trata de um tema. Qual o propósito que tem em mente? Explique, por favor.

  7. Seja respeitoso. Não ataque o escritor. Discuta a idéia, não o mensageiro. – Não use linguagem obscena, profana ou vulgar. – Fique no tema do post. Comentários que fogem da idéia original poderão ser excluídos.

    Não foi o que eu vi aqui!!! Lamentável!!!

    Os católicos se preocupam muito com as doutrinas de Lutero. Na verdade, as pregações de Lutero foram como uma bomba lançada contra a ICAR. Um simples homem (com todo o respeito) desmoronou uma Igreja. Historicamente falando, esta é a verdade (se o que ele pregou era certo ou errado já é outra história). Agora leio estes sites e detecto ódio pelos católicos para com Lutero. Os cristãos devem defender doutrinas cristãs como a ressurreição dentre os mortos, divindade de Cristo, existência de Deus e de Cristo, a não prática do adultério, fornicação, prostituição, perversão sexual, aborto, homossexualismo e etc. Ficar discutindo Lutero, Genocídio de protestantes, pastores ladrões ou padres pedófilos é perda de tempo.

    Questões como veneração de santos, uso de imagens de escultura e etc, eu concordo que devem ser defendidas pelos católicos e condenadas pelos protestantes, por que temos a Bíblia como regra de fé comum para discutirmos.

    Agora, quando se quer usar a tradição para defender doutrina fica exremamente difícil e digo: fica impossível o diálogo entre católicos e protestantes. Isto por que a tradição, que é considerada praticamente uma regra de fé (se não uma regra de fé) pelos católicos romanos, para nós protestantes foi e deve ser questionada e avaliada. Muitas coisas ensinadas por líderes cristãos pós período apostólico são de extrema importancia para a Igreja, porém muito abobrinha e contradições foram pregadas por alguns deles. Defender a permanencia de deuterocanônicos (que são usados como base para muitas doutrinas católicas), virgindade de Maria, oração pelos mortos e outras doutrinas apoiando-se em tradições, concílios e etc e furada. Estas coisas não podem ser consideradas regras de fé. A única regra de fé válida para um cristão deve ser a Bíblia e mesmo os livros que a formam devem sim ser analisados e questionados se são autenticos ou não, o que foi feito por vários pais da Igreja.

    • Caro Rodrigo Viana,

      Vou ser breve na minha resposta, pois estender-me seria inútil, uma vez que percebo – talvez equivocadamente – que sua cabeça “já está feita” sobre o assunto aqui tratado no seu comentário.

      Pois bem, em primeiro lugar, divertiu-me ler sua afirmação de que Lutero – certo ou errado – tenha desmoronado a Igreja Católica! Desmoronado? Tem certeza?
      Somos a maior religião do mundo com mais de 1.4 BILHÕES de batizados! Portanto, vamos bem, obrigado. Sim, seriamos mais a história da cristandade não tivesse lamentavelmente sido afetada por seu erro. 2.1 Bilhões, mas convenhamos, 1.4 BILHÕES é um bocado de gente, portanto, sua escolha do termo desmoronou, foi um tanto infeliz.

      Agora sim, vamos ao que importa:

      Aqui não estamos pregando o ódio a Lutero, como o sr. equivocadamente afirma.
      Estamos sim, refutando a grande e persistente retórica prostestante que costuma fazer a apologia de Lutero, se exalta-lo como um grande homem, que como vemos no texto acima, ele não foi. Atribuem a Lutero um mérito que não existe. Negam suas falhas e o atribuindo-lhe uma honra diga apenas de um santo, coisa que sabemos, Lutero não foi. Portanto, não se trata de ódio, mas de refutação da mentira, com a verdade. Não se ofenda por ele, não vale a pena. Foi sim um grande pecador, e a esta altura, resta-nos apenas esperar que para ele, a Misericórdia de Deus tenha sido abundante, pois o fruto que ele deixou na terra foi a DESUNIDADE do Corpo de Cristo. Um legado que, diga-se de passagem, não é poderia causar inveja a NENHUM cristão que se preze. A Palavra nos diz que conhecemos os que são de Deus pelos seus frutos. Se desunidade fosse coisa de Deus, Lutero mereceria honra e gloria pelo seu feito, mas como sabemos, não é o caso. Assim, comentar mais sobre o assunto é perda de tempo.

      Sobre a Bíblia ser a única regra da fé: Trata-se de uma estapafúrdia engedrade pelos filhos de Lutero para justificar sua obediência e desconsideração pela autoridade de Igreja, pelo legado apostólico, pelo testemunho da história, dos cristãos primitivos, pelos mártires de fé, para citar apenas alguns aspectos.

      A Sola Scriptura é literalmente impossível de ser provada pela bíblia. pela história, pela tradição apostólica. etc. O fato de que o cristãos dos primeiros séculos não tinham bíblia e assim, por 3 séculos tinha a igreja como autoridade magistral no ensino da fé devia ser suficiente para um ser humano racional ponderar sobre o assunto, mas o fato é que 99 por cento dos evangélicos são preguiçosos ou acomodados demais para se darem ao trabalho de estudar a fundo as parvices que lhes foram ensinadas, assim perpetuam o erro de Lutero e ainda pior, querem tirar da fé aqueles já se encontram nela, pois o maior missão do evangélico não levar o evangelho a quem não o conhece, mas tirar da Igreja católico o maior número de católicos possível.

      Não se ofenda com o que aqui disse. Não falo senão que por experiência de vida que o presente blog me proporcionou.

      Os evangélicos afirmam que é Jesus quem salva – isso é muito correto – contudo, o católico que acredita e professa fé em Cristo, esse não, esse está condenado ao castigo eterno! Não acredita, leia muitos dos comentário aqui postado!!

      Pax Domini,

      H.

      Pax Domini

    • PROTESTANTES SÃO UMA PIADA, É CADA PIADA UE APARECE…
      QUANDO DISCUTO, PEÇO UMA FONTE E A CAMBADA SOME.
      E TEM OUTROS QUE PARA JUSTIFICAR SUAS HERESIAS, VEM COM PAPINHOS QUE SÓ COLAM PARA QUEM QUER VIVER NA MENTIRA.
      ACORDA.

  8. Pude identificar aqui três linhas de comentários em relação ao proposto. 1º Estamos em um blog de defesa da fé católica, logo, quem aqui entrar e estiver disposto a ler qualquer texto, verá, evidentemente, uma apologia ao catolicismo, o que de fato ocorre tanto com o texto principal quanto nos diversos comentários concordantes. 2º Comentários que retrucam os argumentos apresentados no texto principal, tentando desacreditar ou desmentir as palavras creditadas a Lutero, ou atacando o “blogueiro” pela ousadia em discordar do “pai do protestantismo”. 3º Aqueles que não estão nem contra e nem a favor de um dos lados, mas que tentam colocar sua própria “verdade” acima de quaisquer “verdades” teológicas aqui discutidas, ou seja, ao final são tão dogmáticos quanto quaisquer outros defensores de uma doutrina religiosa.
    Cá do meu lado, como sou humano, também não consigo escapar de cair em uma dessas linhas. Pelo menos vou tentar amenizar minha parcialidade, mas lá vai meu dogma. Vou ficar com o seguinte: “a religião é o ópio da humanidade”. A religião é a causa da servidão do homem diante de outros homens. A religião é que mantem o homem refém de uma condição social miserável, enquanto o homem não convergir sua energia racional em algo que realmente o beneficie neste mundo, como a eliminação de ideologias desvinculadas com a vida real, tal as ideologias religiosas, continuará vivendo uma vida inútil, confortando-se apenas na esperança de outro mundo, enquanto que este é o mundo que importa. A justiça deve ser feita aqui, estão aqui os problemas do homem, se há salvação para o homem, ela está neste mundo e não em outro além. E o pressuposto para a salvação do homem neste mundo é a eliminação de quaisquer religiões, só assim abrir-se-á a nuvem dos olhos dos homens, a nuvem da alienação, só assim pode-se esperar, algum dia, a justiça entre os homens.

    • Olá Dalmir,

      Então, apenas a título de esclarecimento, sem intenções ocultas… Em que o sr acredita? Não crê em Deus, na espiritualidade do homem, na vida eterna?
      Podia fazer uma breve síntese de sua posição, por favor?

      pax

  9. discordo veementemente dessa publicação, tendo em vista que se temos a Biblia Sagrada traduzida e por atitude de coragem e destemor de Martinho Lutero, que foi perseguido pela igreja catolica e seus ‘chefes’, se não estariamos ate hoje vendo leituras em latim… Deus o abençoe e lhe traga a luz dos fatos.

    • Discordo veementemente de sua cegueira e orgulho. Se HÁ UMA BÍBLIA, é graças aos mártires CATÓLICOS que foram torturados e morreram para proteger as sagradas escrituras. Se HÁ UMA BÍBLIA, é graças aos monges copistas CATÓLICOS que dedicaram suas vidas a multiplicar os exemplares existentes das Sagradas Escrituras para a posteridade.
      Agora… se há VÁRIAS “BÍBLIAS”, a isso devo “agradecer” aos PROTESTANTES por seu orgulho e falta de honestidade por criar “versões” da Bíblia, DISCORDANTES ENTRE SI, apenas para legitimar, via ADULTERAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS, suas doutrinas falsas fruto da má interpretação, individual, da VERDADEIRA PALAVRA DE DEUS.

      Caro irmão, se tiver o mínimo de bom senso, apenas dê uma olhada para o quanto são egoístas e arrogantes os líderes dessas igrejas, das menores às maiores, em quererem interpretar sozinhos esta coletânea de livros tão rica e complexa, gerando uma Babel de interpretações. Ahh, de certa forma não é culpa deles, mas de Martinho Lutero por levar essa doutrina como verdadeira, e muitos terem caído em seu discurso doce e aconchegante, porém venenoso.

  10. Amados: A religião não vai levar a nenhum lugar; leia os 10 dez mandamentos, e o 1º é amar a Deus sobre todas coisas, e amar o teu irmão, como a te mesmo…….reflita, não posso julgar…..porque o braço do Senhor será mais pesada por aqueles que fizeram e fazem mal para o teu proximo.
    Aqui nesta terra infelizmente voce vale do que tem. As Nacões que se dizem poderosa, não pensam em ajudar ao menos favorecidos; tem muita misseria, fome, doenças, drogas, etc……Cadê os Religiosos,,,,,,,,,,,,,,, discutir religião será mais um passo de fracasso, de guerra, desunião e destruição. LEMBRE-SE DEUS ESTAR VOLTANDO…………………………JÁ FORAM ABERTA OS DOIS SELOS, FALTAM QUANTAS?

  11. Meu Deus…quanta sandice!!!!!! Quanta hipocrisia e mais ainda, quanta falta de conhecimento!!!! Sugiro ler a Bíblia Sagrada e os textos que errôneamente foram retirados dela para depois falar sobre o assunto!!! Como pedagoga vou falar como falo com minha crianças lá no SOE…Lá no céu, não tem nenhuma plaquinha reservando lugar pra essa ou pra aquela religião meus amores. Religião não salva ninguém, muito menos as ofensas e idiotices que acabei de ler aqui!!! Báh..fiquei surpresa que em pleno século XXI ainda existam mentes de tão curto alcance!!! Pai…perdoa-os,pois eles não sabem o que dizem!!! Amém…

    • Pobre ” Apavorada”…

      Vejam a incoerência: “Quanta sandice” diz ela, “quanta hipocrisia… quanta falta de conhecimento”…

      Mais adiante ela sugere que todos leiam bíblia, pois ela declara – com que autoridade, só Deus sabe – “Lá no céu, não tem nenhuma plaquinha reservando lugar pra essa ou pra aquela religião meus amores. Religião não salva ninguém, muito menos as ofensas e idiotices que acabei de ler aqui!!!”

      O blog convida a ilustre leitora e perita nos assuntos de Deus a nos mostrar ONDE neste blog faz-se a afirmação que essa ou aquela religião salva! POR FAVOR, onde?

      A maior incoerência é a seguinte: São esses mesmos peritos no assunto da salvação que declaram por ai que Judeus, Muçulmanos, etc, não podem ser salvos!! Por outro lado acusam injustamente aos católicos – como fez a sra “apavorada” – de fazerem aquilo que ELES, não nós, acreditamos.

      Claro, a religião não salva. Quem salva é DEUS! Isso é um ensinamento tão católico quanto bíblico, sabia? Nós Católicos cremos que aquele que não por culpa própria nunca ouviu a Palavra de Deus, ou teve conhecimento do Evangelho e do Senhor Jesus PODE SIM SER SALVO pela GRAÇA e VONTADE DIVINA. Pois como dito acima, a Salvação é um dom Gratuito do Altíssimo. Não cabe ao homem obtê-la por seu esforço próprio, mas sim recebê-la como oferta gratuita concedida a todos pela misericórdia divina.

      Talvez a sra devesse parar de “interpretar a Bíblia” individualmente e ouvir mais o que ensina a Santa Igreja, essa sim, não ensina erro…

      Pax Domini,

      H.

  12. Como o senhor entende a questão da salvação do ser humano?
    Segundo Lutero, o ser humano é salvo unicamente pela fé em Cristo (Rm 1.17, entre outras passagens que deixam isso bem claro). Acredito que Lutero nos trouxe uma nova e verdadeira interpretação da Escritura Sagrada e que contradiz em muito o que a Igreja Católica. principalmente na questão dos santos e da Virgem Maria que é tida como uma intercessora e as vezes é idolatrada como se fosse o próprio Deus. Nem mesmo Cristo dava importância a sua mãe como os adoradores de Maria dão, basta ver passagens como Mt 12 46-50, e se estou errado, mostre pela Bíblia que Maria deve ser adorada.
    Quanto a questão do Papa, como o sucessor de Pedro, pelo que sei a Igreja Católica usa a tradição e textos como Mt 16.18 “eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha igreja”. Como o senhor interpreta o texto de Mt 16.23 “tu és para mim pedra de tropeço”
    Para se entender Lutero, não se pode pegar textos isolados, ou melhor, fora de seu contexto, para falar que Lutero pregava isso ou aquilo. Por exemplo: você afirma que Lutero pregava que fazer o bem é mais perigoso que pecar. o problema é que da uma interpretação completamente equivocada do assunto, cito aqui, para entender o que Lutero disse, baseado no que o próprio Cristo fez com fariseus, os fariseus eram pessoas que pregavam a pratica das boas obras para a salvação, você deve fazer isso e aquilo e será salvo. Cristo condena esse tipo de pensamento, afinal todos somos pecadores. Lutero aqui, entende que a pessoa que quer buscar sua salvação por meio “fazer o bem” as outras pessoas também será condenada, pecar é inevitável, todos pecam, mesmo em pensamento, diante de Deus, não justo, nenhum sequer Rm 3.10. Somos salvos unicamente por causa da graça de Deus (Jo 3.16; Rm 3.21-24).
    Gostaria que o Senhor lesse e refletisse sobre o assunto, em vez de sair por ai, sem autoridade alguma para falar sobre algo que não tem conhecimento.
    Falo isso como um Teólogo e Historiador.

    • Caro Michael,

      Obrigada pela participação.

      Primeiro esclareço que no Blog não ensino o meu entendimento de nada, mas aquilo que ensina a Igreja. Como católica e apologista amadora, submeto-me à Igreja e a TUDO o que ela ensina, abstenho-me de fazer minha própria interpretação privada das sagradas escrituras. Sendo assim, se aqui já escrevi algo que contradiga ou não seja consoante com aquilo que ensina a santa Igreja, submeto-me à Igreja e aceito o meu erro.

      Quanto a salvação: Já escrevi extensivamente aqui sobre a doutrina da Salvação segunda a Igreja Católica. Sendo assim, peço-lhe que por favor, consulte os respectivos textos, eis abaixo apenas alguns deles:

      Salvo Pela Graça

      Salvação e Boas obras

      Salvação dos não Cristãos

      O sr afirma ser teólogo e Historiador, poderia sustentar sua afirmação e explicar porque diz que Lutero “nos trouxe uma nova e verdadeira interpretação da Escritura Sagrada e que contradiz em muito o que a Igreja Católica.”

      Também, poderia explicar de onde saiu a idéia de que no catolicismo ” Virgem Maria que é tida como uma intercessora e as vezes é idolatrada como se fosse o próprio Deus”?

      Desde já, agradeço!

      Pax Domini,

      Helen

  13. Deixa eu te fazer uma pergunta Hellen.o que é q os protestantes evangélicos tem a ver com isso?Nosso líder é Jesus e não Lutero.e mais de santa a igreja católica nao tem nada pois matou muitos Cristãos na fogueira e inquisição.Outra nós temos acesso a Bíblia por causa de Lutero.Ele não viveu a vida toda blasfemando;tinha de Deus um ser Carrasco,se esforçava em ser bom,mas se via um pecador.Mas quando leu Romanos 1:16-17,viu:o justo viverá da fé.sua alma saiu então da escravidão para o paraíso.catolicos veneram maria e santos.eles morreram.Deus condena a comunicação com os mortos.outra para ser salvo tem q fazer boas obras “Salvos pela Graça e não por obras para que ninguém se glorie” Efésios 2:8. e a Bíblia é compostapr 66 livros reconhecidos pelos os Judeus.isso não impedirá o avanço protestantismo.o Papa tá quebrando a cabeça pois os evangélicos estão avançando e os católicos pagãos diminuindo kkkkk

    • Ontem,com um pouco mais de tempo, me detive a ler os vários comentários prós e contra ao protestantismo e ao catolicismo. Observei que em todos estes houve apenas o desejo, ou seja, a imposição de cada um querer provar que o seu seguimento religioso é o verdadeiro. Em nenhum momento vislumbrei sentimentos do AMOR A DEUS, do AMOR FRATERNO e nem mesmo da FÉ, nesses questionamentos. Hoje li um texto muito bonito sobre O CRISTO CONSOLADOR, e achei oportuno transcrever um pequeno trecho: Trabalhadores, traçai vosso sulco, recomeçai no dia seguinte a rude jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno aos vossos corpos, mas vossas almas não estão esquecidas. Eu, o divino jardineiro, cultivo-as no silêncio de vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, quando o fio da vida escapar de vossas mãos e os vossos olhos se fecharem á luz, sentireis surgir e germinar em vós minha preciosa semente. Nada está perdido no reino de nosso Pai, e vossos suores, vossas misérias formam o tesouro que deve vos tornar ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e o mais desprovido dentre todos vós, talvez, o mais resplandecente.

  14. Cara pra te falar a verdade me deu nojo isso que vc escreveu…vc distorce tudo o que lutero disse a sua maneira de interpretassão é demoniaca…lembro-me de jeremias quando dava uma profecia para o rei a mando de DEUS e vem um falso profeta disse que jeremias mentia…então jeremias profetiza contra o falso profeta…e o falso profeta morre…DEUS tenha misericordia de ti…eu dou graças a DEUS pq se não fosse lutero nós nunca teriamos acesso a biblia sagrada que vivia em poder do papa que com suas disculpas dizia a lutero que ele que seria o sucessor de pedro a biblia era complicada a seu entendimento nunca imaginava a biblia nã mão de quaiquer pessoa sem entendimento…lembresse que fanatismo tbm é pecado…continuem com seus tradicionalismo barato…as suas idolatrias…
    1 corinthios cap 2 vers1 em diante…uns dizem ser de paulo outoros de apolo acaso
    foi paulo crulcificado?acaso eu batizei alguem? nem paulo quiz sua própria gloria sempre mostrou cristo acima de tudo…e mesmo assim vcs o veneram esculpindo uma imagem de são paulo…e tbm eu pergunto foi maria que morreu na cruz…
    ou cristo o cordeiro que deu a sua vida por nós…meu filho paulo se considerou um dos maiores pecadores…digo a vc sou catolico e sou crente…mas o que eu quero mesmo me converter o que eu quero é que o espirito santo me convensa do pecado da justiça e do juizo.

    • Sr Ronny Souza;

      O sr fez esta afirmação: “lembresse (lembre-se) que fanatismo tbm é pecado

      Mas também disse: “eu dou graças a DEUS pq se não fosse lutero nós nunca teriamos acesso a biblia sagrada que vivia em poder do papa que com suas disculpas dizia a lutero que ele que seria o sucessor de pedro a biblia era complicada a seu entendimento nunca imaginava a biblia nã mão de quaiquer pessoa sem entendimento…”

      Como pode se contradizer em tão pequeno comentário? Se o sr julga as opiniões expostas aqui como fanáticas, certamente que deve argumentar para demonstrar onde está o fanatismo. É hipocrisia, ou no mínimo leviandade, afirmar algo assim – refiro-me ao seu entendimento de que foi Lutero quem nos deu a todos o acesso à Sagrada Bíblia – quando FACTUALMENTE a HISTÓRIA – não o “opinionismo” barato de quem jamais estudou o tema – prova que isso não é verdade!!

      Se o sr tivesse se dignado a estudar o tema o qual ousa debater, jamais diria tal absurdo!! Se o sr soubesse da Verdade não daria graças a Deus por Lutero e sim pela Santa Igreja Católica, que pelo serviço leal de seus membros, preservou e protegeu a Bílblia!!

      Saiba que, foi o sangue de fiéis clérigos católicos que foi derramado para que a Bíblia não fosse destruída pelos inúmeros inimigos da Santa Fé Cristã que passaram por esta terra, principalmente no início da era Cristã. Foi com laboriosa e meticulosa dedicação que monges Católicos copiaram MANUALMENTE cada linha da Sagrada Escritura para a perpetuação dos Escritos Sagrados!! Foram nos monanteros católicos que se escondiam as cópias e os textos originais da Revelação Divina, razão pela qual hoje, o sr pode ter uma bíblia em casa!

      Além disso, talvez o sr nunca tenha estudado esta parte da história, mas SOMENTE DEPOIS DE 1452 é que foi inventada a Imprensa Escrita, meu senhor! Antes disso, TODA bíblia era escrita e copiada à mão! Talvez isso ilumine seu entendimento e elimine sua crença deturpada de que a Igreja NÃO permitia que pessoas privadas possuíssem o livro Sagrado da Religião Cristã!! Por motivos práticos e econômicos não era possível que assim o fosse.

      Ademais, que tal lhe parece analisar a seguinte informação: Até a idade média o índice de analfabetismo no mundo era exorbitante e apenas uma ínfima porcentagem da população sabia ler. Sendo assim, sr Ronny, como poderiam contemplar a leitura dos textos sagrados, se sequer podiam reconhecer as letras do alfabeto? A despeito de tudo isso, aprendiam sobre o relato da história da Salvação. Sabe como? Através da liturgia da Palavra, proclamada diariamente nos púlpitos das Igrejas Católicas, nas pregações dos padres, nos vitrais da Igrejas, nas encenações de peças teatrais das histórias da bíblia, nas celebrações como via-sacra, etc.

      Estude sr Ronny. Aprenda. E reflita sobre os fatos. O sr se surpreenderá com a verdade, que seguramente não está abonada em seu comentário sobre a bíblia e Lutero.

      Pax Domini,

      Helen

  15. Olá Helen e Edmilson

    Boa noite

    Amigos poderiam depois fazer uma explicação mais detalhada sobre as Indulgências talvez com um tópico específico. Algumas questões que eu proponho:

    1)Existe diferença entre perdão e remissão?

    2)Qual o significado da palavra indulgência em latim?

    Um abraço

    Luiz

    • Caro Luiz,

      O significado de indulgencia em Latim é conceder gentileza ou privilégio.

      Favor consultar o post contido AQUI para mais detalhes sobre as indulgências, remissão, perdão, etc. Se não conseguir esclarecer suas dúvidas nele, por favor, avise, e responderei com prazer.

      Pax Domini,
      H

  16. Prezados
    Não sou nenhuma historiadora,nem doutora em nenhum assunto aqui abordado,sou apenas mais uma que ama a Cristo e sua obra redentora e reconciliadora, vejo por aqui muitos que defendem muitas coisas e que citam diversos feitos de homens que prudentemente andaram segundo a fé que tinham.
    Escreveram e deixaram a sua história para que hoje nós pudéssemos estar aqui defendendo ou debatendo, mas será que só isso basta? Não vi alguém defendendo a causa de Jesus, será que também poderemos deixar em nossa história algo que amanhã poderá ser lembrado? Ou só idéias e falácias de pessoas querendo defender o seu próprio pensamento? Infelizmente somos tendenciosos quando nossos ideais não são compartilhados por todos.Mas só quero expor e agradecer a DEUS por ELE ter feito tudo o que fez, te-lo conhecido dentro da sua palavra foi o que me fez ser uma nova criatura, que saiu do reino das trevas e teve o prazer de entrar no reino do filho do seu amor.Então creio que é isso que devemos fazer, mostrar com atitudes,que tudo o que falamos também fazemos.
    Com amor

  17. Eu sempre aviso católicos romanos a serem cuidadosos com o Conversas à Mesa de Lutero. O Conversas à Mesa é uma coleção de comentários de Lutero escritos por estudantes e amigos de Lutero. Assim, não é oficialmente um escrito de Lutero e não serve de base para interpretar sua teologia. Mesmo o historiador católico e anti-Lutero, Hartmann Grisar, apontou que,

    “É claro, não se deve ignorar que o Conversas à Mesa são efêmeros – ‘filhos do momento’. Enquanto eles corretamente e vividamente representam as ideias do locutor, menos a calma reflexão que prevalesce no escrito das cartas e ainda mais dos livros, eles contém frequentes exageros e denunciam uma falta de moderação. Os flashes estilo relâmpago que eles emitem não são sempre verdadeiros. Os exageros momentâneos do locutor às vezes gera contradições que conflitam com outras conversas ou declarações literárias. Frequentemente declarações humorísticas são recebidas como declarações sérias. Humor e sátira de um tipo muito pungente fazem um grande papel nestas conversas” (Hartmann Grisar, Martin Luther: His Life and Work, Maryland: Newman Press, 1950, pág. 481).

    • Caro “Luther”,

      Obrigada pela observação. Saliento, entretanto, que há diversas outras obras de Lutero citadas no texto acima.

    • Lutero entregou a bíblia para o povo. Se não fosse Lutero hoje eu não poderia chegar em casa e ler minha Bíblia. Ele é muito mais lembrado pelos benefícios que trouxe do que por sua doutrina.
      Lutero também pregou contra a venda de indulgência, com a qual as pessoas acreditavam que poderiam gozar o pecado e ir para o céu.
      Por discordar da igreja, quase foi parar na fogueira, como muitos outros que a igreja matou naquele tempo. Perto do que a igreja fez nos seus dias, Lutero foi um santo, enquanto o papa foi um homicida.
      No princípio Caim matou Abel, e Caim era do maligno. Roma matou o Senhor Jesus e alguns de seus apóstolos. Mais tarde, sob o nome de igreja católica, continuou matando muitos outros cristãos.
      Agora a igreja condena um homem que libertou a bíblia do cativeiro romano e a entregou ao povo. Será que não existe espelho dentro dessa igreja?

      “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele.” – João 8:44

      Não quero iniciar discussão, mas Lutero morreu há 500 anos, deixem sua alma em paz.

  18. Helen tem um versiculo da biblia que é muito interessante que pode provar a imortalidade da alma mais que na biblia evangelica tem outra tradução

    biblia catolica

    vivos ou mortos, nos esforçamos por agrada lhe

    biblia evangelica

    quer presentes quer ausentes…

    qual a tradução correta?

    • Caro Erike,

      Para analisar qual é a melhor tradução, somente olhando-se para o texto original em grego.

      Abaixo temos o versículo 9 de II Corintios 5 extraído da Septuaginta transliterada (ou seja, escrita em alfabeto Romano)

      vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe

      dio kai filotimoumeqa eite endhmounteV eite ekdhmounteV euarestoi autw einai

      Agora eis mesma passagem da Septuaginta em Grego

      διὸ καὶ φιλοτιμούμεθα, εἴτε ἐνδημοῦντες εἴτε ἐκδημοῦντες, εὐάρεστοι αὐτῶ εἶναι.

      Em ambas versões gregas, as expressões usadas são: εἴτε ἐνδημοῦντες εἴτε ἐκδημοῦντες (grego) e eite endhmounteV eite ekdhmounteV ( grego transliterado) – que se traduzem para o Latim Vulgata (versão “oficial” da bíblia católica) como “sive absentes sive præsentes” , ou seja “Tanto ausentes como presentes”. Sendo assim, a versão moderna do português ” vivos ou mortos” é consoante com o original, pois neste contexto, ausentes que dizer mortos e presentes significa vivos.

      Espero ter esclarecido sua dúvida.

      Pax Domini

  19. Amados irmãos!
    Me perdoem por querer defender uma posição de conciliação. DEUS em várias passagens utiliza a Palavra para condenar ações, mas Ele mesmo faz um nova interpretação completamente diferente como JESUS fazia e deixava os farizeus de cabelos em pé. Cito um exemplo. Não trabalhar ou fazer qualquer coisa no sábado. Era uma lei severa mas JESUS disse que Ele era o SENHOR do sábado. Como que dizendo “olhem eu sou DEUS e apesar de estar escrito tal ordem o que eu quero é que voces observem a lei do amor. Não se mata ninguém por causa do sabado”. Mas DEUS mandou apedrejar quem profanasse o sabado. Ora, DEUS não é contraditório. Tudo tem uma época e uma visão além que podemos alcançar. As circunstancia e quem está envolvido. O povo era bruto numa época e mais esclarecida em outra e hoje mais ainda. DEUS foi se revelando aos poucos atraves da historia de Israel, até culminar com os esclarecimentos de JESUS.
    Amados, DEUS e sua palavra devem ser entendidas com revelação, pela leitura, mas também pela iluminação. Uma vez entrou uma luz no meu quarto e eu fui arrebatado para o 3 céu, quando cheguei a presença dessa luz, todas minhas células gozavam, um gozo de perfeita paz. Voltei e fiquei uma pessoa mansa e humilde de coração. Passei a estudar a Biblia todos os dias 2 horas e tá 4 horas. Sempre que tem uma revelação o Espirito me faz parar e oro, logo vem uma orientação, para pegar um livro auxiliar como dicionarios e outros mais. Daí vem a iluminação e passo a entender melhor que meus mestres. Então, apesar de ser evangelico, me sinto católico e judeu. Judeu pelo fato de o ser espiritualmente, como em Rom. diz que somos (Rm 2:25-29). Católico por ter exemplos de fé tão autentica como São Agostinho, Thomas de Aquino e meu amado irmão sol Francisco de Assis. Quanto conhecimento a Igreja Catolica nos oferece de pessoas que realmente falavam com DEUS. Evangélico, por ter sido orientado pelo Espirito Santo e estar onde estou. Aprendendo mais e mais com as manifestações do Espirito Santo.
    Conversar com DEUS é uma busca diária de retorno ao arrebatamento que tive e que todos teremos quando formaos assuntos ao céu. A palavra condena a todos. Catolicos, Judeus e Evangelicos. É viva e eficaz e não é letra morta mas viva. Quem vai julgar as religioes? Nos? Não mas quem pode indicar uma que seja reta? Amados todos nós somos pecadores, gerados em pecado e cegos ao mundo espiritual, como poderemos estruturar uma igreja sem erros? Aonde o homem coloca a mão ali há erros. Mas virá o dia em que todos adorarão ao SENHOR revestidos de um corpo incorruptível. Sem desentendimento!
    Lutero não foi perfeito! Mas qual papa o foi? A igreja Catolica saiu de dentro da Judaica. Os evangélicos da Católica e sabe-se lá o que está por sair das evangélicas.
    Fato é que devemos ter contado com o SENHOR e amar as pessoas. Se são heréticas elas não suportarão o amor em nós vindo de DEUS. Ou se converterão ou se afastarão ou nos matarão. De qualquer forma estaremos diante de DEUS se amarmos indistintamente. Amar não é conviver com quem nos faz mal, é tolerá-lo e também se não for possivel o convivio, deveremos nos afastar. A não ser que DEUS mande ficar com eles. E é ai que devemos ter discenimento da voz de DEUS. Ele pode mandar uma palavra que está na Biblia e que isso seja a vida da Palavra e não a Palavra como letra que sem a revelação pode ser morta, neste caso.
    É preciso olharmos para Cristo e clamarmos pelo seu toque e não a igreja e as pessoas que falam em suas palavras o que não entendemos e criticamos.
    Um exemplo. Todos pregam que a mulher deve ser submissa ao homem, o homem é o cabeça. Mas observando a vida de pastores e os casais percebi que quem manda na verdade é a mulher. Então fui buscar entendimento e DEUS me confirmou que é a mulher. Onde? Na Palavra.! Como? Quando ela diz que Cristo amou a igreja e deu sua vida por ela e que o homem deve fazer igual e que o maior é o que serve e não o que é servido, o entendimento veio igual um raio. Logo se o homem é o cabeça do lar, deve servir a mulher, se amar é o seu mandamento, então deve morrer por ela, ou seja, obedece-la. Simples, não! Mas foi dificil eu aceitar isso, mas por amor a DEUS me submeti e vivo numa comunhão e paz que é dificil dizer quem manda. Fato é que fico a espera de qualquer pedido seu. Isso é revelação.
    Tenho que ir, mas se quiser conversar mais o meu e-mail é instrutmap@ig.com. br e meu nome é Marcos. Fiquem na paz do Senhor e no exemplo lindo de São Francisco meu irmão sol.

    • Caro Marcos,

      A Paz do Senhor!

      A Igreja Católica ensina que ela, enquanto a Igreja de Cristo, é o cumprimento do Judaísmo Bíblico. O Povo de Deus – o povo Hebreu – hoje é a a Igreja de Deus. A Santa Igreja Católica.

      Deus quer a UNIDADE de Seu POVO, Sua Igreja. Se você realmente recebeu a iluminação de consciência que afirma ter recebido, então você JÁ é Católico!
      Venha Marcos, conhecer a Verdade e a Beleza da Santa Fé. Eu tenho certeza que não irá se arrepender! Você deve saber que o Espírito Orienta não aos Evangélicos apenas, mas como vc mesmo disse, por 1500 anos e até Hoje, faz isso dentro da Santa Igreja.

      Deus abençoe e por favor, leia o meu artigo que publicarei hoje sobre a Igreja Visível.

      Pax Domini,

    • Marcos,

      Muitos sábias suas palavras… Eu confesso que ao re-ler o seu comentário fiquei bastante interessada em saber mais de você e de suas experiências espirituais.
      Se ainda não o fez, subscreva-se ao Blog e participe dos nossos fórums.

      Eu adorei sua explicação sobre a mulher e o homem, o amor e obediência. Com base na sua analogia eu queria que vc me explicasse quem é essa Igreja a quem devemos amar e obedecer. Como é possível obedecer a algo invisível? Não é isso que vcs protestantes pregam, que a Igreja é invisível? OS católicos sabem que a Igreja é Visível. Isso porque possui uma hierarquia visível que pode disciplinar aos seus membros, preservar o depósito da fé e protege-lo contra cismas, heresias, etc. Isso é impossível num modelo sem hierarquia, como na visão protestante, onde o cristão não se submete à nenhuma autoridade que não a sua própria interpretação da bíblia. Ou seja, se uma congregação não aceitar a conduta de um determinado cristão, ele pode sempre ir para outra igreja do seu bairro, sem problema algum… Sendo assim, o exercício da autoridade disciplinadora da Igreja, tal e qual lemos em Mateus 18,17 é inexistente!

      Peço que por favor responda a esse meu questionamento no post abaixo:

      Igreja Visível – Cristãos em Comunhão.

    • MEU PREZADO MARCOS: Olha não existe no mundo e nem jamais existirá uma só seita adventista, como também nenhuma denominação protestante que possa ter ou possuir alguma
      autoridade bíblica para contestar as minhas observações com relação ao texto
      de Apocalipse 1.10 onde se lê que a revelação que João, o apóstolo, recebeu,
      no dia do Senhor, expressão que indica o domingo em diversas traduções,
      inclusive usadas pelos adventistas no livro SUBTILEZAS DO ERRO,
      //////////
      O que indica que a direção da igreja adventista apóia tais traduções. Que possuem o significado da
      expressão ‘dia do Senhor’ de Ap 1.10 que é encontrada também em algumas traduções da
      Bíblia, como segue:
      ////////

      “Eu fui arrebatado em espírito num dia de
      Domingo…(Tradução de Antônio Pereira de Figueiredo)
      ///////

      “Num Domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim uma voz…”(Edições Paulinas)
      //////
      “Um dia de Domingo, fui arrebatado em espírito.”(tradução de Mattos Soares) “No dia do
      Senhor: No Domingo.”
      //////

      anotação no rodapé da TLH). Marcos agora, Ora, quem não sabe
      que a autoridade religiosa dos adventistas do 7o. dia não está na Bíblia, mas sim nos escritos de Ellen Gould White, mencionada nos artigos 17 e 18 do
      NISTO CREMOS? AGORA MARCOS A IGREJA CATÓLICA TEM 2000 MIL ANOS E VOCÊS QUEREM MUDAR VERDADES JÁ VIVIDAS TRANSMITIDAS PASSADAS E REVELADAS DE GERAÇÕES E GERAÇÕES?”
      ME RESPONDA MATCOS? QUAL É O ENSINO DO ADVENTISMO SOBRE SUA AUTORIDADE RELIGIOSA: NA BIBLIA E
      NOS ESCRITOS DE ELLEN GOULD WHITE, atribuindo=lhe até infalibilidade, igual a dos papas.
      ///////

      Me respondas Marcos os escritores dessa falsa profetisa podem ser superiores aos
      escritos bíblicos? Olha. No livro SUBTILEZAS DO ERRO, página 30″ lemos: “O
      ‘espírito de profecia’ é o que ,segundo as Escrituras, a par com a guarda
      dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente.”…
      “Tudo quanto disse escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e
      profeticamente exato.” Enquanto os adventistas crêem na infalibilidade de
      EGW, não crêem na inerrância da Bíblia.
      /////////
      Marcos saiba que o que escrevem os adventistas sobre
      alterando a Bíblia; “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes aos pais e pelos profetas, falou-nos nos últimos dias pelo Espírito de Profecia.” O que
      diz o texto bíblico em verdade:é testificado por milhares de obras apologéticas exegeses cartas sermões e obras dos padres apostólicos e pelos padres da igreja sem nenhuma contestações.
      /////////
      VEJA MARCOS:

      Hebreus 1:1
      1 – “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos
      pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho.” Quer dizer Marcos!Que hoje jogar a Bíblia fora, para ler os escritos de EGW é o faz as seitas adventistas.

      E agora eu ti pergunto Marcos? Me mostre uma ordem específica de Cristo para guardarmos o sábado no Novo Testamento?”
      /////////
      MARCOS ENTENDA QUUE…

      Jesus diferenciou a guarda do sábado dos demais mandamentos do decálogo,como
      de natureza cerimonial, apontando que os sacerdotes no templo violavam o sábado e ficavam sem culpa. (MT 12:5) “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?”
      Poderiam os sacerdotes no templo matar, roubar, adulterar, adorar ídolos e
      ficar sem culpa? Não. Poderiam violar o sábado e ficar sem culpa? Sim. Pois o sábado semanal não passa de um preceito cerimonial abolido na cruz.
      ////////
      VEJA MARCOS:
      (Colossenses 2:16) – Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber,
      ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, (Colossenses
      2:17) – Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.”
      /////////
      VIU MARCOS A IGREJA SEMPRE FOI OBEDIENTE E JAMAIS ERROU E JAMAIS ERRARÁ EM DOGMAS E DOUTRINAS .
      COMO ME ORGULHO DE SER CATÓLICO.

    • Quem disse que a História se lembra dos que fracassam.
      João Huss, seguidor de Wycliff, assim como outros contemporâneos de Martinho Lutero, não foi o único a fomentar aquilo que Lutero cunhou como a Sola Scriptura. Mas assim como ninguém lembra quem era a vice presidente do governo passado, os heres menos notórios continuam assim, menos notórios, senão esquecidos…

    • Lutero –

      O Monge Satânico de Eisleben. Infância e Juventude Atormentadas

      Salve meu povo, soem as trombetas!!!!!

      Estou preparando esse material há algum tempo. Atendendo a pedidos, vamos falar um bocado da vida e obra de Martinho Lutero, o monge pirado que, segundo uma visão da beata Irmã Maria Serafina Micheli, arde no Inferno sob pena crudelíssima, acossado por mil demônios (que isso, Irmã! Assim a senhora vai escandalizar os católicos da “Teologia da Fofura”. Segundo eles, não podemos usar palavras duras nem mesmo para denunciar os piores hereges).
      ////////

      Aqui você também poderá entender o porquê de os protestantes serem tão materialistas, ególatras e prepotentes. Estabeleceremos a conexão entre a personalidade e a mentalidade do criador com as das suas criaturas. Este é o primeiro de uma série de posts, que vocês poderão acompanhar ao longo das próximas semanas.
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      Percebo que, como católicos, de uma forma geral, nosso conhecimento sobre o protestantismo é restrito à sua aparência exterior. A ideia comum feita desses cristãos desencaminhados responde a certos estereótipos que são impenetráveis a uma análise mais profunda pelo católico comum, que muitas vezes fica indefeso perante seus ataques histriônicos. Pois bem, aqueles que estão cansados de ouvir gente sem eira nem beira chamar a Santa Igreja de Babilônia e não aguentam mais ser taxados de idólatras, sigam-me!
      ///////////////

      Uma infância atormentada

      Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, na cidade alemã de Eisleben, na Turíngia. Era filho de um minerador. Seus relatos autobiográficos informam que era corriqueiro que seus pais o cobrissem de porrada (e ainda assim, ele não aprendeu nada… Realmente, porrada não educa).
      /////////////////

      Sua infância foi assolada pela presença quase constante da imagem do capeta, o que lhe rendeu uma série de “causos”, que contava durante suas farras na vida adulta. De tanto pensar no diabo, passou a vê-lo, desde cedo, em toda a parte. Qualquer lugar escuro era morada do senhor das trevas. Resultado dos maus tratos dos pais? Cartas para O Catequista.
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      Formação escolar e universitária de uma mente dodói

      Em 1497, Lutero foi enviado à Escola dos Irmãos da Vida Comum, uma ordem religiosa que atuava em Magdeburgo. Eram monges pobres que viviam de forma austera. Por falta de grana, o poltrão foi mandado de volta em menos de um ano. Dali, foi mandado para Eisenach, terra natal de Bach, também na Turíngia. Como era um duro, para arrumar um troco, virou cantor de rua (se fosse no Rio de janeiro de hoje, seria malabarista de sinal). Apiedou-se dele uma senhora rica, uma burguesa chamada Úrsula Cotta.
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      Luterão Father queria que seu pimpolho se formasse em direito, mas Lutero preferiu a filosofia e, a partir desta, seguiu caminho em direção à teologia. Matriculou-se na faculdade de Erfurt. Lutero era dedicado aos estudos (podemos constatar a posteriori que não aprendeu po**a nenhuma, mas que era dedicado, era), e das sete da manhã às cinco da tarde ficava enfiado em livros. Era bem versado nas obras de Epicuro (claaaro!!!), Sócrates, Platão e, principalmente, Santo Agostinho.
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      Jesus terrível, na visão de Lutero
      Curiosamente, Lutero, que adorava contar histórias do demo, morria de medo de Jesus Cristo. Via o Senhor, palavras dele mesmo, como “um juiz irado e severo”. Vai entender essa cabecinha lindja!!!!
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      Vejam que a pilantragem está nos genes de muitos biógrafos do protestantismo. Eles contam, por exemplo, que Lutero só começou a ler a Bíblia com 20 anos de idade, porque a malvada Igreja Católica não deixava o povo ter acesso aos textos sagrados. What?! Como o cara estuda Epicuro, Aristóteles e Platão e nunca leu a Bíblia, o livro mais lido daquela e de qualquer outra época posterior? E pior, ainda dizem que Lutero se apegou com “todas as suas forças” a um exemplar do livro sagrado, o qual estava acorrentado (!!!) à prateleira da biblioteca da Universidade. Só acredita nisso quem é muito mané!
      ////////////////
      Já durante a sua vida universitária, fica evidente que Lutero tinha “pobreminha”. Primeiro, observamos algo recorrente na sua vida: chegou a tentar o suicídio. Tá, um dia ele conseguiu, estraguei a surpresa do final. Mas contei o milagre, não revelei o santo (os detalhes do suicídio nós guardaremos para o final). Voltando à faculdade, durante um passeio, num assomo de desespero, Lutero pegou sua espada e a enfiou no… pulso. Um médico piedoso salvou sua vida.

      Lutero teve os seus momentos SDR (“Séquiço”, “Dorgas” e “Roquirrou”), que eram intercalados como repentinos momentos de introspecção. Bipolaridade perde!

      A entrada no convento

      Enfermo, vítima de uma febre e afetado profundamente pela instabilidade mental, o jovem Lutero escolheu retirar-se para um mosteiro dos agostinianos. Essa é a versão apresentada por Hoefer, biógrafo “oficial” de Lutero.

      Há outra versão diferente: enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou apavorado pelo estrondo de um raio, o que o levou a um ataque de pânico. No seu cagaço, prometeu a Santana que, se ela salvasse sua vida, ele seria monge. Essa história é engraçada, mas acho que a versão de Hoefer é mais crível. Por outro lado, olha o histórico dodói dessa criança, e isso só até os 23 anos de idade. Também é interessante o quanto essa conversinha última lembra a conversão de São Paulo. Pretensioso o rapaz, não?

      No mosteiro da Ordem dos Eremitas Agostinianos de Erfurt, Lutero queria virar um novo Santo Antão. De tanto jejuar, vivia doente e desmaiava sempre. Nem se confessor teve paciência com ele:

      – Tu és louco. Deus não está descontente contigo, és tu que estás descontente com ele.

      *****

      Iniciamos assim nossa grande jornada de esclarecimento de quem é o monge apóstata que levou tantas boas almas ao erro.

      No próximo post desta série, veremos de onde o monge maluco tirou a ideia Sola Fide (salvação somente pela fé, sem necessidade de obras). Esta doutrina é uma das bases do protestantismo.
      QUE DEIXOU O NOSSO AMIGO W. FRANK MALUCO.

    • FICO FELIZ DE VÊ ESSE SITE COM GRANDES APOLOGISTAS CATÓLICOS ONDE ESTÁ VC MANOEL E ONDE ESTÁ VC BRAZ DOS SANTOS NÃO SUMAM SUAS PRESENÇAS NESSE SITE É DE GRANDE VALOR!

  20. Ninguem tem nenhum direito de subjulgar um temente servo de Deus!!!!!!!,Martinho lutero não usou suas palavras nestes sentidos sujos e inescrupulosos!!!!!!!.

  21. Bem, sua refutação é de base fundamentalista e sistemática, sem contextos históricos e etimológicos e critico em alguns pontos das escrituras. Concordo que Lutero falou muitas coisas das quais eu mesmo não concordo, mas pegar texto daqui e dali, e refutar de uma forma confecionista, é chato. Eu esperava mais de algum teólogo católico, e devemos nos ater no aparato crítico das escrituras sem apelar para a dogmática católica que não é tão diferente do que o protestante faz.

    • Caro Rodrigo,

      O sr mesmo admite que não concorda com algumas coisas dita por Lutero. Ora, isto por si deveria ser pelo menos uma indicação de que poderia haver – com um estudo aprofundado dos escritos do mesmo – outros pontos ainda mais sérios de discordância, não é verdade? Agora, pergunto, o sr fez esse estudo aprofundado de Lutero e seus escritos? Se não, então porque dá-se ao trabalho de sair por ai em sua defesa?

      O que foi feito aqui não foi uma “colcha de retalhos” de informações. Foi apenas um apanhado de citações Luteranas para ilustrar o pensamento de Lutero sobre alguns temas específicos. As citações não estão fora de contexto, mas se assim o sr acredita ser, sugiro que compre os LIvros citados e averigue por si mesmo. Terá uma grande surpresa.

      Agora, não ficou claro por que o sr acredita ser necessário um estudo crítico de alguns pontos das escrituras para debater sobre Lutero. Gostaria que explicasse. Estranhou-me também a acusação de fundamentalista. Parece que o sr se confundiu sobre o real significado dessa palavra…

    • CARO RODRIGO NÃO JOGUE CONVERSA FORA!
      AQUI É APENAS UM UM POUCO DA BIOGRAFIA DE LUTERO
      QUE POSSUI TESTEMUNHAS OCULARES E FATOS VERÍDICOS DA ÉPOCA!

      AGORA LIVROS DE LIVRARIAS PROTESTANTES É CLARO QUE VAI ESCONDER O PODRE DE LUTERO!

      TI SUGIRO VAI NAS GRANDES BIBLIOTECAS DO MUNDO QUE EXISTE UM ACERVO GIGANTESCO DE QUEM FOI LUTERO OK!

      LEIA OS FATOS DA ÉPOCA AGORA ESSA DE LÊ ESTÓRIAS ESCRITAS SÉCULOS DEPOIS DOS FATOS NÃO COLA.

    • LUTERO- LEVANDO UM NOCAUTE TEÓLOGICO

      E aí meu povo,
      Voltamos a tratar do meu, do seu, do nosso monge maluco preferido. O papai “spritual” de quase todos os cristãos desencaminhados, o Rei da falta de noção teológica, o primeiro cara a se aferrar com unhas e dentes na “bibra” (gostava tanto dela que, inclusive, fez uma do seu jeitinho). Com vocês, um pouco mais da vida e obra (principalmente “obra”) de Martin Luther.
      /////////
      Comecemos pelo contexto histórico. O fato mais importante desse período no qual estamos focando foi o óbito, em 12 de janeiro de 1519, do Imperador Maximiliano. Para Lutero, isso veio bem a calhar: por conta das problemáticas políticas advindas da sucessão imperial, o Papa Leão X teve o foco dos seus esforços desviados das questões eclesiásticas para a análise da política envolvida nesse processo.
      O que hoje chamamos Alemanha, naquela época, tinha ainda agregada a si outros Estados da Europa Central,ou seja, era um grande balaio de gatos . Nesse balaio, havia cerca e 300 “barões”, cada um mais metido do que o outro. O imperador do Sacro Império Romano-Germânico, ao contrário da maioria das nações, não era um cargo hereditário; o poder de império era concedido pelo “Colégio dos Príncipes Eleitores”.
      //////////////
      Uma terça parte dos terrenos da Igreja estavam dentro do Sacro Império Romano-Germânico. Leão X, por sua vez, não quis se indispor com Frederico III, o principal defensor de Lutero, evitando inflamar ainda mais uma Alemanha já bastante tumultuada.
      Foi nesse cenário que, em Leipzig (cidade em que viria a nascer futuramente o anão tortinho Immanuel Kant – uma espécie de cosplay de Tyron Lannister filosófico), o Duque Jorge da Saxônia deu voz, no Castelo de Pleisenburg, a um vivo debate entre Carlstadt e Eck.
      Na célebre disputa de Leipzig, Andreas Carlstadt era o defensor das 95 teses de Lutero, e Johannes Eck era o promotor da Santa Igreja.
      /////////////////
      UFC: Eck X Lutero
      O teólogo Johannes Eck era um gênio, um orador brilhante e muito impressionante; citava doutores da Igreja e a Bíblia sem o socorro de notas. Por outro lado, Carlstadt era um metido que se “achava”. Só que esse mané tinha sempre que recorrer aos seus alfarrábios ao longo do debate para se localizar. Eck o desconcertava. Então, dá para imaginarmos o quanto esse debate foi “fluído”.
      A coisa já tava ficando muito chata e a platéia não devia mais aguentar tomar café com Redbull para aturar Carlstadt. E, quando Eck conseguiu que fosse proibida a consulta a notas durante o debate, o monge maluco veio socorrer seu defensor. Assim, em 4 de julho de 1519, Lutero assumiu o púlpito no lugar de Carlstadt. Foram18 dias de debate a partir desse momento.
      //////////////////////
      Podemos falar mal de Lutero em muitos aspectos e de todas as formas possíveis, mas uma coisa não se pode dizer: que ele não conhecia a Bíblia. Mesmo assim, a superioridade intelectual de Eck sobre Lutero era absurda. Os principais pontos da disputa entre os dois foram: as indulgências, o purgatório, a penitência, a absolvição dada pelos sacerdotes, a primazia do papado e a inviolabilidade das regulamentações dos Concílios Ecumênicos.
      Foi durante esse debate de 18 dias que Lutero pirou na batatinha de vez. Incapaz de rebater Eck, aferrou-se à Bíblia de um modo absolutamente fanático. Dessa forma, ouso afirmar que naquele Castelo da Saxônia nasceu o fanatismo cego da crentaiada – em especial dos pentecostais e neo-pentecostais – de hoje em dia.
      Lutero cuspiu e desconsiderou completamente a Tradição da Igreja que o formou. Usou até Nosso Senhor Jesus Cristo para justificar os caprichos da sua mente doentia. Eck rebateu Lutero quando esse disse que a Igreja não precisa de um Chefe na Terra, afirmando que o próprio Jesus havia nomeado Pedro. Esse momento para mim é maravilhoso e histórico! Pois vejam, é desde 1519 que estamos esfregando a verdade na cara dos crentes e não adianta!
      Possuído por seu amado Satanás, Lutero contra-argumentou com a (já velha, naquela época) falácia de que a Igreja não teve nenhum Papa por séculos, e ainda teve a cara de pau de pedir a Eck que este mostrasse na Bíblia que havia outros “Pedros”. Isso se deu há quase 500 anos; caso fosse nos anos 80 do século XX eu aconselharia ao Sr. Eck, depois dessa defecação mental, esquecer a teologia e aplicar o “Método Chuck Norris” de enquadramento de sem-vergonhas.
      A cretinice de Lutero era complementada por sua teatralidade de mamulengo(algum dia você quis saber a origem do gestual ridículo, planejadamente inflamado e exagerado dos pastô evangélico no púlpito? Então… eis aí). Para todos os argumentos levantados por Eck, lá vinha o bobalhão com a mesma resposta:
      ////////////
      – Só a Bíblia é infalível!
      Assim fica fácil debater, né? Todas as indagações têm a mesma resposta. Aliás, todo crente, ainda hoje, seguindo o “Protocolo Lutero para discussões as quais você é idiota demais para vencer”, utiliza-se dessa resposta. E sempre saem rindo e arrotando superioridade. Essa lição patética foi muito bem assimilada e é a base da erística moderna. Também foi bem assimilada e aceita pela esquerdalha e pelos ateus. Entendem quando eu digo que essa turma toda tem o mesmo ancestral comum? Ao olhar para Lutero todos são condicionados a dizer: “papai!”.
      Da mesma forma, gente como eu tem Eck como ancestral. Chegou uma hora que o cara perdeu a paciência e passou a responder:
      /////////////////
      – Então, sois pagão .
      Criou-se em torno de Lutero a lenda de que era brilhante, um homem à frente de seu tempo. Bom, já deu pra ver que não era. Era mais o caso do filho de Satã certo na hora certa e, principalmente, no lugar certo. Mas, vamos às provas.
      Além de genial, Eck era um tanto quanto ardiloso (gosto muito dele, é difícil não achá-lo fascinante). Em determinado momento, enredou Lutero de tal forma, conduzindo o peixe para sua rede com tanta facilidade, que chega a dar aquele sentimento de “vergonha alheia” por Lutero. Traçando um paralelo mais do que óbvio da heresia luterana com seu ancestral Jon Huss e deste como John Wycliffe, Eck deu seu xeque-mate.
      ///////////////////
      Abrindo um parêntese muito rápido para falar de Jon Huss: ele pregava o “Sacerdócio Universal dos Crentes”, em que qualquer pessoa poderia relacionar -se com Deus sem a mediação sacerdotal e eclesial. Basicamente, Huss afirmava que o Papa errava. Já que o papa erra, vamos descer o cacete nos católicos. Poderosa essa lógica não? Faz muito sentido… O povo de Leipzig passou por poucas e boas nas mãos dos hussitas – seguidores de Jon Huss – que destruíram muitas propriedades por lá e por toda a Saxônia.
      O “sábio” Lutero caiu no ardil de Eck e se danou todo: admitiu considerar corretas as heresias de Huss. Foi então que o Duque Jorge, católico devoto, chamou-o de maluco.
      Para piorar a sua situação, ainda se atribui a Lutero a seguinte declaração, feita posteriormente, em referência a Eck:
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      – a víbora inchou-se, exagerou o meu crime…
      Ah! Que legal! O próprio Sr. Luther se admite criminoso! Eis aqui nosso réu confesso! Criminoso é criminoso meu caro. A pena se dá ao delito cometido, concordo, mas não é o próprio criminoso o mais capacitado para julgar o peso da mão. Acho que quanto a isso todo mundo concorda, certo? Mas o que importa saber aqui é que Eck vencera a contenda.
      E o mi-mi-mi do monge maluco não parou por aí. Sem ter de quem reclamar, voltou sua retórica de pobre coitado contra o povo de Leipzig: ele ali não se sentia amado. Não é de partir o coração?
      Desiludido mas muito mais louco do que anteriormente, Lutero foi chorar pitanga em outra freguesia. As atas da disputa foram enviadas para os mestres das Universidades de Erfurt, Paris, Lovaina e Colônia, que deveriam dar seu veredito. Os puxa-sacos do babão em Erfurt foram os únicos a calar, não deram resposta. Todas as outras esculhambaram Lutero. Foram detectados 26 “asserções falsas, escandalosas ou heréticas”.
      Lutero foi chamado de apóstata e anatemizado pelos teólogos de Lovaina, a Atenas belga, uma das instituições de ensino mais importantes de toda a Europa.
      AÍ EU ME PERGUNTO? POR QUÊ? OS PROFESSORES PROTESTANTES DE HISTÓRIA NÃO MOSTRA A VERDADE DA VIDA E OBRA DE LUTERO?

  22. E pelo visto ele tinha muita razão:

    Hoje a “moda” é a pedofilia. Mas antes, nos tempos dos Assassinos Jesuitas, quantos “garotos” e “garotas”, índios, escravos e os pobres humanos foram vítimas dos padres?

    Triste é saber que na bíblia, Em apocalipse, Deus dá o local, as cores, os ornamentos e o perfil do anticristo. Além obviamente de ser uma religião que é um reino.

    Acordem.

    De tudo que relata as escrituras, as ações de Deus sempre tiveram a idolatria como elemento de desrespeito a Deus. Imagina um “humano” achando que é o vigário de Cristo.

    Criando falsas religiões, criando simbologias, se relacionando com o ocultimos e as sociedades secretas além de irem contra a vontade de Deus afirmando que o Ecumenismo é o caminho.

    Só há uma referência a religião nas escrituras: Cuidar dos órfãos e viúvas. Mas César, o imperador romano, viu que o caminho para manter sua estrutura, deveria deixar de ser só governo e passou a ser também Líder Religioso.

    Há 10 mandamentos: Leiam e entendam os 4 primeiros pelo menos…

    Falta pouco!

    • Ore, ô irmão. Ore! Suas palavras revelam uma grande quantidade de parvices que só podem ter saído de uma mente fanática e confundida.

      Cristo, tende piedade.
      Senhor, tende piedade de nós!

    • RHALDNEY BELO CONHEÇA LUTERO (E AS MENTIRAS SOBRE INDULGÊNCIAS).

      OLHA RHALDNEY BELO agora esse outro tópico será totalmente dedicado a Martin Lutero, pai dos protestantes, pois vocês protestantes julgam que esse rapaz lutou contra o Papa e contra a “corrupção da Igreja” na era medieval, sendo por isso excomungado injustamente e a Igreja Católica o excomungou para continuar a “corrupção”, vendendo indulgências (absolvições).
      Agora o que mais me chama atenção é que você Rhaldney Belo nem sabem quem foi Lutero, pai dos protestantes, e muito menos leram alguma obra dele ou suas 95 teses.

      Vocês protestantes que dizem seguir Lutero, apenas seguem as lendas que inventaram sobre ele, pois por causa das indulgências em nenhum momento Lutero condenou a Igreja, o Papa ou o clero.
      Na verdade a Igreja nunca mandou vender indulgências, e isso Lutero deixa bem claro em suas teses. A Igreja pedia sim “ofertas” para construção da basílica de São Pedro (O que não há nada de ilícito), e é muito diferente.
      Baseando-se nisso forjou-se a lenda de que Lutero teria entrado em atrito com a Igreja por causa de “vendas de indulgências”, quando na verdade, Lutero se levantara particularmente contra o monge alemão Tetzel, na Alemanha, se iniciando assim, uma disputa entre os dois. Lutero por sua vez o acusava de vender indulgências sem possuir qualquer autoridade do Papa para tal. Mais tarde o próprio Lutero iria se desculpar do monge Tetzel, pelas calúnias que espalhou contra aquele.
      Provarei pelas 95 teses de Lutero, rei dos protestantes, que em nenhum momento ele afirma que as supostas vendas de indulgências vieram de Roma, muito pelo contrário, ele afirma em suas 95 teses que os vendedores de indulgências faziam isso sem que o Santo Padre soubesse.
      95 teses de Lutero:
      Tese – 91: (Lutero Afirma que as indulgências em conformidade com o Papa nada tinham a ver com a briga dele com seu oponente).

      “Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do Papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido”.
      Tese – 71: (Lutero diz; aquele que vendia indulgências o fazia sem conhecimento do Papa).

      “Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas”.
      Tese – 77: (Lutero alertava contra as Calunias que o Papa Sofria).

      “A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o Papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa”.
      Tese – 38: (Lutero confirma a autoridade da cátedra de São Pedro).

      “Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina”.
      Tese – 42: (Lutero diz; a corrupção das supostas vendas de indulgências não partiu do Santo Padre).

      “Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia”.
      Tese – 50: (Novamente Lutero diz; o Papa de nada tinha a ver com as supostas corrupções das indulgências).

      “Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.”
      Tese – 51: (Lutero diz; se o Papa soubesse das supostas corrupções venderia a basílica de São Pedro).

      “Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquemardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.”
      Tese – 70: (Novamente Lutero diz; as supostas corrupções não foram autorizadas pelo Santo Padre).

      “Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.”
      Tese – 75: (São Lutero exalta a Mãe de Deus).

      “A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura”.

      Igreja Católica nunca vendeu indulgência, Lutero rebelou-se incitado por príncipes devassos alemães. O Papa levou dois anos o convidando amigavelmente a comparecer a Roma para reconciliar-se.

      Escreveu-lhe o Papa:

      “… volte e se afaste de seus erros. Nós o receberemos bondosamente como ao filho pródigo retornando ao abraço da Igreja.”.
      (Bula: Exsurge Domine, Leão X – 15/6/1520).

      Lutero recusou, fazia arruaças queimando as bulas, até ser excomungado.

      RHALDNEY BELO vocês protestantes não conhecem sua própria historia “lamentável”.

      OLHA RHALDINEY PARA MIM É SAFADEZA SATÂNICA DE GENTE SEM ESCRUPULO QUE AFIRMA QUE A IGREJA QUEIMOU MAS NÃO PROVA
      SE VOCÊ DIZ ESSAS MARMELADAS TRAGA OS NOMES DOS AUTORES DOS FATOS TRAGA OS LIVROS…

      VOU FICAR ESPERANDO OK.

    • RHALDNEY BELO CONHEÇA MEU AMIGO

      Veja a resposta ao seu comentário sobre Lutero AQUI – Postada por Edmilson

    • Agora Adriano a expressão “PAI LUTERO” designa apenas que ele é o mentor das pessoas que o seguiram em sua rebelião contra a Igreja. Pois os seguidores desse movimento foram chamados de “Cristãos Reformados”, “Protestantes”, ou “Evangélicos”.

      A unidade, porém, desse movimento durou pouco porque muitos de seus discípulos, como era de se esperar, passaram a interpretar livremente a Bíblia, donde as muitíssimas divergências e consequentemente, o surgimento de outras sucessivas rebeliões de rebeliões.

      Chamam-se, pois, filhos de Lutero, aqueles que aceitaram suas doutrinas ou que delas divergiram posteriormente. Os crentes que foram aparecendo na Suíça, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, etc., sob a designação geral de “Protestantes”, “Evangélicos”, ou “Reformados” não têm como se esquivar de ser chamados “FILHOS DE LUTERO”, da mesma forma que são chamados “FILHOS DE ABRAÃO” os israelitas, segundo a carne e os cristãos, segundo a fé, conforme São Paulo:

      Gal 3:7 – Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.

      Vocês protestantes Adriano até podem alegar que Lutero não foi o primeiro rebelado e nisso têm razão. Pois a Bíblia nô-lo apresenta: foi o grande Dragão, a antiga Serpente, o chamado Diabo, ou Satanás (Ap 12,9). Lutero, do qual originou-se a grande rebelião protestante, costumava entreter-se com o espírito das trevas aceitando que, muito do que lhe explicava, ele tinha razão, motivo pelo qual, não raro, lhe ouvia os conselhos.

    • Respondendo ao Sr.Intruder Plus

      Diz o protestante que a Igreja Católica não está na Bíblia.
      Mas diz o Intruder Plus acima que o livro de Apocalipse revela que a Igreja Católica é a Babilônia ou coisa parecida.

      Diz o protestante que a Bíblia não fala em Papa. Mas o Intruder Plus acima sugere que um papa seja o anti cristo.

      Afinal contraditório protestante, a Igreja e o papado estão ou não estão na Bíblia ???

      Decidam-se primeiro todos os protestantes eternamente divergentes entre si. E depois nos acusem.

      Cheguem a um consenso sobre as acusações e depois a façam de forma coerente.

      Uns dizem que a Igreja modernizou-se demais e outros dizem que ela é arcaica. Uns dizem que a Igreja modificou a doutrina e outros dizem que ela é dogmática.
      Uns dizem que a Igreja foi fundada por Constantino e depois seguem as teologias de Lutero ex sacerdote da Igreja de Constantino a qual acusam de ser a Babilônia.

      Vão ser contraditórios e falsos profetas lá na Judéia.

      Ora, por que me espanto ?

      Os filhos de Lutero fazem as obras de Lutero. Os filhos de Boff fazem as obras de Boff. Os filhos dos Betos fazem as obras dos Betos. E os filhos de Macedo, Santiago, Soares, Valadão, Terra Nova, Hernandez e Malafaia fazem as obras de seus ídolos e mestres.

      Por isto se diz: “…atrás de toda a sorte de novidades ajustarão mestres para si.”

  23. La acima ta a igreja supostamente ” Corrompida ” Provem na palavra que o que Lutero falou era mentira, Igreja que queimava os outros vivos era uma igreja de Deus?
    Deem graças a Deus pelos homens e mulheres que lutaram pela liberdade espiritual se não hoje, se não fossemos “Liberados da soberania católica” nem médicos teríamos para nos consultar!
    Você falaram tanto de Martinho Lutero mas depois das 95 teses a própria igreja romana começo uma reforma por que como ela tava era um absurdo!

    • Caro Rhaldney Belo,

      Prova primeiro que A Igreja queimava as pessoas na fogueira! O sr parece estar bastante desinformado. Os que foram queimados nas fogueiras eram os supostos bruxos e bruxas, vítimas da Caça às Bruxas empreendida pelos protestantes na Europa Medieval.

      Leia sobre a Inquisição e descubra a verdade dos fatos: A Inquisição era um Tribunal. A Igreja inquiria. O Estado e SOMENTE ele, executa penas e sentenças.

      Isso é fato. Já está comprovado em dezenas de obras recentes e um outro tanto de obras antigas. Nenhum historiador sério da atualidade usa essa falácia para atacar a Igreja mais. Somente aqueles que não leem e não estudam, como parece ser o seu caso, se apoiam neste tema para justificar o próprio rancor!

      O Sr é livre para admirar e idolatrar a Lutero o quanto quiser! Não se preocupe. Porém os fatos estão ai, as citações acima são palavras de Lutero, não minhas.

      A história que o sr conhece e defende é para “boi dormir”. Aqui no blog este tipo de história não tem credibilidade não, vá me desculpar.

      Pax

    • RHALDNEY BELO, PODE DEIXAR MEU CARO AMIGO VOU ORAR PARA VOCÊ SE LIBERTAR DESSAS SUAS BURRICES E DA LAVAGEM CEREBRAL QUE FIZERAM COM VOCÊ OK!

      A LIBERDADE ESPIRITUAL DE LUTERO NÉ TROUXE A DIVISÃO
      HOJE AS SEITAS PROTESTANTES BRINCAM COM A PALAVRA DE DEUS.

      A LIBERDADE ESPIRITUAL TROUXE 200 MIL SEITAS NOS ESTADOS UNIDOS
      50 MIL NO BRASIL IGREJAS DE TODOS OS NAIPES

      ME DIGA DE QUAL LIBERDADE ESPIRITUAL VOCÊ PERTENCE?

      OLHA RHALDNEY VOCÊ NÃO SABE NADA DE LUTERO TENHO TODOS SEUS LIVROS E BIOGRAFIAS VOCÊ QUE DE PRESENTE?

      TI DOU COM SATISFAÇÕES E VEJA O MOSTRO QUE ELE FOI…

    • VEJA MEU CARO RODRIGO QUEM FOI REALMENTE O PAI DO PROTESTANTISMO!

      MARTINHO LUTERO

      Martinho Lutero, em alemão Martin Luther, (Eisleben, 10 de novembro de 1483 — Eisleben, 18 de fevereiro de 1546) foi um sacerdote católico agostiniano e professor de teologia germânica que foi figura central da Reforma Protestante. Que ficando contra os conceitos da Igreja Católica, veementemente contestando a alegação de que a liberdade da punição de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou o vendedor de indulgências Johann Tetzel com suas 95 Teses em 1517. Sua recusa em retirar seus escritos a pedido do Papa Leão X em 1520 e do Imperador Carlos V na Dieta de Wormsem 1521 resultou em sua excomunhão pelo Papa e a condenação como um fora-da-lei pelo imperador do Sacro Império Romano Antigo.

      Lutero ensinava que a salvação não se consegue com boas ações – o que aliás NÃO é um ensinamento Católico, uma vez que a Salvação obtém-se pela Graça de Deus – mas é um livre presente de Deus, recebida apenas pela graça, através da fé em Jesus como único redentor do pecador. Portanto, sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana, no sentido que ele ensinava que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divinamente revelada 1 e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um sacerdócio santo.2 Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Lutero eram chamados luteranos.

      Sua tradução da Bíblia para o alemão, que não o latim fez o livro mais acessível, causando um impacto gigantesco na Igreja e na cultura alemã. Promoveu um desenvolvimento de uma versão padrão da língua alemã, adicionando vários princípios à arte de traduzir3 , e influenciou a tradução para o inglês da Bíblia do Rei James.4 Seushinos influenciaram o desenvolvimento do ato de cantar em igrejas.5 Seu casamento com Catarina von Bora estabeleceu um modelo para a prática do casamento clerical, permitindo o matrimônio de padres protestantes.6
      Em seus últimos anos, Lutero tornou-se algo antissemita, chegando a escrever que as casas judaicas deveriam ser destruídas, e suas sinagogas queimadas, dinheiro confiscado e liberdade cerceada. Essas afirmações fizeram de Lutero uma figura controversa entre muitos historiadores e estudiosos. Há relatos de que momentos antes de sua morte Lutero estava com um rosário em sua mão.7
      Primeiros anos de vida
      Martinho Lutero, cujo nome em alemão era Martin Luther ou Luder, era filho de Hans Luther e Margarethe Lindemann. Mudou-se paraMansfeld, onde seu pai dirigia várias minas de cobre. Tendo sido criado no campo, Hans Luther desejava que seu filho viesse a se tornar um funcionário público, melhorando, assim, as condições da família. Com esse objetivo, enviou o já velho Martinho para escolas em Mansfeld, Magdeburgo e Eisenach.
      Aos dezessete anos, em 1501, Lutero ingressou na Universidade de Erfurt, onde tocava alaúde e onde recebeu o apelido de O Filósofo. Ainda na Universidade de Erfurt, estudou a filosofia nominalista de Ockham (as palavras designam apenas coisas individuais; não atingem os “universais”, as realidades presentes em todos os indivíduos, como por exemplo a natureza humana; em consequência, nada pode ser conhecido com certeza pela razão natural, exceto as realidades concretas: esta pessoa, aquela coisa). Esse sistema dissolvia a harmonia multissecular entre a ciência e a fé que tanto havia sido defendida pela escolástica de “São Jesus Cristo”, pois essa filosofia baseava-se unicamente na vontade de Deus. O jovem estudante graduou-se bacharel em 1502 e concluiu o mestrado em 1505, sendo o segundo entre dezessete candidatos.8 Seguindo os desejos maternos, inscreveu-se na escola de direito da mesma universidade. Mas tudo mudou após uma grande tempestade com descargas elétricas, ocorrida naquele mesmo ano (1505): um raio caiu próximo de onde ele estava passando, ao voltar de uma visita à casa dos pais. Aterrorizado, teria, então, gritado: “Ajuda-me,Sant’Ana! Eu me tornarei um monge!”
      Tendo sobrevivido aos raios, deixou a faculdade, vendeu todos os seus livros, com exceção dos de Virgílio, e entrou para a ordem dosAgostinianos, de Frankfurt, a 17 de julho de 1505.9
      Vida monástica e acadêmica

      O jovem Martinho Lutero dedicou-se por completo à vida no mosteiro, empenhando-se em realizar boas obras a fim de agradar a Deus e servir ao próximo através de orações por suas almas. Dedicou-se intensamente à meditação, às autoflagelações, às muitas horas de oração diárias, às peregrinações e à confissão. Quanto mais tentava ser agradável ao Senhor, mais se dava conta de seus pecados10
      Johann von Staupitz, o superior de Lutero, concluiu que o jovem necessitava de mais trabalhos, para afastar-se de sua excessiva reflexão. Ordenou, portanto, ao monge que iniciasse uma carreira acadêmica. Em 1507, Lutero foi ordenado sacerdote. Em 1508, começou a lecionarteologia na Universidade de Wittenberg. Lutero recebeu seu bacharelado em estudos bíblicosem 19 de março de 1508. Dois anos depois, visitou Roma, de onde regressou bastante decepcionado.11
      Em 19 de outubro de 1512, Martinho Lutero graduou-se Doutor em Teologia e, em 21 de outubro do mesmo ano, foi “recebido no Senado da Faculdade Teológica” com o título de “Doutor em Bíblia”. Em 1515, foi nomeado vigário de sua ordem tendo sob sua autoridade onze monastérios.
      Durante esse período, estudou grego e hebraico, para aprofundar-se no significado e origem das palavras utilizadas nas Escrituras – conhecimentos que logo utilizaria para a sua própria tradução da Bíblia.
      [editar]A controvérsia acerca das indulgências
      Além de suas atividades como professor, Martinho Lutero ainda colaborava como pregador e confessor na igreja de Santa Maria, na cidade. Também pregava habitualmente na igreja do Castelo (chamada de “Todos os Santos” – porque ali havia uma coleção de relíquias, estabelecidas por Frederico III da Saxônia). Foi durante esse período que o jovem sacerdote se deu conta dos problemas que o oferecimento de indulgências aos fiéis, como se esses fossem fregueses, poderia acarretar.
      A indulgência é a remissão (parcial ou total) do castigo temporal imputado a alguém por conta dos seus pecados (aplicável apenas a alguém que esteja em estado de graça, ou seja, livre de pecados graves, e arrependido de todos os seus pecados veniais. Naquele tempo, o papa havia concedido uma indulgência plenária para quem doasse qualquer quantia para a reforma da Basílica de São Pedro. O frade Johann Tetzel fora recrutado para viajar através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, mas sua campanha tomou a linha de uma venda, pois este frade, posteriormente punido por isso, dizia que “Assim que uma moeda tilinta no cofre, uma alma sai do Purgatório”.12
      Lutero viu este tráfico de indulgências como um abuso que poderia confundir as pessoas e levá-las a confiar apenas nas indulgências, deixando de lado a confissão e o arrependimento verdadeiros. Proferiu, então, três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Segundo a tradição, em 31 de outubro de 1517 foram afixadas as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Essas teses condenavam o que Lutero acreditava ser a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pediam um debate teológico sobre o que as Indulgências significavam. Para todos os efeitos, contudo, nelas Lutero não questionava diretamente a autoridade do Papa para conceder as tais indulgências.
      As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Ao cabo de duas semanas se haviam espalhado por toda a Alemanha e, em dois meses, por toda a Europa. Este foi o primeiro episódio da História em que a imprensa teve papel fundamental, pois facilitou a distribuição simples e ampla do documento.
      A resposta do Papado
      Depois de fazer pouco caso de Lutero, dizendo que ele seria um “alemão bêbado que escrevera as teses”, e afirmando que “quando estiver sóbrio mudará de opinião”13 o Papa Leão X ordenou, em 1518, ao professor de teologia dominicano Silvestro Mazzolini que investigasse o assunto. Este denunciou que Lutero se opunha de maneira implícita à autoridade do Sumo Pontífice, quando discordava de uma de suas bulas. Declarou ser Lutero um herege e escreveu uma refutação acadêmica às suas teses. Nela, mantinha a autoridade papal sobre a Igreja e condenava as teorias de Lutero como um desvio e uma apostasia.
      Lutero replicou de igual forma (academicamente), dando assim início à controvérsia.
      Enquanto isso, Lutero tomava parte da convenção dos agostinianos em Heidelberg, onde apresentou uma tese sobre a escravidão do homem ao pecado e a graça divina. No decorrer da controvérsia sobre as indulgências, o debate se elevou até o ponto de duvidar do poder absoluto e autoridade do Papa, pois as doutrinas de “Tesouraria da Igreja” e “Tesouraria dos Merecimentos”, que serviam para reforçar a doutrina e venda e das indulgências, haviam se baseado na bula papal “Unigenitus”, de 1343, do Papa Clemente VI. Por causa de sua oposição a esta doutrina, Lutero foi qualificado como heresiarca e o Papa, decidido a suprimir por completo os seus pontos de vista, ordenou que ele fosse chamado a Roma, viagem que deixou de ser realizada por motivos políticos.
      Lutero, que anteriormente professava a obediência implícita à Igreja, negava agora abertamente a autoridade papal e apelava para que fosse realizado um Concílio. Também declarava que o papado não formava parte da essência imutável da Igreja original.
      Desejando manter relações amistosas com o protetor de Lutero, Frederico, o Sábio, o Papa engendrou uma tentativa final de alcançar uma solução pacífica para o conflito. Uma conferência com o representante papal Karl von Miltitz em Altenburg, em janeiro de 1519, levou Lutero a decidir guardar silêncio, tal qual seus opositores. Também escreveu uma humilde carta ao Papa e compôs um tratado demonstrando suas opiniões sobre a Igreja Católica. A carta nunca chegou a ser enviada, pois não continha nenhuma retratação; e no tratado que compôs mais tarde, negou qualquer efeito das indulgências no Purgatório.
      Quando Johann Ecko desafiou um colega de Lutero, Andreas Carlstadt, para um debate em Leipzig, Lutero juntou-se à discussão (27 de junho-18 de julho de 1519), no curso do qual negou o direito divino do solidéu papal e da autoridade de possuir o as chaves do Céuque, segundo ele, haviam sido outorgadas apenas ao próprio Apóstolo Pedro, não passando para seus sucessores.14 15 Negou que a salvação pertencesse à Igreja Católica ocidental sob a autoridade do Papa, mas que esta se mantinha na Igreja Ortodoxa, do Oriente. Depois do debate, Eck afirmou que forçara Lutero a admitir a semelhança de sua própria doutrina com a de João Huss, que havia sido queimado na fogueira da Inquisição. Alguns meses após a chegada dos cardeais vindos de Roma, Martinho Lutero, monge da Igreja Católica, doutor em Humanidades pela Universidade de Erfurt e professor da Universidade de Wittenberg.
      Aumenta a cisão
      Lutero durante os acontecimentos
      Não parecia haver esperanças de entendimento. Os escritos de Lutero circulavam amplamente, alcançando França, Inglaterra e Itália, em 1519, e os estudantes dirigiam-se a Wittenberg para escutar Lutero que, naquele momento, publicava seus comentários sobre a Epístola aos Gálatas e suas “Operationes in Psalmos” (Trabalho nos Salmos).
      As controvérsias geradas por seus escritos levaram Lutero a desenvolver suas doutrinas mais a fundo, e o seu “Sermão sobre o Sacramento Abençoado do Verdadeiro e Santo Corpo de Cristo, e suas Irmandades”, ampliou o significado da Eucaristia para incluir também o perdão dos pecados e ao fortalecimento da fé naqueles que a recebem. Além disso, ele ainda apoiava a realização de um concílio a fim de restituir a comunhão.
      O conceito luterano de “igreja” foi desenvolvido em seu “Von dem Papsttum zu Rom” (Sobre o Papado de Roma), uma resposta ao ataque do franciscano Augustin von Alveld, em Leipzig (junho de 1520). Enquanto o seu “Sermon von guten Werken” (Sermão das Boas Obras), publicado na primavera de 1520, era contrário à doutrina católica das boas obras e dos atos como meio de perdão, mantendo que as obras do crente são verdadeiramente boas, quer para o secular como para o clérigo, se ordenadas por Deus.
      Os tratados de 1520
      A Nobreza alemã
      A disputa havida em Leipzig, em 1519, fez com que Lutero travasse contato com os humanistas, especialmente Melanchthon,Reuchlin e Erasmo de Roterdã, que por sua vez também influenciara ao nobre Franz von Sickingen. Von Sickingen e Silvestre de Schauenbur queriam manter Lutero sob sua proteção, convidando-o para seus castelos na eventualidade de não ser-lhe seguro permanecer na Saxônia, em virtude da proscrição papal.
      Sob essas circunstâncias de crise, e confrontando aos nobres alemães, Lutero escreveu “À Nobreza Cristã da Nação Alemã” (agosto de 1520), onde recomendava ao laicado, como um sacerdote espiritual, que fizesse a reforma requerida por Deus, mas abandonada pelo Papa e pelo clero. Pela primeira vez Lutero referiu-se ao Papa como o Anticristo16 .
      As reformas que Lutero propunha não se referiam apenas a questões doutrinárias, mas também aos abusos eclesiásticos:
      • a diminuição do número de cardeais e outras exigências da corte papal;
      • a abolição das rendas do Papa;
      • o reconhecimento do governo secular;
      • a renúncia da exigência papal pelo poder temporal;
      • a abolição dos Interditos e abusos relacionados com a excomunhão;
      • a abolição das peregrinações nocivas;
      • a eliminação dos excessivos dias santos;
      • a supressão dos conventos para monjas, da mendicidade e da suntuosidade; a reforma das universidades;
      • a ab-rogação do celibato do clero;
      • e, finalmente, uma reforma geral na moralidade pública.
      Muitas destas propostas refletiam os interesses da nobreza alemã, revoltada com sua submissão ao Papa e, principalmente, com o fato de terem que enviar riquezas a Roma.
      O cativeiro babilônico
      Lutero gerou muitas polêmicas doutrinárias com seu “Prelúdio no Cativeiro Babilônico da Igreja”, em especial no que diz respeito aossacramentos.
      • Eucaristia – apoiava que fosse devolvido o “cálice” ao laicado; na chamada questão do dogma da transubstanciação, afirmava que era real a presença do corpo e do sangue do Cristo na eucaristia, mas refutava o ensinamento de que a eucaristia era o sacrifício oferecido por Deus.
      • Batismo – ensinava que trazia a justificação apenas se combinado com a fé salvadora em o receber; de fato, mantinha o princípio da salvação inclusive para aqueles que mais tarde se convertessem.
      • Penitência – afirmou que sua essência consiste na palavra de promessa de desculpas recebidas com fé.
      Para ele, apenas estes três sacramentos podiam assim ser considerados, pois sua instituição era divina e a promessa da salvação de Deus estava conexa a eles. Contudo, em sentido estrito, apenas o batismo e a eucaristia seriam verdadeiros sacramentos, pois apenas eles tinham o “sinal visível da instituição divina”: a água no batismo e o pão e vinho da eucaristia. Lutero negou, em seu documento, que a confirmação (Crisma), o matrimônio, a ordenação sacerdotal e a extrema-unção fossem sacramentos.
      Liberdade de um Cristão
      Da mesma forma, o completo desenvolvimento da doutrina de Lutero sobre a salvação e a vida cristã foi exposto em “A Liberdade de um Cristão” (publicado em 20 de novembro de 1520, onde exigia uma completa união com Cristo mediante a palavra através da fé, e a inteira liberdade do cristão como sacerdote e rei sobre todas as coisas exteriores, e um perfeito amor ao próximo).
      As duas teses que Lutero desenvolve nesse tratado são aparentemente contraditórias, mas, em verdade, são complementares:
      • “O cristão é um senhor libérrimo sobre tudo, a ninguém sujeito”;
      • “O cristão é um servo oficiosíssimo de tudo, a todos sujeito”.
      A primeira tese é válida “na fé”; a segunda, “no amor”.
      A excomunhão
      A 15 de junho de 1520, o Papa advertiu Lutero, com a bula “Exsurge Domine”, onde o ameaçava com a excomunhão, a menos que, num prazo de setenta dias, repudiasse 41 pontos de sua doutrina, destacados pela Igreja..
      Em outubro de 1520, Lutero enviou seu escrito “A Liberdade de um Cristão” ao Papa, acrescentando a frase significativa:
      “Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus”.
      Enquanto isso, um rumor chegara de que Johan Ech saíra de Meissem com uma proibição papal, enquanto este se pronunciara realmente a 21 de setembro. O último esforço de paz de Lutero foi seguido, em 12 de dezembro, da queima da bula, que já tinha expirado há 120 dias, e o decreto papa de Wittenberg, defendendo-se com seus “Warum des Papstes und seiner Jünger Bücher verbrannt sind” e “Assertio omnium articulorum”. O Papa Leão X excomungou Lutero a 3 de janeiro de 1521, na bula “Decet Romanum Pontificem”.
      A execução da proibição, com efeito, foi evitada pela relação do Papa com Frederico III da Saxônia, e pelo novo imperador, Carlos I de Espanha (Carlos V de Habsburgo), que julgou inoportuno apoiar as medidas contra Lutero, diante de sua posição face à Dieta.
      O Imperador Carlos V inaugurou a Dieta real a 22 de janeiro de 1521. Lutero foi chamado a renunciar ou confirmar seus ditos e foi-lhe outorgado um salvo-conduto para garantir-lhe o seguro deslocamento.
      A 16 de abril, Lutero apresentou-se diante da Dieta. Johann Eck, assistente do Arcebispo de Trier, mostrou a Lutero uma mesa cheia de cópias de seus escritos. Perguntou-lhe, então, se os livros eram seus e se ele acreditava naquilo que as obras diziam. Lutero pediu um tempo para pensar em sua resposta, o que lhe foi concedido. Este, então, isolou-se em oração e depois consultou seus aliados e amigos, apresentando-se à Dieta no dia seguinte. Quando a Dieta veio a tratar do assunto, o conselheiro Eck pediu a Lutero que respondesse explicitamente à seguinte questão:
      “Lutero, repeles seus livros e os erros que eles contêm?”
      Lutero, então, respondeu:
      “Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão – porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos – pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável.”
      De acordo com a tradição, Lutero, então, proferiu as seguintes palavras:
      “Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!17
      Nos dias seguintes, seguiram-se muitas conferências privadas para determinar qual o destino de Lutero. Antes que a decisão fosse tomada, Lutero abandonou Worms. Durante seu regresso a Wittenberg, desapareceu.
      O Imperador redigiu o Édito de Worms a 25 de maio de 1521, declarando Martinho Lutero fugitivo e herege, e proscrevendo suas obras.
      Processo Romano
      Em Junho de 1518, foi aberto o processo contra Lutero, com base na publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Nas aulas que ministrava na Universidade de Wittenberg, espiões registravam seus comentários negativos sobre aexcomunhão. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória. Lutero foi convidado a ir a Roma, onde teria que desmentir sua doutrina.
      Lutero recusou-se a fazê-lo, alegando razões de saúde; e pretendeu uma audiência em território alemão. O seu pedido baseava-se no argumento (Gravamina) da Nação Alemã. Seu pedido foi aceito, ele foi convidado para uma audiência com o cardeal Caetano de Vio (Tomás Caetano), durante a reunião das cortes (Reichstag) imperiais de Augsburg. Entre 12 e 14 de outubro de 1518, Lutero falou a Caetano. Este pediu-lhe que revogasse sua doutrina. Lutero recusou-se a fazê-lo.
      Do lado romano, o caso pareceu terminado. Por causa da morte de Imperador Maximiliano I (janeiro de 1519), houve uma pausa de dois anos no andamento do processo. O Imperador tinha decidido que o seu sucessor seria Carlos (futuro Carlos V). Por causa das pertenças de Carlos em Itália, o papa renascentista Leão X receava o cerco do Estado da Igreja e procurava evitar que os príncipes-eleitores alemães (Kurfürsten) renunciassem a Carlos.
      O papel de protetor de Lutero assumido por Frederico, o sábio, levou a que Roma pedisse que Karl von Miltiz intercedesse junto ao príncipe por uma solução razoável. Após a escolha de Carlos V como imperador (26 de junho de 1519), o processo de Lutero voltaria a ser alvo de preocupações e trabalhos.
      Em junho de 1520, reapareceu a ameaça no escrito “Exsurge Domini” e, em janeiro de 1521, a bula “Decet Romanum Pontificem” excomungou Lutero. Seguiu-se, então, a ameaça oficial doimperador (Reichsacht).
      Notável é, no entanto, que Lutero foi, mais uma vez, recebido em audiência, o que também deixou claras as diferenças entre o papado e o império. Carlos foi o último rei (após uma reconciliação) a ser coroado imperador pelo papa. Nos dias 17 e 18 de abril de 1521 Lutero foi ouvido na Dieta de Worms (conferência governativa) e, após ter negado a revogação da sua doutrina, foi publicado o Édito de Worms, banindo Lutero.
      Exílio no Castelo de Wartburg
      O seqüestro de Lutero durante a sua viagem de regresso da Dieta de Worms foi arranjado.Frederico, o sábio ordenou que Lutero fosse capturado por um grupo de homens mascarados a cavalo, que o levaram para o Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde ele permaneceu por cerca de um ano. Deixou crescer a barba e tomou as vestes de um cavaleiro, assumindo o pseudônimo de Jörg. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua célebre tradução da Bíblia para o alemão.
      Com o início da estadia de Lutero em Wartburg, começou um período muito construtivo de sua carreira como reformista. Em seu “Deserto” ou “Patmos” (como ele mesmo chamava, em suas cartas) de Wartburg, começou a tradução da Bíblia, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.
      Em Wartburg, ele produziu outros escritos, preparou a primeira parte de seu Guia para Párocos e “Von der Beichte” (Sobre a Confissão), em que nega a obrigatoriedade daconfissão, e admite como saudável a confissão privada voluntária. Também escreveu contra o Arcebispo Albrecht, a quem obrigou, com isso, a desistir de retomar a venda das indulgências. Em seus ataques a Jacobus Latomus, avançou em sua visão sobre a relação entre a graça e a lei, assim como sobre a natureza revelada pelo Cristo, distinguindo o objetivo da graça de Deus para o pecador que, por acreditar, é justificado por Deus devido à justiça de Cristo, pois a graça salvadora reside dentro do homem pecador. Ainda mostrou que o “princípio da justificação” é insuficiente, ante a persistência do pecado depois do batismo – pela inerência do pecado em cada boa obra.
      Lutero, amiúde, escrevia cartas a seus amigos e aliados, respondendo-lhes ou perguntando-lhes por seus pontos de vista e respondendo-lhes aos pedidos de conselhos. Por exemplo, Felipe Melanchthon lhe escreveu perguntando como responder à acusação de que os reformistas renegavam a peregrinação e outras formas tradicionais de piedade. Lutero respondeu-lhe em 1 de agosto de 1521:
      “Se és um pregador da misericórdia, não pregues uma misericórdia imaginária, mas sim uma verdadeira. Se a misericórdia é verdadeira, deve penitenciar ao pecado verdadeiro, não imaginário. Deus não salva apenas aqueles que são pecadores imaginários. Conheça o pecador, e veja se os seus pecados são fortes, mas deixai que tua confiança em Cristo seja ainda mais forte, e que se alegre em Cristo que é o vencedor sobre o pecado, a morte e o mundo. Cometeremos pecados enquanto estivermos aqui, porque nesta vida não há um só lugar onde resida a justiça. Nós todos, sem embargo, disse Pedro (2ª Pedro 3:13), estamos buscando mais além um novo céu e uma nova terra onde a justiça reinará”.
      Enquanto isso, alguns sacerdotes saxônicos haviam renunciado ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Lutero, em seu De votis monasticis (Sobre os votos monásticos), aconselhava-os a ter mais cautela, aceitando, no fundo, que os votos eram geralmente tomados “com a intenção da salvação ou à busca de justificação”. Com a aprovação de Lutero em seu “De abroganda missa privata (Sobre a abrogação da missa privada), mas contra a firme oposição de seu prior, os agostinianos de Wittenberg realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas. Sua violência e intolerância certamente desagradaram Lutero que, em princípios de dezembro, passou alguns dias entre eles. Ao retornar para Wartburg, escreveu “Eine treue Vermahnung … vor Aufruhr und Empörung” (Uma sincera admoestação por Martinho Lutero a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião). Apesar disso, em Wittengerg, Carlstadte o ex-agostiniano Gabriel Zwilling reclamavam a abolição da missa privada e da comunhão em duas espécies, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato.
      Regresso a Wittenberg e os Sermões Invocavit
      No final do ano de 1521, os anabatistas de Zwickau se entregam à anarquia. Contrário a tais concepções radicais e temendo seus resultados, Lutero regressou em segredo a Wittenberg, em 6 de março de 1522. Durante oito dias, a partir de 9 de março (domingo deInvocavit) e concluindo no domingo seguinte, Lutero pregou outros tantos sermões que tornaram-se conhecidos como os “Sermões de Invocavit”.
      Nessas pregações, Lutero aconselhou uma reforma cuidadosa, que leve em consideração a consciência daqueles que ainda não estivessem persuadidos a acolher a Reforma. A consagração do pão foi restaurada por um tempo e o cálice sagrado foi ministrado somente àqueles do laicado que o desejaram. O cânon das missas, devido ao seu caráter imolatório, foi suprimido. Devido ao sacramento da confissão ter sido abolido, verificou-se a necessidade que muitas pessoas ainda tinham de confessar-se em busca do perdão. Esta nova forma de serviço foi dada a Lutero em “Formula missæ et communionis” (Fórmula da missa e Comunhão), de 1523. Em 1524 surgiu o primeiro hinário de Wittenberg, com quatro hinos.
      Como aquela parte da Saxônia era governada pelo Duque Jorge, que proibira seus escritos, Lutero declarou que a autoridade civil não podia promulgar leis para a alma. Fez isso em sua obra: “Über die weltliche Gewalt, wie weit man ihr Gehorsam schuldig sei” (Autoridade Temporal: em que medida deve ser obedecida).
      Matrimônio e família
      Em abril de 1523, Lutero ajudou 12 freiras a escaparem do cativeiro no Convento deNimbschen. Entre essas freiras encontrava-se Catarina von Bora, filha de nobre família, com quem veio a se casar, em 13 de junho de 1525. Desta união nasceram seis filhos: Johannes, Elisabeth, Magdalena, Martin, Paul e Margaretha. Dos seis filhos, Margaretha foi a única que manteve a linhagem até os dias de hoje. Um descendente ilustre da família Lutero é o ex-presidente alemão Paul von Hindenburg.
      O casamento de Lutero com a ex-freira cisterciense incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana.
      Anti-semitismo
      Martinho Lutero foi anti-semita:18 19 20
      “A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus”. – “Sobre os judeus e suas mentiras” de Martinho Lutero.21 22 23 24
      O historiador Robert Michael escreve que Lutero estava preocupado com a questão judaica toda a sua vida, apesar de dedicar apenas uma pequena parte de seu trabalho para ela.25 2627 Seus principais trabalhos sobre os judeus são Von den Juden und Ihren lügen (“Sobre os judeus e suas mentiras”), e Vom Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi (“Em Nome da Santa linhagem de Cristo”) – reimpressas cinco vezes dentro de sua vida – ambas escritas em 1543, três anos antes de sua morte.27 Nesses trabalhos Lutero afirmou que os judeus já não eram o povo eleito, mas o “povo do diabo”.27 A sinagoga era como “uma prostituta incorrigível e uma devassa maléfica” e os judeus estavam “cheios das fezes do demónio,… nas quais se rebolam como porcos”26 Lutero aconselhou as pessoas à incendiarem às sinagogas, destruindo os livros judaicos, proibir os rabinos de pregar, e apreender os bens e dinheiro dos Judeus e também expulsá-los ou fazê-los trabalhar forçosamente.24 Lutero também parecia aconselhar seus assassinatos,28 escrevendo “É nossa a culpa em não matar eles.”29
      A campanha contra os judeus de Lutero foi bem sucedida na Saxónia, Brandenburg, e Silésia. Josel de Rosheim (1480-1554), que tentou ajudar os judeus na Saxónia, escreveu em seu livro de memórias a situação de intolerância foi causada por “(…) esse sacerdote cujo nome é Martinho Lutero – (…) seu corpo e alma vinculada até no inferno!! – que escreveu e publicou muitos livros heréticos no qual disse que quem ajudasse judeus seriam condenados à perdição.”30 Josel teria pedido a cidade de Estrasburgo para proibir a venda das obras antijudaicas de Lutero; porém seu pedido foi-lhe negado quando um pastor luterano de Hochfelden argumentou em um sermão que os seus paroquianos deviam assassinar judeus. O anti-semitismo de Lutero persistiu após a sua morte, ao longo de todo o ano 1580, motins expulsaram judeus de vários estados luteranos alemães.27 31
      A opinião predominante32 entre os historiadores é que a sua retórica antijudaica contribuiu significativamente para o desenvolvimento do anti-semitismo na Alemanha,33 34 35 36 37 e na década de 1930 e 1940 auxiliou na fundamentação do ideal do nazismo de ataques a judeus.38 O próprio Adolf Hitler em sua autobiografia Mein Kampf considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha, juntamente com Frederico, o Grande, e Richard Wagner.39 Em 5 de outubro de 1933, o Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen, declarou publicamente, que “Hitler não teria sido possível, sem Martinho Lutero”.40 Julius Streicher, o editor do jornal Nazista Der Stürmer, argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg “que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito 400 anos antes”.41 Em novembro de 1933, uma manifestação protestante que reuniu um recorde de 20.000 pessoas, aprovou três resoluções:42
      • Adolf Hitler é a conclusão da Reforma;42
      • Judeus Batizados devem ser retirados da Igreja;42
      • O Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.42
      Diversos historiadores (entre os quais se destacam William L. Shirer e Michael H. Hart43 ) sugerem que a influência de Lutero tenha auxiliado a aceitação do nazismo na Alemanha pelos protestantes no século XX. Shirer fez a seguinte observação em Ascensão e queda do Terceiro Reich:
      “É difícil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo, salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua história e a influência de Martinho Lutero (para evitar qualquer confusão, devo explicar aqui que o autor é protestante). O grande fundador do protestantismo não foi só anti-semita apaixonado como feroz defensor da obediência absoluta à autoridade política. Desejava a Alemanha livre de judeus (…) – conselho que foi literalmente seguido quatro séculos mais tarde por Hitler, Göring e Himmler.22
      Por outro lado, especialmente Shirer recebeu críticas por essa sua observação, sendo acusado de não conhecer suficientemente ahistória alemã e por ter interpretado incorretamente certos acontecimentos ou mesclado suas opiniões pessoais em seu livro.44Também os cristãos luteranos afirmam que a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem ao seu mais famoso líder, porém não acata todos os escritos teológicos de Lutero, principalmente os escritos que atacam os judeus. Desde os anos 1980, alguns órgãos da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus. Em novembro de 1998, no 60º aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirmação: “é imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as suas declarações anti-judaicas, reconhece a sua função teológica, e reflete nas suas conseqüências. Temos que nos distanciar de cada [expressão de] antissemitismo na teologia Luterana.”45 46 47 48 49
      A guerra dos camponeses
      A guerra dos camponeses (1524-1525) foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. Mas muitos camponeses julgaram que os ataques verbais de Lutero à Igreja e sua hierarquia significavam que os reformadores iriam igualmente apoiar um ataque armado à hierarquia social. Por causa dos fortes laços entre a nobreza hereditária e os líderes da Igreja que Lutero condenava, isso não seria surpreendente.
      Já em 1522, enquanto Lutero estava em Wartburg, seu seguidor Thomas Münzer, comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,50 Lutero por sua vez defendia que a existência de “senhores e servos” era vontade divina,50 motivo pelo qual eles romperam.51 Lutero, desde cedo, argumentou com a nobreza e os próprios camponeses sobre uma possível revolta e também sobre Müntzer, classificando-o como um dos “profetas do assassínio” e colocando-o como um dos mentores do movimento camponês. Lutero escreveu a “Terrível História e Juízo de Deus sobre Tomas Müntzer”, inaugurando essa linha de pensamento.
      Na iminência da revolta (1524), Lutero escreveu a “Carta aos Príncipes da Saxônia sobre o Espírito Revoltoso”, mostrando a tirania dos nobres que oprimiam o povo e a loucura dos camponeses em reagir através da força e a confiar em Müntzer como pregador. Houve pouca repercussão sobre esse escrito.
      Ainda em 1524, Müntzer mudou-se para a cidade imperial de Mühlhausen, oferecendo-se como pregador. Lutero escreveu a “Carta Aberta aos Burgomestres, Conselho e toda a Comunidade da Cidade de Mühlhausen”, com o propósito de alertar sobre as intenções de Müntzer. Também esse escrito não teve repercussão, pois o conselho da cidade se limitou a pedir informações sobre Müntzer na cidade imperial de Weimar.
      O principal escrito dos camponeses eram os “Doze Artigos”, onde suas reivindicações eram expostas. Neles havia artigos de fundo teológico (direito de ouvir o Evangelho através de pregadores chamados por eles próprios) e artigos que tratavam dos maus tratos (exploração nos impostos, etc.) impostos a eles pelos nobres. Os artigos eram fundamentados com passagens bíblicas e dizia-se que se alguém pudesse provar pelas Escrituras que aquelas reivindicações eram injustas, eles as abandonariam. Entre aqueles que se consideravam dignos de fazer tal coisa estava o nome de Martinho Lutero.
      De fato, Lutero escreveu sobre os “Doze artigos” em seu livro “Exortação à Paz: Resposta aos Doze artigos do Campesinato daSuábia”, de 1525. Nele, Lutero ataca os príncipes e senhores por cometerem injustiças contra os camponeses e ataca os camponeses pela rebelião e desrespeito à autoridade.
      Também esse escrito não teve repercussão e, durante uma viagem pela região da Turíngia, Lutero pôde testemunhar as revoltas camponesas, o que o motivou a escrever o “Adendo: Contra as Hordas Salteadoras e Assassinas dos Camponeses”, onde disse: “Contras as hordas de camponeses (…), quem puder que bata, mate ou fira, secreta ou abertamente, relembrando que não há nada mais peçonhento, prejudicial e demoníaco que um rebelde”.50 Tratava-se de um apêndice de “Exortação à Paz …”, mas que, rapidamente, tornou-se um livro separado. O Adendo foi publicado quando a revolta camponesa já estava no final e os príncipes cometiam atrocidades contra os camponeses derrotados, de modo que o escrito causou grande revolta da opinião pública contra Lutero. Nele, Lutero encorajava os príncipes a castigarem os camponeses até mesmo com a morte.
      Essa repercussão negativa obrigou Lutero a pregar um sermão no dia de pentecostes, em 1525, que se tornou o livro “Posicionamento do Dr. Martinho Lutero Sobre o Livrinho Contra os Camponeses Assaltantes e Assassinos”, onde o reformador contesta os críticos e reafirma sua posição anterior.
      Como ainda havia repercussão negativa, Lutero novamente se posicionou sobre a questão no seu “Carta Aberta a Respeito do Rigoroso Livrinho Contra os Camponeses”, onde lamenta e exorta contra a crueldade que estava sendo praticada pelos príncipes, mas reafirma sua posição anterior.
      Por fim, a pedido de um amigo, o cavaleiro Assa von Kram, Lutero redigiu “Acerca da Questão, Se Também Militares Ocupam uma Função Bem-Aventurada”, em 1526, com o propósito de esclarecer questões sobre consciência do cristão em caso de guerra e sua função como militar.
      A discordância com João Calvino
      No movimento reformista (também chamado de Reforma), Lutero não concordou com o “estilo” de reforma de João Calvino. Martinho Lutero queria reformar a Igreja Católica,52enquanto João Calvino, acreditava que a Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propunha a organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina (e também em alguns costumes), seria idêntica à Igreja Primitiva. Já Lutero decidiu reformá-la, mas afastou-se desse objetivo, fundando, então, o Protestantismo, que não seguia tradições, mas apenas a doutrina registrada na Bíblia, e cujos usos e costumes não ficariam presos a convenções ou épocas. A doutrina luterana está explicitada no “Livro de Concórdia”, e não muda, embora os costumes e formas variem de acordo com a localidade e a época.
      Falecimento
      O ex-monge agostiniano Martinho Lutero teve morte natural, embora não haja um consenso entre os seus biógrafos acerca da sua causa de morte. O historiador Frantz Funck-Brentano, por exemplo, escreveu em sua obra “Martim Lutero”:
      “Os dois médicos, que o tinham tratado nos últimos momentos, não puderam chegar a um acordo sobre a causa de sua morte, opinando um por um ataque de apoplexia, outro por uma angina pulmonar.”53
      A propósito, em 1521, por ocasião da Dieta de Worms (uma espécie de audiência imperial), foi publicado pelo Imperador Carlos V o Edito de Worms, pelo qual qualquer pessoa, ao menos teoricamente, estaria livre para matar Lutero sem correr o risco de sofrer qualquer sanção penal, já que, pelo referido Edito do Imperador, Lutero foi banido do Império como um fora-da-lei. Por receio de que algo de mal pudesse acontecer a Lutero durante viagem de regresso de Worms, Frederico III (ou Frederico, o Sábio), Príncipe-Eleitor da Saxônia, ordenou que Lutero fosse capturado e levado para o Castelo de Wartburg, onde estaria a salvo.
      Provavelmente, foi por causa desse risco de morte que Lutero passou a correr que seu amigo disse que “tentaram matá-lo”. Encontra-se sepultado na Igreja de Wittenberg em Wittenberg.54
      Obras importantes
      Foi o autor de uma das primeiras traduções da Bíblia para alemão, algo que não era permitido até então sem especial autorização eclesiástica. Lutero, contudo, não foi o primeiro tradutor da Bíblia para alemão. Já havia várias traduções mais antigas. A tradução de Lutero, no entanto, suplantou as anteriores porque foi uma forma unificada do Hochdeutsch (dialetos alemães da região central e sul) e foi amplamente divulgada em decorrência da sua difusão por meio da imprensa, desenvolvida por Gutenberg, em 1453.
      Lutero introduziu a palavra alleyn 55 , 56 que não aparece no texto grego original57 no capítulo 3:28 da Epístola aos Romanos. O que gerou controvérsia. Lutero justificou a manutenção do advérbio como sendo uma necessidade idiomática do alemão como por ser a intenção de Paulo58 .
      O latim, língua do extinto Império Romano, permanecia a lingua franca européia, imediatamente conotada com o passado romano unificado, sendo também a língua da Vulgata traduzida por São Jerônimo no século V, tal como tinham sido transmitidos às províncias do Império. Por mais longínquas que fossem, nos menos de cem anos que separam a oficialização da religião cristã pelo Imperador Romano Teodósio I em 380 d.C. e a deposição do último imperador de Roma pelo Germânico Odoacro, em 476 d.C. (data avançada por Edward Gibbon e convencionalmente aceita como ano da queda do Império Romano do Ocidente), toda a região do antigo Império, ao longo dos seguintes 500 anos, e de forma mais ou menos homogênea, se cristianizou. O fim da perseguição à religião cristã pelo império romano se deu em 313 d.C. (Ver: Édito de Milão, Concílio de Niceia,Constantino I, A história do declínio e queda do império romano, Jerónimo de Estridão).
      No entanto, o domínio do latim era, no século XVI, no fim da Idade Média (terminada oficialmente em 1453, com a tomada deConstantinopla pelos Otomanos) e princípio da chamada Idade Moderna, apenas o privilégio de uma percentagem ínfima de população instruída, entre os quais os elementos da própria Igreja. A tradução de Lutero para o alemão foi simultaneamente um ato de desobediência e um pilar da sistematização do que viria a ser a língua alemã, até aí vista como uma língua inferior, dos servos e ignorantes. É preciso adicionar que Lutero não se opunha ao latim, e chegou mesmo a publicar uma edição revisada da tradução latina da Bíblia (Vulgata). Lutero escrevia tanto em latim como em alemão. A tradução da Bíblia para o alemão não significou, portanto, rejeição do latim como língua acadêmica.
      Foi também autor da polêmica obra “Sobre os judeus e suas mentiras” (Von den Juden und ihren Lügen). Pouco conhecida, mas muito apreciada pelo próprio Lutero, foi sua resposta a “Diatribe” de Erasmo de Roterdã intitulada De servo arbitrio (Título da publicação em português: Da vontade cativa).
      Martinho Lutero defendia o princípio da mortalidade da alma contrastando com a crença de João Calvino, que chamou à crença de Lutero “sono da alma”.
      Reabilitação de Lutero?
      Segundo a Revista editada em conjunto pela Igreja Evangélica Metodista Portuguesa e a Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal,Portugal Evangélico, em sua edição nº 93259 , de 2008, o Papa Bento XVI, poderia vir a reabilitar Lutero. Segundo o texto, “Vozes autorizadas do Vaticano adiantavam que o Papa reabilitaria Martinho Lutero argumentando que nunca teria sido sua intenção dividir a Igreja mas sim lutar contra os abusos e práticas de corrupção da mesma”. E complementa dizendo que “O Cardeal Walter Kasper,Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, antecipava que estas declarações dariam nova coragem ao diálogo ecuménico e contradiriam, até certo ponto, as afirmações feitas em Julho do ano anterior denegrindo a fé, a ortodoxa e protestante, ao não considerar estes dois ramos do cristianismo como verdadeiras Igrejas”. Porém, nesse mesmo ano, o site Agência Ecclesia, agência de notícias da Igreja Católica em Portugal, desmentiu essa notícia citando uma declaração do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi dada ao jornal britânico Financial Times.60 Segundo o religioso, essa afirmação “não tem nenhum fundamento” e que o termo “reabilitação” nunca seria o correto neste caso. Depois dessas notícias não houve mais informações até o momento sobre uma possível reabilitação de Lutero pela Igreja Católica.
      Declaração conjunta sobre a doutrina da Justificação pela Fé
      Em 31 de outubro de 1999, foi assinada uma Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação pela Fé61 , redigida e aprovada pela Federação Luterana Mundial e pela Igreja Católica Apostólica Romana. O preâmbulo do documento diz que a declaração “quer mostrar que, com base no diálogo, as Igrejas luteranas signatárias e a Igreja católica romana estão agora em condições de articular uma compreensão comum de nossa justificação pela graça de Deus na fé em Cristo. Esta Declaração Comum (DC) não contém tudo o que é ensinado sobre justificação em cada uma das Igrejas, mas abarca um consenso em verdades básicas da doutrina da justificação e mostra que os desdobramentos distintos ainda existentes não constituem mais motivo de condenações doutrinais”. A declaração pode ser resumida neste trecho: “Confessamos juntos que o pecador é justificado pela fé na acção salvífica de Deus em Cristo; essa salvação lhe é presenteada pelo Espírito Santo no baptismo como fundamento de toda a sua vida cristã. Na fé justificadora o ser humano confia na promessa graciosa de Deus; nessa fé estão compreendidos a esperança em Deus e o amor a Ele”.62
      Referências
      1. ↑ Ewald M. Plass, What Luther Says, 3 vols., (St. Louis: CPH, 1959), 88, no. 269; M. Reu, Luther and the Scriptures, Columbus, Ohio: Wartburg Press, 1944), 23.
      2. ↑ Luther, Martin. Concerning the Ministry (1523), tr. Conrad Bergendoff, in Bergendoff, Conrad (ed.) Luther’s Works. Philadelphia: Fortress Press, 1958, 40:18 ff.
      3. ↑ Fahlbusch, Erwin and Bromiley, Geoffrey William. The Encyclopedia of Christianity. Grand Rapids, MI: Leiden, Netherlands: Wm. B. Eerdmans; Brill, 1999–2003, 1:244.
      4. ↑ Tyndale’s New Testament, trans. from the Greek by William Tyndale in 1534 in a modern-spelling edition and with an introduction by David Daniell. New Haven, CT: Yale UniversityPress, 1989, ix–x.
      5. ↑ Bainton, Roland. Here I Stand: a Life of Martin Luther. New York: Penguin, 1995, 269.
      6. ↑ Bainton, Roland. Here I Stand: a Life of Martin Luther. New York: Penguin, 1995, p. 223.
      7. ↑ Hendrix, Scott H. “The Controversial Luther”, Word & World3/4 (1983), Luther Seminary, St. Paul, MN, p. 393: “And, finally, after the Holocaust and the use of his anti-Jewish statements by National Socialists, Luther’s anti-semitic outbursts are now unmentionable, though they were already repulsive in the sixteenth century. As a result, Luther has become as controversial in the twentieth century as he was in the sixteenth.” Also see Hillerbrand, Hans. “The legacy of Martin Luther”, in Hillerbrand, Hans & McKim, Donald K. (eds.) The Cambridge Companion to Luther. Cambridge University Press, 2003.
      8. ↑ Schwiebert, p. 128.
      9. ↑ Schwiebert, p. 136.
      10. ↑ Roland H. Bainton, “The Gospel,” em Here I Stand: a Life of Martin Luther (New American Library, 1950), pp. 40-42.
      11. ↑ Vidal, p. 108
      12. ↑ [1]
      13. ↑ Philip Schaff, History of the Christian Church (Charles Scribner’s Sons, 1910), 7:99; W.G. Polack, The Story of Luther(Concordia Publishing House, 1931), p. 45.
      14. ↑ Optime facit papa, quod non potestate clavis (quam nullam habet) sed per modum suffragii dat animabus remissionem.(Tese 26)
      15. ↑ Este ponto da doutrina luterana fica clara na refutação feita pelo Papa Leão X na sua bula Exsurge Domine
      16. ↑ Martinho Lutero, An Open Letter to The Christian Nobility of the German Nation Concerning the Reform of the Christian Estate, 1520, trad. C. M. Jacobs, em Works of Martin Luther: With Introductions and Notes, Volumen 2 (A. J. Holman Company, 1915; Project Wittenberg, 2006)
      17. ↑ Frase extraída de página luterana alemã.
      18. ↑ Luther’s Works, Pelikan, Vol. XX, pág.: 2230).
      19. ↑ Dennis Prager e Joseph Telushkin: Why the Jews? The reason for anti-Semitism (Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo) (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107
      20. ↑ Oberman, Heiko A. The Roots of Anti-Semitism in the Age of Renaissance and Reformation. James I. Porter, trans. Philadelphia: Fortress Press, 1984. ISBN 0-8006-0709-0.
      21. ↑ Neumann, Behemoth, pág. 109. Projeto Anti-semitismo” do Instituto de Pesquisas Sociais, publicado em Studies in Philosophy and Social Science”. 1940.
      22. ↑ a b Ascensão e queda do Terceiro Reich Triunfo e Consolidação 1933-1939. Volume I. William L. Shirer. Tradução de Pedro Pomar. Agir Editora Ldta., 2008. ISBN 978-85-220-0913-8
      23. ↑ Martim Lutero: Concerning the Jews and their lies (A respeito dos judeus e suas mentiras), reimpresso em Talmage,Disputation and Dialogue, pág.: 34-36.
      24. ↑ a b Luther, Martin. “On the Jews and Their Lies,” Luthers Werke. 47:268-271.
      25. ↑ Stöhr, Martin. “Die Juden und Martin Luther,” in Kremers, Heinz et al (eds.) Die Juden und Martin Luther; Martin Luther und die Juden.. 1985, 1987 (Segunda edição). p. 90.
      26. ↑ a b Oberman, Heiko. Luther: Between Man and Devil. New Haven, 1989.
      27. ↑ a b c d Michael, Robert. Holy Hatred: Christianity, Antisemitism, and the Holocaust. New York: Palgrave Macmillan, 2006, p. 110.
      28. ↑ Michael, Robert. “Luther, Luther Scholars, and the Jews,” Encounter, 46 (Autumn 1985) No.4:343.
      29. ↑ Luther, Martin. On the Jews and Their Lies, cited in Michael, Robert. “Luther, Luther Scholars, and the Jews,” Encounter 46 (Autumn 1985) No. 4:343-344.
      30. ↑ Marcus, Jacob Rader. The Jew in the Medieval World, p. 198.
      31. ↑ Vincent Fettmilch, On the Jews and their
      32. ↑ Lutheran Quarterly, n.s. 1 (Spring 1987) 1:72-97.
      33. ↑ Berger, Ronald. Fathoming the Holocaust: A Social Problems Approach (New York: Aldine De Gruyter, 2002), 28.
      34. ↑ Rose, Paul Lawrence. “Revolutionary Antisemitism in Germany from Kant to Wagner,” (Princeton University Press, 1990), quoted in Berger, 28);
      35. ↑ Johnson, Paul. A History of the Jews (New York: HarperCollins Publishers, 1987), 242.
      36. ↑ History of Anti-Semitism: From the Time of Christ to the Court Jews. (N.P.: University of Pennsylvania Press, 2003), 216.
      37. ↑ The World Must Know. (Baltimore: Johns Hopkins University Press and the United States Holocaust Memorial Museum, 1993, 2000), 8–9.
      38. ↑ Grunberger, Richard. The 12-Year Reich: A Social History of Nazi German 1933-1945 (NP:Holt, Rinehart and Winston, 1971), 465.
      39. ↑ Adolf Hitler. Mein Kampf, pág.: 213. ISBN 0-395-92503-7.
      40. ↑ in Heinonen, Anpassung und Identität 1933-1945 Göttingen 1978 p.150
      41. ↑ (Dennis Prager e Joseph Telushkin: Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo] (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107.)
      42. ↑ a b c d Buchheim, Glaubnskrise im 3.Reich,124-136
      43. ↑ Hart, Michael H. The 100: A Ranking of the Most Influential Persons in History, 1978 (Revised Edition, 1992), pág 174
      44. ↑ Rosenfeld, Gavriel D. Journal of Contemporary History, Vol. 29, No. 1 (Jan., 1994). “The Reception of William L. Shirer’s the Rise and Fall of the Third Reich in the United States and West Germany, 1960-62. pág.: 95-96, 98
      45. ↑ “Christians and Jews: A Declaration of the Lutheran Church of Bavaria”, November 24, 1998, also printed in Freiburger Rundbrief, 6:3 (1999), pp.191-197..
      46. ↑ “Q&A: Luther’s Anti-Semitism”, Lutheran Church – Missouri Synod;.
      47. ↑ “Declaration of the Evangelical Lutheran Church in America to the Jewish Community”, Evangelical Lutheran Church in America, April 18, 1994;.
      48. ↑ “Statement by the Evangelical Lutheran Church in Canada to the Jewish Communities in Canada”, Evangelical Lutheran Church in Canada, July 12-16, 1995;.
      49. ↑ “Time to Turn”, The Evangelical [Protestant Churches in Austria and the Jews. Declaration of the General Synod of the Evangelical Church A.B. and H.B., October 28, 1998.].
      50. ↑ a b c História. Volume Único. Gislane Campos Azevedo e Reinaldo Seriacopi. Editora Ática. 2007. ISBN 978-85-08-11075-9. Pág.: 143.
      51. ↑ História das cavernas ao terceiro milênio. Myriam Becho Mota. Patrícia Ramos Braick. Volume I. Editora Moderna. ISBN 85-16-0402-4. Pág.: 179.
      52. ↑ História e Vida integrada. Nelson Piletti e Claudino Piletti. 2008. Editora ática. Pág.: 81. ISBN 978-85-08-10049-1.
      53. ↑ FUNCK-BRENTANO, Frantz. Martim Lutero. 3. ed. Rio de Janeiro: Vecchi, 1968, p. 277.
      54. ↑ Martinho Lutero no Find a Grave.
      55. ↑ Pronome indefinido alemão semelhante ao all inglês, no texto de Lutero ganha o significado de só, somente.
      56. ↑ The 1522 “Testament” reads at Romans 3:28: “So halten wyrs nu, das der mensch gerechtfertiget werde, on zu thun der werck des gesetzs, alleyn durch den glawben” (emphasis added to the German word for “all.”. Apud en:WP
      57. ↑ The Greek text reads: λογιζόμεθα γάρ δικαιоῦσθαι πίστει ἄνθρωπον χωρὶς ἔργων νόμου (“for we reckon a man to be justified by faith without deeds of law”)
      58. ↑ Martin Luther, On Translating: An Open Letter (1530), Luther’s Works, 55 vols., (St. Louis and Philadelphia: Concordia Publishing House and Fortress Press), 35:187&ndahs;189, 195; cf. also Heinz Bluhm, Martin Luther Creative Translator, (St. Louis: Concordia Publishing House, 1965), 125–137. Apud en:WP

    • Lutero, um herege sagaz. Leão X, um Papa fraco. O resultado… você já sabe

      E aí meu povo católico.
      Volto para continuar a vida e obra do monge maluco. Vou mostrar aqui como Sua Santidade, Leão X, reagiu às peripécias do Sr. Luther, ou seja, às 95 teses contra a Igreja Católica.Mas, antes, apresentarei um breve contexto histórico.

      A situação da “Alemanha” na época
      Só pra lembrar, esta história toda se passa no século XVI. Então, notem que, sempre que nos referimos à Alemanha, estamos falando de um Estado que passaria a existir apenas a partir do século XIX. Na época do Lutero, o Sacro Império Romano-Germânico era um balaio de gatos que não tinha mais o prestígio da época de Carlos Magno, sendo sobrepujado há muito por outras nações como Portugal, Espanha, França e Holanda.
      A grandeza perdida, dos tempos de Carlos Magno, Oto I e Frederico Barbaroxa, construída sob os ombros da Santa Igreja, sempre causou tanto nos governantes quanto no “povo alemão” um saudosismo que, de patético e melancólico, chegou a megalômano e psicótico, passando por ateu cientificista. Este processo, que durou 500 anos, foi iniciado em Lutero, passando por Bismarck e culminou com um nanico de bigode escroto da Bavária austríaca – Hitler.
      É importante salientar isso agora, porque o espírito que animava os derrotistas alemães foi o combustível ideal disponível para o safado inflamar o Sacro Império Romano-Germânico contra a Santa Igreja.
      Devidamente embebidos no espírito da época, vamos agora falar de Sua Santidade.
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      Quem foi o Papa Leão X?

      ACHO QUE ESSE LEÃO É GATA…
      Leão X foi um papa interessante, e um cara estranho também. De origem, era um Médici podre de rico. Pesam sobre ele acusações de fazer um papa infame como Sérgio III corar, mas, ao menos, Leão era mais discreto que o Papa Alexandre VI, por exemplo. Era por uns considerado homossexual (chegado num guardinha suíço), por outros, um devasso.
      Como eu sou um sujeito muito influenciado por histórias em quadrinhos da Marvel e da DC, digo que no futuro continuaremos com essas história em artigos posteriores da nossa
      Mas hoje falaremos apenas dos aspectos que envolvem o grande cisma, a separação entre católicos e luteranos.
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      A reação do Papa às 95 teses
      Em 30 de maio de 1517, Lutero enviou uma explicação de suas teses a Leão X. Em 7 de agosto, o papa chamou-o na chincha, err…, quer dizer, a Roma.
      Temendo por sua porca vida (como sempre, pois era um poltrão), Lutero moveu mundos de fundos para tirar o dele da seringa; conseguiu a ajuda eleitor da Saxônia Frederico III, o Sábio, que usou sua influência para dar uma amenizada na situação. Lutero conseguiu manter seus glúteos na saxônia, encontrando a comitiva papal em Augsburgo. Lá, certamente, se sentia mais confiante e menos pressionado do que no território do Papa.
      A crentaida e a Tia Teteca adoooram colocar esse encontro como se fosse um acontecimento que “sacudiu Paris em chamas”. Não, não sacudiu, para falar a verdade, nosso amigo padreco era visto como um grande merdão por Sua Santidade. Pode ter sido um erro de avaliação? Sim, pode, mas o que esperar da cabeça do povo que, a partir de Lutero, nos legaria Melachton, Kant, Marx, Hitler e o jeito de jogar futebol alemão?
      À frente da comitiva vinha o legado papal Thomas Caetano, que foi um dos últimos grandes nomes da escolástica. De tanto escutar as besterias de Lutero, perdeu a paciência: chamou-o de animal e ameaçou excomungá-lo. Mais uma vez, homem de brios e de coragem que era, Lutero encheu o peito, liberou o ar acumulado por onde bem entendeu e correu como um frango – mas um frango muito do corajoso diga-se de passagem – para Wittenberg.
      Encastelado e muito macho, Lutero passou um ano inteiro escrevendo coisasinteligentíssimas como, por exemplo, uma carta em que intitula a Igreja de “Sinagoga de Satã”, o que aliás explica muuuuito do anti-semitismo/nazismo inconsciente de muitas das igrejinhas protestantes (enquanto isso, aguardamos os comentários furiosos de protestantes/ateus, falando que Hitler era católico, Bento XVI era da juventude nazista e por aí vai. Para vocês…. minha mão).
      Voltamos ao que interessa: Sua Santidade. De saco cheio, em junho de 1520, Leão X promulgou a bula adicional Exsurge Domine, que condena 41 das proposições extraídas dos ensinos de Lutero (as 95 teses). Declarou que o sujeito tinha um prazo de 70 dias pra se retratar e, em seguida, deu ao teólogo Johann Eck – um dos mais notáveis da época – a tarefa de debater com o herege (falaremos mais sobre este desastroso debate em outro artigo).
      Pouco depois, Leão formalmente excomungou Lutero, em 3 de janeiro de 1521. Como resposta, o excomungado queimou a bula da sua excomunhão em praça pública.
      Leão foi o último Papa a ver a cristandade ocidental unida. Foi um Papa fraco, incapaz de deter Lutero, um herege sagaz e eloquente. Elesubestimou o potencial que o monge perturbado poderia causar à Igreja, epouco (ou nada) fez no campo teológico para deter o avanço das suas ideias, que se espalharam pela Europa como um câncer.
      O legado de Leão X para história deve-se a esse erro de avaliação terrível? Pode ser. Mas é bom notar que, além do monge sem-vergonha de Wittenberg, em outros cantos da Europa a semente do mal já germinava. Temos na Inglaterra o bilau nervoso de Henrique VIII. E, na Dinamarca, já a partir de 1520, o Rei Christian II aprontava das suas: ele convidou para aquele país um bando de luteranos desocupados, que lhe deram as bases para fundar sua igreja estatal (coisa, aliás, que virou moda em toda a Escandinávia).

  24. Martinho Lutero não era Deus e não pode ser julgado como um, teve seus pecados e falhas e com certeza ele teve o juizo dele com Deus. Lutero lutou pela liberdade de termos acesso a bíblia que na época era proibido pela igreja católica. porque? porque depois de conhecer a verdade, os cristãos não poderiam ser mais controlados e enganados pelos cleros corruptos da igreja.

    • Cara Mara,

      Seu comentário mostra que, infelizmente, a sra não conhece os fatos sobre o assunto o qual se propõe a tratar:

      1. Claro que Lutero não é Deus. Se o fosse estaria acima de qualquer julgamento. Não se trata de julgá-lo, mas de expor seus erros, que á propósito, o blog tentou fazer com base somente nos escritos do próprio Lutero. Portanto, não é uma crítica infundada, mas ao contrário, bastante fundamentada em fatos.

      2. Os motivos que levaram Lutero a romper com a Igreja não são assim tão simples e lícitos quanto a sra parece crer.

      Por exemplo, sobre a sua afirmação quanto a proibição da leitura da bíblia. pense no seguinte:

      Lutero rompeu com a Igreja em 1520

      A imprensa escrita só foi efetivamente inventada em 1540.

      A primeira bíblia foi impressa somente em 1540 e apenas QUARENTA E SETE cópias foram impressas… Conclui-se assim que apenas uma quantidade ínfima de pessoas teve acesso à uma cópia. Esse quadro perdurou por muitos séculos, haja visto o exorbitante preço de uma cópia da Bíblia. ( Na verdade isso só foi ser disponibilizado ao grande público no século XVIII – ou seja, 3 séculos DEPOIS da invenção da Imprensa)

      Com esses fatos nas mãos, senhora Mara, explique-nos, por favor, como poderia para Lutero, VINTE ANOS ANTES DA BÍBLIA SER IMPRESSA, ter rompido com a Igreja porque ela “proibia” os fiéis de lerem-na?

      Estude e o assunte e seja bem-vinda ao Blog se desejar debatê-lo em maior profundidade.

      Pax Domini

    • RHALDNEY BELO E MINHA CARA MARA

      Esse artigo é totalmente dedicado aos seguidores de Lutero, quantos protestantes usam o nome de Lutero para justificar as suas heresias, mentiras e falsos testemunhos, contra a única Igreja de Jesus Cristo? Perseguem os Santos, Virgem Maria, Imagens, o Santos Padre etc. Como se não bastasse, criam doutrinas satânicas, adulteram a Bíblia Sagrada e se dividem como se a Igreja de Jesus Cristo fosse um corpo místico mutilado e desunido.
      Mas será que eles seguem mesmo Lutero? Ou será que Lutero é apenas um bode expiatório para suas heresias? Pois bem meus irmãos, eu já mostrei em meu primeiro artigo que Lutero jamais acusou o Santo Padre de ter dado ordens para que se vendessem indulgências(Absolvições), muito pelo contrario, Lutero isenta o Santo Padre de qualquer culpa a respeito disso, mas o protestantismo fez o seu papel maligno de criar as fábulas sobre indulgências, o mesmo se fez com a inquisição.
      Nesse artigo eu irei mostrar que Lutero era devoto de Maria, jamais pregou qualquer coisa contra a Bem Aventurada, nunca negou a sua intercessão; ai fica a pergunta: por que os protestantes não seguem o criador do protestantismo? Já que usam o seu nome para se justificar, então use toda a sua ideologia; seria o mais coerente.
      Prestem atenção como o protestantismo de hoje em dia não tem nada a ver com Lutero; ele era alcoólatra, fornicador, adúltero e esquizofrênico, mas não cometeria o erro de perseguir a Mãe de Deus como fazem hoje os filhos da serpente. Eu mesmo sendo um critico de Lutero, tenho que reconhecer que se ele estivesse vivo hoje, estaria chorando vendo no que se transformou aquilo que ele mesmo começou, não tenho dúvidas, Lutero guspiria na cara dos protestantes de hoje em dia.
      Colocarei algumas palavras de Lutero referentes a Bem Aventurada:
      A virgindade perpétua de Maria:
      Segundo Lutero, Jesus Cristo era filho único de Maria e seus irmãos eram primos, ele também não deixa de mencionar que na cultura Hebraica primos eram tratados como irmãos.
      “Cristo era o único filho de Maria. Das entranhas de Maria, nenhuma criança além dEle. Os ‘irmãos’ significam realmente ‘primos’ aqui: a Sagrada Escritura e os judeus sempre chamaram os primos de ‘irmãos’.” (Martinho Lutero, Sermões sobre João 1-4, 1534-39)
      “Cristo, nosso Salvador, foi o fruto real e natural do ventre virginal de Maria. Isto se deu sem a cooperação de um homem, permanecendo virgem depois do parto.” (Martinho Lutero, idem)
      “Virgem antes, no, e depois do parto, que está grávida e dá à luz. Este artigo (da fé) é milagre divino” (Lutero, já no fim de sua vida: [FiM95], pg.1122 Sermão Natal 1540: WA 49,182)
      “Ele, Cristo, nosso Salvador, era o fruto real e natural do ventre virginal de Maria … Isto aconteceu sem a participação de qualquer homem e ela permaneceu virgem mesmo depois disso” (Lutero, “Sermões sobre João”, cap. 1 a 4, 1537-39 dC)
      “Creio firmemente que Maria, conforme as palavras do Evangelho que afirmam que de uma Virgem nos nasceria o Filho de Deus, permaneceu sempre pura e intacta Virgem durante e depois do nascimento de seu Filho” (Ulrich Zwinglio, citado em “Corpus Reformatorum” v.1, p.424)
      Maternidade divina de Maria:
      Como todo o devoto de Maria, Lutero afirma com todas as letras que a Bem Aventurada era Mãe de Deus. Lutero também não deixa de alfinetar Nestório e seus Nestorianos ao afirmar que não existe dois Cristos (Cristo Homem e Cristo Deus).
      “Deus diz: ‘o filho de Maria é meu Filho somente.’ Desta forma, Maria é a Mãe de Deus.”(Martinho Lutero, Ibidem)
      “Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria, e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc. Para o Deus e para o Homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos… Mesmo que tenha duas naturezas.” (Martinho Lutero, “Nos Conselhos e na Igreja”, em 1539)
      “Esta é a consolação e a transbordante bondade de Deus, que Maria seja sua verdadeira mãe, Cristo seu irmão, Deus seu Pai… Se acreditares assim, então estás de verdade no seio da Virgem Maria e és seu querido filho.” (Lutero, Kirchenpostille, ed. Weimar, 10.1, p. 546.)
      “Por isso em uma palavra compendia-se toda a sua honra: quando se a chama mãe de Deus, ninguém pode dizer dela maior louvor. E é preciso meditar em nosso coração o que significa ser mãe de Deus.” (Lutero, Comentário ao Magnificat, de 1521, [FiM95], pg.1121. Sermão, 1522:WA 7,572)
      Imaculada Conceição:
      O mais engraçado e que me deixa totalmente confuso com a divisão protestante, são as suas contradições, pois os protestantes dizem que a doutrina da Imaculada Conceição só foi inventada a partir de seu dogma em (1854), segundo os teólogos protestantes, antes de(1854) ninguém acreditava na doutrina da Imaculada Conceição, sendo assim, a crença protestante é de que uma doutrina só passa a existir depois que é proclamado seu dogma; porém Lutero em 1527 já pregava a doutrina da Imaculada Conceição séculos antes do seu dogma ser proclamado, alguns teólogos protestantes como Arthur Carl Piepkorn (1907-1973) mantêm a aceitação do dogma da Imaculada Conceição a partir dos escritos de Lutero.
      ”É uma doce e piedosa crença esta que diz que a alma de Maria não possuía pecado original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deus uma alma pura. Assim, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado” (Lutero, Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de 1527)
      “É uma opinião doce e piedosa que a infusão da alma de Maria ocorreu sem o pecado original; de modo que, ao infundir a sua alma imune ao pecado original, foi adornada com presentes de Deus, recebendo uma alma pura, infusa por Deus; assim, desde o primeiromomento em que começou a viver ela esteve livre de todo o pecado.” (Sermão: “No dia da concepção da Mãe de Deus,” Dezembro [?] 1527, de Hartmann Grisar, S.J. Luther, da tradução da versão do alemão para o inglês por E.M. Lamond, editado por Luiggi Coppadelta, Londres: Kegan Paul, trincheira, Trubner, primeira edição, 1915, Vol. IV [ de 6 ], p. 238; revisado por Werke alemão, Erlangen, 1826-1868, editado por J.G. Plochmann e J.A. Irmischer, editado por L. Enders, Francoforte, 1862 ff., 67 volumes; citação 15 2 , p. 58)
      “É cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Para que fosse cheia pela graça de Deus com tudo de bom e para fazê-la vitoriosa sobre o diabo.” (Martinho Lutero, Livro Pessoal de Oração, 1522)
      Parece-me que Lutero tinha visões do futuro, só pode, pois ele acreditava em uma doutrina que segundo os protestantes, só foi criada três séculos depois da rebelião. Incrível isso!
      Veneração à Maria:
      Bem, sendo ele devoto de Maria, Lutero venerava a Mãe de Deus, doutrina totalmente repudiada pelos filhos da serpente.
      “A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano.” (Martinho Lutero, Sermão em 1º de setembro de 1522.)
      “Maria é a mulher mais elevada e a pedra preciosa mais nobre no Cristianismo depois de Cristo… Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o bastante. Contudo, a honra e os louvores devem ser dados de tal forma que não ferem a Cristo nem às Escrituras.” (Martinho Lutero, Sermão na Festa da Visitação em 1537.)
      “Nenhuma mulher é como tu! És mais que Eva ou Sara, sobretudo, pela nobreza, bem-aventurança, sabedoria e santidade!” (Martinho Lutero, Sermão na Festa da Visitação em 1537.)
      “Devemos honrar Maria como ela mesma desejou e expressou no Magnificat. Louvou a Deus por suas obras. Como, então, podemos nós a exaltá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra a Deus, louvor à graça de Deus. Maria não é nada para si mesma, mas para a causa de Cristo. Maria não deseja com isso que nós a contemplemos, mas, através dela, Deus.”(Martinho Lutero, Explicação do Magnificat, em 1521.)
      “Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terracomparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade” (Lutero, Comentário ao Magnificat)
      “Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste.” (Lutero, Deutsche Schriften, 14, 250)

      “Maria é a maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo… Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente.”
      (Lutero, Sermão do Natal de 1531)
      Intercessão de Maria e de todos os Santos:
      E como não poderia faltar, um verdadeiro devoto de Maria, pede a intercessão da Bem Aventurada e de todos os Santos.
      “Ninguém nunca se esqueça de invocar a Virgem e os santos pois eles podem interceder por nós.” (Lutero, Prep. ad mortem)

      A Igreja Luterana no (Manifesto de Dresden), se propõe a voltar à suas origens e propagar todo o seu amor e devoção a Bem Aventurada, assim como Lutero o fazia, sabendo que tal devoção foi retirada do quadro doutrinal da Igreja Luterana por causa da propagação dessas seitas protestantes ditas pentecostais, tais seitas usavam o nome de Lutero sem ao menos saber quem foi Lutero. Nesse manifesto os Luteranos se propõe a examinar corretamente as Aparições Marianas e aceitá-las.
      Pequeno trecho do “Manifesto de Dresden” (05/1982)
      “Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Temos o direito de examinar tais fatos. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica”
      No mesmo manifesto, Teólogos Protestantes Alemães afirmam que a Igreja Católica é a única que cumpre perfeitamente a profecia Bíblica onde diz: (Todas as gerações proclamarão Maria Bem Aventurada até o fim dos tempos).
      Pequeno trecho do “Manifesto de Dresden” (05/1982)
      ”No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma.”
      Quando vemos a Igreja Luterana se propondo voltar à suas origens, é porque a coisa está feia mesmo no protestantismo.
      Lutero acreditava:
      • Maternidade Divina de Maria.
      • Virgindade Perpétua de Maria.
      • Imaculada Conceição.
      Para Lutero Maria era:
      • A maior jóia depois de Jesus Cristo.
      • Mulher totalmente venerável.
      • Nossa intercessora ao lado dos Santos e Santas.
      Então fica a pergunta:
      De onde vieram as serpentes protestantes que tentam dar uma abocanhada certeira no calcanhar da Bem Aventurada?
      Voltem para casa luteranos, a Igreja única de Jesus Cristo estará de braços abertos para recebê-los novamente. Desde que a conversão seja de coração.

      Referencias bibliográficas:
      Martinho Lutero, Sermões sobre João (1534-39).
      Sermão Natal (1540).
      Ulrich Zwinglio, citado em Corpus Reformatorum.
      Martinho Lutero, Nos Conselhos e na Igreja (1539).
      Lutero, Kirchenpostille, ed. Weimar.
      Lutero, Comentário ao Magnificat (1522).
      Lutero, Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de (1527)
      Martinho Lutero, Livro Pessoal de Oração, (1522).
      Martinho Lutero, Sermão em 1º de setembro de (1522).
      Martinho Lutero, Sermão na Festa da Visitação em (1537).
      Lutero, Deutsche Schriften.
      Lutero, Sermão do Natal de (1531).
      Manifesto de Dresden (05/1982).

    • HELEN VOCÊ QUER QUI EU MANDE NOVAMENTE ESSA MATÉRIA QUE FALA DE LUTERO?

      VOCÊ NÃO A SALVOU NO BLOG?

  25. Então, muitos livros da bíblia foram reduzidos, no total são 77. Já peguei uma bíblia evangélica e se pode provar isso.
    há muitas mentiras espalhadas por ai sobre a igreja católica, que a mídia espalha.
    Um exemplo:
    Nós católicos não intercedemos por ninguém, os únicos que intercedem são os anjos, Deus, e etc.
    E NÃO, NÃO, NÃO E MAIS NÃO! NÃO veneramos SANTOS! eles são apenas pessoas que seguiram sua vida na santidade, e são conhecidos por isso. O único ser que podemos venerar é DEUS! SOMENTE DEUS!

    • Karina, essa sua negativa mostra que ao invés de pesquisar o assunto você só diz NÃO e mostra também insegurança. Veja só, se não se venera, qual o motivo das rezas e das imagens postas à vista de todos? Nenhuma religião salva, inclusive a sua. Não existe religião melhor nem pior, o que existe são falsos profetas, sejam católicos ou protestantes vendendo a palavra do DEUS PAI TODO PODERESO, Nele, eu garanto, você pode confiar. Acabe com essa história de defender religião!
      Abraços,
      Cícero

  26. olha, papel aceita tudo, além do mas Lutero esta morto não pode se defender, por isto falam tudo. Naquela época,o povo vivia debaixo da servidão católica, quem não obedecia pagava com vida,ele afrontou o papa.

    • Jose,

      De fato, papel aceita tudo, cabe àquele que Lê ter em mente uma coisa:

      1. O bom senso de averiguar se o que leu é verdade através de uma pesquisa honesta e imparcial.

      No seu caso, posso dizer com segurança que não tomou essa simples medida, haja vista sua afirmações: (i) que Lutero não pode se “defender” porque está morto. (ii) que o povo vivia em servidão à Igreja e pagava com a vida qualquer afronta ao Papa.

      Ora, a primeira afirmação é descabível. A defesa de Lutero não depende dele estar vivo ou não. O legado que ele deixou, o testemunho que ele deu, os seus escritos, suas ações devem ser substância suficiente para atestar por aquilo que ele pregava e acreditava. O artigo forneceu fontes a partir dos escritos de Lutero. Se isso não é suficiente para o sr, paciência. O bom senso diz que é.

      Qto à segunda afirmação só posso dizer que é um disparate totalmente impregnado de duas coisas: falta de pesquisa séria e conhecimento histórico e excesso de preconceito. Parece que o subsídio para essa sua afirmação é fundamentado naquilo que o sr ouviu dizer, aprendeu de terceiros, etc. Esse tipo de opinião não deve e não pode ser levada a sério por ninguém que deseja debater imparcialmente qualquer assunto que seja.

      Pax Domini

    • JOSÉ ESSAS FABULAS DE IGREJA MATAR
      VOCÊ APRENDEU FOI DE LIVRARIAS DE SEITAS PROTESTANTES!

      E DE VAGABUNDOS HISTORIADORES ATEUS E PROTESTANTES QUE SÃO PAGOS PELA MÍDIA PROTESTANTE PARA DIFAMAR A IGREJA!

      VAI UM CONSELHO JOSÉ ESTUDE AS HERESIAS CONTRA A IGREJA CATÓLICA OLHA FORAM MILHARES DESDE OS PRIMEIRO SÉCULO
      E A IGREJA NÃO MATOU NENHUM HEREGE

      QUE DEUS TENHA PIEDADE DE VOCÊ

    • digo uma coisa a todos: erros todas as religiões ideologias, povos, tem. a algum tempo um papa, se não me engano, pediu perdão ao mundo pelas atrocidades que a igreja cometeu,em nome de Jesus,contra toda sorte de pessoas,pelas indulgencias praticadas, inquisição, heresias.Hoje vejo papas renunciando, padres sendo acusados,etc.Falsos profetas,pregadores que manipulam pessoas já meio debilitadas, com palavras e pregações que cai como uma luva para a ocasião, e novamente etc.sem falar em outras religiões e ideologias pregadas por aí afora.No fim de tudo independente do caso vemos algum numero de telefone para doação ou contribuição espontânea que se deve fazer em agradecimento a algo alcançado. Todo tipo de gente usando ou interpretando a bíblia conforme seu entendimento. Profanando e afrontando Deus em função do dinheiro e poder.Aquele que um anjo de Deus não se deixa enganar ou manipular por oportunistas escondidos atrás de uma bandeira religiosa.Todos temos o livre arbítrio de sermos Anjos ou Demônios.Seja sempre em sua fé um Anjo e tudo ao seu tempo será desmascarado.Talvez agora não, pode ser forte demais. Isso é minha opinião.

      • Caro Claudimar,

        Muito obrigada por sua participação e por registrar aqui a sua opinião.

        Eu gostaria de esclarecer que o Papa João Paulo II nunca pediu perdão pelas coisas que você citou em seu comentário.

        Ao contrário, pediu perdão pelos pecados dos Filhos de Igreja – católicos são membros da Igreja e portanto, seus filhos – cometidos durante a Inquisição em nome da Fé Católica, pois acreditavam fazê-lo em benefício de Deus.

        A Igreja nunca condenou ninguém à morte durante a Inquisição. Graças à Deus existe hoje já um número extensivo de livros e pesquisas credíveis que comprovam esta minha afirmação. Contudo, um mito não se desfaz da noite para o dia. Infelizmente, muitos – principalmente anti-católicos mal intencionados – gostam de propagar e perpetuar essa ideia.

        A Igreja institui os tribunais inquisitivos principalmente para monitorar a ortodoxia dos muitos judeus e muçulmanos convertidos à Fé na Península Ibérica – Portugal e Espanha – e garantir que não houvesse disseminação de erros doutrinários por conta dessas conversões. Mais tarde, com o advento do Protestantismo Luterano, a Igreja também usou-se do mesmo mecanismo para inquirir sobre erros doutrinários de ex-católicos conversos ao protestantismo e proteger a propagação de ideias errôneas nos círculos católicos. Lembremo-nos que os Estados em questão eram estritamente católicos e era, portanto, um crime contra o Estado e não contra a Igreja em si, difundir outra religião.

        Ora, como a Igreja era a autoridade competente para julgar questões relacionadas às Doutrinas Católicas, ela era responsável por inquirir os “réus”. Porém, era o ESTADO e não a Igreja que executava sentenças, muitas vezes de morte.

        Isso, contudo, não quer dizer que não tivesse havido abusos e atrocidades por parte do Estado, que como dissemos era Católico. Portanto, esses católicos pecaram gravemente contra Deus e foi por eles que a Igreja pediu perdão. Que fique muito claro este ponto, pois é importante.

        A Igreja não fez uma auto-acusação de culpa. Ela simplesmente reconheceu o erro dos seus filhos e por eles se desculpou.

        Pax Domini,

  27. Castelo forte é nosso Deus, refúgio e fortaleza.
    Com Seu poder defende os Seus, e os livra com presteza.
    Com fúria pertinaz, nos segue Satanás,
    Com artimanhas tais e astúcias tão cruéis
    Que iguais não há na Terra.

    A nossa força nada faz, estamos, sim, perdidos;
    Mas nosso Deus socorro traz, e somos protegidos.
    Sabeis quem é Jesus, o que venceu na cruz?
    Senhor dos altos Céus, e, sendo o próprio Deus,
    Triunfa na batalha.

    Se nos quisessem devorar, demônios não contados,
    Não nos iriam assustar, nem somos derrotados.
    O grande acusador dos servos do Senhor,
    Já condenado está; vencido cairá
    Por uma só palavra.

    Sim, que a palavra vencerá, sabemos com certeza;
    E nada nos assustará, com Cristo por defesa.
    Se temos de deixar parentes, bens e lar,
    Embora a vida vá, por nós Jesus está
    E dar-nos-á Seu reino.

    • Olha Bob existem muitas razões pelas quais rejeitamos a Sola Scriptura:
      Pois se ela fosse verdadeira Bob essa doutrina teria 2000 mil anos e também seria referências nos escritos e estudos dos padres apostólicos.
      Enfim Bob se o livre exame bíblico fosse verdadeiro a igreja protestante seria uma só denominação fiel a Lutero e não seria dividida em milhares de milhares de doutrinas heréticas onde tem igrejas de todos os naipes e para todos os gostos
      Eu ti garanto e ti provo Bob que a sola scriptura ou se você preferir o livre exame bíblico não é bíblico. Efim existem milhares de provas e razões são que é a-histórico, ilógico, incoerente, pouco prático e improvável.
      Caro Bob a Sola Scriptura não é bíblica. Em nenhum lugar a Bíblia ensina que somente a Bíblia é a nossa única autoridade. Muitos tentam dizer 2 Tim 3:16-17 ensina. Ela diz que a Escritura é inspirada e proveitosa.
      Isso é exatamente o que a Igreja ensina. No entanto, em nenhum lugar se diz que é suficiente, ou que contém toda a verdade inspirada necessário saber, ou que a escritura só é rentável. Na verdade, se você tentar usar esses versículos para provar escritura é tudo que você precisa, então, se você olhar para o versículo 15, você vai ver que Paulo está falando sobre escritura que Timóteo conhecia desde a infância, o Antigo Testamento. Você terá apenas provou que você não precisa do Novo Testamento.
      A verdade de Deus é revelada, tanto o Novo Testamento e Velho.
      Não há um exemplo em qualquer o Antigo Testamento ou Nova, onde sola scriptura é praticado ou pregado. Por exemplo, Moisés escreveu milhares gênese de anos após os eventos de Gênesis ocorreu. O argumento contra a tradição oral é que ela não é confiável, e as coisas ficam distorcidas. Bem, se você acredita que Moisés escreveu o Pentateuco, e que é inspirada por Deus das escrituras, você está baseando o fato na tradição oral. Esta informação foi passada desde Adão até Moisés. Adão, Noé, Abraão, Isaac, Jacó, José, etc de algum modo chegou sem por escritura ainda existente. Em Gênesis um exemplo deste trabalho tradição oral é olhando capítulos 17 e 26. No capítulo 17, Deus faz aliança com Abraão. Como no capítulo 26 que duas gerações mais tarde irá Jacob sabe como manter a aliança? Abraão anotá-la e dizer que você ler isso, interpretá-lo e pedir ao Espírito Santo para dar-lhe a interpretação correta? Não, foi por via oral e autoritariamente transmitido duas gerações depois de Jacob. Na terceira geração de Abraão, Jacó será o dever de guardar os mandamentos, estatutos e leis. É este tipo de transmissão fiel da verdade que eventualmente atinge Moisés que permite que Moisés finalmente enscripturate-lo.
      Agora, vamos ver quando finalmente Moisés escreveu a autêntica tradição oral, que nós conhecemos como o Pentateuco. Quando a lei foi dada a Moisés, uma cópia da lei é dada na arca da aliança. Apenas Moisés poderia aproximar a arca da aliança. O livro de Deuteronômio foi escrito por Moisés e confiada aos sacerdotes levíticos. Se sola scriptura estava a ser praticado, Moisés teria a certeza que ele publicou Gideon Pentateuchs e Gideon Torahs para todos a interpretar por conta própria. No entanto, Aaron é dada esta autoridade, por exemplo, em Deuteronômio 10:3. Em Levítico 10:2-11 só os levitas é dada a autoridade por Deus para levar a arca da aliança. Os sacerdotes interpretar a palavra e ligar as pessoas. As pessoas não dizem: “Ah, não, você está apenas levitas, você não pode me dizer como interpretar as Escrituras”. Aqui temos autoridade magisterial dos sacerdotes, quando eles fazem uma proclamação oral de Deuteronômio. Além disso, todo o livro de Deuteronômio é como um Moisés Papa encíclica. É tudo da escrita Moisés. Não é apenas Moisés escrevendo um mandamento de Deus, por si só, mas é Moisés escrever um infalível oráculo.
      Em 2 Reis 22:8-17 rei Josias, que é mostrado para ser um homem de Deus, é dado o livro da lei. Se Deus queria que ele para trabalhar da maneira bíblica sola em determinar a verdade, ele diria: “Peça ao Espírito Santo e ele vai me orientar na interpretação da verdade.” Não, ele diz à Safã sacerdotes e Hilquias, “Ide, consultai ao Senhor por mim.” A mensagem de Deus é mostrado para ser confiada à interpretação dos sacerdotes, e Josias tem a obrigação de prestar atenção a essa interpretação. Há uma ligação magistério no trabalho, não sola scriptura.
      Em Neemias 8:1-8 vemos Esdras, o escriba e sacerdote trazer a Lei perante a congregação. Eles lê-lo em voz alta. Esdras, o sacerdote principal com outros levitas e ajudou as pessoas a entender a lei. Ele diz no versículo 8 que Esdras e os levitas “deram o sentido, e ajudou-os a compreender a leitura.” Não israelita um disse “me dá a lei diretamente e eu vou interpretá-lo para mim mesmo.”
      Elias e Eliseu são grandes profetas que ensinam autoridade. Isso é o que significa magistério em latim. Elias foi um grande profeta, mas ele não escreveu uma coisa para baixo. Obadias era um profeta. No entanto, devemos acreditar que a única palavra desse profeta que teve a bênção de Deus é um capítulo? Profetas não são apenas ler, eles são ouvidas, oralmente, e que a mensagem é transmitida por tradição. Jeremias escreve “Vou escrever a lei em seus corações”, e não em suas páginas.
      A palavra de Deus no Antigo Testamento, portanto, mostra-nos que a sua revelação veio para o seu povo, por via oral e autoritariamente pelas autoridades de ensino, e quando escritura foi escrito, ele precisava ser devidamente traduzidos por sacerdotes e profetas. Ninguém deu interpretações privadas da Torá.
      No Novo Testamento, como é que a função da igreja? A doutrina sola bíblica diz que o cristianismo é apenas guiado pela Bíblia. Você pode me mostrar em qualquer lugar onde Jesus disse que seus discípulos devem escrever o Novo Testamento? Você vê em qualquer lugar onde Jesus disse a seus discípulos para escrever alguma coisa? Não! Jesus não diz nada sobre apóstolos ou não-apóstolos (como Marcos e Lucas) de escrever qualquer coisa ou ligando a igreja exclusivamente a ele. O que lemos? Jesus diz em Mateus 28:19-20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo: ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado : e eis que eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo, Amém “..Nada sobre a escrita de um livro. Se Jesus significava o cristianismo para ser apenas baseado em um livro, ele quer ter escrito ele próprio ou pelo menos comissionado seus discípulos a escrevê-lo. Ele não diz anotá-la, então cabe a todos para interpretá-la por si mesmo para descobrir a verdade por conta própria, pedindo ao Espírito Santo para guiá-lo.
      Jesus disse a Pedro: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja …” Ele dá a Pedro sozinho as chaves. Ele diz a Pedro para se alimentar, ou levar as suas ovelhas três vezes em João 21:15-17. Jesus mostra esta autoridade da igreja em Mateus 18:17-18 também, onde ele dá para o resto dos apóstolos a autoridade de ligar e desligar. Em Mateus 18:17 Jesus disse que, se um irmão pecados contra outro, levá-la para a igreja. “Mas se ele se recusa até mesmo a ouvir a igreja, considera-lo como um gentio e publicano.” Esta igreja tem autoridade de Cristo, que deu a ele autoridade para ligar na terra, assim como o céu. Esta igreja é visível.
      Vamos examinar como a igreja funcionava no Novo Testamento. Em Atos 2:42, depois que o papa Pedro deu um sermão em que muitos foram levados para a salvação, que diz que eles perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. “Segundo a doutrina sola scriptura, a igreja visível não tem autoridade em doutrina. acordo com esta passagem no entanto, a doutrina já existia através de Jesus, mas através da igreja que Jesus estabeleceu. Naquele tempo não havia sequer um indício de uma carta do Novo Testamento existentes. Segundo a sola scriptura não teria havido nenhuma doutrina de perseverar pol se encaixa perfeitamente com a abordagem católica.
      Como foi a disputa sobre a circuncisão tratado em Atos dos Apóstolos, capítulo 15? Vejamos como foi resolvido. Apóstolos Paulo e Barnabé estavam disputando com os cristãos que vieram de Judéia, que queria obrigar os novos crentes para ser circuncidado. A questão é que tomou essa decisão e como foi feito? De acordo com a sola scriptura eles teriam que decidir em uma de duas maneiras: Eles teriam que procurar alguma escritura do Velho Testamento e provar que vista a partir da escritura: ou os apóstolos teriam escrito a resposta a essa pergunta, e depois foi determinado agora era escritura do Novo Testamento, que teria dito a circuncisão é agora necessário ou não necessário com base nesta nova escritura. É assim que foi determinado? A Bíblia mostra que nem um desses métodos Sola Scriptura foram utilizados. Papa Peter resolvido da maneira católica. Afinal disputando o Papa Pedro saiu com um decreto infalível que une todos os cristãos desde então. Ele disse que a circuncisão não é necessária para a salvação em Atos 15:7-11. Qual foi a reação dessas pessoas que estavam em tal disputa? Disseram como você faria “Quem é você, um simples homem, para me dizer o que fazer? Sigo nenhum Papa!” Não! Leia Atos 15:12. Lembre-se, antes de falar de Pedro, havia muita divisão.
      Uma vez que Pedro falou: “Então toda a multidão se calou …” As pessoas reconheceram sua autoridade, como eles sabiam que ele recebeu sua autoridade de Jesus.A circuncisão não é necessário. Além disso, em nenhum lugar Pedro diz “Este deve ser escrito.”
      Mais tarde, atuando como local bispo James coloca em diretrizes para a sua comunidade local. Suas diretrizes assumir toda a força de decreto de Pedro. Atos 15:13-20 mostra que, para que o tempo, de modo a não ofender os judeus, eles estavam a abster-se de carne estrangulado, e do sangue. Agora que era vinculativa para as pessoas naquela época. Ele foi escrito para baixo. Um teria pecado se essas pessoas teriam comido carne com sangue, porque era um decreto do apóstolo.No entanto, é hoje um pecado comer carne com sangue? Eu comer carne com sangue o tempo todo e tenho certeza que você também se você é um vegetariano.Nós não pecamos por fazer isso. O que isso mostra passagem? Primeiro, de que Pedro era a autoridade final que decidiu a questão da circuncisão. Este decreto foi obrigatórias para todos os cristãos desde então. e isto não foi escrito para baixo até cerca de 25 anos após o fato. A igreja não esperar até que Lucas escreveu isso para fazer esse decreto autoritário. Essa é a tradição oral no trabalho. Escritura não tinha nada a ver com essa decisão. Em segundo lugar, o decreto que James tinha escrito era algo que poderia ser alterado mais tarde. Ele não tentar ajustar decreto Pedro. Se você observar, que é exatamente a mesma coisa que a igreja católica fez com comer peixe na sexta-feira. No passado, a comer carne às sextas-feiras, por respeito a Jesus morrendo na sexta-feira, foi um pequeno sacrifício para trazer à lembrança de sua morte por nós (semelhante ao de Daniel em Daniel 10:2-3). Isso paralelos James dizendo às pessoas para não comer carne com sangue. Mais tarde, o decreto de não comer carne às sextas-feiras foi alterado, assim como os cristãos já não são obrigados a se abster de comer carne com sangue.
      Isso mostra que há dois tipos de tradição que são estabelecidas pela igreja. A tradição que nunca vai mudar e é apostólica, como o decreto sobre a circuncisão que dizemos é uma tradição T capital. Isto inclui as crenças e costumes que nunca vai mudar. Tradições pequenos de t, como o decreto feito por James, modos de batismo, comer carne na sexta-feira, o celibato sacerdotal, é obrigatório e pode ser mudado, mas não são a doutrina apostólica.
      Vejamos Mateus 23:2-3. Aqui Jesus ordenou aos seus seguidores para observar as tradições baseadas no assento de Moisés. Cadeira de Moisés é mencionado no Antigo Testamento. Fontes rabínicas nos mostrar que lugar de Moisés foi baseado na tradição oral que remonta a Moisés. O mesmo Jesus que condenou a tradição humana no Capítulo 15, valida tradições autênticas no Capítulo 23. Ele diz que os mestres da lei e os fariseus se sentar na cadeira de Moisés. Portanto, você deve obedecer a eles e fazer tudo o que lhe dizer.
      Convido você a ler Judas 14-16. Qual foi a fonte de Judas para este informações sobre Enoque? Não há absolutamente nada de escritura. Jude está usando esta informação para nos ensinar profeticamente e com autoridade. Novamente, é a tradição oral. O Livro de Enoque foi um livro apócrifo que foi escrito cerca de 100 aC. Jude desenhou a partir deste Livro de Enoque para nos ensinar. Como ele era o sétimo de Adão, para que isso seja informação de confiança, era a tradição oral que passou este para baixo a partir do momento do evento, até que foi escrita há milhares de anos após o evento. Judas está usando isso para nos ensinar, e é, portanto, obrigatória para nós. No entanto, mostrando um outro de falsidade da sola scriptura.
      Não há dúvida de que a palavra de Deus deve ser obrigatória para os cristãos. A Igreja Católica ensina isso. No entanto, não há nenhuma indicação na Bíblia de que a palavra de Deus é apenas contida na forma escrita. A Igreja Católica ensina que a palavra de Deus é a oral, bem como a escrita. Há muitos versículos para apoiar isso, mas um casal deve ser suficiente. 1 Pedro 1:25 diz: “Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que o evangelho é pregado a você”. Note, não diz a palavra que o evangelho está escrito para você, e depois pregou. Ele diz que, pelo evangelho que é pregado para você. É oral, e é tão inspirado quanto o que foi escrito. Quanto tempo que Deus diz a palavra de Deus vai durar? Mais uma vez, que o verso diz que vai durar para sempre. Em Atos do Apóstolo vemos em muitos lugares os Apóstolos pregando a palavra de Deus, sem o conteúdo de sua pregação a ser escrito. Por exemplo, em Atos 13:05, depois de ter sido encomendado pela igreja, Paulo e Barnabé pregaram a palavra de Deus em Salamina aos judeus. No entanto, nada está escrito em nenhum lugar que os conteúdos eram. Em Atos 20:27, 31-32, Paulo diz que ele ensinou 3 dias anos e noite todo o conselho de Deus aos Efésios. Devemos acreditar que a carta aos Efésios, apenas 6 capítulos curtos esgota tudo o que Paulo ensinou? De jeito nenhum! Em seguida, ele elogiou o povo a palavra de Deus – a maioria do que ele ensinou oralmente. Leia Isaías 59:21 e a profecia da nova aliança. Ele diz que como a nova aliança será transmitido de geração em geração, por via oral. Nada sobre a escrita. Romanos 10:17 diz: a fé vem pelo ouvir, eo ouvir pela palavra de Deus. A palavra de Deus é oral. Isso é o que a bíblia diz. Sola scriptura diria que vem pela leitura. Não há um versículo na Bíblia que diz a palavra de Deus escrita é a única palavra de Deus. Tradição é o meio pelo qual nós sabemos o que essa palavra oral de Deus é.
      E sobre os apóstolos que foram comissionados para pregar? Apenas João, Mateus e Pedro realmente escreveu tudo o que aparece no Novo Testamento. Você está me dizendo que os outros não fazem o seu trabalho? Todos fizeram o seu trabalho, que era de pregar o evangelho, assim como Jesus havia comissionado para fazer. Por exemplo, Thomas foi para a Índia e estabeleceu uma igreja lá. A igreja que traça-se a Thomas tem todas as crenças católicas que estão constantemente a lixeira pelos protestantes. O que Thomas e os outros apóstolos ensinaram foi a palavra de Deus, mesmo que não foi escrito. Tradição é o meio pelo qual nós sabemos que os apóstolos ensinaram oralmente. Todas as crenças católicas são baseados neste. Todas as crenças católicas pode ser rastreada até os primeiros séculos, bem antes de existir um imperador Constantino. Os fatos são conclusivos para quem estuda a sério a história da igreja. O trato que foi dado a nós era tanto uma má caricatura do que acreditamos, e uma deturpação dos fatos. Se estamos realmente interessados na verdade, vamos olhar para o que a Igreja ensinou nos primeiros séculos através dos próprios cristãos, e não por pessoas que estão vivendo no século 20 que têm eixos para moer e distorcer a Igreja Católica.
      O que a Bíblia diz é a coluna eo fundamento da verdade? Qualquer que seja a Bíblia diz, que é o que você diz que passar. 1 Tm 3:15 diz que a igreja do Deus vivo é a coluna eo fundamento da verdade. Ela não diz coluna e baluarte da verdade, desde que a escritura leva-lo. Se a Bíblia diz que a escritura era a coluna eo fundamento da verdade, os evangélicos usaria isso como um texto de prova para sola scriptura. Você diz que a igreja é qualquer um que aceita Jesus como Senhor e Salvador. Eu fiz isso, então tem Joe, muitos pentecostais, luteranos, presbiterianos, batistas, não-confessionais pessoas como você, etc Agora você teria de dizer que todas essas pessoas, uma vez que constituem a igreja, são o pilar e fundamento da verdade. Você tem que estar brincando, eles discordam em muitas coisas importantes. Uma vez que eles discordam em tantas coisas, não há nenhuma maneira que eles podem ser uma coluna e baluarte da verdade. O engraçado é que todos vão por sola scriptura! Coluna e baluarte da verdade é um baluarte que não desmoronar e não deixa espaço para erro doutrinário. Você precisa de uma igreja visível, a fim de 1 Tm 3:15 para fazer qualquer sentido razoável. Isso, claro, é a Igreja Católica, a única igreja que traça-se de volta a Jesus.
      Em João 20:30 e João 21:25 diz que muitas coisas que Jesus fez que não estão escritos no evangelho. Em 2 e 3 João 12 João 13, João diz que as coisas lá muitos que iria escrever, mas ele preferia vê-lo face a face. A tradição oral no trabalho. Em meio a grande comissão de Jesus disse em Mateus 28:20 ensiná-los a observar todas as coisas, e não apenas as coisas que eles vão escrever. Mais uma vez, Jesus disse-lhes para não escrever nada.
      Tradição no Novo Testamento está no paradosis grego, que significa transmitir (ou seja, um preceito), na mão. Ele pode ser negativo, pode ser positivo. Na Bíblia, o homem-made tradição que contradiz a palavra de Deus é condenado, mas a tradição da igreja é sempre afirmou. Na semana passada, Rev. Payne disse que não queria nada com a tradição. Se isso for verdade, então ele não deve ter nada a ver com a bíblia. 2 Tessalonicenses 2:14-15 diz: “Ele os chamou para isso por meio de nosso evangelho, a fim de compartilhar da glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, irmãos, sede firmes e conservai as tradições que foram ensinadas, seja por palavra da boca ou por carta. ” O evangelho, portanto, consiste de tradições orais e escritas. Observe que a Bíblia é chamado de tradição escrita. Se você é contra a tradição, de acordo com esta passagem que são contra a bíblia. Observe que a tradição oral é colocado no mesmo plano, e é de fato mencionado em primeiro lugar em 2 Tessalonicenses 2:15. Não há menção da tradição oral apenas explicando o que é a tradição escrita. A Igreja confessa a tradição de vida a que estamos obrigados por obediência à Bíblia. Aqui Paulo importa tradição estados de naturalidade. Ele não sente a necessidade de defender uma tradição viva, ele assumiu. O Tessalonicenses sabia o que ele estava falando. Onde é que a tradição de estar? Na Igreja Católica, diferente de interpretações particulares da Bíblia.
      Nesse trato das heresias supostos ele disse que o Concílio de Trento fez tradições em pé de igualdade com a Bíblia. O trato foi desligado por cerca de 1500 anos.Paulo fez, ele próprio, esse versículo. Na verdade, de acordo com Paulo, se você deixar de fora a tradição oral que você está deixando de fora a metade do evangelho.
      Como Paulo diz a Timóteo para espalhar a fé? Será que ele dizer copiar o que eu escrevo, e distribuir essas cópias para que todos possam ler, interpretar por si próprios, e apenas tê-los pedir ao Espírito Santo para guiá-los? Não, em vez disso, ele diz em 2 Timóteo 2:02 “E a coisa que você me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar a outros.” Note que ele diz o que você ouviu de Paulo. Essa é a palavra oral de Deus através de tradição de trabalho. Não, Timóteo, que foi ordenado como Paulo menciona em 1 Tm 4:14 e 2 Tm 1:6, é dito para proclamar o que Paulo ensinou-lhe por via oral. Aqueles Timothy-se a fazer a mesma coisa. Isso é exatamente o que a Igreja Católica tem feito por 2000 anos.
      Em 1 Coríntios 11:02 Paulo elogia os Coríntios que possuem com as tradições. Em 2 Tessalonicenses 3:6, ele comanda os crentes a ficar longe daqueles que não vivem de acordo com as tradições. Em outras palavras, se você não anda de acordo com a tradição viva da Igreja, você não está andando na plenitude da fé.
      A Bíblia não condena as tradições humanas em Mateus 15:3-9, Marcos 7, e Colossenses 2:8-9? Sim, Jesus e Paulo condenam tradições humanas que contradizem a palavra de Deus. A regra korban que Jesus condenou violado o mandamento de honrar os pais. Jesus dá ao povo a tradição, autêntica correta em Mateus 15 e Marcos 7. A Igreja Católica condena as tradições humanas que contradizem a palavra de Deus, assim como Jesus fez. A igreja está baseada na tradição apostólica, não é humano. Ataques à igreja com base nesses versos são superficiais ou não entender o que as tradições da igreja realmente ensinar. O trato que foi dado a nós foi um caso perfeito no ponto. Na verdade sola scriptura é um ser humano, tradição homem.
      Em 2 Pedro 1:20, Pedro condena interpretação particular, que é o coração da sola scriptura. Você vai notar que na esteira deste verso, você vê Peter destruindo falsos profetas e heresias em 2 Pedro 2. Em outras palavras, a interpretação privada, que está no centro da sola scriptura, leva diretamente a heresias. A doutrina da sola scriptura diz, de acordo com a Christian Research Journal, uma revista líder evangélico, que “a Bíblia tem clareza para além de quaisquer tradições para nos ajudar a entendê-lo. Todas as doutrinas essenciais para a salvação e viver de acordo com a vontade de Deus são suficientemente limpar. ” O que a Bíblia diz sobre como claro é? Ao falar sobre a escrita de Paulo, Pedro diz em 2 Pedro 3:16, “em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, nas quais há pontos difíceis de entender, que aqueles que são ignorantes e instáveis torcer para sua própria destruição, como fazem também o resto das escrituras. ” Pedro está nos mostrando que a interpretação privada em 2 Pedro 1:20 está diretamente ligada às heresias de 2 Pedro 2, e os torcedores dos escritura de 2 Pedro 3.
      2 – Sola Scriptura é a-histórico. Quando Jesus subiu ao céu, o que ele deixou para trás, um livro ou uma igreja? A propagação da Igreja durante décadas, muito antes dos livros do Novo Testamento foram escritos e reunidos. O primeiro livro do Novo Testamento não foi escrito até mais de 20 anos depois que ele subiu. O último livro não foi escrito antes de 50 ou 60 anos depois que Jesus deixou. Levou 350 anos para qualquer pessoa para dar uma lista de escritura definida, a bíblia.Como esses últimos cristãos de todos esses anos, mesmo sem uma lista de escritura se Jesus quis dizer que eles seguem a Bíblia sozinho? Quando Jesus subiu ao céu, ele deixou para trás uma igreja que foi liderada por Pedro e os apóstolos. A Bíblia veio dessa igreja, não a igreja da Bíblia. Já havia uma coluna e baluarte da verdade: a igreja que, desde então, durou 2000 anos, a Igreja Católica.
      A igreja que Jesus estabeleceu formalmente definido que a escritura foi nos anos 393 e 397. Até que ponto houve muito debate sobre o que foi escrituras. A maioria dos livros da Bíblia não chegam a afirmar inspiração. Há muitos livros que se alegou ter sido escrito pelos apóstolos, que foram rejeitados pela Igreja Católica.Havia outros, como a carta escrita pelo Papa Clemente de Roma, no século primeiro para o Corinthians, que foram lidos como se fossem Escritura nos primeiros séculos. Você já leu a Didaqué, Carta de Barnabé, Pastor de Hermas? Nos primeiros séculos cristãos, alguns desses escritos considerados como escritura. Você sabe que também houve muita disputa nos primeiros séculos sobre se o livro do Apocalipse, Hebreus, Tiago, Judas, 2 Pedro, eram de fato escritura? Que finalmente decidiu? Agora, se há uma igreja infalível, que pode infalivelmente decidir as coisas com base na autoridade que lhe foi dada por Deus, então eu poderia saber que os 27 livros do Novo Testamento são realmente inspirada por Deus, e eu tenho plena certeza de que o que eu tenho é Deus. Se você rejeitar a igreja católica, você não tem essa garantia. Se você tem certeza de que a igreja entrou em erro sobre Maria, os sacramentos, a tradição, e assim por diante, então por que você aceitar o Novo Testamento, que a Igreja declarou para ser verdade. Que base você tem? Deus fala diretamente para você e dizer “a carta de Filemon é inspirada por Deus?”É assim que você sabe que é a palavra de Deus? Se você usar esse argumento, você está falando como os mórmons, que dizem que, a fim de verificar o Livro de Mórmon, você pedir ao Espírito Santo, e ele vai te mostrar. Por favor, mostre-nos nas escrituras como que é a maneira bíblica de descobrir o que é escritura.
      Como você sabe que Mateus escreveu o evangelho de Mateus, Marcos escreveu Mark? Nos manuscritos originais, nenhum dos evangelhos dizem que escreveu estes livros. Eu sei que por causa da tradição oral da Igreja Católica. Essa é a igreja que fez para ele. Temos de ser capazes de provar que Mateus escreveu Mateus, porque ele é um apóstolo de Jesus. Se ele não foi escrito por ele, não há nenhuma base para acreditar. Sua sola scriptura doutrina lhe dá absolutamente nenhuma base para saber que o evangelho de Mateus é apostólica. Será que você também sabe que houve um outro livro que foi reivindicado ter sido escrito pelo apóstolo Mateus? Como você sabe que este livro não pertence a bíblia? Você não tem absolutamente nenhuma razão para rejeitá-la, porque você rejeitar a Igreja Católica, que declarou a um evangelho de Mateus como autêntico, eo outro livro uma falsificação. Historicamente, sola scriptura não tem fundamentos.
      3 – Sola Scriptura é ilógico – Dentro da escritura não existe uma lista de livros que afirmam o cânone. Na verdade, no Novo Testamento, o único livro que verifica a sua própria canonicidade é o Livro do Apocalipse. No entanto, como disse antes, houve muita disputa por séculos se mesmo o Livro do Apocalipse foi escritura, até a Igreja afirmou a sua autenticidade nos Conselhos de Cartago e Hipona, no final do século IV. Como você pode confiar em uma doutrina que nem mesmo afirmar que os livros constituem escritura?
      Mesmo se fez escritura nos dizer o que era escritura, como você sabe se a acreditar nisso? Eu acredito que o Corão eo Livro de Mórmon inspiração reivindicação.Talvez nós temos as escrituras erradas?
      Se você concorda que a igreja era infalivelmente correta em que as escrituras foram o Novo Testamento, então como você pode dizer que eles eram heréticos sobre os sacramentos, Maria, purgatório, tradição, etc? Se eles tem essas áreas desarrumada, como você pode acreditar neles sobre o que constitui a bíblia?
      Os sola scriptura argumento pressupõe o cânon como ele levanta a questão sobre a autoridade. Sola Scriptura é, portanto, ilógico.
      4 – Sola Scriptura é inconsistente – Todos nós temos uma tradição, se queremos admiti-lo ou não. A tradição das quais tiramos é autoritária. Por exemplo, se você permitir que alguém em sua igreja a pregar com sua bênção para que o batismo é necessário para a salvação? O que se procurou a escritura duro e eles pensam que João 3:5 significa batismo? Você permitiria que ser pregado em sua igreja? Eu sei que há muitas pessoas como BB Warfield que sustentam que os carismáticos, os dons espirituais saiu com a morte do último apóstolo. Alguns acham que não há milagres mais ordenada por Deus, e falar em línguas é do diabo. Essas pessoas afirmam vir para estas posições pela Bíblia sozinho. Se você saiu de férias para um par de semanas, você permitir que alguém da laia de Warfield a pregar com sua bênção que os dons de cura e espiritual não são mais válidas. Não, sua tradição é muito autoritário para permitir isso. E se enquanto você estava de férias que você visitou igreja BB Warfield, e você queria pregar especificamente sobre os dons espirituais e ao fato de que ainda existem apóstolos. BB Warfield seria permitir que você pregar sobre isso? Não, sua tradição seria muito autoritário para permitir isso.
      A Bíblia foi escrita em hebraico e grego. Ambos estão confiantes de outra pessoa conhecimento do hebraico e grego, e da cultura bíblica, a fim de moldar a sua opinião. Estamos todos confiando em seres humanos de alguma maneira nas traduções para Inglês do hebraico e grego. Ambos estão confiantes de outra pessoa conhecimento do hebraico e grego, e da cultura bíblica, a fim de moldar a sua opinião. Estamos todos confiando em seres humanos em alguém de alguma maneira nas traduções para Inglês do hebraico e grego.
      Você tem uma grande seleção de livros no escritório, que ajudou a formar a sua teologia atual que você tem, portanto, desenhado a partir de tradições, embora você não pode querer chamá-lo assim. Sola Scriptura é uma tradição que começou no século 16. A salvação pela fé sem a obediência a Deus é uma tradição que foi iniciada em que século também. Todo o espectro de questões teológicas têm uma tradição que começou em um momento ou outro. Há pessoas como Gerry Matatics, que já foi um mal-informado anti-católico, que encontrou a plenitude da verdade na Igreja Católica através da Bíblia. Ele foi excomungado pela Igreja Presbiteriana, embora ele passou a Bíblia, ea Igreja Presbiteriana supostamente honra a Bíblia sozinho. Sola Scriptura é, portanto, inconsistente.
      Então, a questão é outra vez, não se segue uma tradição autoritária um, mas é a tradição que pode ser atribuída a Jesus e os apóstolos? Se a sua tradição não pode ser atribuída aos apóstolos, é uma tradição feita pelo homem. Como a verdade de Deus não pode mudar, a nossa teologia tem que ter sido encontrado no primeiro, terceiro, sétimo, séculos 13, 15, 17 e 20. Se ele não pode ser encontrado durante todo esse tempo, então não pode ser apostólico, com base em promessas de Jesus em Mateus 16:18-19, 28:20, 16:13 e John.
      5 – Sola Scriptura é impraticável – Como resultado da Sola Scriptura, houve milhares de denominações e grupos dissidentes. A maioria das dissoluções foram com base na interpretação privada, ou sola scriptura no trabalho. O que a Bíblia ensina sobre o batismo, o modo de batismo, como você está salvo, você pode perdê-la quando você chegar, dons carismáticos, sacramentos, o tipo de milênio, comunhão, da liderança da igreja, etc Esses são apenas algumas das questões que as igrejas se separaram com base em como as pessoas privadas interpretar as Escrituras. É assim que Deus quer que seus filhos sejam? Por todas as contas que tem levado a denominacional, e até mesmo o caos não-confessional.
      Como é a impraticabilidade de sola scriptura comparar com o objectivo de o evangelho. João 16:13 – No entanto, quando ele, o Espírito da verdade vier, ele vos guiará a toda a verdade para ele lhe dirá que está para vir, Efésios 4:4 – Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 1 Coríntios 1:10 – Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos falam a mesma coisa, e que não haja divisões entre vós, mas para que você ser perfeitamente unidos em um mesmo pensamento e No mesmo acórdão. Sola Scriptura é, portanto, impraticável e leva a ser anti-bíblica de outro modo.
      6 – Sola Scriptura é improvável – Gostaríamos de dizer que esta doutrina fundamental do cristianismo, pelo menos de acordo com Lutero, Calvino e todos os protestantes, foi perdida durante 1500 anos. Não havia dúvida de que os adversários da Igreja Católica nos primeiros séculos se seletivamente citar as Escrituras.
      No entanto, ninguém, dentro ou fora da igreja colocar-se como uma plataforma a doutrina da Bíblia sozinho como a única autoridade. Gostaríamos de dizer que há 1500 anos os cristãos em todos os lugares errados. Todos os médicos da igreja, todos os santos entendeu errado.
      Wycliff no final do século 14 surgiu pela primeira vez com ele apenas quando discordava com o papa. Os teólogos em sua própria faculdade condenaram como absurda.
      Todos os cristãos falavam de uma tradição viva ao lado da Bíblia, para fazer a Bíblia infalível na realidade, não apenas na teoria. Jesus teria de ter adormecido ao volante por 15 séculos, até Lutero finalmente acertou. Sola Scriptura é, portanto, improvável.
      Bob há muitos pontos a mais bíblicas e históricas que eu possa apontar como eu mostrar a inadequação da sola scriptura. No entanto, se os pontos deste artigo que eu escrevi não pode ser refutada, em seguida, a teologia protestante, seja Batista, Luterana, Anglicana, não-confessional, presbiteriana, metodista, etc, que tem como fundamento a sola scriptura, é falsa. A maioria dos protestantes apenas supor que somente a Bíblia é a maneira correta de encontrar a verdade, mas como tenho mostrado esta visão é falsa.

    • Claudimar eu quero debater com você sobre a inquisição ok

      apesar de achar que você nunca estou história na vida!

      =
      Faça assim; Claudimar, me traga documentos da época dos fatos sobre a inquisição. fechado? mas nada de falsificações e baboseiras, aí a gente fala sobre esse assunto

    • HELEN EU GOSTO DE DEBATER HISTÓRIA E PATRÍSTICA COM DOUTORES NA ÁREA POIS ASSIM A GENTE CHEGA NUM ACORDO

      POIS HISTÓRIA SE DEBATE COM TESTEMUNHAS OCULARES COM NOTAS DE RODA PÉ ETC…
      POIS HELEN UM PROTESTANTE VIM AQUI DIZER BABOSEIRAS QUE A IGREJA MATOU ISSO É O CÚMULO

      VOU TI DA SÓ UM PEQUENO EXEMPLO HELEN DE QUE A IGREJA NUNCA MATOU E NUNCA CONDENOU NINGUÉM A MORTE!

      É SÓ ESTUDAR AS HERESIAS DOS PRIMEIROS SÉCULOS TEVE HERESIAS QUE FICARAM MAS DE 4 SECULOS PARA SEREM DESTRUÍDAS E REFUTADAS

      RESUMINDO HELEN EM NENHUMA HERESIA QUE VAI DE MARCIÃO DO ANO 140 DA ERA CRISTÃ ATÉ OS NOSSOS DIAS A IGREJA JAMAIS MATOU OU CONDENOU NINGUÉM A MORTE

      SE A IGREJA MATASSE MESMO COMO ESSES LEIGOS PROTESTANTES AFIRMAM

      A IGREJA TERIA EXTERMINADO TERTULIANO QUE NO FINAL DE SUA VIDA TORNOU-SE HEREGE

      E ASSIM VAI ETC………………………….

  28. Olá mais acredito que martin Lutero não estava tão errado, Porque a igreja católica da época cobrava para perdoar os pecados se a própria biblia diz que somente Deus pode perdoar (incluindo jesus) Católicos acredita em penitencia e dão exemplos Davi que perdeu seu filho por conta do pecado e Arão e Moisés que não entrou na terra prometida por causa de seus erros, mais vocês esqueceram que aquela época vivia o tempo da le,i e jesus veio cumpri a lei antigamente (antes de jesus) quando você pecava era digno de morte (literalmente) depois de Jesus que veio para cumpri a lei, você é digno do perdão se arrepender se de coração então não precisa das “PENITENCIAS”
    a Biblia fala de adoração a outros deuses, só Deus é digno de adoração e ninguem de sua imagem semelhança poderia ser adorado, o que vemos é diferente no caso da maria que foi abençoada por ser mar de jesus, mais isto não a torna santa e nem virgem porque ela teve outros filho após de jesus.
    E falam que a biblia dos cristãos não é completa, mais a biblia completa tem somente 66 livros que foram escritos por pessoas inspiradas por Deus e a biblia catolica existe 72 que foi aumentada em um conselho(não me recordo o nome) para o bem próprio se você ler estes livros verá que entrara em contradição com o resto da biblia!!!
    alguns padres tambem fala que lutero teve um ensinamento teologico errado, mais como ele teve ensinamento teologico errado se naquela época so existia a igreja catolica??

    ESCREVI DESTA FORMA PARA QUE MELHOR INTERPRETAÇÃO DOS LEITORES!

    • Junior,

      Infelizmente o sr parece ter acreditado em algumas mentiras sobre a Igreja Católica. Saiba que ela nunca vendeu o perdão ou a salvação, como alegam muitos daqueles que desconhecem a História da Igreja.

      Leia sobre o tema aqui

      Sobre os Livros da Bíblia

      Na verdade, a bíblia não foi aumentada, mas sim reduzida. Até 1540 haviam 77 livros na Bíblia, mas com a “reforma” de Lutero, 7 deles foram excluídos. Lutero decidiu seguir ao cânon Judeu do Antigo Testamento, rejeitando o Cânon Cristão, que havia desde sempre sido usado pelos cristãos.

      Leia mais sobre a história da bíblia aqui

      A Igreja Católica

      O sr diz que enquanto Lutero vivia não existia Igreja Católica. Isso não poderia estar mais longe da Verdade. Lutero era um monge Católico que rompeu com a Igreja, portanto, claro a Igreja existia.

      Leia mais sobre a Origem da Igreja Católica Aqui

      • Nao disse que n existia igreja católica disse que só existia a igreja católica, eu sempre estudei com pessoas que não acreditam em Deus porque assim acredito eu que elas não vão defender um lado, e sim simplesmente relatar a história.
        Outra coisa que você disse ser mentira, nas escolas e nos livros didáticos de história relata que a Igreja da época vendia “terrenos no céu” isso é o mesmo que pagar indulgencias.
        Duvidas que eu nunca intenderei. Porque o vaticano não permite o mundo de ler os artigos mais antigos da igreja?
        Porque o papa proibi de ler artigos de pessoas importantes na igreja e até artigos de lutero existem guardado dentro da basilica de S. Pedro,
        se ela não tem nada a esconder porque não nos permite de ler e saber como personagens da época vivia e como era a vida da época, creio que com alguns documentos guardados a sete chave por roma responderia muitas coisas nos dias de hoje não é?

        • Caro Júnior,

          Antes de mais nada, eu quero agradecer imensamente a oportunidade que você me deu de debater sobre alguns, mesmo que tão superficialmente, tão importantes pontos da História da Fé Cristã e da Igreja Católica.

          Muitas vezes o meu coração fica meio apertado, principalmente quando noto algum rancor e desafeto por partes dos irmãos protestantes contra rebanho católico e contra a Igreja católica em si. Isso, estou certa, não é aprazível à Deus pois não é da vontade Dele que haja dissidência, mas sim unidade. Assim, enquanto lhe escrevo estas palavras rogo à Ele que, de acordo com a Sua santa vontade, permita que você possa não apenas entender o que eu vou dizer, mas também transmita à outros que eventualmente vierem a crer neste mesmo equívoco que o Sr parece crer.

          Em primeiro lugar, eu esclareço brevemente que a Fé Cristã NUNCA foi exclusividade da Igreja Católica. Como podemos ver já nos Atos dos Apóstolos, sempre houveram seitas ( entenda aqui a palavra seita no seu sentido literal, por favor, e não no sentido pejorativo, que muitos gostam de usar para ofender ou provocar aos outros, ou seja: seita no sentido de secto, ou o grupo de seguidores de uma idéia ou crença que se difere da doutrina principal), que apesar de guardarem fé em PARTE do depósito da Fé confiado pelo Senhor aos Seus Santos Apóstolos, não acreditavam exatamente naquilo tal e qual ensinado pela fé apostólica. Nos séculos que se seguiram, Alguns declaravam, por exemplo, que Jesus não tinha morrido na Cruz , e portanto, negavam que tivesse ressuscitado. Outros negavam sua natureza Divina, etc… Muitos foram os erros. Infelizmente, sempre existiram e sempre vão existir. Sendo assim, caro Júnior, não se pode dizer que todo aquele que afirmava seguir a Jesus, fosse de fato, verdadeiramente Cristão, tampouco Católico.

          Mas qual é a relevância disto que eu estou a expor? Ora, o que estou tentando lhe mostrar é simples: Antes que Nosso Senhor subisse ao Céu Ele delegou uma missão muito clara aos seus Apóstolos. Pediu-lhes que saíssem ao mundo, fazendo novos discípulos, batizando e ensinando TUDO aquilo que Ele mesmo os havia ensinado. Assim, usemos o raciocínio lógico:

          Em seus tenros anos de existência a Igreja não era ainda conhecida como Católica, tampouco como Petrina, Paulina, etc… Paulo mesmo fala disso. Não seguimos à Paulo ou à Apolo, etc. Seguimos à Cristo! Pois bem, acontece que o tempo passou… E quase 100 anos depois aquela MESMA fé Apostólica, ensinada pela Igreja de Cristo – que se iniciou com os 12, e mais tarde Paulo, Timóteo, etc, não apenas resistiu ao tempo, mas floresceu, expandiu-se para novas terras, novos povos, novas etnias. Ela tornou-se verdadeiramente aquilo que Cristo queira que ela fosse desde o princípio; UNIVERSAL.

          É isso que o termo Católico – que vem do Grego – designa: Universal. Ou seja, aquela que compreende toda a gama de povos existentes. Aquela que não pertence apenas à uma raça ou etnia, ou região geográfica específica, mas à todo o universo de pessoas no mundo.

          Assim, a Fé preservada tal e qual ensinada pelos apóstolos passou a ser chamada Católica. Porque era uma fé, diferentemente do Judaísmo – que segregava judeus dos não judeus – ela AGREGAVA todos aqueles que acreditassem em Cristo, independentemente da Língua, cor da pele, condição social, localização geográfica, etc. Esta é a Catolicidade da Igreja de Cristo!!

          Ora, mas como saber se esta fé católica é a mesma fé católica ensinada pela Igreja Sediada em Roma? Por isso, meu caro irmão em Cristo, é importante o Estudo da Patrística! Porque a Bíblia é A PALAVRA DE DEUS – Dei Verbum, como diz a Santa Igreja – contudo, Caro junior, ao estudar apenas a Bíblia o Cristão aprende a conhecer a Deus, porém não pode conhecer a Igreja de Cristo e sua História, porque esta informação não está contida nas Sagradas Escrituras!

          Assim, nossos irmãos evangélicos seguem a dizer: “Não dou crédito a Isso ou aquilo porque não está na Bíblia”. Tudo bem, não devem supor que todo escrito não-inspirado seja uma referencia válida para a edificação da fé – que também aumenta conforme aumenta-se o conhecimento dela – mas daí a se recusar a ler o que foi escrito por santos homens, muitas vezes discípulos dos Apóstolos de Cristo, somente porque não fazem parte da Escritura Sagrada já um exagero maléfico.

          Ora, isso é tão contraditório no contexto atual do protestantismo que mal posso compreender como muitos cristãos não católicos não conseguem ver este problema:
          Se não é aceitável dar crédito às palavras, por exemplo, de S. Ignácio de Antioquia – que morreu no ano de 110 dC e foi um discípulo de S. Hipólito, que viveu na mesma época do Apóstolo João e aprendeu a fé cristã que S. João pregava – como podemos sequer contemplar dar ouvidos às interpretações dos Pastores Evangélicos de cada uma das milhares de denominações?

          Não, não estou com isso querendo desmerecer o zelo, amor e honestidade dos pastores evangélicos! Muito longe disso! Rogo à Deus que eles preguem a Verdade e continuem a trabalhar em prol do Reino de Deus. Mas o que quero dizer é simples: Se não há nada de errado em ouvir um sermão numa igreja evangélica x, y, ou ler um livro de autoria deste ou daquele pastor, por que não admitir que é importante se aprofundar no conhecimento dos Patriarcas da Fé. Ler seus escritos. Compará-los entre si e com a Palavra de Deus?

          A única forma de saber se a Igreja primitiva é consoante com a Igreja Católica ou não é através do ESTUDO. Portanto, nunca mais deixe-se enganar por nenhuma pessoa mal-intencionada ou mal-informada que, sem suporte histórico algum, lhe disser; ” A Igreja Católica foi fundada por Constantino no Século III” ou algo do tipo. Não seja confundido sem antes dar-se o direito de pesquisar – em fontes credíveis e idôneas – se a informação que recebeu é genuína ou não. Isto é tudo o que lhe peço.

          Tendo dito isso, parece supérfluo dizer que a sua opinião sobre as indulgências está completamente equivocada. As Indulgências não pressupõem a venda de nada, muito menos de terreno no céu. Eu apelo, portanto, tanto para a sua inteligência quanto sua humildade para revisitar o tema e fazer uma pesquisa séria sobre o assunto. Verá que a história lhe foi contada de modo parcial e malicioso.

          Pra finalizar, o vaticano não proíbe a pesquisa dos seus arquivos secretos. Muitos pesquisadores já tiveram acesso a eles. O caso mais recente é de 2011, quando uma ONG foi autorizada a acessar as informações do Arquivo Vaticano para esclarecer dúvidas sobre a Segunda Guerra e a posição do Papa Pio XII, que andava sendo difamado como Nazista. O resultado da Pesquisa revelou o oposto e resultou que o próprio governo de Israel mandou fazer uma placa em Homenagem ao Papa elogiando os esforços dele e da Igreja na empreitada para salvar milhares de Judeus Italianos e de outras partes da Europa do Regime Nazista.

          Se quiser ler mais sobre os Patriarcas do Cristianismo visite este Site

          Deus abençoe

          H

          • Não quero defender nenhuma religiao só quero lhe falar que as vzs a igreja entra em contradição com a história que os pesquisadores diz me intende?

            • Já que há tanta defesa da santidade e o poder de salvação da igreja, então, será que alguém pode explicar ou afirmar que se trata de inverdades as informações a seguir:
              IMPORTANTE: Encaminho conforme recebi O fato de encaminhar as palavras de alguém não necessariamente significa que tenho a MÍNIMA identificação com seu autor. Ocasionalmente, pode ser que discordemos e estejamos em campos opostos, quanto a áreas extremamente importantes. O princípio do contraditório (bem como a garantia do exercício do contraditório) e o da ampla defesa são consequências do princípio da igualdade, deste modo, ambos são assegurados a todas as partes. Reflitam, ponderem e tirem suas próprias conclusões sobre o assunto.

              http://ucho.info/nao-saqueei-o-banco-do-vaticano-e-nem-convenci-bento-xvi-a-desistir-do-pontificado

              Comentário Editado por determinação da administradora do Blog

            • Caríssimo Paulo Campos,

              Em primeiro lugar, grata pela participação.
              Em segundo, aviso que retirei o artigo enviado, deixando apenas o link fornecido. Fica à critério dos visitantes do blog se querem acessá-lo ou não. O Blog não faz divulgação de material difamatório contra a Igreja, quando não há meios de averiguação, tais como provas palpáveis e credíveis para o suporte da informação.

              O sr enviou um texto do “jornalista independente” Haddad e pede que “alguém” lhe explique, como pode a Igreja ser santa ter poder de salvação, haja visto o que escreve o tal jornalista…

              Ora, minha resposta é a seguinte:

              Quem é Hucho Haddad? Quem determina que o conteúdo escrito por ele é credível, imparcial, legitimável, verídico, etc? Quem é o Watch-dog dos escritos de Haddad e tantos outros “jornalistas”? Simplesmente Não há!

              Qualquer um pode escrever artigos, expressar suas opiniões, etc. Isso não quer dizer que a opinião de cada blogueiro, jornalista independente, etc, passe a ser conhecimento credível, insusceptível à qualquer tipo de averiguação ou substanciação factual. Quer?

              Com isso estou dizendo o seguinte. Não é a Igreja Católica ou seu membros que têm que “explicar” se é verdade ou prestar contas do que escreve o sr Haddad, Fulano, Sicrano. Cabe ao aoutro provar e substanciar suas afirmações. OU ao sr pesquisar se é credível ou não. Mas não aqui no blog!. Imagine se cada leitor do aparece aqui com um artigo x demandando explicações!

              Agora, eu não comentarei sobre o artigo ridículo que o sr enviou, mas comentarei sobre o seu equivocado comentário:

              “Já que há tanta defesa da santidade e o poder de salvação da igreja, então, será que alguém pode explicar ou afirmar que se trata de inverdades as informações a seguir”

              A Igreja é Santa. Isso é fato. Digo e provo:

              Quem foram os primeiros membros da Igreja de Cristo?

              Os 12 apóstolos.

              Eram os 12 apóstolos santos ou pecadores?

              Pecadores. Inclusive um deles negou a Jesus por três vezes. O outro o traiu e o entregou aos seus executores por 30 dinares!

              Os pecados dos Apóstolos tornou a Igreja menos Santa?

              Não, porque a Igreja, enquanto Corpo Mistico de Cristo, tem como membros ambos santos e pecadores. Porém sua Cabeça é Cristo. Cristo é Deus e Deus é Santo. De a Cabeça é Santa, o Corpo está Santificado. Além do Mais Cristo eternamente Santificou a Igreja em Verdade com sua Oração ao Pai em João 17:

              Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.

              13. Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles (os Apóstolos, que eram a Igreja) tenham a plenitude da minha alegria.
              14. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
              15. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.
              16. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
              17. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade.
              18. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
              19. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade.
              20. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim.

              Nos versículos 18 ou 20 fica claríssimo que Jesus rogava por seus Apóstolos e por aqueles que neles cressem, ou seja, nos fiéis que viessem a fazer parte do Corpo de Cristo e Sua Igreja.

              Assim, o pecado dos Membros não De-santifica da Igreja. A Oração de Cristo é perpétua e dura para sempre. Somente à Cristo o Pai ouve incondicionalmente, pois Somente Cristo foi obediente ao Pai até a morte.

              Então, não venha mais dizer estapafúrdias do tipo: Se a Igreja é Santa, como pode ter padre isso, bispo aquilo…. Isso é argumento de quem não lê a Bíblia ou não entende o que Lê. Se a traição de Judas que cometeu o maior dos pecados não de-santificou a Igreja, é porque a Santidade dela não depende da Santidade de seus membros, mas da vontade de Deus. Sua Missão é santa, porque trabalha para o Reino de Deus. Ponto.

              Segunda questão: O poder de Salvação da Igreja.

              Quem Salva é Deus, por Cristo Jesus.

              A Igreja ensina que somos salvos pela Graça através da Fé em Cristo, não pela Fé somente.
              A Graça vem antes da Fé, pois sem Graça ninguém tem fé. Leia os capítulos 5 e 6 de João. Lá está claro isso.

              Leia mais AQUI E AQUI

              45. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim.

              65. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.

              Sobre a Justificação

              Catecismo da Igreja Católica 1992. A justificação foi-nos merecida pela paixão de Cristo, que na cruz Se ofereceu como hóstia viva, santa e agradável a Deus, e cujo sangue se tornou instrumento de propiciação pelos pecados de todos os homens. A justificação é concedida pelo Baptismo, sacramento da fé. Conforma-nos com a justiça de Deus que nos torna interiormente justos pelo poder da sua misericórdia. E tem por fim a glória de Deus e de Cristo, e o dom da vida eterna (Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, c. 7: DS 1529.):

              Sobre a Salvação: Leia o catecismo da Igreja e aprenda o que ela REALMENTE diz sobre a Salvação, e por favor, pára de conjecturar!

              Eis o link – Catecismo Vaticano

    • Olha Helen eu vou ti mostrar as Características das Heresias um pouquinho de patrística

      Vamos lá!

      O gênio divisionista de Marcião criou uma nova doutrina pseudocristã, modificando a História Sagrada e publicando um cânon próprio das Escrituras. Isto que hoje nos parece tão familiar – depois de tantos séculos de Bíblias cerceadas, lendas negras e traduções deturpadas da Escritura – era então uma assombrosa novidade que cativou a muitos. Marcião sustentava, como muitos vieram a fazer desde então, que o Deus do Antigo Testamento era vingativo e colérico, que não podia corresponder à mansa e amorosa pessoa de Jesus. A partir de então, desenvolveu uma doutrina dualista que sustentava a existência de duas divindades, uma má (a do Antigo Testamento) e outra boa (a do Novo Testamento).

      Ao iniciar uma nova igreja, sempre se tropeça com este problema: o que fazer com a Igreja Católica? Marcião não podia destruir a Igreja de Cristo, porém, podia desqualificá-la. Para isso, teve uma idéia que para nós parece bem desgastada, mas que era muito original naquela época: usar as Escrituras para impugnar a veracidade da doutrina católica.

      O problema de usar essa estratégia é que as Escrituras do Antigo Testamento – inspiradas por um “deus mau”, segundo Marcião – ofereciam amplo e suficiente testemunho da futura vinda de Jesus. Essa “pequena” inconsistência não foi grande problema para o líder herege, que declarou nulo todo o Antigo Testamento. Ao fazer isto, Marcião estabeleceu outro grande princípio, que quase todo movimento herético seguiria no futuro: eliminar as partes da Bíblia que não convenham à nova doutrina enquanto que, ao mesmo tempo, se exalta a Escritura (modificada) como a autoridade sobre a qual o novo grupo eclesial é fundado.

      Recordemos que Marcião apareceu no cenário cristã menos de cinco décadas depois de ter falecido o último Apóstolo de Cristo. A Igreja de então suportava frequentes perseguições, algumas locais e outras mais estendidas. Os Evangelhos e os demais escritos cristãos circulavam sem que houvesse um cânon definido e universal. A Bíblia da Igreja Católica desses anos era a versão dos LXX (ou Septuaginta Alexandrina), que consistia basicamente dos livros que hoje encontramos no Antigo Testamento da Bíblia Católica.

      As razões para a ausência de um cânon cristão eram várias, principalmente as constantes perseguições que tornavam impossível aos bispos se reunirem em sínodos gerais, os quais seriam muito perigosos por razões óbvias. Passariam-se quase três séculos até que se apagassem as perseguições imperiais e os bispos pudessem se reunir livremente para considerar quais escritos deveriam ser aprovados para sua inclusão no Novo Testamento. Uma das boas coisas que ocorreu por consequência da heresia marcionita foi justamente isto: a Igreja Católica tomou consciência da importância de possuir uma lista ordenada de escritos cristãos autorizados.

      Antes que a Igreja pudesse produzir tal lista, Marcião criou um “evangelho” de sua própria lavra. Nele declarava que o invisível, indescritível e benévolo Deus (aoratos akatanomastos agathos theos) teria se apresentado entre os judeus pregando no dia de sábado. O pseudo-evangelho de Marcião era uma versão modificada do Evangelho de Lucas, editado para apoiar as doutrinas dualistas do fundador da seita.

      A esta altura, encontramos no movimento marcionista as características que logo se repetem nas heresias surgidas posteriormente:

      1. A base da doutrina é um texto – a Escritura – e não o Depósito da Fé recebido por toda a comunidade, como na Igreja Católica.

      2. O texto da Escritura é alterado ou redigido para afirmar as doutrinas do novo grupo, criando assim uma nova e distinta tradição. O oposto ocorre na Igreja Católica, que preserva cuidadosamente e exalta o papel da Escritura dentro do contexto da Sagrada Tradição.

      3. Altera-se o contexto histórico ou até a própria História. Isto é feito com o duplo sentido de afirmar a própria doutrina e, ao mesmo tempo, impugnar a Igreja Católica, acusando-a de ser ela quem “conta a História à sua maneira”. Curiosamente, estas acusações tão imaturas imprimiram na Igreja o costume de documentar o desenvolvimento da sua própria doutrina na História. Na Igreja Católica a História, as Escrituras e a Doutrina da Igreja devem estar obrigatoriamente de acordo, sempre sem deixar espaço para dúvidas. É por isso que sabemos com certeza que hoje cremos na mesma fé declarada por Cristo e pelos Apóstolos.

      Consequentemente, um dos testemunhos mais fortes que pode ser oferecido em favor do Catolicismo é a sua consistência e coerência durante vinte [e um] séculos de História. O mesmo não ocorreu com os marcionitas, que se dividiram em diversas seitas e, de uma espécie de puritanismo original, logo passaram para o Gnosticismo e, depois, para o Maniqueísmo, movimento que acabou absorvendo o Marcionismo por completo. Disto podemos deduzir uma quarta característica das heresias: sua instabilidade.

      4. A instabilidade doutrinária e sua consequência (as divisões sectárias), identificam todas as heresias. Seguindo o ditado de “quem com o ferro mata, pelo ferro morrerá”, os criadores de divisões na Igreja logo recebem na própria carne o seu amargo remédio.

      Podemos afirmar, sem medo de errar, que todos os movimentos dissidentes do Cristianismo que se afastaram da Igreja Católica possuem estas quatro características em menor ou maior grau. Quando Cristo pregou a parábola da videira, disse assim:

      “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15,1-14).

      É inegável a importância destas palavras de Cristo. A Igreja deve operar em união com Cristo e em unidade interna. É a única maneira de produzir “fruto”, isto é, a salvação das almas. Quem espera agir fora desta ordem que Cristo estabeleceu deixa de permanecer em Seu amor. Para permanecer no amor de Cristo, entende-se que devemos guardar os Seus mandamentos. Nesta simples parábola, Cristo resumiu as qualidades da Igreja que deverá durar até o fim do mundo. Todas elas provêm do amor cristão:

      – A primeira qualidade é a humildade. Cristo é a videira, a plenitude da fé e o todo da Igreja, enquanto que seus discípulos são os ramos que se nutrem Dele. Não existe outra ordem pela qual algum dos ramos possa dar origem a outra videira distinta.

      – A segunda qualidade é a obediência. Somos amigos de Cristo se fizermos o que Ele nos diz. Não há outra opção se O amamos.

      – A terceira qualidade é consequência das outras duas: a união. A indivisibilidade da planta produz fruto que dá glória a Deus em Cristo. Essa união é o resultado visível do amor que começa em Cristo e se multiplica nos discípulos.

      Como não ocorre – nem nunca ocorrerá – entre aqueles que se separam da Igreja Católica, estas três qualidades distintas produzem o milagre da duração da Igreja na História, que é por si mesma um poderoso testemunho da verdade do Evangelho. Quando Cristo nos adverte que sem Ele não podemos fazer nada, também agrega que nossa relação com Ele só pode ser frutífera. Sem Cristo, os ramos morrem sem dar fruto; com Cristo, a Igreja continua no mundo e na História, dando testemunho do Seu amor em perfeita união. Este é o fruto cristão por excelência!

      Tendo comparado as qualidades próprias das heresias e da Igreja, não nos surpreende que as Palavras de Cristo se cumpram na História. Apenas a Igreja fundada por Cristo sobrevive dando testemunho ao longo dos séculos e ao mundo inteiro com a doutrina integral recebida de Cristo. Não importa quão numerosos sejam os membros de uma seita; sabemos que passarão enquanto que a Igreja continuará sua missão até que Jesus retorne. Os poderes malignos continuarão criando divisões, pois isto é da sua natureza; mesmo assim, não prevalecerão contra toda a Igreja (Mateus 16,13-20).

      A Igreja já viu passar centenas de seitas, movimentos dissidentes, heresias crassas e toda espécie de inimigos. O testemunho da História é apenas um: a Igreja SEMPRE permanece e seus inimigos SEMPRE passam, pouco importando quão forte ou astuto tenham sido seus adversários. Aquele que a sustenta nunca dorme e Seu braço protetor jamais descansa!

  29. É simples ,e tao claro quanto a luz ,não precisamos seguir Lutero ,mais sim a Bíblia que e a palavra de Deus ,e esse livro tao fácil de ser achado e entendido ,por que que não lemos se ele é a própria palavra de Deus ; o que nos fala Êxodo 20 e 4.

    • João Lucas,

      Não precisa seguir a Lutero? Ótimo!!

      Então abandone o livre exame bíblico – a quem Lutero deu o nome pomposo de Sola Scriptura.
      Abandone a bíblia mutilada de Lutero e assim, volte a ser como os cristãos eram desde o princípio até a ruptura em 1540, quando Lutero dividiu o Corpo de Cristo com seus erros.

      Não, não siga a Lutero que disse que Sete dos santos livros do Antigo Testamento não são Sagrados. E ao fazer isso, aceite que é permitido oferecer orações à Deus por aqueles que já morreram, como dito em 2 Macabeus e tantas outras coisas que os protestantes refutam por não terem uma bíblia completa.

      Agora, se depois de ler isso que eu escrevi o sr ainda decidir continuar onde e como está, então por favor, não venha com o discurso afirmando seguir a Jesus e não a Lutero. Porque se o fizer, segue sim a Jesus, não tenho dúvida disso. Mas ao mesmo tempo aceita e compactua com o erro de Lutero.

    • Agora eu ti pergunto Helen? Esses leigos protestantes almenos conhecem as Heresias Cristológicas?

      VAMOS A AULA:

      1. a fase apolinarista;
      2. a fase nestoriana;
      3. a fase monofisita;
      4. a fase monotelita.
      A seguir, estudaremos as três primeiras destas etapas.

      O Apolinarismo

      Em plena controvérsia ariana, o Bispo Apolinário de Laodicéia (Síria), 310´390, mostrava´se fervoroso defensor do Credo niceno contra os arianos, mas afirmava que em Cristo a natureza humana carecia de alma humana; tomava ao pé da letra as palavras de S. João 1,14: “O Lógos se fez carne”, entendendo carne no sentido estrito, com exclusão de alma. O Lógos de Deus faria as vezes de alma humana em Jesus, isto é, seria responsável pelas funções vitais da natureza humana assumida pelo Lógos. Os argumentos em favor desta tese eram os seguintes: duas naturezas completas (Divindade e humanidade) não podem tornar´se um ser único; se Jesus as tivesse, Ele teria duas pessoas ou dois eu ´ o que seria monstruoso. Além disto, dizia, onde há um homem completo, há também o pecado; ora o pecado tem origem na vontade; por conseguinte, Jesus não podia ter vontade humana nem a alma espiritual, que é a sede da vontade. Apolinário expôs suas idéias no livro “Encarnação do Verbo de Deus”, que ele apresentou ao Imperador Joviano e que os seus discípulos difundiram. Foram condenadas num sínodo de Alexandria em 362; depois, pelo Papa S. Dâmaso em 377 e 382 e, especialmente, pelo Concílio de Constantinopla I (381). Verificando a oposição que lhe faziam bons teólogos, Apolinário limitou´se a negar a presença de mente (nous) humana em Jesus. S. Gregório de Nissa (? 394) e outros autores lhe responderam mediante belo princípio: “O que não foi assumido pelo Verbo, não foi redimido”´ o que quer dizer: Deus quer santificar e salvar a natureza humana pelo próprio mistério da Encarnação ou pela união da Divindade com a humanidade; se pois, a humanidade estava mutilada em Jesus, ela não foi inteiramente salva. Em Antioquia, fundou´se uma comunidade apolinarista, tendo à frente o Bispo Vital. Por volta de 420 esta foi reabsorvida pela Igreja ortodoxa, mas nem todos os seus membros abandonaram o erro, que reviveu, de certo modo, na heresia monofisita.

      O Nestorianismo.

      Afirmada a existência da natureza humana completa em Jesus, os teólogos puderam estudar mais detidamente o modo como humanidade e Divindade se relacionaram em Cristo. Antes, porém, de entrar em particulares, devemos mencionar as duas principais escolas teológicas da antigüidade: a alexandrina e a antioquena, que muito influíram na elaboração da Cristologia. A escola alexandrina era herdeira de forte tendência mística; procurava exaltar o divino e o transcendental nos artigos da fé. Interpretava a S. Escritura em sentido alegórico, tentando desvendar os mistérios divinos contidos nas Sagradas Letras. Em assuntos cristológicos, portanto, era inclinada a realçar o divino, com detrimento do humano. Ao contrário, a escola antioquena era mais dada à filosofia e à razão: voltava´se mais para o humano, sem negar o divino. Interpretava a S. Escritura em sentido literal e tendia a salientar em Jesus os predicados humanos mais do que os atributos divinos. Era mais racional, ao passo que a de Alexandria era mais mística. Dito isto, voltemos à história do dogma cristológico. A primeira tentativa de solução foi encabeçada por Nestório, elevado à cátedra episcopal de Constantinopla em 428. Afirmava que o Lógos habitava na humanidade de Jesus como um homem se acha num templo ou numa veste; haveria duas pessoas, em Jesus ´ uma divina e outra humana ´ unidas entre si por um vinculo afetivo ou moral. Por conseguinte, Maria não seria a Mãe de Deus (Theotókos), como diziam os antigos, mas apenas Mãe de Cristo (Christokós); ela teria gerado o homem Jesus, ao qual se uniu a segunda pessoa da SS. Trindade com a sua Divindade. Nestório propunha suas idéias em pregações ao povo, nas quais substituía o título “Mãe de Deus” por “Mãe de Cristo” As suas concepções suscitaram reação não só em Constantinopla, mas em outras regiões também, especialmente em Alexandria, onde S. Cirilo era Bispo ardoroso. Este escreveu em 429 aos bispos e aos monges do Egito, condenando a doutrina de Nestório. As duas correntes se dirigiram ao Papa Celestino I, que rejeitou a doutrina de Nestório num sínodo de 430. Deu ordem a S. Cirilo para que intimasse Nestório a retirar suas teorias no prazo de dez dias, sob pena de exílio; Cirilo enviou ao Patriarca de Constantinopla uma lista de doze anatematismos que condenavam o nestorianismo. Nestório não se quis dobrar, de mais a mais que podia contar com o apoio do Imperador; além do mais, tinha muitos seguidores na escola antioquena, entre os quais o próprio Bispo João de Antioquia. Em 431, o Imperador Teodósio II, instado por Nestório, convocou para Éfeso o terceiro Concílio Ecumênico a fim de solucionar a questão discutida. S. Cirilo, como representante do Papa Celestino I, abriu a assembléia diante de 153 Bispos. Logo na primeira sessão, foram apresentados os argumentos da literatura antiga favoráveis ao título Theotókos, que acabou sendo solenemente proclamado; daí se seguia que em Jesus havia uma só pessoa (a Divina); Maria se tornara Mãe de Deus pelo fato de que Deus quisera assumir a natureza humana no seu seio. Quatro dias após esta sessão, isto é, a 26/06/431 chegou a Éfeso o Patriarca Jogo de Antioquia, com 43 Bispos seus seguidores, todos favoráveis a Nestório; não quiseram unir´se ao Concílio presidido por S. Cirilo, representante do Papa; por isto formaram um conciliábulo, qual depôs Cirilo. O Imperador acompanhava tudo de perto e sentia´se indeciso. S. Cirilo então mobilizou todos os seus recursos, para mover Teodósio II em favor da reta doutrina; nisto foi ajudado por Pulquéria, piedosa e influente irmã mais velha do Imperador. Este finalmente apoiou a sentença de Cirilo e exilou Nestório. Todavia os antioquenos não se renderam de imediato; acusavam Cirilo de arianismo a apolinarismo. Após dois anos de litígio, em 433 puseram´se de acordo sobre uma fórmula de fé que. professava um só Cristo e Maria como Theotókos. O Nestorianismo, porém, não se extinguiu. Os seus adeptos, expulsos do Império Bizantino, foram procurar refúgio na Pérsia, onde fundaram a Igreja Nestoriana. Esta teve notável expansão até a China e a Índia Meridional; mas do século XIV em diante foi definhando por causa das incursões dos mongóis; em grande parte, os nestorianos voltaram à comunhão da Igreja universal (são hoje os cristãos caldeus e os cristãos de São Tomé). Em nossos dias muitos estudiosos têm procurado reabilitar a pessoa e a obra de Nestório, que parece ser autor de uma apologia intitulada “Tratado de Heraclides de Damasco”: pode´se crer que tenha tido reta intenção ; mas certamente sustentou posições errôneas por se ter apegado demasiadamente à Escola Antioquena.

      O Monofisismo

      A luta contra o Nestorianismo, que admitia em Jesus duas naturezas e duas pessoas, deu ocasião ao surto do extremo oposto, que é o monofisismo ou monofisitismo (“em Jesus há uma só natureza e uma só pessoa: a divina”). O primeiro arauto desta tese foi Eutiques, arquimandrita de Constantinopla: reconhecia que Jesus constava originariamente da natureza divina e da humana, mas afirmava que a natureza divina absorveu a humana, divinizando´a; após a Encarnação, só se poderia falar de uma natureza em Jesus: a divina. Esta doutrina tornou´se a heresia mais popular e mais poderosa da antigüidade, pois, para os orientais, a divinização da humanidade em Cristo era o modelo do que deve acontecer com cada cristão. Eutiques foi condenado como herege no Sínodo de Constantinopla em 448, sob o Patriarca Flaviano. Todavia não cedeu e reclamou contra uma pretensa injustiça, pois tencionava combater o Nestorianismo. Conseguiu assim ganhar os favores da corte. Solicitado pelo Patriarca Dióscoro de Alexandria, Teodósio II Imperador convocou em 449 novo Concílio Ecumênico para Éfeso, confiando a presidência do mesmo a Dióscoro, que era partidário de Estiques. Dióscoro, tendo aberto o Concílio negou a presidência aos legados papais; não permitiu que fosse lida a Carta do Papa S. Leão Magno, que propunha a reta doutrina: as duas naturezas em Cristo não se misturam nem confundem, mas cada qual exerce a sua atividade própria em comunhão com a outra; assim Cristo teve realmente fome, sede e cansaço, como homem, e pôde ressuscitar mortos como Deus. ´ Esse Concílio de Éfeso proclamou a ortodoxia de Eutiques; depôs Flaviano, Patriarca de Constantinopla, e outros Bispos contrários à tese monofisita… Todavia os seus decretos foram de curta duração. Os Bispos de diversas regiões o repudiaram como ilegítimo ou, segundo a expressão do Papa São Leão Magno, como “latrocínio de Éfeso”; pediam novo Concílio que de fato foi convocado após a morte de Teodósio II pela Imperatriz Pulquéria (irmã de Teodósio) e pelo general Marcião, que em 450 foi feito Imperador e se casou com Pulquéria. O novo Concílio, desta vez legítimo, reuniu´se em Caledônia, diante de Constantinopla, em 451; foi o mais concorrido da antigüidade, pois dele participaram mais de 600 membros, entre os quais três legados papais. A assembléia rejeitou o “latrocínio de Éfeso”; depôs Dióscoro e aclamou solenemente a Epístola Dogmática do Papa São Leão a Flaviano; esta serviu de base a uma confissão de fé, que rejeitava os extremos do Nestorianismo e do Monofisismo, propondo em Cristo uma só pessoa e duas naturezas: “Ensinamos e professamos um Único e idêntico Cristo… em duas naturezas, não confusas e não transformadas, não divididas, não separadas, pois a união das naturezas não suprimiu as diferenças; antes, cada uma das naturezas conservou as suas propriedades e se uniu com a outra numa Única pessoa e numa Única hipóstase”. Assim terminou a fase principal das disputas cristológicas: em Cristo não há duas naturezas e duas pessoas, pois isto destruiria a realidade da Encarnação e da obra redentora de Cristo; mas também não há uma só natureza e uma só pessoa, pois Cristo agiu como verdadeiro homem, sujeito à dor e à morte para transfigurar estas nossas realidades. Havia, pois, uma só pessoa (um só eu) divina, que, além de dispor da natureza divina desde toda a eternidade, assumiu a natureza humana no seio de Maria Virgem e viveu na terra agindo ora como Deus, ora como homem, mas sempre e somente com o seu eu divino. O encerramento do Concílio de Calcedônia não significou a extinção do monofisismo. Além da atração que esta doutrina exercia sobre os fiéis (especialmente os monges), propondo-lhes a humanidade divinizada de Cristo como modelo, motivos políticos explicam essa persistência da heresia; com efeito, na Síria e no Egito certos cristãos viam no Monofisismo a expressão de suas tendências nacionalistas, opostas ao helenismo e à dominação bizantina. Por isto os monofisitas continuaram a lutar contra o Imperador, que havia exilado Dióscoro e Eutiques e ameaçado de punição os adeptos destes: ocuparam sedes episcopais; inclusive a de Jerusalém (ao menos temporariamente). No século VII a situação se agravou, pois os muçulmanos ocuparam a Palestina, a Síria e o Egito, impedindo a ação de Bizâncio em prol da ortodoxia nesses países. Em conseqüência, os monofisitas foram constituindo Igrejas nacionais: a armena, a síria, a mesopotâmica, a egípcia e a etíope, que subsistem até hoje com cerca de 10 milhões de fiéis. No Egito, os monofisitas tomaram o nome de coptas, nome que guarda as três consoantes da palavra grega Aigyptos (g ou k, p, t ); são os antigos egípcios. Os ortodoxos se chamam melquitas (de melek, Imperador), pois guardam a doutrina ortodoxa patrocinada pelo Imperador em Calcedônia. Há coptas que se uniram a Roma em 1742, enquanto os outros permanecem monofisitas, mas professam quase o mesmo Credo que os católicos. Na Abissínia os monofisitas também são chamados coptas pois receberam forte influência do Egito. ´ Dentre os melquitas, grande parte aderiu ao cisma bizantino, separando´se de Roma em 1054; certos grupos, porém, estão hoje unidos à Igreja universal; ver capítulo 21. Na Síria e nos países vizinhos, os monofisitas foram chamados jacobitas, nome derivado de um dos seus primeiros chefes: Jacó Baradai (= o homem da coberta de cavalo, alusão às suas vestes maltrapilhas). Jacó, bispo de Edessa (541´578), trabalhou com zelo e êxito para consolidar as Comunidades monofisitas, As quais deu por cabeça o Patriarca Sérgio de Antioquia (544). A história das disputas cristológicas prosseguirá no capítulo seguinte.

    • Conheça um pouco de Lutero e suas 95 teses.
      Um Che Guevara de batina?

      “Quando vou para cama, o diabo está sempre me aguardando.”
      Martinho Lutero (em um dia bom)
      O evento considerado como pedra fundamental do protestantismo foi a fixação no pórtico da Igreja do Castelo de Wittenberg das 95 teses criticando a ortodoxia católica. Esse ato de rebeldia, segundo a Tia Teteca, teve como motivador a venda de indulgências realizadas em território chucrute; os “comerciantes” seriam monges dominicanos liderados pelo frade dominicano Johann Tetzel, sob ordens do famigerado Cardeal Arcebispo de Magdenburgo – Albrecht von Hohenzollern.
      Já escrevi isso em outro post, e repito aqui: historiador marxista e pilantra (pleonasmo) sempre reduz tudo a grana. Então, neste caso, o argumento financeiro é o seguinte: o Cardeal Albrecht, para “pagar” um dos muitos títulos que conseguira da Santa Sé, teria adquirido junto à Casa Fugger (banqueiros famosos na Alemanha, espécie de família Salles que comia strudel) a quantia de 10.000 mil ducados; uma grana preta. E, para quitar a dívida, nosso amigo cardeal estaria fazendo esse comércio nefasto.
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      O frei Tetzel, como bom puxa-saco, fez a vontade do Cardeal Albrecht. A Tetzel é atribuído um discurso, pra dizer o mínimo bizarro, realizado na Praça de Juterberg:
      “Considerai que todos os que se arrependem e confessam, e que tiverem contribuído, receberão a remissão total de todos os seus pecados . Ouvi as vozes de vossos caros parentes e amigos mortos dizendo: ‘tende piedade de nós, tende piedade de nós, estamos num horrível suplício, do qual podeis nos libertar por uma ninharia. Lembrai-vos de que sois capazes de redimi-los, pois tão logo a moeda no cofre cai tilintando, a alma no purgatório sai voando.’ Não ireis, então, por alguns trocados, receber estas bulas de indulgências, através das quais sereis capazes de guiar uma alma imortal e Divina para a Pátria do Paraíso?”
      Alguns camelôs da Central do Brasil (Rio de Janeiro), no trajeto Central-Japeri, soam menos fajutos.
      Ao que parece, Tetzel, além de pilantra, era muito burro, pois, sendo religioso dominicano, não sabia exatamente o que eram indulgências. Muitos dos nossos leitores desconhecem exatamente o que sejam indulgências e como funciona a sua concessão. Por conta disso, fazemos agora uma breve esclarecimento.
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      O que é a indulgência?
      Nada mais é que o perdão, DADO POR DEUS, das penas temporais devidas pelo pecados que cometemos. Vejam que para que a indulgência seja concedida é necessário que o pecado tenha sido CONFESSADO E PERDOADO. Como falei, esse perdão é DIVINO; DESSARTE, NÃO PODE SER VENDIDO NEM COMPRADO. Deus não está nem aí pra contas a pagar do cardeal Albrecht.
      Todo pecado carece, mesmo após a confissão e o perdão ministrado, da penitência. É na penitência que provamos nosso arrependimento e nossa disposição em não mais pecar. Deus no perdoou através da confissão mas, pelo bem da justiça e reparação do dano causado, devemos pagar a penitência. Diante disso, a conclusão óbvia que chegamos é que o monge Tetzel e Cardeal Albrecht, além de serem dois sem-noção, são simoníacos (comerciantes de bens espirituais).
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      Afixação das 95 teses, a lenda
      Voltemos agora a Lutero. Vocês lembram que eu falei que Lutero havia, tal qual “The King Of The Black Cocada”, afixado suas heresias no pórtico da Igreja de Wittenberg? Pois bem, esse tipo de atitude é bem ao feitio do fraudulento historiadorJanus. Esta versão dos fatos consta na sua obra – ainda mais fraudulenta do que ele – intitulada “O Papa e o Concílio”. Este livro foi traduzido para o português e prefaciado pelo Maitre à Penser Rui Barbosa (possuo um exemplar), que depois veio a se arrepender deste vacilo. Barbosão, quando tomou tino e caiu na real, renegou a obra.
      Bem, afixar as 95 teses no pórtico do templo é uma atitude que, para o leigo, o desavisado ou o burro panfletário, demonstra que Lutero era um cabra macho, macho o suficiente para afrontar a Igreja e dar tapa na cara de Satanás. Mas será que este ato realmente aconteceu?
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      Afixação das 95 teses, a verdade.
      Historiadores modernos e não panfletários, como Gottfried Fritzer (“O que Lutero Realmente Disse?” – Ed. Civilização Brasileira, 1971. Para variar, fora de catálogo), Erwin Iserloh e Klemens Houselmann afirmam que essa afronta nunca aconteceu e que, além da fraca obra de Janus, a origem dessa lenda seria um relato de um criado puxa-saco do próprio Martinho Lutero.
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      Na verdade, suas 95 teses teriam sido apresentadas para discussão segundo a tradição universitária. Lutero era boçal, pedante e safado, mas era professor de uma universidade. A tese desses historiadores, que mostra um tipo com reflexões intelectuais e teológicas a serem discutidas é mais condizente com o contexto social, religioso e acadêmico no qual Lutero estaria inserido. Vamos refletir: seria mais lógico, realmente, que ele seguisse os trâmites estabelecidos ou a imagem construída por Janus e seus asseclas, que o transformaram num Che Guevara de batina?
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      E o Papa nesta história?
      Até agora falei das figuras fuleiras (hoje estou realmente pleonástico) de Lutero, Tetzel e Albrecht, mas ainda não escrevi uma única palavra sobre o que o Papa da época – Leão X – falou a respeito falou sobre a questão da venda de indulgências, nem esclareci qual foi o seu papel nesse circo de horrores. Estou contextualizando e apresentando os fatos históricos, antes de mais nada.
      A Resposta – a verdadeira, e não a versão que a “Tia Teteca de Saião” ensina na escola dominical aos seus crentinhos – estará na nossa próxima postagem desta série. Também falaremos do Papa mecenas que foi o último a ver a cristandade una na Europa Ocidental.

  30. PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
    O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,
    Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,
    Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,
    Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome,
    Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.
    A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
    Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.
    Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
    Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.
    Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados;
    Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha.
    Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios.
    Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.
    E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.
    Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
    Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.
    Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
    Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
    Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
    Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
    Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
    E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
    Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
    Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
    Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
    E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
    E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
    Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
    Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
    Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
    Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

    • Agora Helen mostrarei as Heresias Cristológicas parte (II)

      O Henotikón e o Teopasquismo

      Vinte a cinco anos após o Concílio de Calcedônia, em 476, deu´se nova investida dos monofisitas contra a ortodoxia. Com efeito; os Patriarcas Pedro Mongo, de Alexandria, e Acácio de Constantinopla, adeptos do monofisismo, redigiram um Símbolo de fé que condenava tanto Nestório quanto Eutiques; rejeitava o Concílio de Calcedônia e afirmava que as normas de fé deveriam ser o símbolo niceno´constantinopolitano e as definições do Concílio de Éfeso (431). Tal fórmula de 476 podia ser interpretada de diversas maneiras. O. Imperador Zenão promulgou esse símbolo de fé, dito Henotikón (Edito de União), com o vigor de lei do Estado. Assim esperava atingir a unidade religiosa dentro do Império. Infelizmente, porém, causou mais acesas divisões. Muitos católicos e os monofisitas mais extremados recusaram obedecer ao Imperador por causa da ambigüidade do Henotikón. Ao saber das manobras do Imperador, o Papa Félix III enviou legados a Constantinopla para pedir a Zenão, e ao Patriarca Acácio fidelidade ao Concílio de Calcedônia. Como fossem vãs essas solicitações, o Papa resolveu depor Acácio, Patriarca de Constantinopla. Tal medida era muito grave, pois significava ruptura com os cristãos orientais em geral e com o Imperador, que os queria dirigir no sentido do monofisismo. O Papa, porém, foi corajoso no cumprimento do dever de preservar a reta fé. A ruptura durou 35 anos (484´519). Foi chamada ?cisma acaciano?, durante o qual o monofisismo se propagou amplamente entre os orientais. Zenão morreu em 491, tendo por sucessor o Imperador Anastásio (491´518), também simpático aos monofisitas. Por isto, as conversações que o Papa encaminhou com o monarca, foram infrutíferas. A situação se tornou ainda mais sombria por causa da questão teopasquita. Com efeito; a liturgia grega cantava a Triságion (três vezes santo) nos seguintes termos: “Santo (hágios) Deus, Santo Forte, Santo imortal, tem piedade de nós”. Ora o bispo monofisita Pedro Fulão de Antioquia acrescentou´lhe as palavras “que foste pregado na cruz por cause de nós”. O Imperador Anastásio mandou recitar a fórmula ampliada em Constantinopla; donde resultou grande agitação. Diziam alguns monges e fiéis: “Um16 da Santíssima Trindade padeceu na carne”; foram chamados teopasquitas17. A fórmula em foco podia ser entendida segundo a ortodoxia: a segunda Pessoa da SS. Trindade, tendo´se feito homem, padeceu na carne de Jesus. Mas, como a origem desses dizeres era monofisita, os ortodoxos desconfiaram dos mesmos, de mais a mais que os monofisitas lhes favoreciam calorosamente. Morto o Imperador Anastásio, sucedeu´lhe Justino (518´527), que se empenhou por restabelecer a comunhão com a Sé de Roma. O Papa Hormisdas (514´523) acolheu o propósito de Bizâncio e mandou legados a esta cidade com uma fórmula de união dita “Livro da Fé do Papa Hormisdas”: esta proclamava o símbolo de fé calcedonense e as cartas dogmáticas de Leão Magno; renovava o anátema sobre Nestório, Eutiques, Dióscoro e outros chefes monofisitas; além disto, declarava que, conforme a promessa de Cristo a Pedro em Mt 16,16´19, a fé católica se conservava intacta na Sé de Roma; por isto os fiéis deviam obediência às decisões tomadas por esta. Era assim professado o primado do Papa em 515. O Patriarca João II, de Constantinopla, os bispos e os monges presentes nesta cidade assinaram tal fórmula. Estava terminado o cisma. O monofisismo perdeu muito da sua voga, mas as controvérsias continuaram.

      Os Três Capítulos

      O Imperador Justiniano (527´565) foi homem de grande ideal, que tencionou dar ao Império um período de fausto como não o tivera até então. Era, ao mesmo tempo, prepotente, de modo que exerceu forte cesaropapismo. Compreende´se então que as controvérsias teológicas tenham merecido sua zelosa atenção. O Imperador, querendo conciliar os ânimos, só fez provocar maiores tumultos. O bispo Teodoro Asquida de Cesaréia, muito influente na corte, sugeriu ao Imperador que condenasse três nomes de autores antioquenos tidos como inspiradores do nestorianismo; dizia que bastaria essa medida para obter a volta dos monofisitas A comunhão da Igreja Universal. Esses três nomes constituíram Três Capítulos, a saber: 1) Teodoro de Mopsuéstia (? 428), sua pessoa e seus escritos; 2) os escritos de Teodoreto de Ciro (? 458) contra Cirilo e o Concílio de Éfeso; 3) a carta do bispo Ibas de Edessa (? 435) ao bispo Mário de Ardashir em defesa de Teodoro de Mopsuéstia e contra os anatematismos de Cirilo. O Imperador acolheu a proposta e publicou um edito que anatematizava os Três Capítulos em 543. Este decreto dividiu os ânimos, pois não se viam claramente os erros pretensamente cometidos pelos três autores. Justiniano, porém, obrigou o Patriarca Menas e os bispos orientais a assinar o anitema. Os ocidentais deviam seguir´lhes o exemplo, tendo o Papa Vigilio à frente. Este relutou; por isto o Imperador mandou buscá´lo de Roma para Constantinopla. Um ano após sua chegada, Vigílio em 548 escreveu o ludicatum, em que condenava os Três Capítulos, ressalvando, porém, a autoridade do Concílio de Calcedônia O gesto do Papa causou indignação entre os ocidentais, principalmente no Norte da África, pois era uma estrondosa vitória do cesaropapismo. Em conseqüência, o Papa e o Imperador em 550 decidiram convocar um Concílio Ecumênico para resolver o caso; entrementes nenhuma inovação seria praticada. Todavia em julho de 551 Justiniano repetiu o anátema sobre os Três Capítulos ´ o que provocou ruptura com o Papa Vigílio, que teve de procurar asilo em igrejas de Constantinopla e Calcedônia. A respeito do Concílio, o Papa e o Imperador já não concordavam entre si. Por isto Justiniano convocou o Concílio por sua exclusiva iniciativa. Reunido sob a presidência de Eutíquio, novo Patriarca de Bizâncio, renovou a condenação dos Três Capítulos (maio e junho de 553). Vigílio então em 13/05/553, no decurso do próprio Concílio, publicou o Constitutum que se opunha à condenação dos Três Capítulos. Justiniano não aceitou a nova posição do Papa e mandou cancelar o nome de Vigílio nas orações da Liturgia. Finalmente, sob o peso das pressões e da doença, o Papa em dezembro de 553 retirou o seu Constitutum e aderiu às decisões do Concílio de Constantinopla de 553. Num segundo Constitutum de 23/02/554, expôs as razões da sua atitude. Em conseqüência, o Imperador permitiu´lhe voltar para Roma; todavia morreu em viagem (555). Era vítima da sua inconstância de caráter.

      Os Papas que lhe sucederam, a começar por Pelágio I (556´561), reconheceram o Concílio de 553 como ecumênico; é o de Constantinopla II. As dioceses do Ocidente aos poucos também o foram reconhecendo, embora tivessem consciência de que significava uma humilhação para o Papado. Notemos que as hesitações do Papa Vigílio não versavam sobre assuntos de fé propriamente dita, mas sobre a oportunidade ou não de se condenarem três nomes de escritores antigos. ´ O episódio também é interessante por evidenciar quanto era prestigiada a Sé Romana; o Imperador quis absolutamente ganhar o consenso do Papa Vigílio; por isto mandou buscá´lo em Roma e pressionou´o repetidamente para que subscrevesse ao decreto imperial, como se este precisasse da assinatura do Papa para ser válido.

      Monergetismo e monotelitismo

      Os monofisitas insistiam em se auto´afirmar. Por isto a heresia reapareceu no século VII sob nova forma. O Patriarca Sérgio de Constantinopla desde 619 ensinava que em Jesus havia uma só enérgeia ou uma só capacidade de agir (monergetismo); a capacidade humana estaria absorvida na divina e não teria suas expressões naturais. O Imperador Heráclio (610´641) aceitou a nova fórmula e conseguiu assim reconciliar grupos monofisitas com o Império.

      Todavia o monge palestinense Sofrônio resolveu resistir à nova doutrina, denunciando´a como monofisismo velado. O Patriarca Sérgio de Constantinopla deixou então de falar de uma só faculdade operativa, para afirmar uma só vontade (a Divina tendo absorvido a humana) em Jesus (monotelitismo). Muito habilmente Sérgio tentou ganhar os favores do Papa Honório I (625´638); este, tendo recebido informações unilaterais, escreveu duas cartas ao Patriarca de Constantinopla, em que aderia genericamente à sua posição, embora não compartilhasse propriamente nem o monergismo nem o monofisismo; para evitar escândalos ordenava que não se falasse de uma ou duas energias.

      Levando adiante a causa de Sérgio, o Imperador Heráclio em 638 promulgou a profissão de fé dita “Ectese”, redigida pelo Patriarca, que reafirmava o monotelitismo. Os bispos orientais a aceitaram quase unanimemente, ao passo que os sucessores do Papa Honório (morto em 638) a condenaram.

      O Imperador Constante II (641´648), sobrinho de Heráclio, retirou a “Ectese”, mas, aconselhado pelo Patriarca Paulo de Constantinopla, publicou novo edito dogmático, chamado Typos, em 648, que proibia falar de uma ou duas vontades em Cristo. O monarca tencionava assim pôr fim à contenda. Ora no Ocidente o Papa Martinho I (649´653), percebendo a sutileza dos bizantinos, reuniu um Concílio no Latrão (Roma) em 649, o qual declarou que em Cristo havia dois modos de operar e duas vontades naturais, e puniu com a excomunhão os fautores das novas idéias. O Imperador, indignado, mandou prender o Papa e leva´lo para Constantinopla (653); aí foi humilhado como traidor e, por fim, exilado para a Criméia, onde morreu de maus tratos. Vários cristãos orientais foram tratados de modo semelhante por resistirem ao. Imperador, merecendo especial destaque o abade São Máximo o Confessor, que foi cruelmente martirizado.

      Constantino IV Pogonato (668´685), filho de Constante II, procurou a paz e, para tanto, decidiu convocar um Concílio Ecumênico, idéia que o Papa Agatão (678´681) aprovou com solicitude. Tal foi o sexto Concílio Ecumênico, o de Constantinopla III, celebrado de novembro de 680 a setembro de 681, com a presença de 170 participantes. Os conciliares elaboraram uma profissão de fé, que completava a de Calcedônia:

      “Nós professamos, segundo a doutrina dos Santos Padres, duas vontades naturais e dois modos naturais de operar, indivisos e inalterados, inseparados e não misturados, duas vontades diversas, não, porém, no sentido de que uma esteja em oposição à outra, mas no sentido de que a vontade humana seque e se subordina à divina”.

      Isto quer dizer que em Jesus havia duas faculdades de querer ´ a divina e a humana ´ de tal modo, porém, que a vontade humana se sujeitava à divina, como atesta a oração no horto das Oliveiras, conforme Mc 14,36.
      O Concílio condenou os defensores do monotelitismo e o próprio Papa Honório, tido como fautor de tal doutrina. ´ A condenação de Honório suscitou longos debates entre historiadores e teólogos modernos. Na verdade, pode´se tranqüilamente dizer o seguinte:
      O Papa Honório, intervindo na controvérsia, não quis proferir definições ex cathedra, nem quis discutir como teólogo. Unilateralmente informado por Sérgio, julgou que a discussão a respeito de uma ou duas vontades em Cristo era mero litígio de palavras, como estava nos hábitos dos bizantinos; por isto julgou que podia aprovar a posição de Sérgio sem afetar a reta fé. A expressão “uma vontade”, aliás, foi explicada pelo próprio Honório em sua carta a Sérgio, no sentido de conformidade do querer humano com o divino. Quanto às faculdades de operar (energeias), Honório esclareceu, seu ponto de vista referindo´se à epístola dogmática de São Leão a Flaviano, que diz: ambas as naturezas operam na única pessoa de Cristo, não misturadas, não separadas e não confusas, aquilo que é próprio de cada uma delas. ´ Donde se vê que o juízo proferido sobre Honório pelo Concílio de 681 foi severo demais; a Sé de Roma nunca o aprovou integralmente.

    • Lutero – viajando na maionese mofada
      Continuamos falando sobre o nosso “querido” mad monk, o alemão “top 3″ no ranking de alemães malucos (os outro dois ficam em aberto para você irem pensando, podem até fazer um concurso).
      Vamos agora para o dia 15 de junho de 1520. Nessa data, o Papa Leão X emitiu a bula Exsurge Domini. Então, Lutero teve 60 dias para fazer uma retratação ou seria convidado a dançar uma rumba junto com o ex-padre Beto (excomunhão).
      Como já vimos, como bom aprendiz de Didi Mocó, Lutero era “muito macho”. Tão macho que correu para debaixo das asas do nobres alemães, tais como os “barões” Ulrich von Hutten, Silvestre de Schaumberg e Franz von Sickingen; gente “honestíssima” que não tinha interesse nenhum na riqueza da Igreja, só estavam preocupados com o bem-estar espiritual do bom monge e do povo… sei.
      Seguramente aboletado nas costas desses senhores, Luterão queimou a bula de excomunhão e teve o primeiro acesso público de “otoridade” superior, acima daquela delegada por Cristo ao Papa:
      “Papa Leão, senhores cardeais, e todos vós que tendes em Roma algum poder, eu vos acuso e vos declaro na cara que se esta bula é vossa, eu, com plena autoridade de filho de Deus e co-herdeiro de Jesus Cristo, apoiado na rocha e sem temor do inferno, aconselho-vos em nome do Senhor, a curva-vos diante de vós mesmos e cessar fossas blasfêmias, e isso rapidamente. Se não o fizerdes, sabei que eu e todos os servidores de Jesus Cristo consideraremos, daqui para a frente, o vosso trono pontifício ocupado por Satanás e sede do anticristo, a quem recusamos obedecer…”.
      Meus amigos, uma análise filosófica mais profunda desse trecho pode nos revelar toda a psicopatia que atinge o protestantismo em todas as suas vertentes. E não só o protestantismo, mas também o positivismo, o marxismo, o ateísmo e um monte de outros “ismos” do mal estão aqui representados nos dizeres do boquirroto. Mas isso, como diria o narrador do “Conan”, é uma outra história. Voltemos aos fatos.
      O que temos? Lutero chamou o papa de diabo. Esse trecho leva-nos às muitas barbaridades iniciadas por esse doido. Em seu livro “À nobreza cristã da nação germânica” ele exorta os barões a derrubarem o que chamou de “os três muros do papado”. Seriam esses muros:
      1. O muro da distinção entre o Estado Laico e o Estado Eclesiástico;
      2. O muro da interpretação da Bíblia ser exclusividade da Santa Igreja;
      3. O muro da “teimosia” do Papa em ser a única autoridade capaz de convocar concílios.
      Para se justificar, o Sr. inteligência opunha à Igreja os seguintes princípios:
      1. Todo cristão é sacerdote pelo batismo;
      2. Tendo fé, o sujeito sabe tudo da Bíblia (esse princípio hoje é conhecido como “princípio do pregador de trem da Central do Brasil”);
      3. Como eu sei tudo, a partir de agora eu convoco concílios na hora em que eu quiser (entendem porquê há tanta variedade de igrejas protestantes?).
      Em “À nobreza cristã da nação germânica” Lutero ridiculariza o celibato. Sua justificativa era de que, já que não havia como controlar os padres, eles fatalmente acabariam fornicando. Bom, por essa lógica, vamos liberar o pecado também, porque o ser humano é escroto? Será? Veja, bem, esse tipo de argumento é o mesmo usado por gayzistas, modernistas e comunistas para chamar a Igreja de anacrônica (antiquada).
      Tão achando que esse discurso de “ninguém obedece, então a Igreja deveria mudar a doutrina” é coisa nova? Adivinha quem começou essa sacanagem? Bem vindos à realidade.

      Todo pimpão, com metade do baranato da Alemanha ao seu lado e prestes a deflagar uma guerra civil, o mad monk publicou a sua “pérola” seguinte, “Prelúdio ao cativeiro babilônico da Igreja”. Agora é que fica bom. Lutero teve os meios de fazer aquilo que os Bettos, Betos e Boffs adorariam fazer hoje em dia. Aqui temos aredução dos santos sacramentos para apenas três: batismo, eucaristia e confissão. Depois reduziu para dois (tirou-se a confissão) e chegou-se, no futuro a apenas um (batismo).
      Ah! Fico muito feliz relendo essas coisas. Não sei se rio ou choro. Não vou mergulhar muito fundo na teologia, mas, logo de cara, informo que Lutero negava a transubstanciação (pão e vinho plenamente transformados na Carne e no Sangue de Cristo, mantendo-se a aparência e sabor do pão), aceitando, em contrapartida, o conceito herético de consubstanciação (a Carne e no Sangue de Cristo se fariam presentes no pão e no vinho, mas sem alterar a sua substância).
      Toda essa bobagem deixou de orelha em pé o teólogo Erasmo de Rotterdam que, após ler os trabalhos de Lutero, teria declarado:
      – O rompimento é inevitável.
      Vamos agora para outubro de outubro de 1520. Luterão escreve, na maior cara de pau (ou surtado), “A liberdade do cristão”. Envia-o ao papa com a seguinte dedicatória:
      “Guarda-te Leão, meu Pai, de dar ouvidos às sereias que fazem de ti mais que um homem vulgar, quase um deus que tudo pode ordenar e exigir… Enganam-se aqueles que te exaltam acima do concílio e da Igreja Universal.”
      Reparem que era um morde e assopra constante. Expomos, rapidamente, os principais pontos dessa obra:
      1. O homem sempre peca, não tem jeito;
      2. A lei de Deus é impraticável (?!), Deus a fez para nos desencorajar e desesperar, para então cairmos na sua divina misericórdia;
      3. Depois de nos vermos completamente loucos, vem a nós a salvação, pelo sangue de Cristo;
      4. Deus faz “uni-duni-tê” conosco, alguns de nós vão para o inferno de qualquer jeito;
      5. A eficácia do batismo e da eucaristia depende somente da nossa fé.
      Alguém aí duvida que esse indivíduo, nesse exato momento, está fazendo “upa-lá-lá” no colo do capiroto? Para Lutero, Deus é sádico, injusto, diabólico. Podem ver a gravidade disso? Quantas almas esse ser condenou e ainda condena? Ele INVERTEU as coisas de tal forma, tamanha sua fixação no diabo, que transformou Deus numa entidade semi-pagã, com todas das piores qualidades humanas, que não somente quer, mas precisa ser adorado.
      Algum de vocês deve estar se perguntando: de onde Lutero tirou a ideia biruta do ponto 2? Ele perverteu os ensinamentos de São Paulo em sua Carta aos Romanos, em que o Apóstolo afirma que, SEM a graça de Deus, cumprir os mandamentos é impossível. E São Paulo também diz que COM a graça de Deus, morremos para o pecado. Mas essa parte o monge maluco parece que não leu… E nem essa aqui:
      “Porque não haveríamos de fazer o mal, para que venha o bem? Aliás, alguns caluniadores afirmam que nós ensinamos isso. Essas pessoas merecem condenação.”
      – Romanos 3,8
      Esse idiota, que foi monge agostiniano, jogou a doutrina de Santo Agostinho na lata do lixo com o 5º ponto: “pra quê batizar uma criancinha, já que a fé não arde em seu peito? Já que ela não é dotada ainda de plena RAZÃO?”. Aqui começa a entronização da senhora razão, que tem posteriormente como seus amantes o anão Kant e o maluco Robespierre, que durante a Revolução Francesa quis transformá-la em deidade de uma religião estatal.
      Ser uma pessoa boa e ajudar os outros? Caridade? Nem pensar! Bobagem. O Céu seria uma confraria de malucos como ele. Por mais de 1500 anos o cristianismo estava errado. Tudo foi uma inutilidade, todas as boas obras do catolicismo são lixo. Nada presta no mundo e os eleitos só precisam ficar gritando pelas esquinas o quanto eles acreditam em Deus.
      Isso abriu as portas do inferno, e o mestre de cerimônias desse festim demoníaco foi esse monge maluco. Voltaremos em breve para ver as consequências das estultices de Lutero.

  31. ola
    sou Cristã
    acredito no seguinte…
    Lutero era humano..catolico romano…E ELE TEVE OPORTUNIDADE DE LER UM LIVRO QUE NINGUEM DEIXAVA AS PESSOAS LEREM…ERA DO JEITO DELES E PRONTO…OK?
    pego so o que de bom tudo isso me proporcionou que é PODER CONHECER A BIBLIA..E O DEUS DA BIBLIA NA SUA INTEGRA…se nao fosse Lutero..iria ser outro…alguem ia ler e descobrir que nao precisamos pagar nenhum tipo de indulgencia pra ganhar o ceu..porque essa divida ja estava paga por JEsus…ENTAO SO ME RESTA VIVER PRA DEUS…PORQUE ELE MORREU POR MIM…ok?
    abraços

    • Olá Geh Silva,

      Hummmm, bastante curiosa sua colocação…

      Pergunto-lhe, se todos os protestantes que – admitindo ou não – saíram da empreitada de Lutero contra o Catolicismo pensassem assim, não seria justamente esse o motivo para existirem hoje mais de 50 mil denominações cristãs no Mundo? Contrariando a vontade do próprio Jesus, que no Evangelho de João orou pela Unidade de Sua Igreja. O que lhe parece?

      Parece-lhe ainda que seria razoável afirmar que é possível que outras pessoas, ao se conduzirem como a senhora que afirma “pegar” apenas o que é bom dentre os muitos erros de Lutero, possam eventualmente “pegar” algo não necessariamente bom. E se o que é bom, tanto na sua opinião como na opinião de outros cristãos, for na verdade, ruim? Voltemos ao nosso exemplo hipotético: O que acontece com o cristão que escolheu o erro em detrimento da verdade, mas acredita ter escolhido a verdade? Ora, se uma coisa ruim não pode ser ao mesmo tempo boa e ruim, será que um o tal cristão que “pegou” o algo ruim achando ser algo “bom” não corre o risco de ofender a Deus e prejudicar a própria Salvação? Quem julga o que é bom ou ruim? Deus deixou na terra um Igreja para ensinar a sã doutrina Cristã. Fez a ela, por Pedro, uma promessa. Não foi a Lutero.

      Seja boa e honesta consigo mesma. A sua opinião não é infalível. A do Magistério da Igreja em questões de fé e moral, sim!

      Finalmente, sra Geh., a própria Bíblia nos alerta contra a divisão. O Corpo de Cristo era UM e Lutero plantou a semente que o tornou em MAIS de 50 mil.

      De Deus provém a Unidade e o Amor.

      Do Maligno a Divisão e a Desavença.

      Pense nisso.

      Pax Domini

    • GEH SILVA, QUANTA IGNORÂNCIA. SUA QUANTA CONTRADIÇÃO. FRUTO DO LIVRE EXAME BÍBLICO.

      GEH SILVA, CONHEÇA O QUE É O PROTESTANTISMO. CONHEÇA O QUE ISSO GEROU E FEZ NO MUNDO, PRA DEPOIS VOCÊ ENTENDER A RAZÃO DAS COISAS E PARAR DE FALAR COISAS QUE VOCÊ NÃO SABE E MUITO MENOS CONHECE.

    • Geh, e você conhece realmente a igreja católica? ou só oque os protestantes falam, como você disse, conheça primeiro, depois venha falar.
      E antes de me questionar, eu conheço o protestantismo.

    • Veja Helen e estude o Concílio de Nicéia
      Pois nesse tempo teve milhares de heresias
      Agora as seitas protestantes dizem que a igreja matava
      E o pior Helen é que eles afirmam isso mas nunca prova com um só documento da época dos fatos
      A não ser quando vem com falsificações e marmeladas que só convencem que nunca estou na vida rsrsrsrs

      Vamos lá

      Ário afirmava que se o Pai gerara o Filho, este necessariamente teve um começo, que houve um tempo em que Ele não existira e que sua substância não se diferenciava do resto da criação. O Concílio de Nicéia, uma assembléia semelhante àquela descrita em Atos 15,4-22, condenou as doutrinas de Ário e redigiu a primeira versão do famoso Credo, proclamando que o Filho era “um em substância com o Pai” mediante o uso do termo grego “homoousius”.

      QUÃO CONTROVERSA FOI A CONTROVÉRSIA ARIANA?

      Cerca de trezentos bispos se reuniram então no Concílio de Nicéia, provindos de todas as partes do mundo. Em seus escritos, Eusébio lista vários deles e aponta seus países de origem. Devemos recordar que vários dos presentes, em razão das recentes perseguições, tinham sofrido e visto a morte de perto por causa de sua fé. Não eram, pois, homens oportunistas. Também devemos observar que eles eram extremamente sensíveis aos detalhes da doutrina. Como prova disso, o segundo maior objetivo do Concílio de Nicéia foi discutir calorosamente qual deveria ser o dia apropriado para se celebrar a ressurreição do Senhor.

      Os bispos do Concílio pararam de ouvir as palavras de Ário e imediatamente rejeitaram suas doutrinas, entendendo que eram distantes e estranhas à fé da Igreja. Eles rasgaram uma carta de Eusébio de Nicomédia contendo o ensinamento de Ário, bem como uma confissão da fé ariana (ver apêndice sobre o Concílio de Nicéia em “História Eclesiástica de Eusébio”, editado pela Baker Book House).

      Inicialmente, dezessete desses bispos reunidos no Concílio não queriam assinar o Credo proposto pelo Concílio, mas, ao final, todos – com exceção de apenas três – foram convencidos a assinar. Isto torna aparente que os arianos eram uma distinta minoria entre os bispos. No princípio houve alguma resistência em adotar o Credo niceno, não em razão do que ele dizia, mas sim como ele se expressava. Muitos objetavam o uso do termo “homoousias” em um documento oficial, pois ele não era empregado nas Escrituras, embora concordassem com o significado que ele possuía.

      O Concílio interrogou Ário usando as Escrituras apenas para descobrir o novo modo que ele interpretava todas as passagens que lhe eram apresentadas. Finalmente, eles usaram o argumento de que o ponto de vista de Ário era errado porque se tratava de uma novidade. Atanásio declarou: “Mas quanto às matérias de fé, eles (=os bispos reunidos em Nicéia) não escreveram: ‘Assim foi decidido’, mas: ‘Nisto crê a Igreja Católica'; e imediatamente confessaram como acreditavam. Agiram assim para demonstrar que seu julgamento não tinha uma origem recente, mas que de fato provinha do período Apostólico…” (“A Fé dos Padres Primitivos”, volume 1, p. 338). A este respeito, Atanásio também pergunta retoricamente [a Ário]: “…em quantos Padres (=isto é, nas obras dos primeiros cristãos) você pode encontrar suas frases?” (ibid, p. 325).

      Devemos concluir, portanto, que a controvérsia ocorria entre uma grande maioria que expressava a crença que a doutrina refletida pelo Credo de Nicéia era antiga e apostólica e uma minoria que acreditava que a nova interpretação da fé promovida por Ário era correta.

      A PALAVRA “HOMOOUSIOUS”

      O Credo niceno introduziu a palavra “hommousious” ou “consubstancial”, significando “da mesma substância”. Esta palavra não foi, porém, inventada pelo Concílio. Eusébio escreve que alguns dos mais “letrados e distintos dos antigos bispos fizeram uso do termo consubstancial ao tratar da divindade do Pai e do Filho” (v. documento “E” no apêndice, Baker). Hoje não temos mais as fontes de onde Eusébio registrou o uso desse termo; a única fonte que nos resta é Orígenes, que empregou o termo de modo ortodoxo ao que parece (Johannes Quastren, “Patrologia”, volume 2, p. 78). Contudo, essa frase de Eusébio testemunha a existência de um uso mais extenso.

      Os bispos reunidos em Nicéia foram cuidadosos ao explicar como usavam o termo e o que ele significava. Isto em razão desse mesmo termo ter sido mal empregado por Paulo de Samósata. A respeito desse emprego não-ortodoxo, Santo Hilário e São Basílio apontaram que um Concílio reunido em Antioquia declarou que o termo era “impróprio para descrever a relação entre o Pai e o Filho” (ibid, p. 14). Aparentemente, Paulo de Samósata aplicava o termo de uma forma que importava na divisão da natureza, assim como várias moedas podem ser feitas a partir de um mesmo metal (Baker, p. 21).

      O PAPEL DE CONSTANTINO

      A controvérsia preocupou enormemente o imperador Constantino, que enviou uma carta a Ário e Alexandre na tentativa de persuadi-los a deixarem de lado suas diferenças. Ele escreveu: “Essa divergência não surgiu em decorrência de qualquer mandamento importante da Lei, nem de qualquer opinião introduzida acerca da adoração de Deus. Vocês dois possuem os mesmos sentimentos e, assim, devem estar juntos em uma só comunhão. Isto não é apenas indecoroso, mas também ilegal: que uma grande parcela do povo de Deus deveria estar sendo governada e dirigida por vocês, enquanto que na verdade vocês se encontram contendendo um contra o outro, disputando sobre questões menores e sem importância”.

      Diz-se que como Constantino se referiu à matéria disputada como algo “sem importância” então ele não a compreendia realmente. Estranhamente, é recordado em uma carta de Eusébio de Cesaréia que o imperador sugeriu a adoção do termo “homoousious” que aparece no Credo de Nicéia. Eusébio afirma que o imperador explicou o termo tão bem que demonstrou a sua diferença quanto ao uso herético feito por Paulo de Samósata. Especulou-se que o imperador fez esta sugestão a pedido de Ósio de Córdova, conselheiro imperial e homem que sofrera a perseguição sob Maximiano.

      Constantino exerceu um importante papel no Concílio. Eusébio de Cesaréia relata que ele teve uma participação chave em acalmar, convencer e conduzir todos à concórdia nos pontos controversos. O relato de Eusébio joga luz sobre o imperador e o retrata como figura chave. Contudo, em nenhum lugar Eusébio sugere que ele votou juntamente com os bispos, nem que usou qualquer espécie de força para obter certo resultado.

      Pode ser que a eloqüência e glória do imperador tenham influenciado alguns, porém devemos recordar que Constantino, anos após o Concílio, eventualmente favoreceu os arianos. Alguns anos depois do Concílio de Nicéia, Ário descobriu uma nova forma de interpretar o termo “homoousius” que concordava com as suas doutrinas particulares. Ele, então, pediu para ser readmitido à comunhão, mas a Igreja recusou. Ário então apelou para o imperador. A irmã favorita do imperador, Constância, em seu leito de morte, implorou a Constantino para que favorecesse Ário e assim ele agiu. Uma data foi estabelecida para a Igreja readmitir Ário obrigatoriamente, mas enquanto ele aguardava a chegada de Constantino, acabou morrendo (v. “Arianos do Século IV”, capítulo III, seção II, de John Henry Newman).

      É difícil de imaginar como um homem que supostamente argumentou com eloqüência em favor do Credo niceno e que supostamente formulou o termo chave e o explicou viria depois a abandoná-lo em decorrência de uma mera submissão às palavras de sua irmã e não quanto ao significado do Credo. Também é difícil de imaginar como o relato de Eusébio pode ser reconciliado com uma falha aparente do imperador como aparece na carta que redigiu. É ainda difícil de imaginar como um homem que foi tido como um servo humilde da Igreja em Nicéia tentaria depois forçar a Igreja a aceitar as suas decisões posteriores. Parece razoável supor que Eusébio de Cesaréia redigiu aqui um relato menos fiel, visando reconhecer e agradar ao imperador.

      Constantino não foi o último imperador a favorecer os arianos. Atanásio fala sobre isto em “A História dos Monges da Impiedade Ariana” (358 d.C.), ao escrever: “Desde quando uma decisão da Igreja recebe sua autoridade do imperador?” e: “Nunca os Padres procuraram o consentimento do imperador para seus [decretos conciliares da Igreja], nem o imperador ocupou-se pessoalmente da Igreja”. E ele avança ainda mais para dizer que os hereges se associaram ao imperador (v. “A Fé dos Padres Primitivos”, volume 1, de William Jurgens).

      A Igreja esteve disposta a aceitar o auxílio de um imperador, para ouvir o que ele tinha a dizer, mas não para aceitar as sua regras como matérias de fé. Contudo, se alguém aponta que o aludido termo foi indicado por Constantino no Concílio de Nicéia, deve também esse alguém lembrar que o Credo de Nicéia expressou o que a grande maioria dos bispos reunidos naquele Concílio encontraram como tradicional, bíblico e ortodoxo na fé cristã, uma fé, aliás, que eles acreditavam tão firmemente que, pouco tempo antes, durante as perseguições, estiveram dispostos a morrer por ela.

      RESUMINDO HELEN QUANDO UM LEIGO PROTESTANTE VIER NO SEU BLOG FALAR QUE A IGREJA MATOU QUE DEUS TENHA PIEDADE DESSA ALMA

      E OUTRA HELEN QUANDO UM LEIGO VIER COM ESSAS FABULAS POR FAVOR PEÇA A ELE AS PROVAS E OS LIVROS

      POIS ATÉ HOJE NO MUNDO AFORA DE PESQUISAS NUNCA ENCONTREI UM SÓ DOCUMENTO QUE PROVE AS SUAS FABULAS

      AGORA PROTESTANTES SE VOCÊS PREGAM A VERDADE E DIZEM QUE É GRAVE MENTIR? POR QUE ENTÃO VOCÊS MENTEM DESCARAMENTE E NUNCA PROVAM CONTRA O PRIMADO DE PEDRO SOBRE INQUISIÇÃO ETC… ISSO É O CUMULO!

  32. Analizem e tirei suas conclusões com respeito!

    O testemunho da história não favorece os papas e a Igreja. Talvez devido à adoção do celibato, os escândalos sempre acompanharam o sistema religioso que criaram. E uma constante na imprensa secular as notícias de deslizes morais entre eles.

    O período mais tenebroso dos Papas, 904-963, ficou conhecido na história como “PORNO-CRACIA” ou “DOMÍNIO DAS MERETRIZES”. O Papa João XI era filho legítimo da Marózia, amante do Papa Sérgio III. ano 941.

    João XII, ano 955, violava as virgens e viúvas, conviveu com a amante de seu pai, fez do palácio papal um bordel e foi morto num ato de adultério pelo marido da mulher violada.

    O Papa João XXIII, ano 1410 (não confundir com o João XXIII mais recente) talvez foi o pior deles: Mulheres casadas foram vítimas de seus galanteios: mais de 200 freiras e donzelas foram violadas pôr esse papa; comprou a posição que ocupava e não acreditava na eternidade…

    O Papa Pio II, ano 1.458, além de sedutor de mulheres era corrupto; ensinava jovens praticarem atos obscenos e o Papa Inocêncio VIII. ano 1.484 teve 16 filhos com senhoras casadas.

    O Papa Alexandre VI. ano l .492 fez tudo o que não se deve fazer: Foi amante de sua própria filha Lucrécia Borgia, nasceu uma criança e o Papa tornou-se pai e avô ao mesmo tempo! Sob Alexandre VI todos os clérigos tinham concubinas. Quem for hoje visitar o Vaticano poderá dar uma olhada nos aposentos desse papa… Uma raridade!

    Em 1513 ocupava o trono papal Leio X; foi durante seu “reinado” que Lutero começou a Reforma. Esse papa reunia cardeais e reis, praticando passatempos voluptuosos, servidos pôr enorme criadagem.

    O bispo de Orieans, referindo-se aos papas João XII, Leão VIII e Bonifácio VII chamou-os de “Monstros cheirando imundícies e ante-Cristos no templo de Deus”.

    O Papa Marcelo II, ano 1555, dizia: “Não sei como um papa poderá escapar da condenação eterna e do Inferno “. (Vila del Marcelo, pág. 132).

    O genial poeta italiano Francesco Petrarca, humanista e um dos iniciadores da Renascença, ano 1304, descreveu o Vaticano como “Babilônia infernal que imposta o mundo inteiro… Cárcere indecente onde nada é sagrado. Habitação de gente de peitos de feno, ânimo de pedra e vísceras de fogo”. (Epístola de Petrarca, n.o XII).

    Dante, na “Divina Comédia” supôs uma voz do Céu lamentando a situação da Igreja dizendo: “Oh, nave Minha, que carga ruim tu levas!”.

    Santo Ulrico disse que “o Papa Gregório ordenou que esvaziassem um Aquário num convento; encontraram 6 mil esqueletos de recém nascidos!” Diante desse horror esse Papa aboliu o Celibato mas seus sucessores restabeleceram-no. (Conversações de Mesa. Nr. DCCLXII de Luther).

    Pio IX fez uma Bula ordenando que “todas as mulheres violadas pêlos padres apresentassem acusação, os casos foram tantos só em Sevilia, Hespanha, que abandonaram os processos” (CHINIQUI, pág. 44).

    Presentemente surgem notícias que o “Vaticano reembolsa despesas com pílulas anticoncepcionais de seus funcionários”. (Est. S. Paulo 23-3-82).

    Esses registros são parte de um montante. Os que optam pelo celibato devem cumprir ou casarem porque o adultério e a prostituição separam o homem de Deus, nesta vida e na eternidade mesmo tratando-se de um religioso graduado…

    A Igreja Católica começou a ser contida em suas mazelas pela expansão de outras Igrejas Cristãs, pela difusão da Bíblia e pelo grau de Civilização e Cultura que o mundo alcançou.

    Hoje, tardiamente, com suas vestes manchadas e com muito receio, começaram a falar em bíblias… temendo a óvulo dos católicos sinceros.

    • Se houve verdadeiramente isso tudo que vc descreveu ai, cada um prestará conta de si mesmo à Deus,Inclusive vc. E eu não preciso ir muito la no passado pra fazer uma obsevação a isso tudo que vc escreveu não. Existem mesmo muitos pedófilos dirigindo grandes e pequenas igrejas. Na última igreja que eu frequentei (protestante), o pastor foi preso acusado de molestar muitas adolescentes e mulheres casadas de sua congração, jovens filhas de obreiros e amigos intimos desse pastor, e quer saber o pior? Ele era CASADO com uma mulher linda, a qual podia ter relações sexuais o dia todo se quisesse, mas não, ele preferiu molestar e destruir a vida de muitas familias de sua congregação após saberem das atrocidades que ele fazia com as jovens…Um nojento!
      Resumindo, o homem peca, o Papa é homem, o pastor é homem, mas Deus é Deus, e a igreja que Ele fundou não pode ser desmerecida por nenhuma de suas criaturas, muito menos a que Ele mais amou…
      Deixa Deus tomar conta disso.Ele disse que a vingança pertençe a Ele.
      Não blasfeme contra a igreja do Senhor, contra Maria, contra João…contra ninguém…Tira primeiro a trave do teu olho!

      • Rita agradeço sua participação e suas palavras, você está corretíssima em não aprovar a conduta desse “líder”, que realmente deve ter feito mal a muitas vidas. Inclusive a sua! Que pelo seu relato diz que freqüentava. Quando fazemos parte de uma denominação e temos nela grande satisfação e ouvimos belos sermões, inconscientemente começamos a admirar esses homens pelas suas palavras. E quando acontece algo dessa natureza ficamos arrasados e tristes por ter freqüentado vários dias nesse local. A Bíblia (palavra de Deus) no livro de Jeremias 17:5 nos orienta exatamente isso que infelizmente você presenciou, que não devemos colocar nossa confiança em homens, pois eles como você disse muito bem podem acometer falhas e fazem com que muitas pessoas venham a não acreditar mais em nada e ficar sem “chão”. O que realmente precisamos independente de sua religião é pedir a Deus por intermédio de Jesus, que nos mostre verdadeiramente como agir, e nesse momento de oração ou súplicas não devemos nos dirigir a mais ninguém (Maria, Pedro, João, Antônio, Expedito etc), mas sim diretamente ao Pai. E Ele como pai que é! não deixará nós (seus filhos) desamparados. Pode ser que muitos ao lerem isso posam não concordar com certas coisas (podem dizem abertamente também), mas quando pararmos de suplicar ou elevar nossa oração a QUALQUER OUTRO que não seja nosso Deus. (Pai, Filho e Espírito Santo) ficaremos sempre na dúvida qual o melhor caminho a seguir!

        • Caro Carlos agora eu ti pergunto? Me diga os Padres da Igreja acreditavam na doutrina da Sola Fides pregado por vocês protestantes?”

          Carlos eu como historiador e como católico, ti digo e aceito o que se deva considerar “legítimos aos desenvolvimentos da doutrina cristã”; porém, Carlos quem estuda a patrística e a história primitiva a fundo e os milhares de textos patrísticos chegará a uma simples conclusão: a doutrina da “salvação apenas pela fé” (=Sola Fides)

          Não apenas não era professada antes de Lutero, como também era explicitamente anatematizada e rejeitada.

          Aí Carlos fica a pergunta? Como poderia ser então uma doutrina verdadeira? Significaria isto que a Igreja foi cega durante 15 séculos? Para um protestante, isto pode ser fácil de aceitar; eu, porém, simplesmente não posso crer.
          A maioria dos fundamentalistas sustenta que a Igreja se “paganizou” até a raiz quando o imperador Constantino Magno converteu-se ao Cristianismo e decretou a liberdade de culto através do Edito de Milão.
          Contudo, eu ti asseguro e ti provo Carlos que essa doutrina já fora rejeitada como herética séculos antes de Constantino.

          A seguir, Carlos vou fazer uma recompilação de textos patrísticos dos Padres da Igreja e dos escritores eclesiásticos mais preeminentes, começando a partir dos discípulos diretos dos Apóstolos. A partir deles vou ti mostrar que o consenso dos Padres da Igreja professava que:

          • O homem, embora tenha livre-arbítrio, não pode se salvar sem a graça de Deus. Deus, por sua graça, tem a primeira iniciativa da sua salvação e, exercendo esta liberdade, o homem responde e coopera com a graça (compreendendo-se que a graça é favor gratuito e imerecido de Deus).
          • Deus chama todos os homens à salvação e sobre todos derrama sua graça através de Cristo, pois quer que todos os homens se salvem. Aqueles que se condenam o fazem por sua própria vontade.
          • A graça de Deus move o homem a crer em Cristo e obedecer. Sem a graça, não pode fazer nem uma coisa nem outra, nem sequer pode ter a iniciativa de o fazer.
          • Assim, a salvação é graça; porém, nós devemos cooperar fazendo uso da nossa liberdade ou livre-arbítrio. Por meio da fé o homem é justificado; ao ser justificado, não apenas é declarado justo, mas tornado justo (regenerado).
          • Logo, o homem justificado, movido pela graça, deve viver de acordo com a vontade de Deus, fazendo o bem e cumprindo os mandamentos; porém, é livre para não fazê-lo e cair do estado de graça de Deus.
          • Neste sentido, para salvar-se não basta apenas crer (Sola Fides), mas crer e agir; portanto, as obras e o cumprimento dos mandamentos são necessários para a salvação (mas não como moeda de troca por ela, já que é graça).
          Meu caro Carlos este artigo aqui pretende ser apenas um breve resumo da doutrina católica referente à justificação. Agora se você deseja estudar a fundo a doutrina católica acerca destes pontos, sugiro a leitura dos decretos de Trento e o livro “O Mérito”, do cardeal Charles Journet.

          A DIDAQUÉ
          Considerado um dos mais antigos escritos cristãos não-canônicos, incluído na categoria dos “Padres Apostólicos” e tido por bem anterior a muitos escritos do Novo Testamento. Apenas recentemente alguns estudiosos lhe assinalaram uma possível data de composição não superior ao ano 160 d.C. [...]
          Já neste primitivo testemunho da fé da Igreja, adverte-se que de nada serve ter fé durante toda a vida se, no último momento, não formos perfeitos:
          “Vigiai sobre a vossa vida; não deixai que vossas lâmpadas se apaguem, nem afrouxai vossos cintos. Ao contrário, estai preparados porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. Reuni-vos frequentemente, procurando o que convém a vossas almas; porque de nada vos servirá todo o tempo da vossa fé se não fores perfeitos no último momento” (Didaqué 16,1-2).[1]

          SÃO CLEMENTE DE ROMA

          São Clemente, discípulo dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, é reconhecido como um dos Padres Apostólicos e 4º bispo de Roma (logo após São Pedro, São Lino e São Anacleto). Conserva-se uma carta em que disciplina a comunidade dos coríntios em razão de uma disputa surgida nessa igreja. [...]
          Clemente tem sido frequentemente citado por apologistas protestantes como partidário da doutrina da “Sola Fides”, em razão do seguinte texto:
          “Em conclusão, todos foram glorificados e engrandecidos, não por méritos próprios, nem por suas obras ou justiças que praticaram, mas pela vontade de Deus. Logo, tampouco nós – que fomos chamados em Jesus Cristo por sua vontade – nos justificamos por nossos próprios méritos, nem por nossa sabedoria, inteligência, piedade ou pelas obras que fazemos em santidade de coração, mas pela fé, pela qual o Deus onipotente justificou a todos desde o princípio” (1ª Carta aos Coríntios 32,3-4).[2]

          Porém, Clemente realmente diz o mesmo que estabelece o Concílio de Trento quando declara que: “Nada do que precede a justificação – seja fé, seja obras – merece a graça da justificação, porque se é pela graça, não o é pelas obras. Senão, como diz o Apóstolo, a graça já não é mais graça” (Concílio de Trento, Sessão VI, Decreto sobre a Justificação 8). Trento ensina assim que não há nada anterior à justificação, incluindo as obras (de qualquer espécie) que mereça a justificação.

          No entanto, em outros textos, Clemente fala como os profetas foram declarados justos não somente ao crer, mas também ao obedecer:
          “Unamo-nos, pois, àqueles a quem foi dada a graça da parte de Deus; revistamo-nos da concórdia, mantendo-nos no espírito de humildade e continência, justificados por nossas obras e não por nossas palavras” (1ª Carta aos Coríntios 30,3).[3]

          “Tomemos por exemplo a Henoc, o qual, encontrado justo na obediência, foi trasladado, sem que se encontrasse o rastro de sua morte” (1ª Carta aos Coríntios 9,3).[4]

          “Abraão, que foi chamado ‘amigo de Deus’, foi achado fiel por ter sido obediente às palavras do Deus” (1ª Carta aos Coríntios 9,1).[5]

          Clemente é um excelente expositor da doutrina católica da justificação. O homem se justifica pela fé, porém se salva sob a condição de que guarde os mandamentos e cumpra de modo efetivo a vontade de Deus (as obras não são apenas produto da fé, mas condição para se salvar):
          “De nossa parte, lutemos para nos encontrar no número dos que O esperam, a fim de sermos também partícipes dos dons prometidos. Mas como conseguir isto, caríssimos? Conseguiremos desde que a nossa mente esteja fielmente afiançada em Deus; desde que busquemos aquilo que é agradável e aceito por Ele; desde que, finalmente, cumpramos efetivamente aquilo que condiz com seus desígnios irreprováveis e sigamos o caminho da verdade, atirando para longe de nós toda injustiça e maldade, avareza, contendas, malícia e fraude, fofocas e calúnias, ódio a Deus, soberba e jactância, vanglória e inospitalidade. Porque os que praticam tais coisas são odiosos a Deus; e não somente os que as praticam, como ainda os que as aprovam e consentem. Diz, com efeito, a Escritura: ‘Ao pecador, porém, disse Deus: Com que fim explicas os meus mandamentos e pronuncias por tua boca a minha aliança? Detestaste tu a disciplina e lançaste para trás as minhas palavras'” (1ª Carta aos Coríntios 35,4-8).[6]

          Clemente também adverte sobre o perigo de se perder a salvação; por isso avisa que, para se salvar, devemos perseverar até o fim, vivendo uma conduta digna de Deus e obedecendo aos mandamentos:
          “Vigiai, caríssimos, para que os vossos benefícios, que são muitos, não se convertam para nós motivo de condenação, caso não haja plena concórdia, vivendo conduta digna d’Ele, o que é bom e agradável em sua presença. Diz-se, com efeito, em alguma parte da Escritura: ‘O Espírito do Senhor é lâmpada que ilumina os esconderijos do ventre’. Consideremos quão próximo de nós Ele está e como d’Ele não se oculta nem um só de nossos pensamentos ou o propósito que concebemos. Justo é, portanto, que não desertemos do posto que Ele, por sua vontade, nos atribuiu” (1ª Carta aos Coríntios 21,1-4).[7]

          Observe-se que, no texto acima, Clemente reconhece que alguém pode cair do estado de graça e se condenar, diferentemente da doutrina protestante “Uma vez salvo, sempre salvo”.
          “Agora, pois, como seja certo que tudo é por Ele visto e ouvido, temamos e abandonemos os execráveis desejos de más obras, a fim de sermos protegidos por sua misericórdia nos juízos vindouros. Porque ‘para onde algum de nós poderá fugir de sua poderosa mão?’ Que mundo acolherá os desertores de Deus?” (1ª Carta aos Coríntios 28,1-2).[8]
          “Porque Deus vive e vivem o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo; e [vivas] também são a fé e a esperança dos eleitos no sentido de que aqueles que praticam na humildade, com modéstia perseverante e sem hesitação, os preceitos e mandamentos de Deus, somente esses serão escolhidos e contados no número dos que se salvam mediante Jesus Cristo” (1ª Carta aos Coríntios 58,2).[9]

          Também oferece uma exposição clara da doutrina católica do mérito:
          “Portanto, é bom que estejamos prontos e preparados para as boas obras, já que é d’Ele que tudo deriva. Assim Ele nos previne: ‘Eis o Senhor! Tua recompensa está diante d’Ele, para que dê a cada um segundo o seu trabalho’. Contudo, o que nos pede? Que creiamos n’Ele com todo o nosso coração, para que não sejamos preguiçosos nem indolentes para com nenhuma boa obra” (1ª Carta aos Coríntios 34,2-4).[10]
          Entretanto, como se isto já não fosse pouco, reconhece que por meio da caridade é possível obter o perdão dos pecados:
          “Somos felizes, caríssimos, se tivermos cumprido os mandamentos de Deus na concórdia da caridade, a fim de que, pela caridade, sejam perdoados os nossos pecados” (1ª Carta aos Coríntios 50,5).[11]

          SÃO POLICARPO DE ESMIRNA
          Bispo de Esmirna, instituído pelo Apóstolo São João, de quem foi discípulo. Nasceu por volta do ano 75 e foi martirizado. É considerado também um dos Padres Apostólicos. Conserva-se uma carta dirigida à igreja de Filipos [...], na qual, igualmente, estabelece como condição para se salvar não apenas a fé mas ainda o cabal cumprimento da vontade de Deus e a obediência aos mandamentos:
          “Por isso, cingi vossos rins e servi a Deus no temor e na verdade, abandonando as palavras vãs e o erro das multidões, crendo n’Aquele que ressuscitou nosso Senhor Jesus Cristo dentre os mortos e lhe deu glória e assento à sua direita. A Ele foram submetidas todas as coisas, as do céu e as da terra. A Ele rendei adoração com todo alento. Ele há de vir como juiz dos vivos e dos mortos e Deus pedirá contas daqueles que não querem obedecê-lo. Pois bem: Ele que O ressuscitou dentre os mortos também nos ressuscitará, desde que cumpramos sua vontade, caminhemos em seus mandamentos e amemos o que Ele amou, distantes de toda iniquidade, defraudação, apego ao dinheiro, maledicência, falso testemunho; não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria, nem golpe por golpe, nem maldição por maldição. Prestemos atenção ao que disse o Senhor para o nosso aprendizado: ‘Não julgueis para que não sejais julgados; perdoai e vos será perdoado; compadecei para que sejais compadecidos. Com a medida que medirdes, sereis também vós medidos’. E: ‘Bem-aventurados os pobres e os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus'” (Carta aos Filipenses 2)[12]

          O PASTOR DE HERMAS

          Uma obra muito apreciada pela Igreja primitiva, ao ponto de alguns Padres chegarem a considerá-la canônica. Foi composta por Hermas, irmão do Papa Pio I, em Roma, entre os anos 141 e 155. [...]
          Hermas diz que teve uma visão onde via uma torre sendo construída sobre as águas e para onde se levavam pedras para edificá-la. Chama a atenção o fato de que nem todas as pedras são usadas: algumas eram lançadas para longe da torre; outras estavam rachadas; outras, eram deixadas próximas da torre (mas não eram usadas por estarem com defeito); outras, por suas formas não se ajustarem à construção, eram descartadas. Posteriormente, a Mulher explica que a Torre é a Igreja e que nós somos as pedras:
          “- As [pedras] que entravam na construção sem necessidade de lavrá-las são [aqueles] que o Senhor aprovou, porque caminharam na retidão do Senhor e cumpriram seus mandamentos” (3ª Visão 5,3).[13]
          “- E as que eram rejeitadas e lançadas fora? Quem são?- Estas são [aqueles] que pecaram, mas estão dispostos a fazer penitência. Em razão disto, não foram lançadas para muito longe da torre, pois quando fizerem penitência serão úteis para a construção” (3ª Visão 5,4).[14]

          “- Quereis conhecer as pedras que foram despedaçadas e lançadas para bem longe da torre? Estas são os filhos da iniquidade; tornam-se crentes hipocritamente e nenhuma maldade se afastou deles. Portanto, não têm salvação, pois por suas maldades não são úteis para a construção” (3ª Visão 6,1).[15]
          “- A respeito das outras pedras, que viste em grande quantidade no solo e não eram usadas na construção, as pedras defeituosas, representam aqueles que conheceram a verdade, mas não perseveraram nela nem aderiram aos santos. Por isso, são inúteis.
          – E as pedras rachadas? Quem representam?- Estas [representam] aqueles que guardam ressentimentos em seus corações, uns para com os outros, e não mantêm a paz mútua… As pedras mutiladas representam aqueles que creram e mantêm a maior parte de seus atos conforme a justiça, porém possuem ainda algumas porções de iniquidade. Por isso estão mutiladas e não inteiras” (3ª Visão 6,2-4).[16]

          “- Quanto às outras pedras, que viste atiradas longe [da torre], caindo no caminho e rolando para lugares intransitáveis, estas representam os que creram, mas que logo depois, arrastados por suas dúvidas, abandonaram o Seu caminho, que é o verdadeiro. Imaginando-se, pois, que são capazes de encontrar um caminho melhor, se extraviaram e, miseravelmente, passaram a transitar por caminhos intransitáveis” (3ª Visão 7,1).[17]

          Aponta, assim, que não basta crer, mas também perseverar e cumprir os mandamentos, do contrário virá a representar uma dessas pedras defeituosas atiradas para longe da torre.

          Mais adiante, quando o autor de “O Pastor” pergunta à Mulher se ele mesmo iria se salvar, esta lhe responde afirmativamente, mas desde que guarde os mandamentos e persevere neles.
          “- Ele disse: ‘Estou encarregado da penitência e a todos os que se arrependem eu lhes concedo inteligência’. E disse-me: ‘Ou não te parece que o arrependimento é uma espécie de inteligência?’. Prosseguiu: ‘Sim, o arrependimento é uma grande inteligência, porque o pecador que faz penitência cai em conta que praticou o mal diante do Senhor e sobe ao seu coração o remorso pela obra que realizou, arrependendo-se e não mais voltando a fazer o mal, entregando-se, ao contrário, à prática do bem de múltiplas maneiras, e humilha e atormenta sua alma por ter pecado. Vês, assim, como a penitência é uma espécie de grande inteligência’.
          – Disse-lhe: ‘Pois é justamente por isso que quero lhe perguntar tudo detalhadamente; primeiro, porque sou pecador e quero saber quais obras devo praticar para viver, pois meus pecados são muitos em quantidade e de muitas variadas formas’.
          – Respondeu-me: ‘Viverás se guardares os meus mandamentos e caminhares neles. E quem quer que observe estes mandamentos, viverá para Deus'” (4ª Mandamento 2,2-4).[18]

          SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA
          Bispo de Antioquia, martirizado em Roma (devorado por leões) nos tempos do imperador Trajano (98-117). Dele são conservadas 7 cartas que escreveu a caminho do martírio, por volta do ano 107. [...]
          Para Santo Inácio, não basta proclamar a fé, mas perseverar nela até o fim. Por isso, a fé e a caridade devem estar em unidade. O prêmio do atleta de Deus é a vida eterna, onde receberá a recompensa por suas boas obras. Também estabelece que a salvação está à disposição do homem que, por seu livre-arbítrio, elege a vida ou a morte; porém, se não estiver disposto, inclusive, a morrer por Cristo, não terá a vida eterna:
          “Nada de tudo isso seja ocultado de vós, por terdes em grau pleno para com Jesus Cristo aquela fé e caridade que são princípio e fim da vida. O princípio, quero dizer, a fé; o fim, a caridade. As duas, trabalhadas em unidade, são de Deus e tudo o mais que liga à perfeição e santidade deriva delas. Ninguém que proclama a fé peca; e ninguém que possui a caridade odeia. A árvore se manifesta por seus frutos. Da mesma forma, os que professam ser de Cristo, por suas obras se conhecerão, pois agora não é hora de proclamar a fé, mas de se manter em sua força até o fim” (Carta aos Efésios 14,1-2).[19]

          “Sede sóbrio, como um atleta de Deus. O prêmio é a incorrupção e a vida eterna, da qual também tu estás convencido. Em tudo e por tudo, sou um resgate para ti, eu e minhas correntes, que tu amaste” (Carta a Policarpo 2,3).[20]

          “Atendei ao bispo a fim de que Deus vos atenda. Eu me ofereço como resgate por aqueles que se sujeitam ao bispo, aos anciãos e aos diáconos. E oxalá que com eles me fosse concedido ter parte em Deus. Trabalhai juntos, uns com os outros; lutai unidos como administradores de Deus, como seus assistentes e servidores. Tratai de ser gratos ao Capitão sob cujas bandeiras militais e de quem haverás de receber o soldo. Que nenhum de vós seja declarado desertor. Vosso batismo deve permanecer como vossa armadura, a fé como um elmo, a caridade como uma lança, a paciência como um arsenal de todas as armas. Vosso tesouro será vossas boas obras, das quais recebereis magníficas somas” (Carta a Policarpo 6,1-2).[21]

          “Pois bem: as coisas estão atingindo o seu fim e nos são propostas juntamente estas duas coisas: a morte e a vida; e cada um irá para o seu lugar específico. É como se se tratasse de duas moedas: uma de Deus e outra do mundo; e cada uma traz inscrita o seu próprio cunho: os incrédulos, o deste mundo; mas os fiéis, pela caridade, o cunho de Deus Pai inscrito por Jesus Cristo. Se não estamos dispostos a morrer por Ele, para imitar sua Paixão, não teremos sua vida em nós” (Carta aos Magnésios 5,1-2).[22]

          SÃO JUSTINO MÁRTIR
          Mártir da fé cristã por volta do ano 165 (por decapitação). É considerado o maior apologista do século II.
          São Justino faz referência à salvação do homem não apenas com base na fé, mas pelo seu caminhar na virtude e no mérito de suas ações:
          “Nós somos os vossos melhores auxiliares e aliados para a manutenção da paz, pois professamos doutrinas como a de que não é possível que se oculte de Deus um malfeitor, um ávaro, um conspirador, como tampouco um homem virtuoso, e que cada um caminha, segundo o mérito de suas ações, para o castigo ou para a salvação eterna. Porque se todos os homens conhecessem isto, ninguém escolheria a maldade por um só momento, sabendo que caminhava para a sua condenação eterna no fogo, mas por todos os meios se conteria e se adornaria na virtude, a fim de alcançar os bens de Deus e ver-se livre dos castigos” (1ª Apologia 12,1-2).[23]

          “Pois bem: foi ensinado a nós que somente alcançarão a imortalidade aqueles que vivem em santa e virtuosa proximidade de Deus. Da mesma forma, cremos que serão castigados com o fogo eterno aqueles que vivem injustamente e não se converterem” (1ª Apologia 21,6).[24]

          “Mas aqueles em que se vê que não vivem como Ele ensinou, sejam declarados como não-cristãos, por mais que repitam com a língua os ensinamentos de Cristo, pois Ele disse que devem se salvar não aqueles que apenas falam, mas também que praticam as [boas] obras. E efetivamente assim disse: ‘Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus'” (1ª Apologia 16,8).[25]

          Possui também uma clara perspectiva do livre-arbítrio e com quase 1400 anos de antecedência, rejeita a posição calvinista de que o homem é um fantoche virtual que não pode resistir à graça (de onde se conclui que a condenação de alguém ocorre porque Deus nunca derramou a graça sobre ele, tendo sido abandonado à sua maldade):
          “Do que dissemos anteriormente, ninguém deve concluir que a consequência do que afirmamos que se sucede ocorre por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos ser de antemão conhecidos os acontecimentos. Para isso, vamos esclarecer também esta dificuldade. Nós aprendemos com os profetas e afirmamos que isto é a verdade: que os castigos e tormentos, igualmente as boas recompensas, dão-se a cada um conforme as suas obras, pois se não fosse assim e se ocorresse pelo destino, não existiria em absoluto o livre-arbítrio. Com efeito, se está determinado que este seja bom e aquele mau, nem aquele merece louvor, nem este vitupério. E se o gênero humano não tem poder para fugir por livre determinação daquilo que é vergonhoso e optar pelo belo, é irresponsável por qualquer ação que faça. Porém, que o homem é virtuoso e peca por livre escolha, o demonstramos pelo seguinte argumento: vemos que o próprio sujeito passa de um extremo a outro. Pois bem: se fosse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de fazer coisas contrárias nem mudaria [seu comportamento] com tanta frequência. Na verdade, não se poderia dizer que alguns são bons e outros maus a partir do momento em que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que faz coisas contrárias a si mesmo; ou deve se ter por verdade aquilo que já anteriormente insinuamos, a saber: que virtude e maldade são meras palavras e que apenas por opinião [pessoal] se classifica algo como bom ou mau – o que, como demonstra a verdadeira razão, é o cúmulo da impiedade e da iniquidade. O que afirmamos ser destino ineludível é que a quem escolher o bem, espera-lhes digna recompensa; e a quem escolher o contrário, espera-lhes igualmente digno castigo. Porque Deus não fez o homem da mesma forma que as outras criaturas, por exemplo, árvores e quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação, pois nesse caso não seria digno de recompensa ou louvor, nem mesmo por ter escolhido o bem, mas já teria nascido bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não agiu livremente, mas por não poder ter sido outra coisa do que foi” (1ª Apologia 43,1-8).[26]

          SÃO TEÓFILO DE ANTIOQUIA
          Sexto bispo de Antioquia, segundo Eusébio de Cesaréia e São Jerônimo. Conservaram-se apenas 3 livros escritos aproximadamente pelo ano de 180 d.A. (A Autólico). Em seu primeiro livro, fala de como seremos julgados em conformidade com as nossas obras e de como os que perseveram nas boas obras obtêm a vida eterna:
          “E se queres, lê também com interesse as Escrituras dos profetas e elas te guiarão com mais clareza para escapar dos castigos eternos e alcançar os bens eternos de Deus. Porque Ele, que nos deu a boca para falar, nos formou o ouvido para ouvir e nos deu os olhos para ver, examinará tudo e julgará conforme a justiça, dando a cada um conforme os seus méritos. Aos que, conforme a paciência, buscam a incorrupção pelas boas obras, lhes dará a graça da vida eterna, de alegria, paz, descanso e multidão de bens…” (1º Livro a Autólico 14).[27]

          SANTO IRENEU DE LIÃO
          Santo Ireneu, bispo e mártir. Foi discípulo de São Policarpo que, por sua vez, foi discípulo do Apóstolo São João. Célebre por seu tratado “Contra as Heresias”, onde combate as heresias de seu tempo, em especial as dos gnósticos. Nasceu por volta do ano 130 d.C. e morreu no ano 202 d.C.
          Para Ireneu, a graça também é resistível porque Deus fez o homem livre e como Deus derrama sua graça sobre todos os homens, quem se condena o faz por própria escolha; igualmente, o que se salva é porque persevera nas boas obras:
          “Esta frase: ‘Quantas vezes quis acolher os teus filhos, porém tu não quiseste!’ (Mateus 23,37), bem descobriu a antiga lei da liberdade humana, pois Deus fez o homem livre, o qual, assim como desde o princípio teve alma, também gozou de liberdade, a fim de que livremente pudesse acolher a Palavra de Deus, sem que Este o forçasse. Deus, com efeito, jamais se impõe à força, pois n’Ele sempre está presente o bom conselho. Por isso, concede o bom conselho a todos. Tanto aos seres humanos como aos anjos outorgou o poder de escolher – pois também os anjos usam sua razão -, a fim de que àqueles que lhe obedecem possam conservar para sempre este bem como um dom de Deus que eles guardam. Ao contrário, não se encontrará este bem naqueles que O desobedecem e por isso receberão o justo castigo, porque Deus certamente lhes ofereceu benignamente este bem, mas eles não se preocuparam em conservá-lo, nem o acharam valioso, mas desprezaram a bondade suprema. Assim, portanto, ao abandonar este bem e até certo ponto rejeitá-lo, como razão serão réus do justo juízo de Deus, do qual o Apóstolo Paulo dá testemunho em sua Carta aos Romanos: ‘Por acaso desprezas as riquezas de sua bondade, paciência e generosidade, ignorando que a bondade de Deus te impulsiona a arrepender-te? Pela dureza e impenitência do teu coração, tu mesmo acumulas a ira para o Dia da Cólera, quando se revelará o justo juízo de Deus’ (Romanos 2,4-5). Ao contrário, diz: ‘Glória e honra para quem opera o bem’ (Romanos 2,10). Deus, portanto, nos deu o bem, do qual dá testemunho o Apóstolo na mencionada Carta, e aqueles que agem segundo este dom receberão honra e glória, porque fizeram o bem quando estava em seu arbítrio o não fazê-lo; ao contrário, aqueles que não agirem bem serão réus do justo juízo de Deus, porque não agiram bem estando em seu poder fazê-lo. Com efeito, se alguns seres humanos fossem maus por natureza e outros bons por natureza, nem estes seriam dignos de louvor por serem bons, nem aqueles condenáveis, porque assim teriam sido criados. Porém, como todos são da mesma natureza, capazes de conservar e fazer o bem, e também capazes de perdê-lo e não fazê-lo, com justiça os seres sensatos – quanto mais Deus! – louvam os segundos e dão testemunho de que decidiram de maneira justa e perseveraram no bem; ao contrário, reprovam os primeiros e os condenam retamente por terem rejeitado o bem e a justiça. Por esse motivo, os profetas exortavam a todos a agir com justiça e a fazer o bem, como muitas vezes explicamos, porque este modo de nos comportar está em nossas mãos; porém, tendo tantas vezes caído no esquecimento por nossa grande negligência, nos fazia falta um bom conselho. Por isso o bom Deus nos aconselhava o bem por meio dos profetas” (Contra as Heresias 4,37,1-2).[28]
          Enfatiza ainda que a salvação se obtém mediante muito esforço e “lutando”:
          “Por isso o Senhor diz que o reino dos céus é dos violentos: ‘Os violentos o arrebatam’, isto é, aqueles que se esforçam, lutam e estão continuamente em alerta: estes o arrebatam. Por isso o Apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios: ‘Não sabeis que no estádio são muitos os que correm, porém apenas um recebe o prêmio? Correi de modo que o alcanceis. Todo aquele que compete se priva de tudo e isso para receber uma coroa corruptível; nós, ao contrário, por uma incorruptível. Eu corro desta maneira e não por acaso; eu não luto como quem desfere [socos] no ar, mas mortifico o meu corpo e o submeto ao serviço, para que não ocorra que, pregando aos outros, eu mesmo me condene’. Sendo um bom atleta, nos exorta a competir pela coroa da incorrupção e a que valorizemos essa coroa que adquirimos pela luta, sem que a percamos. Quanto mais lutamos por algo, mais nos parece valioso; e quanto mais valioso, mais o amamos. Pois não amamos da mesma maneira o que nos chega de modo automático, diferentemente daquilo que construímos com grande esforço. E como o mais valioso que pode nos suceder é amar a Deus, por isso o Senhor ensinou e o Apóstolo transmitiu que devemos obtê-lo lutando por isso. De outra forma, nosso bem seria irracional, pois não o teríamos ganho com exercício. A visão não seria para nós um bem tão desejável se conhecêssemos o mal da cegueira; a saúde nos é mais valiosa quando experimentamos a doença; assim também a luz, comparando-a com as trevas e a vida com a morte. De igual modo, o Reino dos Céus é mais valioso para aqueles que conhecem [o reino] da terra; e quanto mais valioso, tanto mais o amamos; e quanto mais o amamos, tanto mais glória teremos diante de Deus” (Contra as Heresias 4,37,7).[29]

          Ireneu é outro Padre que rejeita o que se conheceria mais de um milênio depois como a doutrina de “uma vez salvo, sempre salvo”:
          “Por isso, dizia aquele presbítero: não devemos nos sentir orgulhosos nem reprovar os antigos; ao contrário, devemos temer; não ocorra que, depois de conhecermos a Cristo, façamos aquilo que não agrada a Deus e, consequentemente, já não nos sejam perdoados os nossos pecados, nos excluindo de seu Reino. Paulo disse a este propósito: ‘Se não perdoou os ramos naturais, tampouco te perdoará, pois sois oliveira silvestre enxertada nos ramos da oliveira [boa] e recebes [vida] da sua seiva'” (Contra as Heresias 4,27,2).[30]

          CLEMENTE DE ALEXANDRIA
          Nasceu em torno do ano 150, provavelmente em Atenas, de pais pagãos. Após tornar-se cristão, viajou pelo sul da Itália e pela Síria e Palestina em busca de mestres cristãos, até que chegou em Alexandria. Os ensinamentos de Panteno (chefe da escola catequética de Alexandria, no Egito) fizeram com que se estabelecesse ali até o ano 202, quando a perseguição de Sétimo Severo o obrigou a deixar o Egito e se refugiar na Capadócia, onde faleceu pouco antes do ano 215.
          Seu conhecimento dos escritos pagãos e da literatura cristã é notável. Segundo Quasten, encontram-se em suas obras cerca de 360 citações dos clássicos, 1500 do Antigo Testamento e 2000 do Novo; portanto, é considerado cronologicamente como o primeiro sábio cristão conhecedor não apenas da Sagrada Escritura como ainda das obras cristãs anteriores a ele e, inclusive, de obras de literatura pagã. Clemente considerava o Cristianismo como a realização mais bela e o coroamento de todos os elementos de verdade dispersos na filosofia.
          Sua rejeição à doutrina da “Sola Fides” é tão clara que torna desnecessário comentar qualquer coisa:
          “Disse o Senhor: ‘Há ainda outras ovelhas que não são deste redil’ – são consideradas dignas de outro redil e morada, em proporção à sua fé. ‘Porém, as minhas ovelhas ouvem a minha voz’ – compreendendo intuitivamente os mandamentos. E estes devem ser levados em magnâmica e digna aceitação assim como também a recompensa fruto do trabalho. Portanto, quando ouvimos: ‘Tua fé te salvou’, não pensamos absolutamente que Ele disse que os que creram serão salvos, a não ser que também trabalhem para isso. Contudo, foi apenas para os judeus que ele dirigiu estas palavras, para aqueles que guardavam a lei e viviam de maneira blasfema, para aqueles que queriam apenas ter fé no Senhor. Logo, ninguém pode ser crente e ao mesmo tempo licencioso; ao contrário, ainda que renuncie a carne, o crente deve vencer as paixões, para assim ser capaz de alcançar sua própria morada. Agora sabemos que é mais do que crer: ao ser imediatamente coroado com a mais alta honra, ser salvo é algo maior que o salvado. Consequentemente, o crente, mediante uma grande disciplina, afastando-se das paixões, passa à morada melhor que a anterior, sabendo que o maior tormento é levar com ele o arrependimento pelos pecados cometidos após o batismo” (Stromata 6,14).[31]

          SANTO HIPÓLITO DE ROMA
          O lugar e a data do seu nascimento são desconhecidos, embora saiba-se que foi discípulo de Santo Ireneu de Lião. Seu grande conhecimento da filosofia e dos mistérios gregos, e sua própria psicologia, indicam que procedia do Oriente. Até o ano 212 era presbítero em Roma, onde Orígenes – durante sua viagem à capital do Império – o ouviu pronunciar um sermão.

          Por ocasião do problema da readmissão na Igreja dos que haviam apostatado durante alguma perseguição, estourou um grave conflito que o colocou em oposição ao Papa Calisto, já que Hipólito mostrava-se rigorista neste assunto, ainda que não negasse que a Igreja tinha o poder de perdoar os pecados. Tão forte foi a oposição, que acabou por se separar da Igreja e, eleito bispo de Roma por um reduzido círculo de amigos, tornou-se o primeiro antipapa da História. O cisma se prolongou até a morte de Calisto, durante o pontificado de seus sucessores Urbano e Ponciano. Encerrou-se no ano 235, pela perseguição de Maximino, quando Hipólito e o papa legítimo (Ponciano) foram desterrados para as minas da Sardenha, onde se reconciliaram. Ali os dois renunciaram ao pontificado, para facilitar a pacificação da comunidade romana que, deste modo, pôde eleger um novo Papa e dar por encerrado o cisma. Tanto Ponciano quanto Hipólito morreram [ali] no ano 235.
          Santo Hipólito, da mesma maneira que os demais Padres, reconhece que o homem, por meio da fé, se prepara para a vida eterna através das suas boas obras, pelas quais alcançará o reino dos céus:
          “Da mesma forma, os gentios, pela fé em Cristo, preparam para eles a vida eterna através das boas obras” (Comentário sobre os Provérbios).[32]

          “Ele, ao administrar o justo juízo do Pai a todos, dará a cada um o que é justo conforme as suas obras [...] A justificação será vista ao dar a cada um o que é justo: aqueles que fizeram o bem, terão um justo gozo eterno; e os amantes da iniquidade obterão um castigo eterno [...] Porém, os justos recordarão apenas as boas obras pelas quais alcançaram o reino dos céus, no qual não existe miragem, nem dor, nem corrupção” (Contra Platão, sobre o Universo).[33]

          ORÍGENES DE ALEXANDRIA
          Orígenes foi escritor eclesiástico, teólogo e comentarista bíblico. Viveu em Alexandria até o ano 231, passando os últimos 20 anos de sua vida em Cesaréia Marítima (Palestina) e viajando pelo Império Romano. Foi o maior mestre de doutrina cristã de seu tempo e exerceu extraordinária influência como intérprete da Bíblia.

          Orígenes é cuidadoso ao alertar que os cristãos devem ser instruídos para compreender que não basta apenas crer, mas também praticar [boas] obras:
          “Consideremos agora o justo juízo de Deus, quanto ao que se recompensa a cada um segundo as suas obras. Em primeiro lugar devemos rejeitar os hereges que dizem que as almas são boas ou más por natureza e saber, ao invés, que Deus recompensará cada um segundo as suas obras e não segundo sua natureza. Em segundo lugar, os crentes serão instruídos a não pensar que é suficiente apenas crer; eles devem perceber que o justo juízo de Deus recompensará a cada um segundo as suas obras” (Comentário sobre Romanos 2,5).[34]

          “Que ninguém pense que alguém possui fé suficiente para estar justificado e ter glória diante de Deus e, ao mesmo tempo, possuir maldade dentro de si. Porque a fé não pode coexistir com a incredulidade, nem a justiça com a maldade, assim como a luz e as trevas não podem viver juntas” (Comentário sobre Romanos 4,2).[35]

          Também reconhece que os crentes justificados podem cair do estado de graça quando, por sua própria vontade, cometem pecados graves e não cumprem os mandamentos (se o homem pode fazer ou deixar de fazer algo que, após justificado, o faça perder a salvação, então novamente a fé apenas não é suficiente para a salvação):
          “Inclusive na Igreja, se alguém é ‘circunciso’ pela graça do batismo e logo depois se converte em transgressor da lei de Cristo, a circuncisão do batismo é para ele como incircuncisão, porque ‘a fé sem obras é morta'” (Comentário sobre Romanos 2,25).[36]

          “O Salvador, também dizendo: ‘Eu vos digo: não resistam ao mal'; e: ‘O que se levanta contra seu irmão será culpável de juízo'; e: ‘Quem olha uma mulher para desejá-la já cometeu adultério com ela em seu coração'; e assim como em outros mandamentos, não transmite outra realidade senão que é faculdade nossa observar o que nos foi mandado. Portanto, somos com razão responsáveis pela condenação se transgredimos os mandamentos que somos capazes de cumprir. E, assim, também Ele mesmo declara: ‘Quem ouve as minhas palavras e as pratica é como um homem sábio que edificou sua casa sobre uma rocha’. E ainda declara: ‘Quem ouve estas coisas e não as pratica é como um homem néscio que edificou sua casa sobre a areia’. Inclusive as palavras que dirigiu àqueles que estão à sua direita: ‘Vinde a mim, benditos de meu Pai, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber’, mostram claramente que dependia deles mesmos serem merecedores de louvor, por fazerem o que foi ordenado, e recebendo o que foi prometido; ou merecedores de censura quem ouviu ou recebeu o contrário, sendo-lhes dito: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno’. Observemos também o que o Apóstolo Paulo nos ensinou sobre termos o poder sobre a nossa própria vontade, possuidores de quaisquer das causas de nossa salvação ou ruína: ‘Desprezas as riquezas da Sua bondade, paciência e generosidade, ignorando que a Sua bondade te guia ao arrependimento? Porém, por tua dureza e por teu coração não arrependido, cumulas ira para ti mesmo no Dia da Ira e da revelação do justo juízo de Deus, o qual pagará a cada um segundo as suas obras: vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; porém, ira e cólera aos que são contenciosos e não obedecem a verdade, mas obedecem a injustiça. Tribulação e angústia sobre todo ser humano que pratica o mal: sobre o judeu em primeiro lugar e também sobre o grego; ao contrário, glória, honra e paz a todo aquele que pratica o bem: ao judeu em primeiro lugar e também ao grego’. Encontrará ainda inumeráveis passagens da Sagrada Escritura que claramente demonstram que temos livre-arbítrio. Do inverso, seria uma contradição os mandamentos dados a nós, por observarmos aquilo que não nos poderia salvar ou por transgredir aquilo que nos condenaria, se o poder de observá-los não fosse dado a nós” (De Principiis 3,1).[37]

          Em sua obra mais importante, conhecida como “De Principiis” (ou Peri Arcon – Περ? αρχ?ν), escreve:
          “O ensinamento apostólico é que a alma, possuindo substância e vida própria, será, após a sua partida do mundo, recompensada conforme os seus merecimentos, sendo destinada a obter a herança da vida eterna e bem-aventurada se as suas ações a procuraram; ou será entregue ao fogo e penas eternas se a culpa de seus crimes a levaram a isso” (De Principiis, Prefácio,5).[38]

          SÃO CIPRIANO DE CARTAGO
          São Cipriano nasceu em torno do ano 200, provavelmente em Cartago, de família rica e culta. Dedicou-se em sua juventude à retórica. O desgosto que sentia diante da imoralidade dos ambientes pagãos contrastado com a pureza de costumes dos cristãos, o induziu a abraçar o Cristianismo por volta do ano 246. Pouco depois, em 248, foi eleito bispo de Cartago. Ao iniciar a perseguição de Décio, em 250, julgou melhor retirar-se para um lugar à parte, para poder continuar a se ocupar com seu rebanho.

          São Cipriano também estabelece como condição para se salvar o cumprimento dos mandamentos e as boas obras:
          “Profetizar, expulsar demônios e fazer grandes atos na terra são, sem dúvida, coisas sublimes e admiráveis; porém ninguém alcança o reino dos céus ainda que faça todas essas coisas, a não ser que caminhe na observância do direito e da justiça. O Senhor denuncia e diz: ‘Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor: não profetizamos em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?’ E Eu lhes direi: ‘Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, praticantes da maldade”. Existe a necessidade de justiça que alguém bem pode merecer de Deus, o Juiz. Devemos obedecer seus preceitos e advertências, para que nossos méritos possam receber sua recompensa” (Da Unidade da Igreja 16).[39]

          “Cremos, com efeito, que os méritos dos mártires e as obras dos justos são de grande valor para o Juiz. Porém, assim será quando o Dia do Juízo chegar; quando, depois do fim desta vida e mundo, seu povo estiver de pé diante do tribunal de Cristo” (Dos Lapsos, Tratado 3,17).[40]

          Em “Das Boas Obras e Esmolas (De opere et eleemosynis), escreve:
          “O Espírito Santo fala, nas Sagradas Escrituras, e diz: ‘Pela esmola e pela fé se purificam os pecados’. Seguramente, não os pecados que haviam sido previamente contraídos, mas aqueles que são limpos pelo sangue e santificação de Cristo. Ademais, Ele diz novamente: ‘Assim como a lavagem pela água salvífica extingue o fogo do inferno, assim também é subjugado o fogo pela esmola e pelas boas obras’. Porque no batismo se concede a remissão dos pecados de uma vez para sempre: o exercício constante e incessante das boas obras, à semelhança do batismo, outorga novamente a misericórdia de Deus [...] Aqueles que caíram após a graça do batismo podem ser limpos novamente” (Das Boas Obras e Esmolas, Tratado 8,2).[41]

          Aqui São Cipriano explicitamente fala de como, por intermédio das boas obras, se obtém também o perdão dos pecados cometidos após o batismo (um conceito totalmente alheio à doutrina protestante). É notório ainda que cite como Escritura não apenas o livro dos Provérbios (16,6), como também o livro do Eclesiástico (3,30) – e no capítulo 5 cita Tobias, ou seja, dois livros que os protestantes retiraram de suas Bíblias acusando-os de “apócrifos” (como se vê, não eram apócrifos para São Cipriano).

          Sobre esse mesmo texto, comenta Quasten:
          “Cipriano ensina aqui a eficácia das boas obras para a salvação. Visto que ninguém está isento ‘de alguma ferida de consciência’, todo mundo é obrigado a praticar a caridade. Não pode haver desculpa para ninguém. Os que temem que suas riquezas diminuam pelo exercício da generosidade e se vêem expostos, no futuro, à pobreza e à necessidade, deveriam saber que Deus cuida daqueles que socorrem os demais. ‘Que ninguém, caríssimos irmãos, impeça ou desmotive os cristãos do exercício das retas e boas obras, sob a consideração de que alguém pode excusar-se delas em benefício de seus filhos, visto que nos desembolsos espirituais devemos pensar apenas em Cristo, que declarou que é Ele quem as recebe, preferindo não aos nossos semelhantes, mas ao Senhor, e não aos nossos filhos’. ‘Se realmente queres bem aos teus filhos, se queres demonstrar-lhes plenamente a suavidade do teu amor paternal, deverias ser cada vez mais caridoso, a fim de que por tuas boas obras possas recomendar teus filhos a Deus’. Este tratado de Cipriano foi uma das leituras favoritas da Antiguidade Cristã. As atas do Concílio Geral de Éfeso (431) citam várias passagens, embora desconheçamos qualquer tradução grega desta obra”.[42]
          “Os remédios para tornar Deus propício são dados nas palavras do próprio Deus; as instruções divinas têm ensinado o que os pecadores devem fazer: pelas obras da justiça de Deus, Este fica satisfeito” (Das Boas Obras e Esmolas, Tratado 8,2).[43]

          LACTÂNCIO
          Nasceu no norte da África, por volta do ano 250, de família pagã. Abraçou o Cristianismo provavelmente na Nicomédia. Durante a última grande perseguição, em torno do ano 303, viu-se obrigado a abandonar sua cátedra e a exilar-se na Bitínia. Após o Edito de Milão, Constantino o chamou a Tréveris para confiar-lhe a educação de Crispo, seu filho maior. Estima-se que morreu por volta do ano 317.

          Em “Instituições Divinas”, fazendo referência ao livre-arbítrio, adverte que podemos ganhar a vida eterna por nossa virtude ou perdê-la por nossos vícios (novamente, nada de “Sola Fides”):
          “Por esta razão, Ele nos deu a vida, a qual podemos: ou perder aquela verdade e vida eterna por nossos vícios; ou ganhá-la por nossa virtude” (Instituições Divinas 7,5).

          SANTO HILÁRIO DE POITIERS
          Bispo, escritor, santo, Padre e Doutor da Igreja, nascido no início do século IV, por volta de 315, em Poitiers (França) e falecido nesta mesma cidade no ano 367.

          Santo Hilário fala de como o perseverar na fé é também um dom de Deus; porém, isso não exclui o livre-arbítrio:
          “Perseverar na fé é um dom de Deus; porém, o primeiro movimento da fé começa em nós. Nossa vontade deve ser tal que propriamente e por si mesma o faça. Deus dará o acréscimo após termos dado início. Nossa debilidade é tal que não podemos levá-la a termo por nós mesmos; porém, Ele recompensa o início considerando que foi feito livremente” (Do Salmo 118[119],Nun,20).[45]
          “A debilidade humana é impotente se espera conseguir algo por si mesma. O dever de tal natureza é apenas este: dar a partida pela vontade, com o fim de aderir ao serviço do bem. A misericórdia divina é tal que ajudará aos que estão dispostos, fortalecendo aqueles que deram a partida e assistindo aqueles que estão caminhando. A partida, no entanto, é parte nossa, tal que Ele possa trazer-nos à perfeição” (Do Salmo 118[119],Ain,10).[46]
          Rejeita antecipadamente a doutrina calvinista da predestinação, que atribui a eleição a um juízo divino inescrutável. Para Santo Hilário, esta distinção se baseia no mérito (novamente, nada de “Sola Fides”).
          “Porque, conforme o Evangelho, muitos são os chamados e poucos os escolhidos [...] A eleição, portanto, não é questão de juízo acidental. É uma distinção feita por intermédio de uma seleção baseada no mérito. Feliz, então, aquele que elege a Deus: bendito em razão dele ser digno da eleição” (Do Salmo 64[65],5).[47]

          SANTO ATANÁSIO
          Nascido no final do século III ou início do IV. Por volta do ano 320, quando foi ordenado diácono, assistiu ao Concílio de Nicéia. Em 328 foi ordenado bispo antes de atingir os 30 anos. É reconhecido como doutor da Igreja e campeão da ortodoxia por sua defesa à fé nicena.
          Afirma que no Juízo saberemos se perseveramos na fé e cumprimos os mandamentos:
          “Isto não é produto da virtude, nem nenhuma mostra de bondade. Nenhum de nós julga pelo que não sabe e ninguém é chamado santo por seu aprendizado e conhecimento; porém, cada um será chamado a Juízo nestes pontos: se manteve a fé e realmente observou os mandamentos” (Vida de Santo Antão 33).[48]
          “Ele virá, não a sofrer, mas a nos tornar frutos de sua própria cruz – a ressurreição e a incorrupção; e já não para ser julgado, mas para julgar a todos, pelo o que cada um fez durante a vida mortal – o bem ou o mal [...] Assim, o próprio Senhor diz: ‘Verão o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vindo nas nuvens do céu, na glória do Pai’ [...] Conforme o bem-aventurado Paulo: ‘Todos teremos que estar diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba pelo que fez em sua vida mortal, seja o bem, seja o mal'” (Da Encarnação do Verbo 56).[49]

          Na sua obra “Contra os Arianos”, no capítulo 25 do 3º discurso, declara que é possível cair do estado de graça e perder a salvação ao se cometer pecados graves e não fazer penitência:
          “Como eu disse, visto que a Palavra tem por natureza o Pai, Ele deseja que ela nos seja dada irrevogavelmente pelo Espírito, conforme diz o Apóstolo: ‘Quem nos separará do amor de Cristo?’, pois ‘os dons de Deus’ e ‘a graça de Seu chamado são irrevogáveis’. Este é o Espírito daquele que está em Deus e não o [espírito] que vemos em nós mesmos; e como somos filhos e ‘deuses’ porque a Palavra é em nós, assim deveríamos estar no Filho e no Pai, e sermos considerados um com o Filho e o Pai, porque o Espírito está em nós, o qual está na Palavra e no Pai. Quando, então, um homem cai do Espírito por qualquer maldade, se se arrepende de ter caído, a graça cai irrevogavelmente sobre este que está disposto; do contrário, se o que caiu não está mais em Deus – porque o Espírito Santo e Paráclito que está em Deus o abandonou – o pecador está naquele [espírito malígno] que o submeteu, como ocorreu no caso de Saul: o Espírito de Deus se afastou dele e um espírito malígno o afligia” (Contra os Arianos 3,25).[50]

          “Portanto, caríssimo, a meditação da lei é necessária e o contínuo conversar com a virtude, ‘para que o santo se encontre perfeito e preparado para toda boa obra’. Por estas coisas, és a promessa da vida eterna, como Paulo escreveu a Timóteo, chamando-o ao constante exercício e meditação, e dizendo: ‘Exercita-te para a piedade, porque o exercício corporal é proveitoso para uns poucos, mas a piedade a todos aproveita, porque têm a promessa desta vida presente e da vindoura'” (Carta Festal 11,7).[51]

          SÃO CIRILO DE JERUSALÉM
          Nasceu em Jerusalém ou em suas proximidades, por volta do ano 313 ou 315; em 348 já era bispo. Morreu aproximadamente no ano 386.
          Novamente, concebe a salvação a partir de um perspectiva oposta a dos Reformadores. Para se salvar, não deve-se apenas crer, mas perseverar unido a Cristo como o cacho à videira; do contrário, a possibilidade de Jesus nos maldizer por não produzir frutos é latente. É por isso que o cristão deve produzir frutos para não ser cortado fora:
          “Sois feitos partícipes de uma videira santa: se permaneces na videira, crescerás como um cacho frutífero; porém, se não permaneces, serás consumido pelo fogo. Assim, pois, produzamos fruto dignamente. Que não nos suceda o mesmo que aquela videira infrutífera; não ocorra que, ao vir Jesus, a maldiga por sua esterilidade. Que todos possam, ao contrário, pronunciar estas palavras: ‘Eu, porém, como oliveira verde na casa de Deus, confio no amor de Deus para todo o sempre’. Não se trata de uma oliveira sensível, mas inteligível, portadora da luz. O que é próprio d’Ele é plantar e regar; a ti, porém, cabe frutificar. Por isso, não desprezes a graça de Deus: guardai-a piedosamente quando a receberdes” (Catequese 1,4).[52]

          SÃO BASÍLIO MAGNO
          Nasceu por volta do ano 329 em Cesaréia da Capadócia. Chegou a ser um dos Padres da Igreja grega que mais brilharam no século IV. Morreu em torno do ano 379.

          Para São Basílio não basta, para se salvar, nem sequer apenas renunciar ao pecado; é necessário ainda os frutos (boas obras):
          “A mera renúncia ao pecado não é suficiente para a salvação dos penitentes; também se requer deles os frutos dignos da penitência” (Morais 1,3).[53]

          “Quem obedece ao Evangelho deve ser purificado de todas as desonras da carne e do espírito para que possa ser aceitável a Deus, através das boas obras de santidade” (Morais 2,1).[54]

          “É em conformidade com os teus méritos o ‘estar sempre com o Senhor’, se esperar ser arrebatado ‘nas nuvens, ao encontro do Senhor no céu, para estar sempre com o Senhor'” (Do Espírito Santo 18).[55]
          Também reconhece que aqueles que se salvaram foram fiéis. Fala ainda de como aqueles que recebem o Espírito Santo podem ser apartados d’Ele se passarem a viver uma vida pecaminosa:
          “Eles, então, que foram selados pelo Espírito até o dia da redenção e preservaram puros e intactos os primeiros frutos que receberam do Espírito, ouvirão as palavras: ‘Muito bem, servos bons! Como fostes fiéis no mínimo, tomai o governo de muitas coisas’. Da mesma forma, os que ofenderam o Espírito Santo pela maldade de seus caminhos, ou não forjaram para si o que Ele lhes deu, serão privados do que receberam e sua graça será dada a outros; ou, conforme um dos evangelistas, serão totalmente cortados em pedaços, cujo significado é ser separado do Espírito” (Do Espírito Santo 16,40).[56]
          “Deus é o Criador do universo e o Justo Juiz que recomeça todas as ações da vida de acordo com os seus méritos” (Homilia 1,4).[57]
          “Espera o descanso eterno os que lutaram através da vida, atentos às disposições da lei; não como pagamento devido às suas obras, mas outorgado aos que esperaram n’Ele, como um dom de Deus na magnificência” (Do Salmo 114,5).[58]

          SÃO GREGÓRIO DE NISSA
          Nascido entre 331 e 335 d.C. Foi consagrado bispo em 371 e faleceu em 394.

          Para ilustrar a necessidade não apenas da fé como ainda das obras para a salvação, Gregório usava a figura da armadura do Hoplita, soldado de elite do exército grego que possuía uma couraça especial que constava de duas placas que protegiam os dois lados do torso. Gregório compara o Hoplita bem armado de ambos os lados com o cristão que possui fé e obras:
          “Paulo, unindo a virtude à fé e tecendo-as juntas, constrói a partir delas a couraça do Hoplita, armando o soldado própria e seguramente de ambos os lados. Um soldado não pode ser satisfatoriamente considerado armado quando uma parte da armadura não está unida à outra. A fé sem as obras de justiça não é suficiente para a salvação, nem tampouco é justo viver seguro da salvação em si mesmo, separado da fé” (Homilia sobre Eclesiastes 8).[59]

          SANTO AMBRÓSIO DE MILÃO

          Padre e doutor da Igreja, nascido no ano 340 e consagrado bispo em 374. Foi também um ardente defensor da ortodoxia contra o Arianismo. Morreu no ano 397.

          Para Santo Ambrósio, as obras serão postas ao juízo de uma balança, decidindo assim se nos salvaremos ou nos condenaremos. Portanto, a vida eterna não se baseia apenas no conhecimento das coisas divinas, mas também no fruto das boas obras:
          “Os méritos de cada um de nós serão colocados em uma balança, na qual um pouco de peso, seja de boas obras ou de má conduta ditará seu destino: se o mal prevalece, ai de mim! Se o bem [prevalece], recebe-se o indulto. Nenhum homem está livre do pecado, porém, onde o bem prevalece, o mal se afasta, se obscurece e some. Portanto, no Dia do Juízo nossas obras nos socorrerão ou nos lançarão nas profundezas com o peso de uma pedra de moinho” (Carta 2, ao bispo Constâncio).[60]

          “Porém, as Sagradas Escrituras dizem que a vida eterna se baseia no conhecimento das coisas divinas e no fruto das boas obras. O Evangelho é testemunha destas duas sentenças, pois o Senhor Jesus falou assim quanto ao conhecimento: ‘Esta é a vida eterna: que Te conheçam como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste’. Sobre as obras, deu esta resposta: ‘Todo aquele que abandonar casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, esposa, filhos ou terras em razão do meu nome, receberá cento por um e herdará a vida eterna'” (Dos Deveres do Clero 2,2,5).[61]

          SÃO JOÃO CRISÓSTOMO
          Considerado um dos quatro grandes Padres da Igreja oriental, nasceu na Síria por volta do ano 347. Foi Patriarca de Constantinopla e morreu em 404 d.C.
          É taxativo em recordar que para se ter a vida eterna não basta crer, porque se isto não leva à uma vida reta, a fé nada vale para a salvação:
          “Disse alguém: ‘Então é suficiente crer no Filho para se ganhar a vida eterna?’ De maneira nenhuma. Escuta esta declaração do próprio Cristo, dizendo: ‘Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus'; e a blasfêmia contra o Espírito é suficiente para lançar um homem no inferno. Porém, por que menciono esta parte da doutrina? Ainda que o homem creia devidamente no Pai, no Filho e no Espírito Santo, se não leva uma vida reta, sua fé não lhe valerá nada para sua salvação. Portanto, quando Ele disse: ‘Esta é a vida eterna: que Te conheçam como único Deus verdadeiro’, não devemos supor que o [conhecimento] de que fala é suficiente para a nossa salvação [...] Ainda que aqui Ele diga: ‘Aquele que crê no Filho tem vida eterna’ [...] todavia nem sequer disto afirmamos que somente a fé é suficiente para a salvação. E as diretrizes [para a conduta] da vida dadas em muitos lugares do Evangelho demonstram isso” (Homilia sobre o Evangelho de João 31,1).[62]

          “Diz Ele: ‘Não penses que porque creste isto é suficiente para a tua salvação [...] a menos que exibas uma conduta inatacável'” (Homilia sobre a Epístola aos Coríntios 23,2).[63]

          SÃO JERÔNIMO
          Reconhecido como um dos quatros doutores originais da Igreja latina. Padre das ciências bíblicas e tradutor da Bíblia para o latim. Presbítero, homem de vida ascética, eminente literato. Nasceu no ano 347 e morreu no ano 420.
          São Jerônimo, da mesma forma que os outros Padres, declara que os batizados podem cair do estado de graça e perder sua salvação em razão de suas escolhas pelo livre-arbítrio. Aqueles que por meio da graça suportarem as provas, receberão a coroa da vida:
          “Não é de acordo com a justiça divina esquecer das boas obras e as ações que ministraste e ministras aos santos por seu nome e para recordar apenas os pecados. O Apóstolo Tiago também, considerando que os batizados podem ser tentados e cair de sua própria livre escolha, diz: ‘Bem-aventurado o homem que suporta a tentação, porque quando for aprovado receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu àqueles que O amam’. E não podemos pensar que somos tentados por Deus, como lemos no Gênesis sobre Abraão: ‘Que ninguém diga, quando for tentado, que é tentado por Deus, porque Deus não pode ser tentado pelo mal nem tenta a ninguém. Cada um, porém, é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. E após conceber a concupiscência, dá à luz ao pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte’. Deus nos criou com livre-arbítrio e não somos forçados pela necessidade nem à virtude nem ao vício. Do contrário, se não estamos obrigados pela necessidade, não há coroa. Como nas boas obras, é Deus quem os traz à perfeição, já que não é de quem quer, nem do que corre, mas de Deus que piedosamente nos ajuda a ser capazes de atingir a meta” (Contra Joviniano 2,3).[64]
          Alguns protestantes tentam uma usar um texto de São Jerônimo contra os pelagianos, em prol da Sola Fides por que segundo eles, São Jerônimo sustentava a justificação somente pela fé, o texto é o seguinte:
          “Ignorantes enim justitiam Dei, et suam quaerentes statuere: justitiae Dei non sunt subjecti. Ignorantes quod Deus ex sola fide justificat: et justos se ex legis operibus, quam non custodierunt, esse putantes: noluerunt se remissioni subjicere peccatorum, ne peccatores fuisse viderentur, sicut scriptum est: Pharisaei autem spernentes consilium Dei in semetipsis, noluerunt baptizari baptismo Joannis. Item quia sacrificia legis, et caetera, quae umbra erant veritatis, quae per Christum perfici habebant, praesentia Christi cessaverunt: cui credere noluerunt.” (In Epistolam Ad Romanos, Caput X, v. 3, PL 30:692D)
          Se você não pode ler em Latim, você pode ler somente as palavras “Sola fide”, no texto de São Jerônimo. Deixe me traduzir a declaração chave: “Sendo ignorantes que Deusjustifica somente pela fé, eles se consideram justos apenas com asobras da lei que não guardam.” A chave aqui é o contrate “obras da lei”.
          São Jerônimo então passa a falar dos “fariseus” (Pharisaei Autem…). A discussão dele é sobre os judeus fasisaicos na época de Cristo, que procuravam justificar-se com os preceitos mosaicos. Além disso, São Jerônimo identifica suas “obras” como pertencente aos “sacrifícios da Lei, que eram sombras da verdade” (quae umbra errante veritatis). Jerônimo está contratando Antiga Aliança com a Nova Aliança. Ele não está dando um tratado sobre as obras per se na justificação. Ele está falando exatamente a mesma coisa que o concílio de Trento:
          “Cap. 8 – Como se deve entender a justificação gratuita do pecador pela fé
          801. O Apóstolo diz que o homem é justificado pela fé e sem merecimento (Rom 3, 22. 24). Estas palavras devem ser entendidas tais como sempre concordemente a Igreja Católica as manteve e explicou. “Nós somos justificados pela fé”: assim dizemos, porque “a fé é o princípio da salvação humana”4, o fundamento e a raiz de toda justificação, sem a qual é impossível agradar a Deus (Heb 11, 6) e alcançar a companhia de seus filhos. Assim, pois, se diz que somos justificados gratuitamente, porque nada do que precede à justificação, nem a fé, nem as obras, merece a graça da justificação. Porque se ela é graça, já não procede das obras; do contrário a graça, como diz o Apóstolo, já não seria graça (Rom 11, 6).”.
          Ou seja, Sola Fides de São Jeronimo (totalmente diferente da de Lutero) nada mais é de que sem a fé não podemos ser justificados, pois sem fé é impossível agradar a Deus, e asObras Da Lei, de nada servem para a justificação na Nova Aliança, obras estas que são diferentes das Obras Da Fé. Consequentemente, São Jerônimo não exclui obras em si. Ao contrário, ele está focando na falha do entendimento dos fariseus sobre a Lei de Moisés. Quem sabe alguma coisa sobre São Jerônimo sabe que ele é um dos pais da tradição monástica ocidental – uma tradição bastante em desacordo com a “justificaçãopela fé”, já que obras ascéticas são vistas como meritórias para o monge. Para derrubar de vez a falácia em cima do discurso de São Jerônimo vamos a outro texto dele, mostrando que as obras nos são necessárias a Salvação:
          “Não fantasie que sua fé em Cristo é uma razão para separar-se dela.Pois ‘Deus chamou-nos em paz.’ ‘A circuncisão de nada vale, e a incircuncisão de nada vale, o que importa é a observância dos mandamentos de Deus.’. [I Coríntios 7, 19] Nem o celibato nem casamento tem alguma utilizadade sem obras, uma vez que até mesmo a fé, a marca distintiva dos cristãos, se não tiver obras, é dito ser morta [Tiago 2, 17], e em tais termos que estas virgens de Vesta ou de Juno, que estava guardadas para um marido, poderiam reivindicar ser contadas entre os santos.” (Jerônimo, Para Pamáquio, Epístola 48, 6)
          Portanto as basófias protestantes para cima de uma texto de são Jerônimo, nada mais demonstra quão ignorantes são os protestantes a respeito dos textos patrísticos. Não levam em conta o contexto e nem mesmo o completo pensamento do autor.

          SANTO AGOSTINHO
          Bispo de Hipona e doutor da Igreja, é reconhecido como um dos quatro doutores mais distintos da Igreja latina. Nasceu em 354 e chegou a ser bispo de Hipona durante 34 anos. Combateu duramente todas as heresias de sua época e morreu no ano 430.

          Santo agostinho é muito citado por protestantes (tanto luteranos quanto calvinistas) como um expoente da doutrina da “Sola Fides” e por seus textos relacionados com a predestinação. Particularmente não posso explicar o porquê disso, já que existem também textos bem claros do mesmo Agostinho sobre o purgatório e a oração pelos mortos, doutrinas estas opostas à “Sola Fides”.

          A maioria dos textos citados por protestantes são textos onde Santo Agostinho combate o Pelagianismo (uma heresia que pregava que o homem se salvava pelas obras e não pela graça). Pelágio seria como o extremo oposto de Lutero (Pelágio pregava “Sola Opus”; Lutero, “Sola Fides” – e Santo Agostinho, a doutrina ortodoxa: a Católica).

          Um exemplo temos no que se refere ao livre-arbítrio, que Lutero declarou ser “pura mentira” (em “De Servo Arbitrio”). Quando Agostinho é acusado pelos pelagianos de negar o livre-arbítrio, defende-se vigorosamente:
          “Afirmas que em outro de meus livros eu disse: ‘Nega-se o livre-arbítrio se se defende a graça e nega-se a graça se se defende o livre-arbítrio’. Pura calúnia! Eu não disse isso. O que eu disse foi que essa questão apresenta enormes dificuldades que poderia parecer que se nega uma quando se admite a outra. E como minhas palavras são poucas, irei repetí-las para que meus leitores vejam como distorces os meus escritos e com que má-fé abusas da ignorância dos retardados e privados de inteligência, para fazer-lhes crer que me respondeste porque não sabes calar-te. Eu disse no final do primeiro livro, dedicado ao virtuoso Piniano, cujo título é ‘De gratia contra Pelagium': ‘Nesta questão que trata do livre-arbítrio, parece se negar a graça de Deus; e quando se defende a graça de Deus, parece se destruir o livre-arbítrio’. Porém, tu, homem honesto, verás que suprimes as palavras que eu disse e colocas outras de tua invenção. Disse sim que esta questão era difícil de se resolver, não que era impossível. E muito menos afirmei, como falsamente me acusas, que ‘se se defende a graça, nega-se o livre-arbítrio; se se defende o livre-arbítrio, nega-se a graça de Deus’. Citai minhas palavras textuais e evaporam-se as tuas calúnias” (Resposta a Juliano 4,47).[65]

          “Não é certo, como dizes, ‘que chamamos pelagianos ou celestianos a todo aquele que reconhece no homem o livre-arbítrio e afirma que Deus é o Criador das crianças’, mas que damos este nome aos que não atribuem à liberdade, à qual fomos chamados, a graça divina; e aos que recusam reconhecer Cristo como Salvador das crianças; aos que não admitem nos justos a necessidade de dirigir a Deus petição alguma da oração do Senhor. A est

        • CARLOS ISSO É HISTÓRIA E PATRÍSTICA DÊ UMA LIDA NISSO

          Manual do Professor – Refutado
          Autor: Fernando Nascimento

          Em visita a um amigo conhecedor de nosso combate às descaradas mentiras históricas protestantes, aquele me apresentou um livro da sexta série denominado “Manual do professor, História Conceitos e Procedimentos”, que tem como autores Ricardo Dreguer e Eliete Toledo, com publicação pela Atual Editora, divulgado pela Editora Saraiva e utilizado por sua irmã professora da rede pública.

          Capa do citado “Manual do Professor”

          No capítulo 7 deste livro, que trata de “reformas religiosas”, está ali explicito para todo mundo ver, um escancarado proselitismo protestante valendo-se de todos os embustes anti-históricos forjados pelos próprios protestantes contra a Igreja Católica.

          Os autores Ricardo Dreguer e Eliete Toledo, em conluio com a Atual editora, Editora Saraiva e esse marginalizado Ministério da Educação dos vazados Enens da vida, estão a transformar faz tempo, os professores deste país em verdadeiros prosélitos do protestantismo em sala de aula, atribuindo vergonhosamente à Igreja Católica o que é próprio da fé fundada por Lutero.

          O próprio Lutero nos legou o relato dessa prática, anos antes de lançar-se em revolta aberta, dizia: “(…) os hereges não são bem acolhidos se não pintam a Igreja como má, falsa e mentirosa. Só eles querem passar por bons: a Igreja há de figurar como ruim em tudo.” (Franca, Leonel, S.J. A Igreja, a reforma e a civilização, Ed. Agir, 1952, 6ª ed. Pág. 200).

          Uma vez protestante, ensinava Lutero: “Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana).” (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522).

          Refutarei documentalmente, parágrafo a parágrafo, as mentiras estratégicas protestantes vendidas na primeira página do capítulo sete deste criminoso “Manual do Professor” desprovido de qualquer compromisso com a verdade.

          Em vermelho, segue o constante no Manual, em seguida minha refutação.

          “Das críticas à ruptura

          A reforma luterana

          No Brasil a lei garante a liberdade religiosa. Isso significa que as pessoas têm direito de escolher livremente suas crenças, sem ser dis­criminadas por isso. Os cidadãos têm também o direito de não seguir cren­ça alguma e ser ateus, isso é, não acreditar na existência de Deus. ”

          Isso porque o Papa Paulo III assim determinou desde que o Brasil começou a ser colonizado:

          Papa Paulo III (1534-1549),
          “Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”. (…) determinamos e declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídas, e convidadas à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer cousas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira. Dada em Roma, ano de 1537 aos 9 de junho, no ano terceiro do nosso Pontificado.” (Bula Veritas Ipsa” (1537)

          Já os protestantes, que dizimaram os índios “pagãos” de seus países, ao chegarem no Brasil esbanjavam intolerância e ceifavam a vida de todo católico que não se convertesse ao protestantismo.

          Em 1570, foram enviados ao Brasil para evangelizar os índios o Padre Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau São Tiago quando em alto mar os interceptou o calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu “evangélico” zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões. (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pág. 224, 1978).

          Na Bahia, em 1624, por intolerância dos invasores protestantes, as igrejas católicas foram depredadas e transformadas em depósitos, celeiros, adegas ou paióis e a Sé foi destinada ao culto anglicano. http://www.achetudoeregiao.com.br/ba/Bahia_sua_historia.htm

          Em Olinda, no ano 1631, os invasores protestantes destruíram e queimaram as igrejas católicas. A única igreja que ficou intacta foi a de São João Batista dos Militares, que servia de quartel general às tropas invasoras. http://www.oocities.org/br/cantinhobacalhau02/71pag07.htm

          Em 16 de julho de 1645, o Padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis participavam da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama, localizado na Zona Agreste do Rio Grande do Norte. Por seguirem a religião católica, pagaram com a própria vida o preço pela crença, por causa da intolerância calvinista dos invasores.

          http://www.dnonline.com.br/app/noticia/cotidiano/2009/09/28/interna_cotidiano,19853/index.shtml

          Ainda hoje, a coisa mais comum é encontrar nos jornais do Brasil, a notícia de que mais um evangélico invadiu uma Igreja Católica e a depredou. Longe desta conduta estão os católicos.

          Ficará provado aqui, que o protestantismo defendido pelos autores deste Manual faz vasto uso da máxima lenista que diz:

          “Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz” (Lenin).

          “Mas essa liberdade religiosa nem sempre foi permitida. Na Europa oci­dental do século XIII, por exemplo, as regras estabelecidas pela Igreja Católica eram tidas como inquestio­náveis. Quem não as aceitasse tor­nava-se vítima de perseguições. ”

          Acabamos de conhecer qual era a verdadeira religião intolerante perseguidora.
          Essa estória de perseguição católica na Europa, é mais uma mentira estratégica forjada pelo protestante Casiodoro de Reina, que escreveu as mais diabólicas calúnias contra a Igreja sob pseudônimo de “Montanus”. Esse articulista foi quem mudou o termo inquisição, simples ato de inquirir, indagar, em “queimar pessoas”. Ele é o responsável pelas falsas mortes da inquisição, que apenas ao inquirir ou absolvia, ou excomungava católicos hereges e somente católicos; foi ele quem fantasiou em seus escritos sobre instrumentos de torturas que nunca existiram; mas foi sóbrio o bastante para omitir as 20 mil mortes de bruxas na fogueira ordenadas pelo luterano Benedict Carpzov; os milhares de camponeses mortos por Lutero e a queima do Médico Miguel Servet por Calvino. (Museum Plantin – Moretus, Antwerp), (Royal Library, The Hagur), (University Salamanca), (The Prado Museum), (Benedict Carpzov, Practica Nova Rerum Criminalium Imperialis Saxonica in Três Partes Divisão, Wittenberg, 1635.), ((“Tischredden”, Ed. Erlangen, Vol. 59, p. 284)

          A Igreja nunca perseguiu ninguém por ter credo diferente. Os ortodoxos se separaram da Igreja no século XI, muito antes do século XIII e jamais foram perseguidos. No século XIII na Europa não existiam protestantes, mas Judeus, ortodoxos e muçulmanos.

          Reproduzo, sobre este tema, a opinião de dois importantes judeus sobre a suposta perseguição da Inquisição. Quanto aos judeus, a Inquisição da Igreja não existia nem para os judeus, nem para os muçulmanos. Ela só julgava quem fosse católico e tivesse traído a Fé. Há textos de historiadores judeus que confirmam isso. George Sokolsky, editor judeu de Nova York, em artigo intitulado “Nós Judeus”, escreveu: “A tarefa da Inquisição não era perseguir judeus, mas limpar a Igreja de todo traço de heresia ou qualquer coisa não ortodoxa. A Inquisição não estava preocupada com os infiéis fora da Santa Igreja, mas com aqueles heréticos que estavam dentro dela.” (Nova YorK, 1935, pg. 53)

          O Dr. Cecil Roth, especialista inglês em “História do Judaísmo”, declarou num Forum sionista em Bufalo, (USA, 25 de Fev de 1927): “Apenas em Roma existe uma colônia de judeus que continuou a sua existência desde bem antes da era cristã, isto porque, de todas as dinastias da Europa, o Papado não apenas recusou-se a perseguir os judeus de Roma e da Itália, mas também durante todos os períodos, os Papas sempre foram protetores dos judeus. (…) A verdade é que os Papas e a Igreja Católica, desde os primeiros tempos da Santa Igreja, nunca foram responsáveis por perseguições físicas aos judeus, e entre todas as capitais do mundo, Roma é o único lugar isento de ter sido cenário para a tragédia judaica. E, por isso, nós judeus, deveríamos ter gratidão.”

          Até aqui as citações, que estão disponívels no artigo http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20040324003107&lang=bra

          Se há na Europa uma religião terrivelmente intolerante e sanguinária, que perseguiu e ceifou a vida de milhões porque tinham credo oposto ao dela, esta foi o protestantismo.

          Lutero escreveu um diabólico panfleto intitulado: “CONTRA OS JUDEUS E SUAS MENTIRAS”, obra esta, reproduzida na ’História do Anti-semitismo’, de Leon Poliakov onde brada:

          “(…) Finalmente, no meu tempo, foram expulsos de Ratisbona, Magdeburgo e de muitos outros lugares… Um judeu, um coração judaico, são tão duros como a madeira, a pedra, o ferro, como o próprio diabo. Em suma, são filhos do demônio, condenados às chamas do Inferno. Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno.” (‘Luther’s Works,’ Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).

          “Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade … são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte.” (‘About the Jews and Their Lies,’ citado em O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290).

          Os escritores Dennis Prager e Joseph Telushkin registram: “Ao executarem seu primeiro massacre em larga escala, em 9 de novembro de 1938, no qual destruíram quase todas as sinagogas da Alemanha e assassinaram trinta e cinco judeus, os nazistas anunciaram que a perseguição era uma homenagem ao aniversário de Martim Lutero.” (…) “… De fato, Julius Streicher (nazista), argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg, que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martim Lutero não tivesse dito 400 anos antes”. (Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo] (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107.)

          Graças à intolerância plantada por Lutero na Alemanha, nove milhões de judeus foram exterminados. Não era diferente o plano protestante para aos católicos, célebre é a frase do pastor protestante Friedrich Wieneke: “A paz só virá quando o último judeu se enforcar no último intestino do último vigário”. (Fonte: Report from Wieneke, “attacks on Pastors”, dated 9,1941 – (BA Koblens R 43 11/478ª, fiche 1, document 19)).

          No tempo de Lutero, relata o historiador Maurice Andrieux, que em 6 de maio de 1527, no terrível saque à Roma, uma horda de invasores protestantes, penetra o hospital do Espírito Santo e ali, aos berros, degola os enfermos. À semelhança de uma torrente bravia, os bárbaros se lançam sobre Roma gritando: -“Viva Lutero, nosso Papa!!!”- todos cumprem a palavra de ordem: quem for encontrado nas ruas deve morrer, seja moço ou velho, mulher ou homem, padre ou freira. Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos, os Reformadores e outros invasores assaltam, saqueiam, incendeiam, trucidam, arrebentam as suas vítimas, jogam crianças pelas janelas ou as esmagam contra as paredes. Conforme Maurice Andrieaux, esse ataque a Roma “superou em atrocidade todas as tragédias da história, até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.” (Rome, Maurice Andrieux,1968)

          No dia em que a Inglaterra, arrastada pela paixão do rei Henrique VIII se separou da Igreja para abraçar os princípios da Reforma, começou o longo calvário da nação mártir. Tribunais religiosos foram instaurados e os católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes, muitos importantes católicos opositores foram mortos, tais como Thomas More, o Bispo John Fischer muitos sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuchos. (Macaulay. A História da Inglaterra. Leipzig, pag.:54.)

          Na Irlanda, o primeiro suplício foi a expropriação e confiscação de bens. ISABEL, JAIME I, CARLOS I, CROMWELL despojaram os proprietário irlandeses de suas terras para reduzi-los à miséria e à escravidão. “Nos fins do século XVII os católicos irlandeses e anglo-irlandeses não possuíam mais que a sétima parte de sua ilha” (BANCROFT, Op. cit., t. IV, p. 47; LINGARD, History of England (4), Londron, 1838, t. IX, c. 2, p. 149; c. 5, p. 342).

          Sob CROMWELL mais de cem mil cidadãos foram desterrados, vinte mil vendidos como escravos para a América, seis mil crianças de ambos os sexos lançadas fora da ilha e vendidas (C. CANTUI, Storia Universale (3), Torino, 1846, t. XVII, p. 395. (Cfr. BERNH. LESKER, Irland’s Leiden und Kämpfen, Maiz 1881, p. 36 ss.).

          Mas a fidelidade do povo à fé dos seus maiores não cedia à violência dos perseguidores. Novos suplícios: o extermínio feroz, a matança em massa. Quando os exércitos de CROMWELL entraram triunfantes na ilha oprimida, o sangue dos seus filhos correu em torrentes. Conta-se que o tirano-profeta baixara ordem de trucidar todos os católicos de 16 aos 60 anos, de arrancar os olhos aos de 6 a 16 e de transpassar o seio das mulheres. A soldadesca infrene atirou-se à carnificina. “Impossível determinar o número das vítimas que em 11 anos (1841-1852) sacrificou a Inglaterra para protestantizar a Irlanda”. C. CANTU, Storia Universale(3), EPOCA XII, c. VI, Torino, 1843, t. XII, p. 204.)

          Depois desses horrores, as execuções da justiça. Como se não bastara o sangue já derramado, para exterminar de todo os católicos ainda restantes, erigiu o gerente um tribunal, conhecido sob o nome de açougue (Cromwell’s slaughter house). As sentenças de morte e de exílio por ele pronunciadas acabaram de semear a desolação e o terror na desventurada ilha. (Cfr. BEAMONT, l’Irlande (7), t. I, p. 74; P. F. MORAN, Historial sketch of the persecution suffered by the catholics of Ireland under the rele of Cromwell, Dublin, 1862, LINGARD, History of England(4), t. X, c. 5, 296 sgs.: B. LESKER, Irland’s Leiden, p. 25 sgs.).

          Excogitou-se então novo expediente: a excomunhão social, o ilotismo. Todos os católicos, como bestas-feras que se aferrolham em jaulas, foram expulsos das outras regiões da ilha, logo dividida entre os invasores, e encurralados na província de Connaught. Quem lhe ultrapassasse os limites poderia ser morto por qualquer cidadão (LINGARD, History of England(4), t. X, c. 6, p.369.

          O catolicismo nunca perseguiu os protestantes e nunca se apoderou de seus templos ou bens. Mas a prova cabal das perseguições seculares protestantes aos católicos aí está para quem quiser ver. Até hoje na Europa inteira, as grandes igrejas protestantes permanecem sendo as que foram violentamente roubadas dos católicos sob sangue derramado. Por falta de protestantes, muitíssimas estão fechando ou à venda, como podemos ver neste link: http://www.property.org.uk/unique/ch.html

          Estranho é os autores desse criminoso “Manual do Professor” se comprometer a falar de “Reforma Luterana” e omitir tudo isso, preferindo fazer eco às vergonhosas mentiras estratégicas protestantes, em explícito proselitismo.

          “Nos séculos XIV e XV, no con­texto das mudanças na mentalidade dos europeus, o número de pessoas que questionavam os valores e práticas da Igreja Católica aumentou. Nesse período, alguns pensadores começaram a descartar a necessidade de intermediários – padres ou santos no contato entre o ser huma­no e Deus. Criticavam também o luxo em que viviam alguns membros da Igreja, o excesso de rituais e o culto às imagens.”

          Em todas as épocas, levantaram-se hereges com as mais estapafúrdias desculpas para querer colocar-se no lugar da Igreja, todos foram varridos pelo tempo, a Igreja persiste triunfante, pois Jesus disse que “as portas do inferno não prevalescem contra ela” (Mt 16, 18). Os hereges tentam em vão descartar os padres e santos legitimamente ordenados por Cristo e seus sucessores os apóstolos, que ouviram de viva voz do Salvador: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” (Lc 10,16)

          Os salteadores, sem qualquer ordenação da sucessão apostólica ou voto de pobreza, gananciosamente desejam esses postos apenas para ficarem ricos como muitíssimos que conhecemos e estiveram atrás das grades por escândalos financeiros. O recado foi dado por Jesus: “Em verdade, em verdade, vos digo: quem não entra pela porta no redil onde estão as ovelhas, mas sobe por outro lugar, esse é ladrão e assaltante.” (São João 10,1)

          Eles não queriam tirar intermediários entre Deus e o povo coisa nenhuma, mas colocar-se entre o povo e o dinheiro do povo. Só no Brasil, o número de “pastores”, “pastoras”, “bispos”, “bispas”, “apóstolos”, “profetas”, “ministros”, “reverendos”, “diáconos” e “obreiros” entre Deus e os vangélicos superam os padres da Igreja Católica no mundo inteiro. Já em 2006, o número de pastores evangélicos por fiel era dezoito vezes maior que a proporção de padres por católico. Revista Veja, Edição 1964 . 12 de julho de 2006)

          Se a intenção deles, contrariando Jesus que disse: “quem vos ouve a mim ouve…” fosse de fato tirar os intermediários entre Deus e o povo, eles não abririam tantas igrejolas e contas bancárias para os protestantes juntarem-se diante deles e entregar-lhes o obrigatório e concorrido dízimo, que na Igreja Católica não é obrigatório.

          Os luxuosos pastores que hoje voam de jatinhos, helicópteros particulares e vivem à sombra de suas suntuosas mansões, criticam o relicário da Igreja porque desconhecem que os pertences da Igreja são doações históricas e voluntárias dos católicos e milenar patrimônio tombado da humanidade. Eles nunca verão essas coisas nos testamentos dos Papas que fazem votos de pobreza e sentam na mesma e única cadeira de madeira revestida de bronze após o anterior falecer. Os sofás dos pastores certamente são mais confortáveis.

          Como o protestantismo é um samba do crioulo doido, Calvino criticava os apostólicos rituais católicos, mas Lutero não, nem as imagens. No link abaixo vemos a maioria das Igrejas históricas protestantes e pentecostais repletas de imagens sendo veneradas, o que prova que os argumentos protestantes não devem ser levados a sério, pois Deus nunca proibiu imagens, mas os ídolos pagãos. O bíblico e sagrado Templo Salomão era repleto de imagens. http://caiafarsa.wordpress.com/imagens-em-templos-prostestantes/

          “No século XlV, o professor inglês John Wyclif (1320-1384) propôs mu­danças profundas na Igreja. Entre elas incluía-se a transferência dos bens da Igreja Católica para o controle da so­ciedade e a realização das missas nas línguas locais, e não mais em latim. ”

          O protestantismo fundado em 1517, desesperadamente tenta criar sua falsa história desde John Wyclif (1320-1384), ignorando que esse cidadão era católico e morreu de causas naturais após passar mal numa missa. Wyclif foi sepultado em campo santo da Igreja. Os restos de Wyclif foram retirados de campo santo dez anos após ser descoberto herege por meio de um de seus escritos que negava a presença de Cristo na Eucaristia, além da eficácia dos sacramentos e rejeitava os ritos. Só isso prova que Wyclif era herege tanto para os católicos como para os protestantes e ortodoxos, que crêem na Eucaristia e nos sacramentos que estão na Bíblia. http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JohnWycl.html

          As palavras do arrependido Lutero vendo a desgraça que causou a “reforma” confirmam isso: “Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças” ( Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l ).

          Se Wyclif supostamente queria “a transferência dos bens da Igreja Católica para o controle da so­ciedade”, esquecia os bens de sua própria rica família? Certamente ele não sabia que a Igreja Católica há muito tempo transfere seus bens não só para a sociedade, mas para países inteiros, basta confirmar isso no site do próprio Vaticano:

          Para conhecer as Doações do Papa aos países pobres, acesse: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/corunum/corunum_po/profilo_po/doni_po.html

          Para conhecer as Missões de caridades da Igreja pelo mundo, acesse: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/corunum/corunum_po/attivita_po/missioni_po.html

          Para conhecer a Assistência e Beneficiência da Igreja aos infermos e desvalidos, acesse: http://www.fides.org/ita/statistiche/2000_7.html

          Ao contrário do que fala os que colocam palavras na boca do Wyclif, A Missa sempre foi rezada com palavras latinas, hebraicas (Amén, Hosanah, Aleluiah) e gregas (o Kyrie), porque a sentença de Pilatos condenando Cristo à morte foi escrita nessas três línguas. Pois quem reza a missa é o sacerdote, e não o povo.

          Citar a Missa em latim, como uma das desculpas para a “reforma protestante”, não cola, visto que protestante nenhum vai à missa na Igreja Católica quando a missa é rezada também na língua vernácula. Aliás, nem tem missa em mais de 99% das igrejas protestantes. Na grande maioria nem mesmo o “Pai Nosso” é rezado ali, apesar de ensinado por Jesus.

          Aproveito para acabar com um recente mito protestante que calunia que a Igreja não tinha bíblia vernácula antes de Lutero, pois os desmentindo, o próprio Lutero ainda católico dizia: “foi um efeito do poder de Deus que o papado preservou, em primeiro lugar, o santo batismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação…” (De Missa privata, ed by Jensen, VI, Pg 92).

          “As idéias de Wyclif foram conde­nadas como heréticas, mas se espa­lharam por varias regiões européias. Entre os seus seguidores destacou-se o sacerdote tcheco John Huss (c.1371­-1415), que foi queimado vivo na fo­gueira por ter criticado a hierarquia católica e seus abusos. “

          As idéias de Wyclif foram condenadas como heréticas porque de fato vimos que ele era um herege com “H” maiúsculo, invalidando a Eucaristia e os sacramentos estabelecidos por Cristo. Se John Huss o seguiu, era herege igualmente. Jonh Huss não criticava os “abusos” da Igreja, mas do igualmente herege e antipapa João XXIII, que foi levado a Roma pelas armas do rei Ladislau de Nápoles e obrigado a abdicar do falso cargo. Este foi quem condenou Huss a morte. O herege João XXIII, se opunha a Gregório XII, papa legítimo de Roma na época. (Enciclopédia Microsoft Encarta 99).

          “Apesar das perseguições as no­vas idéias religiosas continuaram ganhando adeptos. No século XVI, elas levaram às reformas religiosas e a criação de novas Igrejas cristãs.”

          Jesus disse: uma só fé, um só batismo e um só Senhor. (Ef 4,5-6), só isto basta.

          Não houve “perseguições” as “novas idéias religiosas”, as “novas idéias religiosas” é que passaram a perseguir violentamente a Igreja Católica em todo o mundo, com suas intolerâncias, matanças, vilipêndios e toda sorte de calúnia, inclusive as como estas que refuto. E se um dia ganharam adeptos com suas mentiras, hoje perdem mais do ganham justamente para a Igreja Católica, confira:

          1- Em apenas um dia, 400 mil protestantes anglicanos converterem-se ao catolicismo. http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11760

          2- O catolicismo nos Estados Unidos, país protestante, tornou-se a maior denominação cristã atualmente. http://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_nos_Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica

          3- O catolicismo continuar liderando na Alemanha, berço do protestantismo. http://www.suapesquisa.com/paises/alemanha/

          4- O bispo líder de 85% dos finlandeses luteranos disse que eles querem voltar à Igreja Católica. http://www.pime.org.br/noticias2005/noticiasfinlandia1.htm

          5- O número de católicos continua crescendo no mundo.

          http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/3174-cresce-o-numero-de-catolicos-no-mundo-revela-anuario-estatistico-da-igreja-

          Houve uma “reforma protestante” porque o protestantismo estava precisando ser reformado, e essa “reforma” que nada tem a ver com a Igreja Católica continua em mais de 50 mil seitas protestantes rivais entre si.

          Como bem diz o apologista Oswaldo Garcia: “É preciso saber que os “reformadores” não reformaram a Igreja de Cristo (que é irreformável em sua fé). Não se reforma uma casa criando em volta dela uma multidão de barracos.”

          Se a “reforma” fosse para o catolicismo chamarse-ia “reforma católica”.

          A Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo, continua a mesma ontem, hoje e sempre, desde que o Salvador a fundou no ano 30 na Palestina. Lembre-se disso toda vez que um protestante citar a “reforma protestante”. Muita gente não nota que quando eles citam isso, estão simplesmente confessando que na verdade a “reforma” foi para o protestantismo, visto que a Igreja fez até uma Contra Reforma, ignorando a Babel protestante.

          As mentiras estratégicas protestantes da primeira página do capítulo sete do criminoso “Manual do Professor” encerram com uma fantasiosa gravura usada nos antigos panfletos difamatórios protestantes, seguida da legenda: “venda de indulgências em representação de Jong Breu, 1530.”

          Gravura utilizada no Manual

          Contra essa outra quimera, registra a Enciclopédia Católica New Advent: ["Os baús indulgência de Tetzel exibido na Jüterbog e outras cidades alemãs, são falsificações, de acordo com o escritor protestante Körner (Leben Tetzel, 73)"].
          Fonte: http://www.newadvent.org/cathen/14539a.htm

          Com essa falsidade, os autores do Manual pretendem inculcar que a Igreja de fato vendia indulgência, quando isso é completamente falso.

          Logo abaixo, Lutero, pai dos protestantes e testemunha ocular dos fatos na Alemanha, documenta em suas 95 teses o contrário do que pregam os embusteiros bacharéis da mentira:

          “50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

          51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

          53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

          71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.” (Fonte: http://www.ibnshekinah.com.br/Estudos-B%C3%ADblicos/as-95-teses-de-lutero.html )

          Não se deve incriminar a Igreja por atos desobedientes e isolados de um monge chamado Tetzel numa pequena cidade da Alemanha. Tal monge foi advertido por um enviado do Papa e envergonhado morreu de desgosto inclusive sendo perdoado por Lutero que assegura em suas teses:

          “91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.”

          Sobre a desonestidade das editoras evangélicas, alerta o insuspeito presbiteriano Prof. Juan Pablo, mestrado em História pela UFES:

          “Bem, a respeito do estudo sobre o cristianismo antigo, a primeira coisa que devemos aceitar, é que os protestantes de modo geral, em especial os brasileiros, conhecem muito pouca coisa de História cristã. Infelizmente, a grande maioria dos livros de história do cristianismo publicados por editoras evangélicas aqui no Brasil não são fontes confiáveis para o estudo da história cristã antiga e medieval, e isso por dois motivos:

          1 – são escritos por teólogos com péssima formação histórica;
          2 – seu objetivo real não é realmente informar o leitor, e sim combater o catolicismo, para dar a falsa impressão de que tudo o que a ICAR alega seria mentira e portanto fazer apologética da teologia protestante. Ou seja: pecam por desonestidade intelectual. Faz-se necessário estudar a história do cristianismo a partir da historiografia acadêmica.” (Depoimento do Prof. Juan Pablo constante em: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=511275&tid=5556312832534205906&na=3&nst=43&nid=511275-5556312832534205906-5556569177379161061 )

          Eis a mais pura verdade, e alerto a sociedade em geral, que desde a ditadura militar, durante a passagem do protestante Ernesto Geisel pelo governo brasileiro, as mentiras estratégicas protestantes vêm sendo sorrateiramente publicadas como “verdades históricas” nos livros didáticos escolares, com mero propósito de promover o protestantismo de forma desonesta e criminosa nas salas de aulas.

          Muitas queixas temos recebido de alunos em todo o país, que já percebem essa maquinação em curso, maquinação esta que acaba por gerar “bacharéis” como os autores deste “Manual do professor”. Conclamamos aos pais a folhearem os livros de história de seus filhos e ao detectarem tal conduta, denunciem a editora ao Ministério Público Federal e os professores prosélitos ao NRE – Núcleo Regional da Educação local, muito fácil hoje é gravar o que se está ensinando em sala de aula.

          Vergonhosa é a atitude dos autores Ricardo Dreguer e Eliete Toledo. Se eles omitem o desfecho da “reforma luterana”, o Melanchton, parceiro de Lutero foi mais honesto ao dizer:

          “Nem toda a água do rio Elba daria lágrimas bastante para chorar a desgraça da Reforma.” (citação de Melanchton, amigo de Lutero – Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia).

          Cai a farsa.

        • Carlos;

          Não se arme de mais sábios doque a Igreja Primitiva que recebeu da fonte apostólica a fé Cristã.

          Jesus é mediador entre Deus e os Homens ,esta correcto! mas essa mediação é Para a salvação e mediação sacerdotal.

          Nós a Igreja da Terra incorporado nela pelo Batismo,somos Intercessores devemos orar a favor dos outros e da nossa vida a Deus Pai em nome de Jesus Cristo.

          Os santos e os Anjos que já estão na glória com a Santíssima Trindade,eles também intercedem por nós junto ao Pai em nome de Jesus Cristo.

          Esta intercessão não tira o lugar da mediação de Cristo pela humanidade ,mas só é possível pela cabeça que é próprio Cristo.
          ***********************************************************************.
          Medita este texto de apocalipse:

          ´´E veio outro anjo junto ao altar com um incensário de ouro.Foi dado ao anjo muito incenso,para colocar junto das orações de todos os santos ,junto ao altar de ouro,que está diante do trono.E a fumaça do incenso com todas as orações dos santos subiu das mãos do anjo até Deus.“Apocalipse 8,3-4

          Além disso,outras passagens bíblicas que comprovam a existência da intercessão dos santos está em Apocalipse 6,9-11 e Apocalipse 7,13-14.Portanto,quem diz que a intercessão dos santos não existe porque não leu na Bíblia deve procurar nesses trechos do Apocalipse que acabei de descrever.Inclusive,nesse exato momento lá no céu algum anjo deve estar queimando esse incenso que o Apocalipse 8,3-4 descreveu com as orações de todos os santos,que estão intercedendo por nós diante de Cristo.

          Pax domini

          • Manuel só uma pergunta, qual o problema de se fazer orações diretamente a Deus em nome de Jesus??? Já reparou que todas as vezes que se “comenta” algo sobre isso há muitos que criticam??? Parece até que falei algo muito grave, repare pra você ver!! Estou pedindo pra fazer orações diretamente ao Nosso Deus! Criador do Céus e da Terra!!! Jesus orava ao Pai. Manuel não quero ser um religioso, foram os religiosos que ficaram perseguindo Jesus a ponto que inventarem muitas coisas para o incriminarem até pagavam as pessoas para isso. (Marcos 14:53-57, Matheus 28:11-15). Quero apenas servir a Deus do melhor modo possível assim como você, mas pra isso certas coisas que possam ter interpretações diferentes prefiro fazer o que tenho plena certeza.
            Vamos analisar uma coisa!
            1º Digamos que nossas orações possam ser direcionadas a Maria, Expedito, Pedro para que eles intercedam por nós a Deus!! Correto? Se eu direcionar a Deus tendo Jesus como quem seria esse intercessor ao Pai, estarei fazendo algo de errado?? Acredito que não. E acredito que vocês todos que estão lento concordam comigo.
            2º Agora digamos que nossas orações só fossem ouvidas se a fizéssemos a Deus em nome de Jesus???
            Repare que nos dois casos eu fazendo minhas orações direcionadas a Deus em nome de Jesus não teria problema nenhum. Só acho que do modo que eu penso, em nenhum momento, estaria cometendo algum erro por não fazer minhas orações a Maria ou qualquer outro santo senão a Deus em nome de Jesus. Se você estiver certo em sua forma de pensar eu não estarei errando em nada, mas seu eu estiver certo sobre minhas declarações ai você sim precisará rever! Pense nisso!

            • Olá Carlos,

              Espero que o Manuel possa em breve responder-lhe os seus questionamentos, enquanto isso, permita-me umas reflexões:

              1. A oração Católica, mesmo quando dita aos Santos, são feitas em Nome de Jesus. Aos santos pede-se por interseção. O Pedido é feito, em Nome de Jesus. A graça vem de Deus. Repare que a oração aos santos termina com a frase “Ora pro nobis” ou Orai por nós.

              2. A Oração é, como ensinada pelo catecismo da Igreja, o veículo de comunicação entre nós e Deus.

              Veja isso:

              A ORAÇÃO

              2098. Os actos de fé, de esperança e de caridade, exigidos pelo primeiro mandamento, fazem-se na oração. A elevação do espírito para Deus é uma expressão da nossa adoração ao mesmo Deus: oração de louvor e de acção de graças, de intercessão e de súplica. A oração é condição indispensável para se poder obedecer aos mandamentos de Deus. «E preciso orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1). (Catecismo da Igreja Católica).

              Mais adiante, eu sinto um certo pesar em escrever isto, mas assim mesmo o farei. Não com o intuito de ofender a ninguém, mas sim para incitar uma profunda reflexão por sua parte:

              Carlos, por que o sr imagina que pode ensinar aos católicos sobre o ato de orar? Não parece-lhe arrogância que o sr presuma que os católicos – que têm a Igreja e a Bíblia para instruí-los – não conheçam o valor da oração, bem como a quem ela deve ser feita e como? Se até o sr entendeu isso, acha que uma Igreja de 2 mil anos não sabe e não ensina aos seus filhos que a Oração faz-se a Deus, em Nome de Jesus?

              Finalmente, esclareço que aqui ninguém está a desprezar seus comentários. Eles são muito bem-vindos e muito importantes.

              Que Deus abençoe a si e os seus!

              Pax Domini

              Helen

        • Carlos fique Sabendo que pela Bíblia, pela História e pela Tradição que o Primado da Igreja, foi dado a Pedro, não como privilégio pessoal, mas para o bem e para a unidade da Igreja.
          É mais do que certo que Jesus Cristo, fundou uma Igreja visível (Mateus 16,18), que deveria durar até o fim do mundo, necessariamente tinha que nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma autoridade: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza,; e quem me despreza, despreza aquele que me enviou ” (Lucas 10,16). Olha Carlos se assim não fosse, Cristo não poderia dizer: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”; deveria ter dito que estaria apenas com Pedro até o fim de sua vida. Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4,5)
          E Jesus diz ainda: “É me dado todo poder no Céu e na terra; ide pois, e ensinai a todos os povos e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do mundo” (Mateus 28,19-20).
          Cristo não poderia transmitir esse poder somente aos Apóstolos, pois eles deviam morrer um dia, e se ele promete estar com os Apóstolos até o fim do mundo, é claro que ele não está se dirigindo aos Apóstolos como pessoas físicas, mas como um corpo moral e visível, que deve perpetuar-se nos seus sucessores, e hão de durar até o fim dos tempos.
          Agora meu caro Carlos essa sucessão dos Apóstolos é também confirmada na própria Bíblia, confira: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para apascentardes a Igreja de Deus a qual santificou pelo seu próprio sangue” (Atos 20,28). “Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado” (At 14,23). “Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia” (At 16, 4-5).
          E mais meu caro Carlos além da Bíblia, a História nos relata uma sucessão ininterrupta dos sucessores até nossos dias. Destacamos uma obra de grande valor, “Contra as Heresias” de Irineu de Lião, escrita por volta de 180 d.C que testemunha a lista dos Papas até aquela época, e a obra “Líber Pontificalis” escrito no século VI onde é mencionado os nomes: Pedro, Lino, Anacleto, Clemente I, Evaristo, Alexandre I, Sisto I, Telésforo, etc…Não podemos esquecer que certos nomes mencionados nesses documentos estão também narrados no Novo Testamento. É o caso de Lino citado em (2 Timóteo 4,21), o primeiro sucessor de Pedro.
          Outro nome mencionado no Novo Testamento é o de São Clemente, terceiro sucessor, onde conheceu Pedro pessoalmente em Roma, pontificando entre os anos 92 e 101. São Clemente é citado por São Paulo em(Filipenses. 4,3). Durante o seu governo, surgiu, na distante igreja de Corinto, uma dissensão interna, que culminou na deposição irregular dos presbíteros consagrados. Informado dos fatos, Clemente resolveu intervir, onde exortava com autoridade, os fiéis daquela comunidade a se manterem unidos na fé e na caridade. Sobre essa carta, Eusébio nos informa que “foi lida para benefício comum na maioria das igrejas, tanto em tempos antigos como em nossos dias”.
          Nas primeiras comunidades Cristãs, já no século I convém destacar Santo Inácio de Antioquia, que teve uma grande experiência e conviveu longos anos com os Apóstolos. Escreveu uma carta aos Romanos onde diz: “Tudo isso eu não vos ordeno como Pedro e Paulo; eles eram Apóstolos, e eu sou um condenado” (Rom, c IV).
          Pelo ano de 160, Hegesipo apresenta, como critério da Fé Ortodoxa, a conformidade com a “doutrina” dos Apóstolos “transmitida” por meio dos Bispos, e por esse motivo redige a lista dos Bispos.
          No século II Santo Irineu de Lypn escreve na sua grande obra: Contra as heresias: “Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e fundavam a Igreja” (L.3, C. 1, n. 1, v. 4)
          S. Jerônimo ainda diz: “Simão Pedro foi a Roma e aí ocupou a cátedra sacerdotal durante 25 anos” (De Viris III. 1,1)
          S. Agostinho: “S. Lino sucedeu a S. Pedro” (Epist. 53)
          Sulpício Severo, falando do tempo de Nero, diz: “Neste tempo, Pedro exercia em Roma a função de Bispo”(His. Sacr, n. 28)
          E outra Carlos existe ainda os catálogos dos Bispos de Roma, organizados segundo os documentos primitivos, pelos antigos escritores, colocavam invariavelmente o nome de Pedro à frente de todos. Portanto, a Bíblia e a História, deixam bem claro que Jesus fundou uma Igreja sobre Pedro e com a sucessão ininterrupta dos Bispos, até o fim dos tempos.
          É bom revelar que nenhum protestante imparcial teve a coragem e a ousadia de contestar tudo isso, pois só o que Cristo transmitiu aos Apóstolos e o que se herdou destes numa sucessão ininterrupta da Igreja Católica, tem foros de verdade revelada, portanto digna de fé.

    • MEU AMIGO CARLOS, SAIBA QUE O SEU MAL É QUE VOCÊ NÃO CONHECE NADA DE HISTÓRIA E FICA PREGANDO BABOSEIRAS. DEIXA DESSAS FANTASIAS, AMIGO. COLOCA NA SUA CABEÇA QUE QUALQUER HISTÓRIADOR MESTRE EM PATRÍSTICA SE CONVERTE A IGREJA CATÓLICA SE ELE ESTUDAR A PATRÍSTICA A SÉRIO E NAS FONTES.

      MEU CARO CARLOS, VOU TE PASSAR CONHECIMENTO, OK. MATERIAL DE PESQUISAS PARA VOCÊ ESTUDAR, MAS POR FAVOR, VA A UMA BIBLIOTECA NACIONAL, DE SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO OU BRASILIA. ESTUDE NOS LIVROS DE ESCRITORES DA ÉPOCA. O SEU MAL É QUE VOCÊ SÓ LÊ LOROTAS DE SITES FALSIFICADOS QUE ADULTERAM E FALSIFICAM TUDO.

      OLHA, NÃO VOU PERDER MEU TEMPO RESPONDENDO BABOSEIRAS COMO ESSA QUE VOCÊ POSTOU AQUI NO SITE DA HELEN. VOU TE PASSAR SÓ UM POUCO DA GRANDEZA DA IGREJA CATÓLICA. AMIGO CARLOS, É VASTA A DOUTRINA CATÓLICA… A MESMA QUE SELECIONOU O CÂNOM DO NOVO TESTAMENTO
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      São Clemente I de Roma
      São Clemente, d. AD 101, chamado Clemente de Roma, era o bispo de Roma, ou papa, de c.92 a 101. De acordo com Ireneu de Lyon, ele foi o terceiro sucessor de São Pedro. Pouco se sabe de sua vida, a principal fonte de informação é a sua Epístola aos Coríntios (c.96), a peça mais antiga da literatura cristã que não escritos do Novo Testamento em que o nome do autor é certo. A grande estima em que Clemente foi realizada é evidente pelo fato de que até o século quarto sua carta foi aceita por alguns como Escritura. Ele é um dos Padres da Igreja Apostólica. A carta foi escrita por causa de discórdia interna e divisão na igreja de Corinto. Clemente interveio em nome da igreja em Roma, e apelou para a restauração da paz, ordem, harmonia e. O documento, que demonstra familiaridade com Clemente filosofia estóica e mitologia grega, dá um retrato valioso da organização da igreja primitiva, crença e prática. Festa dia: 23 de novembro (ocidental); 24 de novembro ou 25 (Leste).
      Agnes Cunningham
      Obras de São Clemente de Roma
      • Clemente de Roma
      Aviso de Introdução a duas epístolas relativas a virgindade
      • Duas epístolas relativas a virgindade
      • A Primeira Epístola de Clemente Bendito
      • A Segunda Epístola de Clemente mesmo.
      • Pseudo-Clementine Literatura
      Aviso de Introdução ao pseudo-Clementine Literatura
      Reconhecimentos de Clemente
      Aviso de Introdução ao Reconhecimentos de Clemente
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
      • Livro VIII.
      • Livro IX.
      • Livro X.
      Aviso de Introdução ao Homilias Clementine
      Epístola de Pedro a Tiago
      Epístola de Clemente para Tiago
      • Clementine Homilias
      Homilia I.
      Homilia II.
      Homilia III.
      Homilia IV.
      Homilia V.
      Homilia VI.
      Homilia VII.
      Homilia VIII.
      Homilia IX.
      Homilia X.
      Homilia XI.
      Homilia XII.
      Homilia XIII
      Homilia XIV.
      Homilia XV.
      Homilia XVI
      Homilia XVII.
      Homilia XVIII.
      Homilia XIX.
      Homilia XX.
      Barnabé
      • Barnabé (? C.120 AD)
      • Epístola de Barnabé (? C.120 AD)
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      São Policarpo
      {Pahl’-uh-kahrp}
      Policarpo, c.69-c.155, bispo de Esmirna, foi um elo vivo entre os Apóstolos e da Igreja do século mais tarde 2d. Como um líder da igreja na Anatólia, ele visitou (155) Roma para discutir com o seu bispo a data disputada para a celebração da Páscoa. Foi acordado que as igrejas orientais e ocidentais continuarão seus usos divergentes. Após o seu regresso a Esmirna, Policarpo foi preso e queimado até a morte. Uma carta da igreja de Esmirna, a mais antiga conhecida narrativa de um mártir cristão, dá conta de seu julgamento e morte.
      Um defensor da ortodoxia – Irineu diz que ele era um discípulo de São João – Policarpo oposição Marcion e outros professores gnóstico. Uma carta dirigida a ele por Inácio sobrevive, além de um (ou talvez dois combinados) por Policarpo aos Filipenses que lança luz sobre a doutrina cristã, organização e uso da Escritura. Festa dia: 25 de janeiro (Oriental); 23 fev (Ocidental).
      Ross Mackenzie Bibliografia: . Altaner, Berthold, Patrologia, (1960); Harrison, PN, Dois Policarpo Epístolas aos Filipenses (1936); Musurillo, HA, amostra, Atos dos mártires cristãos (1972).
      • Policarpo (? C.65-c.155 AD)
      • Epístola de Policarpo aos Filipenses (c.150 AD)
      • Epístola sobre o Martírio de Policarpo
      A Epístola Encíclica da Igreja no Smyrnam
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      • Mathetes (c.163 AD -?)
      • Epístola de Mathetes a Diogneto (c.130 AD)
      • Epístola de Adrian em nome dos cristãos
      • Epístola de Antonius ao conjunto comum de Ásia
      Marco Aurélio
      Imperador romano
      Marco Aurélio, b. Abril 26, 121, d. 17 de março, 180, governou Roma de 161 até sua morte. Nascido Marcus Annius Verus, ele foi adotado pelo imperador AntoniusS Pio em 138 e casado com sua filha Annia Galeria Faustina alguns anos mais tarde. Ele sucedeu ao trono sem dificuldade sobre a morte de Antonino. Marcus insistiu em dividir o poder igualmente com Lúcio Vero, Antonino quem tinha também adoptado, embora Verus, que morreu em 169, foi claramente menos competente.
      Educado pelos melhores tutores em Roma e Atenas, Marcus era um devoto de aprendizagem grega e da filosofia do estoicismo. Mesmo durante as suas campanhas (167-175, 178-180) contra a Marcomanni e outras tribos do Danúbio manteve um “diário espiritual”. Este documento, as Meditações, reflete a tentativa de Marcus para conciliar sua filosofia estóica da virtude e do auto-sacrifício com o seu papel como um guerreiro soberano.
      Guerras de Marcus e benevolências – ele baixou os impostos e foi caridoso em relação aos menos afortunados – eram caros e muitas vezes ineficaz.Cômodo, seu filho, que lhe sucedeu, herdou a guerra do Danúbio, que Roma não podia ganhar, e um tesouro que tinha sido gravemente depauperadas.
      • Epístola de Marco Aurélio para o Senado, creditando cristãos com sua vitória.
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      Santo Inácio de Antioquia
      O terceiro bispo de Antioquia, Inácio, dc107, foi levado a Roma sob Trajano e lançados às feras. No caminho para Roma, ele escreveu aos cristãos de Éfeso, Magnésia, Tralles, Roma, Filadélfia e Esmirna, Policarpo, bispo de Esmirna. Estas sete cartas dão uma visão esclarecedora não só as crenças e as condições internas de primeiras comunidades cristãs, mas também do caráter de seu autor.
      Inácio escreveu sobre o nascimento virginal ea divindade de Cristo, mas destacou especialmente a natureza humana de Cristo. O primeiro escritor a chamar a Igreja “católica”, Inácio descreveu-a como uma sociedade de amor, no amor presidida por um bispo com seus presbíteros e diáconos, e montados “em graça, em uma só fé e um Jesus Cristo” (Ef 20).
      Chamado theophoros (“portador de Deus”), Inácio martírio considerado uma grande honra e pediu aos cristãos romanos não para salvá-lo. “Deixe-me ser dada aos animais selvagens”, escreveu ele, “para através deles que eu possa alcançar a Deus” (Rm 4). Dia de festa: Oct. 17 (ocidental); 17 dez (Antioquia); 20 dez (Eastern outro).
      Obras de Santo Inácio de Antioquia
      • Epístola de Inácio (30-107 dC) aos Efésios
      • Epístola de Inácio aos Magnésios
      • Epístola de Inácio aos Trallians
      • Epístola de Inácio aos Romanos
      • Epístola de Inácio para a Filadélfia
      • Epístola de Inácio aos Esmirnenses
      • Epístola de Inácio a Policarpo
      • Versões siríaco das Epístolas de Inácio
      • A Segunda Epístola de Inácio aos Efésios
      A Terceira Epístola de o mesmo Santo Inácio

      São Justino Mártir
      São Justino Mártir, C.100-c.165, é reconhecido como um dos mais importantes escritores cristãos primitivos. Um samaritano, ele estudou em diversas escolas de filosofia – estóica, peripatética, pitagórica e platônica – antes de se tornar um cristão. Justin assumiu a tarefa de fazer uma defesa racional do cristianismo para os forasteiros. Ele foi para Roma e abriu uma escola de filosofia. Justin é o renomado autor de um vasto número de tratados, mas as únicas autênticas obras restantes são duas Apologies, o seu Diálogo com Trifão o judeu, e fragmentos de Sobre a ressurreição. Justin foi decapitado, provavelmente em 165. Festa dia: 01 de junho.
      Obras de S. Justino Mártir
      • Justino Mártir (110-165 AD)
      • Primeira Apologia de Justino Mártir
      • Segunda Apologia de Justino Mártir
      • Diálogo de Justino Mártir e Trifon
      • Exortatório Endereço de Justin para os gregos
      • Justino Mártir sobre o único governo de Deus
      • Justino Mártir sobre a Ressurreição
      • Fragmentos de escritos Justin Mártir
      • Martírio de Justino Mártir
      • Martírio dos Santos Mártires
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      Santo Irineu, Irineu
      {Y-ruh-nee’-uhs}
      Santo Irineu, b. Anatólia, c.140-60, dc200, conhecido como o pai da teologia católica, é o mais importante teólogo do século 2d. Em sua juventude, ele se tornou um discípulo de São Policarpo de Esmirna. Mais tarde ele serviu como bispo de Lugdunum (Lyon) na Gália.
      Irineu é conhecido por várias obras existentes, bem como por sua influência sobre escritores cristãos posteriores da época patrística. Ele era um homem de paz e de tradição. Seus grandes esforços foram gastos no combate ao gnosticismo, e sua grande obra, Adversus Haereses (Contra as Heresias), foi escrito para este fim. Ele desenvolveu a doutrina da recapitulação (anakephalaiosis) de todas as coisas em Jesus Cristo, em oposição aos ensinamentos dos gnósticos, como Valentino e Basilides. Um defensor da tradição apostólica, Ireneu de Lyon foi o primeiro Pai da Igreja para sistematizar as tradições religiosas e teológicas da igreja, na medida em que eles existiam. Na controvérsia Quartodecimana sobre a data para a observância da Páscoa, ele defendeu a diversidade de práticas na unidade da fé. Festa dia: 28 de junho.
      Agnes Cunningham Bibliografia: Nielsen, Jan Tjierd, Adão e Cristo na Teologia de Irineu de Lyon (1968); Wingren, Gustaf, Homem e da Encarnação: Um Estudo em Teologia Bíblica de Ireneu de Lyon, trans. por Ross MacKenzie (1959).
      Obras de Santo Ireneu de Lyon
      • Ireneu de Lyon (120-202 dC)
      • Irineu – Contra as Heresias, Livro I
      • Irineu – Contra as Heresias, Livro II
      • Irineu – Contra as Heresias, Livro III
      • Irineu – Contra as Heresias, Livro IV
      • Irineu – Contra as Heresias, Livro V
      • Fragmentos dos Escritos Perdidos de Ireneu de Lyon
      • Elucidação pelo Editor sobre textos Irineu
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      Hermas
      {Hur’ Muhs-}
      Um dos Padres Apostólicos, Hermas era um cristão 2d século, que foi vendido em Roma como um escravo. Ele foi libertado, casado, e tornou-se sucesso nos negócios, mas foi denunciado por seus filhos durante uma perseguição. Sua famosa obra, O Pastor, dividido em três partes (Visões, Mandatos, símiles), é uma série de revelações concedidas por uma mulher idosa (representando a igreja) e um pastor (um anjo) sobre o arrependimento do pecado, e os preceitos morais que levam a uma vida nova. Muitos cristãos primitivos consideravam parte da Escritura.
      Obras de Hermas
      • Notas introdutórias Pastor de Hermas (160 dC) (ou o Pastor de Hermas)
      • Pastor de Hermas – Primeiro Livro – Visões
      Primeira Visão
      Visão Segunda
      Terceira Visão
      Quarta Visão
      Visão Quinta
      • Pastor de Hermas – Livro Segundo – Mandamentos
      Primeiro Mandamento
      Segundo Mandamento
      Terceiro Mandamento
      Quarto Mandamento
      Quinto Mandamento
      Sexto Mandamento
      Sétimo Mandamento
      Oitavo Mandamento
      Nono Mandamento
      Décimo Mandamento
      décimo primeiro mandamento
      Reis Mandamento
      • Pastor de Hermas – Terceiro Livro – Similitudes
      Similitude Primeiro
      Similitude Segundo
      Similitude Terceiro
      Similitude quarta
      Similitude Quinta
      Similitude Sexto
      Sétimo Similitude
      Similitude Oitava
      Similitude Nona
      Décima Similitude
      • Pastor de Hermas – Elucidações

      Taciano
      {Tay’ shuhn-}
      Um escritor sírio do século 2d, Taciano freqüentou a escola de São Justino Mártir da filosofia em Roma e, depois de uma longa busca espiritual, se converteu ao cristianismo. Sua Diatessaron, uma síntese dos quatro Evangelhos, e Oratio anúncio Græcos (Discurso aos gregos), uma defesa racional do cristianismo, eram suas obras mais importantes. Em seguida, ele abandonou o cristianismo e fundou Encratites, uma seita gnóstica.
      • Taciano o Assírio
      • Endereço de Taciano para os gregos ou ad Oratio Græcos
      O Diatessaron de Taciano
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      Papias de Hierapolis
      {Pay’-pee-uhs, hee-ar ahp’-uh-luhs}
      Papias, fl. 130, foi um dos primeiros escritores cristãos, conhecidos como Padres Apostólicos. Ele foi bispo de Hierápolis na Anatólia e disse ter sido um discípulo de São João Apóstolo e companheiro de São Policarpo, bispo de Esmirna. Suas explicações das palavras do Senhor, uma obra em cinco livros, que sobrevive apenas em fragmentos preservados por Eusébio de Cesaréia e Ireneu de Lyon, é importante porque contém muitas tradições orais e as lendas dos tempos apostólicos.
      • Fragmentos das obras de Papias
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      Teófilo
      • Teófilo de Antioquia (115-181 dC),
      Teófilo para Autolycus – Livros I
      Teófilo para Autolycus – Livros II
      Theophilus para Autolycus – Livros III
      • Epístola de Mathetes a Diogneto (130 dC)
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      Atenágoras
      Atenágoras, que viveu no século 2, foi um filósofo cristão e apologista. Tratado chefe Atenágoras, intitulado Presbeia peri Christiann (177 dC), é um dos primeiros trabalhos a utilizar conceitos neoplatônicos, que são baseadas nas idéias do filósofo grego Platão, para interpretar o cristianismo. Atenágoras pode ter sido um nativo de Atenas, Grécia. Ele é conhecido por ter ensinado, e ele estabeleceu uma academia cristã em Alexandria, no Egito.
      Presbeia foi inscrito para o imperador romano Marcus Aurelius Commodus e seu filho. Neste tratado, Atenágoras defendeu os cristãos contra as acusações de ateísmo contemporâneo, canibalismo e promiscuidade, destacando a crença cristã na Trindade, na ressurreição do corpo, e na santidade do casamento.Atenágoras também produziu a primeira explicação racional para a simultânea unidade de Deus e Trindade.
      Outro tratado, traduzido A Ressurreição do Corpo (encontrado no mesmo manuscrito com Presbeia), é atribuído à cautela Atenágoras. O segundo tratado é, talvez, a primeira exposição completa em literatura da doutrina cristã da ressurreição do corpo. Autenticidade do documento é questionada porque recebe nenhuma menção nos escritos do teólogo Orígenes de Alexandria do século terceiro, nem é mencionado nos escritos patrísticos mais tarde. No entanto, os estudiosos notaram que os dois tratados compartilhar o mesmo vocabulário. Presbeia também sugere a existência de um trabalho posterior que mais plenamente discute o conceito cristão da ressurreição.
      • Um apelo para os cristãos (Apologia) por Atenágoras (177 dC)
      • Tratado de Atenágoras
      Sobre a ressurreição dos mortos
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      São Clemente de Alexandria
      Clemente de Alexandria, c.150-c.215, foi um teólogo grego que fez uma primeira tentativa de sintetizar platônica e pensamento cristão. Ele nasceu provavelmente em Atenas, onde recebeu a sua formação inicial. Depois que ele se tornou um cristão, ele foi para Alexandria para procurar a instrução de Pantænus, chefe da escola catequética e um renomado professor cristão. Pantænus deu Clement o “elemento imortal do conhecimento” que ele procurava.De acordo com Pantænus, que o conhecimento religioso, ou gnose, se prepara para o estado de êxtase em que a identidade perfeita com Deus é alcançada. Ele considerou que a gnose só verdade, porém, era para ser encontrado na fé cristã (ver gnosticismo). Clement conseguiu Pantænus como chefe da escola cerca de 190. Cerca de 202, durante a perseguição do imperador romano Septímio Severo, ele foi forçado a fugir para a Capadócia, onde morreu.
      Clemente foi um dos fundadores da tradição alexandrina na teologia cristã. Seus escritos fusível fé cristã e da filosofia (platônica) grego. Suas mais conhecidas obras são a Protréptico (Exortação aos gregos), no qual ele tentou converter adoradores de deuses pagãos, o Pædagogus (Tutor), uma explicação do mundo em termos de o Logos, ou a mente de Deus, eo Stromata (Miscelâneas), na qual afirmou que a filosofia é um presente de Deus para os gregos. Clemente tem sido chamado às vezes um gnóstico cristão. Ele é considerado um dos Padres da Igreja.
      Obras de São Clemente de Alexandria
      • Introdução à Clemente de Alexandria (153-217 AD)
      • Exortação aos pagãos – Clemente de Alexandria
      • O Instrutor – eu Livro – Clemente de Alexandria
      • O Instrutor – Livro II – Clemente de Alexandria
      • O Instrutor – Livro III – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – eu Livro – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro II – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro III – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro IV – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro V – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro VI – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro VII – Clemente de Alexandria
      • O Stromata ou Miscellanies – Livro VIII – Clemente de Alexandria
      • Fragmentos de manuscritos de Clemente de Alexandria
      Fragmentos de Clemente de Alexandria.
      I.-a partir da tradução latina de Cassiodoro.
      II.-Nicetas, Bispo de Heraclea.
      III.-A partir da Catena em Lucas, Editado por Corderius.
      IV.-dos livros de os Hypotyposes.
      V.-do livro sobre a Providência.
      VI.-do livro sobre a alma.
      VII. fragmento do Livro em calúnia.
      VIII.-Outros Fragmentos de Antonius Melissa.
      IX. Fragmento do Tratado sobre casamento .
      X.-Fragmentos de Outros Livros Perdidos.
      XI.-fragmentos encontrados em grego apenas na edição de Oxford.
      XII.-fragmentos que não constam da edição de Oxford.
      • Na salvação do homem rico – Clemente de Alexandria
      Quem é o homem rico que será salvo?
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      Tertuliano
      {Tur tul’-ee-uhn}
      Quintus Septímio Florens Tertuliano, b. Cartago, c.155, d. depois de 220, foi um dos maiores teólogos e escritores ocidentais da antiguidade cristã. Através de seus escritos uma testemunha à doutrina e à disciplina da Igreja primitiva na crença e de culto é preservada.
      Um defensor nos tribunais, em Roma, convertido Tertuliano (c.193) ao cristianismo. Cerca de 207 ele rompeu com a Igreja e se juntou aos montanistas na África. Pouco depois, porém, ele rompeu com eles e formou seu próprio partido, conhecidos como os Tertullianists.
      Um extremista por natureza, ele havia passado por um período de licenciosidade durante seus primeiros anos, mas depois, ele defendeu uma severa ascese e disciplina que seus seguidores encontraram difícil de imitar.
      Tertuliano era um homem de temperamento ardente, grande talento, e incansável propósito. Ele escreveu com uma brilhante retórica e sátira cortante. Sua paixão pela verdade levou em polêmica com seus inimigos: em turno pagãos, judeus, hereges e católicos. Sua admiração pelo heroísmo cristão sob perseguição parece ter sido o fator mais forte em sua conversão.
      Escritos de Tertuliano, nomeadamente Apologeticum, De Praescriptione hæreticorum e De carne Christi, teve um efeito duradouro sobre o pensamento cristão, especialmente por aqueles que, como Cipriano de Cartago, sempre o considerou como um “mestre”. Ele também influenciou o desenvolvimento do pensamento ocidental e cristã da criação do latim eclesiástico.
      Agnes Cunningham
      Obras de Tertuliano
      • Introdução ao Tertuliano (145-220 dC)
      • A Apologia – Tertuliano
      • Em Idolatria – Tertuliano
      • Os shows, ou De spectaculis – Tertuliano
      • O Terço, ou De Corona – Tertuliano
      • Para Escápula – Tertuliano
      • Anúncio Nationes – Livro I – Tertuliano
      • Anúncio Nationes – Livro II – Tertuliano
      • Anúncio Nationes – Apêndice – Tertuliano
      • Uma Resposta para os judeus – Tertuliano
      • Testemunho da Alma – Tertuliano
      • Um Tratado sobre a Alma – Tertuliano
      • Introdução, pelo editor americano – Tertuliano
      • A Receita Contra Hereges – Tertuliano
      • Intro para os cinco livros contra Marcion – Tertuliano
      • Contra Marcião – Livro I – Tertuliano
      • Contra Marcião – Livro II – Tertuliano
      • Contra Marcião – Livro III – Tertuliano
      • Contra Marcião – Livro IV – Tertuliano
      • Contra Marcião – Livro V – Tertuliano
      • Contra Hermógenes – Tertuliano
      • Contra o Valentinians – Tertuliano
      • Na carne de Cristo – Tertuliano
      • Sobre a ressurreição da carne – Tertuliano
      • Contra Práxeas – Tertuliano
      • Scorpiace – Tertuliano
      • Apêndice: contra todas as heresias – Tertuliano
      • Em Arrependimento – Tertuliano
      • No Batismo – Tertuliano
      • Em Oração – Tertuliano
      • Anúncio Martyras – Tertuliano
      • Martírio de Perpétua e Felicitas – Tertuliano
      • Da Paciência – Tertuliano
      • No Pálio – Tertuliano
      • No Vestuário de Mulheres – Livro I – Tertuliano
      • No Vestuário de Mulheres – Livro II – Tertuliano
      • Sobre o Véu das virgens – Tertuliano
      • Para sua esposa – Livro I – Tertuliano
      • Para sua esposa – Livro II – Tertuliano
      • Na Exortação à Castidade – Tertuliano
      sobre monogamia
      • Na modéstia – Tertuliano
      • Em Jejum – Tertuliano
      • De fuga em persecutione – Tertuliano
      • Apêndice – Tertuliano
      1. Uma linhagem de Jonas Profeta.
      2. Uma linhagem de Sodoma.
      3. Gênesis.
      4. Uma cepa do Acórdão do Senhor.
      5. Cinco Livros em resposta a Marcion.

      • Minúcio Felix (c. AD 210)
      • Otávio de Minúcio Felix
      • Commodianus (c. 240 dC)
      nota introdutória para as Instruções de Commodianus.
      As Instruções de Commodianus em favor da disciplina cristã. Contra os deuses dos pagãos. (Expresso em acrósticos.)
      Orígenes
      {Ohr’-i-jin}
      Orígenes, c.185-c.254, é geralmente considerado o maior teólogo e estudioso bíblico da Igreja Oriental cedo. Ele nasceu provavelmente no Egito, talvez em Alexandria, a uma família cristã. Seu pai morreu em perseguição de 202, e ele escapou por pouco o mesmo destino. Com a idade de 18 anos, Orígenes foi nomeado para suceder Clemente de Alexandria como chefe da escola catequética de Alexandria, onde ele tinha sido um estudante.
      Entre 203 e 231, Orígenes atraiu um grande número de estudantes através do seu modo de vida, tanto quanto através de seu ensino. De acordo com Eusébio, ele assumiu o comando em Matt. 19:12 para dizer que ele deveria se castrar. Durante este período, viajou muito e Orígenes, enquanto na Palestina (c.215) foi convidado a pregar pelos bispos locais, embora ele não foi ordenado. Demétrio, bispo de Alexandria, esta actividade considerada como uma violação do costume e da disciplina e ordenou-lhe para voltar para Alexandria. O período seguinte, de 218 a 230, foi um dos mais de Orígenes produtiva como um escritor.
      Em 230, retornou à Palestina, onde foi ordenado sacerdote pelos bispos de Jerusalém e Cesaréia. Demétrio Orígenes então excomungado, o privou de seu sacerdócio, e enviou-o para o exílio. Orígenes retornou para a segurança da Cesaréia (231), e ali estabeleceu uma escola de teologia, sobre a qual ele presidiu durante 20 anos. Entre seus alunos foi São Gregório Taumaturgo, cujo panegírico de Orígenes é uma importante fonte para o período. A perseguição foi renovada em 250, e Orígenes foi duramente torturado. Ele morreu de os efeitos de alguns anos mais tarde.
      Embora a maior parte de seus escritos tenham desaparecido, a produtividade literária de Orígenes foi enorme. A Hexapla foi a primeira tentativa de estabelecer um texto crítico do Antigo Testamento, os comentários sobre Mateus e João estabelecerá como o primeiro grande estudioso bíblico da igreja cristã, o Principiis De (ou Peri Archon) é um tratado dogmático em Deus e o mundo, eo Celsum Contra é uma refutação do paganismo.
      Orígenes tentou sintetizar interpretação bíblica e crença cristã com a filosofia grega, especialmente neoplatonismo e estoicismo. Sua teologia era uma expressão de reflexão de Alexandria sobre a Trindade, e, antes de Santo Agostinho, ele foi o mais influente teólogo da igreja. Algumas das idéias de Orígenes permaneceu uma fonte de controvérsia tempo após a sua morte, e “Origenism” foi condenada na quinta conselho ecumênico em 553 (ver Concílios de Constantinopla). Orígenes é um dos melhores exemplos da mística cristã: o bem maior é tornar-se semelhante a Deus como possível através da iluminação progressiva. Apesar do seu carácter por vezes controverso, seus escritos ajudaram a criar uma teologia cristã que mistura categorias bíblicas e filosóficas.
      Ross Mackenzie
      Bibliografia:
      Bigg, Charles, os platônicos cristãos de Alexandria (1886; repr 1970.); Burghardt, WJ, et al, eds, Orígenes, Oração, Exortação ao martírio (1954); Caspary, GE, Política e exegese:.. Orígenes e as duas espadas (1979); Chadwick, Henry, pensamento cristão primitivo e da tradição clássica:. Estudos em Justin, Clemente e Orígenes (1966); Daniélou, Jean, Orígenes, trans por Walter Mitchell (1955); Drewery, B., Orígenes e Doutrina da Graça (1960); Hanson, RPC, Doutrina de Orígenes da Tradição (1954); Kannengiesser, C., ed, Orígenes de Alexandria (1988)..
      Obras de Orígenes
      • Hexapla – Orígenes
      • Introdução – Orígenes (185-254 dC)
      • de Principiis – Prefácio – Orígenes
      • de Principiis – Livro I – Orígenes
      • de Principiis – Livro II – Orígenes
      • de Principiis – Livro III – Orígenes
      • de Principiis – Livro IV – Orígenes
      • de Principiis – Elucidações – Orígenes
      • Carta de Africanus – Orígenes
      Carta aos Africanus – Orígenes
      • Carta a Gregório – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro I – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro II – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro III – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro IV – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro V – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro VI – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro VII – Orígenes
      • Carta Contra Celso – Livro VIII – Orígenes
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      • Caio (180-217 AD)
      Fragmentos de Caio
      • Commodianus (240 AD)
      São Hipólito de Roma
      São Hipólito de Roma (170? -235?) Foi considerado o mais importante teólogo do século 3 da igreja romana. Hipólito desafiou a eleição papal de Calisto em 217 e se tornou o primeiro antipapa.
      Nascido antes de 170, provavelmente no Oriente de língua grega, Hipólito parece ter chegado a Roma durante o reinado de São Victor I, na última década do segundo século. Ele logo se tornou o líder intelectual da igreja romana, quando o eminente teólogo Orígenes visitou Roma, ele participou de um dos sermões de Hipólito. Hipólito tomou parte ativa na luta contra o monarquianismo modal, que negou a realidade de distinções entre as pessoas da Trindade.Um polemista feroz, ele denunciou tanto o Papa Zeferino e seu assessor, que se tornaria o Papa Calisto I, para tolerância na aplicação da disciplina eclesiástica, e ele os acusou de tendências modalista em sua cristologia. Zeferino e Calisto, por sua vez denunciou Hipólito para o latente diteísmo na teologia ele havia adotado a partir de São Justino Mártir.
      Após a eleição de Calisto como sucessor de Zeferino, Hipólito parece ter se colocou como antipapa. Ele tratou Calisto como líder equivocada facções e tentou realizar a sua própria visão da igreja como uma comunidade ideal de santos. Após a morte de Calisto, Hipólito perpetuou o cisma com ataques contra o Papa Urbano I e Ponciano Papa. Cerca de 235, durante o reinado do imperador Maximino, tanto Hipólito e Ponciano foram presos e enviados para as minas da Sardenha, onde morreram. O fato de que o Papa Fabian foi para o esforço de ter os corpos de dois homens retornaram a Roma sugere que uma reconciliação se acreditava ter ocorrido antes de sua deportação.
      Porque Hipólito escreveu em grego, a maior parte de seus trabalhos foi perdido e sua história se confundiu no Ocidente latino. São Dâmaso I, por exemplo, acreditava que Hipólito era um seguidor de Novaciano, e em escritos posteriores Hipólito é representado como um soldado convertido por São Lourenço.Tanto Eusébio de Cesaréia e Jerônimo fez referência a ele como um autor prolífico e um bispo, mas eles não foram capazes de identificar a sua sede episcopal. A mais famosa das obras atribuídas a Hipólito é a refutação de todas as heresias, embora muitos duvidam que este e outros escritos tradicionalmente associados com o nome de Hipólito pode ser considerado o trabalho do sacerdote romano e antipapa.
      Obras de Santo Hipólito
      • Introdução – Hipólito (170-236 AD)
      • Refutação de todas as heresias – Livro I – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro IV – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro V – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro VI – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro VII – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro VIII – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro IX – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Livro X – Hipólito
      • Refutação de todas as heresias – Elucidações – Hipólito
      • Fragmentos – Hipólito
      As obras existentes e Fragmentos de Hipólito.
      Parte I.-exegética. Fragmentos de comentários sobre vários livros da Escritura.
      • Mais Fragmentos – Hipólito
      Parte II.-dogmático e histórico.
      • Apêndice – Hipólito
      São Cipriano
      {Sip’-ree-uhn}
      Cipriano, bc200, d. 14 de setembro de 258, foi bispo de Cartago e um dos principais teólogos da igreja primitiva Africano. O filho de pais ricos, ele era um professor de retórica e literatura antes de se tornar (c.246) um cristão. Ele logo foi ordenado sacerdote e eleito (c.248) bispo de Cartago.
      Cipriano foi obrigado a fugir de Cartago durante as perseguições (249-51) do imperador Décio. Após seu retorno, ele virou-se para o problema dos cristãos que não tinham para se manter firme durante a perseguição. Cipriano favoreceu a readmissão de tais cristãos para a igreja, mas sob condições rigorosas.Opondo-se ao cisma de Novaciano, que acreditava que os cristãos anuladas devem ser permanentemente excluídas, ele argumentou que os batismos realizados pelos cismáticos eram inválidos. Sobre este assunto ele se opunha pelo Papa Stephen I. Na perseguição renovada do reinado de Valeriano, Cipriano foi decapitado, não muito longe de Cartago.
      Escrita Cipriano reflete a influência de Tertuliano, a quem ele mantinha em alta estima. Sua obra mais conhecida é De ecclesiae unitate (Sobre a Unidade da Igreja), na qual ressaltou o papel do bispo para decidir assuntos da igreja local, mas não deu a igreja romana uma posição de preeminência. Festa dia: 16 de setembro (ocidental); 31 ago (Leste).
      Obras de São Cipriano
      • Introdução – Cipriano (200-258 dC),
      A Vida e Paixão de Cipriano, bispo e mártir
      • Epístolas de São Cipriano – I – XXX
      • Epístolas de São Cipriano – XXXI – LX
      • Epístolas de São Cipriano – LXI – LXXXII
      • Tratados I – VII – Cipriano
      Tratado I. Na Unidade da Igreja.
      Tratado II. No vestido das Virgens.
      Tratado III. No caducadas.
      Treatise IV. Na oração do Senhor.
      Tratado V. Um Endereço para Demetrianus.
      VI Tratado. Na Vanity de Ídolos
      Tratado VII. Sobre a mortalidade.
      • Tratados VIII – XII-Livro 2 – Cipriano
      Tratado VIII. De Obras e esmolas.
      Tratado IX. Na vantagem da Paciência.
      Tratado X. No ciúme e inveja.
      Tratado XI. Exortação ao martírio, dirigida a Fortunato.
      Tratado XII. Três livros de testemunhos contra os judeus.
      • Tratado XII-Livro 3 – Cipriano
      • Sétimo Concílio de Cartago Sob Cipriano
      • Questionáveis tratados Cipriano
      nos programas públicos.
      sobre a glória do martírio.
      da disciplina e Advantage da castidade.
      exortação ao arrependimento.
      Novaciano
      Novaciano (200? -258?) Foi um teólogo romano que se tornou o antipapa segundo em 251. Um líder entre o clero romano, Novaciano desposada um rigorismo na disciplina da igreja que era semelhante a montanismo.
      Após o martírio do Papa Fabian em 250 durante as perseguições do imperador Décio, a igreja romana adiada a eleição de um sucessor. Em 251 a Igreja eleita Cornelius como papa. Cornelius defendeu o perdão ea readmissão dos cristãos que haviam cometido apostasia sob perseguição. Novaciano, no entanto, acredita que depois do batismo não poderia haver perdão por pecados graves. Ele havia se consagrado papa por três bispos do sul da Itália e entrou em cisma com seus seguidores, em 251 eles foram excomungados por Cornelius. Os Novatianists estabeleceu sua própria igreja, que durou até foram formalmente reunido com a Igreja Católica pelo Conselho de Nicéia, em 325. Novaciano se é pensado para ter sido martirizado durante as perseguições do imperador romano Valeriano.
      Novaciano foi o primeiro teólogo Romano de escrever em latim. Dois de seus nove tratados conhecidos sobreviveram: Sobre a Trindade e sobre os alimentos judaicos.
      Obras de Novaciano
      • Introdução – Novaciano (210-280 AD)
      • De Trinitate, Tratado de Novaciano relativas à Santíssima Trindade
      • Nas carnes judeu – Novaciano
      • Tratado Contra o Herege Novaciano por um bispo Anônimo
      Um Conselho Romano celebrado sob Stephen.
      Conselhos cartagineses.
      • Novaciano – A controvérsia sobre o batismo dos hereges
      Obras de Eusébio Pânfilo
      • Testemunhos de Antigos Contra Eusébio
      • Eusébio Pânfilo
      • A História da Igreja de Eusébio
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
      • Livro VIII.
      • Livro IX.
      • Livro X.
      • Notas Complementares e Tabelas.
      • A vida do imperador Constantino Bendito
      • Prefácio.
      • Prolegômenos.
      • II.-Especial Polegomena
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • A Oração do imperador Constantino
      • A Oração em louvor do imperador Constantino.
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      Sócrates Escolástico
      {Skoh las’-ti-kuhs}
      O historiador grego Sócrates “Escolástico”, c.380-c.450, é mais conhecido por sua história da igreja, concebido como uma continuação de Eusébio de Cesaréia da Historia Ecclesiastica. O trabalho está organizado em sete livros, cada um dos quais cobre a vida de um dos imperadores romanos 305-439.
      Obras de Sócrates Escolástico
      • Introdução.
      • Sócrates Escolástico.
      • A História Eclesiástica, por Sócrates Escolástico
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
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      Hermias Sozomen
      • Hermias Sozomen
      • A História Eclesiástica de Sozomen
      • Introdução.
      • Observações introdutórias por Valesius sobre a vida e os escritos de Sozomen.
      • Memórias de Sozomen.
      • Endereço para o imperador Teodósio por Salaminius Hermias Sozomen, e Proposta de História Eclesiástica.
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
      • Livro VIII.
      • Livro IX.
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      Teodoreto
      {Ti ahd’-uh-ret}
      Um teólogo de Antiochene a escola, Teodoreto, b. Antioquia, c.393, dc458, era um monge de Apamea e bispo de Ciro, Síria (423). Um amigo de Nestório, ele se envolveu na polêmica com São Cirilo de Alexandria, cujos pontos de vista, ele ocupou, implícita uma confusão das naturezas divina e humana de Cristo. Sucessor de Cirilo, Dióscoro os poderosos, acusado (448) Teodoreto de dividir Cristo em duas naturezas, e apesar de Teodoreto insistiu na unidade, ele foi anatematizado. O Sínodo Robber de Éfeso (449), defendendo a teologia Cirilo, deposto Theodoret e forçado ao exílio por um ano. No Concílio de Calcedônia (451), Teodoreto, identificaram com a oposição Nestorian, mas ele foi convencido a renunciar Nestório e foi reconhecido como ortodoxo.
      Escritos sobreviventes Theodoret são expressões finas de Antiochene a escola de interpretação.
      Ross Mackenzie
      Bibliografia: Delaney, John J., e Tobin, James E., Dicionário de Biografia Católica (1961); Quasten, Johannes, Patrologia (1950).
      Obras de Teodoreto
      • Prefaciar
      • Teodoreto
      • Prefácio do tradutor
      • Prolegómenos
      • Os anátemas de Cirilo em oposição a Nestório.
      • Counter-Demonstrações de Teodoreto.
      • A História Eclesiástica de Teodoreto
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Diálogos
      • Diálogo I.-o imutável.
      • O diálogo II.-Unconfounded.
      • Diálogo III.-A impassível.
      • Manifestações de Silogismos
      • Letras da Santíssima Teodoreto, bispo de Ciro
      .
      .
      São Jerônimo, Rufino
      Jerônimo (Eusebius Hieronymus), c.347-420, foi um Padre da Igreja e Doutor da Igreja, cuja grande obra foi a tradução da Bíblia para o latim, a edição conhecida como Vulgata. Ele nasceu em Stridon sobre as fronteiras da Dalmácia e Panônia de uma família bem-fazer cristão. Seus pais o mandaram para Roma a fim de favorecer os seus interesses intelectuais, e lá ele adquiriu um conhecimento da literatura clássica e foi batizado na idade de 19. Pouco tempo depois, ele viajou para Trier em Aquileia a Gália e na Itália, onde ele começou a cultivar seus interesses teológicos em companhia de outras pessoas que, como ele, foram ascetically inclinados.
      Cerca de 373, Jerônimo partiu em uma peregrinação ao Oriente. Em Antioquia, onde foi calorosamente recebido, ele continuou a prosseguir os seus estudos humanistas e monástica. Ele também teve uma profunda experiência espiritual, sonhando que ele foi acusado de ser “um eloquente, e não um cristão.” Assim, ele decidiu dedicar-se exclusivamente à Bíblia e da teologia, embora o tradutor rufinus (345-410), amigo próximo de Jerônimo, mais tarde sugeriu que o voto não foi rigorosamente mantido. Jerônimo mudou-se para o deserto de Cálcis, e durante a prática de austeridades mais rigorosos, prosseguiu os seus estudos, incluindo a aprendizagem do hebraico. No seu regresso a Antioquia, em 378 ele ouviu Apolinário, o Jovem palestra (c.310-c.390) e foi admitido ao sacerdócio (379) por Paulino, bispo de Antioquia. Em Constantinopla, onde passou três anos, cerca de 380, ele foi influenciado por Gregório de Nazianzo.
      Quando Jerônimo retornou a Roma o Papa Dâmaso I nomeou-o secretário confidencial e bibliotecário e encarregou-o de começar seu trabalho de tornar a Bíblia para o latim. Depois da morte (384) de Dâmaso, no entanto, Jerome caiu em desuso, e por uma segunda vez, ele decidiu ir para o Oriente. Ele fez breves visitas a Antioquia, Egito e Palestina. Em 386, Jerônimo solucionadas em Belém, em um mosteiro criado para ele por Paula, uma de um grupo de mulheres cujos abastado romano conselheiro espiritual que ele tinha sido e que permaneceu seu amigo ao longo da vida. Lá, ele começou seu período mais produtivo literária, e lá permaneceu por 34 anos, até sua morte. A partir deste período vêm suas principais comentários bíblicos ea maior parte de seu trabalho sobre a Bíblia latina.
      Os escritos de Jerônimo expressa uma bolsa insuperável no início da igreja e ajudou a criar a tradição cultural da Idade Média. Ele desenvolveu o uso de material filológico e geográfica na sua exegese e reconheceu a importância científica da arqueologia. Em sua interpretação da Bíblia que ele usou tanto o método alegórico do Alexandrino e do realismo do Antiochene escolas. Um homem difícil e temperamental, Jerome fez muitos inimigos, mas sua correspondência com amigos e inimigos é de grande interesse, sobretudo com que Santo Agostinho. Seus brindes foram maiores na bolsa, e ele é um verdadeiro fundador da exegese bíblica científica no Ocidente. Festa dia: 30 de setembro (Ocidental).
      Obras de Rufino, São Jerônimo
      • Jerônimo e Gennadius
      • Jerônimo e Gennadius – Vidas dos Homens Ilustres.
      • Adições Gennadius ‘
      • Rufino
      • Prolegômenos sobre a vida e obra de Rufino
      • Prefácio ao Comentário sobre as Bênçãos dos Doze Patriarcas
      • Prefácio ao Livro II.
      • Tradução de Defesa Pamphilus ‘de Orígenes.
      • Epílogo de Rufino a Panfílio Apologia dos Mártires de Orígenes
      • Prefácio com as traduções de livros de Orígenes arxw Peri ‘= n.
      • Prefácio do livro III. De arxwn o Peri.
      • Apologia Rufino em Defesa de si mesmo.
      • A Carta de Anastácio, Bispo da Igreja de Roma a João Bispo de Jerusalém sobre o caráter de Rufino
      • A Apologia de Rufino
      • Livro I.
      • Livro II.

      Sulpitius Severo (363-420 dC)
      • Vida e Obra de Sulpitius Severo.
      • Sobre a vida de São Martinho
      • Cartas
      • Letra I. Para Eusébio.
      • Carta II. Para o Aurelius Deacon
      • Carta III. Para Bassula, sua mãe-de-lei.
      • Diálogos
      • I. diálogo sobre as virtudes dos Monges do Oriente.
      • Diálogo II. Em relação às virtudes da St. Martin.
      • Diálogo III. As Virtudes de Martin Continuação.
      • As cartas de cobrança duvidosa
      • Carta I. A Carta do Presbítero Santo Severo à Sua irmã Claudia Quanto ao Juízo Final.
      • Carta II. Uma Carta de Sulpitius Severo à Sua irmã Claudia relativas a virgindade.
      • Carta III. Uma Carta de Severo para Santo Paulo Bispo.
      • Carta IV. Para o mesmo, em sua sabedoria e bondade.
      • Letra V. Para uma pessoa desconhecida, pedindo-lhe para lidar cuidadosamente com seu irmão,
      • Carta VI. Para Sálvio: uma denúncia de que as pessoas do campo foram perseguidos, e seus bens saqueados.
      • Letter VII. Para uma pessoa desconhecida, Implorando a Favorof uma carta.
      • A História Sagrada
      • Livro I.
      • Livro II.
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      Vicente de Lérins (? -450 DC)
      {Van-sahn ‘lay-ran’}
      O cristão monge Vicente de Lérins, dc450, é lembrado por sua Commonitorium (Memorando, c.434), um conjunto de notas em 33 capítulos. Um dos primeiros a lidar com a questão do desenvolvimento doutrinário, ele ofereceu diretrizes para extrair a verdade da controvérsia religiosa. Ele afirmou que a igreja pode diferenciar entre as tradições verdadeiras e falsas, usando o teste triplo do ecumenismo, antiguidade e consentimento (“o que foi crido em toda parte, sempre, por todos”). Este teste tem vindo a ser conhecida como a “Canon Vicentina.” Festa dia: 24 de maio.
      • Vicente de Lérins
      • O Commonitory
      • Introdução.
      • Apêndice I.
      • Apêndice II.
      • Apêndice III.
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      João Cassiano (c.360-c.433)
      {Kash’ uhn-}
      Um monge cristão, João Cassiano, c.360-435, é importante por seus escritos sobre Monasticismo. Nascido em Dobruja, uma região do Mar Negro, ele se juntou a um mosteiro perto de Belém como um homem jovem. Depois de visitar os famosos centros monásticos do Egito, ele ficou lá até que ele foi forçado a deixar (c.400) por causa das tensões entre os monges egípcios e gregos. Cassiano encontraram refúgio temporário em Constantinopla e depois em Roma.Cerca de 415 ele foi para Marselha, onde fundou um mosteiro para os homens e outro para mulheres. Aqui ele compôs suas duas grandes obras, os institutos e as conferências. Os acordos anteriores com as estruturas do monaquismo, o segundo discute a teoria da espiritualidade monástica. Os orientais Igreja honra-lo como um santo. Festa dia: 29 de fevereiro.
      Cipriano Davis, OSB
      Bibliografia: Chadwick, Owen, João Cassiano, 2 ª ed. (1968).
      • João Cassiano
      • Prolegómenos
      • Prefácio.
      • Doze Livros sobre Institutos da Coenobia
      • I. livro do vestido dos Monges.
      • Livro II. Do Sistema Canonical das orações noturnas, e nos Salmos.
      • Livro III. Do Sistema Canonical das orações diárias e Salmos.
      • Livro IV. Dos Institutos dos renunciantes.
      • Livro V. do espírito de gula.
      • Livro VI. No espírito de fornicação.
      • Livro VII.of o espírito de cobiça.
      • Livro VIII. Do Espírito de raiva.
      • Livro IX. Do Espírito de desânimo.
      • Livro X. do Espírito de accidie. 1
      • Livro XI. Do Espírito de Vanglória.
      • Livro XII.
      • Conferências de John Cassian.-Parte I.
      • I. Primeira Conferência do abade Moisés.
      • II. Segunda Conferência do abade Moisés.
      • III. Conferência do abade Pafúncio.
      • IV. Conferência do Abade Daniel.
      • V. Conferência de Serapião Abade.
      • VI. Conferência do Abade Teodoro. 1
      • VII. Primeira Conferência do Abade Serenus.
      • VIII. A Segunda Conferência do Abade Serenus.
      • IX. A Primeira Conferência do abade Isaac.
      • X. A Segunda Conferência do Abade Isaac.
      • As Conferências de John Cassian.-Parte II.
      • XI. A Primeira Conferência do abade Chæremon.
      • XII. A Segunda Conferência do Abade Chaeremon.
      • XIII. A Terceira Conferência do Abade Chaeremon.
      • XIV. A Primeira Conferência do abade Nesteros.
      • XV. A Segunda Conferência do Abade Nesteros.
      • XVI. A Primeira Conferência do abade Joseph.
      • XVII. A Segunda Conferência do abade Joseph.
      • Conferências de John Cassian.-Parte III.
      • XVIII. Conferência do Abade Piamun.
      • XIX. Conferência do Abade John.
      • XX. Conferência do Abade Pinufius.
      • XXI. A Primeira Conferência de Theonas Abbot.
      • XXII. A Segunda Conferência de Theonas Abbot.
      • XXIII. A Terceira Conferência de Theonas Abbot.
      • XXIV. Conferência do abade Abraão.
      • Os sete livros sobre a Encarnação do Senhor, contra Nestório.
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
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      Doze Patriarcas
      • Doze Patriarcas
      Aviso de Introdução ao Testamentos dos Doze Patriarcas
      • Os Testamentos dos Doze Patriarcas
      • I.-O Testamento de Rúben Quanto Pensamentos
      • II.-O Testamento de Simeão Quanto Envy.
      • III.-O Testamento de Levi sobre o sacerdócio e arrogância.
      • IV.-O Testamento de Judá Fortitude relação, e Love of Money, e fornicação.
      • V.-O Testamento de Issacar Simplicidade relação.
      • VI.-O Testamento de Zebulom Quanto compaixão e misericórdia.
      • VII.-O Testamento de Dan Quanto Raiva e mentindo.
      • VIII.-O Testamento de Naftali Quanto bondade natural.
      • IX.-O Testamento de Ódio Quanto Gad.
      • X.-O Testamento de Aser Quanto Duas Faces da Vício ea Virtude.
      • XI.-O Testamento de Joseph Sobriedade relação.
      • XII.-O Testamento de Benjamin Quanto a uma mente pura.
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      Teódoto
      • Teódoto
      Aviso de Introdução ao Trechos de Teódoto ou seleções das Escrituras proféticas.
      • Trechos de Teódoto
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      Segunda até Sexta Concílios Ecumênicos
      • Segundo Concílio Ecumênico. O Primeiro Concílio de Constantinopla.
      • Introdução Histórica.
      • O Credo Santo, que os Santos Padres 150 Definir por diante, que é consentâneo com o santo e grande Sínodo de Nice.
      • Nota introdutória.
      • Digressão histórica sobre a introdução no Credo das Palavras “e do Filho”.
      • Nota histórica sobre o “Tomé” Lost do Concílio.
      • Carta do Santo Sínodo para o Imperador mais piedoso Teodósio, o Grande, ao qual são acrescentados os cânones promulgada por Eles.
      • Introdução sobre o Número de Cânones.
      • Cânones das cento e cinqüenta Padres
      • Digressão sobre as heresias condenado em Canon I.
      • Digressão sobre a Autoridade do Segundo Concílio Ecumênico. (Hefele, História dos Conselhos, vol. II., Pp. 370, Et Seqq.)
      • Concílio de Constantinopla: a Carta Sinodal.
      • O Terceiro Conselho Ecumênico;. O Concílio de Éfeso.
      • Introdução Histórica.
      • Extractos dos Actos. Sessão I.
      • A Epístola de Cirilo a Nestório.
      • Extractos dos Actos. Sessão I. (Continuação).
      • Introdução Histórica ao Anathematisms São Cirilo.
      • A Epístola de Cirilo a Nestório com o XII. Anátemas.
      • O XII. Anátemas de São Cirilo contra Nestório.
      • Digressão sobre a palavra Theotokos.
      • Extractos dos Actos. Sessão I. (Continuação).
      • Decreto do Conselho contra Nestório. (Encontrado em todas as Concilia o em grego com versões latinas.)
      • Extractos dos Actos. Sessão II.
      • A Carta do Papa Coelestine ao Sínodo de Éfeso.
      • Extractos dos Actos. Sessão II. (Continued.)
      • Extractos dos Actos. Sessão III.
      • Os Cânones de Santo duzentos e Padres abençoado que conheceu em Éfeso.
      • Digressão sobre a conciliabulum de João de Antioquia.
      • Digressão sobre Pelagianismo.
      • Digressão sobre as palavras pistin heperan.
      • Carta do Santo Sínodo de Éfeso, para o Sínodo Sagrado da Panfília Quanto Eustathius que tinham sido seus Metropolitana.
      • A Carta do Sínodo para o Papa Celestino.
      • A definição do Santo Sínodo e Ecumênico de Éfeso Contra o messalianos Impious
      • Decreto do Sínodo em matéria de Euprepius e Cirilo.
      • O Quarto Concílio Ecumênico;. O Concílio de Calcedônia.
      • Introdução Geral.
      • Extractos dos Actos. Sessão I.
      • Extractos dos Actos. Sessão II.
      • A Carta de Cyril a João de Antioquia.
      • Extractos dos Actos. Sessão II. (Continuação).
      • O Tome of St. Leo.
      • Extractos da Atos Sessão II. (Continuação).
      • Sessão III.
      • A condenação Enviado pelo Santo Sínodo e Ecumênico de Dióscoro.
      • Extractos dos Actos. Sessão IV.
      • Sessão V.
      • A definição de fé do Concílio de Calcedônia.
      • Extractos dos Actos. VI sessão.
      • Decreto sobre a Jurisdição de Jerusalém e Antioquia. Sessão VII.
      • O decreto com conta o bispo de Éfeso. Sessão XII.
      • Decreto com Regard para Nicomédia. Sessão XIII.
      • Os Cânones XXX dos Santos Sínodos e Quarta, de Calcedônia.
      • Digressão sobre a história mais recente da Canon XXVIII.
      • Extractos dos Actos. Session XVI.
      • Quinto Concílio Ecumênico. O Segundo Concílio de Constantinopla.
      • Introdução Histórica.
      • Digressão sobre a autenticidade dos Atos do Conselho Quinto.
      • Extractos dos Actos. Sessão I.
      • Extractos dos Actos. Sessão VII.
      • A sentença do Sínodo.
      • Os capítulos do Conselho.
      • Digressão sobre os anátemas contra Orígenes XV.
      • Os anátemas contra Orígenes.
      • Os anátemas do Imperador Justiniano contra Orígenes.
      • A Epístola decretal do Papa Vigilius na Confirmação do Sínodo Quinta Ecumênico.
      • Sexto Concílio Ecumênico;. Terceiro O Conselho de Constantinopla.
      • Introdução Histórica.
      • Extractos dos Actos. Sessão I.
      • A Carta de Agatho, Papa de Roma Antiga, ao Imperador
      • A Carta de Agatho e do Sínodo romano de 125 Bispos
      • Extractos dos Actos. Session VIII.
      • A sentença contra o Monothelites. Sessão XIII.
      • Session XVI.
      • A definição de fé.
      • O Prosphoneticus ao Imperador.
      • Carta do Conselho de St. Agatho.
      • Digressão sobre a condenação do papa Honório.
      • O edito imperial Postado no Átrio da Terceira Grande Igreja perto do que é chamado Dicymbala.

      Trullo e Sétimo Concílios Ecumênicos
      • Os cânones do Concílio de Trullo, muitas vezes chamado de Conselho Quinisext.
      • Nota introdutória.
      • Os cânones do Concílio de Trullo.
      • Digressão sobre o casamento do clero.
      • Os Cânones dos Sínodos de Sardica, Cartago, Constantinopla, e Cartago
      • O Conselho de Sardica.
      • Introdução na Data do Conselho.
      • Os cânones do Concílio de Sardica.
      • Digressão sobre os outros actos do Conselho.
      • Digressão sobre se o Conselho Sardican ecumênico.
      • Os Cânones dos Padres CCXVII abençoado que se reuniram em Cartago.
      • Uma Introdução Antiga.
      • Os Cânones de Cartago.
      • Concílio de Constantinopla, realizado sob Nectarius.
      • O Concílio de Cartago realizada sob Cipriano.
      • O sínodo realizado em Cartago sobre a qual presidiu o Cipriano Mártir Grande e Santo, Bispo de Carthage.ad 257.
      • Epístola LXX.
      • O Sétimo Concílio Ecumênico. Segundo Conselho de Nice.
      • O Sacra Divino Enviado por Constantino Imperadores e Irene para o Adriano Santíssima e Santíssima, Papa de Roma Antiga.
      • O Sacra Imperial. Leia na Primeira Sessão.
      • Extractos dos Actos. Sessão I.
      • Extractos dos Actos. Sessão II.
      • Parte da carta do Papa Adriano.
      • Extractos dos Actos. Sessão III.
      • Extractos dos Actos. Sessão IV.
      • Extractos dos Actos. VI sessão.
      • Epítome da Definição do conciliabulum Iconoclasta
      • Digressão sobre a conciliabulum Styling Itself Sétimo Concílio Ecumênico, mas comumente chamado de Sínodo de Constantinopla Mock.
      • O decreto do Santo Sínodo, Grande Ecumênico, o segundo de Nice.
      • Digressão sobre o Ensino Presente das Igrejas latina e grega sobre o assunto.
      • Os cânones do Concílio Ecumênico Santo e sétimo.
      • A Carta do Sínodo para o Imperador e Imperatriz.
      • Digressão sobre as duas cartas de Gregório II. Para o Imperador Leo.
      • Digressão sobre a recepção da sétima.
      • Exame dos livros de Caroline.
      • Digressão sobre o Conselho de Frankfort, anúncio, 794.
      • Digressão sobre a Convenção disse ter sido realizada em Paris, ad 825.
      • Nota histórica sobre os chamados “Oitavo Conselho Geral” e Conselhos subsequentes.
      • Os Cânones apostólica.
      • Carta do Beato Dionísio, o arcebispo de Alexandria para Basilides do Bispo
      • Os Cânones do S. Pedro, o arcebispo de Alexandria, e mártir, que são encontrados no Sermão penitência.
      • A epístola canônica de São Gregório
      • A epístola de Santo Atanásio para os Ammus Monk.
      • A epístola de Santo Atanásio Mesmas tirada da XXXIX. Festal epístola.
      • A epístola de Santo Atanásio de Ruffinian.
      • A Primeira Epístola canônica de Nossa Basil Santo Padre, o arcebispo de Cesaréia da Capadócia para Amphilochius, bispo de Icônio.
      • A Segunda Epístola Canônica do Mesmo.
      • A Terceira Epístola do mesmo para o mesmo.
      • De uma Epístola de o mesmo para o Amphilochius Santíssima sobre a diferença de carnes.
      • Do mesmo para Diodoro Bispo de Tarso, relativa a um homem que havia tomado duas irmãs para a esposa.
      • Do mesmo para Gregório um Presbítero, que ele deveria separar de uma mulher que habitou com ele.
      • Do mesmo para o Chorepiscopi, que não deve ser feito Ordenações contrária aos cânones.
      • Do mesmo para seu suffragans que eles não devem Destina-Dinheiro.
      • Do capítulo XVII. Do Livro de São Basílio Escreveu Amphilochius abençoado no Espírito Santo.
      • Da Carta de Basílio, o Grande às Nicopolitans.
      • A epístola canônica de São Gregório, bispo de Nissa, a São Letoius, Bispo de Melitene.
      • A partir dos Poemas Metro de São Gregório Theologus, especificando qual Livros do Antigo e Novo Testamento deve ser lido.
      • A partir dos Iambics de São Amphilochius o Bispo a Seleuco, sobre o mesmo assunto.
      • As Respostas da Canonical de Timóteo
      • Os Prosphonesus de Teófilo, arcebispo de Alexandria, Quando as epifanias Santos passou a cair em um domingo.
      • O Commonitory do Ammon Que mesmo Recebido em Conta de Lico.
      • Do mesmo para Agatho o Bispo.
      • Do mesmo para Menas do Bispo.
      • A narrativa do mesmo a respeito daqueles que são chamados cátaros.
      • A Epístola Canônica de Nosso Pai Santo entre os santos, Cirilo, o arcebispo de Alexandria, sobre os Hinos.
      • Cyril para Domnus.
      • Do mesmo para os Bispos da Líbia e Pentapolis.
      • A Carta Encíclica de Gennadius
      Eusébio, c.260-c.340, foi o primeiro historiador da igreja cristã. O surto de perseguição durante o reinado de Diocleciano forçado Eusébio se refugiar no Egito, mas foi capturado e preso. Cerca de 315 foi eleito bispo de Cesaréia, na Palestina, e se envolveu na controvérsia sobre o arianismo, em que ele tomou o lado de Ário. No Concílio de Niceia (325), ele procurou conciliar as partes em conflito. Embora ele não inclina a doutrina homoousios de Atanásio, que estabeleceu a plena divindade e igualdade de Cristo com o Pai, ele finalmente assinou a fórmula aprovada em Nicéia, em grande parte, em deferência ao imperador Constantino, que tinha convocado o conselho.
      Eusébio era um escritor de produtividade imensa e aprendizagem. Sua Chronicle (c.303) e História Eclesiástica (c.324) são fontes principais de história cristã. A história é tanto uma teologia política e uma teologia da história, a primeira grande tentativa de explicar a associação do cristianismo com o Império Romano e tomar uma abordagem histórica ao descrever o desenvolvimento da igreja.
      S., Eusébio de Cesaréia (1960).
      Obras de Eusébio Pânfilo
      • Testemunhos de Antigos Contra Eusébio
      • Eusébio Pânfilo
      • A História da Igreja de Eusébio
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
      • Livro VIII.
      • Livro IX.
      • Livro X.
      • Notas Complementares e Tabelas.
      • A vida do imperador Constantino Bendito
      • Prefácio.
      • Prolegômenos.
      • II.-Especial Polegomena
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • A Oração do imperador Constantino
      • A Oração em louvor do imperador Constantino.
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      Sócrates Escolástico
      {Skoh las’-ti-kuhs}
      O historiador grego Sócrates “Escolástico”, c.380-c.450, é mais conhecido por sua história da igreja, concebido como uma continuação de Eusébio de Cesaréia da Historia Ecclesiastica. O trabalho está organizado em sete livros, cada um dos quais cobre a vida de um dos imperadores romanos 305-439.
      Obras de Sócrates Escolástico
      • Introdução.
      • Sócrates Escolástico.
      • A História Eclesiástica, por Sócrates Escolástico
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
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      Hermias Sozomen
      • Hermias Sozomen
      • A História Eclesiástica de Sozomen
      • Introdução.
      • Observações introdutórias por Valesius sobre a vida e os escritos de Sozomen.
      • Memórias de Sozomen.
      • Endereço para o imperador Teodósio por Salaminius Hermias Sozomen, e Proposta de História Eclesiástica.
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Livro VI.
      • Livro VII.
      • Livro VIII.
      • Livro IX.
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      Teodoreto
      {Ti ahd’-uh-ret}
      Um teólogo de Antiochene a escola, Teodoreto, b. Antioquia, c.393, dc458, era um monge de Apamea e bispo de Ciro, Síria (423). Um amigo de Nestório, ele se envolveu na polêmica com São Cirilo de Alexandria, cujos pontos de vista, ele ocupou, implícita uma confusão das naturezas divina e humana de Cristo. Sucessor de Cirilo, Dióscoro os poderosos, acusado (448) Teodoreto de dividir Cristo em duas naturezas, e apesar de Teodoreto insistiu na unidade, ele foi anatematizado. O Sínodo Robber de Éfeso (449), defendendo a teologia Cirilo, deposto Theodoret e forçado ao exílio por um ano. No Concílio de Calcedônia (451), Teodoreto, identificaram com a oposição Nestorian, mas ele foi convencido a renunciar Nestório e foi reconhecido como ortodoxo.
      Escritos sobreviventes Theodoret são expressões finas de Antiochene a escola de interpretação.
      Ross Mackenzie
      Bibliografia: Delaney, John J., e Tobin, James E., Dicionário de Biografia Católica (1961); Quasten, Johannes, Patrologia (1950).
      Obras de Teodoreto
      • Prefaciar
      • Teodoreto
      • Prefácio do tradutor
      • Prolegómenos
      • Os anátemas de Cirilo em oposição a Nestório.
      • Counter-Demonstrações de Teodoreto.
      • A História Eclesiástica de Teodoreto
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Livro III.
      • Livro IV.
      • Livro V.
      • Diálogos
      • Diálogo I.-o imutável.
      • O diálogo II.-Unconfounded.
      • Diálogo III.-A impassível.
      • Manifestações de Silogismos
      • Letras da Santíssima Teodoreto, bispo de Ciro
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      São Jerônimo, Rufino
      Jerônimo (Eusebius Hieronymus), c.347-420, foi um Padre da Igreja e Doutor da Igreja, cuja grande obra foi a tradução da Bíblia para o latim, a edição conhecida como Vulgata. Ele nasceu em Stridon sobre as fronteiras da Dalmácia e Panônia de uma família bem-fazer cristão. Seus pais o mandaram para Roma a fim de favorecer os seus interesses intelectuais, e lá ele adquiriu um conhecimento da literatura clássica e foi batizado na idade de 19. Pouco tempo depois, ele viajou para Trier em Aquileia a Gália e na Itália, onde ele começou a cultivar seus interesses teológicos em companhia de outras pessoas que, como ele, foram ascetically inclinados.
      Cerca de 373, Jerônimo partiu em uma peregrinação ao Oriente. Em Antioquia, onde foi calorosamente recebido, ele continuou a prosseguir os seus estudos humanistas e monástica. Ele também teve uma profunda experiência espiritual, sonhando que ele foi acusado de ser “um eloquente, e não um cristão.” Assim, ele decidiu dedicar-se exclusivamente à Bíblia e da teologia, embora o tradutor rufinus (345-410), amigo próximo de Jerônimo, mais tarde sugeriu que o voto não foi rigorosamente mantido. Jerônimo mudou-se para o deserto de Cálcis, e durante a prática de austeridades mais rigorosos, prosseguiu os seus estudos, incluindo a aprendizagem do hebraico. No seu regresso a Antioquia, em 378 ele ouviu Apolinário, o Jovem palestra (c.310-c.390) e foi admitido ao sacerdócio (379) por Paulino, bispo de Antioquia. Em Constantinopla, onde passou três anos, cerca de 380, ele foi influenciado por Gregório de Nazianzo.
      Quando Jerônimo retornou a Roma o Papa Dâmaso I nomeou-o secretário confidencial e bibliotecário e encarregou-o de começar seu trabalho de tornar a Bíblia para o latim. Depois da morte (384) de Dâmaso, no entanto, Jerome caiu em desuso, e por uma segunda vez, ele decidiu ir para o Oriente. Ele fez breves visitas a Antioquia, Egito e Palestina. Em 386, Jerônimo solucionadas em Belém, em um mosteiro criado para ele por Paula, uma de um grupo de mulheres cujos abastado romano conselheiro espiritual que ele tinha sido e que permaneceu seu amigo ao longo da vida. Lá, ele começou seu período mais produtivo literária, e lá permaneceu por 34 anos, até sua morte. A partir deste período vêm suas principais comentários bíblicos ea maior parte de seu trabalho sobre a Bíblia latina.
      Os escritos de Jerônimo expressa uma bolsa insuperável no início da igreja e ajudou a criar a tradição cultural da Idade Média. Ele desenvolveu o uso de material filológico e geográfica na sua exegese e reconheceu a importância científica da arqueologia. Em sua interpretação da Bíblia que ele usou tanto o método alegórico do Alexandrino e do realismo do Antiochene escolas. Um homem difícil e temperamental, Jerome fez muitos inimigos, mas sua correspondência com amigos e inimigos é de grande interesse, sobretudo com que Santo Agostinho. Seus brindes foram maiores na bolsa, e ele é um verdadeiro fundador da exegese bíblica científica no Ocidente. Festa dia: 30 de setembro (Ocidental).
      Obras de Rufino, São Jerônimo
      • Jerônimo e Gennadius
      • Jerônimo e Gennadius – Vidas dos Homens Ilustres.
      • Adições Gennadius ‘
      • Rufino
      • Prolegômenos sobre a vida e obra de Rufino
      • Prefácio ao Comentário sobre as Bênçãos dos Doze Patriarcas
      • Prefácio ao Livro II.
      • Tradução de Defesa Pamphilus ‘de Orígenes.
      • Epílogo de Rufino a Panfílio Apologia dos Mártires de Orígenes
      • Prefácio com as traduções de livros de Orígenes arxw Peri ‘= n.
      • Prefácio do livro III. De arxwn o Peri.
      • Apologia Rufino em Defesa de si mesmo.
      • A Carta de Anastácio, Bispo da Igreja de Roma a João Bispo de Jerusalém sobre o caráter de Rufino
      • A Apologia de Rufino
      • Livro I.
      • Livro II.
      • Hilary, c.315-c.367, foi o principal teólogo do cristianismo ocidental no século 4. Ele foi eleito (c.353) bispo de Poitiers, distinguindo-se pela sua posição contra o arianismo. Exiled (356-59) pelo imperador Constâncio por causa de seus esforços anti-Arian, ele usou o tempo para escrever. Seus trabalhos principais incluem De Trinitate, um estudo da Trindade, e De Synodis, um valioso registro histórico do momento, ele também compôs hinos. Hilary voltou a Poitiers em 361. Ele foi declarado um dos Doutores da Igreja, em 1851. Seu nome é usado para designar o termo primavera (termo Hilary) em universidades de Oxford e Durham e em tribunais ingleses. Festa dia: 13 de janeiro.
      • Bibliografia: Borchardt, CFA, Hilário de Poitiers Papel “na Luta Arian (1966).
      • Obras de Hilário de Poitiers
      • Introdução à Hilário de Poitiers
      Tratado De Synodis
      De Trinitate-Livro I
      De Trinitate-Livro II
      De Trinitate-Livro III
      De Trinitate-Livro IV
      De Trinitate Livro-V
      De Trinitate-Livro VI
      De Trinitate-Livro VII
      De Trinitate-Livro VIII
      De Trinitate -Livro IX
      De Trinitate-Livro X
      De Trinitate-Livro XI
      De Trinitate-Livro XII
      Homilias sobre os Salmos
      • .
      • .
      • João de Damasco
      • {Dam’-uh-vi}
      • São João Damasceno, bc675, d. 04 de dezembro, 749, foi um teólogo cristão sírio que sintetizou as doutrinas dos Padres orientais da Igreja. Seu pai serviu em Damasco sob o califa muçulmano como um funcionário do Tesouro, um alto cargo para o qual John conseguiu. Cerca de 715 ele entrou para o mosteiro de São Sabas (Mar Saba) perto de Jerusalém, onde estudou teologia e foi ordenado sacerdote. Entre 726 e 730, o imperador bizantino Leão III emitiu decretos contra o culto das imagens. João tornou-se

      • Caro Edmilson! se sua resposta foi por pouco assunto que mandei, vamos estudar juntos então!

        O Padre Júlio J. Brustoloni, missionário redentorista, no seu livro História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida — A Imagem, o Santuário e as Romarias – p. 115, após achar que a imagem é motivo de contradição para muitos crentes (protestantes, evangélicos, especialmente Pentecostais), diz: O mais grave não é negar o culto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas sim não aceitar o papel de Maria no plano de salvação estabelecido por Deus. Eles aceitam que o seu Filho nasceu de uma mulher, Maria, mas não reconhecem o culto devido àquela Mulher que esmagou com sua descendência a cabeça do demônio, e que, por vontade de Deus, foi colocada em nosso caminho de salvação para interceder por nós.

        Com um único versículo da Bíblia, provavelmente muito conhecido pelo padre, sua teoria é desmontada: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto (Mt 4.10b). Além do mais, não acreditamos que aquela imagem de barro, intitulada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, seja um retrato de Maria, mãe do Senhor Jesus Cristo, conforme nos revela a Bíblia Sagrada.

        São declarações como as do padre Júlio J. Brustoloni, ou o espantoso livro de S. Afonso de Ligório “As Glórias de Maria”, que transferem, sem a menor cerimônia, todos os atributos e honras que pertencem exclusiva-mente ao Senhor Jesus para Maria ou a tentativa malabarista da CNBB com o livreto “Com Maria, Rumo ao Novo Milênio” -uma forçosa tentativa de justificar o culto mariano, é que nos faz pronunciar, mostrando um outro caminho, aquele da Bíblia, sem retórica ou esforço, um caminho cândido, sereno e verdadeiro, com todo respeito e amor aos católicos ro­manos, que todo cristão deveria ter, apresentando-se firmes no tocante a sã doutrina (2 Tm 4.1-5).

        Trata-se de uma pequena imagem de barro, medindo 39 centímetros e pesando aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados1. As Anuas dos Padres Jesuítas de 15 de janeiro de 1 750, dizem que, aquela imagem foi moldada em barro, de cor azul escuro; é afamada por causa dos muitos milagres realizados2. Dr. Pedro de Oliveira Neto, que estudou a imagem, apresentando o resultado em 13 de abril de 1967, afirma, em contrapartida:

        A imagem encontrada pelos pesca-dores junto ao Porto de ltaguaçu, e que hoje se venera na Basílica Nacional, é de barro cinza claro, como constatei, barro que se vê claramente em recente esfola-dura no cabelo3. A mesma conclusão chegaram os artistas do MASP — Museu de Artes de São Paulo – em 1978, declarando:

        Constatamos pelos fragmentos da Imagem em terracota, que ela é da primeira meta­de do século XV!!, de artista seguramente paulista, tanto pela cor como pela qualidade do barro empregado e, também, pela própria feitura da escultura (4). Essa pequena imagem feita de barro representa Maria para o catolicismo romano.

        Segundo o Dr. Pedro de Oliveira Neto, a imagem de barro foi feita por um discípulo do Frei Agostinho da Piedade: A Imagem de Nossa Senhora Aparecida é paulista, de arte erudita, feita provavelmente na primei­ra metade de 1600, por discípulo, mas não pelo próprio mestre, do beneditino Frei Agostinho da Piedade. Os estudiosos, observando o estilo da imagem, concluíram que o autor da imagem foi o Frei Agostinho de Jesus, sendo provavelmente esculpida em 1650, no mosteiro beneditino de Santana de Parnaíba, SP (5).

        Apresentaremos algumas hipóteses razoáveis, embora nunca tenhamos a certeza do fato. Nossa análise levará em consideração apenas as possibilidades culturais, religiosas e históricas. O livro de Gilberto Aparecido Angelozzi, Aparecida a Senhora dos Esquecidos, Ed Vozes; Capítulo III — p. 55-66, expõe alguns possíveis motivos sobre o assunto em questão.

        Partindo do princípio de que realmente os pescadores acharam a imagem da Conceição Aparecida no rio, podemos então desenvolver as seguintes idéias:

        A teoria de que a imagem foi trazida pelos colonizadores brancos

        • Por famílias que se instalaram no vale do Paraíba;

        pelos bandeirantes, pois eles carregavam imagens de Maria por onde quer que passas­sem;

        • pelos missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas que passaram por aquela região;

        por algum comerciante ou vendedor ambulante e ter sido quebrada em sua bagagem;

        poderia fazer parte de um oratório familiar e, ao ter sido quebrado o pescoço da imagem, ter sido lançada ao rio.

        A teoria de que a imagem foi lançada no rio por escravos negros

        Algum escravo negro, devido ao sincretismo religioso, poderia associar a imagem à de algum orixá, especialmente aos que estão associados às águas;

        poderia ter lançado a imagem nas águas como um oferecimento a algum orixá, fazendo pedidos relacionados à saúde: engravidar, gravidez de risco, proteção à criança etc;

        poderia ter sido lançado nas águas para se obter riquezas ,ouro, dinheiro, pedras preciosas etc.

        A teoria das lendas indígenas

        Uma lenda indígena relata que eles criam na grande cobra que habitava nos rios a Cobra Norato. Durante o dia era uma terrível cobra e à noite era um jovem que dançava com as moças. Algum padre teria lançado a imagem para proteger os índios;

        Outra lenda diz que, na cidade de Jacareí, apareceu uma grande cobra e alguém a enfrentou lançando a imagem da Imaculada Conceição ao rio, fazendo com que a cobra fugisse.

        A teoria oficial da Igreja Católica Romana

        O catolicismo romano possui duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (1 Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma (Annuae Litterae Provinciae Brasilíanae, anni 1748 et 1749)6.

        A narrativa diz basicamente que, no ano de 1719, os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso lançavam suas redes no Porto de José Corrêa Leite, prosseguindo até o Porto de ltaguassu. Lançando João Alves a sua rede de rastro neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça. Lançando mais abaixo outra vez a rede, conseguiu trazer a cabeça da mesma Senhora. Não tinham até aquele momento apanhado peixe algum. A partir de então, fizeram uma copiosa pescaria que encheu as canoas de peixes. Após esse milagre, surgiram outros relacionados à imagem.

        A explicação do Dr. Aníbal Pereira dos Reis

        Segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado em Teologia e Ciências Jurídicas pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida, Edições Caminho de Damasco Ltda, SP, 1988; trata-se de uma grande armação do padre José Alves Vilela , pároco da matriz local. Segundo suas investigações, foi o padre José Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente a divulgação dos supostos milagres, além de estar manipulando todo tempo a imagem e divulgando seus supostos milagres.

        Pequena cronologia da Imagem

        1717— Pescadores apanharam no rio a Imagem da Conceição Aparecida

        1745-1903 — A festa principal da Conceição Aparecida é celebrada em 08 de dezembro;

        1888 — No dia 06 de novembro, a princesa Isabel visita pela segunda vez a basílica e deixa como ex-voto uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis;

        1929 — Celebração dos 25 anos da Coroação de Maria em um Congresso Mariano;

        1930— No dia 16 de julho, o Papa Pio XI assina o decreto, declarando Conceição Aparecida a Padroeira do Brasil;

        1931 — No dia 31 de maio, a imagem de barro da Conceição Aparecida é declarada, oficialmente, na Capital Federal a Padroeira do Brasil. Getúlio Dornelles Vargas, era o presidente naquela época.

        Segundo o padre Júlio J. Brusto­loni, Na Esplanada do Castelo, outra multidão aguardava a chegada da Imagem Milagrosa. No grande estrado, junto do altar da Padroeira, encontravam-se o Presidente da Re­pública, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Ministros de Estado, membros do Corpo Diplomático credenciados junto do nosso governo,

        e outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Sr. Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella, estava ao lado do Presidente e sua família. Na Esplanada, a Imagem percorreu as diversas quadras para que o povo pudesse vê-la de perto, e, ao chegar ao altar, Dom Leme deu-a a beijar ao Presidente e sua família. Um silêncio profundo invadiu a Esplanada, quando a Imagem foi colocada no altar. Após o discurso de saudação, Dom Leme iniciou o solene ato da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil7. Segundo relata o padre Júlio, após a cerimônia, o povo católico romano gritou: Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pá­tria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!8

        O QUE É IDOLATRIA

        Vejamos algumas definições: Ídolo. S.m. 1. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Idólatra. Adj. 2 g. 1. Respeitante à, ou próprio da idolatria. 2. Que adora ídolos. 3. Idolátrico (2). * s. 2 g. 4. Pessoa que adora ídolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a; amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso, cegamente. Int. 3. adorar ídolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1. Culto prestado a ídolos. 2. Amor ou paixão exa­gerada, excessiva9. Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, eídolon, ídolo, e latreúein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos ( 10).

        O culto à imagem esculpida, deuses de fundição, imagem de escultura, estátua, figura de pedra, imagens sagradas ou ídolos é idolatria e profanam a ordem divina.

        Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4)

        Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv 19.4)

        Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­soDeus (Lv26.1)

        Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis… (SI 9 7.7)

        Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. (SI .115.4-9 e 135.15-18)

        A tua terra está cheia de ídolos, inclina­ram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Pelo que o homem será abatido, e a humanidade humilhada; não lhes perdoes! (Is 2.8-9)

        … Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8)

        O principal de todos os mandamentos é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc .12.29-30; Mt 22.37).

        Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e impor­ta que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo.4.23-24)

        Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.16)

        Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10-11; Ef5.5)

        Não vos façais idólatras, como alguns deles; como está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar (1 Co 10.7).

        E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente… (2 Co 12.2)

        As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (GI 5.5)

        Filhinhos, guardai-vos dos ídolos(1 Jo5.21)

        * Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda mor­te (Ap 21.8)

        Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap. 22.1 5).

        Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto a imagens, estátuas etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. O Deus Todo-Poderoso ensinou seu povo a não cultuar imagens. Sua palavra era tão poderosa no coração do seu povo, que, embora muitos homens santos, profetas e sacerdotes, homens exemplares, com todas as virtudes para serem canonizados (os heróis da Bíblia), não foram pretextos para serem adorados ou cultuados, nem fizeram suas imagens e nem lhes prestaram culto. Deus proibiu seu povo de fabricar imagens de escultura, de fundir imagens para cultuá-las (Ex 20.23 e 34.1 7).

        Algumas imagens que Deus mandou fazer não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem ser­viam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Aliança; mandou fazer figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (1 Rs 6.23-29; 1 Cr 22.8-1 3; 1 Rs 7.23-26) , além de outros ornamentos (1 Rs 7.23-28). Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou vistas como objeto de culto. Se os filhos de Israel tivessem adorado, cultuado ou venerado esses objetos, sem dúvida, Deus mandaria destruí-los. Foi isso o que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (2 Rs 18.4).

        Quando analisamos esta questão na história da nação de Israel, o povo que recebeu os mandamentos de Deus e a preocupação dos judeus religiosos em manter-se fiéis, podemos entender que, apesar do Antigo Testamento proibir a confecção de imagens relativamente, no entanto a adoração ou culto a imagens era absolutamente proibido: Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4b).

        Em algumas sinagogas do século III e até hoje encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais etc, jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, Abraão ou Ezequiel.

        Não encontramos argumento algum que justifique o culto, veneração ou a fabricação de imagens no Novo Testamento.

        • A Bíblia mostra que Paulo sofria por ver o povo entregue a idolatria: Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.1 6).

        • Paulo foi atacado pelos artífices, ourives e comerciantes de imagens: Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram: Grande é a Diana dos efésios! (Atos 19.24-28)

        O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproximadamente, depois da mor­te de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires11. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século III ou mais provavelmente no início do 1V12. Não podemos dizer que a veneração dos santos — e muito menos a da Mãe de Cristo — faça parte do patrimônio original13. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, aproximadamente no ano 100 d.C. , certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. Ele, porém, nos adverte: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21). Na luta para justificar o culto às imagens, bem como seu uso nas Igrejas, os católicos apresentam a teoria da pedagogia divina.

        D. Estevão Bettencourt resume assim a teoria: . . .0s cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedagogo (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Israel. Por isto, o uso das imagens foi-se implantando. As gerações cristãs compreenderam que, segundo o método da pedagogia divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens; a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel procurou aproximarse do Filho de Deus14. Assim criaram a idéia de que, nas igrejas as imagens torna­ram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. E o que notam alguns escritores cristãos antigos: O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente (S. Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, PG 46,73 7d). O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados (São João Damasceno,De imaginibus 1 1 7 PG 94, 1 248c)5

        Levando-se em consideração que um dos objetivos da Igreja Católica Romana é ensinar a Bíblia ao povo através das imagens, especialmente aos menos alfabetizados, surge-nos algumas perguntas: Por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Por que após passar dezenas de anos, com milhares de católicos alfabetizados, ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que pode-

        mos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de entendimento? Onde está a base bíblica para esta Teoria da Pedagogia Divina? Será que a encarnação do verbo poderia servir de base para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?

        A Igreja Católica Romana apresenta basicamente duas fontes para justificar o culto às imagens: a tradição e as opiniões de seus líderes. Em resumo: opinião dos homens. Citam a Bíblia quando existe alguma possibilidade de apoio às suas doutrinas. Esquecem o ensino do famoso clérigo católico romano, Padre Vieira: As palavras de Deus prega­das no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nos queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do demônio16. A Palavra de Deus condena o culto às imagens.

        Os argumentos do catolicismo romano a favor do culto às imagens fazem-nos lembrar de um rei na Bíblia, chamado Saul, que quis agra­dar a Deus com sua opinião, mesmo contrariando frontalmente a Palavra de Deus (1 Sm 15.1-23). O catolicismo romano, de modo semelhante, contrariando a Bíblia, entende que a imagem é o livro daqueles que não sabem ler. O rei Saul, achava que oferecer sacrifícios era melhor, mais lógico, mais correto, mais racional. Acreditava que estava prestando um grande serviço a Deus (1 Sm 15.20-21). Deus, no entanto, o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar, e atender melhor é do que a gordura de carneiros (1 Sm15.22). Deus proíbe terminantemente o culto a ídolos e imagens (Ex 20.1 -6; Lv 26.1; Nm 33.52; Dt.27.15; 2 Rs .21.11; Sl115.3-9; 135.15-18; 1s2.18; 41.29; Ez 8.9-12; Mt4.1 1; At 15.20; 21.25; 2 Co 6.16).

        O catolicismo romano ensina o culto à imagem inventando uma teoria, contrária à Bíblia e insiste em dizer que está fazendo isso para ajudar a obra de Deus. Ainda que Saul pensas­se estar prestando um serviço a Deus, como fazem aqueles que prestam culto à imagem da Conceição Aparecida, seu ato foi uma desobediência à Palavra de Deus, e isso é considerado rebelião (1 Sm 15.21-26).A Bíblia diz: rebelião é como pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Por­quanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou… (1 Sm 1 5.2 3).

        Prezado leitor, o culto às imagens será sempre uma abominação a Deus. E a marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo é a fé exclusiva na obra do Senhor Jesus (Jo.3.1 6; Rm5.8; Ef2.8-9;1 Tm2.5;Tt2.11).E adoração exclusiva a Deus: .. Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8). O principal de todos os mandamentos é Ouve, á Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc 1 2.29-3Q~ Mt 92 37). Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

        ENTENDENDO A ESTRUTURA PIRAMIDAL DO CULTO DA IGREJA CATÓLICA

        LATRIA – ADORAÇÃO A DEUS
        HIPERDU LIA – DEVOÇÃO Á MARIA
        DULIA- DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

        A Dificuldade do Catolicismo Romano para justificar essa Teoria.

        Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé, e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos. Infelizmente, não é isso que acontece. Por mais que o líderes católicos romanos se esforcem em suas infindáveis apologias ou explicações, elas não passam de tentativas vãs e superficiais. Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a dulia, a hiperdulia e a latria. Perguntamos: qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria? A verdade é que os três termos se confundem. Os dois termos (dulia e hiperdulia) podem estar envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. As pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebastião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?

        Imagine um católico romano bem instruí­do que vai para o culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João. Dobra então seus joelhos diante da imagem de São João e pratica a dulia. Depois, irá prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia e passando a praticar a hiperdulia. Finalmente, com intenção de cultuar a Deus, ele começa a praticar a latria.

        Não acreditamos que o povo católico ro­mano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e a latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

        Qual é a diferença?

        Adoração e Veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

        Culto aos santos. Analisando essas práticas católicas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma o culto aos santos e a Maria17 substituiu o culto aos deuses e as deusas do paganismo.

        Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam um sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos com essa declaração, mas os fatos falam por si mesmos.O livro Glórias de Maria, publicado em mais de 80 línguas, da autoria de Afonso Maria de Ligório, canoniza­do pelo Papa, atribui à Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, além de mencionar outros atributos divinos:

        Sois onipotente, á Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis18. .Os pecadores só por intercessão de Maria obtém o per­dão19…, O mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida20. Em vós, Senhora, tendo colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação, . . . Maria é toda a esperança de nossa salvação, acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação21.

        Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pelos teólogos católicos romanos, não se re­veste de sustentação alguma, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4, 5; Dt 5.8,

        9). O culto aos santos e a adoração à Maria, à luz da Bíblia, não apresentam o catolicismo romano como religião cristã, mas como idolatria (1 Jo 5.21). Jesus disse:

        Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (M t 4.10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Ap .19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At.10.25,26).

        Embora a Igreja Católica Apostólica Romana tenha declarado que a imagem de barro da Conceição Aparecida seja a Padroeira e Senhora da República Federativa do Brasil, consagrando o dia 12 de outubro a esse culto estranho às Escrituras Sagradas, os cristãos evangélicos, alicerçados na autoridade da Bíblia Sagra­da, declaram como Paulo: E toda língua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para glória de Deus Pai(Fl 2.11).

        Notas:

        1 Aparecida, Capital Mariana do Brasil. Autor Professor. Oswaldo Carvalho Freitas, Editora: Santuário. Aparecida-SP p.85.

        2 História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Autor: Júlio j.

        Brustoloni, Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 20

        3 Mesmo livro citado, p. 20-21 — nota de rodapé 5.

        4 Mesmo livro citado, p. 21 — nota de rodapé 6.

        5 Mesmo livro citado, p. 21-22.

        6 Mesmo livro citado, p. 43.

        7 Mesmo livro citado, p. 346.

        8 ldem — p. 347.

        9 Dicionário Aurélio de Holanda Ferreira.

        10 Enciclopédia de Norman Champlin e Paulo-SP. Vol 3, p. 206.

        11 O Culto a Maria Hoje. Autores: Vários. Sob a direção de Wolfgang Beinert. Editora: Paulinas. São Paulo-SP p.33.

        12 O mesmo livro citado. p. 33.

        13 O mesmo livro citado. p. 33.

        14 Diálogo Ecumênico. Autor: Estevão Bettencourt . Editora: Lúmen Caristi. Rio de Janeiro-Ri. p. 231.

        15 Mesmo livro citado, p. 232.

        16 Sermões. Autor: Padre Antonio Vieira. Editora: Lello & Irmãos. Porto —Portugal.

        1 7 Atlas Histórico do Cristianismo. Autora: Andréa Dué. Editoras: Santuário / Vozes. São Paulo-SP p.72.

        18 Glórias de Maria. Autor: Afonso Maria de Ligório. Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 100

        19 Mesmo livro citado, p.76.

        20 Mesmo livro citado, p.2’7.

        21 Mesmo livro citado, p.l47.

        • Oi Carlos,

          Não vou interferir no seu debate com o Edmilson. Mas que quero apenas salientar ao sr, pois isso parece estar confuso em seu discurso, o seguinte fato:

          A opinião do católico, mesmo de um católico ordenado, com o Padre Júlio J. Brustoloni, missionário redentorista citado pelo senhor, não passa disso: de uma opinião.

          Se quer debater o catolicismo tem que debater FUNDAMENTADO no que A IGREJA ensina. Por exemplo, tudo o que eu digo aqui no blog é passível de erro e contradição com os verdadeiros ensinamentos da Igreja, por isso é minha obrigação alertar – e sempre o faço – aos que aqui passam, que A IGREJA, não eu, detém o conhecimento e a AUTORIDADE para ensinar CORRETAMENTE as doutrinas católicas. Portanto, se em qualquer situação houver discordância, discrepância entre o que um católico – leigo ou ordenado – diz sobre as Verdades da Fé, A Igreja e não aquele que opina é quem deve ser ouvida!

          Se o tal padre ensina que há culto à Uma Imagem, então ele deve ler esta parte do catecismo:

          II. «Só a Ele prestarás culto»

          2095. As virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade informam e vivificam as virtudes morais. Assim, a caridade leva-nos a prestar a Deus o que com toda a justiça Lhe devemos, enquanto criaturas. A virtude da religião dispõe-nos para tal atitude.
          A ADORAÇÃO

          2096. A adoração é o primeiro acto da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-Lo como tal, Criador e Salvador, Senhor e Dono de tudo quanto existe, Amor infinito e misericordioso. «Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto» (Lc 4, 8) – diz Jesus, citando o Deuteronómio (Dt 6, 13).

          2097. Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o «nada da criatura», que só por Deus existe. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-Lo, exaltá-Lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo (10). A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo

          III. «Não terás outros deuses perante Mim»

          2110. O primeiro mandamento proíbe honrar outros deuses, além do único Senhor que Se revelou ao seu povo: e proíbe a superstição e a irreligião. A superstição representa, de certo modo, um excesso perverso de religião; a irreligião é um vício oposto por defeito à virtude da religião.

          A SUPERSTIÇÃO

          2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afectar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição (39).

          A IDOLATRIA

          2112. O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige do homem que não acredite em outros deuses além de Deus, que não venere outras divindades além da única. A Sagrada Escritura está constantemente a lembrar esta rejeição dos «ídolos, ouro e prata, obra das mãos do homem, que «têm boca e não falam, têm olhos e não vêem…». Estes ídolos vãos tornam vão o homem: «sejam como eles os que os fazem e quantos põem neles a sua confiança» (Sl 115, 4-5.8) (40). Deus, pelo contrário, é o «Deus vivo» (Js 3, 10) (41), que faz viver e intervém na história.

          2113. A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demónios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro, etc., «Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro», diz Jesus (Mt 6, 24). Muitos mártires foram mortos por não adorarem «a Besta» (42), recusando-se mesmo a simularem-lhe o culto. A idolatria recusa o senhorio único de Deus; é, pois, incompatível com a comunhão divina (43).

          2114. A vida humana unifica-se na adoração do Único. O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e salva-o duma dispersão ilimitada. A idolatria é uma perversão do sentido religioso inato no homem. Idólatra é aquele que «refere a sua indestrutível noção de Deus seja ao que for, que não a Deus» (44).

          Enfim, debata sobre o CATOLICISMO e não sobre achismo e sobre as caricaturas equivocadas que se têm sobre o Catolicismo

          Pax Domini

          • Obrigado Helen por suas colocações e argumentos. Conheci seu site, pois tenho dúvidas sobre o Catolicismo e quando postei meu comentário havia pedido para “ANALISAREM” e veio um tal de Edmilson dizendo que estava falando baboseiras, ai o caldo engrossou!!! Já que você tão educadamente me deu abertura, quero apenas tirar uma dúvida com você de algo que tem me incomodado, mas quero que você utilize a Bíblia como referência, pois nós sabemos que livros todo mundo escreve e se realmente são verdadeiros é outra coisa, então gostaria de contar com você sobre tirar essas minhas dúvidas usando a Bíblia (Palavra de Deus) que nós cremos.
            Minha dúvida é sobre a assunção de Maria, você pode me explicar?

            • Olá Carlos,

              Terei muito prazer em responder a sua pergunta.
              Peço que dê-me um par de dias, entretanto, pois ando atribulada.

              Farei um post especialmente sobre este tema. Mostrando as evidências bíblicas que o sr solicita.

              Espero que ao ler o meu post o sr reflita sobre o que ler e se for da vontade de Deus, compreenda este dogma tão importante da fé Cristã.

              Pax Domini,

              Helen

            • Helen só fiz uma pergunta e taxaram pra baixo??? Os leitores do seu blog não admitem que postem dúvidas???

            • Olá Carlos,

              Muito obrigada pela participação. O blog admite que envie-se perguntas e dúvidas. Isto é o que basta. Não se preocupe.
              Além do mais, eu gostaria de dizer que por favor não leve nada ao campo pessoal. Eu me esforço para responder a tudo o que me perguntam, as vezes leva dias, ou até semanas, mas eu tento. Sendo assim, se alguém discordar da sua opinião não se aborreça, é da sua opinião que discordam, não é de vc enquanto pessoa. Esteja certo disso.

              Pax Domini.

        • CARLOS A IGREJA NASCEU CATÓLICA E MAIS DENTRO DA IGREJA SEMPRE TEVE CISMAS E DISPUTAS E ERROS ADMINISTRATIVO
          POIS A IGREJA É FEITA DE HOMENS SUJEITOS AOS ERROS MEU CARO CARLOS

          SAIBAS QUE AS IGREJAS DO TEMPO DE MOISÉS DAVI SALOMÃO ETC.. ERAM ASSIM CHEIA DE DISPUTAS MORTES ETC…

          AGORA CARLOS ERROS ADMINISTRATIVOS SE CONSERTAM

          AGORA DENTRO DA IGREJA JAMAIS SE ERROU EM QUESTÕES DE DOGMAS SAIBAS CARLOS QUE A IGREJA É FEITA DE HOMENS PECADORES MAS A IGREJA É PURA E MACULADA E SANTA.

          CARLOS VOCÊ CONHECE

          A conhecida polêmica sobre Gregório Magno supostamente se abstendo da jurisdição universal do papado é facilmente descartada. É preciso examinar o contexto e, se possível, o restante da obra e das ações do autor (assim como na exegese bíblica). Nesse caso em particular, quando isso é feito, a intenção de Gregório se torna bastante clara e, sinto muito, não é o que o esforço anticatólico esperava.

          Gregório Magno condenou o título de bispo universal naquele sentido que significa que todos os outros bispos não são realmente bispos, mas meros agentes do Bispo único, um conceito que é flagrantemente contrário ao ensinamento católico que sustenta que todos os bispos são verdadeiros sucessores dos Apóstolos, por instituição divina. Assim ele diz:

          Pois se um só, como ele supõe, é o bispo universal, isso implica que vocês não são bispos.

          {Epístola LXVIII}

          Adiante, exatamente na mesma correspondência na qual ele condena o termo no sentido acima, Gregório claramente destaca a autoridade e supremacia universais do bispo de Roma:

          Agora já há oito anos, no tempo de meu predecessor de santa memória, Pelágio, nosso irmão e companheiro, o bispo João, na cidade de Constantinopla, (…) convocou um sínodo no qual tentou se proclamar Bispo Universal. Assim que meu predecessor soube, enviou cartas anulando pela autoridade do Santo Apóstolo Pedro os atos do referido sínodo; cartas as quais eu cuidei e mandei cópias para Sua Santidade.

          {Epístola XLIII, grifos adicionados}

          Para todos os que conhecem o Evangelho, está claro que pelas palavras de Nosso Senhor o dever de cuidar de toda a Igreja foi confiado ao Bendito Pedro, o Príncipe dos Apóstolos (…) Ora, ele recebeu as chaves do reino dos céus, o poder de ligar e desligar foi dado a ele e o governo e principado de toda a igreja foram confiados a ele (…) Ainda assim ele não era o Apóstolo universal. Mas (…) João se proclamaria Bispo universal (…) [Os papas nunca assumiram esse título, apesar de lhes ter sido dado], por temerem que todos os Bispos fossem privados de sua própria parcela de honra no momento em que alguma honra especial fosse dada a um só.

          {Epístolas 5, 37; ao Imperador Maurício. Grifos adicionados}

          Ao escrever a João, Bispo de Constantinopla, que usurpou “esse novo, orgulhoso e profano título”, Gregório se admira:

          como alguém que tenha se confessado imerecedor de ser chamado sequer de Bispo poderia agora desprezar seus irmãos e aspirar ser chamado de único Bispo.

          {Epístolas, 5,44}

          O título de Bispo Universal pode também ser usado no sentido de Bispo dos Bispos, e esse sentido foi aplicado pelos Cristãos Orientais (i.e., católicos – isso foi antes do Cisma) aos Papas Hormisdas (514 a 523), Bonifácio II (530 a 532) e Agapito (535 a 536), apesar deles mesmos jamais o terem usado (desejando ostensivamente evitar a interpretação acima) até o tempo de Leão IX (1049 a 1054).

          O Papa São Gregório Magno, assim como São João Crisóstomo dois séculos antes e o Papa São Leão Magno 150 anos antes (inegavelmente ainda com mais força e vigor), estabeleceu a doutrina católica da supremacia papal em muitas passagens de suas cartas. Ele chamou a Sé Romana de “cabeça da fé” e de “cabeça de todas as igrejas,” porque “detém o lugar de Pedro, o Príncipe dos Apóstolos”. “Todos os Bispos,” incluindo o de Constantinopla, “estão sujeitos à Sé Apostólica”.

          {Tirado de: The Question Box, Bertrand Conway, New York: Paulist Press, ed. 1929, 158-159}

          Nesse sentido, o historiador luterano Jaroslav Pelikan escreveu:

          As igrejas da Grécia Oriental, também, juraram uma aliança especial a Roma (…) Uma Sé após outra capitulou nessa ou naquela controvérsia com a heresia. Constantinopla deu lugar a vários hereges durante o quarto e quinto séculos, destacadamente Nestório e Macedônio, e as outras Sés também ficaram conhecidas por se afastarem da fé verdadeira ocasionalmente. Mas Roma tinha posição especial. O bispo de Roma tinha o direito por sua própria autoridade de anular os atos de um sínodo. De fato, quando se falava de um concílio para sanar controvérsias, Gregório estabeleceu o princípio no qual “sem a autoridade e o consentimento da Sé Apostólica, nenhum dos assuntos definidos [por um concílio] tem qualquer poder de obrigar”.

        • CARLOS, VOCÊ TEM QUE ESTUDAR, MAS FAÇA UMA FACULDADE DE HISTÓRIA POR NO MINIMO 6 ANOS, DEPOIS ESTUDE PATRÍSTICA POR NO MINIMO 5 ANOS.

          E OUTRO RECADO SINCERO, PARE DE LER FABULAS E HISTORIADORES AMERICANOS. OS CARAS SÃO SATÂNICOS, ELES VENDEM MENTIRAS E HERESIAS A CUSTA DE PESSOAS MAL INFORMADAS E LEIGAS COMO VOCÊ. FACULDADE DE TEOLOGIA PROTESTANTE É UMA PIADA.

          AMIGO, EU NOS MEUS 30 E POUCOS ANOS DE IDADE JÁ REFUTEI MILHARES DE MILHARES DE LUNÁTICOS. TENHO DÓ E PENA DESSAS PESSOAS. CARLOS, SE VOCÊ DESEJAR TE DOU UM VASTO ESTUDO DE MAIS DE 5 MIL VOLUMES DE AUTORES DA ÉPOCA, COM TESTEMUNHAS OCULARES, COM FATOS VERÍDICOS DA ÉPOCA.

          A HISTÓRIA QUE VOCÊ DIZ, MEU AMIGO, É CRIADA POR RACIONALISTAS PROTESTANTES, NÃO EXISTE NA HISTÓRIA TUDO ESSES VAGABUNDOS RACIONALISTAS, ADULTERAM DESCARADAMENTE.

          AMIGO CARLOS, COMO EU TE DISSE, DENTRO DA IGREJA CATÓLICA JAMAIS EXISTIU CONTRADIÇÕES E ERROS DOGMÁTICOS. ISSO EU TE GARANTO.

          AGORA ERROS ADMINISTRATIVOS SIM POIS A IGREJA É FEITA DE HOMENS PECADORES MEU CARO

        • Carlos salve a Santa Maria, Mãe de Deus

          Saibas Carlos que Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus que é Deus.
          Agora Carlos se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lancará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?
          Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mae da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.
          Carlos Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem. Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Santa Mãe, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano.
          Saibas Carlos que a negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.
          Veja Carlos algumas provas da Sagrada Escritura
          A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.
          Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:
          1. O profeta Isaías escreveu: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco].” (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.
          2. O Arcanjo Gabriel disse: “O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.
          3. Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: “Donde a mim esta dita de que a mãe do meu Senhor venha ter comigo”? (Lc 1,43) E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus..
          4. São Paulo ainda escreveu: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” (Gl. 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.

          Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja – portanto sendo menor que Ela – , vemos como está de acordo com o ensino da mesma.
          Agora Carlos veja a Doutrina dos Santos Padres dos primeiros séculos sobre Maria
          Aí eu ti pergunto Carlos? Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.
          Isso é uma piada barata.
          Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: “Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu”. (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)

          Carlos agora veja agora o testemunho de São João Apóstolo: “Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana.” (S. João Apost. Ibid)
          São Tiago: “Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus” (S. Jac. in Liturgia)

          Veja Carlos o que diz São Dionísio Areopagita: “Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes.” (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

          Carlos olha o que diz Orígenes que escreveu: “Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe” (Orig. Hom I, in divers. – Sec. II )

          Carlos olha o que diz Santo Atanásio: “Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta.” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)

          Olhe mais testemunhos Carlos

          Santo Efrém: “Maria é Mãe de Deus sem culpa” (S. Ephre. in Thren. B.V.).
          São Jerônimo: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus”. (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).
          Santo Agostinho: “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus”. (S. Agost. in orat. ad heres.).
          Carlos piadista entenda que todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora.

          Carlos olha eu me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos sobre Maria pois é enorme.
          Agora Carlos uma surpresa para você um pobre e leigo protestante.
          Saiba que Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem.
          Veja abaixo a testemunho dos pais da Reforma:
          1. “Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.” (Martinho Lutero no comentário do Magnificat – cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).
          2. “Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste” (Martinho Lutero – Deutsche Schriften, 14,250).
          3. “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Calvino – Comm. Sur I’Harm. Evang., 20)

          A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.
          O Concílio Ecumênico de Éfeso
          Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundí-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a pertubação e a indignação no Oriente.
          Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.
          São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.
          Pode-se resumí-la em três pontos:
          1. Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;
          2. A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;
          3. Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturazas em Jesus Cristo, que podem ser atribuidas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.

          Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.
          Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos.
          Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.
          Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.
          Quando a multidão anciosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: “Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!”
          Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

          Carlos vai por mim seitas protestantes não tem história e sim pontos de vista e mentiras adulterações baratas.

        • CARLOS NA SUA BIBLIA TEM ESSAS PASSAGENS SOBRE MARIA OU AS TRADUÇÕES ADULTERADAS AS ARRANCARAM VEJA ESSE PEQUENO ESTUDO SOBRE MARIA MÃE DE JESUS

          VAMOS LÁ:
          * 1Reis 15,13: “Até Maaca, sua avó, depôs da dignidade de rainha-mãe”.
          * 2Reis 10,13: “Somos irmãos de Acazias, e descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da rainha-mãe”.
          * Jeremias 13,18: “Dize ao rei e à rainha-mãe: humilhai-vos, e assentai-vos no chão”.
          Seu lugar específico de honra e intercessão é dramaticamente ilustrado em 1Reis 2,13-21:
          “Então veio Adonias, filho de Hagite, a Bate-Seba, mãe de Salomão. Perguntou ela: ‘De paz é a tua vinda?’. Respondeu ele: ‘É de paz’. E acrescentou: ‘Uma palavea tenho que dizer-te’. Disse ela: ‘Fala’. Disse ele: ‘Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar, ainda que o reino se transferiu e veio a ser de meu irmão; pois foi feito seu pelo Senhor. Agora um só pedido te faço; não mo rejeites’. Ela lhe disse: ‘Fala’. Ele disse: ‘Peço-te que fales ao rei Salomão (pois não to recusará), que me dê por mulher a Abisague, a sunamita’. Respondeu Bate-Seba: ‘Muito bem, eu falarei por ti ao rei’. Quando Bate-Seba foi ter com o rei Salomão, para falar-lhe por Adonias, o rei se levantou a encontrar-se com ela, inclinou-se diante dela, e se assentou no seu trono. Mandou que pusessem um trono para a mãe do rei, e ela se assentou à sua mão direita. Disse ela: ‘Só um pequeno pedido te faço, não mo rejeites’. E o rei lhe disse: ‘Pede, minha mãe, porque não to recusarei’. Disse ela: ‘Dê-se Abisague, a sunamita, por mulher a Adonias, teu irmão'”.
          De particular importância são as seguintes observações:
          1. Adonias supunha que a rainha-mãe poderia defender seu interesse perante o Rei; ou seja, ele confiava nela.
          2. A reação do Rei é notável: ele se levantou para vir ao encontro de sua mãe e prestou-lhe o seu respeito.
          3. Um trono foi providenciado para ela; ela se sentou à direita do Rei.
          4. Seu poder de intercessão é enfatizado pela repetição da idéia de que o rei “não a recuse”.
          O mesmo fazemos hoje com Maria. Nós acreditamos que ela se aproximará do Rei para defender os nossos interesses. Porém, neste instante, muitos protestantes dirão: “Não podemos chegar até Ele por meio de ninguém; podemos tratar diretamente com Deus”. Sim, podemos e devemos fazê-lo. Porém, duvido que o mesmo protestante que usou esse argumento JAMAIS pediu a um amigo seu para que orasse por ele ou com ele. Pedimos a nossos amigos para que orem conosco ou por nós, não porque achamos que é impossível se aproximar diretamente de Deus, mas porque formamos uma família em Cristo e porque é agradável. Nós nos preocupamos com os outros e pedimos sempre a Deus para que conceda os interesses daqueles que amamos. Por que limitar esse cuidado e assistência somente àqueles que estão vivos hoje na terra? São Paulo nos diz que somos rodeados por uma nuvem de testemunhas – será que essas testemunhas não demonstram um mínimo de preocupação para conosco? O Apocalipse no nos diz que as preces dos santos elevam-se como incenso perante Deus (Ap 8,4). Por quem estariam orando? Em Tobias, lemos: “Quando tu e Sara fazíeis oração, era eu (arcanjo Rafael) quem apresentava as vossas súplicas diante da glória do Senhor e as lia” (Tobias 12,12).
          Se pedimos para nossos irmãos vivos para orarem por nós, poderíamos deixar de fazer o mesmo para aqueles que já se encontram presentes diante de Deus? E se pedimos para aqueles que estão diante de Deus, como poderíamos deixar de pedir a intercessão daquela que é a mãe do Rei? A Tradição (aquela mesma Tradição – lembre-se disso – que nos deu a Bíblia) nos diz que quando Jesus estava agonizando na cruz, disse certas palavras a seu discípulo [João] que são aplicadas a cada um de nós; tais palavras são:
          “Eis aí a tua Mãe…”
          b. Maria como a Arca da Nova Aliança
          Este ponto nos dirige diretamente para o dogma da Imaculada Conceição de Maria; entretanto, tratarei mais detalhadamente sobre esse assunto (bem como suas objeções) um pouco mais abaixo.
          A Arca da Antiga Aliança abrigava os Dez Mandamentos, que eram a Palavra de Deus. Na Bíblia, São João chama também Jesus de Palavra (=Verbo) de Deus e Maria, por carregá-lo em seu ventre, tornou-se a Arca da Nova Aliança. A Arca da Aliança é santa e pura. Se Maria tivesse o pecado original, ela não poderia ser pura e, conseqüentemente, também não poderia ser a Arca da Nova Aliança. Este conceito é apresentado na Bíblia quando comparamos o Antigo Testamento com o Novo Testamento. Observe estas semelhanças:
          Antigo Testamento: quando a Arca da Aliança foi trazida perante o rei Davi – “Temeu Davi ao Senhor naquele disse, e disse: ‘Como virá a mim a Arca do Senhor?'” (2Samuel 6,9).
          Novo Testamento: quando Maria foi visitar sua parente Isabel, que estava grávida de João Batista – “De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1,43).
          Antigo Testamento: quando o rei Davi dançou de júbilo porque ele estava na presença da Arca, que continha a Palavra de Deus – “Quando a Arca do Senhor entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela. E vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração” (2Samuel 6,16).
          Novo Testamento: quando o profeta João Batista saltou de júbilo no ventre de sua mãe, Isabel. Ele fez isto quando ouviu a voz de Maria, que estava grávida de Jesus, o qual também é chamado de Palavra (=Verbo) de Deus – “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo” (Lucas 1,41).
          Antigo Testamento: os israelitas encheram-se de grande júbilo porque estavam muito próximos da Arca que continha a Palavra de Deus – “Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a Arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas” (2Samuel 6,15).

          Novo Testamento: mostra como Isabel e João Batista se encheram de júbilo por estarem na presença de Maria, que carregava a Palavra de Deus – “Exclamou ela [Isabel] em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação a criancinha saltou de alegria no meu ventre’ (Lucas 1,42.44).
          Se tudo isto é verdade, que Maria é a Arca da Nova Aliança, então ela deve ter sido pura e não poderia haver qualquer tipo de pecado em sua alma. O fato de que Maria tenha nascido sem pecado original tem sido um ensinamento muito claro não apenas da Igreja Católica como também dos fundadores do Protestantismo. Apenas recentemente algumas denominações protestantes se afastaram desta doutrina tradicional do Cristianismo.
          “É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).
          Não há outro “símbolo” que eu gostaria de discutir antes de falar de Maria no Novo Testamento e tal símbolo é o de Maria como “portão de entrada”. A melhor explicação que vi sobre esse assunto foi postado em uma lista de discussão – embora não me lembre qual, nem o nome de seu autor. Apresento essa explicação logo abaixo, com um mínimo de edição da minha parte, e peço desculpas de não poder dar o devido crédito ao autor, pelo motivo exposto.
          Quando Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém, ele montava um jumentinho, o qual ainda não havia sido montado por ninguém (Mc 11,2-10). Ele também foi encerrado em uma sepultura nova, a qual também não havia sido usada antes (Jo 19,41). Estas coisas não eram necessárias, mas assim aconteceu – tanto com o jumentinho quanto para a sepultura usados por Cristo, mas jamais usados por qualquer outra pessoa – simplesmente para indicar o quanto especial era Jesus.
          No Antigo Testamento também existem símbolos que prefiguram pessoas ou eventos do Novo Testamento. A pessoa ou evento do Novo Testamento que é prefigurada no Antigo é chamada de arquétipo. O arquétipo no Novo Testamento é sempre importante. Adão, por exemplo, é símbolo de Cristo, cf. Rm 5,14.
          O profeta Ezequiel refere-se a uma porta que é o símbolo de Maria:
          • Ezequiel 44,1-3: “Então me fez voltar para o caminho da porta do santuário exterior, que olha para o oriente, a qual estava fechada. Disse-me o Senhor: ‘Esta porta estará fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela. Porque o Senhor Deus de Israel entrou por ela, estará fechada. Quanto ao príncipe, ele ali se assentará como príncipe, para comer o pão diante do Senhor; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará, e por esse mesmo caminho sairá”.
          • Ezequiel 46,8.12: “Quando entrar o príncipe, entrará pelo caminho do vestíbulo da porta… Quando for o príncipe [...], a porta oriental lhe será aberta, [...] então ele sairá e a porta será fechada assim que ele sair”.
          O príncipe é o símbolo de Cristo. E a porta prefigura Maria, já que através de seu ventre que Jesus veio ao mundo. Tal passagem demonstrava que a porta estava reservada para o príncipe, prefigurando que o ventre de Maria estava reservado apenas para Jesus. Como no caso do jumentinho e da nova sepultura, como vimos acima, era adequado e oportuno que a graça de Deus guiou Maria a aceitar uma vida de virgindade consagrada, de maneira que sua Virgindade Perpétua é sinal que aponta para a extraordinariedade de Jesus Cristo.
          c. Maria como Intercessora
          Ainda que todos os cristãos tenham o poder de interceder uns pelos outros, a pureza e santidade do intercessor aumentam o poder da súplica. A Bíblia está repleta de exemplos do Senhor “escutando” as preces dos justos. Eis alguns casos:
          • Provérbios 15,8: “O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento”.
          • Provérbios 15,29: “O Senhor está longe dos ímpios, mas escuta a oração dos justos”.
          • Tiago 5,16-18: “A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra”.
          • Provérbios 28,9: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominada”.
          • 1Pedro 3,12: “Pois os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua súplica, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal”
          • Salmo 32,6: “Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão”.
          • Daniel 9,21-23: “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e me disse: ‘Daniel, agora vim para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para declará-la a ti, porque és muito amado…'”.
          • 2Crônicas 6,29-30: “Toda oração e súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a sua praga e a sua dor, e estendendo as mãos para esta casa, ouve tu dos céus, do assento da tua habitação. Perdoa, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens)”.
          Agora, uma vez que a Bíblia demonstra tão claramente que aqueles que são justos ou corretos são ouvidos pelo Senhor, e já que também sabemos que aqueles que se encontram no céu não são impuros nem injustos (caso contrário não teriam como resistir à presença de Deus), então nós podemos afirmar que as preces dos santos têm um poder e eficácia muito maiores do que às daqueles que ainda se encontram sobre esta terra, que ainda caminham na imperfeição.
          De acordo com isto, percebemos que as orações intercessórias de Maria, que é a Mãe de Deus e mais pura que qualquer outra pessoa humana, têm um poder ainda mais especial.
          II. A Antiga Tradição Cristã a respeito de Maria
          • “Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem” (S. Inácio de Antioquia, “Carta aos Magnésios”, ~110 dC).
          • “E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: ‘Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado “Deus-conosco”‘.. A frase ‘Eis que uma virgem conceberá’ significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda permanecesse Virgem” (S. Justino Mártir, “Primeira Apologia”, 148-155 dC).
          • “A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: “Eis aqui tua serva, Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra”. Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era virgem, ela não obedeceu. Como ela – que ainda era virgem embora tivesse Adão por marido… – foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo gênero humano; então, também Maria, noiva de um homem mas, apesar disso, ainda virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o gênero humano… Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou através da sua fé” (S. Ireneu, “Contra as Heresias”, 180-199 dC).
          • “A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus” (S. Ireneu de Lião, “Contra as Heresias V,19,1″, 189 aD).
          • “Apesar de permanecer virgem enquanto carregava um filho em seu ventre, a serva e obra da sabedoria divina tornou-se a Mãe de Deus” (Efraim o Sírio, “Canções de Louvor 1,20″, 351 aD).
          • “O Verbo gerado do Pai do céu, inexpressavelmente, inexplicavelmente, incompreensivelmente e maneira de eterna, nasceu há tempos atrás da Virgem Maria, a Mãe de Deus” (S. Atanásio, “A Encarnação do Verbo de Deus 8″, 365 dC).
          • “Se alguém disser que a Santa Maria não é a Mãe de Deus, ele está em divergência com Deus. Se alguém declarar que Cristo passou pela Virgem como se passasse por um canal, e que não se desenvolveu divina e humanamente nela – divina porque não houve a participação de um homem, e humanamente segundo a lei da gestação – tal pessoa é também herege” (S. Gregório de Nanzianzo, “Carta ao Sacerdote Cledônio”, 382 dC).
          • “Nos ajuda a compreender os termos “primogênito” e “unigênito” quando o Evangelista diz que Maria permaneceu Virgem “até que deu à luz ao seu filho primogênito” [Mt 1,25]. Nada fez Maria, que é honrada e louvada acima de todas as outras: não se relacionou com ninguém, nem jamais foi Mãe de qualquer outro filho; mas, mesmo após o nascimento do seu filho [único], ela permaneceu sempre e para sempre uma virgem imaculada” (Dídimo o Cego, “A Trindade 3,4″, 386 dC).
          • “Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser, ao mesmo tempo, Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não d’Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamado, com razão, “filhos do Esposo” [Mt 9,15]. Mas, certamente, ela é a mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com seu amor para que nascessem os fiéis na Igreja – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe” (S. Agostinho, “A Virgindade Consagrada 6,6″, 401 dC).
          • “Entretanto, quando eles perguntaram: ‘Maria é a mãe de um homem ou a Mãe de Deus?’, nós redundemos: ‘De ambos’. O primeiro pela natureza do que ocorreu e o segundo pela relação. Mãe de um homem porque era ser humano que estava e que saiu do ventre de Maria; e Mãe de Deus porque o homem que nasceu era o próprio Deus” (Teodoro de Mopsuéstia, “A Encarnação 15″, 405 dC).
          • “Agora, herético, você dirá (qualquer um de vocês que negar que Deus nasceu da Virgem) que Maria, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser chamada de Mãe de Deus, mas somente de Mãe de Cristo e não de Deus, porque nenhuma mulher – afirmará você – pode dar à luz a alguém mais velho do que ela própria. A respeito deste estúpido argumento [...] deixe-nos provar por testemunhos divinos de que tanto Cristo é Deus como Maria é a Mãe de Deus” (João Cassiano, “Sobre a Encarnação de Cristo contra Nestório 2,2″, 429 dC).
          • “O próprio Verbo, vindo por sua vontade à Bem-Aventurada Virgem, assumiu para si o seu próprio templo da substância da Virgem e saindo dela, fez-se completamente homem de modo que todos pudessem vê-lo externamente, mas sendo verdadeiramente Deus internamente. Portanto, Ele preservou sua Mãe virgem mesmo depois dela ter dado à luz” (S. Cirilo de Alexandria, “Contra aqueles que não desejam professar que a Santa Virgem é a Mãe de Deus 4″, 430 dC).
          • “Assim como os marinheiros são guiados ao porto por uma estrela, também os Cristãos são guiados ao céu por Maria” (S. Tomás de Aquino).
          Também os “reformadores” [protestantes] foram fiéis defensores de Maria:
          • “Creio firmemente que Maria, conforme as palavras do Evangelho que afirmam que de uma Virgem nos nasceria o Filho de Deus, permaneceu sempre pura e intacta Virgem durante e depois do nascimento de seu Filho” (Ulrich Zwinglio, citado em “Corpus Reformatorum” v.1, p.424).
          • “Ele, Cristo, nosso Salvador, era o fruto real e natural do ventre virginal de Maria… Isto aconteceu sem a participação de qualquer homem e ela permaneceu virgem mesmo depois disso” (Martinho Lutero, “Sermões sobre João”, cap. 1 a 4, 1537-39 dC).
          • “[Maria é a] maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo… Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente” (Martinho Lutero, “Sermão do Natal de 1531″).
          • “É uma doce e piedosa crença esta que diz que a alma de Maria não possuía pecado original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deusuma alma pura. Assim, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de 1527″).
          • “Certas pessoas têm desejado sugerir desta passagem [Mt 1,25] que a Virgem Maria teve outros filhos além do Filho de Deus, e que José teve relacionamento íntimo colo ela depois. Mas que estupidez! O escritor do evangelho não desejava registrar o que poderia acontecer mais tarde; ele simplesmente queria deixar bem clara a obediência de José e também desejava mostrar que José tinha sido bom e verdadeiramente acreditava que Deus enviara seu anjo a Maria. Portanto, ele jamais teve relações com Maria, mas somente compartilhou de sua companhia… Além disso, nosso Senhor Jesus Cristo é chamado o primogênito. Isto não é porque teria que haver um segundo ou terceiro [filho], mas porque o escritor do Evangelho está se referindo à precedência. Assim, a Escritura está falando sobre a titularidade do primogênito e não sobre a questão de ter havido qualquer segundo [filho]” (João Calvino, “Sermão sobre Mateus”, publicado em 1562).
          “Não se pode negar que Deus escolheu e destinou Maria para ser a Mãe de Seu Filho, garantindo-lhe a mais alta honra. Isabel chama Maria de “Mãe do Senhor” porque a unidade da pessoa nas duas naturezas de Cristo era tal que ela poderia ter dito que o homem mortal gerado no ventre de Maria era, ao mesmo tempo, o Deus eterno” (João Calvino, citado em “Corpus Reformatorum” v.45, p.348).
          III. A Virgindade Perpétua de Maria
          Todos os cristãos crêem que Maria era virgem quando deu à luz a Jesus. “Mas Maria disse ao anjo: ‘Como pode ser isso se não conheço varão?’ E o anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te encobrirá. Então a criança que irá nascer será chamada santa, o Filho de Deus'” (Lucas 1,34-35).
          Quando José ficou sabendo que Maria estava grávida, ele já era noivo dela, embora ainda não vivessem juntos. Ele quis romper o compromisso pois sabia que aquela criança não era sua.
          “Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20).
          Tudo isto foi previsto no Antigo Testamento e aconteceu para que se cumprissem as profecias dadas por Deus ao povo judeu: “Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem concebeu e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel” (Isaías 7,14).
          O ensinamento da Bíblia sobre esta matéria é tão claro que todas as denominações cristãs concordam sobre a sua interpretação.
          Os católicos crêem que Maria permaneceu virgem e não teve outros filhos. Algumas denominações, porém, afirmam que Maria teve outros filhos. Elas dizem isto por causa que a Bíblia às vezes menciona os “irmãos do Senhor”. Mas, nos tempos bíblicos, todos os membros da família, inclusive primos, eram considerados “irmãos”. E também vemos que, na Bíblia, o termo “irmão” é várias vezes usado para se referir a pessoas que não são irmãos no mesmo sentido em que entendemos a palavra hoje.
          Eis alguns exemplos bíblicos:
          • Gênese 14,14: “Quando Abrão soube que seu IRMÃO fora levado prisioneiro, fez sair seus aliados, seus familiares, em número de trezentos e dezoito, e deu perseguição até Dã”.
          O “irmão” em questão nesta passagem é Lot. Mas, era Lot irmão de Abrão? Não. Ele era o filho de Arão, irmão falecido de Abrão (v. Gênese 11,26-28). Portanto, Lot era sobrinho de Abrão.
          • Gênese 29,15: “Então Labão disse a Jacó: ‘Por seres meu IRMÃO, irás servir-me de graça? Indica-me qual deve ser teu salário”.
          Acaso era Labão irmão de Jacó? Não, ele era seu tio.
          A explicação, então, é simples: não existe palavra hebraica ou aramaica para “parente”. Os escritores teriam assim que usar os termos “irmão” ou “irmã”, ou escrever “o filho da irmã do meu pai”. É evidente que preferiam usar a palavra “irmão”.
          Assim você vê que, em termos bíblicos, “irmão”, “irmã” e “irmãos” pode significa parentes próximos, parentes de sangue ou até mesmo amigos íntimos como, por exemplo:
          • 1Reis 9,13: “Ele disse: ‘Que cidades são estas que me deste, meu irmão?’ E deu-lhes o nome de ‘terra de Cabul’, que persiste até hoje”.
          • 2Samuel 1,26: “Tenho o coração apertado por tua causa, meu irmão Jônatas. Tu eras imensamente querido, a tua amizade me era mais cara do que o amor das mulheres”.
          Também pode significar um aliado:
          * Amós 1,9: “Assim falou Javé: ‘Pelos três crimes de Tiro, pelos quatro, não o revogarei! Porque entregaram populações inteiras de cativos a Edom e não se lembraram da aliança de irmãos'”.
          Alguns também vêem nas palavras: “José não conheceu Maria até o momento em que deu à luz a Jesus” um significado de que, após o nascimento de Jesus, ela teve relações com José. Contudo, na Bíblia, o termo “até que” simplesmente significa “o que se deu no passado” e não tem a mesma conotação que temos em português, significando “algo que aconteceu após”.
          A Bíblia menciona uma mulher que não teve filhos até “o tempo de sua morte” (v. 2Samuel 6,23). Será, então, que produziu descendentes após sua morte? ;)
          Uma pesquisa cuidadosa no Novo Testamento nos mostrará que realmente existe um exagero de expressão se dissermos que Maria teve outros filhos:
          Quando Jesus foi encontrado no templo, com a idade de 12 anos (Lucas 2,41-51), não se menciona a existência de outros filhos, embora toda a família tivesse peregrinado junto. O povo de Nazaré refere-se a Jesus como “o filho de Maria” (Marcos 6,3) e não como “um dos filhos de Maria”. A expressão grega inplica que Ele era seu único filho. Na verdade, ninguém nos Evangelhos é chamado de filho de Maria, ainda quando são chamados de “irmãos do Senhor”.
          Existe ainda um outro ponto que requer uma compreensão da antiga cultura oriental. Em tal cultura, o termo “irmão” era usado para se referir aos mais velhos – parentes com mais idade cuja função era dar conselhos aos mais novos. Em João 7,3-4, encontramos os “irmãos” de Jesus aconselhando-o a deixar a Galiléia e ir para Judéia, para que seus discípulos pudessem ver as suas obras. Se os “irmãos” forem compreendidos neste sentido, conforme a cultura oriental, eles certamente seriam mais velhos que Jesus, o que elimina de vez a possibilidade de serem seus irmãos de fato, já que todos nós sabemos que Jesus era o filho primogênito de Maria.
          Finalmente, devemos considerar o que aconteceu aos pés da Cruz (João 19,26-27). Se Tiago, José, Simão e Judas fossem mesmo irmãos de Jesus, porque Jesus fez vistas grossas a esse fato e confiou Sua mãe ao Seu discípulo João? O Evangelhos nos diz que “a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa”. Por que ela iria para a casa de um discípulo se ela tinha pelo menos mais quatro filhos?
          IV. Maria, a Mãe de Deus
          O fato de que Maria é a Mãe de Deus é meramente lógico:
          Uma mulher que dá à luz a um filho é a mãe desse filho +
          Maria deu à luz a Jesus = Maria é a Mãe de Jesus
          Maria é a mãe de Jesus+Jesus é Deus (é uma Pessoa Divina – 2ª Pessoa da Santíssima Trindade)=Maria é a Mãe de Deus
          Ou, simplesmente, podemos ler na Bíblia:
          Lucas 1,42-43: “Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?'”
          Agora, mais um pouco de lógica:
          Maria é “a mãe do meu Senhor”+O Senhor é Deus=Maria é “a Mãe do meu Deus”
          Para contradizer esta verdade é necessário afirmar que Jesus não é Deus ou dizer que Maria não deu à luz a Jesus.
          Algumas denominações protestantes evitam chamar Maria de Mãe de Deus porque eles acham que isso a coloca no mesmo nível de Deus [como se ela fosse uma deusa]. Ao invés, eles preferem dizer que ela era a mãe do “homem Jesus Cristo”. Isto, porém, trai a verdade e coloca a teologia protestante num dualismo previsível. Cristo Jesus é UMA pessoa e não duas. Ele é UMA pessoa que possui duas naturezas: é inteiramente humano e inteiramente divino. As duas naturezas, contudo, são unidas em UMA só Pessoa. Podemos dizer que as nossas mães são mães da nossa “natureza”? Não, mas simplesmente dizemos que elas são nossas mães – de nós, como pessoas. Eu não estou dizendo que Maria gerou ou deu vida à natureza divina de nosso Senhor, uma vez que ele é UMA Pessoa e não duas. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade “se fez carne” – isto é o que chamamos de “encarnação” (do latim caro que significa carne. De onde ele obteve a carne? Se Jesus é Deus e Maria é Sua mãe, como é logicamente possível dizer que Maria não é a Mãe de Deus?
          V. A Imaculada Conceição de Maria
          Comecemos com as objeções… A posição protestante pode ser resumida da seguinte forma:
          • Não há qualquer suporte bíblico para se falar de Maria. Paulo afirma em sua carta aos romanos que “não há nenhum justo, nem um sequer: todos pecaram e estão privados da glória de Deus”. Logo, se Maria nasceu sem pecado, não precisava de nenhum Salvador, pois ela estaria salva por si mesma.
          Para começar, há evidência escriturística para a pureza única de Maria (imaculada conceição) – basta comparar a Arca da Aliança que guardava os Dez Mandamentos e Maria como a Arca da Nova Aliança e como a porta (v. parte I, item b).
          Porém, a objeção mais comum é o uso das palavras de Paulo, de que “todos pecaram”. A palavra usada para “todos”, na versão original em grego, que é a linguagem utilizada por Paulo, é “paz”. Tal termo, entretanto, não tem caráter exclusivista, que não admita exceção, mas tem o significado de “esmagadora maioria”. Podemos ver na Bíblia outros exemplos em que a palavra “todos” é usada, mas claramente admitindo exceção:
          • “Pessoalmente estou convicto, irmãos, de que estais cheios de bondade e repletos de TODO conhecimento e em grau de vos poder admoestar mutuamente” (Romanos 15,14).
          Neste texto, “todo” certamente não significa “sem exceção alguma”. Se havia todo conhecimento, sem exceção, então os romanos teriam TODO o conhecimento de Deus!
          Como esta última objeção, também não é verdade de que Maria, tendo nascido sem mancha do pecado original, não precisaria de um Salvador. A redenção vem da cruz de Cristo, inclusive para Maria. Ele não nasceu sem pecado por seu próprio mérito, mas por um ato de misericórdia da parte de Deus. Se acreditamos que Jesus nos salva do pecado e da morte mesmo depois de termos cometido pecados pessoais, porque deveríamos negar a idéia de que Ele salvou a mulher que escolheu para ser a Sua Mãe do pecado e da morte antes mesmo do seu nascimento? A imaculada conceição de Maria produziu-se pela graça da Cruz e não por qualquer coisa que ela tenha feito ou por poder próprio dela. Maria de maneira nenhuma é uma Salvadora. Porém, ela é a Mãe do Salvador e, como tal, precisava ser tão pura quanto possível.
          Nossa fé está repleta de exemplos da obra de Deus em formas misteriosas e miraculosas, alimentando Seu povo no deserto, concedendo filhos àquelas que são incapazes de engravidar, curando os doentes, ressuscitando os mortos, recebendo carne e tornando-se homem… Observe que, em vista de tudo isso, porque nos seria difícil acreditar que Deus misticamente aplicou os méritos e graças obtidos no Calvário à Sua Mãe, já que ela foi digna o possível para ser a Arca da Nova Aliança, a Mãe de Deus? Nós sabemos que, já que Ele é Deus, ele é capaz de fazer isto se assim o quiser. A única questão que fica remanescente é: “qual a probabilidade de Deus ter desejado para a mulher que escolheu para trazer Jesus Cristo ao mundo ter sido tão pura e merecedora de uma graça que nenhum outro ser humano poderia ter?”. Talvez soe melhor fazendo uma declaração negativa: “qual a probabilidade de Deus ter permitido que Jesus Cristo viesse à carne, sendo nutrido por nove meses num ventre ou tendo nascido ou sido amamentado e educado por uma mulher corrompida pelo pecado original?”.

        • Carlos veja as glórias da Virgem Maria segundo as Escrituras

          ” Entrando o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” ( Lc 1, 28 )
          Eis proclamado pelo próprio anjo Gabriel, o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene. Quando a Igreja chama Maria de “Imaculada Conceição” quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta – por graça divina – do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de “cheia de graça”. Pois, onde existe esta “graça transbordante” não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de “Santíssima Virgem”. Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita e pecadora. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo, ser engendrado num receptáculo que não fosse digno dEle? Pois, ele mesmo, ensina no Evangelho que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (Lc 5, 37 ). Eis porque o Criador elevou Maria, este “Vaso Insigne de Devoção” a tão grande santidade.
          “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” ( Lc 1, 38 )
          `Maria ao dizer seu “sim” incondicional ao convite de Deus, introduz no mundo o Verbo Divino, Jesus Cristo. E, fato assombroso: a criatura gera o seu Criador segundo a natureza humana. Jesus poderia Ter vindo ao mundo de diversos modos. Mas Deus a ama tanto, que quis precisar nascer e depender dela, enquanto homem. Maria, com sua sagrada gravidez inicia o restabelecimento da amizade entre Deus e os homens, conforme está escrito: “Por isso, Deus os abandonará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz” ( Miq 5,2 ). Com este “sim” incondicional ao projeto de Deus, Maria cumpre também, a primeira de todas as profecias bíblicas. Pois o Criador disse à serpente: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” ( Gn 3, 15). O texto evidentemente faz alusão à Maria. Pois qual mulher poderia ferir a cabeça do demônio? Somente aquela que trouxe ao mundo o Salvador, Cristo Jesus. Maria ao aceitar a missão que Deus lhe confiava e ao gerar a Jesus Cristo “feriu” a cabeça do inimigo. O inimigo por sua vez, agindo na pessoa de Herodes, dos algozes do Calvário e ainda hoje nos adversários de Cristo, continuamente lhe “fere o calcanhar”. Assim, esta Doce Princesa iniciou a devastação do reino de Satanás. Reino de Morte que será destruído totalmente pelo seu filho Jesus Cristo, nosso Único Senhor.

          “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” ( Lc 1, 48 )
          Os santos proclamam a profunda intimidade dela com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, esposa do Espirito Santo, mãe de Deus Filho! O Espírito Santo profetiza pelos lábios de Maria, que daquele momento em diante de geração em geração, isto é, para sempre, todos os cristãos proclamariam sua bem-aventurança. Feliz religião que a enaltece e a glorifica! Felizes os seus filhos que exaltando-a e enaltecendo-a cumprem fielmente esta profecia.

          ” Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor ? ” ( Lc 1, 43 )
          Isabel, mulher idosa e santa, esposa de Zacarias, mãe de João Batista desmancha-se em elogios àquela jovem que foi até sua casa para servir! Que lição de humildade a tantas pessoas que com sua “sabedoria” ( que na verdade é pestífera loucura ) evitam tributar à Santa Mãe de Deus os louvores que ela merece, temendo que isto diminua à glória devida a Jesus Cristo. Esquecem então, que o Espírito Santo mesmo ensina, que o louvor dirigido aos pais é grande honra para o filho (conf. Eclo 3, 13 ). Preferem portanto, os verdadeiros filhos de Maria, em todos os tempos, lugares e momentos, exaltarem a Virgem, imitando o exemplo de Santa Isabel, para serem seguidores fiéis da Sagrada Escritura.

          ” Pois assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio ” ( Lc 1, 44 )
          Cristo testemunhou a respeito de João Batista: “dos nascidos de mulher nenhum foi maior que João” ( cf. Lc 7 28 ). Pois bem. Este mesmo João Batista, que Jesus Cristo declara ter sido maior que todos os Patriarcas, Profetas e Santos do Antigo Testamento, ao ouvir a doce voz de Maria “estremeceu de alegria”. O Espírito Santo, que nele habitava, exultou de alegria ao ouvir a voz da doce Mãe! Não é, pois justo, a nós que somos os últimos de todos, exultar de alegria ao ouvir o doce nome de Maria? Não nos é sumamente necessário imitar o Espírito Santo? Não é proveitoso para os cristãos imitarem o gesto de São João Batista ? Bendito os servos de Deus, que não se cansam de se alegrar e cantar os louvores desta Senhora, imitando assim o gesto do Divino Esposo e de São João Batista, o maior profeta da Antiga Aliança.

          “E uma espada transpassará a tua alma” ( Lc 2, 35 )
          Uma lança transpassou o coração do Cristo na Cruz. Uma espada de dor transpassou o coração de Maria no Calvário! Deus revela ao profeta Simeão como Nossa Senhora estaria intimamente ligada à Jesus Cristo no momento da Sagrada Paixão. Ninguém em toda a terra, em todos as épocas, esteve mais intimamente ligado a Jesus naquele dramático momento que sua Santíssima Mãe. Portanto que, junto com o sacrifício expiatório, doloroso e único de Jesus Cristo no Calvário, subiu também aos céus, como oferta agradabilíssima diante de Deus, o sacrifício doloroso de Nossa Senhora.

          “Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ´Eles não tem mais vinho´. Respondeu-lhe Jesus: ´Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou´. Disse então sua mãe aos serventes: ´Fazei o que ele vos disser´” ( Jo 2, 3-5 )
          Na festa do casamento de Caná Jesus iniciou seu ministério. Ministério aliás composto por pregação e “obras” (milagres). A Santíssima mãe percebeu a dificuldade daquela família, que não tinha vinho para os convidados. A boa Senhora é vigilante, e os servos dela sabem, que ela vigia sobre eles, mesmo quando não se apercebem dessa vigilância. Jesus afirmou então claramente a Maria que, ainda não era o momento para iniciar seu ministério com um prodígio, pois disse: “minha hora ainda não chegou”. A Santíssima mãe, conhecendo profundamente o filho, mesmo diante da aparente recusa, o “obriga” docemente a antecipar sua missão. E assim, sem discussão, na mais plena confiança, diz aos serventes: “façam o que ele lhes disser”. Grandíssima confiança! Assim, aquela que o introduziu no mundo segundo a carne, o introduz agora no seu ministério, pela sua intercessão. Feliz a família que tiver por mãe esta doce Senhora. Sua intercessão é infinitamente mais eficaz do que as orações de todos os santos que pedem sem cessar pelos habitantes da terra ( conf. Ap 6, 9-10 . 8, 3-4 ; II Mac 15,11-16 ).

          “Disse-lhe alguém: ´Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te´. Jesus respondeu: ´Quem são meus irmãos e minha mãe? (…) Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe´ “. ( Mt, 47. 49-50 )
          Somente pertencemos à Cristo na medida em que pertencermos à nossa Mãe Santíssima. “Quem são meus irmãos e minhas mãe ?” pergunta o Cristo. E aponta para os seus discípulos: “eis aqui a minha família!”. E, doravante, somente os que forem discípulos do mestre, ouvindo as suas palavras e as cumprindo poderão pertencer plenamente a esta família. Por isto, como doce discípula Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” ( Lc 2, 19.51) Meditava e as guardava! Eis o exemplo da perfeita discípula. Maria com efeito não é mãe apenas na carne, mas na vida toda, na alma e na total obediência ao seu Divino Filho.
          Alguns, que não amam suficientemente a Santíssima Virgem, usam estes versículos acima, justamente contra ela, tentando convencer-nos de que Jesus a teria desprezado naquele momento. Esses “estudiosos” esquecem que Jesus jamais desprezaria sua mãe, conforme ensina o próprio Espírito Santo: “Apenas o filho insensato despreza sua mãe” ( Pr 15, 20 ). E assim, com esta interpretação desastrosa, que espalham ardorosamente, ofendem não apenas a boa Mãe, como blasfemam contra Jesus Cristo, como se o mesmo fosse violador do sagrado mandamento: “Honra teu Pai e tua Mãe” ( Ex 20,12 e Deut 5,16 ).

          “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ´Mulher, eis aí teu filho´. Depois disse ao discípulo: ´Eis aí tua mãe´” ( Jo 19, 26-27 )
          O apóstolo João aos pés da cruz, o único discípulo presente, representava todos os discípulos. Neste momento Jesus consagrou Maria, Mãe espiritual dos apóstolos. Mais ainda: João representava também, todos os homens e mulheres, de todos os lugares e de todos os tempos, que a partir daquele momento ganharam Maria como sua Mãe espiritual. Isto está de acordo com o testemunho deste mesmo apóstolo, que em outra parte diz:: “O Dragão se irritou contra a mulher (Maria) (…) e sua descendência, aqueles que guardam os mandamentos de Deus (…)” ( Ap 12, 17 ).
          Maria Santíssima não teve outros filhos naturais. Permaneceu sempre virgem, como era do conhecimento universal dos primeiros cristãos até os nossos dias. Mas, muitos insistem em “presenteá-la” com filhos naturais que ela não teve. Fazem isto, para diminuírem a glória de Jesus Cristo, bem como para esvaziarem Maria de sua maternidade universal. Se Jesus tivesse irmãos carnais, não teria entregue sua Mãe aos cuidados de João Evangelista. Seus próprios irmãos naturais cuidariam dela, como era dever sacratíssimo na época e ainda hoje. Além disso, citam aqueles que não amam a Virgem Maria algumas passagens bíblicas como a seguinte: “Não se chama a sua mãe Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” ( Mt 13,55 ) Querendo com isto provar que Nossa Senhora teve outros filhos. Esquecem ou ignoram, que nos tempos de Cristo, todos os parentes eram chamados “irmãos”. E a própria Bíblia prova isto, pois dos quatro “irmãos” acima citados, lemos que a verdadeira mãe de Tiago e José era uma outra Maria, irmã de Nossa Senhora e casada com Cleofas ( Jo 19,25 e Mc 15,40 ). E que Judas era irmão de Tiago Maior ( Jd 1,1 ) filho de Alfeu ( Mt 10, 2-4 ). Ora Cleofas e Alfeu designam a mesma pessoa, pois são formas gregas do aramaico Claphai. Segundo o historiador Hegesipo (século II) este Claphai era irmão de S. José. Logo não eram filhos naturais de Maria e José. Eram de sua parentela, mas não de sua filiação. Além disso, os primeiros cristãos, que conheceram Jesus e os apóstolos, nos escritos que nos deixaram, todos testemunharam que Maria sempre permaneceu virgem, não tendo jamais outros filhos. Sobre estes inventores de novidades a Bíblia nos previne: “Haverá entre vós falsos profetas (…) muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas (…) e o caminho da verdade cairá em descrédito” ( II Pe 2, 1-2 ).

          “E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” ( Jo 19, 27 )
          Daquela hora em diante, S. João levou a Santa Mãe para sua casa. Primeiramente para sua “casa espiritual”, sua alma. Esse é o motivo pelo qual era o discípulo que Jesus mais amava. Porque também, era o discípulo mais afeiçoado a Maria. Depois, levou-a para sua casa material, seu lar. Assim também, o verdadeiro filho de Nossa Senhora, a exemplo de S. João, deve levar esta boa mãe para seu “lar espiritual”, no recesso mais íntimo de nossa vida espiritual. E convidá-la também para habitar nossas casas, onde sua presença maternal poderá ser recordada através de quadros e imagens. Estas imagens serão para os servos de Maria uma lembrança contínua e consoladora de sua presença e proteção, da mesma forma que o próprio Deus, antigamente, consagrou o uso das sagradas imagens e esculturas no culto divino ( conf. Nm 21, 8-9 ; Ex 25, 18-20 ; I Reis 6,23-28 etc ), para recordar, a sua presença amorosa no meio do seu povo, Israel.

          “Todos eles perseveravam unanimemente em oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria mãe de Jesus, e os irmãos dele” ( At 1,14 )
          No cenáculo, no dia de Pentecostes, Maria juntamente com os discípulos suplicavam para que viesse o Espírito Santo sobre todos. E assim foi fundada a Igreja naquele dia. Maria uma vez tendo introduzido o Cristo no mundo, depois tendo inaugurado seu ministério nas bodas de Caná, agora intercede, introduzindo e inaugurando a ação do Espírito Santo sobre a Igreja nascente. Eis a mãe da Igreja com seus filhos.

          “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12, 1)
          No Apocalipse, João contempla nesta visão três verdades a respeito de Maria: sua Assunção, sua glorificação, sua maternidade espiritual. O Apocalipse afirma que esta mulher “estava grávida e (…) deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações…” ( Ap 12, 2.5 ). Qual mulher, que de fato, esteve grávida de Jesus senão a Santíssima Virgem? ( conf. Is 7, 14 ). Muitos contestam, dizendo que esta mulher é símbolo da Igreja nascente. Mas, a Igreja nunca esteve “grávida” de Jesus Cristo. Não é a Igreja que nos gerou Cristo. Antes, foi Ele que gerou a Igreja. Foi Ele que a estabeleceu e a sustentou. E para provar que esta mulher é exclusivamente Nossa Senhora, em outro lugar está escrito: “O Dragão (…) perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino” ( Ap 12, 13 ). A Igreja teria dado à luz a um Menino? Evidente que não! Portanto esta mulher refulgente é unicamente Nossa Senhora, pois foi ela unicamente que gerou “o menino” prometido nas Escrituras: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz (…) Porque nasceu para nós um menino (…) e Ele se chama Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai para Sempre, Príncipe da Paz” ( Is 9, 1-5 ).
          Também as Sagradas Letras, nos dizem que ela se encontrava com “dores, sentindo as angústias de dar à luz” ( Ap 12, 2 ). Essas dores e angústias foram as dificuldades que cercaram aquele bendito parto: a viagem desconfortável, o frio, a humilhação, a pobreza, a falta de hospedagem.
          Diz ainda: “(o Dragão) deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz (…) para lhe devorar o Filho (…) A Mulher fugiu para o deserto, onde (…) foi sustentada por mil duzentos e sessenta dias” ( AP 12, 4.6 ). De fato, o demônio atentou contra a vida de Jesus desde seu nascimento, na pessoa do perseguidor Herodes. Maria fugiu então com o filho para o deserto ( Egito ). Lá ficou por aproximadamente mil e duzentos e sessenta dias ( três anos e meio ). Ou seja, do ano 7 AC, ano do nascimento de Jesus, conforme atualmente se acredita, até março-abril do ano 4 AC, ano da morte de Herodes. Perfazendo os três anos e meio de exílio, nos quais a Sagrada Família foi sustentada pela Providência Divina.
          Portanto, todos esses versículos, confirmam três verdades referentes à Maria: sua assunção aos céus. Pois o apóstolo a contempla revestida de sol, já estabelecida desde agora na glória prometida aos justos pelo seu Filho, quando disse “Os justos resplandecerão como o sol” ( Mt 13,43 ).
          Confirma incontestavelmente sua realeza espiritual, pois a mesma se apresenta coroada com doze estrelas, símbolo das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos. Portanto, Rainha do Antigo e do Novo Testamento.
          Por fim confirma sua maternidade espiritual, pois diz o Espírito Santo: ” ( O Dragão ) se irritou contra a Mulher ( Maria ) e foi fazer guerra ao resto de sua descendência ( seus filhos espirituais ), os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” ( Ap 12, 17 ).
          Somos de sua descendência apenas se nos comprometermos com o Cristo Jesus, guardando os seus mandamentos e testemunhando-o como nosso Único e Suficiente Senhor e Salvador.
          T

        • CARLOS, VAI POR MIM, RELIGIÃO SE DISCUTE. AGORA, PONTOS DE VISTA NÃO.
          VOU TE DA UM CONSELHO, PROCURE ESTUDAR MAIS A FUNDO E DEPOIS COMPARE AS ADULTERAÇÕES DA BÍBLIA PROTESTANTE.

          MEU CARO, VOCÊ NÃO CONHECE PATRÍSTICA, NÃO CONHECE HISTÓRIA E MUITO MENOS A BÍBLIA.

          VOCÊ NEM SABE O QUE É UM ÍDOLO E UMA IMAGEM!

          Ô COLEGA, A BÍBLIA DO NOVO TESTAMENTO FORAM OS BISPOS DA IGREJA QUE DECIDIRAM O QUE IRIA FAZER PARTE DELA.

          AGORA CARLOS, SE TIVESSE ALGUMA CONTRADIÇÕES SOBRE IMAGENS OS BISPOS NÃO ADULTERARIAM A BÍBLIA COMO VOCÊS DAS SEITAS PROTESTANTES?

          VAI ESTUDAR CARA. ESTUDE A ARQUEOLOGIA. ESTUDE A GEOGRAFIA PRIMITIVA. ESTUDE A HERMENÊUTICA DAS PALAVRAS EM SUAS ORIGEM. VOCÊ FALA MUITA PAPAGAIADA

          O PROTESTANTISMO SE AFUNDA EM HERESIAS E CONTRADIÇÕES POR CAUSA DISSO, CARLOS. O LIVRE EXAME BÍBLICO NAS MÃOS DE DOENTES CAUSAM DIVISÕES COMO IGREJA DA MACONHA, IGREJA DOS MÓRMONS, IGREJAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, IGREJAS DE HOMOSSEXUAIS ETC…

          ISSO É O CUMULO

        • CARLOS LEIA essa magnifica obra

          O sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro

          Escrito pelo Antônio Vieira Padre

          Lá viu São João, no seu Apocalipse, um anjo, o qual em uma mão tinha uma chave e na outra uma cadeia: Habentem clavem abyssi, et catenam magnam in manu sua (3). E que anjo é este, ó Roma, senão o teu grande custódio, Pedro? Pedro com as chaves nas mãos: Tibi dabo claves regni caelorum; e Pedro com as mãos nas cadeias: Vinctus catenis duabus. Lá foi visto com a chave em uma mão e a cadeia na outra, porque assim devia ser; mas hoje o vemos com as chaves em ambas as mãos, e com ambas as mãos nas cadeias, porque havia de vir tempo em que assim fosse.
          Este é, senhores, o maior espetáculo da sem-razão que jamais viu o mundo, e este o que eu ao longe com dor, e vós ao perto com admiração, estamos vendo: Pedro, com as chaves nas mãos, e Pedro com as mãos atadas. Cuidas tu, ó Herodes, que deu Cristo ao seu Vigário as chaves para padecer juntamente com elas a servidão das cadeias? Senhor e cativo? Livre e atado? Poderoso e sem poder? Não, não. Eu bem sei que as chaves de Pedro também são cadeias, mas cadeias para atar e desatar, e não para ser atado. Notai o texto: Tibi dabo claves regni caelorum. Et quodcumque ligaveris, erit ligatum, quodcumque solveris, erit solutum (Mt. 16, 19): Eu te darei — diz Cristo — as chaves do meu reino, e o que tuatares, será atado, e o que desatares, desatado. — Tal quis o supremo legislador que fosse o governo do seu reino: governo que atasse e desatasse, e não governos que nem atam nem desatam. Mas se os poderes de Pedro eram chaves: Tibi dabo claves, parece que havia de dizer o Senhor: Tudo o que abrires será aberto, e tudo o que fechares será fechado. Por que não diz logo: o que fechares ou abrires, senão o que atares ou desatares? Para mostrar que as chaves que dava a Pedro também eram cadeias, mas cadeias para atar ou desatar a outros, quando quisesse, e não cadeias para estar ele atado, como hoje o vemos: Vinctus catenis duabus.
          Ora, eu à vista destas chaves e destas cadeias, que farei? Se não estivera também atado, e me fora livre a eleição do discurso, de boa vontade o dividiria em duas invectivas, armadas de justiça, de razão e de ira contra os dois monstros sacrílegos, que com a primeira e segunda cadeia, em diferentes tempos e lugares, se atreveram a prender e atar a Pedro. Uma invectiva contra ti, ó Herodes, que foste o Nero de Jerusalém, e outra contra ti, ó Nero, que foste o Herodes de Roma. Mas porque é obrigação desta cadeira neste dia, que o argumento do sermão seja da providência, a mesma providência, que entregou a Pedro as chaves e o deixou atar nas cadeias, será a gloriosa soltura desta que nos parecia implicação. Com as cadeias atarei as chaves, com as chaves abrirei as cadeias, e como a matéria das cadeias e mais das chaves toda é de ferro, se a imagem que eu formarei da providência não for preciosa e de lustre, ao menos será forte e sólida. Deus, cuja é a idéia, me assista com sua graça. Ave Maria.
          II
          Tibi dabo claves regni caelorum.
          A ordem hierárquica da providência divina, no governo de suas criaturas, é governar superiores e súditos, mas os súditos por meio dos superiores, e os superiores imediatamente por si mesmo. Uma e outra coisa temos nas chaves e nas cadeias de Pedro. Em todo o mundo cristão não há mais que um superior e um súdito, um Pedro e uma Igreja; e este superior e este súdito, este Pedro e esta Igreja, quem os governa? A Igreja governa-a a providência de Pedro, que tem o poder das chaves: Tibi dabo claves regni caelorum; a Pedro governa-o a providência de Cristo, que o livrou das cadeias de Herodes: Ceciderunt catenae de manibus ejus (4). Este é o desenho altíssimo, e esta a fábrica seguríssima da suprema providência. A Igreja segura na providência de Pedro, e Pedro seguro na providência de Cristo.
          Caso foi verdadeiramente admirável, e por isso notado e advertido pelo mesmo historiador sagrado, que cercado S. Pedro de guardas, e atado a duas cadeias, na mesma noite daquele dia em que havia de sair a morrer, como homem sem nenhum temor nem cuidado, estivesse dormindo: In ipsa nocte erat Petrus dormiens (5). E se passarmos da terra ao mar, não é caso menos digno de admiração que, correndo fortuna a barca de Pedro com uma terrível tempestade, Cristo, que ia na mesma barca, também estivesse dormindo: Ipse vero dormiebat(6). Cristo e o Vigário de Cristo, ambos dormindo? Cristo dormindo no meio da tempestade, e Pedro dormindo no meio das guardas e das cadeias, e ambos com a morte à vista, sem nenhum cuidado? Sim. Na tempestade dorme Cristo, porque a barca está segura na providência de Pedro; e nas cadeias dorme Pedro, porque Pedro está seguro na providência de Cristo. Debaixo da providência de Cristo dorme Pedro ao som das cadeias, e debaixo da providência de Pedro dorme Cristo ao som da tempestade e das ondas.
          E se isto que digo vos parece só metáfora, voltemos a cena e o teatro, e troquem-se as figuras: seja Cristo o que esteja nas cadeias, e Pedro na tempestade. Naquela escuríssima noite em que prenderam a Cristo seus inimigos, e naquele mesmo lugar em que foi preso, correu tão furiosa tormenta a mesma barca de Pedro, que a barca, o piloto e os companheiros, todos estiveram a pique de naufragar, e faltou pouco que não perecessem de todo. E que fez a providência de Cristo em tão extremo perigo, e tão universal? Ego autem rogavi pro te (Lc. 22, 32): Eu — diz o Senhor — roguei por ti, ó Pedro. — Por ti, Senhor meu? E pelos outros, por que não? Vós não dissestes a todos: Omnes vos scandalum patiemini in me in ista noctet (7)? Pois, se o perigo e a borrasca ameaça a todos, e a todos tem derrotado, por que fazeis oração e rogais só por Pedro? Porque Pedro estava à providência de Cristo; os outros ficavam à providência de Pedro. O mesmo texto o diz: Ego autem rogavi pro te ut non deficiat fides tua: et tu aliquando conversus, confirma fratres tuos (8). Notai muito aquele ego e aquele tu. Eu tive cuidado de ti: tu o terás dos outros. Ego autem rogavi pro te: eis aí a providência de Cristo para com Pedro. Tu confirma fratres tuos: eis aí a providência de Pedro para com os demais.
          E se ainda quisermos ver uma e outra providência, a de Cristo e a de Pedro, maravilhosamente praticada, entremos no golfo do mar, e observemos o que faz Cristo e o que faz Pedro, ambos na mesma barca, ou na mesma nau, que assim lhe chamam os evangelistas, quando se engolfa: Erat navis in medio mari (9). Estava pois Cristo na nau de São Pedro, um pouco afastada da terra, e depois de pregar às turbas, que em confusa multidão o ouviam desde a ribeira, mandou o Senhor zarpar ou levar a âncora, e disse a Pedro que guiasse ao alto: Duc in altum (10).Não é justo que eu passe em silêncio o que aqui advertiu São Crisóstomo, pois esta cadeira, no lugar em que está, é sua (11). Quem se engolfa e se mete no alto do mar, perde a terra de vista, e por isso — diz Crisóstomo — manda Cristo a Pedro que guie ao alto: Duc in altum. Porque quando a nau de Pedro perder a vista da terra, então navegará felizmente. Assim o pregou o santo Arcebispo em Constantinopla, quando o mundo secular tinha duas cabeças, e também o pudera pregar eclesiasticamente em Roma. Mas, tornando ao meu intento, o que eu pondero do duc in altum é aquela palavrinha duc. Se Cristo está na mesma nau, por que manda a Pedro que guie, e não guia ele por sua própria pessoa? Assim como Cristo na oficina de José tirava com as suas próprias mãos pela serra, assim, na nau de Pedro, podia ele também pegar no leme sem perigo de indecência. Por que faz pois Cristo aqui o ofício de mandador, e não Cristo, senão Pedro, o de timoneiro? Porque esta é a ordem e esta a subordinação de uma e da outra providência. A nau subordinada à providência de Pedro, e Pedro subordinado à providência de Cristo. Pedro, o piloto da nau, e Cristo, o piloto do piloto: Duc in altum. Oh! admirável providência do governo universal da Igreja! A nau uma, e os mandadores dois. Os apóstolos manejavam os remos, mas debaixo do mando de Pedro, e Pedro sustentava o leme, mas debaixo do mando de Cristo. Pedro era o que governava, sim, mas governava governado. A nau governada pela direção de Pedro, mas Pedro governado pela direção de Cristo: Duc in altum.
          Dirá, porém, alguém, e com razão ou aparência dela, que naquele tempo Cristo e Pedro estavam ambos na mesma nau, e não é maravilha que então fosse ela bem guiada por Pedro. Mas, depois que Cristo subiu ao céu, e Pedro ficou só no mar, como haverá na nau e no piloto esta dobrada providência? As mesmas palavras o dizem: Duc in altum. A navegação do mar alto verdadeiramente é admirável. Maria undique, et undique caelum: não se vê ali mais que mar e céu. — E, contudo, naquela campanha imensa, sem rasto, sem estrada nem baliza, o piloto leva a nau como por um fio, não só aos horizontes mais remotos deste hemisfério, mas ao porto mais incógnito dos antípodas. E como faz ou pode fazer isto o piloto? Governando ele no mar, e sendo governado do céu. Toma o piloto o astrolábio na mão, mede a altura do pólo, ou pesa o sol, como eles dizem, e deste modo o piloto governa a nau, e o sol governa o piloto. De sorte que o que governa a nau está no mar, e o que governa o piloto está no céu. Pois isto mesmo é o que passa no governo da Igreja. Ainda que Cristo subiu ao céu, Pedro ficou no mundo: Pedro, da popa da nau, governa o mundo, e Cristo, do zodíaco do céu, governa a Pedro.
          Vede-o nas mesmas chaves e nas mesmas cadeias de Pedro. Quando deu Cristo a Pedro as chaves, e quando o livrou das cadeias? As chaves deu-lhas Cristo antes de partir deste mundo, porque a providência de Pedro para com a Igreja ficou na terra; e das cadeias livrou-o quando havia já muito tempo que estava assentado à destra do Padre, porque a providência de Cristo para com Pedro está no céu. Em suma, que esta é a dobrada providência com que o Monarca e a Monarquia da Igreja se governa no mundo e sobre o mundo. No mundo imediatamente por Pedro, como se mostra no poder das suas chaves: Tibi dabo claves regni caelorum. E sobre o mundo imediatamente por Cristo, como se prova na soltura das suas cadeias: Ceciderunt catenae de manibus ejus (12).
          III
          Mas em um auditório tão douto e de tanta perspicácia, vejo quase vacilante a firmeza deste meu discurso, e que das mesmas chaves e das mesmas cadeias se formam dois argumentos fortíssimos, um contra a providência de Cristo em respeito de Pedro, e outro contra a providência de Pedro em respeito da Igreja.
          Começando pelas cadeias para acabar pelas chaves, é certo que Cristo livrou a São Pedro das cadeias de Herodes em Jerusalém, mas também é certo que o não livrou das cadeias de Nero em Roma. Logo a providência, que supomos de Cristo para com São Pedro, ao menos é duvidosa e mal segura, e tal que não parece sua, porque providência que não é de todo tempo, de todo lugar e de todo perigo, providência que uma vez se lembra, outra se esquece, uma vez acode, outra desampara, uma vez provê e outra não provê, não é providência. Assim é, mas não foi assim. Tudo concedo e tudo nego. Concedo que a providência que não é continuada nem permanente não é providência. Mas nego que a providência de Cristo, que começou e resplandeceu nas cadeias de Herodes, não se continuasse igualmente e não permanecesse a mesma nas cadeias de Nero. E por quê? Porque tanta providência foi não livrar Cristo a Pedro das cadeias de Nero, como livrá-lo das cadeias de Herodes. Vede se o provo.
          José foi duas vezes preso: uma vez em Canaã, por inveja e ódio de seus irmãos, e outra vez no Egito, por castigo e ignorância de seu senhor. Destas segundas prisões o livrou Deus, mas das primeiras não o livrou, porque, preso e manietado, foi vendido e entregue aos ismaelitas. E que se segue daqui? Segue-se porventura que em umas prisões o assistiu a providência divina, e nas outras o deixou? De nenhum modo, diz o texto sagrado. E dá a razão: In vinculis non dereliquit illum, donec afferret illi sceptrum regni (Sab. 10,14): Nunca a providência de Deus deixou nem desamparou a José nas suas cadeias, até que, por meio de umas e outras, o sublimou ao império. — De sorte que os efeitos da providência não se hão de medir pela diversidade dos meios, senão pela unidade do fim. O fim da providência divina era levantar a José ao império do Egito, para o qual o tinha destinado, e tanto dependia a fortuna de José de ser livre de umas prisões, como de não ser livre das outras. Se Deus o livrasse das prisões de Canaã, nunca havia de ir ao Egito, e se o não livrasse das prisões do Egito, não havia de subir ao império. Necessário foi logo que José fosse livre de umas cadeias, e não fosse livre das outras. Para quê? Para que Deus e José conseguissem juntamente, José por Deus, os meios da sua fortuna, e Deus em José, os fins da sua providência. E se a mesma providência livrou e não livrou a José de umas e outras cadeias, por que não creremos outro tanto das cadeias de Pedro?
          Só do fim se pode duvidar, o qual para mim é evidente. O intento de Herodes era cortar a cabeça a S. Pedro, como tinha feito a São Tiago: Occidit autem Jacobum, fratrem Joannis, gladio(13). E não quis a providência de Cristo que morresse Pedro à espada, porque o quis exaltar consigo à morte de cruz. Na cruz estava o mesmo Senhor encravado, quando os judeus o blasfemavam, dizendo: Confidit in Deo: liberet nunc, si vult eum (Mt. 27, 43): Já que tem tanta confiança em Deus, por que o não livra agora Deus de nossas mãos? — Isto disse a infidelidade, e o mesmo pudera dizer ainda mais apertadamente a fé. Quando a ambição cruel de Herodes quis assegurar em si a coroa, com a morte do rei novamente nascido, andou tão vigilante a providência do Eterno Padre sobre a vida de seu Filho, que daquele dilúvio de sangue, em que pereceram tantos mil inocentes, só a ele livrou e pôs em salvo. Pois, se o livrou então, por que o não livrou também agora? Dizer-se que o livrou porque o quis isentar da morte, não pode ser, porque desde o instante da sua Encarnação, antes, desde o princípio sem princípio da eternidade, tinha decretado o mesmo Pai que morresse. Pois, se havia de morrer uma vez, por que o não deixa morrer em Belém às mãos de Herodes? E se o havia de livrar outra vez, por que o não livra em Jerusalém das mãos dos judeus, como eles diziam: Liberet eum? Porque a mesma providência que livrou a Cristo a primeira vez, não o livrou para lhe impedir a morte, senão para o guardar de uma morte menos ilustre para outra morte mais gloriosa. Em Belém, como notou Santo Agostinho, havia de morrer Cristo à espada; em Jerusalém morria na cruz: e porque a providência do Padre, para mais exaltar o Filho, tinha decretado que morresse em Cruz: — Mortem autem crucis, propter quod exaltavit illum (14) — por isso o livrou em Belém das mãos de Herodes, e o não livrou em Jerusalém das mãos dos judeus.
          Tal foi a providência de Cristo para com São Pedro, quando o livrou e quando o não livrou. Livrou-o das cadeias de Herodes, para que não morresse à espada, como Jacó, e não o livrou das cadeias de Nero, para que morresse em cruz, como o mesmo Cristo. A espada e a cruz, ambas saíram ao teatro no mesmo dia e na mesma Roma, ambas foram os instrumentos sacrílegos da impiedade de Nero, ambas tiraram cruelmente a vida aos dois maiores Atlantes da Igreja; mas a espada a Paulo, a cruz a Pedro: Paulo degolado, para que conhecesse a heresia, ainda hoje obstinada, que em Roma e na Igreja não pode haver duas cabeças, e para que o mesmo Paulo — capite imminutus — pregasse e desenganasse o mundo que na terra é menor que Pedro. Quando eu agora passei a ponte do Tibre, adverti que Paulo, com a espada à mão direita, e Pedro, com as chaves, à mão esquerda; mas isso mesmo é prova do que digo. Dar Pedro a Paulo o melhor lugar, é mostrar Pedro que ele é o dono da casa. Este foi o mistério, como dizia, porque Paulo perdeu ou depôs a cabeça nos fios da espada de Nero. Morre, porém, Pedro na cruz, inteiro e em nada diminuído, como aquele de quem estava escrito: Os non comminuetis ex eo (15), para que a cabeça visível da Igreja se parecesse em tudo com a invisível. Cristo, porém, na cruz, com a cabeça inclinada para baixo, e Pedro na cruz, às avessas, com a cabeça levantada para cima, porque a cabeça de Cristo e a de Pedro, recíproca e reflexamente se retratam e se vêem uma na outra, bem assim como a mesma cabeça, vista e multiplicada no espelho, parecem duas cabeças, e é uma só. E como Cristo queria fazer a seu primeiro sucessor tão semelhante a si em tudo, essa foi a providência continuada e permanente, e não contrária ou diversa, senão a mesma com que, rotas as cadeias de Herodes, o livrou da espada, e não rotas as de Nero, o levou à cruz.
          IV
          Mas para que é defender ou interpretar eu a unidade desta providência em umas e outras cadeias, se as mesmas cadeias a provam, e com milagrosa demonstração a fizeram evidente aos olhos. Estavam conservadas e veneradas em Roma as cadeias de Nero, quando à imperatriz Eudóxia, peregrina de Constantinopla a Jerusalém, foram presentadas, como igual tesouro, as de Herodes; vieram estas dali a Roma, mandadas pela mesma Eudóxia a outra, também Eudóxia e também imperatriz, e não faltando quem duvidasse se verdadeiramente eram as mesmas, que sucedeu? Toma o Pontífice nas mãos umas e outras cadeias, cotejando as que certamente eram de Nero com as que se dizia serem de Herodes, no mesmo ponto aqueles sagrados ferros, como se tiveram sentidos e uso de razão, por si mesmos se abraçaram entre si, e se uniram e ligaram de tal sorte, como se nunca tiveram sido duas, senão uma só cadeia, fabricada pelo mesmo artífice. Oh! admirável e portentoso testemunho da providência de Cristo para com seu Vigário! Oh! admirável e portentosa confirmação de ser uma, continuada e a mesma providência, aquela que em Jerusalém rompeu as cadeias de Herodes e livrou a Pedro, e aquela que em Roma conservou inteiras as cadeias de Nero e o não quis livrar delas. Se dividirmos esta providência em duas providências, e combinarmos uma com a outra pelos efeitos, não só parecem diversas, senão totalmente contrárias: uma de cuidado, outra de descuido; uma de estimação, outra de desprezo; uma de liberdade, outra de cativeiro; uma de vida, outra de morte; uma que afrontou e iludiu os intentos de Herodes, e outra que ajudou e fez triunfar os de Nero. Mas, assim como as cadeias, sendo duas e tão diversas, se uniram em uma só cadeia, assim a providência, que em Jerusalém as rompeu e livrou a Pedro, e em Roma as conservou inteiras e fortes, e o não quis livrar, foi também uma e a mesma cadeia, porque foi uma e a mesma providência.
          Boécio, a quem segue Santo Tomás, e comumente os teólogos, definindo a providência, diz que a série de todas as coisas e suas causas ordenadas na mente divina, e encadeadas e ligadas entre si com uns nós maravilhosos e secretos que ninguém pode desatar: Providentia est series causarum, rerumque in mente Dei, quae omnia suis nectit ordinibus miris, arctisque, sed arcanis nobis. E Cornélio, comentando o mesmo Boécio, ainda o declara com maior expressão: Deus per congruos providentiae suae modos, quos in thesauris sapientiae suae reconditos habet, facit ut omnes rerum temporumque successus invicem apposite nectantur; ac velut ansulae sibi invicem inserantur; et catenam elegantem efficiant: De sorte que os sucessos dos tempos e das coisas, ainda que pareçam diversos e encontrados, estão na mente e providência divina ordenados e atados entre si de tal modo que, como anéis ou fuzis enlaçados uns nos outros, compõem uma uniforme e elegante cadeia. — Tal foi em um e outro caso a do supremo artífice, Cristo, o qual, livrando em diversos tempos, e não livrando a Pedro, soltando-o em Jerusalém, e deixando-o prender em Roma, tirando-o milagrosamente das mãos de Herodes, e consentindo que natural e cruelmente morresse a mãos de Nero, das cadeias rotas de um, e das cadeias não rotas de outro formou uma uniforme e elegantíssima cadeia de sua providência, para maior ornamento e glória do mesmo Pedro.
          A Arão, que era o Pedro da lei escrita, como Pedro o Arão da lei da graça, mandou Deus fazer para ornato das vestiduras pontificais duas cadeias de ouro, as quais, porém, com dois anéis da mesma matéria, se uniam uma na outra, e sendo duas cadeias, formavam uma só: Facies in rationali catenas sibi invicem cohaerentes ex auro purissimo: catenasque aureas junges annulis, qui sunt in marginibus ejus (16). Não reparo em serem aquelas cadeias de ouro e estas de ferro, porque já disse Crisóstomo que por isso se honrava mais delas e se ornava mais com elas o nosso Pontífice: His catenis Apostolus ornabatur; et tanquam regalem aliquem ornatum circumferens exultabat. O que só noto é a unidade ou a união e coerência de umas e outras cadeias: Catenas sibi invicem cohaerentes. Moisés andou coerente nas cadeias de Arão, porque as formou pelos mesmos moldes; Cristo não andou coerente nas cadeias de Pedro, porque as traçou e dispôs com sucessos e efeitos contrários. Isso é romper umas cadeias e não romper outras; isso é livrar a Pedro e não o livrar. Mas, assim como a coerência daquelas cadeias a fazia a semelhança, assim a coerência destas a fez a contrariedade. E que sendo tão contrários os atos da providência, saísse a providência tão uniforme, e sendo uma cadeia tão diversa da outra, saíssem ambas as cadeias entre si tão coerentes: Catenas sibi invicem cohaerentes? Essa foi a maravilha.
          Mas, nesta mesma uniformidade e coerência da providência de Cristo, se alguma curiosidade douta perguntar qual foi maior providência, se aquela que livrou a Pedro das cadeias em Jerusalém, ou aquela que o não livrou em Roma, não faltará quem diga que a de Jerusalém foi maior, porque lá foi miraculosa, e cá não. Lá quebrou as cadeias, cegou as guardas, abriu as portas, ou deu passo franco por elas sem as abrir — que é mais —; cá não obrou milagre algum, antes totalmente não obrou, porque foi uma mera suspensão de todo o ato e concurso. Contudo, digo que foi maior e mais alta providência não livrar Cristo a Pedro das cadeias de Nero que livrá-lo das cadeias de Herodes. E por quê? Porque nas cadeias de Herodes conseguiu a providência o seu fim contra a vontade de Herodes, e nas cadeias de Nero conseguiu também o seu fim, mas não contra, senão pela vontade do mesmo Nero. O nobre, o alto, o fino, o maravilhoso da providência divina, não é fazer a sua vontade violentando a minha: é deixar livre e absoluta a minha vontade, e com a minha, e pela minha, conseguir a sua.
          A maior obra da providência de Deus foi a Redenção do mundo por meio da morte de Cristo. E como conseguiu a mesma providência este altíssimo fim, tão estupendo como necessário? Não de outro modo que entregando o mesmo Cristo, por decreto do injusto juiz, à vontade de todos aqueles que lhe queriam tirar a vida: Jesum vero tradidit voluntati eorum (17). Fez a sua vontade Judas, fez a sua vontade Caifás, fez a sua vontade Pilatos, fizeram a sua vontade os escribas e fariseus, fez finalmente a sua vontade o mesmo demônio que os instigava. E que por meio de tantas vontades, e todas contrárias à divina, o fim da divina se conseguisse? Esta foi a providência mais nobre, esta a mais sábia, esta a mais sublime, esta a mais divina, esta a mais providência. E qual é a razão? A razão é porque a providência, que violenta a vontade e poder humano, é providência que se ajuda da onipotência; porém a providência que deixa obrar à potência humana tudo quanto pode, e deixa executar à vontade humana tudo quanto quer, é providência sem ajuda de outro atributo, e por isso pura providência. A potência e a vontade de que se serve a providência em tal caso, não é a divina e sua, senão a humana e contrária; e quanto mais permite à contrária, tanto é mais providência; quanto mais concede à humana, tanto é mais divina. Tal foi, pois, a providência de Cristo em não livrar a Pedro das cadeias de Nero. Na prisão de Herodes, para que a providência conseguisse o seu fim, rompeu a onipotência as cadeias; porém, na prisão de Nero deixou a providência as cadeias inteiras, sem usar da onipotência, e contudo, conseguiu o seu fim. Logo, não só foi providência, senão maior e mais gloriosa providência, não livrar a Pedro das cadeias de Nero que livrá-lo das cadeias de Herodes. E, como as mesmas cadeias, temos já solto ou atado o primeiro argumento.
          V
          O segundo, que é contra a providência de Pedro, lundado nas suas chaves, e em respeito de todos aqueles que por elas lhe são sujeitos, parece mais dificultoso. Assim como Deus deu a São Pedro as chaves do céu, assim as tinha dado, por seu modo, antigamente a Elias, e com poder e autoridade universal e privativa, de que só ele pudesse abrir ou fechar os tesouros celestes, isto é, as chuvas e orvalhos do céu, com que se fecunda a terra e vive o mundo. Mas que fez Elias com estas chaves na mão, e como usou delas? Vivit Dominus — disse ele falando com el-rei Acab — si erit annis his ros et pluvia, nisi juxta oris mei verba (3 Rs. 17,1): Eu tenho na minha mão as chaves do céu, e tu, ó rei, desengana-te, que nestes anos do meu governo, nem uma só gota há de cair de água ou estilar de orvalho sobre a terra, senão pelo império da minha voz. — A terra abrasada e ardendo abrirá mil bocas, com que gemerá e gritará ao céu; mas o céu, debaixo das minhas chaves, não se moverá a brados nem a gemidos, e se mostrará tão seco e duro, como se fosse de bronze. Parece-vos boa providência esta das chaves do céu entregues ao arbítrio de um homem? Pois ainda não ouvistes outra circunstância mais terrível, por não dizer desumana. No mesmo tempo, diz o texto, morava Elias mui descansado sobre as ribeiras do rio Carit, e um corvo, manhã e tarde, lhe trazia pão e carnes: Panem et carnes mane, panem et carnes vesperi (3 Rs. 17,6). De maneira que nos mesmos anos em que o povo encomendado à providência de Elias andava caindo e expirando à fome, Elias, com provisão sempre nova e abundante, comia e se regalava duas vezes ao dia. Nos campos não se via uma folha, nas searas não se colhia uma espiga, e a Elias sobejava-lhe o pão. As aves não tinham mais que as penas, nem os gados mais que os ossos, e a mesa de Elias abastecida de carne sobre carne. As fontes secas e mudas, sem correr ou suar delas uma só gota, e Elias com a água a rios. É boa ou será boa esta providência das chaves do céu? E mais, se as mãos que tiverem o domínio das chaves não forem as de Elias? Logo — argumenta o herege, e porventura também o político — logo o mesmo poderá acontecer às chaves do céu entregues à providência de Pedro.
          Primeiramente digo que não poderá. E por quê? Porque se a providência de Pedro faltasse ao ofício de Vigário de Cristo, a providência de Cristo faria o ofício de Vigário de Pedro. Estava Cristo na cruz, pouco antes de render o espírito, quando o ladrão convertido lhe presentou o seu memorial, dizendo: Domine, memento mei, cum veneris in regnum tuum (18). Respondeu-lhe o Senhor incontinenti: Hodie mecum eris in paradiso (19). E esta foi a primeira vez que se abriram as portas do céu, até aquela hora cerradas. Mas vede como replica e acode, pela jurisdição de Pedro, Arnoldo Carrotense. — O ofício e jurisdição de abrir as portas do céu, vós Senhor, não a tendes dado a Pedro? Sim. Como, logo, não remeteis este memorial ao vosso Vigário? Porventura porque vos negou no átrio do pontífice, tende-lo privado do cargo? Não, que Pedro já estava arrependido, e emendado e restituído à graça. Como, logo, usa Cristo das chaves de Pedro, e abre por si mesmo a porta do céu? Agudamente o mesmo Arnoldo: Absens eras, o Petre, et ministerii tui claves modo non profers; supplet vicem tuam — notai as palavras — supplet vicem tuam Summus Sacerdos, apertisque serias antiquis, aperiente Christo, introducitur latro in regnum caelorum: Quando o ladrão presentou o seu memorial, estava Pedro ausente; e como o tempo era brevíssimo, e o negócio tão urgente que não sofria dilações, fez-se Cristo substituto do seu Vigário, e supriu a ausência de Pedro com a sua presença. Trocou o crucificado Senhor os cravos com as chaves, e abriu as portas do paraíso ao repentino penitente. E por que Pedro não acode à obrigação de seu ofício, como Vigário de Cristo, acudiu Cristo a ela, como Vigário de Pedro: Supplet vicem tuam, o Petre.
          Eis aqui como nunca pode faltar a providência das chaves de Pedro, ainda no caso em que ele por si mesmo faltasse. Mas, antes que desçamos em particular ao cuidado, vigilância e admirável circunspecção desta universal providência, quero eu acudir pela honra de Pedro, e não refutando a sua improvidência neste caso com a sua providência em todos, mas sarando gloriosamente uma improvidência com outra. Dai atenção ao sucesso, tão digno de ser ouvido, como imitado.
          Entrou Cristo em casa de S. Pedro: Introivit Jesus in domum Simonis (Lc. 4,38), e havia muito tempo que estava na mesma casa a sogra do mesmo Pedro, tão enferma e prostrada de umas gravíssimas febres, que nem para receber o Senhor se pôde levantar. Essa força tem a palavra tenebatur do evangelista: Socrus autem Simonis tenebatur magnis febribus (20). Grande febre e grande caso! Quem haverá que não repare e note aqui muito a pouca providência de S. Pedro, antes o demasiado descuido e negligência de atender ao remédio de sua casa e à necessidade dos seus domésticos e parentes? A sogra de Pedro em casa de Pedro ardendo em febres, e sem cura; padecendo dores, e sem alívio; atada tanto tempo a um leito, sem saúde, nem sequer melhoria? Não é este aquele mesmo Pedro, que passando pelas ruas e pelas praças, só com a sobra sarava todos os enfermos? Como, logo, abusa de tal modo do seu poder que, curando a todos, só aos seus domésticos não cura? Tantos milagres para as casas dos outros, e só para a sua casa nenhum milagre? Sim. E este creio eu que foi o maior milagre de S. Pedro. Entre todos os milagres deste grande prodígio do mundo, o maior milagre foi não ser milagroso em sua casa. Fora de casa e ao sol fazia sombra, e obrava milagres; chegado à sua casa, não obrava milagres, porque já não tinha sombra.
          Mas que farão em tal caso os domésticos de Pedro, e que será deles? Vós, senhores, que servis a S. Pedro nesta sua casa, sois mais propriamente os seus domésticos. E que será de tantos, que somente vivem da sua sombra? Não tenhais medo, porque como Cristo nos casos de necessidade é Vigário do seu Vigário, se vos faltar a sombra de Pedro não vos faltará a mão de Cristo. Assim foi. Chega-se o Senhor ao leito da enferma: Stans super illam(21), dá-lhe e toma-lhe a mão: Aprehensa manu ejus (22), e no mesmo ponto não só ficou livre da febre, mas sã, e com todas as suas forças: Surgens ministrabat illis(23). Assim provê a providência de Cristo milagrosamente, onde a providência de Pedro, com maior milagre, não provê. Antes digo, que assim como o não prover em Pedro foi milagre, porque é obrigação natural da providência de Cristo prover ele onde Pedro não provê, se Pedro, por excesso de generosidade, se descuidar dos seus domésticos, Cristo, por excesso de providência, tomará cuidado deles; e se Pedro, abusando gloriosamente do poder das suas chaves, fechar a porta da sua casa a todo o favor, Cristo, tomando-lhe as chaves, abrirá a mesma porta, e, cheio de favores e graças, entrará em casa de Pedro: Introivit Jesus in domum Simonis. Assim que seguros estão sempre os efeitos da providência de Pedro, porque quando ele, por qualquer acidente, ou como homem, ou como mais que homem, não usar dos poderes das chaves por si mesmo, fá-lo-á melhor por Cristo, ou Cristo por ele.
          VI
          E que se segue ou se prova disto? Segue-se e prova-se o que eu prometi dizer, posto que pareça que disse o contrário. Desta improvidência de Pedro para com a sua casa, se prova altissimamente a providência do mesmo Pedro para com a Igreja que lhe foi encomendada. Era o espírito soberano de Pedro como o daquela excelentíssima alma, que disse por boca de Salomão: Posuerunt me custodem in vineis: vineam meam non custodivi (Cânt. 1,5): Puseram-me por guarda das vinhas, e eu não guardei a minha vinha. — Pois isto diz e isto faz uma alma unicamente perfeita, que é a idéia e exemplar de todas as almas santas? Se disse: puseram-me por guarda das vinhas, parece que havia de acrescentar: e eu guardei-as com grande cuidado e vigilância; mas, em lugar de dizer que guardou as vinhas que lhe encomendaram, diz que não guardou a sua vinha: Vineam meam non custodivi? Sim. Porque o maior testemunho e a maior prova de guardar com todo o cuidado as vinhas que lhe encomendaram, era não ter nenhum cuidado de guardar a sua. A vinha — como Cristo lhe chamou — composta de tantas vinhas, é a Igreja universal; e porque a providência de Pedro se descuidou totalmente da sua vinha, por isso teve tanto cuidado da de seu Senhor.
          Notável coisa é ver o zelo e providência universal com que São Pedro tomava sobre si o que pertencia a todos, como se ele fora todos ou estivera em todos, e todos nele. Mas por isso lhe entregou Cristo as chaves e o cuidado do universo. As duas maiores dificuldades ou mais dificultosas questões que se excitaram na Escola do Apostolado, foram a da divindade de Cristo e a da verdade do Sacramento. Sobre a questão da divindade, depois de ouvidas várias opiniões, todas negativas, perguntou o Senhor: Vos autem, quem me esse dicitis (24)? E falando a pergunta com todos, Pedro respondeu por todos, como se falara só com ele: Tu es Christus, Filius Dei vivi (25). Na questão do Sacramento pareceu tão dura a doutrina, que muitos por amor ou por horror dela deixaram a escola. Então perguntou o Senhor aos demais: Nunquid et vos vultis abire (26)? E falando também a pergunta com todos, Pedro do mesmo modo respondeu por todos: Domine, ad quem ibimus? Verba vitae eternae habes (27). E homem que toma por si o que se pergunta a todos, e responde por todos quando se não fala só com ele, este homem tem zelo e providência universal, a este homem, e não a outro, hei de dar as chaves da minha Igreja: Tibi dabo claves regni caelorum.
          Mas não assentou a eleição de Pedro sobre estas duas experiências somente. No Monte Tabor, quando viu a glória, disse: Bonum est nos hic esse(28). E quando ouviu que para entrar na mesma glória era necessário dar esmola (Mt 17, 4), como ele tinha deixado tudo, instou dizendo: Ecce nos reliquimus omnia. Quid ergo erit nobis (29)? Não sei se reparais neste nobis e naquele nos, uma e outra vez repetido. Em tudo mostrou Pedro ser Pedro. Se alega serviços, alega por todos: Ecce nos reliquimus; se procura prêmios, procura por todos: Quid erit nobis; se deseja bens, deseja para todos: Bonum est nos hic esse. Uma vez fala do passado: reliquimus,. outra vez do futuro: quid erit; outra vez do presente: bonum est, mas sempre de todos, por todos e para todos. Não se ouve da boca de Pedro nem ego, nem mihi, nem me, senão nos, no primeiro caso, nobis no terceiro, e nos no quarto: Nos reliquimus, nobis erit, nos esse, porque a providência de Pedro não sabe o nome a si, nem trata ou cuida de si, senão de todos. Se alguma vez se lembra Pedro só de si, é para ele só tirar a espada no Horto, e defender a seu Mestre; é para ele só o seguir até o átrio de Caifás, cercado de guardas; é para ele só se lançar vestido ao mar, ou pisando as ondas com os pés, eu rompendo-as com os braços para o ir buscar. Só para os perigos só, mas nunca só, senão com todos e como todos, para o bem e interesse de todos.
          Todos, digo, uma e outra e tantas vezes, porque a providência de Pedro, sem exceção nem limite no universal e no particular, sempre se estendeu e abraçou a todos, aos grandes e aos pequenos, aos naturais e aos estranhos, aos fiéis e aos infiéis, aos presentes e aos ausentes, aos vivos e aos mortos. O primeiro ato da providência de Pedro, tanto que pela morte de Cristo lhe sucedeu no pontificado, foi confirmar os outros apóstolos na fé da Ressurreição. Enquanto o disseram outros, eram delírios: Visa sunt sicut deliramentum(30); tanto que o disse Pedro foi verdade infalível: Surrexit Dominus vere, et apparuit Simoni (31). Mandou-lhes Cristo que esperassem pelo Espírito Santo, mas Pedro, com providência antecipada e admirável, não esperou pela vinda do Espírito Santo para refazer a quebra de Judas e inteirar o número do apostolado. Quando Cristo subiu ao céu, deixou onze apóstolos, e quando desceu o Espírito Santo, já achou doze. Com esta diligência conseguiu Pedro que viesse o Espírito Santo antes de vir, porque antes de vir em línguas visíveis, já tinha vindo na língua invisível com que declarou a Matias: Cecidit sors super Mathiam(32). Cheios todos os apóstolos do Espírito Santo, Pedro foi o primeiro que no mesmo dia, e na mesma hora, e na mesma Jerusalém, onde tinha sido crucificado Cristo, pregou publicamente a fé da sua divindade. E com que efeitos? O mesmo Cristo, pregando em Judéia três anos, deixou nela só quinhentos cristãos, como consta da primeira Epístola aos Coríntios, e São Pedro, com a graça superabundante do mesmo Cristo, naquele só dia e naquela só pregação, converteu três mil judeus, e noutro dia e noutra pregação, cinco mil, cumprindo-se em Pedro o que o mesmo Senhor tinha prometido: Majora faciet, quia ad Patrem vado (33).
          Mas como se contentaria com o fruto que colhia em Jerusalém e Judéia, quem tinha a cargo da sua providência o resto do mundo? De Jerusalém parte Pedro a Antioquia, e ali assentou a primeira vez a sua cadeira, não se desprezando, sendo príncipe e pastor do universo, de ser e se chamar bispo de uma cidade. De Antioquia passou a Roma que, como cabeça do império, o era também da superstição e idolatria, para que assim como tinha pregado em Jerusalém aos hebreus e em Antioquia aos gregos, pregasse também em Roma aos latinos, e com as três línguas universais em que foi escrito o título do crucificado: Hebraice, graece et Latine (Jo. 19,20), levantasse o estandarte da mesma cruz nas três metrópoles mais conhecidas, e nos três castelos mais eminentes do mundo, do que o dominante era Roma. Quando Davi derrubou o gigante, diz o texto sagrado que pôs a pedra na funda, e dando uma e outra volta, lha pregou na cabeça: Circumducens percussit Philisthaeum, et infixus est lapis in fronte ejus (34). E que pedra é esta, senão Pedro? Ao redor de Jerusalém deu uma volta à Palestina, e ao redor de Antioquia deu outra volta à Grécia, e com esta dobrada força, como pedra de Davi, se veio meter e fixar na testa do gigante, que é Roma, cabeça do mundo. Aqui o derrubou e prostrou por terra, mas para daqui o subir da terra ao céu. De Roma, melhor que os Césares aos Fábios, Metelos e Cipiões, repartiu S. Pedro os Pancrácios, os Berilos, os Marciais, os Apolinares, os Prodocimos, os Hermagoras, os Maternos, os Torcatos, os Tesifontes, e outros famosos discípulos de sua fé e espírito, os quais, ordenados de bispos e sacerdotes, penetrassem a Itália, as Gálias, as Espanhas, a Numídia, a Mauritânia e as demais províncias da Europa e da África — como já tinha feito na Ásia o mesmo S. Pedro para que, como raios do mesmo sol, alumiassem, e como rios da mesma fonte, regassem e fecundassem aquelas terras.
          Porém, a verdadeira providência, que toda é olhos, não se contenta com mandar, senão com ir, nem com ser informada somente, senão com ver. Por isso Pedro, ainda que pôs a cadeira em Roma, não a fez para si sede fixa, senão sede rodante. Lá viu Daniel a Deus assentado no seu trono, e diz que o mesmo trono era fundado sobre rodas: Thronus ejus flammae ignis, rotae ejus ignis accensus (35). E por que tinha rodas o trono de Deus, sendo aquele que immotus dat cuncta moveri (36)? Para mostrar nesta figura visível, que assim como com sua imensidade enche todo o mundo, assim com sua providência o vê e rodeja todo. O mesmo fazia Pedro como vice-Deus na terra. Nem ele se podia apartar da sede episcopal, nem a sede dele; mas, levando-a sempre consigo, como diz S. Lucas, visitava e via por si mesmo a todos: Dum pertransiret universos(37). Tomou outra vez a Jerusalém e outra vez a Antioquia; foi em pessoa à Galácia, à Capadócia, à Ásia, à Bitínia, a Corinto, ao Egito, e a outras partes da África, e até à barbaríssima região do Ponto, que naquele tempo era o degredo mais áspero dos romanos, e o horror, como diz Tertuliano, do mundo, não faltou a providência e presença de Pedro. Em Nápoles e Sicília há ainda hoje memórias suas, e é autor Metafrastes, que também passou à Espanha, e pregou em Inglaterra. Assim respondeu o primeiro apóstolo, sendo o príncipe de todos, à sua primeira vocação. Como Cristo o tinha chamado para pescador de homens, não só no Tiberíades, nem só no Mediterrâneo, nem só no Euxino, mas também no oceano era bem que fosse lançar as redes, para que pescasse homens em todos os mares.
          Bem quisera a providência de Pedro, assim como visitava a todos, assistir sempre com todos. Mas o que não podia com a presença e com a voz, fazia com a pena. Ninguém lerá as epístolas canônicas de São Pedro, que com admiração e assombro o não veja, não só retratado, mas vivo nelas. Na majestade do estilo, no sólido da doutrina, no profundo das sentenças e no ardente do zelo. Por este meio se multiplicava Pedro em todas as partes, e se fazia presente no mesmo tempo a todos. Mas o que mais admiro naquelas sagradas escrituras, é o título: Petrus apostolus, electis advenis dispersionis (38). Não iam dirigidas estas letras pontifícias aos reis e monarcas do mundo, senão a uns pobres peregrinos e desterrados por todo ele. Lembrava-se S. Pedro que lhe encomendara Cristo duas vezes os cordeiros, e uma só vez as ovelhas: Pasce agnos meos, pasce agnos meos, pasce oves meas (39). Nas ovelhas lhe encomendou os grandes, e nos cordeiros os pequenos; e por isso os pequenos duas vezes, e em primeiro lugar, para que tivesse deles maior cuidado. Esta foi a confiança com que Cornélio, sendo ainda gentio, não duvidou em mandar chamar a S. Pedro, e que fosse à sua casa, distante sessenta milhas, como logo foi. Estava então S. Pedro em Jope, e este nome traz à memória o profeta Jonas, o qual no mesmo porto se embarcou, fugindo de Deus, por não ir a Nínive, sentindo e desprezando muito de ser mandado pregar a uma gente tão vil e aborrecida, como eram todos os gentios na estimação dos hebreus. E quando Jonas não quis ir pregar à maior cidade do mundo, onde só os inocentes eram cento e vinte mil, vai o Sumo Pontífice da Igreja, e a pé, desde Jope até Cesaréia, só por catequizar um gentio.
          VII
          Estas foram, senhores, não todas, mas uma pequena e abreviada parte das obras maravilhosas de S. Pedro, e dos exemplos que deixou à Igreja de sua universal providência. Disse deixou, e disse mal, porque os não deixou. Ainda os continua depois da morte, como insistiu neles em toda a vida. Morreu Pedro, mas a sua providência não acabou, porque foi, é e será imortal. S. Pedro de Ravena, em uma carta que escreveu a Eutiques, que anda junto ao Concílio Calcedonense, diz que S. Pedro vive sempre em todos seus sucessores: Hortamur te, frater; ut his, quae de beato Papa Romanae civitatis scripta sunt, obedienter attendas, quoniam Beatus Petrus, qui in propria sede et vivit et praesidet, praestat quaerentibus fidei veritatem. Mas não é isto só o que quero dizer. Digo que no céu, onde está S. Pedro, vive e permanece imortal a sua mesma providência sobre a Igreja, não apartando jamais os olhos dela, nem faltando ou tardando em lhe acudir, todas as vezes que o há mister. Assim o prometeu o mesmo Pedro a todos os fiéis, quando se despediu deles na sua segunda Epístola, por estas palavras: Certus quod velox est depositio tabernaculi mei, secundum quod et Dominus noster Jesus Christus significavit mihi. Dabo autem operam, et frequenter habere vos post obitum meum (40). Não promete aos fiéis para depois da sua morte as suas orações, como fazem os outros santos, senão a sua manutenência: Frequenter habere vos: Eu vos terei, eu vos manterei, eu vos conservarei. — E a palavra que responde a frequenter; no original grego, em que o santo apóstolo escreveu, quer dizer: semper quotidie, sigillatim: sempre, todos os dias, e a todos, não só em comum, senão em particular.
          Quão exatamente cumprisse São Pedro esta sua promessa não se pode compreender nem contar, por serem ocultas e invisíveis as ordinárias e contínuas assistências da sua providência; mas bastam para superabundante prova as manifestas e visíveis. S. Pedro foi o que, pouco depois da sua morte, apareceu ao mesmo Nero que o mandou matar, com um aspecto tão severo e terrível que, assombrado o tirano — como refere Suetônio, sem saber a causa — os poucos dias que depois viveu, mais parecia já morto que vivo, com que cessou a perseguição da Igreja. S. Pedro foi o que apareceu ao imperador Constantino, e em lugar do banho de sangue dos inocentes, o exortou a que se banhasse no do sangue de Cristo, com que, batizado e feito cristão, os pontífices e sacerdotes, que viviam nas grutas dos montes, puderam aparecer publicamente nas praças de Roma, e colocar as imagens de Cristo nos templos, e pregar sua fé por todo o mundo. S. Pedro foi o que, durando a perseguição em Inglaterra, e tendo fugido alguns bispos, para que não fugisse também o metropolitano de Cantuária, como pretendia, o repreendeu e castigou por suas próprias mãos, de tal sorte que bastou a vista das chagas que lhe ficaram em todo o corpo, para que os mesmos tiranos o deixassem viver e guardar as ovelhas do pastor que tão asperamente punira os pensamentos só de as querer deixar. S. Pedro foi, finalmente, o que no século passado apareceu a Inácio em Pamplona, mortalmente ferido de uma bala, e o sarou com sua presença, e lhe infundiu o seu espírito, para que levantasse uma nova e forte companhia em defensa da Igreja militante, contra Lutero e Calvino e os outros heresiarcas de nossos tempos, como diz a mesma Igreja: Novo per Beatum Ignatio subsidio, militantem Ecclesiam roborasti.
          Mas, glorioso defensor da fé e autoridade romana, e também da mesma Roma e desta vossa Basílica, oitava maravilha do mundo, agora que as trombetas otomanas quase se ouvem dentro de seus muros, e já as meias-luas turquescas se divisam das torres de Itália e lhe estão batendo às portas, tempo é de outros socorros e de outras armas. Lembrai-vos, ó Pedro, que não vos disse Cristo que depusésseis a espada, senão que a metêsseis na bainha, para a tirar outra vez e a empunhar quando a honra de vosso Mestre, já triunfante no céu, e a vossa providência o pedisse na terra. Esta foi a espada com que assististes fulminante ao lado de vosso sucessor, Leão, e destes tanta eficácia à sua eloqüência, e metestes em tanto temor a Átila, que não se atrevendo a dar um passo adiante, voltou as costas e as bandeiras, e confessou aos seus, tremendo ainda, o que vira. Com esta espada, e vestido de armas resplandecentes, socorrestes Alexandria, cidade da Igreja romana sitiada pelo imperador Frederico, e, capitaneando os cercados no assalto, com que debaixo de falsa trégua os invadiu repentinamente, vós, com imensa mortandade de todo o seu exército, o obrigastes fugindo a levantar o sítio. E quem assim acudiu por uma cidade da Igreja romana, que fará pela mesma Roma e pela mesma Igreja? Mas, avizinhemo-nos mais à oficina capital, onde se está fabricando e dispondo o perigo, e entremos na mesma Constantinopla. Imperadores eram daquela sempre infensa e venenosa metrópole Bardas e Micael, os quais tinham devastado com esquisitas crueldades toda a cristandade do Oriente, quando vós, aparecendo visível aos afligidos católicos, por um dos ministros de vossa justiça que vos acompanhavam armados, não só os mandastes matar, mas fazer em postas a ambos, e assim se executou. Também era imperador de Constantinopla Alexandre Impiíssimo, o qual, olhando para as estátuas dos antigos íodolos de Roma, que tinha no seu palácio, disse: Quandiu istas colebant Romani, potentissimi et invicti perseveraverunt: Enquanto os romanos adoraram a estas, foram poderosíssimos e perseveraram invictos. — Mas apenas o bárbaro tinha lançado da boca esta blasfêmia, quando vós, sempre vingador das injúrias de Cristo, vos presentastes diante, dizendo: Ego sum Romanorum Princeps Petrus. E ao trovão desta voz, vomitando todo o sangue pela mesma boca sacrílega, caiu morto Alexandre.
          Assim venceis, assim triunfais, gloriosíssimo Pedro. E se um Ego sum da vossa boca em Constantinopla é tão poderoso como outro Ego sum (Jo. 18,5), da boca de vosso Mestre e Senhor em Getsêmani, quando esta só voz derrubou os esquadrões de seus inimigos, e quando a vossa espada, como então começou, os degolara a todos, se o mesmo Senhor vo-la não mandara meter na bainha, agora, agora é tempo de a desembainhar outra vez, ou de tornar a dizer Ego sum, para que trema o turco, para que se acabe Mafoma, para que as suas luas se eclipsem, para que os seus exércitos desmaiem e se confundam, e para que em Constantinopla, como em Roma, e no império do Oriente, como no do Ocidente, se conheçam e se venerem só as chaves de Pedro, e com ele, e por ele, e nele o nome de Cristo. Amém.
          (1) Eu te darei as chaves do reino dos céus (Mt. 16,19).
          (2) Ligado com duas cadeias (At. 12,6).
          (3) Que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão (Apc. 20, 11).
          (4) Caíram as cadeias das suas mãos (At. 12,7)
          (5) Nessa mesma noite se achava dormindo Pedro (At 12,6).
          (6) E entretanto ele dormia (Mt 8,24).
          (7) A todos vós serei esta noite uma ocasião de escândalo (Mt. 26, 31).
          (8) Mas eu roguei por ti para que a tua fé não falte: e tu, enfim, depois de convertido, conforta a teus irmãos (Lc. 22,32).
          (9) Achava-se a barca no meio do mar (Mc. 6,47).
          (10) Faze-te mais ao largo (Lc. 5,4).
          (11) A Capela da igreja de S. Pedro, em que se prega neste dia, é de São João Crisóstomo.
          (12) Caíram as cadeias das suas mãos (At. 12,7).
          (13) E matou a espada Tiago, irmão de João (At. 12,2).
          (14) E morte de cruz, pelo que Deus também o exaltou (Flp. 2,8 s).
          (15) Não quebrareis dele osso algum (Jo. 19, 36).
          (16) Farás para o racional duas pequenas cadeias de ouro o mais puro, que se unam entre si: e ajuntarás as cadeias de ouro com as argolinhas que estão nos remates deles (Êx. 28,22,24).
          (17) E permitiu-lhes que fizessem de Jesus o que quisessem (Lc. 23,25).
          (18) Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino (Lc. 23,42).
          (19) Hoje serás comigo no paraíso (Lc. 23,43).
          (20) Ora a sogra de Simão padecia grandes febres (Lc. 4,38).
          (21) Inclinando-se sobre ela (Lc. 4,39).
          (22) Depois de a tomar pela mão (Mc. 1, 31).
          (23) Levantando-se, se pôs a servi-los (Lc. 4,39).
          (24) E vós, quem dizeis que sou eu (Mt. 16,15)?
          (25) Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo (Mt. 16,16).
          (26) Quereis vós outros também retirar-vos (Jo. 6,68)?
          (27) Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras da vida eterna (Jo. 6,69).
          (28) Senhor, bom é que nós estejamos aqui (Mt. 17,4).
          (29) Eis aqui estamos nós que deixamos tudo. Que galardão pois será o nosso (Mt. 19,27)?
          (30) Pareceu-lhes um como desvario (Lc. 24,11).
          (31) Na verdade que o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão (Lc. 24,34).
          (32) Caiu a sorte sobre Matias (At. 1,26).
          (33) Fará outras ainda maiores, porque eu vou para o Pai (Jo. 14,12).
          (34) Dando-lhe a volta, feriu ao filisteu, e a pedra se encravou na sua testa (1 Rs. 17,49).
          (35) O seu trono era de chamas de fogo, as rodas deste trono um fogo aceso (Dan. 7,9).
          (36)Boetius.
          (37) Saindo a visitar todos (At. 9,32).
          (38) Pedro, apóstolo, aos estrangeiros que estão dispersos (1 Pdr 1,1).
          (39) Apascenta os meus cordeiros, apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas (Jo. 21,15 ss).
          (40) Estando certo de que logo tenho de deixar o meu tabernáculo, segundo o que também me deu a entender nosso Senhor Jesus Cristo. E terei cuidado que ainda depois do meu falecimento possais vós ter repetidas vezes memória destas coisas (2 Pdr. 1,14 s).

    • MEU CARO CARLOS NÃO CONVERSE ASNEIRAS OK

      OLHA EU TENHO MAIS DE 20 MIL ESTUDOS SOBRE PAPAS PADRES DA IGREJA COM TESTEMUNHAS OCULARES DOS 7 PRIMEIROS SÉCULOS

      AMIGO ESTUDE NAS FONTES ESTUDAR HISTÓRIA E PATRÍSTICA EM ESCOLAS PROTESTANTES É O MESMO QUE ESTUDAR 100 ANOS DA SUA VIDA EM VÃO VAI POR MIM

      A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade

      Sentado em uma simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitiva Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado.

      Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da Era Cristã.

      Entretanto, poucos séculos depois, de todas as partes do mundo acorreriam a essa cidade imperadores, reis, príncipes, potentados e, sobretudo, multidões incontáveis de fiéis para oscular os pés de uma imagem de bronze desse varão até então desconhecido e quase desprezado pela Roma pagã. Pois fora a ele que o próprio Deus dissera: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19).

      Sim, era o Apóstolo Pedro que retornava à Capital do Império para ali estabelecer o governo supremo da Santa Igreja.

      “Saudai Prisca e Áquila”

      Provavelmente o acompanhavam alguns cristãos, entre os quais Áquila e sua esposa Prisca, batizados por ele poucos anos antes. Na Epístola aos Romanos, São Paulo faz a este casal a seguinte referência altamente elogiosa: “Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a comunidade que se reúne em sua casa” (Rom 16,3-5).

      Irrigada pelo sangue dos primeiros mártires, a evangelização deitava fundas raízes nas almas e se difundia rapidamente por todo o orbe. Mas não existiam ainda edifícios sagrados para a celebração do culto divino, de modo que esta se fazia em residências particulares.

      Assim, Áquila e Prisca tiveram o privilégio incomparável de acolher em seu lar a comunidade cristã. Ali São Pedro pregava, instruía, celebrava a Eucaristia. Dessa modesta casa governava ele a Igreja, por toda parte florescente, apesar dos obstáculos levantados pelos inimigos da Luz.

      Era uma cadeira simples, de carvalho

      Tomada de enlevo e veneração pelo Príncipe dos Apóstolos, Prisca reservou para uso exclusivo dele a melhor cadeira da casa. Nela sentava-se o Santo para presidir as reuniões da comunidade.

      Após a morte do Apóstolo, essa cadeira tornou-se objeto de especial veneração dos cristãos, como preciosa evocação do seu ensinamento. Passaram logo a denominá-la de “cátedra”, termo grego que designa a cadeira alta dos professores, símbolo do magistério.

      Era primitivamente uma peça bem simples, de carvalho. No correr do tempo, algumas partes deterioradas foram restauradas ou reforçadas com madeira de acácia. Por fim, foi ornada com alto-relevos de marfim, representando diferentes temas profanos.

      Um altar-relicário

      Há testemunhos e documentos suficientes para acompanhar sua história desde fins do século II até nossos dias.
      Tertuliano e São Cipriano atestam que em seu tempo (fim do séc. II e início do séc. III) essa cátedra era conservada em Roma como símbolo da Primazia dos Bispos da urbe imperial.

      Por volta do século IV, colocada no batistério da Basílica de São Pedro, era exposta à veneração dos fiéis nos dias 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Durante toda a Idade Média ela foi conservada na Basílica do Vaticano, sendo usada para a entronização do Soberano Pontífice.

      Em 1657 o Papa Alexandre VII encomendou ao escultor e arquiteto Bernini um monumento para exaltar tão preciosa relíquia. Empenhando todo o seu gênio, construiu ele o magnífico Altar da Cátedra de São Pedro, considerado por muitos sua obra-prima.

      Nesse altar cheio de simbolismo, o mármore da Aquitânia e o jaspe da Sicília, sobre os quais se apóia o monumento, representam a solidez e a nobreza dos fundamentos da Igreja. As quatro gigantescas estátuas que sustentam a cátedra – representando Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Atanásio e São João Crisóstomo, Padres da Igreja Latina e da Grega – recordam a universalidade da Igreja e a coerência entre o ensinamento dos teólogos e a doutrina dos Apóstolos.No centro do altar foi colocada em 1666 a cátedra de bronze dourado dentro da qual se encerra, como num relicário, a bimilenar cadeira de São Pedro.

      Símbolo da Infalibilidade papal
      Nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro tem o mesmo significado de Trono de São Pedro, Sólio Pontifício, Sede Apostólica. Num sentido figurativo, equiparase ela a Papado e até mesmo a Igreja Católica.

      Afirmaram os Padres do IV Concílio de Constantinopla (ano 859): “A Religião católica sempre se conservou inviolável na Sé Apostólica (…) Nós esperamos conseguir manter-nos unidos a esta Sé Apostólica sobre a qual repousa a verdadeira e perfeita solidez da Religião cristã”.

      Nessa mesma época o Papa São Nicolau I pôde com inteira razão sustentar que “nos concílios não se reconheceu como válido e com força de lei senão aquilo que foi ratificado pela Sede de São Pedro, não tendo sido tomado em consideração aquilo que ela recusou”.

      Em uma de suas cartas, São Bernardo usa a expressão “Santa Sé Apostólica” para se referir à pessoa do Papa e afirma que a infalibilidade é privilégio “da Sé Apostólica”.

      Após a solene definição do dogma da Infalibilidade papal no Concílio Vaticano I, todos os católicos, eclesiásticos ou leigos, são unânimes em proclamar que o Papa é e sempre será isento de erro em matéria de fé e de moral, de acordo com as palavras de Jesus ao Príncipe dos Apóstolos: “Eu roguei por ti a fim de que não desfaleças; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos” (Lc 22,32).

      A Cátedra de Pedro é, o mais eloqüente símbolo dessa Infalibilidade, do Papado, da pessoa do Papa e da própria Santa Igreja de Cristo. Mais ainda, pois na Exortação Apostólica Pastores Gregis, Sua Santidade João Paulo II afirma que nela se encontra “o princípio perpétuo e visível, bem como o fundamento da unidade da fé e da comunhão”.

      Por este motivo, para ela se volta nossa entusiástica admiração de modo especial no dia de sua Festa litúrgica, 22 de fevereiro

  33. Para Analizarem:

    Papas, bispos e padres conseguiram gradativamente destronar Deus e Cristo do coração dos católicos substituindo-os pela devoção às imagens e pelo Culto à Maria “Honrando mais a criatura que ao Criador”. (Romanos l :25).

    Maria, mãe do corpo físico de Jesus e não “mãe de Deus” como ensinam, viveu a fé que Cristo seu filho deixou e morreu como todos os Cristãos. Mas a partir do século IV observaram que o nome de Maria sensibilizava as mulheres, então passaram a atribuir-lhe honrarias e atributos que se estivesse no mundo recusaria. Eis a escalada:

    1- No Concilio de Efeso, ano 431, decidiram chamá-la “Mãe de Deus”.

    2- No Concílio de Latrão, ano 649, proclamaram sua virgindade. (A Bíblia no entanto registrou que José não coabitou com Maria sua esposa somente “ATÉ” nascer Jesus. (Mateus l .25). Os primeiros cristãos e muitos “pais da Igreja”, como Tertuliano, Euzébio, Santo Irineu, Epifaneo, Hegesipo, Helvidio e tantos outros confirmavam que Maria teve outros filhos no seu matrimónio com José. Afinal, casar-se e ter filhos não desmerece; o casamento é Instituição Divina e ter filhos é ordem do Criador; o que desmerece e muito é a condição de celibatário.

    3- No Cone. de Nicéa, 787, instituíram o Culto à Maria, anti-biblico. Esse culto não chega a ela, pois Maria e os Santos não são Onipresentes.

    4- Imaculada Conceição. Na Bíblia não há nem cheiro dessa “concepção” milagrosa de Maria. Mas Pio IX decretou essa inverdade no ano 1854.

    5- Cem anos depois, ano 1950, de maneira espectacular a velha Igreja Católica escorrega de novo deixando a cristandade perplexa. Baseado numa lenda de 15 séculos atrás, decreta a Assunção de Maria.

    A bem conhecida reza “Ave Maria” é uma mistura de textos bíblicos e doutrina espírita. pois a expressão “Rogai pôr nós” não está na Bíblia. Os cristãos jamais apelaram para as pessoas santas que morreram.

    Cogitam aumentar o “peso da coroa” proclamando-a Rainha do Céu e Mãe de todas as graças. Há cidades e igrejas com o nome de “medianeira” contrariando frontalmente a Bíblia que adverte: Só há um mediador entre Deus e o homem: Jesus Cristo, o Justo”. (I Timóteo 2:5). A caduquice da Igreja de Roma pode aumentar: Já há quem deseje uma posição de Maria na Santíssima Trindade. Abyssus Abyssum invocat.

    No Brasil, em 1717, em Aparecida do Norte, o José Alves, o Domingos Garcia e o Felipe Pedroso “pescaram” no Rio Paraíba uma imagem de Maria em dois pedaços. O padre Vilela não perdeu tempo e fizeram uma capela; queimaram velas, incentivaram crendices e surgiu uma igreja. Mais engano e simulação e construíram uma “basílica” onde recolhem fortunas com porcentagens para bispados e Vaticano, explorando a credulidade do povo.

    Mas pôr que tanto exagero para com o nome de Maria? Antigamente os teólogos católicos acalmavam os cristãos dizendo que o Culto a Maria servia para “contrabalançar” com o paganismo que desfilava com formosas deusas… Mas os Jesuítas explicam melhor: Eles dizem que “a mulher é um grande instrumento, é a chave com a qual se entra nas famílias, pôr elas consegue-se grandes séquitos, as festas se tomam pomposas e ajudam a Igreja a manejar as plebes”. Sabem que usando o nome de Maria sensibilizam o sexo feminino que pôr sua vez atraem os jovens e os esposos para as festas romanistas dos “santos e padroeiros”. (Prof. de teologia, Borba do Liceu de Braga, Portugal).

    • Carlos você conhece o discurso de S. Cirilo de Jerusalém, no I Concílio de Éfeso

      Por S. Cirilo de Jerusalém (Séc IV).

      Salve, cidade de Éfeso, mais formosa que os mares, porque em vez dos portos da terra, marcaram encontro em ti os que são portos do céu! Salve, honra desta região asiática semeada por todos os lados de templos, como preciosas jóias, e consagrada, no presente, pelos benditos pés de muitos santos Padres e Patriarcas! Com sua vinda, cumularam-te de toda bênção, porque onde eles se congregam, aumenta e multiplica-se a santidade: religiosos fiéis, anjos da terra, afugentam eles, com sua presença, todo satânico poder e toda afeição pagã. Eles, repetimos, confundem toda heresia e são glórias de nossa fé ortodoxa.

      Salve, bem-aventurado João, apóstolo e evangelista, glória da virgindade, mestre da honestidade. Salve, vaso puríssimo da temperança, a ti virgem, confiou, na cruz, nosso Senhor Jesus Cristo a Mãe de Deus, sempre virgem!

      Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude daquele que nasceu de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, por aquele que amou de servo a forma! Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, porque concebeste sem concurso de varão, e foi divino teu parto. Salve, Maria, templo onde mora Deus, templo santo, como o chama o profeta Davi, quando diz: “O teu templo é santo e admirável em sua justiça” (Sl 64). Salve, Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o sol da Justiça! Salve, Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível! Salve, Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando com os anjos cantaram o sublime hino de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2,14). Salve, Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu! Salve, Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve, Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda no seio de sua mãe exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz! Salve, Maria, Mãe de Deus, que trouxeste ao mundo graça inefável, da qual diz são Paulo: “apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador” (Tt 2,1). Salve, Maria, Mãe de Deus, que fizeste brilhar no mundo aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: “eu sou a luz do mundo!” (Jo 8,12). Deus te salve, Mãe de Deus, que iluminaste aos que estavam em trevas e sombras de morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz (Is 9, 2), uma luz não outra senão Jesus Cristo nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo (Jo 1,9). Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa nos Evangelhos: “bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21,9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos céus! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo de santidade no Jordão! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel! Salve, Maria, Mãe de Deus, – pois acalmaste e serenaste os mares para que pudessem nossos irmãos cooperadores e pais e defensores da fé, serem conduzidos, com alegria e júbilo espiritual, a esta assembléia de entusiásticos defensores de tua honra!

      Também aquele que, levando cartas de perseguição, sendo derrubado pela luz do céu no caminho de Damasco, falou sobre ti e confirmou para o mundo a fé na Trindade consubstancial, de um só Senhor, de um só batismo; de um só Pai, um só Filho, um só Espírito Santo; da substância inseparável e simplicíssima; da divindade incompreensível do Senhor Deus de Deus, Luz de Luz, Esplendor da Glória, que nasceu de Maria Virgem, conforme o anúncio do Arcanjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, o Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, e por isso o santo que de ti nascer será chamado Filho de Deus vivo” (Lc 1,35). Não somente o sabemos pelo arcanjo Gabriel; também Davi, no vaticínio que canta diariamente a Igreja, nos diz: “O Senhor me disse: és meu filho; no dia de hoje te gerei” ( Sl 2,7). Já o sábio Isaías, filho do profeta Amós, profeta nascido de profeta, o predissera: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho e seu nome será Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1,23).

      Por isso todos os que formos fieis às Escrituras, seguindo os caminhos de Paulo, ouvindo as vozes dos profetas clamar-te-ão Bem aventurada.. Todos os que formos seguidores dos Evangelhos permaneceremos como disse o profeta: seremos como “oliveira fértil na casa de Deus” (Sl 51), glorificando a Deus Pai Todo Poderoso, a seu Filho UNIGÊNITO que nasceu de Maria e ao vivificante Espírito Santo, que se comunica a todos na vida; submissos aos fidelíssimos imperadores, honrando as rainhas, discretas e santas virgens, no seu amor à fé ortodoxa de Cristo de Jesus, nosso Senhor a quem se deve a glória pelos séculos dos séculos . Amém.

  34. Rita;
    Seria bom enviar o seu testemunho ao blog,pois eu também fui protestante.

    Pax domini

  35. Hoje saiu no jornal aqui na Suécia, pais onde moro, sobre um rapaz Iraniano que esta a todo custo tentando permanecer aqui no pais, pois ele se converteu ao Cristianismo e nao quer, em hipótese alguma voltar ao Iran, pois la, converter-se ao Cristianismo implica muitas vezes em pena de morte.Ele teme pela sua vida.
    Quando vejo no Brasil, evangelicos tentando converter catolicos, minha mente da um nó.
    Fico pensando numa explicacao convincente em pq catolicos que seguem o Cristianismo, precisam se converter a religiao evangelica que tambem segue o Cristianismo.
    Claro, que ambas com muitas semelhancas e tb muitas diferencas, mas UM MESMO DEUS!
    Conversao verdadeira é a desse rapaz, que se apaixonou e entendeu o sacrificio de Jesus na cruz e se converteu…UMA GRANDE CONVERSAO!!!!
    No Brasil pensa-se que converter catolico em evangelico é o que explica o texto biblico…Se converter dos seus maus caminhos!!!
    E preciso sair do Brasil e ver quantas seitas e religioes que nao pregam Jesus como seu Senhor pra se dar conta da palavra “conversao”.
    Falar do amor de Jesus pra uma pessoa que ja ama Jesus, mas que na mente pequena dos evangelicos, nao e suficiente, pois precisa se “converter” a religiao deles (evangelica), é facil, quero ver pregar o amor de Jesus na minha sala de aula, onde pelomenos existem 100 ou mais tiipos de “deuses”…..
    Deu pra entender o raciocinio? nao faz sentido…

    • Muito bem Rita! Eu mesma já havia colocado este ponto de vista a alguns protestantes aqui no blog.
      Acho intrigante que justo eles, que pregam a salvação pela fé em Cristo somente, excluam dessa salvação justo os católicos, que seguem a Cristo ha mais de 2 mil anos!

      De qlqr modo, permita-me acrescentar ao seu comentário o seguinte esclarecimento: há dois tipos de conversão. A conversão de uma religião a outra – como islão ao cristianismo, judaísmo ao cristianismo, cristianismo ao islão, etc.

      Assim, um não pode converter-se do Cristianismo ao cristianismo, como parecerem crer alguns evangélicos. A Igreja católica, por exemplo, não ensina que um protestante, que é um cristão do rebanho separado, possa converter-se ao catolicismo, mas RECONCILIAR-SE com a Igreja. Já um muçulmano, Hindu, Judeu, etc, sim! A segunda conversão é a verdadeira conversão, que é aquela que nos volta à Deus. Pra isso não é necessário sequer mudar de religião, pode acontecer com um católico, como foi o meu caso, ou outro qlqr. Qdo converti-me a Deus não deixei de ser católica – o que tenho sido desde os sete dias de vida – para tornar-me evangélica ou algo assim. Voltei-me a Deus e, mesmo que imperfeitamente, tenho tentado seguí-lo dentro da Sua Igreja, a Católica.

      Deus abençoe o Iraniano de quem falou. Oremos por ele. Vivi na Suécia por 3 anos e sei que há muitos não Cristãos no país. Que o exemplo dele seja seguido por outros também. Tomara que o gov sueco lhe assegure axilo.

      Pax Domini

  36. peço liçença!!!
    porgentilezafalou-se muito da pessoa de lutero, entretanto pessoas devem discutir idéias, lutero assim como muitos padres e assim como todo ser humano cometeu erros , porém o que dizer dos erros que ele apontou? por que a igreja uma vez que nao estava errada, apenas com sã consciência dos seus atos permaneceu na mesma direção? não quero levantar critica e sim conhecer alguma verdade por aqui que acredito ser o objetivo de vcs,.
    abraço

    • Caro André,

      Muito bem-vindo ao Blog.
      Na história da Igreja houveram muitos reformadores. Alguns deles considerados santos e doutores da Igreja, honrados, portanto, por sua contribuição na edificação da Igreja de Cristo, e com isso, o Reino de Deus, e também por seu zelo à verdeira mensagem do Evangelho.

      Assim o sr está repleto de razão, são as idéias que contam. Somos de fato, todos pecadores.

      Nesse sentido, abro o debate com a seguinte pergunta: Quais foram os erros condenados por Lutero?

      Pax Domini

  37. Disse Jesus a minha Paz vos deixo a minha Paz vos dou…, cristianismo não é pra ser debatido cristianismo é pra ser vivido…,em nome de Cristo as pessoas então se matando, se odiando, ferido a fé de um e outros, pois fé não logica e nem razão pois para o que não crê prova nenhuma sera sufieciente e para os que crê prova nenhuma será preciso…, reflitam…, Deus vois abençõe e que Cristo resplandeça sua luz sobre nois.

  38. Não só as pregações de martinho lutero foram um absurdo, como também é um grande absurdo muitas igrejas defendê-lo hoje sem pouco se aprofundar no conhecimento de sua vida. É um absurdo a crença evangélica defender cegamente ideologias que nem sabe como foram construídas e quais são seus valores (e isso é típico dos evangélicos). SÒ que.. no mesmo passo, a Igreja católica vive de absurdos: não sei como uma instituição pode se safar tão cinicamente depois de contribuir pra tantas desgraças humanas, e hoje pagar de moralista. Desde os absurdos do início da era cristã, como em Alexandria, passando por séculos de misérias incontáveis, defesa de escravidão, defesa do feudalismo, combate contra o conhecimento científico, contribuição pra guerras e mortes, expansionismo predatório, ingerências políticas, arrecadação gananciosa de bens e heranças, conluio com a extrema direita, com ditaduras do século XX, luta contra direitos femininos, luta contra direitos das minorias, tolerância com a pedofilia etc. E depois passam os séculos com cara de santa imaculada, como a imagem do background desse site. …. parece que apontar o dede nos absurdos dos outros é suficiente pra sentir-se bem com o travesseiro.

  39. Outra coisa na Igreja Católica que é questionável: católicos falam muito sobre os pastores da Universal e etc que são riquíssimos se aproveitando da fé do povo (isso eu acho um absurdo), e o Catolicismo sempre prega a caridade. Agora, por que todo aquele luxo no Vaticano e em “Pólos Católicos” e ao mesmo tempo pedir a caridade e o bom coração dos fiéis. Jesus sempre foi humilde, pra quê Papa sentar em tronos de ouro, e andar em carros blindados?

        • Rita,

          Não desapareça de vista, sempre que possível, volte ao blog. Leia, estude, aprofunde-se na fé, ensine-a, ajude a edificar aos irmão católicos que já não praticam ou não conhecem a santa fé.

          Deus abençoe.

          • Nao vou sumir nao Helen…
            Eu sei pouco, mas muito pouco da historia biblica, da vida de Jesus, dos apostolos, de Maria…
            Mas de uma coisa eu sei, eu amo a Deus e a igreja catolica e me sinto entristecida por ter aceitado as ameacas de ir para o inferno caso nao me convertesse ao protestantismo e fosse batizada novamente…
            Mas eu cresci, amadureci e consegui voltar ao primeiro amor…
            Comprei uma estatua de Maria e a tenho muito linda perto de mim…
            Quero aprender mais…
            Obrigada!!!

            • Rita, A Igreja nos convida a viver o ano da fé como um momento especial e particular para conhecermos melhor a Igreja e ter um contato íntimo com Jesus.
              Não sei como está a sua situação junto a sua comunidade: se já recebe a eucarístia e se já foi crismada. Saiba que a Igreja nos oferece muitos meio de conhecer a fé, estudos bíblicos, teologia pastoral, grupos de partilha, as enciclicas apostolicas, o catecismo da Igreja e tantos outros documentos, além de várias traduções da nossa bíblia com enfoques especificos para a nossa formação. Saiba também que todos são chamados a ser povo de Deus e que todo cristão enquanto membro do corpo de Cristo é também sacerdote, profeta e rei segundo a ordem de Melquisedec. E por isso vc também é convidada a exercer o sacerdócio comum dos fiéis na santa missa e na vida eclesial. O melhor meio de conhecer a fé é vivendo -a na comunidade com o trabalho pastoral e cultivando a oração e a comunhão diária.

              abraço.

            • Em todas as igrejas temos gente crista. Condeno venerar ou adorar estatuas feitas por maos humanas, alias quem proibe isso é o mandamento de Deus. A Igreja católica faz disso um grande comercio.

            • Caro Krieser,

              A Igreja Católica também condena a veneracão de estátuas! O sr está confundindo duas coisas: o que a Igreja ensina de FATO com o que as pessoas ACREDITAM ser ensinado pela Igreja!

              Fique claro:

              Veneração permitida é aquela prestada á PESSOA do SANTO, NÃO à mera representação do santo, seja uma estátua ou qlqr outra forma de ícone.

              Para venerar a Santa Maria não é preciso sequer possuir uma estátua representando sua imagem. Contudo, se o fiel assim o desejar, nada há de errado, desde que ele entenda que o ícone é o símbolo, a representação do original, que está no céu. Assim, vejamos o seguinte exemplo: beijar uma estátua de Cristo ou de Maria, etc, deve ser o ato de simbolicamente beijar o original – o que seria naturalmente impossível – e nunca esse ato deve pretender nada mais do que isso!

              Agora, o sr confunde ainda mais as coisas ao acusar a Igrej de fazer lucro com a tradição da IConografia. Seria interessante saber por que o sr pensa assim, já que o comércio venda de ícones é majoritariamente comandado pela iniciativa privada e a Igreja não possui uma partilha desse negócio, que aliás é livre.

    • Existem perguntas que irão ficar sem respostas…
      Porque bandas e cantores gospel, como, Ludmila Feber, Fernandinho, Lazaro entre outros cobram tantos caches para Pregar a palavra de Deus????? Jesus não cobrava nada!!!!
      Porque Valdemiro Santiago pede tanto dinheiro já que e tao rico??? E Silas Malafaia e Edir Macedo???? já que condenam a riqueza do vaticano, porque eles querem juntar tanto tesouro na terra?????
      Gente, tira primeiro a trave do teu olho pra depois apontar o erro alheio…
      tem gente comprando toalha abençoada com suor de pastor famoso, gravata, caindo no chão quando Benny Hinn joga o paleto, dando chave de carro no altar, dando chave de casa….
      Tenho visto Pastores enriquecendo loucamente, mas de todos os crentes protestantes que conheço, continuam todos pobres…sera que o pastou e mais abençoado??????
      Vamos pensar????? FICA A DICA!!!!!!!

    • VOIGTALINE – devo lhe explicar que o Vaticano, o menor estado do mundo, é tudo muito bem arrumado, como devido,
      mas não tem luxo nenhum! Nada é do Sumo Pontífice, nem o anel. Tudo é patrimônio da humanidade. Calúnica, o trono do Papa é de metal, bronze, não tem
      nada de ouro. Mas o que li s Lutero, o que ele disse, fiquei pasmado!

      • Paulo Tavares,

        Muito verdade. Já tive o prazer de visitar. Realmente, é um acervo histórico a céu aberto. Uma benção para toda a humanidade.
        Quanto ao “lenda do trono”, coisa de preguiçosos que não têm animo para estudar e aprender a verdade.
        Obrigada por responder

  40. Olá, achei interessante sua publicação. A minha família paterna é toda Luterana, e eu fui batizada e Igreja Luterana. Mas quando fui morar com a minha avó materna, católica fervorosa, fui meio que puxada para o Catolicismo, até porque na cidade em que eu fui morar não havia Igreja Luterana. Frequentando a Igreja Católica, minha vó me colocou na catequese, só que eu comecei a catequese no terceiro ano, e já fiz a Primeira Eucaristia. Aí vem o porém, você fez um texto inteiro rebatendo as ideias de Lutero, sendo que a Igreja Luterana, de todas as protestantes, é a única que tem seu batismo “reconhecido” pela católica. Me crismei na Católica também na mesma condição, mas meu coração sempre esteve na Luterana. Abraço!

    • Desculpe corrigir: A Igreja católica aceita TODOS os batismos Cristãos. São os protestantes que rejeitam o batismo católico.
      Nosso credo professa fé em UM BATISMO.

      • Basta lembrar dos documentos do VaticanoII sobre ecumenismo e sobre liberdade religiosa e se verá que a Igreja católica procura na medida do possível acolher aos irmãos separados com respeito e delicadeza. Não só o batismo da Igreja protestante, mas os sacramentos das Igrejas ortodoxas graças a sucessão apóstolica que a tradição nos força a reconhecer.

        • Excelente e bem lembrado, Brener.
          Que lástima que os neo-protestantes são tão aversos ao estudo da história da fé cristã, e ainda, presumem como verdade as caricaturas da Igreja Católica às que são apresentadas em suas diversas denominações… Oremos pela unidade da Igreja.

          Pax Domini

  41. ei idiotas vão estudar um pouco d história bocois pra não falar besteiras seus idiotas seus catolicos bestas,idiota,bobos

    • Déborah,

      Que a Paz de Cristo esteja consigo e com os seus. Obrigada por sua visita. Entretanto, permita-me lembrá-la de exercer a civilidade e a caridade Cristã para não envergonhar seus irmãos protestantes com sua conduta.

      Pax Domini,

      • Ai, ta vendo!!!
        Quando eu digo que os protestantes adoram apontar o dedo…
        Surge a Debora, que nao me deixa mentir!!!!
        Que vergonha!!!!!

    • Débora, e você que estuda uma bíblia adulterada…e outra a seita protestante não tem história, colega herege!

      quem tem que estudar aqui é você, que até hoje não aprendeu nada a não ser mentiras e pontos de vista criado por Lutero e seus bando.

    • ME DA PENA E TRISTEZA DE VER PROTESTANTES COMO A DÉBORA E COMO A ANGÉLICA, QUE DECORAM TEXTOS E CIMA DE TEXTOS BÍBLICOS MAS NEM SABE QUAL É SUA SUSTENTAÇÃO TEOLÓGICA. PROTESTANTES SÃO REALMENTE SEM BASE NA HISTÓRIA E MUITO MENOS BIBLICAMENTE.

  42. Eu tava aqui pensando….os protestantes falam muito mal dos catolicos porque alegam que catolicos praticam a idolatria certo? Agora me respondam , especialmente os prostestantes: SE OS CATOLICOS PRATICAM IDOLATIA COM A MAE DE JESUS SO PELO FATO DE ACHARMOS QUE ELA PODE INTERCEDER POR NOS JUNTO A JESUS, SENDO QUE ELA, MARIA NAO MUDOU SEQUER UMA VIRGULA DO LIVRO SAGRADO,AO CONTRARIO, CUMPRIU COM A TAREFA MARAVILHOSA DE DAR A LUZ AQUELE QUE SERIA O NOSSO SALVADOR…O QUE VC PROTESTANTE, COMO DENOMINA-SE A SUA ATITUDE DE LARGAR A DOUTRINA DE UMA IGREJA QUE DUA A MAIS DE MIL ANOS PARA SEGUIR A UM LOUCO QUE TIROU DAS ESCRITURAS O QUE BEM LHE COUBE, MESMO SABENDO QUE ESTA ESCRITO AI DAQUELE QUE ACRESCENTAR OU TIRAR ALGUMA COISA DO LIVRO SAGRADO? ISSO NAO E IDOLATRIA?????? PARA MIM A MAIOR FORMA DE IDOLATRIA DO MUNDO E O PROTESTANTISMO, QUE SEQUER CONHECE A FUNDO O SEU FUNDADOR!!!!!!

    ACHO QUE NAO NECESSITO DE RESPOSTA DE ESTUDIOSO PROTESTANTE NENHUM, POIS VCS PERDERAM A RAZAO PARA MIM AGORA QUE ME DEI CONTA DE VOSSA IDOLATRIA A LUTERO.VCS TANTO IDOLATRAM, QUE CRIARAM OUTRA IGREJA E JESUS NAO DISSE PRA NENHUM DESCONTENTE MUDAR A IGREJA E MUITO MENOS A BIBLIA…O QUE QUE E ISSO???????

    OS PASTORES COSTUMAS DIZER EM SUAS CONGREGACOES PROTESTANTES: Nao existe igreja perfeita, devemos olhar somente para Deus!!!!

    Uai…porque vcs aceitam entao o que Lutero fez? Mudou a religiao, mudou a doutrina e ate A BIBLIAAAAA!!!!!!
    FALA SERIO GENTE!!!!!! NAO TEM MAIS NADA PRA DISTCUTIR AQUI, POIS O QUE ELES PREGAM ELES NAO CUMPREM….

    • Sou protestante e discordo de muitos comentários luteranos. Tenho o maior respeito por Maria, mas ela não pode interceder por nos. Isto vai contra a Bíblia, que afirma só existir um mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus.

      • Gerson Moura;

        Interceder é rezar a favor dos outros,isto voce pode fazer ou não?os Santos e Anjos que estão nos ceus eles intercedem em nosso favor a Deus Pai.

        Cristo é o único intercessor sim,mas Intercessor de salvação.

        Vai estudar caro.

        • Manuel,
          Que beleza de explicação! Eu mesma nunca tinha pensado em pôr isso nesses termos.
          Claro, entre aquele que morre e Deus haverá apenas um, Cristo!

        • Olha amigo, a Bíblia diz que só existe um Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1 Timóteo 2:5), mas a Bíblia também nos exorta a orar uns pelos outros: “Irmãos, orai por nós.” (1 Tessalonicenses 5:25);
          “Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.” (Hebreus 13:18);
          “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tiago 5:16)

          Porém somente Cristo é o nosso Mediador.

          Mediar e interceder NÂO são a mesma coisa! Mediar significa intervir ou colocar-se no meio, o mediador cria um ambiente favorável para ambas as partes. Foi isso o Jesus fez. Ele “criou” um ambiente favorável entre nós pecadores, e Deus. Jesus é o Caminho no melhor sentido da palavra. Ele é o único meio de nos achegarmos a Deus.

          Segundo o Dicionário, Intercessão significa súplica, apelo, apresentar petições a alguém em favor ou contra outrem. Nesse sentido, ela tem certa diferença com o termo advogar. Quando alguém advoga em nosso favor, ele faz uso dos nossos direitos para nos defender em uma causa. Porém, quando alguém intercede por nós, geralmente não temos direitos que nos defendam, somos realmente culpados e a lei não está ao nosso favor.

          Os santos, Maria e nem ninguém pode ser nosso mediador somente Jesus, o Filho amado. Mas interceder podemos e devemos, mas somente pelos vivos. Não há na Bíblia toda, ninguém que esteja morto intercedendo pelos vivos e nem nenhum vivo intercedendo pelos mortos, ok.

          “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento”. Eclesiastes 9:5

          Conclusão eles nada sabem desse mundo, nem o que si passa, nem tampouco o que si pedem e o que si esta acontecendo no mundo si eles não sabem o que si passam como podem interceder para alguém ao pai si nem ao mesmo escuta as pessoas ? Só Jesus Cristo é o unico intecessor

          • Caro Fábio,

            A passagem (1 Timóteo 2:5) não se refere à intercessão dos Santos, também ensinada nas escrituras, nem tampouco a anula. é preciso ler a bíblia como um todo se quiser evitar erros.

            Veja, a mediação de Cristo diz respeito à nossa Salvação. Naquele dia, qdo cada um de nós estiver na frente do altíssimo, não haverá santo algum para nos defender, mas o único mediador, Cristo.

            Agora, o seu mal-entendido vem do fato que ignora os ensinamentos apostólicos sobre a comunhão dos Santos. Do contrário, abraçaria a fé católica, que é a única verdadeiramente fiel á fé dos apóstolos.

            Lembre-se de que intercessão é algo que vem do antigo testamento, que nas palavras de Cristo mesmo, não foi abolido, mas cumprido.
            Se nós, que somos quase deuses, e como Deus viveremos ao partir deste mundo, não pudermos interceder uns pelos outros, nossa fé cristã seria uma fé egoísta, auto-centrada, e isso sabemos que ela não é!

            Leia;

            Salmos 82:6

            6 Eu tenho-vos dito que vocês são como deuses, filhos do Deus que está acima de tudo.

            João 14:12-15

            Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
            E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
            Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
            Se me amais, guardai os meus mandamentos.

          • Sr Fábio;
            Se os mortos estão dormindo,então como são Paulos diz que os santos irão julgar o mundo? como irão julgar se não sabem nada? Só podem julgar o mundo sabendo das coisas que se passam na terra,e só sabem porque eles estão na gloria junto da santíssima Trindade .

            Pax domini.

            _______________________________

            Comentário do blog
            BRAVÍSSIMO MANUEL! BRAVÍSSIMO!

    • querida nós EVANGELICOS não seguimos os ensinamentos de lutero e sim de jesus nosso senhor e salvador …leia a biblia e ninguem nem voce mesmo irar se enganar… DEUS ABENCOE..

      • Caro Roosevelt,

        Obrigada pela participação e seja bem-vindo!

        Leio a bíblia sim, como você. Graças a Deus hoje, diferente dos primeiros 1500 anos de Cristandade, o cristão pode ter em casa a Sagrada Escritura. Que benção!

        Agora, veja só que estranho, ambos lemos a bíblia, ambos cremos em Cristo, e mesmo assim discordamos de tanta coisa! QUem será que está certo? Eu não tiro minhas próprias conclusões quando leio a Bíblia, tampouco formulo doutrina, eu como católica, submeto-me ao que ensina a Igreja Católica, que ensina o evangelho de Cristo. E o sr, submete-se a quem? Aqui no blog sempre aparece protestantes de denominações diferentes, todos afirmam seguir a Jesus e ninguém mais. Mas veja só de novo, que estranho: Eles não estão de acordo entre si, dizem que seguem a Jesus e creem na bíblia somente, mas descordam das doutrinas uns dos outros… Que estranho…

        Pax Domini,

      • Assistam a entrevista da Carol Celico mulher do jogador Kaka no Jo Soares…ela fala o que eu gostaria de falar…eu sou feliz com Jesus hoje, fora dessa doutrina protestante…como sou feliz…..
        Assistam la….

        • Cara Rita,

          Obrigada pela participação.
          Infelizmente, esse é o pensamento neo-protestante. Ou seja, de tão afastado do pensamento protestante “reformado”, aquele que inicialmente protestava contra o cristianismo católico, nem sequer se reconhece mais como protestantismo!!! Se Jesus fosse contra a Igreja, nâo a teria estabelecido para o nosso bem!

          • Helen,
            Esqueci de mencionar que eu amo e acredito na igreja, mas nao na igreja protestante! eu estive na protestante por muitos e dolorosos anos, conheco bem e me decepcionei demais..
            la eu vi muita gente apontando o dedo uns para os outros, a respeito de fe, de santidade e de tantas outras coisas, mas no fundo, eles nao tem amor uns com os outros nada…
            Esposa do Kaka ficou tao entristecida que largou a igreja e se reune em casa, acredito que ela nao ira na catolica agora pois seria algo muito grande pra ela ja que o esposo e familia sao protestantes, mas a mae dela e catolica, no tempo certo ela ira denovo na catolica…assim eu penso.
            Sao tantos escandalos e tanta cobranca na protestante, que chega a ser ridiculo…eu vivi isso…foram anos vivendo cheia de culpa e frequentando essa igreja pois eles amecam, SIM AMEACAM, que se sairmos daquela denominacao perderemos a salvacao…horrivel…e nao foi ninguem que me contou!!!
            Eu vivi isso!!! mas hoje eu sou livre…amem.

            • Rita,

              Eu não acho que todo protestante, ou toda igreja não-católica seja ruim. Há, sem dúvida, muito de bom e valioso dentro do protestantismo. Contudo, se alguém quer viver a fé cristã tal e qual ensinada e transmitida pelos apóstolos, tem que fazer um exame verdadeiro do Evangelho e da bíblia, estudar os ensinamentos católicos e assim descobrir por si mesmo que, de fato, a Igreja Católica é apostólica e é aquela, a mesma de sempre, fundada por Cristo. Na Santa Igreja temos a plenitude do evangelho e assim, tudo o que necessitamos para nossa salvação. Pra que ser Cristão protestante, se há uma Igreja fundamentada integralmente na devoção à Cristo e fé em Cristo? Essa Igreja é católica, é universal e apostólica.

              Ore por aqueles que, diferentemente de você, ainda não retornaram à casa. Inclua a esposa do Kaká em suas preces. Farei o mesmo.

              Pax Domini

            • “OLHANDO FIRMEMENTE PARA JESUS, AUTOR E CONSUMADOR DA NOSSA FÉ, O QUAL PELO GOZO QUE LHE ESTAVA PROPOSTO, SUPORTOU A CRUZ, DESPREZANDO A AFRONTA, E ESTÁ ASSENTOU-SE À DESTRA DO TRONO DE DEUS. CONSIDERAI POIS AQUELE QUE SUPORTOU TAIS CONTRADIÇÕES DOS PECADORES CONTRA SI MESMO, PARAQUE NÃO ENFARQUEÇAIS, DESFALECENDO EM VOSSOS ÂNIMOS.” HEBREUS 12.2.

              Esses veRsiculos biblicos nos ensina a ter nossos olhos voltados para Jesus Cristo não para as pessoas que está nos arredores, POIS JESUS é o caminho o exemplo a ser seguido, si o teu proximo aponta o dedo para outro, fala mal, critica e não tem um bom testemunho na igreja ele acertara contas com Deus, não devemos julgar, pois o maior erro do ser humano é julgar, e nem mesmo perder nossa FÉ pois nossa FÉ esta depositada em CRISTO e não no proximo. PAZ DO SENHOR.

  43. Sabe o que acho engracado nos protestantes? Tanto se fala de idolatria, mas os proprios idolatram os Pastores Top’s do momento…Silas Malafaia,Valdomiro Santiago, Benny Hinn, entre tantos outros…A minha pergunta e? Se um pastor desses dai, que esta sendo acusado de enriquecer ilicitamente a todo vapor, pode interceder nao so por 1, mas por todos os membros de sua “congregacao”, porque um catolico nao pode pedir a Maria( mae de Jesus) e nao venha me falar que ela nao e mae de Jesus pelo amooooooooooooor de Deus!!!!!! Que interceda por ele???????? Frequentei a igreja protestante alguns anos com medo de ir pro inferno como eles nos intimidam….eu fraca, idiota…cai direitinho….mas depois que soube que o pastor da igreja era pedofilo e foi preso nos estados unidos, e a pastora da igreja tinha um romance secreto e se encontrava as escondidas com um homem…as escamas dos meus olhos cairam….Tem muita gente safada querendo dinheiro gente….abrir igreja e virar pastor agora e meio de vida!!!!!To muiiiiiiiito feliz de estar de volta ao catolicismo…..amo essa igreja!!!!!!

    • Cara Rita,

      De fato, há problemas no protestantismo, lamentáveis como os que vc descreveu. Sim, há. Mas nesse sentido devemos apenas nos lembrar que estamos a tratar com seres humanos que são passíveis de erro, e portanto pecam.
      O sistema de crença protestante não pode ser considerado falho e deficiente por conta dos erros de alguns pastores, isso seria cometer com os protestantes as mesmas injustiças que eles cometem conosco, católicos, aliás, com o catolicismo.

      A falha do protestantismo é que ele pode ser suportado, no sentido de sustentar, em sim mesmo. Por exemplo, a Sola Scriptura prega a bíblia como única regra de conduta, doutrina e fé do cristão, mas a bíblia em si não ensina isso! Com a Sola Fide, vemos o mesmo problema.

      Sim, é uma sistema falho, mas não é de todo inútil. Deus usa o protestantismo para angaria para Si as almas dos seus filhos amados, mesmo que Ele não deseje a divisão dentro de Sua Igreja.

      Entretanto, o Cristão católico tem não só a plenitude de tudo o que ensina a Bíblia, tal e qual o protestantismo, mas temos a vantagem de que a Igreja Católica foi verdadeiramente fundada por Cristo, e a ela foi feita a promessa de ser preservada do erro. Por isso, devemos seguir o magistério eclesiástico, pois ele nos ensina a Sã e Verdadeira Fé Cristã em Plenitude!!!

      Amém!

      Pax Domini e que Deus conserve sua fé!

      • Olha só “Sim, é uma sistema falho, mas não é de todo inútil”… se Martinho Lutero disse e praticou os atos mencionados neste texto, a Igreja Católica esteve no mesmo nível nesse período histórico. E a história comprova ! Cristianismo medíocre pregado tanto por uma vertente qto por outra!

  44. Como DEUS falou ao povo de Israel,eu repito: esse povo protestante é um povo de cabeça dura’ querem estar certos a todo custo mesmo naum tendo a razão, colocam a biblia como unica fonte de fé mas esquecem q o canon biblico foi definido num concilio catolico.Sempre vem com aqueles papinhos de q catolicos adoram imagem (o q é a mais pura mentira)e naum vão descobrir a verdadeira doutrina da igreja.Usam isso pra desencaminhar catolicos menos instruidos na doutrina q até parece uma verdade incontestavel, q mesmo tendo provas d q naum er verdade eles impõe essa ideia, da mesma forma q o nazismo fazia pra difamar os judeus e adotam a mesma politica nazista d q uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. A todos a paz do SENHOR JESUS!

    • No dia do juijo final voce vai ver quem ta certo e quem ta errado
      Malaquias 3:18
      Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem.

  45. Helen, boa noite!
    Sera que vc poderia me falar um pouco a respeito de como foi que Jesus fundou a igreja aqui na terra? E quais os livros ou partes que Lutero retirou da biblia Romana?Eu nasci catolica,depois por influencia de minha irma passei a ir na igreja evangelica, sao tantos escândalos la, como roubalheiras, pastores que molestam mulheres, pestores enriquecendo e ovelhas empobrecendo, adultérios e tantas outras coisas, que decidi sair e voltar ao catolicismo, será que vc poderia me ajudar ja que eu nao sei bem sobre a doutrina católica, isso se vc tiver tempo e disposicao? Um abraco,
    Sao so duvidas que gostaria que vc fosse me ajudando a sanar…

    • Olá Ricardo,

      Uma msgm à todos os amigos: estou fora do ar há uma semana, entre viagens e mudança de casa… Desculpem-me o silêncio. Logo volto à ativa praresponder à todos!

      Pax Domini!

    • Marcelo, o que é que não foi respondido? Por favor, explique melhor. Sobre o dízimo? Eu achei que já houvesse respondido isso no outro comentário.
      Sobre o espírito devorador também. Ainda resta dúvida?

        • Marcelo,

          Eu tenho a impressão que vc anda perdendo as respostas que lhes estão sendo dadas… Para que isso não aconteça é importante que vc, quando fizer um comentário em um post pela primeira vez, marque a opção notificar-me de novos comentários. Assim, recebe por email as respostas às suas perguntas, bem como comentários de outros usuários.

  46. tem uma parte na biblia que fala do devorador isso que os pastores falam que é o espirito devorador que pagando o dizimo voce vai reprimir o tal espirito devorador essa interpretação esta correta?

  47. Na biblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10-12)

    os pastores falam que esse é o tal espirito devorador

  48. Bom dia Helen parabens pelo blog

    Helen acredito em Deus mais não tenho religião, gostaria de saber o que voce acha sobre a tão criticada forma de dizimo da igreja evangelica e saber se o espirito devorador é biblico mesmo ou é uma interpretação errada dos “estudiosos” evangelicos?

    • Bom Dia Marcelo,

      Seja bem;vindo ao blog.
      O Dízimo é uma tradição genuína na religião Cristão. Surgiu por conta de alguns elementos tanto práticos, como espirituais:

      1- No nascimento da Igreja ( leia-se comunidade cristã) haviam necessidades materiais reais que os cristãos tinham que superar. Necessitava-se de dinheiro para o sustento dos presbíteros, para suas viagens, pois somente assim poderiam espalhar o evangelho, etc. Bem como, no sentido espiritual, o cristão deve viver a fé na prática, no dia-a-dia. Assim, dentre eles haviam aqueles mais carentes e necessitados de auxilio, as coletas da Igreja serviam para isso também. Veja aqui nesta passagem um exemplo de coleta eclesial:

      No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que tiver podido poupar, para que não esperem a minha chegada para fazer as coletas. (1 Coríntios 16:2)

      Os primeiros cristãos ajudavam a Igreja materialmente, para que pudesse continuar não só a subsistir mas a crescer.

      O abuso do dízimo é quando o fiel é coagido a doar sob a ameaça de que se não o fizer, será punido por Deus, ou que não será favorecido por ele. Deus não necessita de suas doações. Na verdade, se ninguém doasse um centavo para a Igreja, e fosse da vontade de Deus que ela crescesse, assim o seria. A providência divina é maior do que qualquer ato que um mero homem possa fazer. Mas o doar mostra o exercício da fé, e o entendimento de que tudo o que temos provém de Deus, portanto, ao doar para a Igreja estamos de certo modo mostrando nosso reconhecimento a Deus por sua providência em nossas vidas.

      Leia esta passagem:

      26-27 Olhem os passarinhos, que não se preocupam com o alimento, não precisam de semear, nem de colher, ou de armazenar comida, pois o vosso Pai celestial é quem os sustenta. E para ele vocês têm muito mais valor do que os passarinhos. As vossas preocupações poderão porventura acrescentar um só momento ao tempo da vossa vida?

      28-30 E para quê preocuparem-se com o vestuário? Olhem os lírios do campo que não têm cuidados com isso! E, contudo, nem mesmo o rei Salomão, em todo o seu esplendor, se vestiu tão belamente como eles. E se Deus cuida assim das flores, que hoje nascem e amanhã já não existem, não cuidará porventura de vocês, gente de pouca fé?

      31-34 Portanto, não se preocupem com a comida e a roupa para vestir. Para quê serem como os incrédulos? Mas o vosso Pai celestial sabe perfeitamente que precisam delas. Dêem pois prioridade ao seu reino e à sua justiça e Deus cuidará do vosso futuro. Não se preocupem com o dia de amanhã. O dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta cada dia o seu mal. Mateus 6, 26-34

      Sobre o Espírito Devorador,

      Não conheço e não sei do que se trata. Prefiro pedir ao Manuel pra responder esta pergunta.

      Vamos ver se ele aparece com algo interessante para lhe dizer.

      Deus o abençoe e o proteja. O sr estará nas minhas orações. Peço a Deus que lhe dê a graça de crescer em fé desfrutar das bem-aventuranças concedidas àqueles que Nele creem.

      Pax Domini,

      Ps. Poste de novo e clique para receber atualizações dos comentários – se ainda não o fez. O Manuel vai entrar aqui e lhe ajudar.

      • Na biblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10-12)

        os pastores falam que esse é o tal espirito devorador

  49. AINDA QUE ELE TENHA COMETIDO ALGUM ERRO EM SEUS ENSINOS , NAO SE COMPARAM AOS GRANDES ERROS E ABSURDOS QUE A IGREJA ROMANA TEM COMETIDO POR MAIS DE MIL ANOS . ALGUNS DE SUAS DOUTRINAS NAO ENCONTRAM APOIO NAS ESCRITURAS SAGRADAS E AINDA ASSIM CEGAMENTE MILHARES DE PESSOAS SEGUEM TAIS DOUTRINAS , POIS CONFIAM CEGAMENTE EM TUDO QUE LHES E ENSINADO . FELIZMENTE DEUS ABRIU OS OLHOS DE LUTERO E LHE DEU OUSADIA PRA DENUNCAR LIDERES CEGOS QUE ARRASTADO MULTIDOES PRO ABISMO . DAQUELES DIAS ATE AGORA A IGREJA TEM PROCURADO SE APOIAR NA ESCRITURA PARA AFIRMAR SEU ENSINO , VCs CEGAMENTE TEM SEGUIDO OS ERROS DOS PAPAS QUE SE DESVIARAM DA VERDADE . LUTERO TEVE SEUS OLHOS ABERTOS POR DEUS E O SEUS AINDA PERMANECEM FECHADOS POR ISSO VCs O ODEIAM , NAO EXISTE AMOR DE DEUS EM SEUS CORAÇOES E PERSEGUEM QUEM TEM UMA CRENÇA DIFERENTE DAS SUAS HERESIAS ABSURDAS . SE LUTERO ERROU AO SE DESLIGAR DO CATOLICISMO VCs ESTAO CERTOS E E COMO VCs DIZEM , MAS SE ELE ESTAVA CERTO VCs PERMANECEM EM SEUS ERROS E SE NAO SE ARREPENDEREM NAO ACABARAO BEM . O PURGATORIO NAO EXISTE SENAO EM SUAS DOUTRINAS ABSURDAS E DO LAGO DE FOGO E ENXOFRE NINGUEM UMA VEZ CAINDO PODERA SAIR . JESUS E O UNICO CAMINHO QUE LEVA AO PAI . O IRMAO LUTERO CREIO EU ESTA LA E VCs PRA ONDE ESTAO INDO ? SE ESTIVEREM ERRADOS NAO IRAO PARA O MESMO LUGAR ONDE HOJE CREIO EU ELE SE ENCONTRA . NAO E TARDE PRA ADMITIR QUE ELE ACERTOU EM SAIR DA IGREJA ROMANA . JESUS AMA VCs TODOS QUE SE DIZEM CATOLICOS . ENTENDAM , PERCEBAM , ACEITEM QUE ELE TAMBEM ESPERA QUE AINDA MUITOS DE VCs SAIAM DO LUGAR QUE LIMITA SUAS VISOES E TENHAM A VIDA ETERNA QUE SOMENTE ESTA EM CRISTO JESUS . THEWF

    • Wellingson,

      “AINDA QUE ELE TENHA COMETIDO ALGUM ERRO EM SEUS ENSINOS”??

      O sr leu o artigo acima?

      “LUTERO TEVE SEUS OLHOS ABERTOS POR DEUS”

      Foi por isso, Wellingson, que Lutero cometeu tantas heresias e ensinou tantos absurdos, como provado no meu texto acima? Porque estava sendo instruído por Deus?

      “O PURGATORIO NAO EXISTE SENAO EM SUAS DOUTRINAS ABSURDAS E DO LAGO DE FOGO E ENXOFRE NINGUEM UMA VEZ CAINDO PODERA SAIR…”

      O Purgatório existe sim e inclusive está ensinado na Bíblia, o sr não leu? Ah, não leu porque creu no canon de Lutero que tirou o livro 2 Macabeus e assim negligenciou o cânon original, guiado pelo Espírito Santo…

      Puseram-se em oração, suplicando que o pecado cometido fosse totalmente cancelado. O nobre Judas pediu ao povo para se afastar do pecado, pois acabavam de ver, com os seus próprios olhos, o que tinha acontecido por causa do pecado daqueles que tinham morrido na batalha.
      43. Então fizeram uma colecta individual, reuniram duas mil moedas de prata e mandaram-nas a Jerusalém, a fim de que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado. Ele agiu com grande rectidão e nobreza, pensando na ressurreição. 44. Se não tivesse esperança na ressurreição dos que tinham morrido na batalha, seria coisa inútil e tola rezar pelos mortos. 45. Mas, considerando que existe uma bela recompensa guardada para aqueles que são fiéis até à morte, então este era um pensamento santo e piedoso.
      Por isso, mandou oferecer um sacrifício pelo pecado dos que tinham morrido, para que fossem libertados do pecado.

      Sendo assim, a pergunta primordial é a seguinte: O sr tem certeza absoluta, sem sombra de dúvidas que o Livro dos Macabeus não é canônico? Por que? Com a autoridade que lhe foi dada por quem para julgar tais coisas?

      Parece-me que o sr., como todo protestante, julga que um homem com Lutero, que “apesar de todos os seus erros” e de ter morrido louco, em si só uma indicação que tiraria a credibilidade de qualquer um, mas que parece ser irrelevante para maioria dos evangélicos qdo se trata de Lutero, tinha mais autoridade de que todos os Pais da Igreja primitiva juntos. Pois ele sozinho revogou aquilo que os patriarcas do cristianismo, sob a guia do Espirito Santo, declararam canônico.

      Não lhe parece estranho? Já pensou em fazer uma investigação ISENTA e confirmar se é justificável a sua rebeldia e repúdio pela autoridade da Igreja. Afinal, esse é o seu problema. Não são as doutrinas que o sr rejeita, mas a autoridade de Igreja. E por que rejeita? Porque desconhece a sua história. Ponto final.

      Qdo o sr superar esse erro, tudo mais lhe será acrescentado e não mais sairá ai pela internete a escrever parvices!

    • Wellingson Fagner estude amigo absurdos cometem as seitas protestantes no meio de vocês são milhares de milhares de heresias e contradições vocês protestantes são falsificadores adulteram escritos de padres da igreja adulterou trechos da bíblia vocês não tem nem 500 anos herege Wellingson Fagner

      no meio de vocês já tem igrejas de homossexuais

      absurdos comentem vocês da seita protestante Wellingson Fagner

      por que vocês não ensinam o que pregam a igreja Luterana herege descarado

      Wellingson Fagner você não tem debate

      Olha Wellingson Fagner eu aposto 50 mil reais meus contra 20 mil reais seus
      que ti refuto em qual quer tese sobre a igreja católica ser a igreja genuinamente verdadeira

      falastrão

      • Vocês catolicos ficam tentando tirar suas proprias conclusões e distorcem a palavra de Deus
        Gálatas 1:8
        Mas, ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que pregamos a vocês, que seja amaldiçoado!

  50. Caríssimos, despeço-me de vós!
    Infelizmente, ninguém respondeu às minhas perguntas.
    Sempre tenho entrado aqui só para refutar o vocês disseram sobre que eu disse
    .
    Vocês ora distorcem o que eu escrevi ou citam a história construída pela Igreja de Roma.

    Minha tentativa não foi discutir pontos de vista, mas o que a Bíblia e a História Geral trazem.
    Vocês negam a História Geral buscando argumentos na História Escrita pela Igreja Romana (Patrística e tal).
    Será que todos os historiadores que descrevem o comportamento da Igreja Romana no seu início (século III) e permaneceu hegemônica durante toda a Idade Média são reformistas???
    Solicitei a versão de vocês para me explicarem o comportamentos dos ditos “Santos Papas” e ninguém me ofertou.
    Repararam que vocês encobrem os fatos mais constrangedores da Igreja? Por que fazem isso se até um dos seus líderes pediu perdão aos judeus pelo comportamento da Igreja de Roma durante a Segunda Guerra Mundial?

    Me cobraram a humildade, mas vocês também não a ofertam, ou seja, é só uma discussão sem fundamento.

    Infelizmente, a religião como a conhecemos mata a alma, vocês ainda não perceberam?
    A verdadeira religião promove união, é a ponte sobre o abismo e não cisão.

    Não entendo porque fiquei aqui argumentando por tanto tempo doutrinas…

    Lembro-me de uma certa explicação:
    Coloque numa sala um líder RELIOGIOSO de cada fé numa sala: Um cardeal, um pastor, um rabino, um líder mulçumano, entre outros. Resultado ao abrir a sala: todos mortos.

    Coloque numa sala líderes ESPIRITUAIS de cada fé numa sala. Como um Gandhi, uma Madre Tereza, um Chico Xavier, um Dalai Lama.
    Resultado ao abrir a sala: estarão conversando sobre a melhor maneira de buscar o seu crescimento a partir do olhar do outro.

    A Instituição mata porque não permite expressar a alma humana.

    As editoras católicas tem um grande material nas mãos, mas seus fiéis não o utiliza, leiam um pouco sobre o suíço Carl Gustav Jung. Ele explica um pouco sobre a importância do desenvolvimento da espiritualidade para nosso desenvolvimento psíquico, daquilo que nos dá sentido.

    Estou constrangido porque sabendo disso invadi o sentido de vocês, ou seja, se isso é o que explica a existência, quem sou eu para questionar?

    Torço para que cada um encontre sua realização.

    Abraços!

    • Fabiano,

      Eu lamento que o sr tenha concluído que suas “perguntas” não foram respondidas… Seguramente, não foi assim que eu, particularmente, percebi a situação.
      Do ponto de vista do blog, não é possível responder em detalhe a cada pergunta postada aqui. Teria que dedicar-me a ele em tempo integral e talvez nem assim conseguiria responder a tudo. Entretanto, é bastante lamentável que o sr, ao partir, ainda demonstre tanto rancor e desprezo pela religião católica. Uma religião tão anciã e rica, amante tão profundamente do Evangelho de Cristo. Uma Igreja que em nome Dele, em tempos longínquos empreendeu missões para pregar a Palavra de Deus aos 4 cantos do mundo, que desbravou terras pagãs e as tornou Cristãs, como foi o caso do Brasil e toda América Latina. Que derramou o sangue dos Mártires em Nome de Cristo, que ainda sofre perseguição e vê o sangue de seus filhos ser derramado por amor ao Cristo que nos salvou – como é o caso recente da matança de católicos na Africa e a constante perseguição da qual ela é vítima na China.

      É uma pena que o senhor, consciente ou inconscientemente, despreze ou renuncie a todo o bem e amor ofertado pela Igreja em todo o mundo, em nome de suas “diferenças” doutrinárias e ideológicas. A Caridade católica é a MAIS ativa do mundo. Sua missão CARITAS International é a maior organização caritativa do planeta. Tudo isso em nome do Evangelho que diz ” Amais uns aos outros como Eu os amei”…. Esta Igreja não é a Mulher vestida de Escarlate, como alguns de seus amigos protestantes costumam dizer. Ela é sim, sr Fabiano, a Igreja de Cristo.

      Nos seus comentários há boas intenções, não posso negar, mas há também repletos erros. O que é lamentável.

      Não leio Jung, já o fiz qdo estudei psicologia anos e anos atras… Leio Tomás de Aquino, John Henry Newman, Agostinho, Tertuliano e acima de tudo, o Evangelho de Cristo, claro! Nele, aliás, sr Fabiano, não encontro uma virgula para suportar sua afirmação de que “A Instituição mata porque não permite expressar a alma humana.” Isso é um erro, que Deus o livre dele!

      Pax Domini, e seja bem-vindo de volta quando assim o desejar!

    • FABIANO, A PATRÍSTICA É CONTADA POR HISTORIADORES FORA DA IGREJA, CARA. VOCÊ TEM O QUE NESSA SUA CABECINHA?

      A BÍBLIA FOI TRADUZIDA POR UM PADRE DA IGREJA, SÃO JERONIMO. NADA FOI INVENTADO PELA IGREJA.

      ESTUDE NAS FONTES DE QUALQUER FACULDADE, E É A MESMA HISTÓRIA.

      CARA VOCÊ É UMA PIADA.

    • fabiano dou aulas de história primitiva e todos os historiadores da igreja católica ou fora dela em todos os países do mundo também são unanimes em testificar, a igreja católica a igreja fundada por Jesus Cristo.

      Fabiano você só tem contradições e ainda manda um escritor fora da igreja kkkkkkkkkkkkkkkkk

      Nome completo Carl Gustav Jung
      Conhecido(a) por fundar a psicologia analítica
      Nascimento 26 de julho de 1875
      Kesswil, Turgóvia
      Morte 6 de junho de 1961 (85 anos)
      Küsnacht, Zurique
      Nacionalidade Suíça
      Cônjuge Emma Jung[1][2] (1882-1955)
      Filho(s) Agathe
      Anna
      Franz
      Marianne
      Emma
      Ocupação psiquiatra
      Influências
      Influências[Expandir]
      Ideias notáveis Inconsciente coletivo
      Individuação
      Arquétipos

      traga trabalhos de escritores fora da igreja mas no seu tempo

      meu amigo

  51. Em 1517 Lutero fez a reforma protestante certo? Mas e antes de 1517? o que aconteceu com os cristaos(os que acreditam em Jesus Cristo) ? eles nao serao salvos? Pergunto isso porque na religiao evangelica so se é salvo depois que frequenta uma da milhares de denominacoes protestantes e se levantar o dedo e aceitar Jesus na frente de toda a igreja.Minha pergunta é a seguinte? Porque entao Jesus veio ao mundo, sofreu demais e morreu pra que nossos pecados fossem perdoados, se ainda tinha que vir o tal do Lutero pra fundar a tal da religiao protestante? Porque Jesus nao conciliou entao o nacimento dele com Lutero ja que Ele(Jesus Cristo) teria que esperar o homem (pecador) que traria a visao certa???? Jesus veio fazer o que aqui entao, ja que é Lutero que sabe tudo…. nao entendo!!!!!
    E outra coisa, os evangelicos estao cada dia piores, eles so sabem criticar as pessoas, pastores arrumando confusao, roubando, esbanjando dinheiro…to com nojo, to perdendo ate a vontade de ir na igreja…Que o Senhor Jesus me livre dessa podridao e me faca sentir amoooooooooorrrr, so o amor controi.

    • Infelizmente as palavras de Jesus e a igreja primitiva não permaneceram no caminho, Se estava tudo certo porque alguém se levantaria para dizer que algo havia de errado. Pergunto:
      Deveriamos seguir homens cegamente? Você criticou os evangélicos, mas faz o mesmo em relação ao seu Papa!!!
      Nunca foi vontade de Lutero cindir a Igreja, afinal foi a Igreja Católica que cindiu com Lutero!!! Por isso o movimento se chamou Reforma. Ele queria rever as barbaridades que a Igreja estava cometendo.
      Fala-se do nojo que é a pregação do evangelho que promete prosperidade como se prega atualmente por algumas igrejas ditas cristãs em troca de dinheiro, eu CONCORDO em gênero, número e grau, foi exatamente isso que Lutero tentou combater no passado. O preço foi a cisão, INFELIZMENTE. Eu também não queria que a casa de Deus fosse dividida, mas mérito Lutero teve, pois a venda de Indulgências daquela época acabou!
      A Nova Terra não é dos judeus, católicos, protestantes, evangélicos, pentecostais e outras DENOMINAÇÕES, mas daqueles que se dedicarem a conhecer JESUS e fazer o trabalho que nos deixou nessa Terra.
      Muitos clamarão Seu nome, dizendo que fizeram isso e aquilo, mas Ele os responderá: Eu não vos conheço.
      Quanta gente passa a vida na Igreja esquentando banco ou preocupado com cargos, afazeres e se esquecem de testificar de Jesus em sua vida? Em amar o próximo (que não é só meu irmão de fé!)
      Caríssimos, Deus, Jesus e sua Igreja é muito maior que um nome institucional!!! Isso como eu disse em algumas linhas anteriores ficará claro no dia do Juízo!!! Papas, padres, pastores, reverendos, bispos, anciãos, todos os líderes de igreja, todos os membros, estarão diante do mesmo Deus e de Sua Lei.

      • FABIANO, LUTERO COMO CALVINO FORAM BEBERRÕES HEREGES. MATOU MILHARES DE CAMPONESES. FABIANO, VAI CONVERSAR ***** NOS SITES DE EVANGÉLICOS. VAI ESTUDAR PRA DEPOIS ENTRAR NESSE SITE. VOCÊ É UM PIADISTA MUITO RUIM!

      • FABIANO VOCÊ É UM HEREGE IMPOSTOR E FRAUDULENTO. VOCÊ FOI REFUTADO NÃO TEM ARGUMENTOS NENHUM.

        ME RESPONDA, DENTRO DA BÍBLIA TEM 3 PAPAS DE NOME SÃO PEDRO SÃO LINO E SÃO CLEMENTE ROMANO, TODOS OS PADRES DA IGREJA E OS PADRES APOSTÓLICOS CONFIRMAM ISSO NOS SEUS ESCRITOS.

        TÃO SIMPLES FABIANO, ME MOSTRE O CONTRARIO. NÃO DESVIE O PAPO E ME MOSTRE QUE EU ESTOU ERRADO, NÃO ME VENHA COM LENGA- LENGA. NÃO VOU USAR DE ARGUMENTOS FORTES E DIFÍCEIS, ME RESPONDA PELO MENOS ISSO: POR QUE DENTRO DA BÍBLIA TEM TRÊS PAPAS, FABIANO?

        SÃO PAULO FAZ REFERÊNCIAS A LINO E CLEMENTE. ME PROVE O CONTRÁRIO QUE BATO PALMAS PRA VOCÊ. ME RESPONDA ISSO AO MENOS, QUERO RESPOSTAS

      • FABIANO, NA PATRÍSTICA, COISA QUE VOCÊ NÃO CONHECE, VOCÊ VERIA QUE FORAM OS PRÓPRIOS APÓSTOLOS DE JESUS CRISTO
        QUE COLOCARAM BISPOS, PRESBÍTEROS; DIÁCONOS E ANCIÕES DENTRO DA IGREJA

        FABIANO, VOCÊ É CONTRADITÓRIO. VEJO QUE VOCÊ LEVOU UM BANHO DE TEOLOGIA DA HELEN. ELES PEDEM DOCUMENTOS, AUTORES DE ÉPOCA E VOCÊ DESCARADAMENTE NÃO OS MOSTRA. CARO; OS PASTORES DAS SEITAS QUE VOCÊ FREQUENTA COLOCARAM B**** NO SEU CEREBRO

          • FABIANO VOCÊ É UM HEREGE MENTIROSO E DESCARADO
            VEJO QUE VOCÊ PRA FUGIR DOS DEBATES AQUI DO BLOG

            VOCÊ DIZ QUE OS HISTORIADORES E PADRES DA IGREJA FORAM INVENTADOS PELA IGREJA CATÓLICA
            ISSO É BURRICE E RACIONALISMO

            FABIANO, APRENDA UMA COISA, A SUA SEITA PROTESTANTE NASCEU NO ANO 1517

            ANTES DISSO SÓ EXISTIA A IGREJA CATÓLICA

            ENTÃO DOENTE PRA QUE FALSIFICAR OLHA
            E MESMO QUE FALSIFICASSE ALGUMA COISA
            A HISTÓRIA MOSTRARIA OS ERROS COMETIDOS
            POIS SÓ ENTRA NA HISTÓRIA ESCRITOS CONFIRMADOS AUTÊNTICOS
            COM TESTEMUNHAS OCULARES ETC…

            FABIANO DEIXA DE SOFISMAS ISSO SÓ QUEIMA VOCÊ AINDA MAIS

            ISSO É RIDÍCULO

            QUE OUTRO EXEMPLO FABIANO HEREGE

            QUEM SELECIONOU A BÍBLIA DO NOVO TESTAMENTO FOI OS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA

            SE A IGREJA QUISESSE FALSIFICAR TUDO ELA FARIA FACILMENTE A SEU BEL PRAZER

            MAS PRA QUE FAZER ISSO FABIANO

            SE A IGREJA É A UNICA VERDADEIRA

          • FABIANO FILHO DO HEREGE LUTERO ISSO É PATRÍSTICA E HISTÓRIA E NÃO AS BABOSEIRAS QUE VOCÊ FALA FILHO DA PERDIÇÃO

            PEGUE AQUI ALGUNS PADRES DA IGREJA E PADRES APOSTÓLICOS
            PRA VOCÊ ESTUDAR ISSO É HISTÓRIA HEREGE DOCUMENTADA E TESTIFICADA POR TODOS

            Chamamos de ¨Padres da Igreja¨ (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no oriente e no ocidente como que ¨Pais¨ da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são a sua fonte mais rica. Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: ¨Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres¨. Gostaria de apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Em seguida, vamos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição. Alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos, presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e verdades da nossa fé. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33; 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.
            S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97) Santo Inácio de Antioquia (†110) Aristides de Atenas (†130) São Policarpo de Esmira (†156) Pastor de Hermas (†160) Aristides de Atenas (†160) S. Hipólito de Roma (160-235) São Justino (†165) Militão de Sardes (†177) Atenágoras (†180) S. Teófilo de Antioquia (†181) Orígenes de Alexandria (184-254) Santo Ireneu (†202) Tertuliano de Cartago (†220) S. Clemente de Alexandria (†215) Metódio de Olimpo (Sec.III) S. Cipriano de Cartago (210-258) Novaciano (†257) S. Atanásio – (295 -373), Alexandria . S. Efrém – (306 – 373), diácono, Mesopotânia S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo S. Cirilo de Jerusalém – (315 – 386) – bispo S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo, Cesaréia. S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379), bispo S. Ambrósio – (340 – 397), bispo, Treves – Itália. Eusébio de Cesaréia (340) S. Gregório de Nissa (340) Prudêncio (384-405) S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero Strido, Itália. S. João Cassiano (360-407) S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo S. Agostinho – (354 – 430), bispo Santo Efrém (†373) Santo Epifânio (†403) S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo, Itália. S. Leão Magno-(400 – 461), papa Toscana, Itália. S. Paulino de Nola (†431) Sedúlio (sec V) S. Vicente de Lerins (†450) S. Pedro Crisólogo (†450) S. Bento de Núrcia (480-547) S.Venâncio Fortunato (530-600) S. Ildefonso de Toledo (617-667) S. Máximo Confessor (580-662) S. Gregório Magno (540-604), Papa S. Ildefonso de Sevilha (†636) S. João Damasceno (675-749), bispo, Damasco

            Neste capítulo vamos apresentar um pouco daquilo que esses grandes Padres da Igreja escreveram; isto nos ajudará a compreender melhor o que é a Sagrada Tradição da Igreja. Veremos de onde vem a fonte de tudo aquilo que cremos e vivemos na Igreja Católica. É interessante notar que hoje muitos pastores protestantes estão se convertendo ao Catolicismo. A Revista americana ¨Sursum Corda!¨ Special Edition 1996 informa que nos últimos dez anos cerca de cincoenta pastores americanos se converteram, sendo que muitos outros estão a caminho da Igreja Católica. As três causas mais frequentes apontadas por eles são: 1 – o subjetivismo doutrinário que reina entre as várias denominações protestantes, em consequência do princípio ¨a Bíblia como única fonte da fé¨, e do seu ¨livre exame¨ por cada crente, o que dá margem a muitas interpretações diferentes para uma mesma questão de fé e de moral;

            2- o re-estudo dos escritos dos Santos Padres, aqueles que contribuíram decididamente para a formulação correta da doutrina católica: a Santíssima Trindade, Jesus Cristo, a Igreja, os Sacramentos, a graça, etc…, e que vão desde os apóstolos até S. Gregório Magno (†604) no Ocidente, e até S. João Damasceno (†749) no Oriente;

            3 – a definição do Cânon da Bíblia, isto é dos seus livros, que não é deduzida da própria Bíblia, mas da Tradição oral da Igreja. É a Igreja que abona a Bíblia e não o contrário. A análise profunda desses pontos têm mostrado a muitos pastores os enganos do protestantismo (PR, n.419, abril de 97, pp.146 a 160). Vamos apresentar a seguir uma síntese dos principais Padres da Igreja: S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97), foi o terceiro sucessor de São Pedro, nos tempos dos imperadores romanos Domiciano e Trajano (92 a 102). No depoimento de Santo Ireneu ¨ele viu os Apóstolos e com eles conversou, tendo ouvido diretamente a sua pregação e ensinamento¨. (Contra as heresias) Santo Inácio de Antioquia (†110) – foi o terceiro bispo da importante comunidade de Antioquia, fundada por São Pedro. Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas às igreja de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Na carta aos esmirnenses, aparece pela primeira vez a expressão ¨Igreja Católica¨. Aristides de Atenas († 130) – foi um dos primeiros apologistas cristãos; escreveu a sua Apologia ao imperador romano Adriano, falando da vida dos cristãos. São Policarpo (†156) – foi bispo de Esmirna, e uma pessoa muito amada. Conforme escreve Santo Irineu, que foi seu discípulo, Policarpo foi discípulo de São João Evangelista. No ano 155 estava em Roma com o Papa Niceto tratando de vários assuntos da Igreja, inclusive a data da Páscoa. Combateu os hereges gnósticos. Foi condenado à fogueira; o relato do seu martírio, feito por testemunhas oculares, é documento mais antigo deste gênero (publicado neste livro). Hermas (†160) – era irmão do Papa São Pio I, sob cujo pontificado escreveu a sua obra Pastor. suas visões de estilo apocalíptico.

            Didaquè (ou Doutrina dos Doze Apótolos) – é

            como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram-na muitas vezes. Em 1883 foi encontrado um seu manuscrito grego. São Justino (†165), mártir – nasceu em Naplusa, antiga Siquém, em Israel; achou nos Evangelhos ¨a única filosofia proveitosa¨, filósofo, fundou uma escola em Roma. Dedicou a sua Apologias ao Imperador romano Antonino Pio, no ano 150, defendendo os cristãos; foi martirizado em Roma. Santo Hipólito de Roma (160-235) – discípulo de Santo Ireneu (140-202), foi célebre na Igreja de Roma, onde Orígenes o ouviu pregar. Morreu mártir. Escreveu contra os hereges, compôs textos litúrgicos, escreveu a Tradição Apostólica onde retrata os costumes da Igreja no século III: ordenações, catecumenato, batismo e confirmação, jejuns, ágapes, eucaristia, ofícios e horas de oração, sepultamento, etc. Melitão de Sardes (†177) – foi bispo de Sardes, na Lídia, um dos grandes luminares da Ásia Menor. Escreveu a Apologia, dirigida ao imperador Marco Aurélio. Atenágoras (†180) – era filósofo em Atenas, Grécia, autor da Súplica pelos Cristãos, apologia oferecida em tom respeitoso ao imperador Marco Aurélio e seu filho Cômodo; escreveu também o tratado sobre A Ressurreição dos mortos, foi grande apologista. São Teófilo de Antioquia (†após 181) – nasceu na Mesopotâmia, converteu-se ao cristianismo já adulto, tornou-se bispo de Antioquia. Apologista, compôs três livros, a Autólico. Santo Ireneu (†202) – nasceu na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo (discípulo de S. João), foi bispo de Lião, na Gália (hoje França). Combateu eficazmente o gnosticismo em sua obra Adversus Haereses (Refutação da Falsa Gnose) e a Demonstração da Preparação Apostólica. Segundo São Gregório de Tours (†594), S. Ireneu morreu mártir. É considerado o ¨príncipe dos teólogos cristãos¨. Salienta nos seus escritos a importância da Tradição oral da Igreja, o primado da Igreja de Roma (fundada por Pedro e Paulo). Santo Hilário de Poitiers (316-367), doutor da Igreja, foi bispo de Poitiers, combateu o arianismo, foi exilado pelo imperador Constâncio, escreveu a obra Sobre a Santíssima Trindade. São Clemente de Alexandria (†215) – Seu nome é Tito Flávio Clemente, nasceu em Atenas por volta de 150. Viajou pela Itália, Síria, Palestina e fixou-se em Alexandria. Durante a perseguição de Setímio Severo (203), deixou o Egito, indo para a Ásia Menor, onde morreu em 215. Seu grande trabalho foi tentar a aliança do pensamento grego com a fé cristã. Dizia: ¨Como a lei formou os hebreus, a filosofia formou os gregos para Cristo¨. Orígenes (184-254) – Nasceu em Alexandria, Egito; seu pai Leônidas morreu martirizado em 202. Também desejava o mártirio; escreveu ao pai na prisão: ¨não vás mudar de idéia por causa de nós¨. Em 203 foi colocado à frente da escola catequética de Alexandria pelo bispo Demétrio. Em 212 esteve em Roma, Grécia e Palestina. A mãe do imperador Alexandre Severo, Júlia Mammae, chamou-o a Antioquia para ouvir suas lições. Morreu em Cesaréia durante a perseguição do imperador Décio. Tertuliano (†220) de Cartago, norte da África, culto, era advogado em Roma quando em 195 se converteu ao Cristianismo, passando a servir a Igreja de Cartago como catequista. Combateu as heresias do gnosticismo, mas se desentendeu com a Igreja Católica. É autor das frases: ¨Vede como se amam¨ e ¨ O sangue dos mártires era semente de novos cristãos¨. São Cipriano (†258) – Cecílio Cipriano nasceu em Cartago, foi bispo e primaz da África Latina. Era casado. Foi perseguido no tempo do imperador Décio, em 250, morreu mártir em 258. Escreveu a bela obra Sobre a unidade da Igreja Católica. Na obra De Lapsis, sobre os que apostataram na perseguição, narra ao vivo o drama sofrido pelos cristãos, a força de uns, o fracasso de outros. Escreveu ainda a obra Sobre a Oração do Senhor, sobre o Pai Nosso. Eusébio de Cesaréia (260-339) – bispo, foi o primeiro historiador da Igreja. Nasceu na Palestina, em Cesaréia, discípulo aí de Orígenes. Escreveu a sua Crônica e a História Eclesiástica, além de A Preparação e a Demonstração Evangélicas. Foi perseguido por Dioclesiano, imperador romano. Santo Atanásio (295-373) – doutor da Igreja, nasceu em Alexandria, jovem ainda foi viver o monaquismo nos desertos do Egito,onde conheceu o grande Santo Antão(†376), o ¨pai dos monges¨. Tornou-se diácono da Igreja de Alexandria, e junto com o seu Bispo Alexandre, se destacou no Concílio de Nicéia (325) no combate ao arianismo. Tornou-se bispo de Alexandria em 357 e continuou a sua luta árdua contra o arianismo (Ário negava a divindade de Jesus), o que lhe valeu sete anos de exílio. São Gregório Nazianzeno disse dele: ¨O que foi a cabeleira para Sansão, foi Atanásio para a Igreja.¨ Santo Hilário de Poitiers (316-367) – doutor da Igreja, nasceu em Poitiers, na Gália (França); em 350 clero e povo o elegiam bispo, apesar de ser casado. Organizou a luta dos bispos gauleses contra o arianismo. Foi exilado pelo imperador Constâncio, na Ásia Menor, voltando para a Gália em 360, fazendo valer as decisões do Concílio de Nicéia. É chamado o ¨Atanásio do Ocidente¨.Escreveu as obras Sobre a Fé, Sobre a Santíssima Trindade. Santo Efrém (†373), doutor da Igreja – é considerado o maior poeta sírio, chamado de ¨a cítara do Espírito Santo¨. Nasceu em Nísibe, de pais cristãos, por volta de 306, deve ter participado do Concílio de Nicéia (325), segundo a tradição, com o seu bispo Tiago. Foi ordenado diácono em 338 e assim ficou até o fim da vida. Escreveu tratados contra os gnósticos, os arianos e contra o imperador Juliano, o apóstata. Escreveu belos hinos e louvores a Maria. São Cirilo de Jerusalém (†386), doutor da Igreja, Bispo de Jerusalém, guardião da fé professada pela Igreja no Concílio de Nicéia (325). Autor das Catequeses Mistagógicas, esteve no segundo Concílio Ecumênico, em Constantinopla, em 381. São Dâmaso (304-384), Papa da Igreja, instruído, de origem espanhola, sucedeu o Papa Libério que o ordenou diácono; obteve do Imperador Graciano o reconhecimento jurisdicional do bispo de Roma. Mandou que S. Jerônimo revesse a versão latina da Bíblia, a Vulgata. Descobriu e ornamentou os túmulos dos mártires nas catacumbas, para a visita dos peregrinos. São Basílio Magno (329-379) – Bispo e doutor da Igreja, nasceu na Capadócia; seus irmãos Gregório de Nissa e Pedro, são santos. Foi íntimo amigo de S. Gregório Nazianzeno; fez-se monge. Em 370 tornou-se bispo de Cesaréia na Palestina, e metropolita da província da Capadócia. Combateu o arianismo e o apolinarismo (Apolinário negava que Jesus tinha uma alma humana). Destacou-se no estudo a Santíssima Trindade (Três Pessoas e uma Essência). São Gregório Nazianzeno (329-390), doutor da Igreja – nasceu em Naziano, na Capadócia, era filho do bispo local, que o ordenou padre; foi um dos maiores oradores cristãos. Foi grande amigo de São Basílio, que o sagrou bispo. Lutou contra o arianismo. Sua doutrina sobre a Santíssima Trindade o fez ser chamado de ¨teólogo¨, que o Concílio de Calcedônia confirmou em 481. São Gregório de Nissa (†394) – foi bispo de Nissa, e depois de Sebaste, irmão de São Basílio e amigo de São Gregório Nazianzeno. Os três santos brilharam na Capadócia. Foi poeta e místico; teve grande influência no primeiro Concílio de Constantinopla (381) que definiu o dogma da SS. Trindade. Combateu o apolinarismo, macedonismo (Macedônio negava a divindade do Espírito Santo) e arianismo. São João Crisóstomo (= boca de ouro) (354-407), doutor da Igreja, é o mais conhecido dos Padres da Igreja grega. Nasceu em Antioquia. Tornou-se patriarca de Constantinopla, foi grande pregador. Foi exilado na Armênia por causa da defesa da fé sã. Foi proclamado pelo papa S. Pio X, padroeiro dos pregadores. São Cirilo de Alexandria (†444) – Bispo e doutor da Igreja, sobrinho do patriarca de Alexandria, Teófilo, o substituiu na Sé episcopal em 412. Combateu vivamente o Nestorianismo (Néstório negava que em Jesus havia uma só Pessoa e duas naturezas), com o apoio do papa Celestino. Participou do Concílio de Éfeso (431), que condenou as teses de Nestório. É considerado um dos maiores Padres da língua grega, e chamado o ¨Doutor mariano¨. São João Cassiano (360-465) – recebeu formação religiosa em Belém e viveu no Egito. Foi ordenado diácono por S. João Crisóstomo, em Constantinopla, e padre pelo papa Inocêncio, em Roma. Em 415 fundou dois mosteiros em Marselha, um para cada sexo. São Bento recomendou seus escritos. São Paulino de Nola (†431) – nasceu na Gália (França), exerceu importantes cargos civis até ser batizado. Vendeu seus bens, distribuindo o dinheiro aos pobres, e com sua esposa Terásia passou a viver vida eremítica. Foi ordenado padre em 394, em 409 bispo de Nola. São Pedro Crisólogo (=palavra de ouro) (†450) – bispo e doutor da Igreja – foi bispo de Ravena, Itália. Quando Êutiques, patriarca de Constantinopla pediu o seu apoio para a sua heresia (monofisismo – uma só natureza em Cristo), respondeu: ¨Não podemos discutir coisas da fé, sem o consentimento do Bispo de Roma¨. Temos 170 de suas cartas e escritos sobre o Símbolo e o Pai – Nosso. Santo Ambrósio (†397), doutor da Igreja – nasceu em Tréveris, de nobre família romana. Com 31 anos governava em Milão as províncias de Emília e Ligúria. Ainda catecúmeno, foi eleito bispo de Milão, pelo povo, tendo, então recebido o batismo, a ordem e o episcopado. Foi conselheiro de vários imperadores e batizou santo Agostinho, cujas pregações ouvia. Deixou obras admiráveis sobre a fé católica. São Jerônimo (347-420), ¨Doutor Bíblico¨ – nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina; sabia o grego, latim e hebraico. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Em 379 foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino de Antioquia; foi ouvinte de São Gregório Nazianzeno e amigo de São Gregório de Nissa. De 382 a 385 foi secretário do Papa S. Dâmaso, por cuja ordem fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, por 34 anos. Pregava o ideal de santidade entre as mulheres da nobreza romana (Marcela, Paula e Eustochium) e combatia os maus costumes do clero. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor a Igreja e à Sé de Pedro. Santo Epifânio (†403) – Nasceu na Palestina, muito culto, foi superior de uma comunidade monástica em Eleuterópolis (Judéia) e depois, bispo de Salamina, na ilha de Chipre. Batalhou muito contra as heresias, especialmente o origenismo. Santo Agostinho (354-430) – Bispo e Doutor da Igreja – Nasceu em Tagaste, Tunísia, filho de Patrício e S. Mônica. Grande teólogo, filósofo, moralista e apologista. Aprendeu a retórica em Cartago, onde ensinou gramática até os 29 anos de idade, partindo para Roma e Milão onde foi professor de Retórica na corte do Imperador. Alí se converteu ao cristianismo pelas orações e lágrimas, de sua mãe Mônica e pelas pregações de S. Ambrósio, bispo de Milão. Foi batizado por esse bispo em 387. Voltou para a África em veste de penitência onde foi ordenado sacerdote e depois bispo de Hipona aos 42 anos de idade. Foi um dos homens mais importantes para a Igreja. Combateu com grande capacidade as heresias do seu tempo, principalmente o Maniqueismo, o Donatismo e o Pelagianismo, que desprezava a graça de Deus. Santo Agostinho escreveu muitas obras e exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento cultural do mundo ocidental. É chamado de ¨Doutor da Graça¨. São Leão Magno (400-461) – Papa e Doutor da Igreja – nasceu em Toscana, foi educado em Roma. Foi conselheiro sucessivamente dos papas Celestino I (422-432) e Xisto III (432-440) e foi muito respeitado como teólogo e diplomata. Participou de grandes problemas da Igreja do seu tempo e pôde travar contato pessoal e por cartas com Santo Agostinho, São Cirilo de Alexandria e São João Cassiano, que o descrevia como ¨ornamento da Igreja e do divino ministério¨. Deixou 96 Sermões e 173 Cartas que chegaram até nós. Participou ativamente na elaboração dogmática sobre o grave problema tratado no Concílio de Calcedônia, a condenação da heresia chamada monofisismo. Leão foi o primeiro Papa que recebeu o título de Magno (grande). Em sua atuação no plano político, a História registrou e imortalizou duas intervenções de São Leão, respectivamente junto a Átila, rei dos Hunos, em 452, e junto a Genserico, em 455, bárbaros que queriam destruir Roma. São Vicente de Lérins (†450) – Depois de muitos anos de vida mundana se refugiou no mosteiro de Lérins. Escreveu o seu Commonitorium, ¨ para descobrir as fraudes e evitar as armadilhas dos hereges¨. São Bento de Núrcia (480-547) – nasceu em Núrcia, na Úmbria, Itália; estudou Direito em Roma, quando se consagrou a Deus. Tornou-se superior de várias comunidades monásticas; tendo fundado no monte Cassino a célebre Abadia local. A sua Regra dos Mosteiros tornou-se a principal regra de vida dos mosteiros do ocidente, elogiada pelo papa S. Gregório Magno, usada até hoje. O lema dos seus mosteiros era ¨ora et labora¨. O Papa Pio XII o chamou de Pai da Europa e Paulo VI proclamou-o Patrono da Europa, em 24/10/1964. São Venâncio Fortunato (530-600) – nasceu em Vêneto na Itália, foi para Poitiers (França). Autor de célebres hinos dedicados à Paixão de Cristo e à Virgem Maria, até hoje usados na Igreja. São Gregório Magno (540-604), Papa e doutor da Igreja – Nasceu em Roma, de família nobre. Ainda muito jovem foi primeiro ministro do governo de Roma. Grande admirador de S. Bento, resolveu transformar suas muitas posses em mosteiros. O papa Pelágio o enviou como núncio apostólico em Constantinopla até o ano 585. Foi feito papa em 590. Foi um dos maiores papas que a Igreja já teve. Bossuet considerava-o ¨modelo perfeito de como se governa a Igreja¨. Promoveu na liturgia o canto ¨gregoriano¨. Profunda influência exerceram os seus escritos: Vida de São Bento e Regra Pastoral, usado ainda hoje. São Máximo, o Confessor (580-662) – nasceu em Constantinopla, foi secretário do imperador Heráclio, depois foi para o mosteiro de Crisópolis. Lutou contra o monofisismo e monotelismo, sendo preso, exilado e martirizado por isso. Obteve a condenação do monotelismo no Concílio de Latrão, em 649. Santo Ildefonso de Sevi