Adoração do Santíssimo salva pequena Ilha de um Tsunami devastador: Um Milagre do tesouro Católico.


O tsunami de 2010, que atingiu a costa do Chile depois de um terremoto provocado pela movimentação das placas continental e oceânica, é um tipo de evento que vem se repetindo durante séculos em diversos lugares do planeta.

Há algumas décadas, na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), o que aconteceu com um tsunami ensinou aos seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando seus sacerdotes e fiéis o invocam com amor e .

O fato ocorreu no dia 31 de janeiro de 1906. Às dez da manhã, os habitantes dessa minúscula ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto, que durou cerca de 10 minutos. Então, todo o povo correu até a igreja para suplicar ao pároco, o Pe. Gerardo Larrondo, e ao Pe. Julián, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Enquanto isso, o mar continuava retrocedendo, com a ameaça de formar uma imensa onda. O Pe. Gerardo, atemorizado, consumiu todas as hóstias consagradas da âmbula e conservou somente a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos à praia, e que Deus tenha piedade de nós!”.

Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus Eucaristia, todos caminharam, entre lágrimas e aclamações a Deus. Quando o Pe. Larrondo chegou à praia, foi corajosamente até a margem com a custódia nas mãos.

No momento em que a onda estava chegando, ele levantou a Hóstia consagrada, com mão firme e com o coração cheio de fé, e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

A onda continuou avançando, mas, antes que o Pe. Larrondo e o Pe. Julián pudessem perceber, o povo, comovido e maravilhado, gritou: “Milagre! Milagre!”.

De fato, como se tivesse sido parada por uma força invisível e superior à natureza, a potente onda que ameaçava apagar do mapa a ilha de Tumaco havia iniciado seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, em meio à euforia e à alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus sacramentado, manifestavam sua gratidão. O milagre de Tumaco ficou conhecido no mundo inteiro, e o Pe. Larrondo também recebeu do continente europeu inúmeras cartas de pessoas que pediam suas orações.

(Fonte: livro “Agostinianos amantes da Sagrada Eucaristia”, do Pe. Pedro del Rosario Corro)

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Post sobre o Islão: errata


Caros leitores e assinantes, a Paz de Cristo! Minha filha, Mia Walker – 3 anos – não sei como,

Mia

Eis aqui a arteira! Deus a abençoe!!

publicou o post sobre o Islão antes que eu pudesse terminar de escrevê-lo!! Mil desculpas pelo inconveniente. O post será re-publicado em breve, assim que terminar de escrevê-lo! Minhas desculpas!

O blog agradece!!!

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Carta milenar exalta o testemunho dos Cristãos primitivos no mundo


Durante muitos e longos séculos, um elegante manuscrito composto em grego permaneceu ignorado no mais abissal dos silêncios. O texto, de origens até hoje misteriosas, só foi encontrado, e por acaso, no longínquo ano de 1436, em Constantinopla, junto com vários outros manuscritos endereçados a um certo “Diogneto”.

Se não há certeza sobre o seu autor, sabe-se que o destinatário do escrito era um pagão culto, interessado em saber mais sobre o cristianismo, aquela nova religião que se espalhava com força e vigor pelo Império Romano e que chamava a atenção do mundo pela coragem com que os seus seguidores enfrentavam os suplícios de uma vida de perseguições e pelo amor intenso com que amavam a Deus e uns aos outros.

O documento que passou para a posteridade como “a Carta a Diogneto” descreve quem eram e como viviam os cristãos dos primeiros séculos. Trata-se, para grande parte dos estudiosos, da “joia mais preciosa da literatura cristã primitiva”.

Leia a seguir os seus parágrafos V e VI, que compõem o trecho mais célebre deste tesouro da história cristã:

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.

Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.

Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.

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Saiba tudo sobre o Batismo: o sacramento que nos proporciona renascer em Cristo


O Blog Ecclesia Militans tem o prazer de publicar o primeiro de uma série de posts didáticos a cerca dos sacramentos Cristãos. O texto de hoje aborda especificamente o Batismo, também chamado pela Igreja de o sacramento dos mortos – pois é aquele que nos proporciona nascer de novo em Cristo – e marca o início da caminhada na vida Cristã. Esperamos que o texto abaixo seja elucidativo e possa sanar as dúvidas mais comuns concernentes a esse santo sacramento. Pedimos ao leitores que o divulguem em suas redes sociais e ajudem-nos em nossa missão evangelizadora!

O BATISMO CATÓLICO

- Por Cristiano Rangel - autor convidado e colaborador do blog

    Como todo Sacramento, é o sinal sensível e eficaz da Graça de Deus, no qual invocamos a Deus Uno revelado em três pessoas, o derramamento de suas bençãos como fonte de reconhecimento de seu pleno poder sobre nós. No batismo, nós recebemos o dom do Espírito Santo e nos tornamos filhos de Deus e participantes da Igreja, que é a imagem do Reino de Deus na terra. Através do batismo que recebemos, Deus nos dá a semente que nós, durante nossas vidas, devemos regar e cultivar para que produza os frutos do Espírito Santo.

    Todas as prefigurações da antiga aliança encontram sua realização em Jesus Cristo, pois Deus ao se revelar ao homem sempre buscou uma maneira de implantar uma forma de aliança, como demonstração de sua bondade e fidelidade, como foi o arco-íris do tempo de Noé, a circuncisão em Abraão, as tábuas da lei com Moisés e por fim o batismo sob forma de nova e eterna aliança através de Jesus Cristo, o qual convoca a sua Igreja a ir a todo o mundo e batizar em nome da Santíssima Trindade (Mt 28,19).

    O batismo é a porta de entrada da iniciação cristã, instituído pelo próprio Jesus Cristo, para nos tornarmos uma nova criatura (2 Cor 5,17),  na qual assumimos o compromisso de acolher e ensinar as virtudes cristãs. Imprime na nossa alma o caráter de cristão e herdeiros do Paraíso e nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.

    Neste Sacramento, diferente do batismo penitencial de João Batista (capaz apenas de apagar os pecados – como uma preparação para o caminho do Senhor), temos uma verdadeira regeneração espiritual, um renascimento (Jo 3,5), onde somos perdoados do pecado original (um pecado não contraído, mas propagado pela falta de um homem, Rm 5,12.19) e dos pecados arrependidos. O Batismo nos dá a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração.

O BATISMO PREFIGURADO NA ANTIGA ALIANÇA

    Já nos tempos de Noé, a água (matéria), elemento essencial ao batismo, foi canal da misericórdia de Deus para com o seu povo. Ou seja, as águas do grande dilúvio inundaram a terra, lavando-a do pecado. Com efeito, oito pessoas, pela graça de Deus, salvaram-se por ocasião da construção da arca, emergindo do dilúvio para uma vida limpa do pecado e aprazível a Deus. Esse evento bíblico correspondente ao batismo cristão, no qual, pelos méritos de Cristo, nos tornamos herdeiros da vida eterna (1 Pd 3,20-21) (CIC 1219).

  Do mesmo modo, como forma de aliança carnal realizada em Abraão, são Paulo traça um paralelo entre a circuncisão feita por mãos humanas e o batismo feito pelo derramamento do Espírito Santo: Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal (Cl 2,11).

 É sobretudo na travessia do Mar Vermelho, marco da libertação de Israel da escravidão do Egito, que são Paulo nos diz que “nossos pais” estiveram sob a nuvem e nela e no mar foram batizados em Moisés, nutrindo-se de uma rocha espiritual que os acompanhava, e que esta rocha espiritual era o próprio Cristo (1 Cor 10, 2-5).

 

O BATISMO DE CRISTO

    Nosso Senhor Jesus Cristo submeteu-Se voluntariamente ao batismo de João, que era destinado aos pecadores como de forma a preparar o caminho do Senhor (Mt 3,3ss), para que fosse cumprida toda a justiça, apresentando-Se a nós como modelo de humildade, de forma a se identificar com os pecadores, despojando-Se do direito de ser tratado como Deus, sob forma de escravo para se fazer semelhante aos homens (Fl 2,7), de modo a nos conduzir ao batismo dos cristãos, pelo poder do Espírito Santo. É nesse contexto que através da sua Páscoa, escorre do Seu lado traspassado pela lança do soldado Romano, a água e o sangue (símbolos que nos remetem ao Batismo e à Eucaristia), sacramento de uma vida nova, na qual pelos méritos de Cristo somos redimidos de todos os pecados (Gl 1,4).

BATISMO NA IGREJA

    É a partir do pentecostes, no cumprimento da promessa do envio do Espírito Santo, que a igreja administra o sacramento do batismo. No início da era cristã o batismo era ministrado àqueles que se arrependiam dos pecados, face à descrença do povo em crer que Jesus era o verdadeiro Messias bem como aqueles que já tinham recebido o batismo penitente de João e recebia o batismo da regeneração espiritual de Cristo(At 19,3ss). Pedro estendeu o batismo não só ao povo eleito, mas a seus filhos e todos aqueles que estavam longe, ou seja, por quem Deus chamasse (At 2,38s). Foi neste cenário que Pedro, nessa atitude imaginável para aquela época, demonstra  a  sua  primazia sobre os apóstolos introduzindo o batismo a todos os povos, inclusive aos pagãos, pois Deus não faz acepção de pessoas (At 10,34-48).

    É no batismo, segundo são Paulo, que o crente comunga na morte, é sepultado e ressuscita em Cristo: Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova (Rm 6,3-4).

    Não há uma “fórmula fixa” para o batismo, mas uma necessidade de consagrar a água (matéria) a ser utilizada e que seja realizado na invocação trinitária (forma) que indique claramente o ato de batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo… Com efeito, se alguém recebe o batismo por imersão ou por infusão, com água corrente ou não (desde que verdadeira), em nome de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o sacramento é tido por válido pela Igreja Católica, ainda que tenha sido conferido por outras comunidades cristãs (ortodoxas, protestantes, etc.), pouco importando, inclusive, uma eventual fé insuficiente do ministro em relação ao batismo (cf. Diretório Ecumênico, nº 95).

Pode ser por infusão (derrama d’água) ou por imersão (mergulha n’água), pois assim explica o direito canônico:

“Cân. 854 – O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos”. Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estipulou o seguinte:”Quanto ao cân. 854: Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano”.

Como observa o canonista pe. Jesús Hortal, em seu comentário ao cân. 854, “o rito de imersão demonstra mais claramente a participação na morte e na ressurreição de Cristo, mas o rito de infusão  é plenamente legítimo”.

Tal legitimidade provém, com certeza, desde as primitivas comunidades cristãs. Por exemplo, no séc. I d.C., já é explicitamente registrado na “Didaqué”, o primeiro catecismo de que temos notícia na História da Igreja: “Na falta de uma (=água corrente) ou outra (=água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Did. VII, 3).

QUEM PODE RECEBER O BATISMO?

    Toda pessoa ainda não batizada que tenha o desejo dele e é instruída a respeito da sua importância, pois uma vez batizado não o poderá extingui-lo ou aperfeiçoá-lo, pois há Um só Senhor, Uma só fé e Um só Batismo (Ef 4,5). Batismo não é evento social nem tampouco emblema ou estandarte de igreja ou denominação.

    Caso a pessoa não se recorde de ter sido batizada, seja pelo fato de falta de comunicação ou enfermidade, ela poderá ser batizada sob condição, segundo o que prescreve o direito canônico:

“Cân. 869:

Parágrafo 1 – Havendo dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo foi conferido validamente, e a dúvida permanece depois de séria investigação, o batismo lhe seja conferido sob condição.

Parágrafo 2 – Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição, a não ser que, examinada a matéria e a forma das palavras usadas no batismo conferido, e atendendo-se à intenção do batizado adulto e do ministro que batizou, haja séria razão para duvidar da validade do batismo.

Parágrafo 3 – Nos casos mencionados nos parágrafos 1 e 2, se permanecerem duvidosas a celebração ou a validade do batismo, não seja este administrado, senão depois que for exposta ao batizando, se adulto, a doutrina sobre o sacramento do batismo; a ele, ou aos pais, tratando-se de criança, sejam explicadas as razões da dúvida sobre a validade do batismo.”

QUEM PODE BATIZAR?

    Os ministros ordinários do Batismo, o Bispo, os presbíteros e os diáconos (Igreja Latina), bem como qualquer pessoa que de bom coração e com a intenção e fórmula trinitária, o faça na perspectiva da vontade salvífica universal de Deus (1 Tm 2,4) e necessidade para a salvação (Mc 16,16) (CIC 1256).

QUEM SÃO OS BATIZADOS?

    Desde sempre a igreja mantém firme a convicção de que as pessoas que morrem em razão da fé, mesmo sem receber o batismo, são batizadas Por e Com Cristo, sendo este o batismo de sangue, ou seja, toma posse  dos frutos do batismo (CIC 1258).

    Aqueles que na preparação do batismo morrem sem o receber, mas o seu desejo em recebê-lo, juntamente com o seu arrependimento, garantem a sua salvação, ainda que não tenha recebido o mesmo (CIC 1259).

 Tendo Cristo morrido por todos e que a vocação última do homem é uma só, a saber, a divina, estamos convictos que o Espírito Santo oferece a todos, sob a forma que só Deus conhece, a possibilidade de inserção no mistério pascal. Todo o homem que desconhecendo o evangelho de Cristo e sua Igreja, mas procura a verdade e pratica a vontade de Deus segundo o seu conhecimento dela pode ser salvo, pois acreditamos que se o conhecessem teriam o desejado explicitamente (CIC 1260).

    Por último, quanto às crianças que morrem sem o batismo, a igreja confia na misericórdia de Deus, que quer que todos os homens sejam salvos (1 Tm 2,4) e evidencia a ternura que Jesus tinha para com elas (Mc 10, 13-16).

PODEMOS BATIZAR AS CRIANÇAS?

    Aos que buscam por uma resposta breve: SIM, pois quando somos vencidos pela ignorância em achar que tudo tem que estar escrito, abrimos mão da sabedoria inata ao homem, pois tomados pelo discernimento sabemos que não podemos cobiçar, porque há em nós um sentimento gerado pela Lei (Rm 7,7). Ademais, onde há uma ordem contrária ao batismo infantil e/ou  que Jesus  faz acepção de idade? Nele não há cronologia. Se não há lei, o pecado está morto (Rm 7,8b).

    Deus não faz acepção de pessoas, tão pouco de idade, pois somos todos pequeninos para Deus (Mc 9,42; Mt 18,14), pois na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho para que nos tornemos filhos adotivos (Gl 4,4-5).

    A igreja nos mostra ao longo do plano da salvação a manifestação de Deus e o desejo de salvar a todos e é nessa dinâmica que são Paulo faz o paralelo da circuncisão que era conferido sob a forma da lei a todos os meninos no 8º dia de nascido através da remoçãode um tecido carnal. Mas em Cristo temos a circuncisão espiritual que é o batismo (Cl 2,11) e não uma prescrição sob quaisquer característica físicas ou cronológicas.

    Se por um lado somos questionados pela necessidade de fé para sermos batizados, conforme Mc 16,16: “Aquele que crer e for batizado será salvo; e aquele que não crer será condenado.”, me pergunto como ficaria a situação da criança que não pode crer… Ela está condenada por não crer, já que Marcos não fala que a falta de batismo condena?

    Claro que não, são Paulo nos aponta que o homem cristão (que tem fé) santifica a mulher não cristã (que não tem fé) e vice-versa, para que os seus filhos sejam santos (1 Cor 7,14). Da mesma forma, os pais podem pedir o batismo para os seus filhos, no desejo de querer e saber o melhor para eles. Ninguém espera o filho doente tenha o discernimento se dever pedir aos pais para ser levado ao médico, mas o levamos porque temos conciência do melhor para a sua vida.

    Jairo pede pela sua filha e Jesus a cura pela fé do pai, sem questionar se a filha tinha fé para ser curada ( Lc 8,50); bem como uma mulher estrangeira, que não fazia parte do povo de Israel, pede pela sua filha e tem a misericórdia de Jesus ( Mt 15,28) nos mostrando que Ele veio para todos e derramar sua Graça a todos, porque Ele haveria de negar a sua benção através do batismo às crianças?  Será que temos o direito de impedir as crianças de irem a Jesus? Os discípulos também tentaram impedir a benção de Jesus, o que o deixou INDIGNADO  e disse: “ Deixai vir a mim todas as criancinhas e não as impeçais…” (Mc 10, 13-14).

    Se procurarmos levar tudo ao pé da letra e dissermos que devemos batizar após a idade da razão, pergunto: onde está a idade da razão na Bíblia? Em cultura de qual país, na lei civil, criminal ou eleitoral? Tomemos cuidado, pois Cristo nos tornou aptos para sermos ministros de uma aliança nova, não da letra, e sim do Espírito, pois a letra mata, mas o espírito comunica a vida (2 Cor 3,6).

    São Paulo em paralelo com os israelitas nos diz que todos os batizados em Moisés, cuja travessia do Mar Vermelho havia adultos e crianças e que em Cristo, a rocha espiritual, foram alimentados (1 Cor 10,2-3).

    Se tomarmos como comparação a dureza do coração que imperava no povo da antiga aliança (Mc 10,5), que transmitia um Deus que vingava as crianças (1 Sm 15,3; Ex 12,29) pelo simples fato que não haveria justos naqueles locais (Gn 18, 23-32), como não ver um Deus que  se revela misericordioso, justo e fiel para não comunicar a sua Graça a uma criança? Será que Deus não ama as crianças, será que os evangelhos apócrifos estão certos? Longe de mim… Satanás!

    Ademais, sabemos que por cultura e associado a intervenção Divina, era sinal para os judeus terem uma família grande, além de estarmos convictos que não existiam cirurgias ou métodos contraceptivos, de modo que as famílias não procriassem, ter muitos filhos era considerado uma benção de Deus. É nesse contexto que vemos famílias inteiras sendo batizadas, como a de Cornélio (At 10,44), a família de Lídia (At 16,14), a do carcereiro (At 16,32s), a família de Estéfanas (1 Cor 1,16). Será que essas famílias não tinham crianças ou eram estéreis? São Paulo não diz que excetuou as crianças e/ou que devemos excluí-las.

    A conscientização dos primeiros cristãos em relação ao batismo era tão grande, bem com a esperança da ressurreição dos corpos, que muitos em Corinto se faziam batizar pelos mortos, atitude que, de acordo com o argumento protestante evangélico morderno, deveria ser criticada por são Paulo e não foi. Se batizavam pelos mortos, porque não batizar as crianças vivas?

PODE HAVER RE-BATISMO?

    Como mencionado, Só há um Senhor, uma só fé e UM SÓ BATISMO (Ef 4,5). Não podemos fazer das nossas concepções, individualidades, presunções e etc. um meio de propagar um batismo à moda da casa, como forma de satisfação de ego, fazendo do batismo adaptações como se faz com receitas de bolo. Batismo não é emblema de Igreja, não é julgar que o Meu Deus é Maior ou Melhor, por isso são Paulo nos questiona se  acaso Cristo é dividido? Se é batizado em nome da igreja ou denominação (1 Cor 1,13)? O batismo deve ser uma conscientização da Graça a ser derramada a todos!

        Aquele que julga por motivos pessoais que Deus não derramou o seu Espírito  por qualquer conveniência concorre para o único pecado que não posui perdão, o pecado contra o Espírito Santo (Mt 22,30), fazendo da sua interpretação individual uma possibilidade de ruína junto a impiedade dos homens (2 Pd 3,16s).

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Infalibilidade do Papa, da Igreja, de quem quer quer for: Isso não existe! A resposta do Blog.


Se não houvesse uma Igreja Visível para ensinar e preservar a Sã doutrina, não haveria, por conseguinte, a possibilidade de cisma, apostasia, heresia. Não haveria, do mesmo modo, a responsabilidade de discisciplinar o Cristão, como visto em Mateus, uma vez que ele individualmente seria livre para crer naquilo que quisesse, e formular as doutrinas que lhes conviessem de acordo com sua própria interpretação privada das escrituras.

Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.  Mateus 18,17

Por que teria São Paulo escrito aos cristãos para ensiná-los? Por que teria ele exortado a todos que preservassem os ensinamentos apostólicos, se ele achasse que cada cristão está equipado e capacitado para exercer o seu próprio discernimento? Obviamente, porque como a bíblia mostra, desde o princípio existe um magistério eclesiástico, uma autoridade visível dentro da Igreja, magistério esse do qual fazia parte o próprio São Paulo. Negar isso é uma questão bastante séria, pois compromete a fé e em casos mais graves, até mesmo a salvação.

Se de fato o argumento da interpretação privada fosse válido, quem poderia repreender, por exemplo, os testemunhas de Jeová, que professam fé em Deus mas negam a divindade de Cristo? Não podemos dizer que a bíblia se encarrega disso, não é possível. Pois se a mera leitura dos textos sagrados garantisse entendimento infalível à quem os lê, heresias, como a negação da divindade de Cristo nunca existiriam. Não é plausível, portanto, argumentar que as escrituras por si só sejam capazes de instruir infalivelmente, ou que elas não sejam passíveis de interpretação errônea, como nos alertou São Pedro em sua segunda carta.

“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade.” (2 Pedro 3:16-18)

A Bíblia é, portanto, a Revelação, mas ela não se auto-interpreta. Justamente por isso existem as seitas. Que são resultado direto da intrepretação erronea da sã doutrina! Ademais, o que dizer dos cristãos dos primeiros 15 séculos que viveram sem uma Biblia compilada, que só foi publicada na idade média. Não teriam eles conhecido a Cristo e seu evangelho por intermédio da Igreja, que até então era apenas Católica?

Dentro do argumento enunciado no título do artigo,  ou seja, que Jesus não instituiu o ofício do magistério, que não há a infalibilidade, etc, como seria possível, por exemplo, rejeitar ou questionar a fé supostamente “cristã” de um Testemunha de Jeová, ou Anabatista, ou quem quer quer seja?  Como é que eu e todo cristão, em sua vida cristã, adquire a consciência da existência de Cisma, heresias? Quem determina o que se caracteriza  ou não numa heresia? Não é a Bíblia, que – como já disse repetidamente aqui no Blog e nos parágrafos acima – nos primórdios da fé não existia (e depois de existir, era inacessível até mesmo depois da invenção da imprensa escrita), mas a Igreja!

A conclusão lógica é apenas uma: aquele que assim crê está em erro, e em erro gravíssimo!

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Ex-ativista Gay afirma: A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.


Por Eric Hess

Minha atração homossexual começou, para ser sincero, como reação ao meu pai, que era um alcoólatra violento. Ele bebia com frequência, chegava para espalhar coisas pela casa e abusar da minha mãe, além de ameaçar a mim e a meu irmão. Eu achava que ele nos odiava. Em consequência, não queria ser nenhum pouco parecido com ele.

Na minha mágoa, comecei a procurar pelo amor do meu pai nos braços de outros homens. Aos 17 anos, um predador se aproveitou de mim sob a dinâmica professor/aluno e eu fiquei completamente confuso em relação à sexualidade humana. Com o passar dos anos, uma coisa levou a outra até que eu fui morar com um homem 20 anos mais velho que eu.

Antes de ir adiante, é importante entender uma das principais causas da desordem da atração por pessoas do mesmo sexo. Como um ex-membro da comunidade, eu posso dizer que os chamados direitos homossexuais – e o direito ao aborto – são um resultado imediato da mentalidade contraceptiva predita há 40 anos pelo Papa Paulo VI, na Humanae Vitae. Pessoas abusando umas das outras como objetos sexuais trouxeram à tona uma cultura de morte que tolera e defende todos os tipos de adultério e abuso infantil, incluindo o aborto. Essa mentalidade egoísta levou também às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia.

Retorno ao meu Pai

De 1990 a 1994, eu ia à Missa de vez em quando. Em 1995, eu disse ao meu “parceiro” que não podia ir mais porque estava zangado com a Igreja. Pus todos os meus crucifixos e Bíblias em caixas e os deixei no escritório do bispo de La Crosse, Wisconsin, com uma carta renunciando à fé católica.

Para minha surpresa, o bispo Raymond Burke respondeu com uma carta amigável, expressando sua tristeza. Ele escreveu que respeitava minha decisão e notificaria a paróquia onde eu havia sido batizado. Sempre muito gentil, Burke disse que rezaria por mim e esperava ansiosamente pelo dia em que eu me reconciliaria com a Igreja.

Como um dos mais francos ativistas “gays” de Wisconsin, eu pensei: “Que arrogância!” Então eu respondi ao bispo Burke com uma carta acusando-o de preconceito. Eu disse a ele que suas cartas eram desagradáveise perguntava como ele se atrevia a me escrever.

Meus esforços para detê-lo foram em vão. Burke enviou-me mais uma carta, assegurando-me que não escreveria de novo – mas que se eu quisesse reconciliar-me com a Igreja, ele me acolheria de volta de braços abertos.

De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim. Dentro de alguns anos, eu conversei com um bom padre, que se uniu intensamente às orações do bispo Burke em agosto de 1998.

Em 14 de agosto, festa de São Maximiliano Maria Kolbe e vigília da Assunção de nossa Bem-aventurada Mãe, a misericórdia divina penetrou a minha alma, em um restaurante chinês – de todos e entre tantos lugares. Eu mal sabia, ao entrar naquele restaurante com o meu companheiro de mais de oito anos, que o Senhor me tomaria para Si naquela mesma tarde e me levaria a outro lugar, fora de Sodoma, para o juízo de Sua misericórdia, o santo Sacramento da Penitência.

O padre com que eu tinha consultado estava lá. Assim que eu olhei do outro lado da sala para ele, uma voz interior falou ao meu coração. Era suave, radiante e clara em minha alma. A voz me disse: “O padre é uma imagem do que você ainda pode tornar-se, se voltar para Mim.”

No caminho para casa, eu seriamente disse ao meu companheiro: “Eu preciso voltar à Igreja Católica”. Mesmo em lágrimas, ele amavelmente respondeu: “Eric, eu sabia disso há muito tempo. Faça o que você precisa fazer para ser feliz. Eu sempre soube que esse dia chegaria.”

Depois, eu liguei para o escritório do bispo Burke. A sua secretária já me conhecia bem, então eu lhe disse que queria que o bispo Burke fosse o primeiro a saber que eu estava voltando para a Igreja e me preparando para o Sacramento da Penitência. Ela me pediu para esperar. Quando voltou, anunciou que o bispo Burke queria agendar uma conversa.

Mais tarde, eu confessei meus pecados a um devoto e humilde pastor de almas local e recebi a absolvição. Como parte essencial de meu restabelecimento, uma boa família católica deu-me proteção até que eu pudesse encontrar minha própria casa.

Um mês depois de minha reconciliação com Deus e com a Igreja, eu fui ao escritório do bispo Burke, onde ele me abraçou. Ele perguntou se eu me lembrava dos pertences que havia deixado com ele junto com minha carta de renúncia. É claro que eu me lembrava e o bispo Burke os tinha guardado nos arquivos da diocese porque acreditava que eu retornaria.

Por dois anos eu me perguntei se a mensagem mística significava que eu deveria me tornar padre. Finalmente, eu percebi que não era chamado ao sacerdócio. Afinal, o Vaticano determina que homens que têm uma inclinação homossexual bem estabelecida não podem ser admitidos às Ordens Sagradas ou às comunidades monásticas. Mais do que isso, o padre que eu vi no restaurante era uma imagem de que eu poderia me tornar santo e fiel através dos Sacramentos. Como todas as pessoas – solteiras, casadas e religiosas –, eu sou chamado à castidade. Para mim, é o bastante tentar e chegar ao Céu. Por isso, eu me esforço para viver fielmente minha vocação de solteiro.

Desde a minha experiência mística, eu me alegro por Raymond Burke, agora prelado de Saint Louis, Missouri. Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias. Eu digo a vocês que ele continua sendo um conselheiro e uma inspiração para mim. Embora meu pai biológico tenha me rejeitado, o arcebispo Burke se tornou meu pai espiritual, representando amorosamente nosso Pai dos céus. Como as Pessoas Divinas da Santíssima Trindade, o arcebispo Burke foi e é absolutamente fiel a mim.

A chave para a felicidade

Apesar da bênção do arcebispo Burke e de padres como ele, eu quero salientar que há outros que tiram as almas da vida eterna e da felicidade.

Por exemplo, quando eu recentemente fui à Confissão, um padre me disse algo contraditório à verdade que o arcebispo Burke me ensinou.

O padre apóstata me disse: Você é gay e a Igreja nos chama a aceitar nossa sexualidade. Eu sou um professor de ética – um estudioso. (…) Se você é atraído por pessoas do mesmo sexo, isso é natural para você. E, para você, negar isso e resistir é ir contra a lei natural. Eu acredito, como professor de ética, que você pode ter um colega de quarto homem e ser íntimo dele – sem contato genital, é claro. Mas se você escorregar, não seria um pecado mortal.

Esse é o tipo de conselho que me convenceu a deixar a Igreja. Eu o escutava muito frequentemente de evangélicos e de vários padres católicos durante os anos 1980. Eu escutei todo tipo de heresia sobre a sexualidade e Nosso Senhor. Hoje, que já estou separado da “comunidade gay”, eu escuto essas heresias apenas de padres mais velhos, em seus cinquenta e sessenta anos, mas não de padres com quarenta anos ou menos. Maus bispos e maus padres sozinhos desviaram muitas pessoas em relação à atração homossexual. Não há nenhum “novo evangelho” ou estudo, e essa negligência espiritual deve parar.

Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral. A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.

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Entenda o que é a Missa e nunca mais deixará de participar dessa Santa Celebração


Adapatado da aula de Pe Paulo Ricardo – Publicado em Grupo de Oração São José.

Em sua encíclica Mediator Dei, o venerável Papa Pio XII presenteou todo o povo cristão com um verdadeiro tesouro doutrinal, explicando com precisão e eloquência o que é a sagrada liturgia e em que consiste o sacrifício da Santa Missa.

É na segunda parte deste documento, de modo particular, que Sua Santidade, a partir das sentenças dogmáticas do imortal Concílio de Trento, desenvolve o seu Magistério sobre a celebração eucarística.

Ele começa por explicar a sua natureza: “O augusto sacrifício do altar não é (…) uma pura e simples comemoração da paixão e morte de Jesus Cristo, mas é um verdadeiro e próprio sacrifício, no qual, imolando-se incruentamente, o sumo Sacerdote faz aquilo que fez uma vez sobre a cruz, oferecendo-se todo ao Pai, vítima agradabilíssima”01. Substancialmente, o sacrifício do Calvário e o sacrifício eucarístico são o mesmo sacrifício. Quando o sacerdote sobe ao altar e, emprestando a Cristo a sua língua e a sua mão02, oferece a Santa Missa por todos os homens, está fazendo não só a mesma coisa que Jesus fez naquela ceia derradeira03, mas também aquele ato de entrega realizada no madeiro da Cruz. A diferença é que, enquanto no Calvário Jesus se entregou de modo cruento, isto é, derramando o Seu sangue, na última ceia e nos altares de nossas igrejas este sacrifício é oferecido sem derramamento de sangue (“incruentamente”). Preleciona Pio XII:

“Na cruz, com efeito, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio de morte cruenta livremente sofrida;no altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, ‘a morte não tem mais domínio sobre ele’ (Rm 6, 9) e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas a divina sabedoria encontrou o modo admirável de tornar manifesto o sacrifício de nosso Redentor com sinais exteriores que são símbolos de morte. Já que, por meio da transubstanciação do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo, têm-se realmente presentes o seu corpo e o seu sangue; as espécies eucarísticas, sob as quais está presente, simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Assim o memorial da sua morte real sobre o Calvário repete-se sempre no sacrifício do altar, porque, por meio de símbolos distintos, se significa e demonstra que Jesus Cristo se encontra em estado de vítima.”04

Assim, é importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, “sofrendo de novo” o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – “é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística”05 – e trata-se da mesma vítima: “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”06. A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.

Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho. É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta “cruenta separação” do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.

Pio XII também indica que não só o ministro e a vítima dos dois sacrifícios são “idênticos”, mas também os fins.

O primeiro deles é a glorificação de Deus (latrêutico). Trata-se da “adoração”. A típica atitude de adoração consiste em pôr-se de joelhos diante de Deus, rebaixando-se diante d’Ele e reconhecendo-se um nada. Na Cruz, Jesus adorou o Pai de modo perfeitíssimo. “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de um escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”07.

Durante a Santa Missa, por mais que se tenha um sacerdote ou uma assembleia indigna, Jesus está oferecendo a mesma adoração perfeita que ofereceu no madeiro da Cruz. Ainda que todos os seres humanos e todos os anjos juntos cultuassem a Deus, não conseguiriam jamais superar o valor desta oferta do próprio Deus. Por esse motivo, é impossível comparar o augusto Sacrifício do altar com as chamadas “celebrações da Palavra”. Se por um lado estas celebrações comunitárias são importantes em lugares com carência de padres, por outro, é realmente muito triste que a sua frequência indevida acabe por obscurecer as diferenças substanciais entre a Missa e uma simples “reunião fraterna”. Na Missa, o padre age in persona Christi; na celebração da Palavra, ao invés, ainda que a comunidade faça parte do Corpo Místico de Cristo, não há como ocorrer a consagração do pão e do vinho, uma vez que “o povo (…) não pode de nenhum modo gozar dos poderes sacerdotais”08.

A segunda finalidade da Missa é eucarística, ou seja, dar a Deus ação de graças. O homem, que tudo recebe de Deus, tem-lhe uma dívida de ação de graças que não poderia jamais pagar, a menos que o Senhor mesmo não se fizesse homem e sanasse esta dívida por ele. “A Eucaristia é um sacrifício de ação de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. (…) Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de sorte que o sacrifício de louvor é oferecido por Cristo e com ele para ser aceito nele”09.

O terceiro fim deste memorial é propiciatório, isto é, oferecer uma expiação pelos nossos pecados. Com o pecado, o homem ofende a Deus e Este, por sua vez, espera do homem, além do arrependimento, a reparação de sua ofensa. Se os sacrifícios oferecidos pelos antigos “simplesmente devolviam a Deus as coisas que Ele mesmo havia criado: touros, ovelhas, pão e vinho”, na Santa Missa, “irrompe um elemento novo e maravilhoso: pela primeira vez e todos os dias, a humanidade pode já oferecer a Deus um dom digno dEle: o dom do seu próprio Filho, um dom de valor infinito, digno de Deus infinito”10. Só desta forma os crimes cometidos pelo homem contra Deus podem ser plenamente satisfeitos.

Por fim, a quarta finalidade da Missa é impetratória: Jesus “nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade”11. Nos altares de nossas igrejas, Jesus continua colocando-se entre a humanidade e o Pai e pedindo a Ele as graças necessárias para nossa salvação.

Para lograr os efeitos da redenção de Jesus, no entanto, é preciso que o homem se abra a Deus. Por isso, ensina Pio XII, “é necessário que depois de haver resgatado o mundo com o elevadíssimo preço de si mesmo, Cristo entre na real e efetiva posse das almas”12. Para ilustrar que, mesmo oferecendo o Santo Sacrifício por todos os homens, apenas alguns muitos verdadeiramente aproveitam de sua eficácia, o Santo Padre faz uma bela analogia: “Pode-se dizer que Cristo construiu no Calvário uma piscina de purificação e de salvação e a encheu com o sangue por ele derramado; mas se os homens não mergulham nas suas ondas e aí não lavam as manchas de sua iniquidade, não podem certamente ser purificados e salvos”13.

Para tanto, urge que os fiéis participem “do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote (…), oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele”14.

O protagonista da Sagrada Liturgia é Jesus, que oferece ao Pai o dom precioso de Si mesmo. Não é a comunidade que está no centro da Missa; a ação principal não está sendo realizada nem pelo sacerdote nem pela assembleia, mas por Jesus. Para participar ativamente da Santa Missa, os fiéis devem ser motivados a perscrutar o que se passa no altar, e não inventar jograis, danças ou outras coisas que, em última instância, acabam desviando o foco de toda a ação litúrgica da Cruz.

Artigo recomendado

  1. “Christus Passus” nella dottrina eucarística di San Tommaso d’Aquino

Referências

  1. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 61
  2. Cf. São João Crisóstomo, In Joan. Hom., 86, 4
  3. Cf. Mt 26, 1-16; Mc 14, 1-11; Lc 22, 7-23
  4. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 63
  5. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1348
  6. Jo 1, 29
  7. Fl 2, 6-7
  8. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 76
  9. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1360 e 1361
  10. Trese, Leo John. A fé explicada. Trad. Isabel Perez. 7. ed. São Paulo: Quadrante, 1999. P. 320
  11. Hb 5, 7
  12. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 70
  13. Ibidem
  14. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 73
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Sem verdade, a fé não salva


Atentai à epidemia do relativismo e do ‘correstismo’ político, que prega que não há problema em chamar ao mal bem e ao bem, mal, que faz das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo” (Is 5.20). Boa leitura!

Grupo de Oração São José 1

A encíclica Lumen Fidei reforça a luta de Bento XVI contra o relativismo e coloca-nos diante da indissociável relação entre a fé e a verdade.

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Sexo, matrimônio e luta espiritual: por que a sociedade moderna profana o mistério sagrado da união sexual?


Se Deus criou o corpo e a união sexual com o objetivo de proclamar seu próprio eterno mistério de amor, por que será que não os vemos simbolicamente desta maneira profunda? Ao ouvir a palavra “sexo”, por exemplo, que é que geralmente ela nos sugere? Será que alguma vez nos sugeriu o “grande mistério da união numa só carne” como imagem da união de Cristo com a Igreja, ou mesmo alguma coisa um pouco menos sagrada? Reflitamos um momento sobre isto. Se o corpo e o sexo existem para proclamar a nossa união com Deus e, ao mesmo tempo, se existe um inimigo que luta para nos separar de Deus, em que ponto acham que nos atacaria primeiro? Se quisermos saber o que há de mais sagrado no mundo, basta-nos observar o que é que está sendo mais violentamente profanado. O inimigo não é estúpido. Ele sabe muito bem que o corpo e o sexo têm por objetivo proclamar o mistério divino. A partir desta perspectiva, tal proclamação deve ser sufocada. Homens e mulheres devem ser impedidos de reconhecer o mistério de Deus em seus corpos. Como veremos com clareza mais adiante, esta foi precisamente a cegueira que o pecado original acarretou, por instigação da serpente. Mas não tenha medo: Cristo veio restituir a visão aos cegos! (cf. Lc 4,18).

Por enquanto, guardemos na mente: a batalha pela alma do homem está sendo deflagrada no plano da verdade de seu corpo. Não é por nenhuma coincidência que o apóstolo Paulo, depois de apresentar o “grande mistério” da “união numa só carne”, na Carta aos Efésios, 5, continua, no capítulo seguinte, convocando-os a pegar em armas para a batalha cósmica do bem contra o mal. Enquanto origem da família e da vida em si, a união dos sexos” está no centro da grande batalha entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre o amor e tudo o que a ele se opõe” (FC, n. 23). Se, portanto, queremos vencer a batalha espiritual, a primeira coisa, segundo São Paulo – não estou brincando, confira você mesmo – é “ter a verdade como cinturão” (Ef 6,14). A teologia do corpo é o toque de clarim de João Paulo II a todos os homens e mulheres, convidando-os a fazer exatamente isto – vestir-se com a verdade que os libertará para amar.

Reivindicando a verdade sobre o sexo

Será que ficou clara, ou continua confusa, a conexão entre as nossas opções sexuais e a cultura da morte? Pergunte-se a si mesmo: por que é que, só nos Estados Unidos, matam-se a cada dia em torno de 4.000 bebês nascituros? A resposta só pode ser uma: por fazemos mau uso e até abusamos do grande presente do sexo, que Deus nos deu. Queira-se ou não, o debate a respeito do aborto não deve girar sobre o quando a vida começa, e sim sobre o sentido do sexo. O que a maioria dos defensores do aborto visa não é tanto o “direito” de matar seus descendentes, quanto o de praticar sexo sem limites e sem consequências. Foi por isto que João Paulo II escreveu em sua lapidar encíclica Evangelium Vitae (O Evangelho da vida): “Seria ilusão pensar que podemos construir uma cultura verdadeira da vida humana, se não ( … ) aceitamos e experimentamos a sexualidade, o amor e a totalidade da vida segundo seu significado verdadeiro e sua interconexão íntima” (n. 97).

Esta lógica está longe de ser um bom presságio para a nossa cultura. Não há nenhum exagero em dizer que a preocupação do século XX foi livrar-se da ética sexual cristã. Se queremos construir uma “cultura da vida”, a tarefa no século XXI deve ser a de recuperá-Ia. Infelizmente, porém, a abordagem muitas vezes repressiva de gerações cristãs anteriores – o costumeiro silêncio ou, na maioria das vezes, a norma incompleta “não faça isto” – é largamente responsável pela reação cultural ao ensinamento da Igreja acerca do sexo. Precisamos de uma “nova linguagem” para quebrar o silêncio e reverter a negatividade. Precisamos de uma nova teologia, capaz de explicar como a ética sexual cristã longe de ser uma lista ameaçadora de proibições, como tantas vezes é entendida corresponde perfeitamente aos mais profundos anseios de nossos corações pelo amor e a união.

Foi por isto que João Paulo II dedicou o primeiro grande projeto doutrinal de seu pontificado ao desenvolvimento da teologia do corpo. Uma volta ao plano original de Deus para a união dos sexos é o único meio adequado para construir uma cultura que respeite o sentido e a dignidade da vida. Mas antes de mergulhar nos ensinamentos do Papa, demos uma rápida olhada em seu método e sua abordagem.

Por West, Christopher. Teologia do Corpo para principiantes, Uma introdução básica à Revolução Sexual por João Paulo II. Trad. Cláudio A. Cassola. Ed.Myrian: Porto Alegre, 2008. Tradução Editada pelo Blog Ecclesia Militans
Publicado originalmente por Grupo de Oração São José

Leitura recomendada (link): Catequeses – Teologia do Corpo – João Paulo II (1979 a 1984)

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A lição de fé de uma devota de Maria Santíssima


O texto abaixo é baseado num fato verídico que aconteceu em João Pessoa, na Paraíba. Foi testemunhado por José Alves Souto, de Brasília, em julho de 1996. O Blog o reproduz para edificar a fé daqueles que professam a fé Católica.

Havia uma senhora muito simples que vendia verduras na vizinhança. Certo dia, tia Joana, conhecida por toda vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um protestante, onde perdeu seu terço no jardim. Passados alguns dias, Joana voltou novamente àquela casa.

O protestante veio logo zombar, e dizia para ela: – “Você perdeu o seu deus?”

Ela humildemente, respondeu: – “Eu, perder o meu Deus? Nunca!”

Ele, então, pegou o terço e disse: – “Não é este o seu deus?”

Ela humildemente, respondeu: – “Ah! Graças à Deus o senhor encontrou o meu terço. Muito obrigada.”

Ele disse: – “Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela bíblia?”

Ela disse: – “Porque a bíblia não sei ler, e com o terço eu medito sobre toda a palavra de Deus e guardo-a no coração”.

Ele disse: – “Medita a palavra de Deus? Como assim, poderia me dizer?”.

Respondeu, tia Joana, pegando o terço: – “Posso sim. Quando eu pego na cruz, lembro-me que o Filho de Deus deu todo o seu Sangue, pregado numa cruz para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa me lembra que há um só Deus onipotente. Estas três contas pequenas me lembram das três pessoas da santíssima trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai nosso. O terço tem cinco mistérios que me lembram das cinco chagas do nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem dez Ave-Marias, que me fazem lembrar os dez mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés. O Rosário de nossa Senhora tem quinze mistérios, que são: os cinco gozosos, os cinco dolorosos e os cinco gloriosos.

De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia eu rezo os gozosos, lembro-me do humilde lar de Maria de nazaré. No meio dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho eu rezo os mistérios doloros, que me fazem lembrar da dura caminhada de Jesus para o calvário. Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que jesus venceu a morte para dar a salvação à toda humanidade.

E agora, me diga onde está a idolatria?”

Ele, depois de ouvir tudo isso, disse: – “Eu não sabia disso. Ensina-me, tia Joana, a rezar o terço!”

Salve maria!

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A Igreja Católica jamais ensinou que devemos ‘adorar’ à Maria Santíssima


O texto abaixo foi expandido e adaptado do comentário do leitor Alves Da Cunha, enviado ao blog Ecclesia Militans em 14 de Setembro de 2014. O blog agradece à todos nossos leitores por sua valiosa participação neste espaço.
Virgem Maria Assunta aos Céus

Virgem Maria Assunta aos Céus

O católico de fato tem em seu intimo: 1. Maria não salva . 2 Maria não é deusa. 3 O maior nome nos céus e na Terra é o nome de Jesus, o Senhor. 4 Maria não pode salvar e nunca poderia. 5 A devoção mariana não tem o propósito de promover adoração à Maria . 6 Pedir a intercessão de Maria não é diferente de pedir oração à um irmão ou pastor.

Contudo, não podemos nos esquecer que a mais significativa mulher na bíblia, a que foi realmente grande, foi Maria. Não porque mereceu sê-lo, mas porque pela vontade de Deus foi escolhida, antes mesmo de nascer, para ser a mãe de Jesus. O sangue de Jesus que os evangélicos tanto clamam, vem de Maria, lembrem-se disso … Entretanto, só cristo salva. Só Ele é digno de louvor, honra e gloria, poder e adoração. Todo o poder foi dado a Ele para todo sempre.  Que fique claro  aos irmãos protestantes, que Cristo é o nosso Deus; o filho de Jeová, o Deus de israel, de quem vem a salvação, Portanto, essa igreja de ‘idólatras’, viva há 2000 anos ou mais, ainda está de pé pela Graça de Deus. Todas as ramificações cristãs protestantes, que vieram depois do período de Lutero, ou que são filhos de uma igreja igualmente nascida depois da invenção da impressa escrita, deveriam agradecer à Santa Igreja Católica por ter guardado e preservado, por séculos e séculos, a bíblia da qual hoje desfrutam, a qual até mesmo modificaram. Deveriam agradecer aos ‘idólatras’ católicos, à ‘igreja prostituta’, à ‘torre de babel’, àquela mesma de onde vem o ante cristo. Agradeçam, porque se não fosse por ela nem bíblia existia. Isso é fato, basta estudar a história . Os adversos à Igreja exaltam a Lutero, mas não são capazes de justificar ou explicar, quando questionados, por que não são Luteranos. Curioso isso, não é ? O que mais nos espanta, à nós católicos, é que alegam ter um poder que o próprio Senhor nosso Deus não nos concedeu: de serem juízes. Pois afirmam que todos os católicos são idólatras, que irão para o inferno, etc. Sendo assim, resta-nos perguntar. Se o julgamento de cada católico já foi passado por vós, então pra que o julgamento do trono branco ? Não tem sentido, pois o próprio senhor quando estava na terra não julgou ninguém, nem prostituta, nem cobradores de impostos, nem saldados romanos, nem traidores, nem tampouco o judeus que O perseguiram. Simplesmente pregou o amor e a conversão, anunciou o Reino de Deus e o a revelação do Pai para humanidade. No entanto, foi crucificado, e nem assim julgou seus crucificadores! Parabéns, vocês são extraordinários mesmo! Não se sabia do poder que o nosso Deus lhes concedeu. Que incrível ……

Portanto, sejamos cientes de uma coisa, que o verdadeiro ensinamento do nosso Senhor foi e sempre será o amor. Porque através do amor nossos corações são tocados, e ai sim podemos mudar para melhor, à nos e aos outros,  pela influência do bom exemplo e pela graça que nossa conduta cristã nos ganhará diante de Deus. Porém, só se ama quando realmente se conhece. Assim, irmãos católicos, conheçam a santa Igreja!

Contudo, é fácil refutar o argumento de que Maria fora uma mulher como outra qualquer, e assim, os inúmeros títulos a ela atribuídos sejam indevidos. Como é possível afirmar que a mulher que carregou Jesus no ventre, que cuidou dele, participou de sua vida, o próprio Deus encarnado, tenha sido ‘apenas uma «mulher qualquer»? Daí a sugerir que honrar a mãe do Salvador seja o mesmo que adorá-la, não compete ao católico. Como afirmado acimo, nenhum Católico de fato, instruído na fé, jamais adora à Maria, porque só existe um único Deus: Jesus. Para o Católico, Maria tem um papel de importância, sem dúvida nenhuma e mereça ser lembrada sempre. Agora, por alguma ignorância ou falta de informação aconselham e incitam que se quebre as imagem dentro de uma catedral católica ou no meio der uma procissão! Com efeito, feliz a religião que lembra da mãe do Senhor. Que fique claro, o católico fiel ao ensinamento da Igreja não adora à Maria, mas a respeita. Se ao assumirem uma postura de oração, ajoelha-se diante de uma image, não se prostram para adorar, mas num gesto de humilhação e súplica diante de Deus. Não sou juiz com a biblia de baixo do braço devo ama-los como cristo amou e se desdenham a veneração prestada à Maria pelos católicos, muito melhor proveito fariam se ao invés criticassem a teologia da prosperidade onde o deus mamon, o deus dinheiro é também cultuado e adorado. Onde o dizimo é uma forma de barganha com Deus, pois quanto maior ele é, maior é a graça recebida. Onde o dinheiro é capaz de mover o poder de Deus, onde o evangelho reverbera os anseios capitalista , como se Cristo pregasse uma vida de conforto, carros novos e muito dinheiro, essas sim, formas de idolatria condenadas pela bíblia (cf Col 3,5). O blog Ecclessia Militans, de acordo com a doutrina católica, afirma que idolatria trata-se de tudo aquilo que se nega ou aspira ocupar o lugar devido à Deus na vida do Cristão. Isso também constitui idolatria. O Cristão é chamado a viver o evangelho, a revestir-se de Cristo, imitando-o em todos os aspectos de sua vida. Devemos tentar seguir a cristo e ser um sinal de Deus na vida  daqueles que nos cercam, ao invés de sermos juízes do apocalipse.

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Por que sofremos, se Deus é bom?


Um comentário enviado ao blog afirmava que somente o Espiritismo Kardecista explica o sofrimento humano de forma satisfatória: Ou seja, aquele que sobre na Terra aprimora seu espírito por conta dos males cometidos em vidas passadas. Reencarna para crescer espiritualmente.  De acordo com esse argumento, o catolicismo não oferece nenhuma explicação aceitável sobre o tema.

Abaixo, o texto de Cristiano Rangel, mais novo colaborador do Blog, busca discutir esta questão sobre a ótica Cristã Católica.

A Paz de Cristo irmãos católicos e à irmã espírita que nos enviou a pergunta.

Muito bom o questionamento de nossa irmã, pois essas dúvidas não afligem somente a curiosidade de hoje em dia, mas há longos e longos tempos. Se optássemos por uma resposta seca e breve –  obviamente não a teremos, pois isso tiraria o brilho, o amor e o mistério de Deus, seria como se um carro enguiçasse e já soubéssemos qual a peça a ser trocada. Entretanto, o Kerigma de Deus e o seu propósito vão muito além da nossa imaginação, segundo S. Agostinho: “ Se nós pudéssemos   descrever Deus e conhecer o seu mistério Ele não seria Deus”. Contudo, vou explicar à luz da teologia, baseada nos pilares da Igreja, fundamento e sustentáculo da verdade ( 1 Tm 3,15), a qual se fundamenta na Tradição, Magistério e na Bíblia (feita por e para Católicos):

Sofrimento – Deficiência física ou mental:

Para ilustrar o argumento, vamos equiparar deficiências ao sofrimento, para isso teremos que voltar ao Antigo Testamento (AT) para entendermos a mentalidade da época à luz da Palavra de Deus através do pensamento humano, pois é rotineiro questionarmos por que Deus permite o sofrimento se Ele é amor.

O povo escolhido sofreu na escravidão do Egito, no caminho à Terra prometida, nos cativeiros e etc. Era comum que o povo quisesse uma resposta para tanto sofrimento. Sendo assim, feita a aliança com Moisés e, conseqüentemente, com a introdução da Lei, o povo procurava na Lei a explicação para o sofrimento. Em Dt 27,26 o hagiógrafo (tradição Javista) coloca que o não cumprimento da Lei acarretava em maldição. Do mesmo modo no Decálogo  lemos que Deus puniria pelo erro dos pais nos filhos até  a terceira e quarta gerações ( Dt 5,9).

Desse modo, Deus atribuiria a cada indivíduo uma paga condizente com o que ele faz: aos bons, Deus daria saúde, alegria, bênçãos, etc; aos pecadores não arrependidos (Ez 18, 20-29) Deus daria castigos, desgraças e sofrimentos. Essa era a concepção teológica do AT  que acompanhou o povo até o Novo Testamento (NT) (Jo 9,2ss). Mas sabemos que a misericórdia de Deus ultrapassa o nosso pensar, como vemos no grande livro de sabedoria de Jo, à parte da controvérsia de sua existência ser real ou de se tratar  apenas de uma grande parábola:

O autor imagina uma reunião no céu entre Deus, anjos e Satanás. Deus elogia o humilde ( de coração) e justo servo Jó, que é contestado pelo acusador alegando que ele era virtuoso porque era rico e tinha saúde, pois se ele a tudo perdesse, as suas virtudes também seriam perdidas. Jó perde tudo: bens, família e saúde – pois ele ficou leproso. Sua mulher questiona a Deus o motivo do homem bom sofrer. Então o povo começa a dizer que seu sofrimento era por ele ter pecado ou estar pagando o pecado dos seus antecedentes e seus três amigos quando o visita deram suas opiniões: Um diz que ele devia se converter a Deus, o outro (Elifás 5,8-11) diz a mesma coisa. O terceiro, Sofar, diz que Deus é bom, e se sofre é porque ele merece. Outro amigo ainda, Eliú, diz que Deus tem razão no que faz, pois até no sofrimento

Ele é bom, pois o sofrimento é amargo e cura o pecador (34,12). Jó não aceita nenhuma das opiniões, e, sobre o seu questionamento Deus o responde sobre a sabedoria divina (38-41). Ao ouvi-lo  Jó entende a sua limitação como homem e reconhece que  não é capaz de  ultrapassar os mistérios de Deus: “Meus ouvidos tinham escutado falar de ti, mas agora meus olhos te viram. É por isso que me retrato, e arrependo-me no pó e na cinza ( Jó 42,5-6).

Com isso, o autor ensina que cada um de nós deve dar sua resposta diante dos problemas da vida à luz da fé. Não devemos pois, agir pelo o que os outros dizem, não ficar no ouvi dizer, mas entender e fazer a própria imagem de Deus e construir a própria idéia a partir da sua própria experiência.

Em refutação ao argumento espírta, com respeito, isso se perdurou por muito tempo, inclusive à época de Jesus, e até mesmo hoje onde podemos ver claramente em Jo9,1ss: “Caminhando,viu Jesus um cego de nascença. Os seus discípulos indagaram dele: “Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.”

Segundo os espíritas, no E.S.E. (o Evangelho segundo o espiritismo p.63), a passagem acima quer dizer que os judeus acreditavam na reencarnação, uma interpretação errônea que os pode levar à ruína (2 Pd 3,16), pois a Bíblia não é de interpretação individual (2 Pd 1,20),  ou seja, à parte da sabedoria da Igreja. Como já apresentei, os judeus do AT criam que uma outra pessoa pudesse pagar pelo erro de outra e não o mesmo espírito, o qual podemos confirmar em (Ez 18) que cada um é responsável pelo mal que faz bem como Jeremias (Jr 31,29ss). No caso aqui relatado, Jesus desmente essa teoria mostrando-nos que nem o cego nem o seus pais pecaram, mas sua cegueira era para que as obras de Deus se manifestassem nele.

Sem me estender muito, concluo em  São Paulo que nos afirma que a maldição atormentava aqueles que se preocupavam em seguir à risca a Lei, pois ninguém é justificado por ela, mas pela fé (Gl 3,10-11), por isso ele nos diz que na sua carne ele completa as aflições de Cristo através da Sua Igreja (Cl 1,24). Por ‘aflições’ entenda-se toda sorte de sofrimento e provações humanas.

Portanto, poderíamos questionar a irmã espírita da seguinte forma: Quando cometemos um crime e somos julgados e condenados sabemos o motivo da prisão; se fecharmos os olhos à Deus sabemos que não contemplaremos a sua Glória. Ora, se reencarnamos para purificação haja vista um mal anterior, qual seria o mal, como nos purificaremos se não sabemos o que fizemos? Ao contrário, no cristianismo Católico vemos que há um propósito divino até mesmo no sofrimento pelo qual Deus nos permite passar. O catecismo (par. 1501) lemos que “A doença pode levar à angústia, ao fechar-se em si mesmo e até, por vezes, ao desespero e à revolta contra Deus. Mas também pode tornar uma pessoa mais amadurecida, ajudá-la a discernir, na sua vida, o que não é essencial para se voltar para o que o é. Muitas vezes, a doença leva à busca de Deus, a um regresso a Ele.”

POBREZA/RIQUEZA/OPORTUNIDADE:

Podemos abordar este tema em dois aspectos: social e espiritual. Quanto ao primeiro, com o livre-arbítrio que temos, inteligência, controle e economia podemos ministrar nossos bens de acordo com a nossa necessidade e expectativa futura, bem como ser bem auxiliados, por exemplo, pelo nosso cônjuge, que pode nos erguer e nos derrubar, diante também é claro, dos meios que nos cercam, pois muitas vezes nascemos e herdamos bens, outrora conquistamos. Podemos ver isso quando fixamos o nosso olhar em duas pessoas que têm o mesmo salário e função numa empresa: independente de fé, cada uma terá a sua vida individual, um frutificará mais que o outro. Se buscarmos resposta na fé podemos ver a diferença na personalidade e no propósito de cada um. Podemos observar na parábola dos talentos (Mt 24,14ss). Não há nenhuma novidade aí.

Do ponto de vista espiritual, a riqueza não tem valor nenhum perante Deus, somente aos homens. Essa concepção também vale para o AT. A riqueza para o AT é um bem relativo, e ao decorrer dos tempos, riqueza e poder começam a ser bens cobiçados. Para justificar tal concepção aparece no AT a idéia de que os bens, poder,  riqueza são sinais da benção de Deus. Associava-se então a riqueza à religiosidade pessoal (Gn13,2;24,35; Dt6,10).  Essa idéia levava ao homem procurar a riqueza para demonstrar que era abençoado, homem temente a Deus (o que acontece com a teologia da prosperidade hoje). Mas isso não era verdade, pois o AT também mostra que há valores maiores do que a riqueza (Pr 3,13-16; 10,22). Se essa concepção foi criada pela cultura daquele tempo, não se espelha verdade teológica. Deus não faz, de fato, distinção de pessoas ( 1 Pd 1,17). Ademais, as riquezas não valem nada para Deus, não são critérios de justiça para Deus. Contudo, o desapego à  riqueza pode tonrar-se uma manisfestação da graça de Deus e do crescimento da alma que busca as «riqueza do Reino de Deus» ao invés dos bem perecíveis do mundo. O desapego proporciona uma oportunidade para o exercício da caridade e da compaixão para com que sofrem, por exemplo, de carência material. O apego , como visto na história de Lázaro e o homem rico, tem o efeito oposto e nos afasta da vontade de Deus.

O problema da riqueza é discutido pela literatura sapiencial, que é literatura  nascida da sabedoria popular. Nela mostra-se que a riqueza traz certos benefícios (amigos, honra, poder, prazeres…) doutro lado traz com certeza dificuldades, problemas e aborrecimentos (insatisfação crescente, preocupações, medo de perder o que tem, o orgulho, a avareza, o pecado). Compare Pr 14,20 com 15,16. Assim as equações: vida virtuosa = riqueza, vida ímpia= pobreza, não são teológicas. Existem outros valores muito mais procurados e estimados do que as riquezas como a piedade e o temor de Deus (Sl 34,10-11; 37,16).

Contudo não podemos dizer que a riqueza seja pecado ou mal entre si. Os meios pelas quais a riqueza foi adquirida e o uso dos bens é que são os critérios de valorização moral das riquezas e do rico. A riqueza no AT e não foi condenada por Jesus, mas sim o mau uso dos bens e Ele alertou para o perigo da riqueza, que pode impedir à entrada do Reino de Deus (Mt 19,24).  É um equívoco acharmos que os ricos injustos são sinais de bênçãos de Deus, pois se enriquecem à custa do pobre, do roubo e tantos outros meios ilícitos.

Do mesmo modo não é maldição de Deus permitir que haja a pobreza, pois foi para eles que Jesus se manifestou na plenitude do temo (Gl 4,4) e foi perseguido até a morte. Deus olha o coração do homem (1 Sm 16,7), bem como nos impulsiona a repartir e enxergar os pobres também como filho de Deus (Dt 15,4-11) e isso que vemos no Novo Testamento quando os discípulos vendiam os seus bens e os depositavam aos pés dos apóstolos para serem repartidos com os necessitados (At 4,34-35). O problema não é a riqueza, mas não querer se desprender dos bens em prol dos necessitados (Mt 19,21) o que caracteriza uma autêntica idolatria (Cl 3,5), na qual o amor ao dinheiro é o princípio de todos os males (1 Tm 6,10).

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Aplausos durante a Missa – Por que não?


Razões pelas quais não se deve bater palmas para acompanhar cantos, etc., na Missa

Porque não se adequa à teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia :

 “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Finalmente, porque sendo a liturgia um bem de todos, temos o direito encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói

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Fundo de População da ONU utiliza a ‘Teologia’ para Promover o Aborto


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NOVA IORQUE, EUA, 26 de setembro (C-Fam) O Fundo de População da ONU está mergulhando de cabeça na teologia, exegese e práticas espirituais num novo manual sobre religiões, sexualidade e questões reprodutivas para diplomatas e funcionários da ONU.

“Estamos aqui!” Azza Karam, do Fundo de População, disse a 40 líderes de religiões e organizações religiosas na sede da ONU na semana passada. Há “muitos cantos de iluminação,” disse ela, embora lamentasse uma “oposição conservadora muito organizada.”

Karam, uma cientista política educada na Holanda, apresentou um esboço do manual que está atualmente sendo preparado pela agência da ONU. O propósito do manual é apresentar as posturas das grandes religiões sobre o aborto e a contracepção junto com assuntos não polêmicos que se enquadram na definição de saúde sexual e reprodutiva como acabar com casamento com meninas e casamentos forçados e com a mutilação genital feminina.

“Não foi feito para uma audiência religiosa,” mas para delegados e funcionários da ONU que discutem essas questões em negociações intergovernamentais, disse ela.

O manual se aprofundará em interpretações e exegese de textos religiosos, posturas doutrinárias e outros debates intra-religiosos tanto contra quanto a favor da contracepção e aborto a partir de uma perspectiva de ciência social.

Karam revelará a “discrepância entre teologia e prática” e incluirá leituras religiosas que “apoiam os direitos humanos em questão.” Apresentará interpretações de “leitores sensíveis a gênero que desafiam a ortodoxia,” por exemplo, teólogas que ganham recursos para propor interpretações religiosas que apoiam a contracepção.

“É na questão do aborto que temos mais sofrimento,” Karam disse antes de repetir a ressalva muitas vezes citada, mas ambígua, de que o Fundo de População da ONU não faz lobby em favor de mudanças em leis de aborto, mas promove abortos “seguros.”

Representantes de várias denominações cristãs estavam presentes junto com líderes bahai, budistas, hindus, judeus e muçulmanos. O grupo fez uma declaração de apoio à saúde e direitos sexuais e reprodutivos nas políticas da ONU.

A Igreja Católica não tinha uma representação oficial na reunião e não ajudou a preparar a declaração. A Igreja Católica rejeita sistematicamente o termo saúde sexual e reprodutiva nas políticas da ONU porque sua definição, que é ambígua, inclui o aborto onde é legal.

“Será que erramos numa perspectiva importante?” Karam perguntou aos líderes religiosos, buscando opiniões sobre o projeto por causa de seu “conhecimento teológico.” Nem todos receberam a versão preliminar do manual antes da reunião, e estávamos ouvindo a respeito dele pela primeira vez.

Karam explicou que o manual não poderia lidar com “toda questão polêmica particular,” mas só questões que aparecem no contexto de negociações intergovernamentais.

Alguns dos participantes argumentaram que pessoas “misóginas” estão em posição de autoridade em religiões, tornando perigoso fazer parceria com elas para campanhas de desenvolvimento.

Um dos membros do painel os convidou para “encontrar a próxima geração de pessoas que estendam os limites.” Katherine Marshall da Universidade Georgetown disse aos que estavam presentes que “fossem além das estruturas formais” das religiões e se envolvessem em debate “intra-religioso” em oposição a “inter-religioso.”

Marshall disse que as religiões eram possivelmente a melhor rede para avançar campanhas de desenvolvimento, principalmente no setor de saúde.

Tradução: Julio Severo

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Maria no catecismo da igreja católica


Tendo em vista a grande quantidade de mal-entendidos e dúvidas acerca dos verdadeiros ensinamentos Católicos concernentes à Virgem Maria, o blog reproduz abaixo alguns dos parágrafos mais didáticos do Catecismo Católico, especialmente devotados à Maria. Esperamos que leitores, ambos católicos de outras tradiçoes religiosas, que por aqui passarem possam esclarecer algumas de suas dúvidas com o auxílio das linhas abaixo.

1       CULTO DE MARIA NO ANO LITÚRGICO

  • § 1172 “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade.”
  • § 1370 À oferenda de Cristo unem-se não somente os membros que estão ainda na terra, mas também os que já estão na glória do céu: é em comunhão com a santíssima Virgem Maria e fazendo memória dela, assim como de todos os santos e santas, que a Igreja oferece o Sacrifício Eucarístico. Na Eucaristia, a Igreja, com Maria, está como que ao pé da cruz, unida à oferta e à intercessão de Cristo.
  • § 487 O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo, mas o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo.
  • § 2042 O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

2       FÉ EM DE MARIA FUNDADA NA FÉ EM CRISTO

§ 487     O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo, mas o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo.

3       FESTIVIDADES LITÚRGICAS DE MARIA

§ 2042   O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

              O segundo mandamento (“Confessar-se ao menos uma vez por ano”) assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo.

              O terceiro mandamento (“Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”) garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia Cristã.

  • § 2177 A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência.”

              “Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos.”

4       ORAÇÃO A MARIA

  • § 2675 A partir dessa cooperação singular de Maria com a ação do Espírito Santo, as Igrejas desenvolveram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na Pessoa de Cristo manifestada em seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas que exprimem essa oração, alternam-se geralmente dois movimentos: um “exalta” o Senhor pelas “grandes coisas” que fez para sua humilde serva e, por meio dela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois ela conhece agora humanidade que nela é desposada pelo Filho de Deus.
  • § 2676 Esse duplo movimento da oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da Ave-Maria:

Ave, Maria (alegra-te, Maria).” A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria. E o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria. Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela.

“Cheia de graça, o Senhor é convosco.” As duas palavras de saudação do anjo se esclarecem mutuamente. Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça. “Alegra-te, filha de Jerusalém… o Senhor está no meio de ti” (Sf 3,14.17a). Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa a filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é “a morada de Deus entre os homens” (Ap 21,3). “Cheia de graça”, e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.

“Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.” Depois da saudação do anjo, tornamos nossa a palavra de Isabel. “Repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada’: “Feliz aquela que creu…” (Lc 1,45): Maria é “bendita entre as mulheres” porque acreditou na realização da palavra do Senhor. Abraão, por sua fé, se tomou uma bênção para “todas as nações da terra” (Gn 12,3). Por sua fé, Maria se tomou a mãe dos que crêem, porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

  • § 2677 “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…” Com Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43). Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.

“Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.” Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à “Mãe de misericórdia”, à Toda Santa. Entregamo-nos a ela “agora”, no hoje de nossas vidas. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora de nossa morte”. Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso.

  • § 2678 A piedade medieval do Ocidente desenvolveu a oração do Rosário como alternativa popular à Oração das Horas. No Oriente, a forma litânica da oração “Acatisto” e da Paráclise ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições armênia, copta e siríaca preferiram os hinos e os cânticos populares à Mãe de Deus. Mas na Ave-Maria, nos “theotokia”, nos hinos de Sto. Efrém ou de S. Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.
  • § 2679 Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja. Quando rezamos a ela, aderimos com ela ao plano do Pai, que envia seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus, que se tornou a mãe de todos os vivos. Podemos rezar com ela e a ela. A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança.
  • § 2146 O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos.
  • § 971 “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão“. A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho“.

5       RESPEITO AO NOME DE MARIA

  • § 2146 O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos.

6       VENERAÇÃO E NÃO ADORAÇÃO

  • § 971 “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão“. A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho“.

 

 

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Por que o Catolicismo permite e encoraja a devoção à Virgem Maria?


O texto abaixo elucida a verdadeira posição católica sobre a virgem Maria, bem como, desvenda o grande erro pregado por aqueles que, sem entender as verdadeiras doutrinas católicas, criticam nossa reverencia à Santa mãe de Deus.

TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM – por São Luís Maria Grignion de Montfort

Necessidade da devoção à Santíssima Virgem

14. Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à Majestade infinita ela é menos que um átomo, é, antes, um nada, pois que só ele é “Aquele que é” (Ex 3, 14) e, por conseguinte, este grande Senhor, sempre independente e bastando-se a si mesmo, não tem nem teve jamais necessidade da Santíssima Virgem para a realização de suas vontades e a manifestação de sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer.

Jesus Cristo é o fim último da devoção à Santíssima Virgem

61. Primeira verdade. – Jesus Cristo, nosso salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções; de outro modo, elas serão falsas e enganosas. Jesus Cristo é o Alfa e Omega, o princípio e o fim de todas as coisas.

Nós só trabalhamos, como diz o apóstolo, para tornar todo homem perfeito em Jesus Cristo, pois é em Jesus Cristo que habita toda a plenitude da Divindade e todas as outras plenitudes de graças, de virtudes, de perfeições; porque nele somente fomos abençoados de toda a bênção espiritual; porque é nosso único mestre que deve ensinar-nos, nosso único Senhor de quem devemos depender, nosso único chefe ao qual devemos estar unidos, nosso único modelo, com o qual devemos conformar-nos, nosso único médico que nos há de curar, nosso único pastor que nos há de alimentar, nosso único caminho que devemos trilhar, nossa única verdade que devemos crer, nossa única vida que nos há de vivificar, e nosso tudo em todas as coisas, que deve bastar-nos.

Abaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. Deus não nos deu outro fundamento para nossa salvação, nossa perfeição e nossa glória, senão Jesus Cristo. Todo edifício cuja base não assentar sobre esta pedra firme, estará construído sobre areia movediça, e ruirá fatalmente, mais cedo ou mais tarde. Todo fiel que não está unido a ele, como um galho ao tronco da videira, cairá e secará, e será por fim atirado ao fogo. Fora dele tudo é ilusão, mentira, iniqüidade, inutilidade, morte e danação. Se estamos, porém, em Jesus Cristo e Jesus Cristo em nós, não temos danação a temer; nem os anjos do céu, nem os homens da terra, nem criatura alguma nos pode embaraçar, pois não pode separar-nos da caridade de Deus que está em Jesus Cristo. Por Jesus Cristo, com Jesus Cristo, em Jesus Cristo, podemos tudo: render toda a honra e glória ao Pai, em unidade do Espírito Santo e tornar-nos perfeitos e ser para nosso próximo um bom odor de vida eterna.

62. Se estabelecermos, portanto, a sólida devoção à Santíssima Virgem, teremos contribuído para estabelecer com mais perfeição a devoção a Jesus Cristo, teremos proporcionado um meio fácil e seguro de achar Jesus Cristo. Se a devoção à Santíssima Virgem nos afastasse de Jesus Cristo, seria preciso rejeitá-la como uma ilusão do demônio. Mas é tão o contrário, que, como já fiz ver e farei ver, ainda, nas páginas seguintes, esta devoção só nos é necessária para encontrar Jesus Cristo, amá-lo ternamente e fielmente servi-lo.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que «não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2).

480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

2084. Deus dá-Se a conhecer lembrando a sua acção omnipotente, benevolente e libertadora, na história daquele a quem se dirige: «Sou Eu […] que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão» (Dt 5, 6). A primeira palavra encerra o primeiro mandamento da Lei: «Ao Senhor, teu Deus, adorarás, a Ele servirás […]. Não ireis atrás de outras divindades» (Dt 6, 13-14). O primeiro apelo e a justa exigência de Deus é que o homem O acolha e O adore.

2096. A adoração é o primeiro acto da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-Lo como tal, Criador e Salvador, Senhor e Dono de tudo quanto existe, Amor infinito e misericordioso. «Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto» (Lc 4, 8) – diz Jesus, citando o Deuteronómio(Dt 6, 13).

2097. Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o «nada da criatura», que só por Deus existe. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-Lo, exaltá-Lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.

2099. É justo que se ofereçam a Deus sacrifícios, em sinal de adoração e de reconhecimento, de súplica e de comunhão: «Verdadeiro sacrifício é todo o acto realizado para se unir a Deus em santa comunhão e poder ser feliz».

2110. O primeiro mandamento proíbe honrar outros deuses, além do único Senhor que Se revelou ao seu povo: e proíbe a superstição e a irreligião. A superstição representa, de certo modo, um excesso perverso de religião; a irreligião é um vício oposto por defeito à virtude da religião.

A SUPERSTIÇÃO

2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afectar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.

A IDOLATRIA

2112. O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige do homem que não acredite em outros deuses além de Deus, que não venere outras divindades além da única. A Sagrada Escritura está constantemente a lembrar esta rejeição dos «ídolos, ouro e prata, obra das mãos do homem, que «têm boca e não falam, têm olhos e não vêem…». Estes ídolos vãos tornam vão o homem: «sejam como eles os que os fazem e quantos põem neles a sua confiança» (Sl 115, 4-5.8). Deus, pelo contrário, é o «Deus vivo» (Js 3, 10), que faz viver e intervém na história.

2113. A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demónios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro, etc., «Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro», diz Jesus (Mt 6, 24). Muitos mártires foram mortos por não adorarem «a Besta», recusando-se mesmo a simularem-lhe o culto. A idolatria recusa o senhorio único de Deus; é, pois, incompatível com a comunhão divina.

2114. A vida humana unifica-se na adoração do Único. O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e salva-o duma dispersão ilimitada. A idolatria é uma perversão do sentido religioso inato no homem. Idólatra é aquele que «refere a sua indestrutível noção de Deus seja ao que for, que não a Deus».

ADIVINHAÇÃO E MAGIA

2115. Deus pode revelar o futuro aos seus profetas ou a outros santos. Mas a atitude certa do cristão consiste em pôr-se com confiança nas mãos da Providência, em tudo quanto se refere ao futuro, e em pôr de parte toda a curiosidade malsã a tal propósito. A imprevidência, no entanto, pode constituir uma falta de responsabilidade.

2116. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.

2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismoimplica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.
IV. «Não farás para ti nenhuma imagem esculpida…»

2129. Esta imposição divina comportava a interdição de qualquer representação de Deus feita pela mão do homem. O Deuteronómio explica: «Tomai muito cuidado convosco, pois não vistes imagem alguma no dia em que o Senhor vos falou no Horeb do meio do fogo. Portanto, não vos deixeis corromper, fabricando para vós imagem esculpida» do quer que seja (Dt 4, 15-16). Quem Se revelou a Israel foi o Deus absolutamente transcendente. «Ele é tudo», mas, ao mesmo tempo, «está acima de todas as suas obras» (Sir 43, 27-28). Ele é «a própria fonte de toda a beleza criada» (Sb 13, 3).

2130. No entanto, já no Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado: por exemplo, a serpente de bronze a arca da Aliança e os querubins.

2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens.

2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada». A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:

«O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem».

AINDA SOBRE A SANTISSIMA SEMPRE VIRGEM MARIA…

Voltando ao TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM de São Luís Maria Grignion de Montfort:
15. Digo, entretanto, que, supostas as coisas como são, já que Deus quis começar e acabar suas maiores obras por meio da Santíssima Virgem, depois que a formou, é de crer que não mudará de conduta nos séculos dos séculos, pois é Deus, imutável em sua conduta e em seus sentimentos.

29. Por meio de Maria, Deus Pai quer que aumente sempre o número de seus filhos, até a consumação dos séculos, e diz-lhes estas palavras: In Iacob inhabita – Habita em Jacob (Ecli 24, 13), isto é, faze tua morada e residência em meus filhos e predestinados, figurados por Jacob e não nos filhos do demônio e nos réprobos, que Esaú figura.

30. Assim como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, há, na geração sobrenatural, um pai que é Deus e uma mãe, Maria Santíssima. Todos os verdadeiros filhos de Deus e os predestinados têm Deus por pai, e Maria por mãe; e quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por pai. Por isso, os réprobos, os hereges, os cismáticos, etc., que odeiam ou olham com desprezo ou indiferença a Santíssima Virgem, não têm Deus por pai, ainda que disto se gloriem, pois não têm Maria por mãe. Se eles a tivessem por Mãe, haviam de amá-la e honrá-la, como um bom e verdadeiro filho ama e honra naturalmente sua mãe que lhe deu a vida.

O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herege, um cismático, um réprobo, de um predestinado, é que o herege e o réprobo ostentam desprezo e indiferença pela Santíssima Virgem17 e buscam por suas palavras e exemplos, abertamente e às escondidas, às vezes sob belos pretextos, diminuir e amesquinhar o culto e o amor a Maria. Ah! Não foi nestes que Deus Pai disse a Maria que fizesse sua morada, pois são filhos de Esaú.

17) Quicumque vult salvus esse, ante omnia opus est ut teneat de Maria firmam fidem (São Boaventura, Psalter. maius B.V., Symbol. Instar Symboli Athanasii).

31. O desejo de Deus Filho é formar-se e, por assim dizer, encarnar-se todos os dias, por meio de sua Mãe, em seus membros. Ele lhe diz: “In Israel hereditare – Possui tua herança em Israel” (Ecli 24, 13), como se dissesse: Deus, meu Pai, deu-me por herança todas as nações da terra, todos os homens bons e maus, predestinados e réprobos. Eu os conduzirei, uns com a vara de ouro, outros com a vara de ferro; serei o pai e advogado de uns, o justo vingador para outros, o juiz de todos; mas vós, minha querida Mãe, só tereis por herança e possessão os predestinados, figurados por Israel.Como sua boa mãe vós lhes dareis a vida, os nutrireis, educareis; e, como sua soberana, os conduzireis, governareis e defendereis.

32. “Um grande número de homens nasceu nela”, diz o Espírito Santo: Homo et homo natus est in ea. Conforme a explicação de alguns Santos Padres o primeiro homem nascido em Maria é o homem-Deus, Jesus Cristo; o segundo é um homem puro, filho de Deus e de Maria por adoção. Se Jesus Cristo, o chefe dos homens, nasceu nela, os predestinados, que são os membros deste chefe, devem também nascer nela, por uma conseqüência necessária. Não há mãe que dê à luz a cabeça sem os membros ou os membros sem a cabeça: seria uma monstruosidade da natureza. Do mesmo modo, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem da mesma mãe, e, se um membro do Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, um predestinado, nascesse de outra mãe que Maria, que produziu a cabeça, não seria um predestinado, nem membro de Jesus Cristo, e sim um monstro na ordem da graça.

“É “o amor até o fim” que confere o Valor de redenção de reparação, de expiação e de satisfação ao sacrifício de Cristo. Ele nos conheceu a todos e amou na oferenda de sua vida. “A caridade de Cristo nos compele quando consideramos que um só morreu por todos e que, por conseguinte, todos morreram” (2 Cor 5,14). NENHUM HOMEM, AINDA QUE O MAIS SANTO, TINHA CONDIÇÕES DE TOMAR SOBRE SI OS PECADOS DE TODOS OS HOMENS E DE SE OFERECER EM SACRIFÍCIO POR TODOS. A existência em Cristo da Pessoa Divina do Filho, que supera e, ao mesmo tempo, abraça todas as pessoas humanas, e que o constitui Cabeça de toda a humanidade, torna possível seu sacrifício redentor por todos.”(Catecismo da Igreja Católica Parágrafo 616)

Literatura usada: Tratado da verdadeira devoção da Santíssima Virgem e Catecismo da Igreja Católica

Autor: André Silva – Livre divulgação mencionando-se o autor

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A arte de aproveitar-se das próprias falhas


Errar é humano. Contudo, isso não equivale dizer que permanecer em erro seja necessário, tampouco que deles nos desesperemos… Afinal, o santo não faz-se num dia e das imperfeições não nos livramos de uma hora para outra, Mas sim, é um trabalho para toda a vida… É possível aprender com os próprios erros e falhas. Eis no link abaixo uma belíssima obra do tesouro da Fé Católica; o PDF do livro escrito pelo Pe José Tissot, que bebeu da fonte de São Francisco de Sales. A obra trata-se de uma verdadeira benção recomendada pelo amigo Fábio Salgado de Carvalho.

Eterno Pai, bendito seja o vosso nome, hoje e sempre. A vós dou graças por minha vida, por me sustentar em minha caminhada, por amar-me profundamente e por ter-me feito católica!  Obrigada pelos livros e escritos dos Santos, os quais, por vossa graça, perserveraram-se no desejo de imitar a Cristo Jesus. Amém.

 

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Antigo e Novo Testamento: Um mesmo Deus?


Apocalypse Now

Apocalypse Now

Recentemente, um comentário enviado ao blog afirmava que entre as ‘tantas contradiçoes’ da fé Cristã, o fato de que o Deus do Antigo testamento parece  não ser o mesmo Deus retratado no Novo talvez seja a maior. O argumento é que o Deus do Antigo testamento seja um Deus vingativo, severo e ameaçador. Enquanto que no Novo, claramente, Deus é retratado por sua misericórida e bondade. Deus, no Novo Testamento, é amor: ” Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” ‘ 1 João 4,8

Contudo, tal afirmaçao parece não levar em conta o contexto histórico no qual o relato da salvação foi concebido, do mesmo modo ignora a profundidade dos desiǵnios divinos buscando interpretar a história da Salvação e até a ‘identidade’ de Deus de um modo simplista através da ótica do humana… Se olharmos para o principio da historia da salvação em Génesis, progredindo para o período de Moisés, vemos Deus a eleger um povo beduíno, não civilizado, vivendo como seja como nômade ou escravizado em meio a um mundo de povos pagãos, e transformá-lo em Seu Povo, Sua Nação: a nacão de Israel, guiada pela mão de Deus, por meio de Seus profetas e estatutos (leis). Entretanto, assim como a Bíblia não é um relato cientiífico da criação do mundo, náo é tampouco um documento histórico da história do mundo. Embora sirva também como tal, no que toca à sua utilidade para nos recontar a progressão dos eventos importantes da fé judeo-cristã,

Sendo assim, quando Deus afirmou ter criado o mundo em sete dias, ou seja, fez a luz, a água, a terra, o homem e a mulher, etc. Não se pode, e felizmente a Igreja Católica assim o ensina, contemplar que esse relato seja um relato preciso e científico da criação, mas sim, o contar de Deus à uma humanidade que ao receber a revelação daqueles eventos ainda não estava equipada para compreender mais que aquilo que lhe fora revelado. Ou seja, a mensagem que Deus desejava passar é simples: Ele é o  único Deus, criador de todas a coisas. Assim, Genesis pretende revelar com certeza que Deus criou o Universo e tudo nele contido, e não o modo como o universo foi criado por Deus. Imagine um pai a explicar científicamente para uma criança de cinco anos de idade, que mal conseguiu desenvolver o domíno completo da língua falada, como um bebé é concebido e formado no ventre. Imagine o pai a dizer que o sêmen onde estão contidos organismos vivos chamados espermatozóides, é introduzido na mulher por meio da relação sexual onde, mais tarde, se essa mulher se encontrar no momento propício do seu ciclo menstrual – fazendo uma pausa para explicar o que é a menstruação – fecunda o óvulo nao fertilizado e ocasiona a concepção do bebe!!! Não seria viável, havendo um grande risco da criança ficar confusa… Claro que tanto a linguagem adotada para se falar à uma criança, quanto o conteúdo e nível de esclarecimentos, devem ser simplificados de acordo com a maturidade da criança. Assim fez Deus. Falou-nos do modo como erámamos capazes de compreender naquele momento. Sabendo que, enquanto Deus, um dia o conhecimento científico por Ele nos permitido alcançar, trazer-nos-ia à luz do entendimento mais aprofundado sobre a história da criação. A pedagogia de Deus, da qual fala o Catecismo católico, está muito bem exemplificada no Antigo Testamento e nada mais é senão a prova do grande amor de Deus pelo homem:

Agora, consideremos a seguinte analogia: Todo pai (isso incluiu ambos, pai e mãe) disciplina aos próprios filhos, não porque os despreza, mas porque os ama. Assim fez e continua a fazer o Deus judeo-Cristão: Vós vos esquecestes da palavra de ânimo que ele vos dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. – Hebreus 12:5-6 – Pois bem, se assim foi, assim continua a ser, pois Deus não muda, é o mesmo de sempre. Contudo, no Antigo testamento o conhecimento de Deus por Seu povo era primitivo. Deus estava gradualmente revelando-Se àqueles que escolheu. Era preciso ser severo porque disso dependia o estabelecimento da fé judaica. Era preciso fazer uma distinçao estrita daquilo que era seguir a Deus e o modo de vida dos gentios, não crentes e entregues à práticas pagãs. Por isso a necessidade da segregação (judeus não se misturavam aos gentios), da proibicão do casamento entre eles e outros povos – a fim de preservar a fé que gradualmente fora revelada ao povo de Hebreu. No Novo testamento, o povo de Deus já havia amadurecido e alcançado o entendimento da fé judaica, tanto a ponto que se desviaram dela. Deus então tenta resgatar a Seu povo com a prova sublime do Seu amor por eles: Foi deste modo que se manifestou o amor de Deus para conosco: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por intermédio dele. … 1 João 4:9,10

53. O desígnio divino da Revelação realiza-se, ao mesmo tempo, «por meio de acções e palavras, intrinsecamente relacionadas entre si» (4.  II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.) e esclarecendo-se mutuamente. Comporta uma particular «pedagogia divina»: Deus comunica-Se gradualmente ao homem e prepara-o, por etapas, para receber a Revelação sobrenatural que faz de Si próprio e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo.

Portanto, é lamentável que por vez não apenas não-cristãos, mas mesmo alguns católicos cheguem a acreditar que devamos desprezar ou questionar o Antigo Testamento, duvidando que o Deus nele relatado seja de fato um Deus amoroso e cheio de misericóridia, tal e qual àquele retratado nas passagens da Nova Aliança. Seria bom que o estudo da Bíblia, à luz daquilo que ensina a Santa Igreja em seu Catecismo – que aliás é uma ótima fonte de conhecimento sobre a fé Cristã ortodoxa e apostólica – fizesse parte da vida de todo católico praticante e observante da fé. Eis aqui um link. Catecismo Católico.

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Por que exatamente a Igreja se opõe à união gay?


Aquilo que a Igreja ensina sobre o matrimônio e sobre a complementaridade dos sexos propõe uma verdade, evidenciada pela reta razão e reconhecida como tal por todas as grandes culturas do mundo. O matrimonio não é uma união qualquer entre pessoas humanas. Foi fundado pelo Criador, com uma sua natureza, propriedades essenciais e finalidades. Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas. Assim se aperfeiçoam mutuamente para colaborar com Deus na geração e educação de novas vidas.

3. A verdade natural sobre o matrimônio foi confirmada pela Revelação contida nas narrações bíblicas da criação e que são, ao mesmo tempo, expressão da sabedoria humana originária, em que se faz ouvir a voz da própria natureza. São três os dados fundamentais do plano criador relativamente ao matrimónio, de que fala o Livro do Génesis.

Em primeiro lugar, o homem, imagem de Deus, foi criado « homem e mulher » (Gn 1, 27). O homem e a mulher são iguais enquanto pessoas e complementares enquanto homem e mulher. A sexualidade, por um lado, faz parte da esfera biológica e, por outro, é elevada na criatura humana a um novo nível, o pessoal, onde corpo e espírito se unem.

Depois, o matrimônio é instituído pelo Criador como forma de vida em que se realiza aquela comunhão de pessoas que requer o exercício da faculdade sexual. « Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe e unir-se-á à sua mulher e os dois tornar-se-ão uma só carne » (Gn 2, 24).

Por fim, Deus quis dar à união do homem e da mulher uma participação especial na sua obra criadora. Por isso, abençoou o homem e a mulher com as palavras: « Sede fecundos e multiplicai-vos » (Gn 1, 28). No plano do Criador, a complementaridade dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimonio.

Além disso, a união matrimonial entre o homem e a mulher foi elevada por Cristo à dignidade de sacramento. A Igreja ensina que o matrimonio cristão é sinal eficaz da aliança de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 32). Este significado cristão do matrimonio, longe de diminuir o valor profundamente humano da união matrimonial entre o homem e a mulher, confirma-o e fortalece-o (cf. Mt 19, 3-12; Mc 10, 6-9).

4. Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família. O matrimonio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os atos homossexuais, de fato, « fecham o ato sexual ao dom da vida. Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar ».(4)

Na Sagrada Escritura, as relações homossexuais « são condenadas como graves depravações… (cf. Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10). Desse juízo da Escritura não se pode concluir que todos os que sofrem de semelhante anomalia sejam pessoalmente responsáveis por ela, mas nele se afirma que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados ».(5) Idêntico juízo moral se encontra em muitos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos,(6) e foi unanimemente aceito pela Tradição católica.

Também segundo o ensinamento da Igreja, os homens e as mulheres com tendências homossexuais « devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se, para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação ».(7) Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade.(8) A inclinação homossexual é, todavia, « objectivamente desordenada »,(9) e as práticas homossexuais « são pecados gravemente contrários à castidade ».(10)

ARGUMENTAÇÕES RACIONAIS CONTRA O RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS

6. A compreensão das razões que inspiram o dever de se opor desta forma às instâncias que visem legalizar as uniões homossexuais exige algumas considerações éticas específicas, que são de diversa ordem.

De ordem relativa à reta razão

A função da lei civil é certamente mais limitada que a da lei moral.(11) A lei civil, todavia, não pode entrar em contradição com a reta razão sob pena de perder a força de obrigar a consciência.(12) Qualquer lei feita pelos homens tem razão de lei na medida que estiver em conformidade com a lei moral natural, reconhecida pela reta razão, e sobretudo na medida que respeitar os direitos inalienáveis de toda a pessoa.(13) As legislações que favorecem as uniões homossexuais são contrárias à reta razão, porque dão à união entre duas pessoas do mesmo sexo garantias jurídicas análogas às da instituição matrimonial. Considerando os valores em causa, o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem comum, como é o matrimonio.

Poderá perguntar-se como pode ser contrária ao bem comum uma lei que não impõe nenhum comportamento particular, mas apenas se limita a legalizar uma realidade de facto, que aparentemente parece não comportar injustiça para com ninguém. A tal propósito convém reflectir, antes de mais, na diferença que existe entre o comportamento homossexual como fenômeno privado, e o mesmo comportamento como relação social legalmente prevista e aprovada, a ponto de se tornar numa das instituições do ordenamento jurídico. O segundo fenômeno, não só é mais grave, mas assume uma relevância ainda mais vasta e profunda, e acabaria por introduzir alterações na inteira organização social, que se tornariam contrárias ao bem comum. As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem no seio da sociedade, para o bem ou para o mal. « Desempenham uma função muito importante, e por vezes determinante, na promoção de uma mentalidade e de um costume ».(14) As formas de vida e os modelos que nela se exprimem não só configuram externamente a vida social, mas ao mesmo tempo tendem a modificar, nas novas gerações, a compreensão e avaliação dos comportamentos. A legalização das uniões homossexuais acabaria, portanto, por ofuscar a percepção de alguns valores morais fundamentais e desvalorizar a instituição matrimonial.

De ordem biológica e antropológica

7. Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimonio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana,(15) não alteraria minimamente essa sua inadequação.

Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de fato, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimonio e se mantêm abertas à transmissão da vida.

Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de fato, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa.

De ordem social

8. A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimonio. É, portanto, uma contradição equiparar à célula fundamental da sociedade o que constitui a sua negação. A consequência imediata e inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do matrimonio, o qual se converteria numa instituição que, na sua essência legalmente reconhecida, perderia a referência essencial aos fatores ligados à heterossexualidade, como são, por exemplo, as funções procriadora e educadora. Se, do ponto de vista legal, o matrimonio entre duas pessoas de sexo diferente for considerado apenas como um dos matrimonios possíveis, o conceito de matrimonio sofrerá uma alteração radical, com grave prejuízo para o bem comum. Colocando a união homossexual num plano jurídico análogo ao do matrimonio ou da família, o Estado comporta-se de modo arbitrário e entra em contradição com os próprios deveres.

Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça.(16) Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimónio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência.

Nem tão pouco se pode razoavelmente invocar o princípio da justa autonomia pessoal. Uma coisa é todo o cidadão poder realizar livremente actividades do seu interesse, e que essas actividades que reentrem genericamente nos comuns direitos civis de liberdade, e outra muito diferente é que actividades que não representam um significativo e positivo contributo para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade possam receber do Estado um reconhecimento legal especifico e qualificado. As uniões homossexuais não desempenham, nem mesmo em sentido analógico remoto, as funções pelas quais o matrimónio e a família merecem um reconhecimento específico e qualificado. Há, pelo contrário, razões válidas para afirmar que tais uniões são nocivas a um reto progresso da sociedade humana, sobretudo se aumentasse a sua efectiva incidência sobre o tecido social.

De ordem jurídico

9. Porque as cópias matrimoniais têm a função de garantir a ordem das gerações e, portanto, são de relevante interesse público, o direito civil confere-lhes um reconhecimento institucional. As uniões homossexuais, invés, não exigem uma específica atenção por parte do ordenamento jurídico, porque não desempenham essa função em ordem ao bem comum.

Não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples fato de conviverem, o efetivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos. Na realidade, eles podem sempre recorrer – como todos os cidadãos e a partir da sua autonomia privada – ao direito comum para tutelar situações jurídicas de interesse recíproco. Constitui porém uma grave injustiça sacrificar o bem comum e o recto direito de família a pretexto de bens que podem e devem ser garantidos por vias não nocivas à generalidade do corpo social.(17)

CONCLUSÃO

11. A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimonio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade.

Referencias


(1) Cf. João Paulo II, Alocuções por ocasião da recitação do Angelus, 20 de Fevereiro de 1994 e 19 de Junho de 1994; Discurso aos participantes na Assembleia Plenária do Conselho Pontifício para a Família, 24 de Março de 1999; Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2359, 2396; Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de Dezembro de 1975, n. 8; Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986;Algumas Considerações sobre a Resposta a propostas de lei em matéria de não discriminação das pessoas homossexuais, 24 de Julho de 1992; Conselho Pontifício para a Família, Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais da Europa sobre a resolução do Parlamento Europeu em matéria de cópias homossexuais, 25 de Março de 1994; Família, matrimónio e «  uniões de facto  », 26 de Julho de 2000, n. 23.

(2) Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao empenho e comportamento dos católicos na vida política, 24 de Novembro de 2002, n. 4.

(3) Cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n. 48.

(4) Catecismo da Igreja Católica, n. 2357.

(5) Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de Dezembro de 1975, n. 8.

(6) Cf. por exemplo, S. Policarpo, Carta aos Filipenses, V, 3; S. Justino, Primeira Apologia, 27, 1-4; Atenágoras, Súplica em favor dos cristãos, 34.

(7) Catecismo da Igreja Católica, n. 2358; cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986, n. 10.

(8) Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2359; Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986, n. 12.

(9) Catecismo da Igreja Católica, n. 2358.

(10) Ibid., n. 2396.

(11) Cf. João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 71.

(12) Cf. ibid., n. 72.

(13) Cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I-II, q. 95, a. 2.

(14) João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 90.

(15) Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum vitae, 22 de Fevereiro de 1987, II. A. 1-3.

(16) Cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 63, a. 1, c.

(17) Deve, além disso, ter-se presente que existe sempre «  o perigo de uma legislação, que faça da homossexualidade uma base para garantir direitos, poder vir de facto a encorajar uma pessoa com tendências homossexuais a declarar a sua homossexualidade ou mesmo a procurar um parceiro para tirar proveito das disposições da lei  » (Congregação para a Doutrina da Fé,Algumas Considerações sobre a Resposta a propostas de lei em matéria de não discriminação das pessoas homossexuais, 24 de Julho de 1992, n. 14).

(18) João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 73.

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A Jornada de um Ex-Batista ao Catolicismo – Testemunho de Fábio Salgado de Carvalho


 Por F. Carvalho

CaravaggioQuando me converti ao Cristianismo no dia 25 de janeiro de 2009, prometi a algumas pessoas que descreveria neste blogue aquilo que eu costumo chamar de “o meu caminho de Damasco”. Aqueles que conhecem a experiência de conversão de Paulo, que ainda se chamava Saulo — vejam o capítulo 9 de Atos —, sabem que a sua conversão deu-se quando ele estava a caminho de Damasco para prender cristãos — a imagem acima de Caravaggio chama-se “A conversão de São Paulo”. Paulo teve uma experiência singular pessoal e intransferível. Creio que todo cristão genuíno, mesmo aqueles que nasceram e foram criados em um lar cristão, tem de ter o seu caminho de Damasco em algum momento. Tive o meu na referida data. Apesar da promessa, sempre adiei o projeto de escrever sobre a minha experiência porque acredito que deveria fazê-lo em um livro e que o espaço deste blog seria inadequado para relatar o ocorrido. A minha pretensão, entretanto, não é a de cumprir a minha antiga promessa, mas a de relatar o que chamei no título desta postagem como sendo a minha segunda conversão. Muitos já devem saber, e se não o sabiam sabem agora, que me converti ao Catolicismo. Antes, era um batista, evangélico, protestante; agora, sou um católico apostólico romano.

   Antes, devo ressaltar que não tenho pretensões de converter ninguém. O meu objetivo aqui é o de registrar uma explicação da minha conversão a fim de não ter de repeti-la sempre, poupando-me de esforços desnecessários, embora tenha de confessar que ela ainda não está organizada suficientemente para que eu possa descrevê-la de maneira concisa — por isso, peço perdão, de antemão, se esta postagem apelar a digressões de modo excessivo ou se eu acabar estendendo-me em demasia. Não é a minha intenção aqui fazer uma apologética de todas as doutrinas católicas, até porque o espaço seria totalmente inadequado para tanto: precisaria escrever um livro para isso — de fato, há uma vasta literatura que já faz isso e procurarei indicar algumas leituras no decorrer deste texto não apenas para fundamentar o que digo, mas para oferecer um apoio de leitura a quem tiver o interesse sincero de conhecer a verdade.
   Minha jornada ao Catolicismo, creio eu, iniciou-se em 2011. Como praticamente todos os protestantes que conheço — fui dar-me conta das proporções do anticatolicismo dos protestantes apenas muito recentemente —, conhecia o Catolicismo apenas por meio de chavões, caricaturas e espantalhos. Nunca tinha lido nada católico e só conhecia a Igreja Católica de segunda mão, a partir das críticas dos protestantes. Minha mãe, tomando conhecimento do meu catolicismo neste ano, perguntou-me certa feita: “Ué, você não dizia que tinha de ser muito burro pra ser católico?”. Sim! Eu já disse isso antigamente, quando não tinha a menor idéia de como os católicos continuavam adorando as imagens depois de um texto tão claro como o de Êxodo 20.4: “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra” [Nova Versão Internacional (NVI) — uma tradução protestante!]. De maneira semelhante, cheguei a dizer quando era agnóstico, antes da minha conversão ao Cristianismo em 2009, que poderiam internar-me em um hospício se algum dia eu tornasse-me um cristão.Acompanho o programa TrueOutspeak (http://www.blogtalkradio.com/olavo) do filósofo Olavo de Carvalho desde 2010. Mesmo tendo começado apenas em 2010, ouvi todos os programas desde 2006, o que são mais de 300 programas, com média de 50min de duração. O programa, que antes era semanal, passou a ser mensal neste ano. O professor Olavo chegou a anunciar o fim do programa em dezembro do ano passado, mas resolveu retomá-lo mensalmente por conta da enorme quantidade de protestos. O professor Olavo, por quem tenho imensa consideração, respeito e admiração, sempre iniciava os seus programas dizendo o seguinte: “Começamos mais uma vez invocando a santíssima Virgem Maria e o Santo Padre Pio de Pietrelcina para que roguem a Deus que nenhuma injustiça se cometa nesse programa”. Quando percebi a erudição do professor Olavo e vi que ele era católico, logo pensei: “é… ninguém é perfeito.”. Aquilo, entretanto, intrigava-me porque sabia que a última pessoa do mundo que eu diria que não estudou um assunto seria o professor Olavo. Será que ele, simplesmente, não sabia de passagens como a de Êxodo 20? Em 2011, ouvi um de seus programas citando o padre Paulo Ricardo (http://padrepauloricardo.org/). Procurei o seu site em outubro de 2011 e deixei uma pergunta que reproduzo aqui:

“Padre Paulo Ricardo, em primeiro lugar, parabéns pelo seu trabalho. Deus, com certeza, reserva o seu galardão no céu pela edificação que o senhor traz-nos com os seus vídeos e textos. Cresci na tradição protestante tradicional, para ser específico, a tradição Batista, e sempre tive uma visão bastante distorcida sobre o Catolicismo, baseada naquele catolicismo denunciado por Lutero no medievo.

Tenho tentado despojar-me do preconceito para tentar compreender melhor a tradição católica e tenho me impressionado e me surpreendido quanto mais aprendo. Tenho quatro dúvidas que gostaria que me fossem respondidas se possível.

— A primeira pergunta refere-se à reza e às repetições. Jesus, antes de ensinar como se deve orar, disse o seguinte:

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” [Mateus 6:7-8]

Se logo antes de ensinar o Pai Nosso Cristo pede que não façamos uso de vãs repetições, por que se reza com repetições?

— A segunda pergunta refere-se às imagens. O segundo mandamento diz:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” [Êxodo 20:4]

Por que, então, faz-se imagens?

— A terceira refere-se às intercessões feitas aos santos ou mesmo à virgem Maria. Paulo, diz o seguinte:

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” [1 Timóteo 2:5]

Ora, se apenas Cristo é o mediador entre Deus e os homens, por que os católicos apelam a outros mediadores, além de Cristo?

— A última refere-se à salvação. Uma das cinco solas da tradição reformada defende que o homem é justificado somente pela sua fé. Eu discordo disso, crendo que a salvação é obtida pela fé, numa conjunção com as obras. Se não fosse desse modo, o texto de Hebreus 12.14 não diria que sem a santificação ninguém verá o Senhor ou não se falaria de pecados que têm por conseqüência que não se verá a Deus. Costuma-se utilizar o argumento de que o converso, certamente, seguirá o caminho da santificação, mas acho tal argumento controverso e sem justificação. Qual a visão da Igreja Católica a respeito do assunto? Sempre ouvi dizer que ela prega que a salvação vem pelas obras.

Espero que as minhas perguntas sejam respondidas assim que possível e agradeço, desde já, a atenção dispensada.

Paz de Cristo!
Fábio Salgado”

   Fiz algumas modificações na última pergunta porque na época fui impreciso, falando de “graça” em vez de fé. Não conhecia naquela época o documento assinado no dia 31 de outubro de 1999 intitulado “Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação”.
No ponto 15 dessa declaração, luteranos e católicos afirmam: “Confessamos juntos: somente por graça, na fé na obra salvífica de Cristo, e não por causa de nosso mérito, somos aceitos por Deus e recebemos o Espírito Santo, que nos renova os corações e nos capacita e chama para as boas obras”. Esse documento é muito claro. Recentemente, um pastor disse para mim que a Igreja Católica não crê que somos salvos somente pela graça. Quando eu disse que ele estava errado, ele simplesmente disse que isso era óbvio. Quando eu mencionei esse documento, ele, simplesmente, disse que não iria ler nada. Nesse momento, tenho de deixar algo claro aqui. O professor Olavo de Carvalho, no seu já mencionado programa TrueOutspeak, certa feita, disse o seguinte:

“Se o cara não estudou, não sabe, tem é que calar a boca. Eu acho que o direito de ter opinião é proporcional ao interesse sincero que você tem pelo assunto. Se você não tem interesse pelo assunto pra você sequer ler alguma coisa, por que nós devemos ter interesse em ouvir a sua opinião?”

   Aqueles que conhecem o tom do professor nesse programa — o tom dele nas suas aulas é completamente diferente — devem saber que o professor não foi tão educado e polido como procuro ser — infelizmente ou felizmente (não saberia dizer ao certo). Aqui está a sua fala completa: http://www.youtube.com/watch?v=pzZNeBam6ZQ . Concordo com ele: as pessoas não estudam e simplesmente querem opinar sobre aquilo que não entendem.
Voltando à minha pergunta de 2011, recebi a seguinte resposta no mesmo dia:

“Salve Maria!
Caro Fábio,
Muito obrigado pela sua mensagem.
Sua pergunta já foi encaminhada e na medida do possível, será respondida pelo Pe. Paulo Ricardo durante o podcast “A Resposta Católica”.

Aconselho que assista os vídeos dos links abaixo:

http://padrepauloricardo.org/episodios/intercessao-dos-santos 

http://padrepauloricardo.org/episodios/culto-aos-santos-e-suas-imagens

Gostaria de aproveitar a oportunidade e convidá-lo a participar dos cursos online do site padrepauloricardo.org e ajudá-lo nesse projeto de formação e incentivar outros a fazê-lo. Nele encontrará um vasto conteúdo para defender e ensinar a fé católica com mais firmeza e solidez.
Ajude-nos a manter este trabalho de apostolado na internet, pela formação dos católicos, por amor a Santa Igreja e sua Sagrada Tradição.
Contamos com as suas orações.
Deus o abençoe sempre.

Ad maiorem Dei gloriam
Equipe Christo Nihil Praeponere – padrepauloricardo.org “

   Os dois vídeos indicados foram o estopim para que eu percebesse que eu sabia absolutamente nada sobre o Catolicismo e que deveria dar-me ao trabalho de estudar seriamente o assunto. Infelizmente, na época, era um mero bolsista de iniciação científica da UnB e não tinha dinheiro para pagar o acesso ao site do padre Paulo Ricardo e sabia que meus pais nunca aceitariam ajudar-me a pagar cursos sobre o Catolicismo. No dia seguinte, mandei outra mensagem, angustiado com o pouco conhecimento que percebi ter:

“Padre Paulo Ricardo, o senhor poderia indicar uma bibliografia para quem quer entender o Catolicismo? Além dos documentos da igreja, do ponto de vista da Teologia Católica, quais textos o senhor recomendaria?

Abraço e paz de Cristo!”

   Recebi a resposta, novamente, no mesmo dia:

“Salve Maria!
Caro Fábio,
Muito obrigado pela sua mensagem.
Recomendo que comece por estudar a História da Igreja.
Segue abaixo algumas indicações:

DUÉ, Andrea.  Atlas histórico do cristianismo. Aparecida-SP: Santuário; Petrópolis: Vozes, 1999.
FRÖLICH, Roland. Curso básico de história da Igreja. 4ª ed. São Paulo: Paulus, 2005.
RATZINGER, Joseph. Compreender a Igreja hoje: vocação para a comunhão. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
BIHLMEYER; TUECHLE, Hermann.  História da Igreja: antiguidade cristã. São Paulo: Paulinas, 1964.
DANIÉLOU, Jean; MARROU, Henri. Nova história da Igreja: dos primórdios a São Gregório Magno, v. 1. Petrópolis: Vozes, 1965.
PIERINI, Franco. A idade antiga: curso de história da Igreja, vol. 1. São Paulo: Paulus, 1998.
ROMAG, Dagoberto.  Compêndio de história da Igreja: a antiguidade cristã, v.1, 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1949.
SESBOÜÉ, Bernard; WOLINSKI, Joseph.  O Deus da Salvação. Col.: SESBOÜÉ, B. (dir.) História dos Dogmas, vol. 1. São Paulo: Loyola, 2002.
VERDETE, Carlos.  História da Igreja Católica: das origens até o cisma do Oriente (1054), v. 1. São Paulo: Paulus, 2006.
DANIEL-ROPS, Henri. História da Igreja de Cristo. Tradução de Henrique Ruas; revisão de Emérico da Gama – São Paulo: Quadrante, (10 vols.), 2006.
LLORCA, Bernardino; GARCÍA-VILLOSLADA, Ricardo e LABOA, Juan María. Historia de la Iglesia Católica. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (5 vols.), 2005.

Contamos com as suas orações.
Deus o abençoe sempre.

Ad maiorem Dei gloriam
Equipe Christo Nihil Praeponere”

   Resolvi levar a sério a recomendação e comecei a estudar seriamente a história do Cristianismo e da Igreja Católica. Faço questão de ressaltar que fui respondido no mesmo dia porque já procurei corresponder-me com muitos pastores do meio cristão brasileiro, mas fui ignorado na maior parte das vezes. Creio que o estrelato deve ter subido às suas cabeças, pois consigo corresponder-me mais facilmente com filósofos estrangeiros extremamente produtivos de maneira muito mais fácil. Conto nos dedos das mãos os filósofos do exterior que deixaram de dar-me respostas. Não posso deixar de citar uma das poucas exceções, que foi o pastor Luiz Sayão, que respondeu inúmeros questionamentos meus por meio do seu programa “Conversando com Luiz Sayão” (http://rtm.radio.br/novo/interna/radio/conversando-com-luiz-sayao). Até hoje estou estudando a bibliografia acima que me foi indicada. Os cinco volumes de Llorca, García-Villoslada e Laboa, por exemplo, eu só comprei recentemente. Antes de ler e estudar essa bibliografia, já tinha estudado a história do Cristianismo da perspectiva de alguns protestantes como, por exemplo, a “História Ilustrada do Cristianismo” de Justo L González, quando ainda não tinha sido editada em apenas dois volumes, e “Uma História do Cristianismo”, de Kenneth Scott Latourette. Lembro-me de que algo que me impressionou ao ler González foi que ele já apontava que, na verdade, a Contrarreforma começou antes da Reforma, por mais paradoxal que seja a partir dos nomes. Já na Espanha, a Igreja Católica já tinha começado várias reformas antes de Lutero. É importante dizer aqui que Lutero, de fato, estava certo em muita coisa. Havia, realmente, muitos abusos por parte do Clero. Lutero estava vivo quando o famoso Papa Alexandre VI, o Bórgia, foi eleito. Para ter a imaginação estimulada, recomendo a série “The Borgias”.
   Por falar em Lutero, resolvi começar a lê-lo por conta própria (procurem os vários volumes de “Obras Selecionadas” lançadas pela Editora Sinodal). Fiquei horrorizado com Lutero. Descobri que, por exemplo, Lutero acrescentou o termo “alleyn”, em Romanos 3.28, para reforçar sua doutrina. Procurem os debates desse sujeito com Erasmo de Roterdã, por exemplo, e vejam como ele era grosseiro. As pessoas não têm o trabalho de, por exemplo, ler as 95 teses de Lutero e mal sabem que ele mesmo não era avesso às indulgências, mas apenas ao comércio de indulgências como se vê claramente na sua septuagésima segunda tese: “Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.”. Quem nunca se deu ao trabalho de ler todas as teses, pode fazê-lo aqui:
 
Cresci ouvindo as pessoas dizerem que a Igreja desestimulava a leitura da Bíblia, assim como a sua tradução. Se vocês consultarem o “The Cambridge History of the Bible”, especificamente o volume 2, “The West from the Fathers to the Reformation”, editado por G. W. H. Lampe, vocês verão, por exemplo, que muito antes de Lutero, 58 anos antes, já havia a primeira Bíblia impressa no Alemão e que durante esses 58 anos os católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia — procurem, também, o livro “As diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas”, de autoria do ex-protestante Jaime Francisco de Moura. Isso não foi exclusividade da Língua Alemã, mas ocorre, por exemplo, com o Espanhol, o Holandês, o Francês, em Inglês, entre outros idiomas.
   Percebi que o desconhecimento era generalizado: até mesmo aqueles que se diziam ex-católicos sabiam de absolutamente nada da Doutrina Católica. O sociólogo Alberto Carlos Almeida — vejam as entrevistas dele ao Roda Viva e à Marília Gabriela — costuma apontar que os protestantes sempre foram bons na educação do povo em geral e que os católicos sempre foram bons na educação da elite — prova disso são as diferenças entre os índices educacionais de países majoritariamente protestantes e majoritariamente católicos, além do nível acadêmico das universidades católicas e das universidades protestantes. Como os protestantes baseiam-se no “Sola Scriptura”, eles estavam extremamente interessados em alfabetizar as pessoas. Foi-se, entretanto, o tempo em que os protestantes eram conhecidos pelo seu domínio das Escrituras, uma vez que há protestantes de todo tipo hoje, inclusive denominações que, incrivelmente, desaconselham a leitura da Bíblia. Ouvi recentemente um batista tradicional beirando os sessenta anos dizendo-me que nunca tinha ouvido falar do “Sola Scriptura”. Da mesma maneira, pegue uma igreja presbiteriana tradicional ou uma batista tradicional que defenda ferrenhamente que o cristão deve apenas basear-se nas Escrituras. Serão raros aqueles que terão lido a Bíblia toda durante anos de conversão. Digo isso porque os católicos são conhecidos por seu desconhecimento das Escrituras, mas creio que se levarmos em conta o conhecimento que um católico médio tem da Tradição, considerando-se que o católico não aceita a “Sola Scriptura”, e formos comparar com o conhecimento de um protestante médio acerca das Escrituras, a diferença não será tanta.

   Voltando à fala de algumas pessoas que falam sobre o desestímulo da leitura da Bíblia, reproduzo aqui um trecho do livro do Jaime de Moura que já mencionei:

“João Crisóstomo (354-407 dC), doutor da Igreja, escreveu: ‘É isto que tem destruído todas as coisas: vocês pensarem que a leitura da Escritura é tarefa apenas para os monges, quando na verdade vocês precisam dela muito mais do que eles. Aqueles que se põem no mundo e diariamente são feridos têm mais necessidade da medicina. Assim, age bem pior aquele que não lê as Escrituras, supondo que são supérfluas. Tais coisas são invenção do diabo’ (Homilia sobre Mat. 2,5).

Papa S. Gregório I (+604 dC), escreveu: ‘O Imperador dos Céus, o Senhor dos homens e dos anjos, enviou suas epístolas para vós, para que aproveiteis a vossa vida, mas vós negligenciais a lê-las devidamente. Estudai e meditai diariamente sobre as palavras do vosso Criador – eu vos imploro. Aprendei o coração de Deus nas palavras de Deus, para que possais aspirar as coisas eternas, para que vossas almas possam ser despertadas pelo desejo da alegria celestial” (Epístola V,46).

S. Bernardo de Clairvaux (1090-1153 dC), doutor e padre da Igreja, escreveu: ‘A pessoa que deseja muito a Deus estuda e medita sobre a Palavra inspirada, para conhecer o que ela diz. É assim que essa pessoa certamente encontra aquele a quem deseja’ (Comentário ao Cântico dos Cânticos, Sermão 23,3).

Papa S. Pio X (1903-1914 dC), escreveu: ‘Nada poderia nos alegrar mais do que ver nossos queridos filhos criarem o hábito de ler os Evangelhos, não apenas de tempos em tempos, mas diariamente’.

Finalmente, o Catecismo da Igreja Católica declara: ‘A Igreja ‘exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos… a que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam «a eminente ciência de Jesus Cristo» [Fil. 3,8]. «Porquanto ignorar as Escrituras é ignorar Cristo»’ [S. Jerônimo]” (CIC 133).

A proibição de que falam os protestantes, é que o Concílio de Tolosa (França) proibiu traduções da Bíblia para o vernáculo para evitar erros, proibição retirada pelo Concílio da Tarragona (Espanha) em 1233.
O Sínodo de Oxford (1408) proibiu a publicação e a leitura de textos vernáculos da Bíblia não autorizados. O mesmo se deu no Sínodo dos Bispos alemães em Mogúncia (1485), devido a confusão doutrinária criada por John Wiclef (1320-84). O Concílio de Trento (1545-1563) declarou autêntica a Vulgata latina, tradução devida a S. Jerônimo (+420) e decretou que as traduções da Bíblia deveriam conter o visto do Bispo diocesano, para se evitar abusos de tradução.
Isso aconteceu porque a Igreja exerce seu papel de zelar pela fidelidade da doutrina conf. (2 Timóteo 4, 2); (Tito 1, 13). É o que aconteceu ao contrário com os protestantes. Lutero divulgou a Bíblia para que cada um pudesse interpretar a sua maneira.”.

   Estou mencionando alguns pontos de equívoco aqui porque a confusão dos protestantes acerca do Catolicismo é enorme! Nesta semana, um pastor perguntou-me se eu cria na Infalibilidade Papal. Após a minha resposta afirmativa, ele perguntou se eu achava que o Papa não pecava. Quando eu falei que era óbvio que não e que, inclusive, o Papa confessava-se toda semana, ele achou que eu estava contradizendo-me. O referido pastor disse-me que as encíclicas papais contradizem-se. Uma pessoa que não compreende nem ao menos a doutrina da Infalibilidade Papal e que não sabe que ela refere-se apenas a definições “ex cathedra” e que encíclicas não são declarações desse tipo, simplesmente, não entende em absoluto a Doutrina Católica. O que tenho visto em todos os textos com críticas ao Catolicismo que procurei, de Boettner a Aníbal Pereira dos Reis, são falsificações grosseiras. Pessoas que, definitivamente, não entenderam nada da doutrina católica, que, simplesmente, não estudaram. Assim diz o Catecismo da Igreja Católica, que estudo todos os dias desde março deste ano:

“891 ” ‘Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do colégio dos Bispos, por força de seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé ou aos costumes… A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quanto este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro’, sobretudo em um Concílio Ecumênico[1611]. Quando, por seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa ‘a crer como sendo revelada por Deus'[1612] e como ensinamento de Cristo, ‘é preciso aderir na obediência da fé a tais definições'[1613]. Esta infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da Revelação divina[1614].”

[1611] LG 25; Vaticano I: DS 3074.
[1612] DV 10
[1613] LG 25
[1614] Cf. LG 25″

Vejam que o texto acima é muito restrito com relação à Infalibilidade Papal — percebam, também, que ele cita documentos da Igreja e dos Concílios. Para uma visão introdutória destes, recomendo o livro “História dos concílios ecumênicos” organizado pelo Giuseppe Alberigo. Para vocês terem uma idéia, as duas únicas declarações “ex-cathedra” em 2000 anos foram os dogmas da Imaculada Conceição (1854) e da Assunção (1950). Um bom livro para quem nunca estudou nada ter uma noção bem introdutória dessas doutrinas é o livro “Catolicismo para leigos”, de John Trigilio Jr. e Kenneth Brighenti.

São muitas as barbaridades que ouço de protestantes que, comprovadamente, não estudaram. Ouvi, também nesta semana, alguém dizendo que a Teologia Católica é feita apenas do aristotelismo. Essa pessoa, simplesmente, desconhece tanto a história da Filosofia quanto do Cristianismo, pois qualquer estudante de Filosofia Medieval e Antiga sabe que Aristóteles era muito mal visto pela cristandade, que o conhecia pouco, uma vez que o movimento de tradução das suas obras deu-se no fim do século XII. Tomás de Aquino foi o grande responsável pela incorporação de Aristóteles à teologia cristã.

Um pastor afirmou para mim que as heresias da Igreja Católica começaram com Constantino, repetindo o que todo protestante fala. Quando o acusei de desconhecimento, fui acusado de ter o costume de diminuir as pessoas. Creio que ele não fazia idéia do que eu estava falando porque apostaria todos os meus livros que ele não estudou nem 1% da literatura referente à patrologia greco-latina e siríaco-oriental. Para vocês terem uma idéia do que eu estou falando, dêem uma olhada nos 221 volumes da patrologia latina (http://www.logos.com/product/28902/patrologiae-cursus-completus-series-latina), nos 167 volumes da patrologia grega (http://www.logos.com/product/28903/patrologiae-cursus-completus-series-graeca) e nos 18 volumes da siríaco-oriental que ainda não está completa
(http://www.logos.com/product/28982/patrologia-syriaca). Se alguma alma caridosa quiser comprar esse material para mim, ficaria muito grato.

Vamos voltar à minha história. No ano passado, uma colega minha perguntou-me, sabendo que gosto muito de ler, se eu já tinha lido Chesterton e o que achava dele. Vergonhosamente, disse que nada conhecia dele. Resolvi, então, comprar tudo o que havia sido lançado dele em Português, apenas por uma questão de facilidade de acesso, e não por eu ser monoglota, uma vez que ainda não tinha as condições que tenho hoje de importar livros, graças à minha bolsa de mestrado. O Chesterton, simplesmente, tornou-se um dos meus autores favoritos. Ele é um escritor realmente muito talentoso. Quando estava no meu terceiro ou quarto livro dele, descobri que ele era um ex-anglicano converso ao Catolicismo. Fiquei muito impressionado com aquilo e fui procurar livros dele tratando o assunto. Cheguei ao livro “Todos os caminhos levam a Roma”. Pesquisando sobre esse livro, cheguei ao livro “Todos os caminhos vão dar a Roma” do casal Hahn, que na edição mais nova foi traduzido com precisamente o mesmo título do livro de Chesterton. Por curiosidade, comprei os dois livros. O interessante é que o título original “Rome sweet home” é um trocadilho intraduzível com “Lar, doce lar”. Ninguém me recomendou o livro do casal Hahn, mas cheguei a ele por essa feliz “coincidência”.

Se você, leitor, quer entender um pouco sobre como se deu a minha conversão, leia o livro do casal Hahn, Scott e Kimberly. É um livro maravilhoso! Ele fez toda a diferença na minha vida. Ele conta a história de um casal que era presbiteriano e calvinista e que se converteu ao Catolicismo durante os seus anos de estudo de Teologia. É uma bela história. Virei um fã do Scott Hahn e saí comprando tudo o que havia dele em Português para depois comprar os ebooks dele que ainda não tinham sido traduzidos.

Depois que terminei a leitura desse livro, uma série de “coincidências” começou a ocorrer. Estava estudando Existencialismo em um curso ministrado pelo meu atual orientador, Julio Cabrera, e vimos uma série de autores católicos: Gabriel Marcel, Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima. é bom dizer que o professor Cabrera não é religioso. Só não digo que ele é ateu porque creio que ele não gostaria de ser classificado assim por crer que não precisa posicionar-se acerca de uma questão que ele não aceita. Na mesma semana, minha namorada enviou-me um vídeo da Gabriela Rocha cantando a canção “Restless” (http://www.youtube.com/watch?v=ooQhH3AIu2A). Quando fui procurar quem era a cantora original, descobri a Audrey Assad, uma ex-protestante que se converteu ao Catolicismo. Por meio dela, cheguei ao Matt Maher, outro músico ex-protestante converso! Sem que eu fizesse esforço, encontrava uma série de conversos ex-protestantes. Durante a minha vida toda, nunca tinha ouvido falar dessas conversões, mas apenas de ex-católicos. O meu próprio pai é um ex-católico. Agora, desafio o leitor a procurar na rede livros e depoimentos de ex-católicos que se converteram ao Protestantismo e de ex-protestantes que se converteram ao Catolicismo. Em primeiro lugar, os últimos são inúmeros. Você encontrará muitos depoimentos. Infelizmente, o material em Português não é tão vasto como aquele de Língua Inglesa. O Jaime Francisco de Moura, que já citei, tem um livro chamado “Por que estes ex-protestantes se tornaram Católicos! Testemunhos de ex-pastores e leigos que voltaram à Igreja Mãe”. Há, também, o livro “Homens que regressaram à Igreja” do Severin Lamping. Para quem lê na Língua Inglesa, há uma série de três livros editados pelo Patrick Madrid: “Surprised by truth: 11 converts give the biblical an historical reasons for becoming catholic”; “Surprised by truth 2: 15 men and women give the biblical and historical reasons for becoming catholic”; “Surprised by truth 3: 10 more converts explain the biblical and historical reasons for becoming catholic”. Compare o nível dos argumentos dos dois lados. Para ser sincero, nunca encontrei um protestante anticatólico que demonstrasse conhecer a doutrina católica. Ainda estou à procura desse livro porque, por enquanto, só encontro argumentos falaciosos que fazem uso de espantalhos. O padre Paulo Ricardo fala num vídeo que os protestantes, em sua grande maioria, rejeitam uma completa caricatura da fé católica (http://www.youtube.com/watch?v=1Pu0AP4VvwU). Os católicos baseiam-se, também, na Tradição. Os textos da patrologia que coloquei aqui são apenas o começo dessa Tradição. Pergunto-me quantos protestantes já leram pelo menos o Catecismo da Igreja Católica. A resposta é óbvia a partir das acusações infundadas que já demonstram ignorância apenas pelo questionamento.

Discutirei agora o que um apologista católico, também ex-protestante, chamado Dave Armstrong, chama de “o calcanhar de Aquiles do Protestantismo”, que é o “Sola Scriptura”. Essa doutrina afirma que as Escrituras são tomadas como a única regra de fé e conduta. Se existe algo que aprendi com a Filosofia Analítica, especificamente, com o Paradoxo de Russell, foi que sempre temos de considerar o critério da autorreferência. Se a Escritura é a única base de fé e conduta, pergunto-me onde está isso na Bíblia. A resposta é: não está! Mostrem-me um versículo sequer que afirme isso; pelo contrário, vocês encontrarão inúmeros textos contra a “Sola Scriptura”. O próprio Dave Armstrong, que já citei, tem um livro chamado “100 biblical arguments against Sola Sciptura”. Eu concordo plenamente com o Armstrong e creio que se a “Sola Scriptura” for derrubada todo o Protestantismo desaba junto. Apenas isso já é suficiente para abandonar o Protestantismo a meu ver. Por isso, estou estudando um vasto material para eu mesmo escrever um livro chamado “O calcanhar de Aquiles do Protestantismo”. Para citar apenas alguns textos sobre o assunto, há o livro “Not by Scripture Alone: A Catholic Critique of the Protestant Doctrine of Sola Scriptura”, do Robert A. Sungenis, e a trilogia “Holy Scripture: The Ground and Pillar of Our Faith” — “Volume I: A Biblical Defense of the Reformation Principle of Sola Scriptura” (David T. King); “Volume II: An Historical Defense of the Reformation Principle of Sola Scriptura” (William Webster); “Volume III: The Writings of the Church Fathers Affirming the Reformation Principle of Sola Scriptura” (David T. King; William Webster). Como vocês podem ver, esta trilogia defende o “Sola Scriptura”. Eu vou ler e estudar essas 1107 páginas de defesa do “Sola Scriptura”, fora os outros livros que estou organizando como bibliografia. Isso não é nada mais do que a minha obrigação porque isso é ter honestidade intelectual, o que está difícil de encontrar no Brasil.

Outro ponto com relação à “Sola Scriptura” é que foi a Igreja quem compilou as Escrituras. Por que os protestantes aceitam a Bíblia como ela está? Que arbitrariedade é essa? Simplesmente, não tem lógica crer que Deus inspirou quem escreveu, mas não inspirou quem ouviria a mensagem e identificá-la-ia como inspirada, como costuma dizer o padre Paulo Ricardo. Por que os protestantes aceitam a autoridade da Igreja Católica para escolher o Novo Testamento, mas não aceitam a autoridade da Igreja para escolher o cânone do Antigo Testamento? Se você quer jogar fora a autoridade da Igreja, jogue fora junto as Escrituras que a própria Igreja escolheu. Tenhamos em mente, agora, a seguinte situação: suponha que alguém me deu uma série de jornais antigos e que eu estou fazendo uma seleção apenas dos noticiários sobre assassinatos, jogando fora todo o resto. Digamos que eu tenha compilado um livro com esse material. Você não encontraria nele, pelo menos em princípio, nada que falasse de eventos que nada tivessem a ver com um assassinato. Da mesma maneira, a Igreja Católica compilou as Escrituras de acordo com a Tradição, com aquilo que ela tinha na oralidade — os métodos foram muitos, mas nos detenhamos apenas nesse quesito a título de argumentação. Vocês acreditam mesmo que haveria algo nas Escrituras que seria contraditório à Tradição e à Doutrina Católica? É muita ingenuidade pensar isso. Alguém pode questionar-me, dizendo que a Igreja Católica perverteu-se com o tempo; no entanto, sinto informá-lo de que o reconhecimento de dogmas no decorrer da história da Igreja, como a Imaculada Conceição ou a Assunção, já mencionadas neste texto, foram apenas reconhecimentos de algo que já estava presente na Igreja. Os diversos textos dos padres apostólicos, por exemplo, comprovam todas as doutrinas católicas. Depois que me convenci de que a “Sola Scriptura” estava, realmente, equivocada, fui procurar os argumentos católicos para as suas doutrinas e fui vendo que todas têm base bíblica. Um outro apologeta ex-protestante que posso recomendar é o filósofo Peter Kreeft. Que princípio é esse que não existiu durante mais de duzentos anos enquanto os cristãos não tinham uma Bíblia compilada e que seria impossível de ser aplicado na Idade Média quando não havia imprensa, as Bíblias eram copiadas à mão e a maior parte das pessoas nem sabia ler? Teria Cristo abandonado a sua Igreja, em vez de estar com ela “todos os dias” como prometeu em Mateus 28.20, resolvendo reaparecer apenas com Lutero e os reformadores depois no século XVI?

Sempre gostei de interpretação de texto. Uma das áreas que mais estudei em Teologia foi Hermenêutica. Estudando autores como Grant R. Osborne, Kevin Vanhoozer, Uwe Wegner, Gordon Fee, Douglas Stuart, entre outros, você dá-se conta de que a metodologia para interpretar-se a Bíblia, simplesmente, não está na Bíblia. Isso é externo a ela. Envolvi-me durante muito tempo com discussões com calvinistas, uma vez que era arminiano. Percebi, em um dado momento, que, simplesmente, o embate nunca seria resolvido por meio das Escrituras: os dois lados faziam uso delas, mas tinham pressupostos de leitura distintos. Quando li pela primeira vez a Bíblia após ter estudado Descartes, fazendo uso do seu método da dúvida hiperbólica, cheguei à conclusão de que a Bíblia não poderia ser a Palavra de Deus de modo algum, pois achava que a Bíblia não poderia ter nenhum erro de nenhuma estirpe. Ainda não conhecia aos 15 anos as discussões sobre infalibilidade bíblica, inerrância etc. . Acreditei, durante um tempo, que a Ciência seria a norteadora da interpretação bíblica. Com o tempo, percebi que aquilo não daria certo e acreditei que a Lógica seria a condutora; no entanto, vi fracassar esse critério também depois de estudar a fundo. É importante ressaltar que levei a sério o estudo do Trivium medieval — Lógica, Gramática e Retórica. No medievo, era imprescindível que um teólogo estudasse isso; hoje, infelizmente, os teólogos não sabem nem escrever e compreender um texto, quanto mais saber Lógica e Filosofia — creio sinceramente que não se faz Teologia sem Filosofia. No ano passado, usando recursos de Lógica Modal em discussões com um pastor, ele disse que Matemática tinha nada a ver com aquilo. Ele, simplesmente, desconhecia toda a literatura de Filosofia Analítica da Religião. Autores como William Lane Craig, Plantinga ou Swinburne, que qualquer estudante de graduação que estude uma introdução de Filosofia da Religião conhece, usam e abusam de ferramentas lógicas. Quando você denuncia essa inaptidão, ainda por cima, é tido por arrogante, em vez de essas pessoas serem tidas por picaretas. Enfim, o que quero dizer aqui é que percebi que se não apelássemos à Tradição da Igreja, cairíamos num vale-tudo, como de fato o Protestantismo caiu, com suas mais de 30 mil denominações, com outras mil surgindo diariamente, como indicam as estatísticas — não me lembro de onde li isso para indicar os números precisos e a fonte exata. É importante ressaltar que toda vez que se fala de “Tradição” as pessoas falam de “tradições humanas”. A própria Igreja Católica faz essa distinção. A Tradição da Igreja são “as verdades transmitidas através dos tempos pela viva Voz de Cristo na sua Igreja”. Tradições humanas “são leis feitas por homens e que podem ser modificadas.”.

O próprio Lutero, com o tempo, percebeu o seu erro:

“Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças.”. [Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547; De Wett III, 61)

“Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm.”. (Carta de Lutero a Zwinglio. In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p.289)

Retirei as duas citações acima de outro livro que indico: “Em defesa da Fé Católica nas questões mais difíceis”, do Alessandro Lima.

Outro ponto do qual discordo há tempos é o “Sola Fide”, como vocês podem ver na pergunta de 2011 que fiz ao padre Paulo Ricardo. Leiam Tiago. O livro é muito claro e só não enxerga quem não quer. Lutero sabia disso e por isso dizia: “A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico” (“Preface to the New Testament’, ed. Dillenberger, p. 19). Todo o Novo Testamento, com as suas advertências para o cristão, simplesmente, não faz sentido se as obras são conseqüências necessárias da fé. Aqui, é importante ressaltar que o católico não crê que as obras salvam. Ouvi o absurdo por parte de um pastor que os sete sacramentos serviam para a salvação. Ele, simplesmente, não sabia nem a definição de um sacramento: “um sinal sensível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo para santificar as nossas almas”. Aproveito aqui para recomendar o excelente livro do Leo J. Trese chamado “A fé explicada”. Para quem quer ter uma visão panorâmica do Catolicismo, é um ótimo livro. O Sungenis, que já citei aqui, tem um livro de 773 páginas chamado “Not by faith alone: a biblical study of the catholic doctrine of justification” sobre o assunto. O livro do Trese diz o seguinte:

“Certa vez, li na secção de pequenas notícias de um jornal que um homem construiu uma casa para a sua família. Ele mesmo executou quase todas as obras, investindo todas as suas economias nos materiais. Quando a terminou, verificou com horror que se tinha enganado de propriedade e que a tinha construído no terreno de um vizinho. Este, tranqüilamente, apossou-se da casa, enquanto o construtor não pôde fazer outra coisa senão chorar o dinheiro e o tempo perdidos.
Por lamentável que nos pareça a história deste homem, não chega a ter importância se a compararmos com a da pessoa que vive sem a graça santificante. Por nobres e heróicas que sejam as suas ações, não têm valor aos olhos de Deus.”.

Vejam que as obras isoladamente, sem a Graça, não servem para nada! Agora, quantos de vocês já ouviram pessoas repetindo que a Igreja Católica crê que as pessoas são salvas pelas obras? Leiam o documento que mencionei neste texto sobre a justificação para vocês entenderem melhor o que a Igreja Católica entende sobre a questão.

Estudando cada vez mais a Doutrina da Igreja Católica, senti-me extremamente solitário: afinal, estava chegando a várias conclusões apenas por meio do estudo, sem interagir com ninguém que pudesse ajudar-me. Comecei a orar a Deus pedindo ajuda. No dia 24 de maio, fui participar de uma reunião com um grupo de Brasília que pretendia iniciar estudos sobre o Conservadorismo. Quando apareci na reunião, estava lá apenas o Felipe Melo, autor do blog “Juventude Conservadora da UnB”
(http://unbconservadora.blogspot.com.br/).

Sabia que o Felipe tinha se tornado católico, se não me engano, em 2011. Como estávamos só nós dois, acabamos conversando e disse a ele que estava em uma jornada de conversão ao Catolicismo. Ele disse-me que logo depois da reunião ele iria ao CEAC (http://www.ceacdf.org.br/), um centro católico da Opus Dei. Fiquei meio assustado e disse a ele que o que eu conhecia da Opus Dei vinha dos livros do Dan Brown. Ele logo tranqüilizou-me, dizendo que não encontraria pessoas mutilando-se lá e nem sangue espalhado pelo chão. Fiquei, também, mais tranqüilo porque sabia que o próprio Scott Hahn é da Opus Dei, por meio do seu livro sobre o assunto chamado “Trabalho ordinário, graça extraordinária”. Chegando lá, gostei bastante do ambiente. Fui muito bem recebido e acolhido. Ele falou-me do padre Rafael Stanziona de Moraes, cujo livro “Por que confessar-se” recomendo fortemente: o meu entendimento da confissão mudou completamente depois dessa leitura. O Felipe disse-me que o padre Rafael era formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP, em Física pela mesma Universidade, que tinha sido professor do IME aos 21 anos, que havia feito mestrado em Matemática e que tinha se doutorado em Teologia Moral pela Universidade de Navarra. Fiquei muito empolgado ao saber disso porque eu mesmo iniciei minha vida acadêmica na Física, fui para a Matemática e terminei na Filosofia. Ainda por cima, estava estudando uma série de textos sobre Teologia Moral. O Felipe disse-me que ele tinha um acompanhamento com o padre Rafael e eu disse que gostaria de fazer o mesmo. Isso ocorreu em uma sexta-feira. Marquei, então, um encontro com o padre Rafael para a terça seguinte.

Antes de continuar a história, outra razão que me levou ao Catolicismo foi a questão da Moral. No ano passado, por meio de discussões com o professor Julio Cabrera sobre a sua Ética Negativa, após uma série de conferências que fui na UnB, comecei a interessar-me por Ética. Sempre fui uma pessoa mais teórica, meu principal interesse na época era Lógica e Filosofia da Linguagem. Nunca achei que fosse ter interesse em estudar Ética, o que hoje me parece absurdo. Só fui ter aulas pela primeira vez com o professor Cabrera, por quem já tinha admiração desde 2007 — cito ele no meu antigo flog:  (http://www.fotolog.com.br/fabiosal/23552538/) —  no primeiro semestre de 2011. O professor Cabrera, embora eu tivesse dito a ele que nunca tinha estudado nada de Ética e nem feito a disciplina, que fui fazer no meu último semestre na graduação, nunca me desprezou. Pelo contrário, chegou a escrever um texto respondendo questões que tinha feito a ele http://pt.scribd.com/doc/98045319/ACERCA-DO-CARATER-CONTINGENTE-DA-ETICA-NEGATIVA-Julio-Cabrera . Ainda estou devendo uma resposta a ele. Digo isso porque já tive a experiência de pessoas acreditarem que o seu diploma é uma razão suficiente para que se tenha alguma autoridade, desprezando quem não tenha um. O filósofo Olavo de Carvalho, que mencionei aqui, não tem diploma e é, simplesmente, a pessoa mais culta que já conheci. O professor Cabrera sempre me tratou com igualdade em todas as discussões que já tive com ele — e olha que não foram poucas. Meus argumentos sempre foram tratados enquanto argumentos a despeito do fato de eu ter um diploma na época ou não, do fato de ele ter muitos mais anos de estudo que eu, ser muito mais culto ou pelo fato de eu nunca ter estudado Ética. Curiosamente, quando fui fazer oficialmente o curso de Ética, que infelizmente não fiz com o professor Cabrera, dei-me conta de que aprenderia nada nele porque tinha aprendido muito mais por meio das discussões com o professor Cabrera.

Na época, fui convencido de que a procriação seria imoral, como o professor Cabrera defende a partir da sua Ética Negativa, mas o interessante é que os seus argumentos não dependem do seu sistema ético particular. Durante muito tempo, defendi que a procriação seria imoral e cheguei a convencer outras pessoas, incluindo a minha própria namorada. Um argumento do padre Paulo Ricardo, entretanto, foi crucial para mudar o meu pensamento. Ele dizia que uma pessoa que se questiona sobre o número de filhos já não está pensando a partir de uma cosmovisão cristã, uma vez que toda a Bíblia mostra os filhos como sendo bênçãos, e uma questão que sempre me incomodou a partir daquilo que vejo em outras pessoas sempre foi a questão de elas dizerem-se cristãs defendendo pontos completamente absurdos quando se tem em vista o Cristianismo. Enfim, comecei a buscar literaturas que discutissem a Ética Cristã. Para a minha surpresa, encontrei quase nada produzido entre os protestantes e uma vasta discussão entre os católicos. Tomás de Aquino, Santo Afonso de Ligório, Dietrich von Hildebrand, Bernhard Häring, Servais Pinckaers, Martin Rhonheimer, o próprio Alasdair MacIntyre, que é um filósofo bastante conhecido, Jacques Maritain, entre muitos outros. Todos eles católicos! Fiquei impressionado com toda a discussão moral desses autores. O que me impressionou também foi que várias conclusões a que cheguei em termos de Ética pensando sozinho já eram defendidas pela Igreja Católica. Não foi apenas a Teologia Moral católica que me impressionou, mas a sua Teologia de modo geral. Teólogos como Henri de Lubac, Bernard Lonergan, Hans Urs von Balthasar, Reginald Garrigou-Lagrange, Jean Daniélou, o próprio Ratzinger, o Papa João Paulo II, com a sua Teologia do Corpo maravilhosa, entre muitos outros são de um nível altíssimo. Quando você estuda esses teólogos e passa para um teólogo protestante, a diferença de nível é realmente gritante.

O Scott Hahn já tinha apontado para uma questão no “Todos os caminhos levam a Roma” que me fizeram ter cuidado com a questão litúrgica. Li dois livros dele sobre o assunto: “O Banquete do Cordeiro” e “A Sagrada Escritura no Mistério da Santa Missa”, organizado junto com o Flaherty. O Scott relata no seu livro sobre a sua conversão, as diferença entre a missa e um culto evangélico. Eu sabia que não encontraria um coro todos os domingos com várias vozes como eu tinha na minha igreja antiga. Sabia que não teria um órgão imponente como havia na minha igreja batista. Sabia, entretanto, que os católicos criam na transubstanciação, presença real de Cristo na Missa, e que ela toda tinha uma razão de ser que o Scott Hahn explica muito bem. Depois da explicação dele, não vejo, por exemplo, como entender o Apocalipse sem a Missa — na verdade, é Apocalipse que explica a Missa. Só fui à minha primeira Missa depois de ter certeza de que eu entenderia o que está acontecendo nela em termos litúrgicos. No dia 16 de junho, fui à minha primeira missa na Paróquia São Pedro de Alcântara. Tinha dito ao padre Rafael que a minha antiga Igreja costumava ter um culto muito cuidadoso e que gostaria de freqüentar uma paróquia que tivesse cuidado com a liturgia. Dentre as duas que ele indicou-me, essa era a que ficava mais perto de casa. Foi emocionante ver na Missa tudo aquilo que eu tinha estudado. Vi com os meus próprios olhos como os católicos respeitavam as Escrituras —  o Scott Hahn já tinha explicado que se você for às missas todos os dias durante três anos você escutaria toda a Escritura na Missa, diferentemente dos cultos evangélicos nos quais o pastor prega o que quiser. Já tinha ouvido falar dos milagres eucarísticos, mas tive a oportunidade de presenciar um milagre durante uma Missa no dia 16 de junho na minha própria vida. Isso eu contarei algum dia quando escrever melhor sobre a minha conversão em algum livro. Como dizia Tomás de Aquino, “contra fatos, não há argumentos”.

Uma pessoa que também me ajudou bastante foi um professor meu com quem, também, tive a primeira aula no primeiro semestre de 2011, chamado Scott Randall Paine. Coincidentemente, o professor Scott, que é outra das pessoas mais cultas que já conheci, é um especialista na obra de Chesterton. Ele fez o seu doutorado sobre Chesterton — “Chesterton e o universo”. No ano passado, fiz dois cursos com o professor Scott sobre Filosofia Oriental. No segundo semestre, o professor emprestou-me um livro que estava carimbado como “Rev. Scott Randall Paine”. Eu perguntei a ele sobre o “Reverendo” e ele disse-me que era padre. Até então, eu não sabia. Contei várias das minhas dúvidas sobre o Catolicismo ao professor Scott e ele ajudou-me com várias delas. Outra coisa que me impressionou muito no Catolicismo é algo que já tinha me impressionado nos meus estudos de religiões orientais: todas elas tinham costumes que envolviam toda a dimensão humana, seja física ou mental. O Protestantismo era muito abstrato quando comparado às grandes religiões — nunca achei que fosse reclamar de excesso de abstração. O Catolicismo possui toda uma dimensão ascética e mística — não confundam com esoterismo! Recomendo o excelente “Compêndio de Teologia Ascética e Mística” do pe. Tanquerey — que não existe no Protestantismo. A minha vida de santificação tem se tornado mais fácil e, por incrível que pareça, o próprio entendimento de várias doutrinas católicas ajudam na sua vida espiritual. Eu seguiria o Catolicismo mesmo que me fizesse mal porque sei que é verdadeiro, mas nunca me senti tão bem na minha vida. Sempre ouvi falar de uma felicidade que o Cristianismo deveria produzir, mas só tenho descoberto essa felicidade depois da minha descoberta do Catolicismo. Deus tem colocado na minha vida pessoas realmente comprometidas com a Sua Palavra e que são extremamente piedosas e, como se já não bastasse a sua piedade, além do mais, conhecem bastante as Escrituras e a Tradição da Igreja Católica.

Não posso deixar de citar um grande amigo que conheci pelo Facebook, que é o Arthur Olinto, que está passando por uma experiência bem parecida com a minha. Temos planos de escrever um livro sobre a nossa conversão ao Catolicismo. Na semana passada, conheci o padre da paróquia que estou freqüentando: tinha marcado um dia para conversar com ele. Expliquei ao padre Givanildo sobre a minha conversão e, para a minha alegria, soube que a paróquia tinha um coral. No mesmo dia, em uma quarta-feira, fui ao ensaio e reconheci a lindíssima “Cantique de jean Racine” de Fauré no ensaio. Gosto muito de música e temia que não tivesse a oportunidade de usar o meu dom na Igreja. Até nisso Deus foi bondoso comigo. Ouvi, um dia desses, um comentário malicioso de que as missas são sem graça quando comparadas ao cultos protestantes. Penso que a pirotecnia, o espetáculo e a pompa costumam ser inversamente proporcionais àquilo que realmente tem importância. Quando, por exemplo, um artista precisa de mil bailarinos, fogos de artifício e efeitos especiais, é porque o seu talento não é suficiente para despertar o interesse do ouvinte. Não trocaria, sinceramente, qualquer show da Beyoncé, por exemplo, por um show do Caetano Veloso. Qualquer semelhança com a diferença entre o minimalismo das missas católicas e a grandiloqüência dos cultos protestantes não é mera coincidência.

Para terminar, tenho sofrido uma perseguição e uma incompreensão por parte dos protestantes que nunca cheguei a sofrer quando me declarava ser um agnóstico. Creio que a razão principal deve ser porque a maior parte das pessoas nem sabia do que se tratava ser um agnóstico, enquanto o espantalho do Catolicismo está pronto para ser queimado: afinal, não é todo mundo que vai dar-se ao trabalho de estudar os documentos eclesiásticos, a patrologia e a patrística, os textos dos doutores da Igreja etc. Tenho tentado não reagir ao anticatolicismo dos Protestantes com um antiprotestantismo; no entanto, tem sido difícil. Já cheguei a ouvir que “o Diabo está batendo palmas” diante da notícia da minha conversão. Não tinha a noção de que as pessoas fossem tão intolerantes. Sinto-me confortado pelas palavras de Tomás de Kempis:

“Cristo teve adversários e difamadores; e você quer ter todos os homens por amigos e benfeitores seus? […] Viver pacificamente com pessoas difíceis, e perversas, ou indisciplinadas, é uma grande graça e um feito muitíssimo louvável e corajoso. Não obstante, toda nossa paz nessa vida miserável consiste mais em sofrimento humilde do que em não sentir as adversidades. Seja forte com Cristo, e por Cristo, se você deseja Reinar com Cristo.”.

Tenho constatado na prática o que disse certa feita Pio XII:

“os homens […] facilmente procuram persuadir-se de que seja falso ou ao menos duvidoso aquilo que não desejam que seja verdadeiro.”.

As pessoas, infelizmente, estão pouco interessadas na verdade, por mais que saibam que no Cristianismo a verdade é Cristo. Conheço, ainda, muito pouco do Catolicismo se eu for comparar a outras coisas que já estudei: afinal, descobri todo um mundo que nunca havia explorado. Quanto mais estudo, no entanto, mais tenho a certeza de que a Igreja Católica tem sido desde sempre o depósito da fé cristã e que Cristo nunca abandonou a Sua Igreja, mas sempre esteve com ela.

 

http://www.fabiosalgado.blogspot.com.br — Baseado na postagem intitulada “Minha Segunda Conversão
— Como um ex-protestante abraçou o Catolicismo”.

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Pedro apenas mais um apóstolo? O que diz a Biblia?


Enviado pelo contribuidor Edmilson
 

O bispo São Pedro é mencionado mais do que todos outros apóstolos juntos. Na verdade, ele é mencionado 192 vezes sozinho, enquanto os outros apóstolos todos juntos são mencionados umas 130 vezes juntos. Mas o Nero fato de ser citado com maid frequência, em si, não necessariamente determina a primasia de Pedro. O ponto aqui para a nossa reflexão é justamente entende que quando os apóstolos são nomeados, São Pedro é quase sempre mencionado em primeiro lugar. Por que?

VEJA ALGUMAS PASSAGENS: (Marcos 1:36, 3:16, Lucas 6:14-16, Atos 1:3)

Continuando nossa reflexão: Por que Pedro é o primeiro a confessar a divindade de Cristo. (Mateus 16:16, Marcos 8:29, João 6:69)? E mais, sabemos também que apenas Pedro caminha sobre a água. Por que? Jesus só chama Pedro e mais nenhum dos outros apóstolos? (Mateus 14:28-29)

PERGUNTEMOS AO IRMÃO PROTESTANTE:

POR QUE Jesus diz que Satanás, tentaria os apóstolos, mas Ele ora por Pedro somente, para que a sua fé não desfaleça para que assim ele pudesse confirmar os seus irmãos. (Lucas 22:31-32)? Ou ainda, por que apenas a morte de Pedro é predita por Jesus. (João 13:36; 21:18)? E só a Pedro é dito que ele recebeu uma revelação divina. (Mateus 16:17)

CONTINUEMOS:  (Mateus 17:24-25) – Pedro atua como porta-voz dos apóstolos. (Mateus 18:21, Marcos 10:28, Marcos 11:21, entre outros e nenhum outro apóstolo a bíblia faz referências de ser um líder?

POR QUE? PEDRO … O único que fala na Transfiguração, e é ele novamente mencionado pela primeira vez a subir a montanha. (Lucas 9:28, 33)

Apenas a Pedro são dadas as chaves, que mostra o sinal de autoridade. (Mateus 16:19) POR QUÊ?

Embora João chegue primeiro ao túmulo de Jesus, ele aguarda para deixar Pedro entrar primeiro. (Lucas 24:12, João 20:4-6)

Continuando pergunte também o por que? Pedro foi confirmado como o líder dos apóstolos, quando o anjo diz que Jesus ressuscitou. (Marcos 16:07) E AINDA… Jesus diz a Pedro para apascentar Suas ovelhas. (João 21:15-17)

Por que Pedro é o único a determinar que um outro sucessor para Judas era preciso e que esse deveria ser escolhido. (Atos 1:15)
/
Pedro é o que dá a primeira pregação em (Atos 2:38) da Igreja primitiva, e também é ele que realiza a primeira cura (Atos 3:6-7).

Apenas sombra de Pedro é mencionada como curadora em (Atos 5:15)

POR QUE ? De Pedro ser mostrado exercer a autoridade na Igreja primitiva em (Atos 5:3 e Atos 8:20-23)
/
Argumente: Por que? Quando o primeiro concílio de Jerusalém é realizada para debater a questão da circuncisão para os gentios, então lá ouve uma grande discussão, no entanto, quando Pedro fala, em seguida, a multidão fica silenciosa (Atos 15 : 12).
/
E NENHUM DOS APÓSTOLOS OUSA a questionar:

Barnabé e Paulo falam em apoio do que Pedro declarou confirmando a sua autoridade(Atos 15:12).
/
E finalmente, Tiago diz que ele concorda com Pedro e fornece suporte bíblico para o que Pedro declarou (Atos 15:13-14).
/
E MAIS…

POR QUE PAULO VISITA PEDRO E NÃO TIAGO OU OUTRO APÓSTOLO DE CRISTO ANTES DE INICIAR O SEU MINISTÉRIO?
Pois a bíblia diz: que Paulo visita Pedro antes de iniciar o seu ministério.
POR QUE PAULO AFIRMA QUE PEDRO VIU JESUS PELA PRIMEIRA VEZ? E NÃO NENHUM DOS OUTROS APÓSTOLOS?

POIS EM… (Gal.1: 18) Paulo também menciona Pedro como tendo visto Jesus pela primeira vez após sua ressurreição. (1 Coríntios. 15:4-8)

E MAIS PERGUNTA A UM TEÓLOGO OU PASTOR PROTESTANTE?  POR QUE:

Pedro é o único apóstolo a ter seu nome alterado na bíblia? E mais nenhum outro apóstolo é dado essa privilégio?

NOTAS DA AUTORIDADE DE PEDRO NA IGREJA PRIMITIVA.
• É VISTA… EM ATOS DOS APÓSTOLOS 5,1

• Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo (Atos dos Apóstolos 5, 1)

• Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? (Atos dos Apóstolos 5, 3)
• Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto. Apoderou-se grande terror de todos os que o ouviram. (Atos dos Apóstolos 5, 5)
• NOTAS:
• A BÍBLIA AFIRMA QUE… Ananias apresentou a sua doação para Pedro e não para Tiago ou nenhum outro apóstolo isso demonstra que toda questão quem decidia era Pedro e não  nenhum outro apóstolo.

• SÃO PEDRO, O ÚNICO DOS APÓSTOLOS DE CRISTO QUE DIZ COM TODA AUTORIDADE O NOME DA IGREJA EM ROMA :

• VEJA:

• 1 Pedro 5, 13. A igreja escolhida de Babilônia saúda-vos, assim como também Marcos, meu filho.

• NOTAS:
• NÃO EXISTE NENHUMA IGREJA PRIMITIVA EM BABILÔNIA

• VEJA QUE PEDRO DIZ: A IGREJA QUE ESTÁ EM BABILÔNIA, ELEITA COMO VÓS, VOS SAÚDA,
• como também Marcos, meu filho”.

• E alguns ainda dizem que Pedro nunca esteve em Roma, indo contra as escrituras.
•  NOTE que São Pedro cita São Marcos, o evangelista.

• VAMOS AS PROVAS:
• SEGUNDO SÃO PAULO MARCOS SE ENCONTRAVA EM ROMA (Cl 4,10).

• A epístola de Pedro foi escrita pelo punho de Silvano (1Pe 5,12).
•  Silvano era secretário em Roma.

• Paulo quando escrevia de Roma também citava Silvano como seu colaborador (1Ts 1,1).

• Silvano nunca saiu de Roma.

•  O evangelho mostra bem que tanto Pedro como Paulo iniciam a igreja através dos pagãos. 1Pe 2,10 a “Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus”.

ANTES DE IR A ROMA.

São Paulo na carta aos Romanos afirma não ter ido ainda a Roma porque em Roma já havia um FUNDAMENTO e continua S. PAULO dizendo
Que não queria colocar um fundamento a onde outro já tinha colocado.
NOTAS:
Esse fundamento era a doutrina da Igreja  JÁ PREGADA POR SÃO PEDRO EM ROMA, assim diz SÃO PAULO EM
Romanos 15 20. E me empenhei por anunciar o Evangelho onde ainda não havia sido anunciado o nome de Cristo, pois não queria edificar sobre fundamento lançado por outro. (PEDRO).
E TERMINE A REFUTAÇÃO DIZENDO: COMO ME ORGULHO DE SER CATÓLICO

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Historidor protestante converte-se ao CRISTIANISMO CATÓLICO


Por A. David Anders, PhD/ Fonte: Coming Home Network/ Tradução: Tonynho Campos

Eu fui criado como um protestante evangélico, em Birmingham, no Alabama. Meus pais eram amorosos e dedicados, sinceros em sua fé, e profundamente envolvidos em nossa igreja. Eles incutiram em mim o respeito pela Bíblia como a Palavra de Deus, e um desejo e uma fé viva em Cristo. Missionários frequentavam nossa casa e traziam o seu entusiasmo pelo seu trabalho. As estantes em nossa casa estavam cheias de livros de teologia e apologética. Desde cedo, eu absorvi a noção de que a minha maior vocação era ensinar a fé cristã. Suponho que não seja nenhuma surpresa que eu tenha me tornado um historiador da Igreja, mas me tornar um católico era a última coisa que eu esperava.

A igreja da minha família era nominalmente Presbiteriana, mas as diferenças denominacionais significavam muito pouco para nós. Eu frequentemente ouvia que divergências sobre o batismo, a ceia, ou o governo da igreja do Senhor não eram importantes, desde que eu acreditasse no Evangelho. Assim, queríamos dizer que a pessoa deve “nascer de novo”, que a salvação é pela fé, e que a Bíblia é a única autoridade para a fé cristã. Nossa igreja apoiava os ministérios de muitas denominações protestantes diferentes, mas o grupo certamente estava em oposição a Igreja Católica.

O mito de uma “restauração” protestante do Evangelho era forte em nossa igreja. Eu aprendi muito cedo a idolatrar os reformadores protestantes Martinho Lutero e João Calvino, porque supostamente haviam resgatado o Cristianismo das trevas do Catolicismo medieval. Os católicos eram os que confiavam nas “boas obras” para levá-los para o céu, que se renderam à tradição ao invés das Escrituras, e que adoravam Maria e os santos em vez de Deus. Sua obsessão com os sacramentos também criou um enorme obstáculo para a verdadeira fé e um relacionamento pessoal com Jesus. Não havia dúvida. Os católicos não eram verdadeiros cristãos.

Nossa igreja era caracterizada por uma espécie de intelectualismo confiante. Presbiterianos tendem a ser bastante ou teologicamente intelectuais, e professores de seminário, apologistas, cientistas e filósofos eram os oradores frequentes de nossas conferências. Foi essa atmosfera intelectual que atraiu o meu pai para a igreja, e suas estantes estavam lotadas com as obras do reformador João Calvino, e do puritano Jonathan Edwards, bem como autores mais recentes como B.B. Warfield, A.A. Hodge, C.S. Lewis e Francis Schaeffer. Como parte dessa cultura acadêmica, tomávamos como certo que a investigação honesta levaria alguém a nossa versão da fé cristã.

Todas estas influências deixaram impressões definitivas sobre mim como uma criança. Eu comecei a achar o Cristianismo um pouco parecido com a física newtoniana. A fé cristã consistia em certas leis eminentemente razoáveis e imutáveis, e a você estava garantida a vida eterna, desde que você tivesse construído a sua vida de acordo com esses princípios. Eu também pensava que esta era a mensagem claramente enunciada no livro oficial da teologia cristã: a Bíblia. Somente a confiança irracional na tradição humana ou a indiferença depravada poderia explicar o fracasso de alguém se agarrar a estas simples verdades.

Havia uma estranha ironia neste ambiente altamente religioso e teológico. Deixava-se claro que era a fé e não as obras que salvavam. Também se confessava a crença protestante clássica de que todas as pessoas estão “totalmente depravadas”, o que significa que até mesmo os seus melhores esforços morais são intrinsecamente odiosos para Deus e nada podem merecer. No momento em que cheguei a escola, eu coloquei essas peças e conclui que a prática religiosa e o esforço moral eram mais ou menos irrelevantes para a minha vida. Não que eu tenha perdido a minha fé. Pelo contrário, eu a absorvi completamente. Eu tinha aceitado a Cristo como meu Salvador e era um “renascido”. Eu acreditava que a Bíblia era a palavra de Deus. Eu também acreditava que nenhum dos meus trabalhos religiosos ou morais tinha qualquer valor. Então eu parei de praticá-los.

Felizmente, a minha indiferença durou apenas alguns anos, e eu tive uma verdadeira reconversão à fé na faculdade. Descobri que a minha necessidade de Deus era mais profunda do que um simples “seguro contra incêndio”. Eu também conheci uma linda garota com quem eu comecei a ir aos cultos protestantes. Jill tinha sido criada nominalmente católica, mas não conseguiu manter-se na prática de sua fé após a Confirmação. Juntos, nós nos encontrávamos crescendo mais profundamente na fé protestante, e depois de alguns meses, ambos nos tornamos desiludidos com a atmosfera mundana da nossa Universidade de Nova Orleans. Concluímos que o Centro-Oeste americano e a faculdade evangélica Wheaton College iria nos proporcionar um ambiente mais espiritual, e nos transferimos os dois no meio do nosso segundo ano (em Janeiro de 1991).

Wheaton College, é um farol para cristãos evangélicos sinceros vindos de várias origens. Protestantes de diversas denominações diferentes ficam representados, unidos em seu compromisso com Cristo e a Bíblia. Minha infância me ensinou que a teologia, a apologética e o evangelismo eram a maior vocação do cristão, e eu encontrei-os todos em oferta abundante na Wheaton College. Foi aí que pensei pela primeira vez em comprometer a minha vida ao estudo da teologia. Foi também na Wheaton College que Jill e eu nos tornamos noivos.

Depois da formatura, Jill e eu nos casamos, e finalmente, fizemos o nosso caminho para a Universidade Evangélica Trindade Divina, em Chicago. O meu objetivo era ter uma educação de seminário, e eventualmente, completar o meu grau de Ph.D. Eu queria me tornar um daqueles professores de teologia que admirava tanto na igreja durante a minha juventude.

Atirei-me no seminário abandonando tudo. Eu amei meus cursos de teologia, da Escritura e da história da Igreja, e eu prosperei sobre a fé, confiança e sentido de missão que permeavam a escola. Eu também abracei a sua atmosfera anti-católica. Eu estava lá em 1994, quando o documento “Evangélicos e Católicos Juntos” foi publicado pela primeira vez e a faculdade foi quase que uniformemente hostil a ele. Eles viam qualquer compromisso com os católicos como sendo uma traição a Reforma. Os católicos não eram simplesmente irmãos no Senhor. Eles eram apóstatas.

Eu aceitava as atitudes anti-católicas de meus professores de seminário, por isso, quando chegou a hora de seguir em frente nos meus estudos, decidi me focar em um estudo histórico da Reforma. Eu pensava que não poderia haver uma preparação melhor, para atacar a Igreja Católica e ganhar convertidos, do que conhecer profundamente as mentes dos grandes líderes de nossa fé – Martinho Lutero e João Calvino. Eu também queria entender toda a história do Cristianismo para que pudesse colocar a Reforma no contexto. Eu queria ser capaz de mostrar como a igreja medieval tinha abandonado a verdadeira fé e como os reformadores tinham recuperado ela. Para este fim, comecei estudos de Ph.D. em teologia histórica na Universidade de Iowa. Eu nunca imaginava que a história da Reforma da Igreja iria me levar a Igreja Católica.

Antes que começasse meus estudos em Iowa, Jill e eu testemunhamos o nascimento do nosso primeiro filho, um menino. Seu irmãozinho nasceu menos de dois anos depois, e uma irmã chegou antes de sairmos de Iowa (e agora temos cinco filhos). Minha esposa estava muito ocupada cuidando das crianças, enquanto eu me comprometia quase que inteiramente aos meus estudos. Vejo hoje que eu passei muito tempo na biblioteca e não tempo suficiente com a minha esposa, meus filhos e minha filha. Eu acho que justifica essa negligência a confiança no meu senso de missão. Eu tinha uma vocação – para testemunhar a fé através do estudo teológico – e uma visão intelectual da fé cristã do meu dever cristão. Para os cristãos evangélicos, o que se acredita ser mais importante é o que a pessoa vive. Eu estava aprendendo a defender e promover essas crenças. O que poderia ser mais importante?

Eu comecei meus estudos de doutorado em Setembro de 1995. Fiz cursos no início, de história medieval e da Reforma da Igreja. Eu li os Padres da Igreja, os teólogos escolásticos, e os reformadores protestantes. Em cada etapa, tentei relacionar teólogos posteriores aos anteriores, e todos eles com as Escrituras. Eu tinha um objetivo de justificar a Reforma e isso significava, acima de tudo, investigar a doutrina da “justificação pela fé”. Para os protestantes, esta é a doutrina mais importante “recuperada” pela Reforma.

Os reformadores insistiam em que eles estavam seguindo a antiga igreja ao ensinar a “Sola Fide”, e como prova apontavam para os escritos do Padre da Igreja, Santo Agostinho de Hipona (354-430). Meus professores de seminário também apontavam para Agostinho como a fonte originária da teologia protestante. A razão para isso era o interesse de Agostinho nas doutrinas do pecado original, graça e justificação. Ele foi o primeiro dos Padres a tentar uma explicação sistemática desses temas paulinos. Ele também colocou um nítido contraste entre “obras” e “fé” (veja sua obra “Sobre o Espírito e a Letra”, 412 A.D.). Ironicamente, foi a minha investigação desta doutrina e de Santo Agostinho, o que começou a minha jornada para a Igreja Católica.

Minha primeira dificuldade surgiu quando comecei a entender o que realmente Santo Agostinho ensinou sobre a salvação. Em poucas palavras, Agostinho rejeitou a “Sola Fide”. É verdade que ele tinha um grande respeito pela fé e graça, mas via estas principalmente como a fonte de nossas boas obras. Agostinho ensinou que nós literalmente “merecemos” a vida eterna, quando nossas vidas são transformadas pela graça. Isto é completamente diferente do ponto de vista protestante.

As implicações de minha descoberta foram profundas. Eu não sabia o suficiente dos meus dias de faculdade e seminário para entender que Agostinho ensinava nada menos que a doutrina católica romana da justificação. Decidi passar então para os Padres mais antigos da Igreja em minha busca pela “fé pura” da antiguidade cristã. Infelizmente, os Padres mais antigos da Igreja eram ainda de menos ajuda do que Agostinho.

Agostinho vinha do Norte da África de fala de língua Latina. Outros vieram da Ásia Menor, Palestina, Síria, Roma, Gália, e do Egito. Eles representavam diferentes culturas, falavam línguas diferentes, e foram associados a diferentes apóstolos. Eu pensei que seria possível que alguns deles pudessem ter entendido mal o Evangelho, mas parecia improvável que todos iriam se confundir. A verdadeira fé tinha de estar representada em algum lugar do mundo antigo. O único problema era que eu não poderia encontrá-la. Não importa para onde eu olhasse, em qualquer continente, em qualquer século, os Padres concordavam: a salvação vem por meio da transformação da vida moral e não somente pela fé. Eles também ensinaram que essa transformação começa e é alimentada nos sacramentos, e não através de alguma experiência de conversão individual.

Nesta fase da minha jornada eu estava ansioso para continuar a ser um protestante. Toda a minha vida, casamento, família e carreira, estavam ligados ao protestantismo. As minhas descobertas na história da Igreja eram uma enorme ameaça para a minha identidade, então eu me virei para os estudos bíblicos a procura de conforto e ajuda. Eu pensei que se eu pudesse ficar absolutamente confiante no recurso dos reformadores com as Escrituras, então eu basicamente poderia demitir 1500 anos de história cristã. Evitei a academia católica, ou livros que eu achava que tinham a intenção de minar a minha fé, e preferi me concentrar no que eu achava que eram as obras protestantes mais objetivas, históricas e também de erudição bíblica. Eu estava procurando por uma prova sólida de que os reformadores estavam certos em sua compreensão de Paulo. O que eu não sabia era que os melhores da academia protestante do Século XX já haviam rejeitado a leitura de Lutero da Bíblia.

Lutero baseou toda a sua rejeição da Igreja sobre as palavras de Paulo: “Uma pessoa é justificada pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3, 28). Lutero assumiu que este contraste entre “fé” e “obras” significava que não havia papel para a moralidade no processo da salvação (de acordo com a visão tradicional protestante, o comportamento moral é uma resposta para a salvação, mas não um fator contribuinte). Eu aprendi que os primeiros Padres da Igreja rejeitaram essa visão. Agora eu havia encontrado toda uma série de estudiosos protestantes também dispostos a testemunhar que isso não é o que Paulo quis dizer.

Os Padres da Igreja do Século II acreditavam que Paulo havia rejeitado a relevância somente da lei judaica para a salvação (“obras da lei” = lei mosaica). Eles viam a fé como a entrada para a vida da Igreja, os sacramentos, e o Espírito. A fé nos admite os meios da graça, mas não é em si um motivo suficiente para a salvação. O que eu vi nos mais recentes e altamente respeitados estudiosos protestantes é o mesmo ponto de vista. A partir do último terço do Século XX, estudiosos como E.P. Sanders, Krister Stendhal, James Dunn e N. T. Wright, têm argumentado que o protestantismo tradicional interpretou profundamente mal a Paulo. De acordo com Stendhal e outros, a justificação pela fé é principalmente sobre as relações entre judeus e gentios, e não sobre o papel da moralidade como condição de vida eterna. Juntos, o seu trabalho tem sido referido como “A Nova Perspectiva sobre Paulo”.

Minha descoberta desta “Nova Perspectiva” foi um divisor de águas na minha compreensão das Escrituras. Eu vi, para começar, que a “Nova Perspectiva”, era na verdade a “Velha Perspectiva” dos primeiros Padres da Igreja. Comecei a testá-la contra a minha própria leitura de Paulo e descobri que ela tinha sentido. Ela também resolveu a tensão de longa data que eu sempre senti entre Paulo e o resto da Bíblia. Mesmo Lutero tinha tido dificuldade em conciliar sua leitura de Paulo com o Sermão da Montanha, a Epístola de São Tiago, e o Antigo Testamento. Uma vez que eu tentei a “Nova Perspectiva” esta dificuldade desapareceu. Relutantemente, eu tive que aceitar que os reformadores estavam errados sobre a justificação.

Essas descobertas no meu trabalho acadêmico foram paralelas em certa medida a descobertas na minha vida pessoal. A teologia protestante distingue fortemente crença de comportamento, e eu comecei a ver como isso me afetou. Desde a infância, eu sempre tinha identificado teologia, apologética e evangelismo como a mais alta vocação na vida cristã, enquanto as virtudes deveriam ser meros frutos da crença correta. Infelizmente, descobri que os frutos não estavam apenas faltando em minha vida, mas que minha teologia tinha realmente contribuido para os meus vícios. Ela me fez censura, orgulhosa, e argumentativa. Eu também percebi que tinha feito a mesma coisa para os meus heróis.

Quanto mais eu aprendia sobre os reformadores protestantes, menos pessoalmente eu gostava deles. Eu reconheci que o meu próprio fundador, João Calvino, era um homem arrogante e auto-importante, que foi brutal para com os seus inimigos, nunca aceitou a responsabilidade pessoal, e condenava a qualquer um que não concordasse com ele. Ele chamou a si mesmo de profeta e atribuiu autoridade divina ao seu próprio ensino. Isto contrasta totalmente com bastante do que eu estava aprendendo sobre os teólogos católicos. Muitos deles eram santos, significando que eles tinham vivido vidas de abnegação e caridade heroica. Mesmo os maiores deles – homens como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino – também reconheciam que eles não tinham autoridade pessoal para definir o dogma da Igreja.

Exteriormente, permaneci firmemente anti-católico. Continuei a atacar a Igreja e a defender a Reforma, mas interiormente eu estava em uma agonia psicológica e espiritual. Descobri que minha teologia e todo o trabalho da minha vida foram fundamentados em uma mentira, e que a minha própria vida ética, moral e espiritual estava profundamente carente. Eu estava perdendo rapidamente a minha motivação para contestar o Catolicismo, e em vez disso eu queria simplesmente saber a verdade. Os reformadores protestantes tinham justificado a sua revolta por um apelo à “Sola Scriptura”. Meus estudos da doutrina da justificação tinham me mostrado que a Escritura não era o guia tão claro como os reformadores alegavam. E se todo o seu apelo a “Sola Scriptura” fosse equivocado? Por que, afinal, eu trataria a “Sola Scriptura” como a autoridade final?

Quando eu levantei essa questão para mim, percebi que eu não tinha uma boa resposta. A verdadeira razão pela qual apelava para a “Sola Scriptura” era que isso é o que havia me sido ensinado. Ao estudar o assunto, descobri que nenhum protestante já deu uma resposta satisfatória para esta pergunta. Os reformadores realmente não defenderam a doutrina da “Sola Scriptura”. Eles simplesmente afirmaram ela. Pior ainda, eu aprendi que os teólogos protestantes modernos que tentaram defender a “Sola Scriptura” o fizeram com um apelo à tradição. Isso me parecia ilógico. Eventualmente, eu percebi que a “Sola Scriptura” não está nem mesmo nas Escrituras. A doutrina é auto-refutável. Vi também que os primeiros cristãos não sabiam mais de “Sola Scriptura”, do que haviam conhecido de “fé”. Sobre as questões de como somos salvos e como definimos a fé, os cristãos mais antigos encontravam o seu centro na Igreja. A Igreja era tanto a autoridade sobre a doutrina cristã, bem como o instrumento de salvação.

A Igreja era a questão para a qual eu continuava me voltando. Os evangélicos tendem a ver a Igreja como simplesmente uma associação de fiéis unidos mentalmente. Até mesmo os reformadores, Lutero e Calvino, tinham uma visão muito mais forte da Igreja do que isso, mas os antigos cristãos tinham a doutrina mais sublime de todas. Eu costumava ver sua ênfase na Igreja como anti-bíblica, ao contrário da “fé”, mas eu comecei a perceber que era minha tradição evangélica que era anti-bíblica.

A Escritura ensina que a Igreja é o Corpo de Cristo (Efésios 4, 12). Os evangélicos tendem a descartar isso como mera metáfora, mas os antigos cristãos pensavam nisso como, literalmente, embora misticamente, a verdade. São Gregório de Nissa disse: “Aquele que contempla a Igreja realmente contempla Cristo.” Enquanto eu pensava sobre isso, eu percebia que ele disse uma verdade profunda sobre o significado bíblico da salvação. São Paulo ensina que os batizados foram unidos a Cristo na sua morte, para que também eles fossem unidos a ele na ressurreição (Romanos 6, 3-6). Esta união, literalmente, torna o cristão um participante da natureza divina (2 Pedro 1, 4). Santo Atanásio poderia até dizer, “Ele se fez homem para que pudéssemos ser elevados a Deus” (De Incarnatione, 54,3). A antiga doutrina da Igreja agora fazia sentido para mim, porque eu via que a própria salvação nada mais é que a união com Cristo e um crescimento contínuo em sua natureza. A Igreja não é uma mera associação de pessoas com interesses semelhantes. É uma realidade sobrenatural porque compartilha da vida e ministério de Cristo.

Essa percepção também fazia sentido na doutrina sacramental da Igreja. Quando a Igreja batiza, absolve os pecados, ou acima de tudo, oferece o Santo Sacrifício da Missa, é realmente Cristo quem batiza, absolve e oferece o seu próprio Corpo e Sangue. Os sacramentos não diminuem a Cristo. Eles o tornam presente.

As Escrituras são bastante simples sobre os sacramentos. Se você tomá-los literalmente, você deve concluir que o batismo é o “banho de renascimento e renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3, 5). O que Jesus quis dizer quando disse: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida” (João 6, 55). Ele não estava mentindo quando ele prometeu “a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados” (João 20, 23). Isto é exatamente como os antigos cristãos entendiam os sacramentos. Eu já não podia acusar os antigos cristãos de serem anti-bíblicos. Por que razão eu deveria rejeitá-los em tudo?

A antiga doutrina cristã da Igreja também fez sentido na questão da veneração dos santos e mártires. Eu aprendi que a doutrina católica sobre os santos é apenas um desenvolvimento desta doutrina bíblica do Corpo de Cristo. Os católicos não adoram os santos. Eles veneram a Cristo em seus membros. Ao invocar a sua intercessão, os católicos apenas confessam que Cristo está presente e operante na sua Igreja no céu. Os protestantes frequentemente objetam que a veneração dos santos católicos de alguma forma diminui o ministério de Cristo. Eu comecei a entender agora que o inverso é a verdade. São os protestantes que limitam o alcance da obra salvadora de Cristo, negando suas implicações para a doutrina da Igreja.

Meus estudos mostraram essa teologia concretizada na devoção da Igreja antiga. Conforme eu continuava a minha investigação de Santo Agostinho, eu aprendia que esse “herói protestante” abraçou completamente a veneração de santos. Peter Brown (nascido em 1935), um estudioso de Santo Agostinho, também me ensinou que os santos não estavam relacionados com o Cristianismo antigo. Ele argumentou que não se pode separar o Cristianismo antigo da devoção aos santos, e ele colocou Santo Agostinho diretamente nesta tradição. Brown mostrou que esta não era uma mera importação pagã no Cristianismo, mas sim estava ligado intimamente à noção cristã de salvação (Veja “O Culto dos Santos: A Sua Origem e Função no Cristianismo Latino”).

Quando entendi a posição católica sobre a salvação, a Igreja e os santos, os dogmas marianos também pareciam se encaixar. Se o coração da fé cristã é a união de Deus com a nossa natureza humana, a Mãe desta natureza humana tem um papel extremamente importante e único em toda a história. Por isso, os Padres da Igreja sempre celebraram Maria como a segunda Eva. O seu “sim” a Deus na anunciação desfez o “não” de Eva no jardim. Se era apropriado, venerar os santos e mártires da Igreja, quanto mais apropriado não seria dar honra e veneração a ela que tornou possível nossa redenção?

No momento em que eu terminei meu doutorado, eu tinha revisto completamente a minha compreensão da Igreja Católica. Vi que a sua doutrina sacramental, a sua visão da salvação, sua veneração a Maria e aos santos, e suas reivindicações de autoridade estavam todas fundamentadas nas Escrituras, nas tradições mais antigas, e no claro ensino de Cristo e dos apóstolos. Eu também percebi que o protestantismo era uma massa confusa de inconsistências e lógica torturada. Não só era falsa a doutrina protestante, mas criava contenção, e não poderia mesmo permanecer inalterada. Quanto mais eu estudava, mais eu percebia que a minha herança evangélica tinha me movido para longe não só do Cristianismo antigo, mas mesmo a partir do ensino de seus próprios fundadores protestantes.

Os evangélicos americanos modernos ensinam que a vida cristã começa quando você “convida Jesus a entrar em seu coração”. A conversão pessoal (o que eles chamam de “nascer de novo”) é vista como a essência e o começo da identidade cristã. Eu sabia a partir de minha leitura dos Padres que este não era o ensino da Igreja primitiva. Eu aprendi estudando os reformadores que não era nem mesmo o ensino dos primeiros protestantes. Calvino e Lutero tanto inequivocamente identificavam o batismo como o início da vida cristã. Eu procurei em vão em suas obras por qualquer exortação ao “novo nascimento”. Eu também aprendi que não descartavam a Eucaristia como sem importância, como eu o fazia. Enquanto eles rejeitavam a teologia católica sobre os sacramentos, ambos continuaram a insistir que Cristo está realmente presente na Eucaristia. Calvino mesmo ensinou em 1541 que uma compreensão adequada desta Eucaristia é “necessária para a salvação”. Ele não sabia nada do individualista, do Cristianismo do “novo nascimento” no qual eu havia crescido.

Terminei a minha licenciatura em Dezembro de 2002. Os últimos anos de meus estudos foram realmente muito obscuros. Mais e mais, parecia-me que os meus planos estavam ficando desequilibrados, e o meu futuro na escuridão. Minha confiança ficou muito abalada e eu realmente duvidava, que eu poderia acreditar em qualquer coisa. O Catolicismo começou a me parecer como a interpretação mais razoável da fé cristã, mas a perda da fé de minha infância foi demolidora. Orei por orientação. No final, eu creio que foi a graça que me salvou. Eu tinha uma esposa e quatro filhos, e Deus finalmente me mostrou que eu precisava de mais do que os livros em minha vida. Sinceramente, eu também precisava de mais do que “somente a fé”. Eu precisava de ajuda real para viver a minha vida e batalhar contra os meus pecados. Encontrei isso nos sacramentos da Igreja. Em vez da “Sola Scriptura”: eu precisava da orientação verdadeira de um professor com autoridade. Encontrei isso no Magistério da Igreja. Descobri realmente que toda a minha companhia eram os santos no céu – e não apenas os seus livros sobre a terra. Em suma, eu descobri que a Igreja Católica foi idealmente formada para atender as minhas necessidades espirituais reais. Além de verdade, descobri Jesus em sua Igreja, através de sua Mãe, e em toda a companhia dos seus santos. Entrei na Igreja Católica em 16 de Novembro de 2003. Minha esposa também tinha sua própria aversão contra as profundezas da Igreja e hoje minha família é uma família feliz e entusiasticamente católica. Agradeço aos meus pais por me apontarem Cristo e as Escrituras. Agradeço a Santo Agostinho por me apontar a Igreja

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As sete colinas de Roma – a Santa Igreja a Prostituta da Babilônia?


A julgar pelos critérios do fundamentalismo bíblico (palavras literais entendidas literalmente) é certo que não há nenhuma menção à Igreja Católica no livro de Apocalipse como a Prostituta da Babilônia. Por contorções de interpretação (e não  de literalismo bíblico) alguns grupos e indivíduos equiparam a Prostituta em Apocalipse 17:9 com a Igreja Católica, uma vez que Roma é a famosa cidade das sete colinas bem como a Sé principal da Igreja é Roma. Esta posição é insustentável, tanto factualmente quanto segundo as palavras das Escrituras, que nos dizem apenas da doutrina atual do Anticristo, as do apóstolo João em suas cartas. Parece haver duas opções, interpretar Apocalipse 17:9 absoluta e literalmente ou de acordo com algumas chaves interpretativas, que são metaforas alegóricas, ou ainda de alguma outra forma não-literal. Vamos olhar primeiro para a interpretação literal.
“As sete cabeças representam as sete colinas sobre as quais a mulher senta-se.” Em primeiro lugar, nenhum Papa que já viveu teve o seu “assento” (cathedra ou catedral) em qualquer uma das sete colinas de Roma. Essas colinas são pequenas colinas (Capitolinos, Palatino , Esquilino, Aventino e três menores “solavancos” no centro de Roma ), onde a religião e o governo da Roma pagã foram situados. A sede da Igreja Católica no Latrão (a catedral) e no Vaticano (onde vive o papa) não coincidem com elas (as Colinas). Na época  em que João escreveu o Apocalipse os cristãos de Roma viviam principalmente em Trastevere, um distrito “trans -Tibre” da cidade e ao lado da colina do Vaticano, onde São Pedro foi crucificado e enterrado. O Vaticano situa-se em cima do local de enterro de S. Pedro e, hoje, é a uma própria cidade-estado distinta de Roma e da Itália.
Então, o que foi que São João escreveu Apocalipse qando ele fala, na ilha de Patmos, cerca de 96 dC? Obviamente, fala do sistema imperial pagão situado nas Sete colinas, especialmente o Capitólio (o centro religioso e político) e do Palatino (palácio imperial).  Este poder pagão perseguiu a Igreja de Roma na época de Nero (64-67 dC), e em meados dos anos 90 sob Domiciano, perseguia os cristãos em todo o mundo romano. Domiciano foi considerado a re-encarnação do mal, mas bem quisto, Nero (a cabeça que vive novamente). Enquanto Nero perseguia  cristãos somente em Roma, Domiciano extendeu essa perseguição ao longo do império. Ambos são tipos  (types do grego, a prefiguração) do perseguidor final, o Anticristo.
Por que o nome enigmático Babilônia? Primeiro, a Babilônia histórica era o poder pagão o qual perseguia o povo de Deus, os judeus, entre 610 e 538 aC, destruindo o templo e dispersando as pessoas. Os romanos herdaram o manto de infâmia quando  destruíram o Templo em 70 dC, e, mais importante, perseguindo o novo Povo de Deus, a Igreja. Assim, São Pedro, escrevendo de Roma se refere a “Babilonia” (1 Pd 5,13) – um nome  o qual  qualquer judeu ou  cristão familiarizado com o Antigo Testamento saberia o significado.
Como isso se relaciona com o Anticristo? O futuro Anticristo será uma potência mundial,  essencialmente pagã, que  perseguira a Igreja Católica (e cristãos ortodoxos em geral) em todos os lugares , como os babilônios perseguiram os judeus da Igreja de Roma do primeiro século. Estes são os tipos bíblicos! A Babilônia dos dias de Joao, Roma, representa o reino do futuro Anticristo, que e não é mais susceptível de ser situado na Itália, do que se Roma fosse situada na Babilônia (atual Iraque). Joao, portanto, estava informando seus leitores destes (proto)tipos proféticos, chamando a atenção para o cumprimento contemporâneo  que encontraram realização na Roma pagã. O Anticristo vai sair do mundo cristão (civilização greco-romana ) para ser precisa (1 João 2:19), mas por exemplo, as Américas são tão herdeiras dessa civilização quanto a Europa, e  possui portanto, a mesma probabilidade de ser a fonte do Anticristo.
Finalmente, depois de distorcer o texto e a história, de ler o que eles querem na Bíblia, obtendo assim a falsa “bênção” de Deus em seu ódio contra a Igreja Católica, alguns “cristãos” ignoram os únicos textos da Escritura que nos falam sobre as inclinações religiosas de Anticristo. A fé católica, enquanto religião, era de se pensar que iriam ver o que ela ensina sob o único critério que a Bíblia realmente dá sobre o Anticristo. Nas cartas de São João (1 Jo 4, 2 João 1), a Escritura nos diz que o espírito do anticristo nega a encarnação (o Filho de Deus tornando-se homem) e, assim, também a Trindade (Pai e do Espírito , também). Este é o espírito do Anticristo. Contudo, não há um único texto em 2000 anos, incluindo o novo Catecismo da Igreja Católica, onde a Igreja Católica, seus sacerdotes, seus bispos, seus ensinamentos oficiais, os seus santos, ou seus reconhecidos autores eclesiásticos, nega  o Verbo  Encarnado ou a Santíssima Trindade. Em vez disso, todo o cristianismo deve a preservação dessas verdades à Igreja Católica, cujo grandes Concílios as formulou, os santos e papas os têm até hoje defendido, muitas vezes à custa do martírio. O papa  João Paulo II, escreveu três grande encíclicas  sobre a Trindade, uma para cada Pessoa Divina, e sem dúvida pregou Jesus Cristo a mais pessoas do que qualquer outra pessoa na história humana. A Igreja Católica não tem o espírito do Anticristo, mas de Deus, uma vez que sem o Espírito, ninguém pode dizer ” Jesus é o Senhor” (1 Coríntios. 12:3) , algo que a Igreja e os católicos sempre fizeram e continuam a fazer !
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Pastor se converte à Igreja Católica depois de 20 anos no protestantismo


Mais um protestante regressa à casa. Nunca é demais lembrar o quão grande é graca de ser católico… Boa leitura!

O ANUNCIADOR

Pastor Adenilton Turquete se converte à Igreja Católica após 20 anos em igrejas evangélicas

COMPARTILHANDO A GRAÇA | Hoje faz exatamente 20 anos do meu batismo na Igreja Assembleia de Deus. Foi em 27 de Março de 1994, domingo, na igreja sede da Assembleia de Deus no Brás (Ministério em Madureira, hoje mais conhecida como AD Brás).

Foi um momento marcante em minha vida, eu estava vivendo uma linda experiência de conversão e aquele ato batismal era o cumprimento de uma decisão tomada poucos meses antes, quando aceitei a Jesus como meu Salvador. Sempre fui apaixonado pelo Evangelho desde criança, quando ganhei minha primeira Bíblia aos sete anos, poderia até ver isso como uma vocação sacerdotal.

Passados estes vinte anos eu vivo novamente a experiência da conversão, mas desta vez minha fé me trouxe de volta à Igreja Católica Apostólica Romana. 

No período em que estiva na Assembleia de Deus participei de grupos de mocidade, fui professor de Escola Bíblica Dominical e…

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Resposta ao ‘Pastor’ Rev. Hernandes Dias Lopes


Desmascarando o Rev. Hernandes Dias Lopes
Por: Fernando Nascimento

O Rev. Hernandes Dias Lopes é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB, fundada em 1928.

Este pastor, como outros que já desmascaramos, resolveu escrever um enganador e sutil artigo sobre a virgem Maria, onde mais uma vez, os ataques a mãe de Deus são disfarçados entre falsos elogios e fraudulentas adulterações das Escrituras onde até a mãe de João Batista é tida por ele como sendo “Ana”, quando na verdade foi Isabel.

Eis alguns dos endereços onde se encontra a vergonha deste pastor:

http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/09/maria-a-bem-aventurada-entre-as-mulheres/

http://tempo-kairos.blogspot.com/2011/03/maria-bem-aventurada-entre-as-mulheres.html

http://estudos.gospelprime.com.br/maria-a-bem-aventurada-entre-as-mulheres/

Vamos às refutações ao que escreveu este pastor, em negrito:

Maria, a bem-aventurada entre as mulheres

A. Maria é uma das figuras mais importantes da história. Talvez a pessoa mais polêmica da história da igreja. Alguns colocam-na numa posição que Deus nunca a colocou. Outros, deixam de dar a ela a honra que Deus a deu.

Quem lança ódio sobre Maria e disfarça com a palavra “polêmica” são os protestantes modernos. Todos os cristãos primitivos desde os apóstolos até os reformadores fundadores do protestantismo veneravam e tinham Maria como “a virgem mãe de Deus”. A teóloga luterana Elizabeth Parmentier, catedrática da universidade de Estrasburgo, diz que: “muitos protestantes reconhecem que a ocultação total da mãe de Cristo não está conforme a Sagrada Escritura, nem com as confissões da antiga igreja, nem com a opinião dos reformadores”. (Comentário ao Magnificat, conforme escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).

B. A única maneira de honrar Maria é examinar o que a Bíblia diz a seu respeito e destacar esses pontos para o nosso ensino e exemplo. Acrescentar o que não está na Bíblia além de ofender a Deus, desonra Maria, porque agride sua fé e suas convicções.

Ninguém agride mais Maria que os protestantes modernos. Fazem isso contraditoriamente, pois a Confissão protestante de Augsburgo reconheçe em Maria um papel especial dizendo: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27).

C. Precisamos entender em primeiro lugar o que a Bíblia não diz sobre Maria:

Exatamente! A Bíblia não diz que devemos denegrir à Maria, rejeitar Maria nas cerimônias e muito menos levantar falso testemunho contra Maria. Antes, ensina que devemos dar glória e honra aos que praticam o bem, como Maria praticou sem igual: “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem” (Rm 2,10)!

I. O QUE A BÍBLIA NÃO ENSINA SOBRE MARIA, A MÃE DE JESUS

Vejamos se há fundamento nas palavras do pastor.

1. Maria não é Mãe de Deus – Ela é mãe de Jesus e Jesus é Deus, mas ela não é mãe de Deus. Jesus tinha duas naturezas distintas: divino e humana. Como Deus ele não teve mãe e como homem não teve pai. Como Deus ele sempre existiu, é o Pai da eternidade, o criador de todas as coisas. Como Deus ele pré-existe a todas as coisas é a origem de todas as coisas.

Pura manobra! Maria é sim mãe de Deus, assim como a mãe deste pastor é mãe dele. A mãe do pastor não gerou seu espírito (Ecl 12,7), foi Deus, e nem por isso ela deixou de ser sua mãe. Todos temos um espírito criado por Deus e que retorna a Deus, assim como Jesus retornou, e nem por isso Jesus Deus, nós ou os protestantes, deixamos de ter mães que nos tornaram visíveis.

Jesus é eterno (Jo 1:1). Antes que Abraão existisse, ele já existia (Jo 8:58). O filho não pode vir primeiro que a mãe. Se Maria é mãe de Deus, José é padrasto de Deus e Ana tia de Deus, e João Batista primo de Deus, e Eli avô de Deus.

No princípio Jesus era um espírito e ganhou nome de “Jesus” e “mãe” pela intervenção de Maria. Aproveito para corrigir o pastor quanto aos “parentes de Deus”: Ana jamais foi “tia” de Deus, como ele afirma. Deveria soltar menos chistes e conhecer melhor as Escrituras.

2.Maria não é Imaculada – A tese de que Maria não herdou o pecado original nem tão pouco não cometeu nenhum pecado em toda a sua vida não tem nenhum amparo nas Escrituras. Esse dogma da imaculada conceição foi promulgado pelo papa Pio IX em 8/12/1854.

Puro engodo! A festa da Imaculada Conceição, que já se festejava muito antes, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

Ora, segundo a lógica do “pastor” seria correcto afirmar que a promulgação do Dogma da Santíssima Trindade foi, na verdade, uma “invenção” da Igreja, e não a confirmação de uma Verdade Bíblica que, após  revelada pelas escrituras e devido a grandes heresias que a contrariavam, necessitou ser proclamada pela Igreja para o benefício não da Igreja, mas dos próprios cristãos e em favor da Verdade!!  Sim, as Escrituras confirmam a Santa Trindade, mas em nenhum lugar a declara explicitamente. Foi preciso a Igreja declara-la como verdade… E mesmo após tê-la feita, ainda há aqueles que a rejeitam: entre outros, cito aqui os Testemunhas de Jeová!! ( Argumento adicionado pelo Blog) Sendo assim, segue que promulgar um dogma não é sinônimo de inventar uma doutrina, mas sim tornar oficial e irrevogável uma Verdade!!

O Papa Pio IX , em 1854 apenas CONFIRMOU, sancionou a Imaculada Conceição naquele ano, quando isto já era fato professado já desde os cristãos primitivos. Quer uma prova?

– O apóstolo S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem”. (S. jacob in Liturgia sua, anos 42 a 62 d.C).

– O apóstolo Santo André escreveu: “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido.” (Cartas dos Padres de Acaia, exposição ao procônsul Egeu, atas do martírio de Santo André)

Em (Lc 1,28), O Anjo Gabriel chega à Nossa Senhora e a saúda com as palavras “Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres”. Como alguém que fosse um escravo do demônio, alguém que peca e tornará a pecar, poderia ser chamada de “cheia de graça”? Obs: na saudação do anjo à Maria, nos originais consta “kecaritwmenh”, que significa “cheia de graça”, e não agraciada como iludem os protestantes em suas más traduções.

A Bíblia, porém, ensina que todos pecaram. Todos herdamos o pecado de nossos pais. Não foi diferente (sic) com Maria. Então, por que Jesus nasceu de Maria e nasceu sem o pecado original? Porque Jesus não nasceu de um intercurso entre Maria e José, mas o ente que nela foi gerado, o foi pelo Espírito Santo. Jesus é semente da mulher.

A prova cabal de que Maria é imaculada, é seu Filho, que se afirmava “filho do homem”, ou seja, humano. Mas humano sem pecado, uma exceção a Romanos 3,23, “com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus”. Ora, Jesus não está incluído nesse “todos”, mesmo sendo filho de uma mulher. ”Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém!” (Jó, 14,4). Atribuir pecado a Maria é atribuí-lo também a Jesus, e contradizer-se quando diz como o pastor: “ Todos herdamos o pecado de nossos pais.” . Um melhor conhecimento das Escrituras iria poupar este pastor de tanto constrangimento.

Maria se reconhecia pecadora e chamou Deus de seu salvador (Lc 1:46-47). Ela ofereceu um sacrifício pelo pecado quando foi levar Jesus ao templo aos oito dias de vida (Lc 2:22-24 cf. Lv 12:6-8).

É um absurdo dizer que Maria se tornou pecadora por ter trazido o Salvador ao mundo. Maria ofereceu um sacrifício para submeter-se à Lei de Moisés, como Cristo o fez (Gl 4,4), apesar de não precisar (Mt 17,23-26): para não ser causa de escândalo (Mt 17,26) e dar exemplo de obediência, para que saibamos que devemos obedecer à Lei de Cristo como eles, Maria e Jesus, obedeceram à lei de Moisés.

A afirmação de Deus como Salvador  na fala de Maria significa que Maria, como criatura, reconhece em sua humildade que foi pela Graça de Deus, e somente por vontade Dele, ela fora preservada do pecado. Sendo assim, como toda criatura carente de um salvador, Maria atribui à Deus e não a si mesma, a bem-aventurança de ter sido salva, antes mesmo que pudesse cometer um pecadi. O que, na verdade, jamais aconteceu por vontade de Deus e por Seu poder e Graça, nada mais! ( Argumento adicionado pelo Blog)

3.Maria não é Mediadora ou Intercessora – Somente Deus pode ouvir e atender as nossas orações. Somente ele é digno de receber culto. O culto a Maria e as orações que são feitas a ela estão em desacordo com o ensino da Bíblia. Ela precisaria ter os atributos exclusivos da Divindade, como onisciência, onipotência e onipresença para poder ouvir todas as orações e interceder. Somente Deus é digno de ser adorado. A veneração a Maria como Mãe de Deus, Rainha do céu, mãe da igreja está em total desacordo com o ensino da Palavra de Deus.

Infelizmente, muito protestante entende pouco de teologia e muito de ódio. Confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de “dulia”, “hiperdulia” e “latria”.

1. culto de latria (grego: “latreuo” ) quer dizer adorar – É o culto reservado a Deus.

2. culto de dulia (grego: “douleuo” ) quer dizer honrar. É o culto reservado aos santos. “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem.” (Rm 2,10)

3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração. É o dedicado a Maria Santíssima. “Uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro” (Ap 12,1,5).

Maria é sim Intercessora, e provaremos pelas Escrituras: No evangelho de Mateus (22, 30), Jesus Cristo ensina que os ressuscitados “são como os anjos de Deus no céu”. Zacarias diz: que “o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos” (1, 12 -13).

As Escrituras mostram que um santo “homem de Deus” (2 Reis 4,8-9), como era Eliseu em vida, mesmo depois de morto, suas relíquias, ou seja, seus ossos, pôde mediar os poderes de Deus, a ponto de ressuscitar um homem, que saiu caminhando sobre seus pés. (2 reis 13-20,21). Nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre (pela a falta de vinho), pois “ainda não havia chegado Sua hora”, bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima.

Os pastores, desonestamente pegam as palavras “Onipresença” e “Onisciência”, atributos de Deus, e maliciosamente aplicam aos santos, quando os santos, não fazem uso disto, eles tem visão beatífica “face a face”(1Cor 13,12), e são “participantes da natureza divina” (2 Pd 1,4) “… tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5,8-9). “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus ” (Ap 8,4) . Cai mais um sofisma.

A doutrina proclamada “Tudo por Jesus, nada sem Maria” está em desacordo com o ensino das Escrituras.

Por favor, capítulo e versículo onde se diz “nada por Jesus e tudo sem Maria”, contrariando o que os católicos dizem.

A Bíblia diz claramente que Jesus é o único Mediador (1 Tm 2:5; Jo 14:6; 1 Jo 2:1; Rm 8:34; Hb 7:25). (confira os textos mais não torsa (sic) a verdade)

Vejamos o que diz de fato estes versículos distorcidos pelo pastor:

(1 Tm 2:5) – “Só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus cristo”

– Aqui mostramos como a interpretação do pastor é falsa, pois o original texto de São Paulo – inteiro, sem a tesoura do pastor – mostra em que sentido Cristo é único mediador – como Salvador de todos os homens. Veja: “Porque há um só Deus e só há um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem, QUE SE DEU A SI MESMO PARA REDENÇÃO DE TODOS” (1Tim 2, 5-6). – São Paulo, nesta mesma carta, indica também intercessores secundários: “…Antes de tudo, que façam deprecações, orações, INTERCESSÕES e ações de graças por todos os homens (…) POR QUE ISTO É BOM E AGRADÁVEL DIANTE DE DEUS, NOSSO SALVADOR.” (1Tm 2, 1-3). (conforme bíblia protestante)

Jo 14:6 – “Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Só um protestante mesmo para pensar que os santos vão ao Pai sem Jesus. O próprio Jesu o calará: “Cuidado! Não desprezeis um só destes pequenos! Eu vos digo que os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.”(MT 18,10). Certamente também o pastor desconhece que Deus vive com os santos mortos no céu (Ap. 6, 9-11). E ignora que Maria foi a Jesus e propiciou Seu primeiro milagre na terra, transformando água em vinho.

1 Jo 2:1 – “Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

– Aqui apenas diz que Jesus é UM intercessor que perdoa junto ao Pai, mas não nega outros intercessores, como já provado em (1Tm 2, 1-3), (Zc 1, 12 -13), (2 reis 13-20,21)

Rm 8:34 – “Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!”.

– Este versículo isolado e fora do contexto não abrange o contexto ensinado por Jesus. Mesmo no tema salvação/condenação, os ensinamentos de Jesus pedem a intercessão dos mortais: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para a morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecaram para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore. Toda iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para a morte”. (1 João 5, 16-17).

Hb 7:25 – “É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. “

– E quem disse que Maria foi salva por Deus sem ser através de Jesus Cristo??? Maria vai a seu Filho, como seu Filho veio por ela para a salvação do mundo. Como é gratificante ter uma mãe no céu que pode rogar por nós a Deus e seu Filho. Repetimos a omissão protestante: “…Antes de tudo, que façam deprecações, orações, INTERCESSÕES e ações de graças por todos os homens (…) POR QUE ISTO É BOM E AGRADÁVEL DIANTE DE DEUS, NOSSO SALVADOR.” (1Tm 2, 1-3) (conforme as bíblias protestantes de João Ferreira).

4.Maria não é Co-Redentora – A salvação é obra exclusiva de Deus. Ninguém pode acrescentar nada ao que Deus já fez através do seu Filho. O sacrifício de Cristo foi completo, total, cabal e suficiente.

Claro que a Salvação é obra exclusiva de Deus e o sacrifício de Cristo é suficiente. Mas, suficiente para salvar só os que cumprem os Mandamentos e se esmeram para isso. O absurdo que acabamos de ler acima, baseia na quimera protestante do pensar que já estão salvos.  Dizia São Paulo: “… O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Colossenses 1,24), e “Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros”(1 Cor 9,27), – “Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia” (1 Cor 10,12). – Está provado, pastor, que a sua farsa protestante da “salvação certa” não harmoniza com o Novo Testamento.

Dizia ainda o despretensioso São Paulo: ” Porque de nada me sinto culpado; mas nem por isso me dou por justificado; o Senhor é quem me julga. Pelo que não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas ainda descobrirá os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1 Cor 4, 4-5). Não diga quem sobe ao céu, e nem quem desce ao inferno, “pastor” (Rm 10,6-7). Não sabe para onde vai o protestante que se diz “salvo”. Isto é estelionato teológico e pecado grave contra o Espírito Santo.

Vejamos o que diz ainda a palavra de Deus: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para a morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecaram para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore. Toda iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para a morte”. (1 João 5, 16-17)

Qualquer um que cumpre este ensinamento da palavra de Deus é um co-redentor. Por que Maria não é??? Será que protestante sabe o que é um Redentor? Vejamos: “Redentor” – O que livra da escravidão ou das aflições. Já o “co-redentor” apenas ajuda o Redentor a absolver, como no caso do versículo citado acima, com as orações solicitadas pelo apóstolo João.

A Bíblia é clara em afirmar – At 4:12.

Este versículo diz: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.” – Estamos tratando de intercessão e não de salvação. Nunca conheci alguém que estivesse querendo ser salvo por um santo. Pura manobra desonesta, sistematicamente usada nos sofismas protestantes. Por favor, respeite as Escrituras e abdique da desonestidade.

5.Maria teve outros filhos – A Bíblia não ensina a virgindade perpétua de Maria. 1) Mt 1:25 – Contudo, não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus. O relacionamento com José não era desonra para ela (Hb 13:4). Se ela tivesse casada com José sem ter relação com ele, isso sim, seria motivo de transgressão. (1 Co 7:5)

Pura manobra e uso desonestos destes versículos! O pastor acrescentou a palavra “ENQUANTO” em (Mt 1, 25), para vender sua farsa. Seu blefe se baseia na sua acrescentada palavra “enquanto”, QUE NÃO CONSTA no texto de Mateus, e que até a bíblia protestante de João Almeida traduz por “ATÉ QUE”. Lá, quer dizer apenas, que José não conheceu Maria “ATÉ QUE” nasceu Jesus, e não fala que José a conheceu depois. – Confirmava Lutero pai dos protestantes: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto.” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323)

A Bíblia registra que Maria deu à luz o seu filho primogênito (Lc 2:7). Jesus não era o filho unigênito, mas primogênito, o primeiro de outros.

Puro engano! O pastor desconhece completamente a semântica bíblica. O termo “primogênito” em hebraico, não significa o mesmo que em português. Jesus foi apresentado como “primogênito” no templo, sem que viessem outros depois (Lc 2,22-23).

– Deus ordena: contar todo o primogênito varão dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima (Num 3, 40). Ora, se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo? Logo, há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho. Era “primogênito” quem nascesse menino ou animal macho, e não se nascesse outro depois daquele (Ex 13, 2). Curiosamente a tradução protestante confirma que primogênito é aquele que abrir toda madre (Ex 13, 2), sem precisar de outro. – A “teologia” protestante é um poço de ignorância.

A Bíblia é clara em informar que ela teve outros filhos: Mt 13:54-56; Mc 6:3; Sl 69:8; Lc 2:7; Mt 1:24,25; At 1:14

Puro embuste! Em nenhum dos versículos acima se diz que Maria “teve outros filhos”. E dou um doce para o protestante que mostrar um versículo que diga isso.

O termo “irmãos de Jesus” destes versículos, refere-se a primos ou discípulos, já que no hebraico qualquer parente ou discípulo era chamado de “irmão”. Confira nas escrituras:

(Lv 10,4) Misael e Elizafã são primos dos filhos de Arão. (diz-se irmãos).

(Gn 13,8) Abrão é tio de Ló. (diz-se irmão).

(Gn 29,10-12) Jacó é sobrinho do pai de Raquel. (diz-se irmão).

(Gn 29,15) Labão é tio de Jacó. (diz-se irmão).

(Mc 6,3) Tiago, José, Judas e Simão, são primos de Jesus. (diz-se irmãos).

(Jo 20,17-18). Os apóstolos eram discípulos de Jesus. (diz-se irmãos).

6.Maria não foi assunta ao céu – No dia 1/11/1950 o papa Pio XII promulgou o dogma de que o corpo de Maria ressuscitou da sepultura logo depois que morreu, que o corpo e alma se reuniram e que ela foi elavada (sic) e entronizada como Rainha do Céu, recebendo um trono à direita de Seu Filho.

A Coroa foi Deus que deu (Ap 12,1,5), já o “trono à direita de Jesus”, é presente do pastor.

A Assunção de Maria apenas foi confirmada em 1950. A cristandade sempre celebrou a Assunção de Maria. Vários livros históricos dos cristãos dos primeiros séculos documentam a Assunção de Maria, são eles: Acts of St. John by Prochurus, no século II; Joannis liber de Dormitione Mariae, e De transitu B.M. Virginis, ambos do século IV.

– São João Damasceno que morreu no ano 749 (MUITO ANTES DE 1950) já festejava a ASSUNÇÃO DE MARIA, escreveu: “… Não é Maria que precisa de elogios, nós é que precisamos de sua glória. Um ser glorificado, que glória pode receber ainda? a fonte da luz, como será iluminada ainda? Ela [Maria] cativou o meu espírito, ela reina sobre a minha palavra, dia e noite sua imagem me é presente. Mãe do Verbo, dá-me de que falar!… Eis aquela cuja festa celebramos hoje em sua santa e divina Assunção”. (São João Damasceno (675-749) – da homilia sobre a dormição da Mãe Santíssima de Deus na festa da Assunção – pág. 96, 753-761).

II. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE MARIA, A MÃE DE JESUS

Vejamos a do pastor:

1.Maria foi uma mulher agradeciada (sic) por Deus – Lc 1:28 – A primeira vez que Maria aparece na Bíblia está diante de um anjo. Ele trás para ela uma mensagem do céu e a chama muito favorecida (v. 28) e achaste graça diante de Deus (v. 30). Maria não foi escolhida para ser mãe do Salvador por suas virtudes. Essa escolha teve sua origem na graça de Deus e não em qualquer mérito dela. Deus não chama as pessoas porque elas são especiais, mas elas se tornam especiais porque Deus as chama. Maria tinha consciência disso.

Pura enganação. Maria foi escolhida pelas suas virtudes e antes de tudo pela confiança que Deus tinha nela. Mais adiante, este mesmo pastor, perdido nas próprias lisonjas enquanto ataca Maria, contraditoriamente dirá: “De todos os úteros da terra o seu foi escolhido para ser o ninho que ternamente acalentaria o Filho de Deus feito homem.”

– Ainda no Velho testamento, 750 anos de Maria nascer, o profeta Isaías relatava: “uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus conosco!” (Is 7,14). Será que o pastor arrisca dizer que Deus não sabia quem seria esta virgem?

Maria foi a semente do plano salvítico de Deus, que culminou no fruto de seu ventre Jesus Salvador. Maria não foi dita “agraciada” pelo anjo, como mentem as traduções protestantes. Na saudação do anjo à Maria, nos originais consta “kecaritwmenh”, que significa “cheia de graça”. Do que Maria tinha consciência era que todas as Gerações a proclamaria bem aventurada. (Lc 1,48)

A ênfase da mensagem do anjo estava na criança, e não em Maria. O Filho seria grande, não ela (v. 31-33). O nome da criança resumia o propósito do seu nascimento (v. 31; Mt 1:21).

Quem seria este pastor para querer diminuir tanto da semente do plano salvítico de Deus? O anjo assim saudou Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. ” (Lc 1,28). Isabel tomada pelo Espírito Santo dizia: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre…” (Lc 1,42); e a chamava de “mãe do meu Senhor”(Lc 1, 43). Até João Batista estremeceu de alegria no seio de Isabel, ao ouvir a voz de Maria (Lc 1,44). Lamentável é ver tal pastor que se diz cristão, ter reação inversa.

O anjo conclui com um princípio teológico, dizendo que para Deus não há impossíveis (v. 37). Dois nascimentos milagrosos: o primeiro de uma mulher idosa e estéril, o segundo de uma jovem, mas sem contato com homem.

O anjo não limita a condição da possibilidade de Deus só aos dois nascimentos. É bom o pastor aprender que para Deus, uma mulher dar a luz e permanecer virgem também é possível, e foi.

Deus Filho tornou-se humano por meio de uma concepção divina na pessoa de Maria. O Deus infinito, o criador do universo, tornou-se um pequeno embrião humano no ventre de Maria (v. 35).

Correção: o Filho de Deus, Servo de Deus (Mt 12,18-21), e segunda pessoa da Trindade habitou o ventre de Maria.

2.Maria foi uma mulher disponível para Deus – v. 38 – “Aqui está a serva do Senhor”. Uma frase que resume toda a sua filosofia de vida. Maria se coloca nas mãos de Deus para a realização dos propósitos de Deus. Ela é serva. Ela está pronta. Ela se entrega por completo, sem reservas ao Senhor.

Fato.

Maria foi serva, assim como é Jesus servo de Deus. (Mt 12,18-21) – Ela está pronta a obedecer e oferecer sua vida, seu ventre, sua alma, seus sonhos ao Senhor. Ela é de Deus. Ela está disponível para Deus.

Fato.

Ela está pronta a sofrer riscos, a mudar a sua agenda, a realinhar os seus sonhos e desistir dos seus em favor dos sonhos de Deus.

Fato. Logo vemos que Maria não é “uma como outra qualquer”, como bradam muitos protestantes.

Ela está pronta a ser não uma sócia de Deus, não uma igual com Deus, mas uma serva. Isso era tudo. Diz ela: “que se cumpra em mim conforme a tua palavra” – É rendição total, sem condições, sem perguntas, sem pedidos de prova. Estava pronta para uma mudança radical de vida. De todos os úteros da terra o seu foi escolhido para ser o ninho que ternamente acalentaria o Filho de Deus feito homem. A serva se apresenta, bate continência ao Senhor dos Exércitos e se coloca às ordens.

A humilde fidelidade e entrega de Maria a Deus já era conhecida pela Igreja Católica 1500 anos antes do protestantismo ser fundado, vindo depois alguns de suas crias colocar odiosamente Maria no lugar de Deus a pretexto de odiá-la. Os sofismas malandros, como este do trecho acima são construídos com este propósito. Antes que qualquer protestante existir os católicos já sabiam que Maria não é uma “igual” a Deus, mas que deve ser respeitada e venerada por todas as gerações.

3.Maria foi uma mulher disposta a pagar um alto preço e correr todos os riscos para fazer a vontade de Deus – v. 38

Fato.

a)O anjo falou só com ela e não com outras pessoas Imagine explicar isso para a sua família. Maria passou o resto da sua vida sob uma nuvem de suspeita por parte da família e dos vizinhos. Ao aparecer grávida na cidade de Nazaré estava exposta às mais severas censuras do povo.

Fato.

b)Maria não tinha nenhuma garantia de que seu noivo José entenderia ou acreditaria em sua concepção miraculosa – Ela teve que enfrentar o homem que amava e dizer-lhe que estava grávida e José sabia que ele não era o pai. Maria estava disposta a sofrer desprezo e solidão. Na verdade José não acreditou em Maria quando esta lhe falou acerca da gravidez. Ele sofreu. Ele resolveu deixá-la em secreto. O divórcio foi a única saída que conseguiu encontrar para a sua dor e decepção. José era um homem justo (Mt 1:19). O anjo, então apareceu para ele e revelou a verdade e ele creu na mensagem do anjo e nas palavras de Maria. José aprendeu que Deus é digno de confiança. A Bíblia não registra nenhuma palavra direta de José. A maioria das pessoas envolvidas na história do nascimento de Jesus falou ou cantou, ou gritou louvores, mas José não fez nada disso. Ele simplesmente obedeceu.

Fato.

c)Maria correu o risco não só de ser abandonada pelo noivo, mas até ser apedrejada em público – Esse era o castigo para uma mulher adúltera. Ela já estava comprometida com José. Ele poderia requerer o seu apedrejamento. Ela, contudo, dispôs-se a pagar um alto preço para se submeter ao chamado de Deus. Aplicação: A obediência a Deus sempre tem um preço.

É verdade, Maria não foi apedrejada naquele tempo. O verdadeiro apedrejamento de Maria começou após a morte dos reformadores protestantes. Seitas pipocaram e diariamente os modernos arautos destas põe-se a apedrejar Maria, seja por insultos verbais ou por artigos sutis como este que ora refuto. Tudo isso por observarem a devida glória e honra que os católicos lhe prestam. Protestante moderno por o nome de “Maria” numa filha? Nem pensar. Antes o do ladrão Zaqueu, ou qualquer outro errático num filho.

4.Maria é uma mulher bem-aventurada entre as mulheres e não acima das mulheres – Lc 1:39-44

Correção: está escrito “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1,42) – Maria e Jesus são “benditos” ENTRE as mulheres pecadoras.

Isabel cheia do Espírito declara duas verdades sublimes sobre Maria:

a)Maria é bem-aventurada entre as mulheres (v. 42) – Isabel não coloca Maria acima das outras mulheres. Mas ela é bem-aventurada entre e não bem-aventurada acima das outras mulheres. Bem-aventurada é feliz. Maria é feliz porque ela encontrou graça diante de Deus, a graça de ser a mãe do Salvador. Mãe bendita, Filho bendito.

Pura falácia. Repito: Isabel disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Ou seja, Maria e Jesus são “benditos” ENTRE as mulheres pecadoras.

b)Maria é mãe do Senhor (v. 43) – Novamente o destaque da fala de Ana é sobre o Filho de Maria e não sobre Maria. João Batista estremece-se no ventre de Ana não por causa de Maria, mas por causa de Jesus que está no ventre de Maria. O grande personagem daquele encontro entre Isabel e Maria era o Filho de Maria em seu ventre. Aquele bebê que estava sendo gerado era o Senhor de Isabel, a alegria de João Batista, o ente santo, o Filho do Altíssimo, o rei cujo reinado não tem fim.

Que bom que o pastor viu na Bíblia que Maria é “mãe do Senhor”. Só não sei de onde ele tirou que João Batista esteve no ventre de Ana.

Não adianta enrolar. A Bíblia mostra claramente que a saudação de Isabel é à Maria: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,43). E João Batista estremeceu mesmo foi por ouvir a voz de Maria. “Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre.” (Lc 1,44). Isso em nada tira os méritos de Jesus.

c)Maria é feliz porque creu (v. 45) – Maria não é chamada de feliz porque foi pedida em casamento por um milionário da região nem por ser considerada a moça mais bonita de Nazaré, nem por ser a garota mais simpática da região. Isabel diz que ela é feliz porque creu em Deus. Maria mesmo reconheceu que por ser mãe do Salvador, ela seria considerada uma mulher feliz por todas as gerações (v. 48).

Todos conhecemos a humildade de Maria. Não adianta encher lingüiça. Só as gerações dos protestantes modernos, ignoram o que diz as Escrituras e a excluem.

5.Maria é uma mulher que reconhece que Deus está no controle da história e engrandece a Deus pelos seus atributos e pelas suas obras – Lc 1:46-56

Fato.

a)Maria nos fala da soberania que Deus tem de agir e intervir no curso da história (v. 46-49) – Para Maria Deus é poderoso (v. 49), santo (v. 49), misericordioso (v. 50), justo e fiel (v. 51-55). Que Deus age por meios estranhos e não convencionais. Ele não vem num palácio. Ele não envia seu anjo aos nobres de Jerusalém. À classe sacerdotal, mas a uma jovem em Nazaré. A palavra que Maria usa para poderosa é déspota, aquele que não se relaciona de forma dependente com nada e com ninguém. Deus não precisa fazer acordo com ninguém. Ele é livre e soberano para agir como quer, onde quer, com quem quer.

Deus que é soberano, poderoso, santo, misericordioso justo e fiel mandou um anjo saudar Maria de “cheia de graça” e dizer que era com ela (Lc 1,28); e a corou no “sinal do céu” (Ap 12,1,5), “sinal” este, previsto aproximadamente 750 anos antes do seu nascimento pelo profeta Isaias (7,14). “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.”

Como vemos, Deus só não é arrogante, orgulhoso nem mesquinho como o pastor. “Deus é amor”, por isso fez oito alianças com os povos e contará sim com a ajuda dos santos no julgamento de todos (I Cor 6,2), e quis o “sim” de Maria para trazer Jesus, a salvação do mundo.

b)Maria nos fala do projeto de Deus de invadir a história e virar a mesa, invertendo completamente os valores do mundo – (v. 51-53) – Deus entra na história não pelos palácios, pelos senados, congressos. Ele não pede que o poder judiciário lhe dê cobertura. Ele simplesmente entra na história e faz as mais profundas inversões que se pode imaginar, deixando todo mundo com gosto de surpresa e espanto na boca. Ele traz uma verdadeira revolução política, econômica, social e espiritual.

Fato é que, em se tratando de Maria, Deus quis a sua opinião.

c)Maria demonstra a sua profunda necessidade de Deus – Ela reconhece sua necessidade de salvação e chama de Deus de Senhor e de “meu salvador” (v. 46-47). Ela reconhece que o sentido da vida é exaltar e glorificar a Deus e alegrar-se nele (v. 46). Ela reconhece que AGORA todas as gerações a considerarão bem-aventura por que o Poderoso fez grandes cousas em sua vida (v. 48-49). Antes ela era apenas uma jovem desconhecida, agora seu nome seria uma referência para o mundo inteiro, não por seus méritos, mas por causa dos grandes feitos de Deus.

Todas estas obviedades, é para dizer disfarçadamente que Maria é uma como outra qualquer e ignorar que ela é “bendita” entre as mulheres pecadoras.

Todos já sabemos que Maria é uma criatura de Deus, seu Salvador. O que o pastor omite e repetiremos á exaustão é que aproximadamente 750 anos antes de Maria nascer, ela já era projeto de Deus para a salvação do mundo. “uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus conosco!” (Is 7,14); e teve sua assunção prefigurada no sinal do céu, no último livro da bíblia: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro” (Ap 12,1,5).

6.Maria é uma mulher que está sempre pronta a andar com Deus quando as coisas parecem complicadas.

Fato. Por isso rogamos a ela e temos recebido muitíssimas graças de Deus.

7.Maria, a mãe que tem o privilégio de ter nos braços o Filho de Deus, o seu próprio Salvador e Senhor.

Fato. Isso a distingue fantasticamente das outras mulheres.

a) O anjo disse para ela que o seu filho seria o Filho do Altíssimo (Lc 1:32) – Jesus como Filho de Deus, pré-existiu à sua mãe. Ele é o Pai da eternidade. Um com Pai. Criador do universo. Maria seria a mãe da natureza humana do verbo eterno e divino.

Engraçado é ver o pastor tropeçar em suas próprias manobras. Se ele mesmo afirma que: “o anjo disse para ela que o seu filho seria o Filho do Altíssimo (Lc 1:32)”, obviamente Maria é a Mãe do filho do Altíssimo que é Deus.

b) Isabel disse para ela que o seu filho era o seu Senhor (Lc 1:43) – Jesus mesmo na vida intra-uterina já era proclamado Senhor de Ana, mãe de João Batista.

Duas correções: 1- Isabel chamou Maria de “mãe do meu Senhor” (Lc 1,43). 2- Ana nunca foi mãe de João Batista.

c) Os anjos proclamaram em Belém que o filho de Maria era o Salvador, Messias e Senhor (Lc 2:11) – Essa notícia foi dada não no templo, mas nas campinas. Não aos sacerdotes, mas aos pastores.

Mais uma vez agradecemos, por reconhecer que: o filho de Maria era o “Salvador”, “Messias” e “Senhor”. – Só deixo claro que os “pastores” a quem foi dada a notícia do nascimento, não eram pastores evangélicos, mas de ovelhas. Os “sacerdotes” daquele tempo eram judeus. Jesus só fundaria sua Igreja sobre Pedro, com sacerdotes cristãos, três décadas depois. Só 16 séculos mais tarde apareciam na terra os autointitulados “pastores evangélicos” em igrejas particulares alheias a Igreja Católica fundada por Cristo. Malícia subliminar desfeita.

d) Simeão disse para ela que seu filho era a Salvação de Deus para os povos (Lc 2:29-32) – Maria e José estavam admirados do que dele se dizia.

Grato também por reconhecer que o Filho de Maria “era a Salvação de Deus para os povos”. Assim vemos que Maria não é mãe de um Jesus e Deus pai de outro, como o pastor tentava incutir no início de seu texto.

8. Maria a mãe que precisa reconhecer que seu Filho tem uma agenda estabelecida no céu e não na terra.

Correção: a agenda de Jesus Deus onipresente, se cumpriu na Terra e continuará na sua nova vinda.

a) Maria perde a Jesus na Casa do Pai (Lc 2:43-52) – Maria não se tornou uma supermulher por ser mãe de Jesus. Ela continuava sendo uma mulher limitada. Ela perdeu o seu filho. Ficou aflita. Voltou. Encontrou-o no templo. Mas o filho de 12 anos revelou a ela outra agenda. Jesus que não deveria seguir a agenda deles, mas eles que deviam seguir a sua agenda. “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na Casa de Meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhe disseram” (Lc 2:49-50). Maria não conseguia alcançar quem era o seu Filho e o que estava fazendo. Nas quatro ocasiões futuras em que Maria estará envolvida (diretamente ou por referência ao seu nome), essa tensão estará presente.

Detalhe: Jesus era criança obediente, foi a Jerusalém porque seus pais o levaram, de fato se perdeu deles, mas voltou com os pais quando encontrado. Jesus apesar de sábio era inocente quando criança, como atesta as Escrituras: “Ele vai comer coalhada e mel até aprender a rejeitar o mal e escolher o bem.“ (Is 7,15), para isso tinha pais justos. Essa enganação do pastor acabará logo a seguir, quando ele mesmo, contraditoriamente, dirá que aos 33 anos Jesus diz que ainda não era chegada sua hora.

Maria não precisou ser nenhuma “supermulher” nem Jesus um “superJesus”. Foram humildes. Maria sofreu as piores dores de uma mãe e Jesus as piores dores de um homem.

b) Maria informa a Jesus sobre a falta de vinho na festa e ele mostra para ela que não é chegada a sua hora (Jo 2:1-11) – Jesus mostra que ele só agirá dentro do cronograma do céu. Aos doze anos Jesus disse a Maria: “Por que me procuráveis?”. Agora, aos 33 anos de idade, ele pergunta: “Mulher, que tenho eu contigo?” Jesus estava revelando à sua mãe que sua agenda era conduzida pelo céu e não pelos laços familiares. Em ambos os casos, Jesus demonstra que o seu compromisso é com o Pai: “Não sabíeis que convinha estar na Casa de Meu Pai?” e “ainda não é chegada a minha hora”. Por isso, Maria compreende e endossa a agenda de Jesus de tal forma que a última palavra direta de Maria nas Escrituras é esta: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2:5). Seguir a orientação de Maria é de fato obedecer a Jesus.

Puro sofisma, esse argumento do pastor. Ele simplesmente omite que, Jesus fez o seu primeiro milagre transformando água em vinho porque Maria solicitou. (Jo 2,7-11); – e Jesus aos 12 anos, voltou pra casa porque Maria e José o foram buscar. “Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe guardava todas estas coisas no coração.” (Lc 2,51). – Até as palavras de um Jesus criança, que ainda estava aprendendo a separar o mal do bem (Is 7,15), é usada sutilmente pelo pastor para atacar Maria. Haja maldade.

A mãe de Jesus nos ensina com um lindo mandamento: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” (João 2,5); … e Jesus disse ao discípulo amado: “Eis aí tua Mãe!” E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (Jo 19,26-27). Nós a levamos para casa, pastor. Quando vocês protestantes modernos a levarão??? Repito sua última frase acima: “Seguir a orientação de Maria é de fato obedecer a Jesus.” – Quando o senhor vai seguir a Jesus???

c) Maria vai com seus outros filhos para prender a Jesus, mas ele prioriza a agenda do Reino em vez de ceder às pressões da família (Mc 3:20,21,31-35) – Maria e seus outros filhos preocupados com intensa atividade de Jesus, vão com a finalidade de prender Jesus e levá-lo para casa. Mas eles precisavam entender que Jesus antes de ser filho de Maria, era o Filho de Deus. Antes de ser carpinteiro, era o Salvador dos homens. Antes de ser um cidadão de Nazaré, era o Rei dos reis. Jesus mostra que a relação espiritual é mais importante que a relação de sangue, ao afirmar: “Quem é minha mãe e meus irmãos? E, correndo o olhar pelos que estavam assentados em redor, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3:33-35).

Corrigindo as mentiras subliminares do pastor: 1- Maria não foi com “seus outros filhos”. A Bíblia em nenhum versículo fala de “outros filhos” de Maria. 2- Maria e os parentes de Jesus apenas estavam preocupados com as aglomerações que levavam grande risco a Jesus. 3- Quando Jesus ao ser interrompido pelos que doutrinava diz: “qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”, simplesmente está exaltando a Maria e aos que faziam de fato a vontade de Deus. Impressionante é o contraditório pastor achar agora que a mãe de Jesus não fazia a vontade de Deus. Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38)

d) Maria e a verdadeira bem-aventurança (Lc 11:27-28) – Para Jesus a grande bem-aventurança de ouvir a Palavra de Deus e guardá-la é maior do que a bem-aventurança de ter sido genitora. Jesus não sustentou a supervalorização que a mulher destacou da relação de sangue que Maria tinha com ele. Havia outro tipo de relação que qualquer pessoa poderia manter com ele, muitíssimo mais importante que a física. Pois era essa relação que Jesus queria exaltar, a relação espiritual: “… uma mulher que etava (sic) entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!” (Lc 11:27-28). Assim vemos que esses três contatos de Jesus com Maria relatados pelos evangelhos, todos giram em torno do mesmo assunto: contraste entre o físico e o espiritual; parentesco de sangue contra afinidade espiritual.

Pronto! Trinta e três anos de vida de Jesus junto a Maria foram ridiculamente reduzidos a três “contatos” distorcidos pelo pastor que jamais morou na casa de Maria.

Vamos ao que de fato se passou em (Lc 11, 27-28) e foi desvirtuado pelo pastor: Jesus estava pregando e falava sobre espíritos impuros, quando uma mal educada mulher o interrompeu, não dando ouvidos ao que Jesus falava, inclusive mudando de assunto:

“Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!”

Jesus disse isso repreendendo-a para que aprendesse a ouvir a palavra de Deus e a observar, apenas, sem em nenhum momento Ele ou a mulher se referirem a Maria.

Será que os protestantes, que tanto mal interpretam essa passagem esqueceram que antes de amamentar Jesus Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”??? (Lc 1,38). Será que eles esquecem que desde as Escrituras, Maria é “bem aventurada” por todas as gerações???

e) Maria uma mulher com a alma traspassada pela espada (Lc 2:35) – O dia era o mais triste da história da humanidade. O dia era o mais gloriosa da história da humanidade. Dia de contrastes. Jesus morria. Jesus vencia. Humilhado, mas glorificado. Cercado de ódio por todos os lados. Transbordando de amor por todos os poros. Ao pé da cruz está Maria sofrendo indescritivelmente ao ver seu filho morrendo exangue. Ali uma espada traspassou a sua alma. A espada era invisível, mas não o seu efeito. Na cruz Jesus confia sua mãe ao seu discípulo João. Ali Jesus revelou seu amor cheio de cuidado por sua mãe. Ali Jesus ensina que os filhos precisam cuidar dos pais. Jesus o fez porque José já havia morrido e seus irmãos não criam nele e além do mais João era sobrinho de Maria.

Pura distorção clássica protestante. João era filho de Zebedeu e Salomé e levou Maria para casa porque Jesus a o deu como mãe. Não faz qualquer sentido os supostos “irmãos carnais” abandonarem sua mãe só porque não criam em Jesus que estava morrendo. Isso é falsidade diabólica, pois Jesus não teve irmão carnal. O termo “irmão” conservado nas escrituras como é dito no hebraico, abrange desde qualquer grau de parentesco a discípulo.

Jesus Cristo, ao ressuscitar, pediu que Maria Madalena anunciasse isso a “seus irmãos”. Ela foi e anunciou aos “DISCÍPULOS”. (Jo 20,17-18). E os “irmãos”??? Se Maria Madalena fosse protestante, certamente ainda hoje estaria procurando os “irmãos carnais” de Jesus, que nunca existiram.

f) Em momento nenhum a Bíblia registra que Jesus tenha chamado Maria de Mãe – Sempre a chamou de mulher, um termo respeitoso. A Bíblia nunca enfatizou a questão do teotokós (mãe de Deus). E por que? 1) Para ensinar que seus parentes não tinham uma posição privilegiada em relação a ele pelo fato de serem parentes. A relação que devia ser enfatizada é a espiritual. Mais tarde seus dois irmãos Tiago e Judas escrevem cartas e se apresentam não como irmãos de Jesus, mas servos do Senhor. 2) Para afastar o perigo das pessoas confundirem a posição de Maria como mãe de Deus. Ele tornou-se homem ao nascer do ventre de Maria, mas como Deus pré-existiu a criação e foi o criador de todas as coisas.

Ao contrário do que pensa o pastor, a palavra “mulher” implica, além disso, certa solenidade e ênfase: a maioria dos autores inclinam-se à ver neste título uma clara alusão ao (Gen 3,15), onde se fala do triunfo da “mulher” e da sua linhagem sobre a serpente. Tal alusão, além de estar avalizada pelo próprio texto (o uso do termo “Mulher”), é confirmada pelas interpretações dos Santos Padres, que falam do paralelismo entre Eva e Maria, semelhante ao que se dá, entre Adão e Cristo ( Rm 5,12-14). Do mesmo modo, o Novo Testamento se refere a Jesus como “Filho do homem” 88 vezes, em referência à profecia messiânica de Daniel 7,13-14. O “Filho do homem sabe porque chama sua mãe de “mulher”. A Bíblia não precisa enfatizar o Theotokos (mãe de Deus), o que precisa mesmo é o pastor parar de omitir isso.

Esse argumento tosco do pastor desmorona quando descobrimos que Tiago que era “irmão” (primo) de nosso Senhor, era o Líder da igreja de Jerusalém (At 15,13; 21,18; Gl 1,19; 2,12).

9.Maria, a discípula de Jesus – At 1:14 – A última vez que Maria aparece na Bíblia, ela é aparece como os demais crentes depois da ressurreição. Maria tomou o seu lugar com os outros cristãos – nem separada, nem acima deles. Ela estava lá também como discípula. Lá ela também aguarda o derramamento do Espírito. Seus outros filhos são convertidos. Eles se unem aos demais crentes e oram.

Novamente o pastor sorrateiramente tenta fazer de Maria o que ela nunca foi. Maria sempre foi humilde e continuou a ser. Continuou a ser a humilde e “mãe de Deus” porque seu filho Deus ressuscitou. E quando ela nos deixou passou a ser mais venerada ainda pelos apóstolos:

– S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, num escrito primitivo prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem”. (S. jacob in Liturgia sua).

No Pentecoste todos são cheios do Espírito Santo. Não diz a Bíblia que Maria é mais cheia que os demais nem que ocupa um lugar de destaque sobre os demais. Na verdade, seu lugar doravametne (sic) é discreto. Seus filhos Tiago e Judas são mencioandos (sic) e escrevem livros da Bíblia, mas Maria não é citada mais nem pelos apóstolos, nem pelos seus próprios filhos. O propósito dela não era estar no centro do palco, mas trazer ao mundo aquele que é a luz do mundo, o único digno de ser adorado e obedecido.

Puro ranço sutil. Com que propósito Judas e Tiago, que jamais foram filhos de Maria iriam escrever sobre Maria, se jamais escreveram até mesmo sobre seus pais?

O pastor omitiu, mas vamos mais uma vez mostrar-lhe que a assunção de Maria é prefigurada no sinal do céu, no último livro da bíblia: ” Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro.” (Ap 12,1,5)

Esse “sinal” no céu é professado por Isaias, aproximadamente 750 anos antes de Maria nascer: “Pois bem, o próprio SENHOR vos dará um sinal. Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel.” (Is 7,14)

Será que o pastor arriscaria dizer que Deus não sabia que essa jovem seria Maria? Será que o pastor acha que Deus deixaria essa jovem nascer pecadora para contaminar seu Filho?

Responde as Escrituras: ” Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Ele entrou no Santuário através de uma tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos humanas, nem pertencendo a esta criação.” (Hb 9,11)

CONCLUSÃO – 1.Maria é uma mulher digna de ser imitada não só pelas mães, mas por todos os cristãos: por sua humildade, coragem, abnegação, fervor e fidelidade a Deus. Uma mulher que esteve pronta a correr todos os riscos para realizar a vontade de Deus em sua vida.

Fato. Só falta agora o pastor cumprir a Confissão protestante de Augsburgo que reconhece em Maria um papel especial dizendo: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27).

2.Que Deus nos ajude a imitar a essa bem-aventurada mulher, e lutar para que as pessoas a honrem não colocando-a num pedestal que jamais Deus a colocou nem ela jamais aceitaria, mas imitando seu exemplo como humilde serva de Deus.

As gerações dos que honram a palavra de Deus já proclamam Maria “bem aventurada” há mais de dois milênios, como Maria previu. Quando os modernos protestantes farão isso?

Não, Maria não precisa de “pedestal” protestante, muito menos de título de “deusa” que estes lhe tentam impor, apenas do respeito. Pois no sinal do céu está brilhando a sua glória, onde ela já foi coroada (Ap 12,1,5), sendo pessoa humilde.

No livro Cântico dos cânticos ou Cantares 6, lemos:

9. “uma, porém, é a minha pomba, uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam”.

10. “Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?”

Conclusão:

Existem duas observações nestes textos acima, primeiro que a mulher “bela como a lua e brilhante como o sol”, era a perfeita escolhida, todos nós sabemos quem foi a escolhida: a Virgem Maria. A segunda particularidade nestes textos recai sobre a forma com que Deus proclama essa mulher: “Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada”. Nessa frase Deus está afirmando que a mulher “bela, como a lua e brilhante como o sol”, segundo o livro dos cânticos, e “revestida do sol com a lua debaixo dos pés”, condiz com a descrição do “sinal” do céu, no livro do Apocalipse (Ap 12,1,5), e com o “sinal” que Isaias diz que Deus daria (7,14), mostrando a grandiosidade de Maria no plano salvítico de Deus.

Não é nenhum pastor capaz de se equivocar dizendo que João Batista esteve no ventre de Ana, que vai mudar a vontade de Deus em relação à Maria Santíssima, mãe de Deus.

Pela honra e glória devida à Maria, santa mãe de Deus, aqui encerro essa refutação, e aviso ao pastor, que seu rio vomitado foi engolido.

“A terra, porém, veio em socorro da Mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado. Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus. “ (Ap 12,16-17)

Deus tenha piedade do que levado pelo ódio, não sabe o que diz.

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A Igreja de Cristo é UNA , Santa e dispensa falsas ‘reformas’


O AMOR SEM IGUAL DE JESUS E A PERFEIÇÃO DE SUA OBRA, QUE DISPENSA REFORMADORES PROTESTANTES
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Jesus explicou que a verdadeira Igreja tem pecadores e escândalos.

Lucas 17:1-10, “É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos. Acautelai-vos.

Contudo, apesar das nossas fraquezas, Jesus é infinitamente mais santo do que nós, que somos pecadores.

Apesar dos “esforços” dos homens para manchar a igreja de Jesus Cristo, a santidade do Senhor brilha de tal forma intensa que mesmo os pecados de todo o mundo não podem vencê-lo.

Este Senhor Jesus Cristo é indestrutível !!!

E este mesmo Jesus dispensa a ação do homem para “consertar” sua Igreja.

Jesus pessoalmente presta contas de sua Igreja.

Assim, quem creu na promessa de Jesus e quem crê que ele é indestrutível, apesar dos abomináveis pecados dos homens, não precisou de Lutero ou Calvino.

Não foi este mesmo Jesus que garantiu que as Portas do inferno não prevaleceriam sobre sua Igreja ?

Mateus 16:18: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

É este DEUS invencível e que se basta a si mesmo é que desejamos servir.

Conclusão:

Jesus ama com amor sem medida.

Como assim ?

  • .Jesus morreu na cruz para a redenção da humanidade.
  • .Jesus venceu a morte garantindo que todo que aquele que nele crê ainda que morra, viverá para sempre.
  • .Jesus deixou-nos a Igreja: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja..(Mateus 16:18)”
  • .Jesus instituiu o magistério da Igreja para nos guiar neste mundo: “Todavia, se eu tardar, … que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tim 3,15).”
  • .Jesus não nos deixou a mercê de nossos caprichos e falhas e assim não temos a obrigação de interpretar as sagradas escrituras: “NENHUMA PROFECIA É DE INTERPRETAÇÃO PARTICULAR” (II Pe. I, 20).“
  • .Jesus, através de sua Igreja Jesus estabeleceu quem deveria ensinar: “Quem vos ouve é a mim que ouve, e quem vos rejeita é a mim que rejeita; mas, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou(S. Lucas 10,13-16).”
  • .Jesus pensou até mesmo na liderança que todos deveriam seguir e assim disse exclusivamente a Pedro:
  • “Apascenta as minhas ovelhas(Jo 21,1-19)”
  • “Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,18-20)
  • “Tu, uma vez confirmado, confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,32).
  • .Jesus garante vitória a sua Igreja: Mateus 16:18: “…e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”
  • .Jesus admite ser possível que sua igreja produza pecadores e escândalos: Lucas 17:1-10, “É inevitável que venham escândalos.”
  • .Jesus em pessoa presta contas de sua Igreja no tocante aos escândalos: Ainda Lucas 17:1-10: “…mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos. Acautelai-vos.”

Obrigado Jesus por nos ter dado a Igreja.

Se não tivéssemos o magistério da Igreja, como poderíamos ser julgados com justiça ?

Se não aprendemos antes, como poderíamos ser cobrados ?

Graças a ti podemos seguir esta Igreja guiada pelo Espírito Santo de modo que não erra quando ensina, muito embora seus filhos sejam pecadores.

Temos a confiança na tua palavra que nos assegura que vós pessoalmente cuida da tua Igreja de maneira que não precisamos “consertá-la” com as nossas imperfeições, que na verdade causariam mais estragos do que restaurações.

Observamos o protestantismo e suas incontáveis divisões e doutrinas divergentes entre si, para confirmar que ninguém consegue consertar nada.

Jesus, tu és o Senhor que se basta !!!

E a multidão de nossos pecados e toda a luxúria da humanidade em todos os tempos não são capazes de manchar esta Igreja cujo autor és tu, o santo dos santos.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo !

Para sempre seja louvado !

Autor: A.Silva com a colaboração de Val Melkis – Livre divulgação, mencionando-se os autores

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Meu trabalho era destruir a fé católica


Fonte: Fratres in Unum – Editado pelo Blog Ecclesia Militans

Após anos de trabalho para a ONU, ex-agente denuncia estratégia da organização para minar a fé católica e implantar o aborto em todos os países do mundo

Amparo entendeu claramente. Era a Virgem Maria quem lhe falava. Tudo aconteceu quando ela recebeu um disparo da polícia em plena batalha. Quando despertou no hospital, decidiu que sua vida devia mudar radicalmente.

Sua vida “lamacenta” devia dar uma guinada de 180 graus e deixar de lado o seu servilismo político e sua vida de pecado, e dedicar-se às mulheres e às crianças, buscando seu autêntico bem.

Um avô católico

Ela havia nascido em uma família muito normal do Equador. Sua fé era nominal- ou seja, católica apenas no nome – de Missa dominical e pouco mais. A exceção da regra foi seu avô, que vivia uma autêntica vida cristã.

Em certa ocasião, sendo Amparo adolescente e a caminho do ateísmo, seu avô lhe disse umas palavras que não haveria de esquecer nunca. Estavam entrando em uma igreja, e diante de uma imagem da Virgem lhe disse: “Olhe para os seus olhos. Ela é a única que vai te salvar e a que vai te levar à fé”. A coisa parou por aí. A salvação da qual o avó fala não é a salvação eterna, ofertada somente por Deus em Cristo, mas o ato de salva-la do ateísmo, do desconhecimento e da rejeição a Deus, de Quem provém a Salvação derradeira.

O resto foi uma queda livre: foi expulsa do colégio por brigar com uma freira, e um encontro com evangélicos acabou por arrematar seu caminho rebelde e ateu. O pai, decepcionado com a expulsão da filha do colégio católico, decidiu enviá’la a Quito onde estudaria em um colégio evangélico. Ali, em meio à incontáveis ataques à fé católica por parte dos evangélicos que a cercavam, especialmente no que toda à devoção católica pela Virgem Santíssima, Amparo afastou-se ainda mais da fé, tornando-se não evangélica, mas ateia.

A revolução e as esquerdas

Eram os anos 70 e 80, e a oferta social que Amparo encontrou fora da Igreja era a dos movimentos revolucionários, a teologia da liberação marxista, Che Guevara, os movimentos feministas, abortistas, o indigenismo e esse grande etcétera. Ela se meteu de cabeça nisso tudo.

Se há algo que não se pode reprovar em Amparo é dizer que ela não foi uma pessoa coerente com os seus princípios. Ela tomou todas as bandeiras, as abraçou e se dedicou a elas. Ora a encontrávamos em uma confrontação armada ou em uma manifestação antigovernamental, ou ainda em uma campanha a favor dos direitos reprodutivos das mulheres, ou seja, promovendo os contraceptivos e o aborto.

Radicaliza-se na Espanha

Como a situação política no Equador se complicou, seu pai a enviou à Espanha para estudar Pedagogia Social. Neste país ela obteve seu título universitário, porém, também sua radicalização política e o contato com outros movimentos revolucionários, ateus e anticlericais. Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.

Já de volta ao Equador, sua visão feminista e de esquerda combinava perfeitamente bem com as políticas que a ONU levava a cabo na América Latina e, graças a ela e a sua formação, chegou a ser responsável no Equador do programa da UNFPA, isto é, do Fundo de População das Nações Unidas, de onde contava com todos os milhões de dólares que necessitasse para cumprir, ou melhor dizendo, impor os programas contrários à natalidade, a favor do aborto e da anticoncepção.

Meu trabalho: retirar a fé dos católicos

Amparo explicou na rede católica de televisão EWTN que “os grupos comunistas e socialistas sabem que a única instituição que pode romper as suas mentiras é a Igreja Católica. Então – confessou — a primeira coisa que buscam são argumentos que possam destruir a pouca fé que os católicos têm: “Veja as notícias ou vá atrás desse sacerdote que não está vivendo a sua vida na graça com Deus… Publique-os e os lance na imprensa…” E – concluiu — é preciso omitir que no Equador 60% das obras de ajuda às pessoas pobres estão nas mãos da Igreja, pois isso se silencia.”

Destruir a Igreja  de dentro para fora

O grande problema dos sacerdotes é a sua solidão: “Nós íamos em busca dos sacerdotes abandonados nos povoados e nas montanhas para dizer-lhes que se Deus existia, então por que permitia a pobreza? ‘A única maneira é a revolução. Una-te a nós, e nós vamos te ajudar’. Havia sacerdotes – lamenta agora — que cediam e que pensavam que teriam um grupo que lhe ajudaria, que lhe apoiaria, que estaria com ele… Em certas ocasiões oferecíamos dinheiro aos sacerdotes e às religiosas para que pudessem reconstruir, melhorar seus centros educativos com a única condição de que nos deixassem dar aulas de educação sexual e reprodutiva em seus colégios.”

Afastando-se ainda mais de Deus…

Em Amparo se cumpre aquela citação de Chesterton que “quando se deixa de crer em Deus, logo se crê em qualquer coisa”.

Imersa no ateísmo, não deixada de buscar algum resquício de espiritualidade na leitura de cartas, reiki, yoga…: “Como a vida na luta de esquerda era uma vida de pecado, você não podia se livrar das consequências do pecado. É a morte espiritual. São como pequenos pactos com o demônio. O demônio os cobra – adverte. Assim, comecei a sofrer por conta do dinheiro”.

“Alguém me recomendou que eu fizesse uma limpeza de ambiente. Tinha meus próprios mantras… que agora, que pude traduzi-los, dizem ‘eu pertenço a Satanás’. Fiz os mantras nos Estados Unidos e, inclusive, levei meus filhos ao xamã que era um mestre elevado da Religião Universal”.

… embora Deus não estivesse distante

Em certa ocasião, estando em uma comunidade, Amparo desafiou a Deus. Havia uma mulher rezando, porém, ela começou a repreendê-la severamente e chamá-la de louca. Até o ponto em que acabou rasgando uma imagenzinha que a pobre senhora segurava.

À época, sua prepotência de revolucionária não lhe fornecia muitas outras soluções. Pouco depois veio o passo seguinte até a sua conversão.

Ferida por uma bala da polícia

Amparo havia participando de todo tipo de manifestações e lutas contra o governo. Em ocasiões mobilizando os indígenas e facilitando que estes acorressem armados com lanças. Porém, certo dia, estando em uma delas, foi atingida por uma bala. Quando sentiu o impacto, Amparo recorda de duas coisas: por um lado, seu marido e seus filhos e, por outro lado, uma paz inexplicável, total. Não tinha medo de partir. Tudo era alegria, gozo, paz…

Nisso, escutou uma voz que lhe cantava: “Vi uns olhos maravilhosos. Vi o amor. Eram os olhos da Virgem. Eram justamente os olhos da estampa que eu havia rasgado! A estampa da Virgem Milagrosa. Eu a vi como uma adolescente de 15 anos. Com roupas brancas…”.

Enquanto ela sangrava, a única coisa que sentia era paz, alegria… Nesse momento a Virgem lhe disse: “Minha pequena, eu te amo”. E lhe pediu que deixasse todas as causas que ela levava e que assumisse a causa de seu Filho. Também se deu conta de que por trás da Virgem havia um senhor mais idoso: era seu avô.

E seu marido pensou que ela estivesse louca

Quando acordou, narrou toda a experiência a seu marido, Javier. Ele pensou que ela estivesse louca, e não era para menos. Uma ateia convicta, militante anticatólica, e despertando daqueles sonhos…

Em seguida, levaram-na para que os altos mestres, psicólogos e peritos da Nova Era a examinassem e a convencessem de que aquelas experiências eram fruto de suas alucinações e dos ferimentos. Sem dúvida, “ninguém podia tirar da minha cabeça que era Deus”.

Primeiramente, confessar-se

“A primeira coisa que precisava era um sacerdote. Precisava me confessar. A primeira coisa, em primeiro lugar, era a confissão. Eu pedia a Deus que não morresse no caminho, indo para casa, porque iria para o inferno. Na confissão estavam todos os pecados. Os mais horríveis”.

Era uma nova etapa, e havia de começar desde o princípio, fazendo tudo bem feito. Assim, a primeira coisa que fiz foi aprender a amar Jesus, a amar os sacerdotes, a amar a Igreja, amar os sacramentos”.

Amparo se sentia totalmente enlameada e também convidada a uma nova revolução: “O único que transforma o mundo é Deus. Eu não sou digna. É tão grande o amor de Deus…”

A conversão de seu marido

Amparo rezou e convidou seu marido Javier à conversão. Com o passar do tempo, Javier, revolucionário como ela, começou a dar provas de mudança por amor a Amparo.

Devia ser uma experiência dramática em si mesma pelo único fato de ter que romper com toda uma vida de convicções e luta comprometida. Amparo explica isso dessa maneira: “Meu marido aceitou crer em Deus e na Virgem, porém, não acreditava no sacramento. Todavia, Deus colocou um sacerdote santo em nosso caminho. Por fim, ele se confessou e sua confissão levou horas. Ao sair, sentiu que havia se livrado de toneladas de coisas”.

Agora era hora de denunciar as mentiras da ONU

A conversão das pessoas, na maioria das vezes, é um processo longo e em etapas. Amparo estava a caminho, mas ainda não renunciara a toda sua vida de pecado. Necessitava de parte dela, pois seu salário das Nações Unidas era uma fonte necessária para a família e seu ritmo de despesas.

Tudo aconteceu quando uma amiga sua lhe pediu informações sobre a distribuição da pílula do dia seguinte por parte das Nações Unidas no Equador. Amparo era responsável pela sua importação e distribuição no país.

De fato, sua agência das Nações Unidas havia vendido ao Equador 400.000 (quatrocentas mil) doses da pílula do dia seguinte. A ONU em Nova York, a UNFPA no Equador: “Eles nos vendem a 25 centavos de dólar, e nós as vendemos entre 9 e 14 dólares. É um negocio e tanto“.

No Equador houve um julgamento em que as Nações Unidas perderam a ação devido à distribuição da pílula e os pró-vidas ganharam, visto que tiveram que reconhecer que ela não é um método contraceptivo, mas sim anti-nidatório, ou seja, abortivo, e que se utiliza quando os métodos contraceptivos falham.

O ápice de sua decisão de converter-se e dar um passo definitivo até Deus aconteceu a caminho do tribunal nesse julgamento em que a ONU perdeu: “Quando estávamos levando a informação ao Tribunal, um jornalista me fez uma pergunta que pensei que era Deus quem me a fazia – estás com Deus ou estás com o demônio? –. A pergunta foi: O que eu pensava da pílula do dia seguinte? E, claro, eu continuava trabalhando para as Nações Unidas e apoiava todas as organizações pró-aborto. Nesse momento me dei conta de que era o momento de dizer a verdade e deixar de mentir a mim mesma. Era uma incoerência ser católica e ao mesmo tempo, por dinheiro, continuar apoiando uma organização que vai contra os meus valores. E, claro, disse a verdade e as Nações Unidas me despediram”.

O que existe por trás das Nações Unidas?

Por trás dos projetos da ONU, atrás das palavras bonitas que usam quando falam de saúde reprodutiva, na realidade, há toda uma promoção do aborto e dos contraceptivos. É o único objetivo para toda América Latina.

Na entrevista de Amparo à cadeia de televisão norte-americana EWTN, denunciava que no livro “Cuerpos, tambores y huellas”, editado pelas próprias Nações Unidas, se reconhece a promoção das relações sexuais com crianças desde os 10 anos. E que nele se explica claramente três coisas:

  1. que os pais não devem ser informados da educação sexual que seus filhos recebem;
  2. – que as escolas devem distribuir contraceptivos a seus alunos sem o conhecimento e consentimento dos pais;
  3. – e que se um professor ou médico chegasse a informar aos pais de que seus filhos estão usando contraceptivos, esse professor ou médico deve ser expulso de seu trabalho por romper o sigilo profissional.

Amparo, e não só ela, denuncia a existência de um negócio em que não se desperdiça nada: promove-se as relações sexuais entre crianças e adolescentes, e se lhes vendem preservativos. Como estes falham, então se lhes oferece o aborto ou a pílula do dia seguinte. Como o aborto produz restos humanos, estes servem bem para a experimentação ou bem para extrair algumas sustâncias que depois se usam em cremes, xampus, etc. Negócio completo.

Assistam a uma conferência de Amparo Medina a seguir:

E agora na luta pela vida

A realidade foi mais dura do que o previsto em um primeiro momento. O casal perdeu tudo quando saiu da revolução. Eles tiveram que renunciar a muitas coisas, as primeiras foram os bens materiais. Porém, foi “bonito encontrar juntos o amor de Deus e eliminar os mitos relativos aos sacerdotes, à Virgem, à Igreja…”

Amparo Medina e seu marido Javier Salazar são pais de três filhos. Ela é Diretora executiva de Ação Pró-vida Equadore, além disso, colabora e assessora outros organismos.

Agora também luta pela família, mulheres e crianças, mas a partir da verdade integral das pessoas, e não a partir do negócio econômico.

Ameaças de morte

Um novo enfoque, sim, mas não isento de perigos. Assim, Amparo tem sofrido ameaças de morte como a que recebeu não faz muito tempo em uma caixa de sapatos, dentro da qual havia uma ratazana morta com a mensagem”morte aos pró-vidas” e “lembre-se que os acidentes existem, lembre-se que as mortes acidentais são o dia a dia deste país, NÃO PROSSIGA COM SUA CAMPANHA ANTI MULHER E HOMOFÓBICA… Morte aos traidores, morte aos anti Pátria, MORTE OU REVOLUÇÃO”.

Amparo não se assusta. E continua com sua luta confiante que tem em mãos a possibilidade de defender milhares de vidas humanas.

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O Blog Ecclesia anuncia…


Caro amigos, mil perdões… Ando ocupadíssima com os estudos e não tenho tido tempo de postar conteúdo novo. Peço perdão e conto com a paciência de todos os meu fiéis assinantes. Quando os exames acabarem, voltaremos com força total!!

Deus abençoe à todos! Por favor, orem pelo blog pra que Deus continue a nos usar em benefício do Reino!

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AI DE NÓS, PORQUE TEMOS PECADO


1. Dois pensamentos amargos me mergulhar nos medos mais mortais, todos os dias eles vêm a mim, e minha alma está em apuros e agitação. Quando eles cruzam minha mente, eu não posso me defender de uma emoção violenta, que sacudiu todo o meu ser são as minhas lágrimas, e me jogar em todos os abatimentos medo. Eles também são o maior bem e o maior mal, a fonte de alegria e de dor para todos os homens. Sempre que eles capturam meu coração, eu sou tímido e tremor. Deixe-me explicar com clareza, ouvir meus irmãos que me assusta não é menos perigosa para todos vocês, e não há homem que possa se livrar do medo de que eu me sinto. Estes dois pensamentos, o primeiro é a longa série de pecados que nunca deixaram de cometer, e todo o curso da minha vida, a segunda é a conta terrível que seria necessário. Isso, meus irmãos, cerca de duas vezes as minhas meditações e os meus medos. A longa lista de meus crimes e julgamento é o que me incomoda e me alarmar a injustiça, fruto impuro da minha covardia, e o castigo que me espera, aqui, eu digo, as duas causas que excitam em mim a preocupação mais esmagadora que quebrar minhas pernas, me deixando sem força e coragem. Veja um lado todas as faltas cujo peso enorme me oprime, e outra, a terrível provação a que será condenado sem piedade. Para essa idéia que me assombra constantemente, estou congelada de terror, e, passar em silêncio, na amargura da minha alma, todos os crimes de que sou sujo, eu lamento, eu choro, e todo o meu corpo estremeceu horror.

2. Sim, meus irmãos, eu repito, estes são os dois pensamentos que torturam meu coração infeliz. Eu me sinto dentro de mim as picadas de remorso, a minha consciência se desdobrando diante dos meus olhos a imagem horrível da minha vida passada, e eu estremeço de repente. Isso me lembra minhas memórias adolescentes cheios de distúrbios, ela me encontra minhas feridas secretas, e meus olhos nadar com lágrimas, um medo horrível me consome quando eu pensei que lança um olhar preocupado sobre as ações da minha infância, e não há o que eu não desapareceu da minha memória. Ah! quando os meus pecados eo julgamento da justiça divina se reúnem para me oferecer, eu choro Ai! Ai! e da perdição! soluços me sufocar, a tristeza me domina. Para onde irei? Vou reunir provavelmente o que semeei. Então eu acho que o fatídico dia de retribuição, sem tremer, sem se lamentar? Quando eu vejo diante de mim espalhar a imagem fatal de tormento onde os pecadores são arrastados meus joelhos se dobram, e quando isso quando o cônjuge, entrando no salão de banquetes, olhar para todos aqueles que ele convidou para o seu casamento ! que poderia conter as lágrimas no momento em que serão lançados nas trevas quem será encontrado coberto com roupas sujas com manchas! Infeliz! Miserável que eu sou! enquanto que ao mesmo tempo todas as minhas obras serão revelados, e eu estou coberto com a confusão na presença de todos, meu peito exalar os suspiros mais dolorosas, e minha mente vagueia. Ó tormento insuportável! esses crimes ocultos Eu me culpo, alguns hediondo são, ele vai mostrar o grande dia. Então, pensando nisso manto da inocência e da glória que recebi no batismo, eu vejo tudo secou, e os meus dentes colidem violentamente uns contra os outros. Então eu olho para o que homenageia arcará com os justos rica herança sabiam mérito, ea aparência do fogo cujas chamas devoram os pecadores, meu coração treme consternado, esvaziou toda a minha força para estes horríveis tormentos preparado para os ímpios.

3. Todos os dias esse pensamento me cercaram e me investiu com abraços cruéis, porque a minha consciência atormentada pelo remorso não apagá-la da minha mente. Que amargura espalhada por todos os dias da minha vida! Meus pecados estão sempre diante de mim neste triste espetáculo que, no entanto, não aparece todos os ocultos e eu sou culpado, eu amaldiçoar o dia em que nasci, e eu proclamar a felicidade dessas crianças que, quando entram no mundo têm fechado os olhos para a luz, para melhor cem vezes a escuridão da sepultura, um dia cujo brilho é marcado por falhas. O homem, na verdade, que viveu em pecado será enterrado na escuridão eterna. Na época os erros da minha juventude, eu disse no meu coração: “Se eu chegar a velhice, vou divorciar-se com o pecado quando o meu corpo está congelado por idade, o fogo da paixão se apaga.” No entanto, o desejo que me leva a mal não perdeu nada com a idade avançada, sua energia queima o corpo é alterado, o desejo ainda é o mesmo, negligência e descuido que arruinou meus primeiros anos, ainda entorpece meu zelo na velhice. Após a morte me aguarda julgamento. Os dias da minha juventude se foi, arrastando consigo o peso de meus pecados, os dias da minha velhice se por sua vez na procissão dos mesmos vícios. O mau caminho onde está a minha adolescência perdida ainda é aquele em que o meu antigo trabalho.

4. Contraste deplorável! meus sentidos estão enfraquecidos, o fogo da paixão queimando em minha alma com igual calor derrotado meu corpo atrás dele com detritos e os meus desejos têm mantido toda a sua impetuosidade. Idade tem clareados meu cabelo sem legal meu coração nos mesmos velhos pensamentos corpo renascer, os mesmos desejos estourar. Mais meu cabelo cair murcha pelo tempo, meu coração assume escuro liberto do pecado. Impotente para o bem, eu estou cheio do poder para o mal. Como eu estava na minha juventude, como estou no inverno da vida, meus anos são semelhantes aos que eu não tenho. Morte em breve me alcançar depois da morte, a ressurreição, o grande julgamento, seguido por castigo reservado para os pecadores. Mas se é nessa condição que eu vim a este mundo cheio de miséria teria sido melhor não entrar, porque eu não fiz mercado de espinhos! O que esperar de uma felicidade quimérica me atraiu a este lugar onde eu não tinha outra mostram que os males que afligem, e os vícios que eu peguei e cujo peso me oprime? O santo homem Jó, depois de ter lançado os olhos, invejou o destino das crianças que escapam do ventre da mãe do que para descer à sepultura, há, pelo menos, e enterrado debaixo da terra, ele não teria visto a cenas angustiantes em que o mundo é o teatro. O que eu esperava nesta terra, exposta, como eu sou, batendo mil inimigos e tentações que são constantemente renovadas? estão abertas para mim os livros sagrados, e eu li o julgamento e condenação. Se um lado me faz concupiscência mal, o outro, me escrevendo para longe, mas o que fazer, e colocou entre o medo e desejos? Em incapaz de encontrar uma cura para minha dor, para escapar a salvação da minha alma para o julgamento de Deus, eu espero que a minha frase esperando ansiosamente cruel, eu não sei como remover ansiedades.

5. Estas reflexões, irmãos, leigos em torno de mim um véu de luto cuja dobras funeral envolver suas sombras todos os dias da minha vida. Em memória de meus defeitos secretos, os gemidos do meu coração redobrada, e quando eu considerar que a morte vai acabar com a minha vida e os meus crimes e empurrar-me na escuridão da sepultura, eu sinto o meu corpo tremer e meus joelhos debaixo de mim. No entanto, eu muitas vezes chamado de morte, que pelo menos quebrar os laços que unem me culpado de pecado. Dois grandes dores de rasgar meu coração no presente e no futuro me reserve um terço, enquanto me acusando, enquanto se levanta contra mim, me emociona a quebrar o pacto de iniqüidade hediondo, e ainda a cada vez que eu cair em novas falhas, que, assim como eu deixar este mundo, sigam-me sem piedade através dos horrores do túmulo, até o dia em que verá a luz, é assim que eu andar em linha reta para submundo. Pensando seriamente sobre esta desgraça triplo que a cada dia só para oferecer a minha opinião, eu preferia mais de uma vez a morte de tudo o resto, porque é menos doloroso para mim permanecer enterrada na terra a sofrer no mundo ou no inferno. Não há pensamento que me assombra mais do que este século eo século deve segui-lo por causa do pecado, então a punição. Nesta terra tentação me está mil armadilhas, os maus espíritos me assombram suas inspirações fatais, e mais tarde me tormento, a punição que merecia os erros que eu fiz aqui na espera. No dia do julgamento, todos serão cheios de temor, arrependimento quebrar todos os corações, e se você, exceto o fim da feira, qualquer um pode atingir o seu auge, vai ter medo de as acusações de sua própria consciência, porque não será nada nele que traz mais perto de perfeito. É por isso que todos os homens que não serão colocados no mesmo nível que os justos, ou quem vai ser por falta de perseverança, para afligir tão amargamente por não ter acompanhado a primeira e Não é possível compartilhar as honras que eles gostam.

6. Com todos aqueles que são como eu e gosta de mim, são para sempre banidos do reino de Deus, vamos perder, gritos e suspiros profundos de não remover-nos do fogo do inferno. Não tente conciliar a dor de quem perdeu a felicidade eterna, e que a do escravo gemendo sob o chicote que as lágrimas. Pois se o homem que nem sempre seguiu o caminho da perfeição, então será mergulhado em dor, o que nós, infelizmente! exigimos que as chamas do inferno! A experiência nos ensina a cada dia que o fogo, que falam as escrituras divinas, está devorando o que vemos aqui, ea dor que provoca é cem vezes mais terrível. Assim, a punição cairá sobre aqueles que a sentença de Deus condenar ao inferno. Esta é uma verdade que estou convencido, e que todos os homens devem proclamar comigo, para que o fogo eterno, como eu disse, é mais ativo do que o calor da terra. Ele, mais brilhante, mais ele tem o poder eo outro, ainda em chamas, está envolta em trevas, e dissipa muito a noite escura que está na sala de tortura. Ele devora que recebe, e desliga quando não há mais comida, o submundo ainda está queimando, mas sem destruir a presa que ele jogou, como é a ordem do Todo-Poderoso poderoso, não queimar, só queimar e atormentar. Ele, útil para as nossas necessidades, que aquece o corpo está se aproximando. O outro se juntou suas paixões cruéis nas trevas, choro e ranger de dentes, ele quebra, ele sofre, ele tortura e é sem termo light. Pois, como foi escrito, é um fogo eterno. Estes, meus queridos irmãos, pensamentos que me incomodam, é por isso que as minhas lágrimas de fluxo, tenho a certeza que estas escondido em meu coração está ligado a crimes horríveis frase que eu acabei de dizer.

7. A sentença de um juiz severo, medito constantemente e eu grito: Ah! o castigo que vai sofrer comigo! Eu acho que, ao mesmo tempo envergonhado que estou coberto quando meus pecados secretos serão produzidos em plena luz do dia, e esses transtornos vergonha que eu tão cuidadosamente escondida para o mundo. Aqueles que me admiro hoje já não encontrar em mim, naquele dia terrível, o homem que eles pensam que sabem hoje eles pensam que eu sou quando eu olho em seus olhos, e ainda que a diferença ! Eles vão expor essas feridas ocultas que nunca manchado, eles vão se surpreender, eles vão se surpreender com a visão desses crimes que nem sequer suspeita antes. Todas as minhas obras de iniqüidade, estes espinhos afiados que me empurrou no meu coração, o segredo que eu era apenas o zelador, todos serão encontrados, e como eles serão aterrorizados com a minha audácia criminosa! Naquele momento, eu queria que essas falhas trancados na escuridão da minha consciência se tornará mais claro como o dia, quando o sol brilha no meio do seu curso, o brilho em toda a sua glória. Nesta grande teatro será exposto aos olhos de todas as nações essas falhas, leve ou grave, eu sempre quis esconder. Então, as páginas que mantém fielmente transcritos, lêem todos os transtornos da minha vida culpado.

8. Estes erros que eu fiz, meus irmãos, eu temo, eu choro quando eu me lembro o castigo que me espera, alguns nunca fizeram bem, que recompensa que posso esperar o dia do julgamento Eu, que até agora têm trabalhado para tornar-me um tesouro da iniqüidade? Miserável que eu sou! quando esse momento fatal, eu não vou ter que me despedir, escuridão, punição e vergonha pública! Ai! Ai de mim! Enquanto o marido vai andar com os olhos irritados sobre os convidados, onde fugirei? Como posso me aposentar esconderijo obscuro? Destino deplorável! quando Ele dará a seus servos para amarrar as mãos e os pés e jogá-lo para fora da sala uma festa cujo vestido de noiva infame é tudo sujo. Ele vai fazer de mim, quando separados os cordeiros, que terá lugar no Direito, eu vou estar reunidos no rebanho de cabras imundos empurrou a esquerda! quando vejo os santos para o legado que será devido enquanto eu estou em chamas! Infeliz, o que será de mim, quando é forçado a ficar de lado, esmagado sob o peso da minha humilhação, eu posso olhar para cima para admirar o rosto majestoso do meu Juiz, quando o marido diz que ele faz não me conhece, e fechando as portas da bem-aventurança celeste, me abrir, apesar de minhas orações vãs, das profundezas do inferno, quando, depois de conseguir o papel que tem sido atribuído a eles, basta digitar sem obstáculo a corte celestial, quando rejeitou na soleira da porta, fico deitado sobre os degraus, I embebe lágrimas de dor e arrependimento? Este é o fim infeliz, como eu disse, eu sempre temia, é muito verdadeira imagem dos meus crimes, que é a memória dos horrores da minha vida passada, esse pensamento constante de que dia terrível, que me faz tremer, e chateado minha mente. Qual deve ser a sua surpresa, meus queridos irmãos! Aqui a perspectiva terrível que eu tenho sempre diante de seus olhos, e ainda assim, a minha audácia desenfreada traz todo o excesso! Eu sei o destino que me espera, o que eu sou amargura encharcado, porém eu discordo da pista, eu vejo bem e eu estou errado.

9. Esses livros escritos sob a inspiração do Espírito Santo, falando comigo no julgamento e vingança, fique felicidade e luz eterna, eu li, mas eu desprezo suas sábias lições, eu ensinar os outros, e Eu não aprendi nada na educação de meu vizinho. Versado nas escrituras, eu discordo do caminho do dever, esses preceitos que transmitem aos fiéis, não é aquele que já atingiu os meus ouvidos, eu expliquei o significado dos espíritos simples e bruto, minha voz foi muitas vezes chamado para a prática da virtude, e tudo estava perdido para mim. Eu continuei a ler, meditar estes ensinamentos piedosos, eu penetrado os mistérios que eu tinha logo esquecidas e que o livro foi mal já fechou a memória foi apagada da minha memória. E o que eu faço, meus queridos irmãos, por este mundo de onde eu vim a este corpo cheio de miséria, que constantemente me pede e leva ao prazer? Sim, ler os oráculos sagrados me assusta e me faz lembrar do julgamento e do salário que recebi, por outro lado, a violência dos meus desejos me um escravo para prazeres carnais faz, e assim fico como suspenso entre o parar o futuro eo medo disso. Ai! Maldito os dias da minha vida! mas eu declaro que eles estão felizes que eles removeram a morte prematura, que não andaram a destruição da terra, e que não tiveram a arrastar este fardo pesado. Na verdade quem quer adquirir a justiça aqui e liberdade do medo de apoio ao combate inspirado e julgamento para esperar, aproveitar o resto ele chamou todos os seus desejos, surpreendido por um ataque inesperado, cai derrotado no campo de batalha. Assim, sempre em revolta contra a determinação de que eu preciso para lutar aqui em baixo e me colocou entre os justos lutar meu caminho contra a minha vontade, juntamente com o pensamento rigoroso que ele vai um dia extinto em mim o desejo que atormenta-me a descansar nos braços de prazer. Senhor, Tu és o meu refúgio está em Ti que eu uso, não me recuso a sua proteção e escapar deste mundo perverso e do corpo, onde todos os males são dadas nomeação como é a origem ea causa de todos os pecados. É por isso que eu continuo repetindo estas palavras do apóstolo Paulo: “Quando serão entregues a partir do corpo desta morte?”

10. Ocupado esses pensamentos tristes, e quando eu estava no aperto de ansiedade mortal, de repente eu senti um aumento no meu coração pensar que reviveu meu tiro coragem, ela veio calmamente me inspiram uma resolução feliz, e me levou pela mão, brilhando nos meus olhos os raios de uma nova esperança. Sim, eu o vi sair, como um retiro profundo, penitência, esta colcha macia do homem em desespero, que gentilmente pela frente dos meus passos, se aproximou do meu ouvido e disse-me para votar baixo mais feliz promete. Ela aconselhou-me ao mesmo tempo para banir essa tristeza inútil que me envolveu como todos culpados, seu funeral casaco. Então eu vim para mim mesmo: Qual é o ponto, eu disse a mim mesmo, essa dor estéril, miserável pecador? Por que se afogar em lágrimas, ou assustado com a multidão dos meus pecados, perder a confiança? Penitência respondeu: “Ouça com atenção o que eu digo”, e de repente o lisonjeiro sua voz encantou meus ouvidos, e eu ouvi estas palavras consoladoras: “Olha, ela disse, eu vou te ensinar em alguns palavras como você pode alavancar a sua dor e suas lágrimas. Primeiramente cuidado com esse desespero, desânimo quando você joga o show de seus pecados e faz você negligenciar o cuidado de sua salvação. O Senhor é bom e misericordioso, Ele quer ver você vive em sua morada celestial Fazei penitência e seu coração se alegra em ti, e seus braços abertos para receber-te dos teus pecados, por maiores que sejam, não são tanto quanto o seu Clemence .. . Seus Graça apagar manchas que manchavam você peca, quando você ficou preso sob seu império tirânico. Se o sopro da Sua misericórdia sobre você estavam apenas alguns momentos, eo mar de pecado que tem perturbado vai diminuir em breve e todos os crimes em que o mundo não pode esgotar as ondas de bondade que Ele gosta de se espalhar indefinidamente No entanto, se você prestou seu data não do caminho da virtude, chegando em casa em frente e não peques mais,. greves sem medo na porta do Deus cheio de bondade, e Ele abrirá. Mas, repito, não vai acreditar que você cometeu mais erros, a menos que você será recebido com indulgência, temendo que perdeu por este pensamento, você se deixa levar à inércia e não te roubar as lutas árduas de penitência. Cuidado, eu vos digo que desesperado pela enormidade de seus pecados, você vai abandonar Ailles cuidado pedido para que a sua salvação, pois o Senhor é, purificando o seu coração, você pode facilmente fazer o seu primeiro brilho e sua antiga inocência, mesmo quando o vestido é todo preto com o pecado, Ele vai fazê-lo tão branco como a neve, nas palavras de profeta.

11. Você ainda tem um cuidado para cuidar, sem dúvida, muito importante, não é pecado e se arrepender de nunca ter ofendido a Deus por teus vícios, é certo, então, como sua misericórdia é grande, Ele vai recebê-lo com bondade. Purificar-se, portanto, nesta condição, ele não vai rejeitá-lo. Peço-vos mais uma vez, acrescenta a penitência, a confiar no desempenho de minhas promessas, mas se você é consistente com todas as minhas opiniões. Não tenho dúvidas de fato, que todos os impuros e qualquer criminoso que você é, Ele te rodeia, como seu filho, com todo o carinho de um pai, e se você chorar sobre os insultos que ele tem recebido de você, se você realmente odeia seu distúrbio, e se a implorar-lhe com fé ardente, Ele não só perdoa, mas que, por um efeito feliz de sua generosidade inesgotável, Ele te enche mais doações valiosa. Queima-se para vê-lo, Ele te chama para Ele, nada é mais agradável a Ele para ouvi-lo batendo na porta de sua casa, que tem dedicado a vergonha ea morte para salvar pecadores. Tudo o que eu disse é a expressão da verdade de lado a dúvida criminoso minhas palavras não são inúteis ou enganosas. O mais cruel tormento, tormento excruciante, chamas eternas são reservados para os infratores, um verme devorar as profundezas infinitas daqueles qu’aura condenou a decisão do tribunal. Mas ser bem tranqüilo, disse, penitência, que eu possa ajudar aqueles que agora estão cheios de desprezo por mim, e não acho que a refugiar-se sob as minhas asas, enquanto ainda há tempo. Não, eu não posso ser útil para eles no futuro, e o juiz soberano fechar ouvidos às orações hei de tratá-lo em favor dos tolos que se recusam a vir a mim um asilo.

12. Bem! ser obediente ao sábio conselho que eu gostaria de repetir para você, venha a mim enquanto você ainda tem mais de um dia para viver, e estar convencido de que confiar em sua salvação, você não vai conseguir colocar nas mãos dos infiéis. Confie em mim, eu recebo o perdão da Divina Misericórdia, espero que o Senhor não irá reter as lágrimas imploro a graça de sua Justiça. Eu vou com você me jogar aos seus pés, e as minhas orações e lágrimas, eu désarmerai este juiz severo, e eu acalmar sua ira. Sim, eu vos digo, eu tenho a certeza de que Ele não vai me rejeitar, e Sua misericórdia abaixar a Justiça. O quê! você ainda hesita, pecador? Por que duvidar ofensiva? Misericórdia Divina tendem a sua mão guiará seus passos. Uma vez que o levou aos pés do tribunal é a própria pleitear sua causa: “Justiça Eterna, sempre tão perigoso para todos os homens, diz ela, os seus olhos sobre este miserável pecador, nós Te imploro, ele confessa seus crimes demasiado numerosas Veja tremer, os erros envergonhados e humilhados de sua vida passada. suspiros escuta exala seu peito, ver as lágrimas escorrendo de seus olhos, veja como é digo contrito e aflito para os tesouros de suas graças, perdoa-lhe todos os seus pecados … eles não cometer no futuro Espalhe a tristeza que não oprime jogado em desespero ele caiu poeira, se dignou a atender Será que ele vai encantos para você na perda do infeliz espero brilhar os olhos.? ele se levanta, ele recupera a coragem e o escravo fugitivo é bem-vinda para casa por um favor generoso Mestre

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Sobre o pecado contra o Espírito Santo


1 . O que a Igreja Católica ensina sobre os pecados contra o Espírito Santo?
2 . Mais especificamente, que pecados ofendem ao Espírito Santo?
3 . Onde posso encontrar na Bíblia Sagrada a referência para blasfemar contra o Espírito Santo ?

P. 1. Onde posso encontrar na Bíblia Sagrada a referência à blasfémia contra o Espírito Santo ?

R. Através de seu Catecismo, a Igreja Católica ensina que :

” Quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será réu de pecado eterno . ” [ Mc 3:29 ; . . Mt 12:32; . Lc 12:10 ] Não há limites para a misericórdia de Deus, mas qualquer pessoa que deliberadamente se recusa a aceitar sua misericórdia pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. [João Paulo II, DeV 46] Tal dureza do coração pode levar à impenitência final e perda eterna. ”

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P. 2. Mais especificamente, que pecados ofendem ao Espírito Santo?
R. Há seis pecados que ofendem ao Espírito Santo. Estes são os seguintes:

(1) Desespero,

” Por desespero , o homem deixa de esperar a sua salvação pessoal de Deus, para ajudar a alcançá-la ou para o perdão de seus pecados. O desespero é contrário à bondade de Deus, à sua justiça –  Porque o Senhor é fiel às suas promessas – e sua misericórdia. ” ( C.C.C. # 2091 )

(2) A presunção da misericórdia de Deus,
“Há dois tipos de presunção: Ou o homem presume em suas próprias capacidades ( na esperança de ser capaz de salvar a si mesmo sem a ajuda do alto ), ou então presume da omnipotência de Deus ou a Sua misericórdia ( esperando obter seu perdão sem conversão e glória sem mérito). ” ( C.C.C. # 2092 )

(3) impugnar a verdade conhecida ,
(Esclarecimento: Por ” impugnar ” a verdade conhecida significa atacá-la por palavras ou argumento, resistir à ela, contradizê-la , ou mesmo se opor à verdade conhecida ou desafiá-la como falsa).

(4) Invejar o bem espiritual de outro,

(Esclarecimento: Em relação aos dons do Espírito Santo, a Primeira Carta de Paulo aos estados do Corintians, ” Todos estes são activados por um único e mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme o Espírito Santo escolhe. “Invejar o bem espiritual de outro é questionar o julgamento divino do Espírito Santo em Sua distribuição dos dons espirituais, é estar com ciúmes de uma outra pessoa que tem um dom diferente do que o próprio dom. Através de inveja, se rejeita o dom que ele recebeu do Espírito Santo, determinando em sua própria mente que o dom que recebeu não é bom o suficiente para ele e ele quer o dom de outra pessoa)

(5) A obstinação no pecado,
(Esclarecimento: Ser “obstinado ” significa resistir ao poder santificador do Espírito Santo, ser teimoso, a persistir no pecado, ser inflexível).

(6) Impenitência final,
(Esclarecimento: ” impenitência ” significa não ser contrito, impenitente, endurecido, não convertido, não sentir remorso, vergonha ou arrependimento).

P. 3. Onde posso encontrar na Bíblia Sagrada a referência sobre blasfemar contra o Espírito Santo ?
R. Todos as seguintes passagens fazem referência a esse pecado:

“Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do Homem será perdoado, mas se alguém falar contra o Espírito Santo não será perdoado , nem neste mundo nem no mundo vindouro . ” [ Mt . 00:32 ]

“Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca pode ter o perdão , mas será réu de pecado eterno.” [ Mk. 03:29 ]

” E todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem será perdoado , mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. ” [ Lc . 12:10 ]

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Quando disserem que a Igreja foi inimiga da ciência, saiba o que responder: leia aqui


science-catholic-church_650x366Editado e expandido pelo Blog Ecclesia Militans do texto Original por F. Nascimento / baseado no Documentário “Catholic Church builder of Civilization”  – Igreja Católica, construtora da Civilização
Alguns dos mais ferozes oponentes da Igreja costumam afirmar que ela tenha sido o grande empecilho ao desenvolvimento da ciência e tecnologia no mundo. Atribuem a ela a razão pela qual a Idade media tenha sido, mesmo que erroneamente, chamada da idade das trevas, etc… Contudo, de modo geral, aqueles que repetem os tais argumentos nunca de fato se aprofundaram no estudo do tema e enganam-se, a si mesmos e aos outros, com a retórica anti-católica formulada principalmente nos idos do auge da “reforma” protestante. Aqui, talvez, seja necessário mencionar que propaganda bem-feita pode levar até uma nação, como aconteceu na Alemanha, a crer que tem uma licença para matar, dominar, invadir, baseada em uma ideia meticulosamente construída para o referido fim… Sendo assim, a historia no mostra que não é porque muitos repetem uma “verdade” que ele necessariamente seja verdade. Enfim, “Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” – e indagar-lhes – “os que pensam como ti, o que oferecerão às futuras gerações?”
Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard, doutor em História pela Universidade de Columbia ou Edward Grant a escrever livros editados pela Universidade de Cambridge; Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. Todos eles concordam que mente-se quando se alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência. Veja como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros:

– A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);- A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – para a recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo – do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições juntas. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley);- A Igreja fundou a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulse intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos XVI e XVII.- Reginald Grégoire (1985), afirma: “os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus ‘filhos’, foram os Pais da civilização Européia”; O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4;– Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularista do Iluminismo;- São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto arménio;– Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exacto momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas;– São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo “cirílico”. Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma;- O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica;– O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples.- Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história;- O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.- O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”

– Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.

– Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;

– Nicole d’Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na “Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes.

O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci;

– O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos;

– De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidosos em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”; 

– O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno.

– Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão “seca” da garrafa de Leiden.

– Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas.

– O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão,

– O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.;

– O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”;

– Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores;

– O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso.

– Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador.
O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”;

Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler.

– Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação.

– O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja; a Igreja Católica, a partir das chamadas  Catedrais, Escolas, afinal, na Alta Idade Média a universidade entrou em existência. A universidade, que desenvolveu e amadureceu no auge da Europa católica, era um fenômeno novo na história da Europa. Nada disso tinha existido na Grécia e Roma antigas. A instituição que nós reconhecemos hoje, com suas faculdades, cursos de estudo, exames, e graus, bem como a distinção familiar entre graduação e pós-graduação, vem a nós directamente do mundo medieval. E não é nenhuma surpresa que a Igreja tenha feito muito, quase que exclusivamente sozinha, para promover o sistema universitário nascente, já que, segundo o historiador Lowrie Daly, a Igreja Católica era “a única instituição na Europa que mostrava interesse consistente na preservação e cultivo do conhecimento.”

– O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”;

– A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris, também nascida por iniciativa Católica, apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254;

– O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”;
– Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa;

– Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja;

– Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes;

– O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje;

– Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos;

– O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996;

– No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont;

– Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos;

– Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”;

– O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.”Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único … um livro para uso constante … um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”;

– Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido;

– O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como “o pai da genética”.Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos;

– Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian)

– Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais”. (Albert Einstein, The Tablet de Londres);

– Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história;

– A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma;

– A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura

– O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus;

– Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que “ Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.”
Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol … lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145).

Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus.

Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217).

Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna, e em contraste, a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo.

Aos que erroneamente chamam a idade média de “idade das trevas”, as palavras de Jesus lhes cai bem:
“O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” (Mt 6,22-23)

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Referências Bibliográficas:

– Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19.

– White Jr., Lynn, “Eilmer de Malmesbury: um aviador século XI,” Tecnologia e Cultura, II, n. 2 (Spring 1961). 2 (Primavera 1961).  Maxwell Woosnam, Eilmer: Eleventh Century Monk of Malmesbury (Malmesbury, UK: Friends of Malmesbury Abbey, 1986). Maxwell Woosnam, Eilmer: monge do século XI de Malmesbury (Malmesbury, Reino Unido: Amigos da Abadia de Malmesbury, 1986).

– http://culturadavida.blogspot.com/2008/04/academia-de-cincias-do-vaticano.html – http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/dna/marshall-o-homen-do-codigo.php – http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=43539&cat=Artigos&vinda=S – http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=1518  – Baltasar Gracián, “A Arte da Sabedoria” – Edição completa, Editora Best Seller.

– Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97.

– Gregor Mendel: cienciahoje.uol.com.br

– Guido d’Arezzo: http://reflexaoemmusica.blogspot.com/2009/05/guido-darezzo.html  – São Cirilo e Metódio – Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) pp. 359, 371, 385.

– COSTA, Ricardo da. A Educação na Idade Média. A busca da Sabedoria como caminho para a Felicidade: Al-Farabi e Ramon Llull. In: Artigo publicado em Dimensões – Revista de História da UFES 15. Dossiê História, Educação e Cidadania. Vitória: Ufes, Centro de Ciências Humanas e Naturais, EDUFES, 2003, p. 99-115 (ISSN 1517-2120).

– Nollet – Enciclopédia Católica

– Copérnico no Museu de Frauenburgo/Frombork

– http://www.frombork.art.pl/Ang01.htm – http://www.calendario.cnt.br/MAQUINAESCREVER.htm – http://pt.wikipedia.org/wiki/Luca_Pacioli  – Hughes, Barnabas B. (editor). 1981. Jordanus de Nemore. De Numeris Datis. Berkeley, CA: University of Califórnia Press.

– Nicole Oresme, School of Mathematics and Statistics University of St Andrews, Scotland.

– Edição especial do [[Correio da Manhã]] – “Os Papas – De São Pedro a João Paulo II” – Fascículo X, “Gregório XIII, o Papa que acertou o calendário”, página 219, ano 2005.

– ARRUDÃO, Matias. Bartolomeu Lourenço de Gusmão. São Paulo: Fundação Santos Dumont, 1959.

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O QUE É UM DOGMA?


Enviado por Edmilson

O que é um dogma ? Do grego dokein (parecem, parecem true), o termo refere-se a uma opinião informada, uma doutrina. É preciso uma conotação legal, no Novo Testamento significa decretos. Tomás de Aquino definiu-o como uma fragmentação da única verdade, a fragmentação necessária ao intelecto humano para compreender o mistério de Deus . SIC (1990) o define como uma doutrina que a Igreja propõe permanentemente, uma verdade revelada . É a verdade eterna de Deus que se revela, mas expressa na linguagem temporal dos homens. O dogma traduzido assim representa a capacidade da linguagem humana para expressar a Deus o seu mistério transcendente. No entanto, uma frase dogmática purifica a linguagem para torná-la adequada à esta função transcendente.

O problema é que a linguagem também continua a sua própria vida (daí condicionada à história expressões dogmáticas), e, por conseguinte, a criação da doutrina da interpretação chamada de hermenêutica ao longo dos séculos …

Qual é o condicionamento histórico do dogma?

A Língua evolui, da mesma forma o conhecimento humano. Da mesma forma, o contexto cultural, teológico (heresias …) … O dogma filosófico, portanto, sujeito à historicidade tripla. Além disso, Deus não permite que se encerrem em uma fórmula, assim aperfeiçoar-se-ão . ”Se comprehendis, non est Deus“, disse Agostinho. No entanto, esta afirmação é que Deus ainda pode ser verdade, livre de erros, embora um dogma seja obviamente incompleto. Portanto, o “progresso” do dogma não corresponde a um aumento (quantitativo) de fé: o desenvolvimento do dogma não é “um aumento do conhecimento intelectual.” Não é o resultado de uma dedução lógica: nenhum desenvolvimento de um método hipotético-dedutivo, como um sistema. A fé que professamos é substancialmente aquela dos apóstolos. Mas dogmas são obtidos por abstração do Mistério revelado, dividido (em dogmas) para ser apreensível pela mente humana . O desenvolvimento do dogma é bom para separar efectivamente a utilização de inteligência,  já há algum tempo completa em si mesmo (o depósito revelou), de modo que a fé não aumenta, o teor explícito já está no implícito. O progresso da expressão dogmática é a de um esclarecimento sobre o que já está implícito na revelação original.

Historicamente, o desenvolvimento de um dogma nasce de um determinado problema ou opinião (por exemplo, o relativismo), que, em seguida, exigem uma nova explicação da mensagem do Evangelho. O dogma é uma resposta às situações muito concretas, históricas, sociais e eclesiais, culturais, filosóficas, e às vezes as heresias que ameaçam uma forma ou de outra a integridade do mistério revelado. Ele responde pela quebra de todo o mistério inteligência, extraindo uma resposta específica – uma explicação – adaptada para as questões contextuais. O dogma é como uma resposta a uma ameaça de heresia,  travada contra o mistério revelado. Longe de fechar ou congelá-lo em uma fórmula, por isso mantém-se aberta para a plenitude do mistério revelado. Isto é, a heresia, pelo contrário,  sempre reduz o mistério revelado ao tamanho do nosso entendimento, e, por conseguinte, representa um coágulo, os bloqueios, a distorção, o limite no impasse da nossa compreensão intelectual, e fecha todos horizonte transcendente.

A força motriz por trás deste progresso é o Espírito Santo que nos conduz em toda a verdade (Jo 16:13), como ele fala através do Magistério da Igreja, com o apoio do sensus fidei. A doutrina, portanto, requer a interpretação, a hermenêutica. Que princípios desta hermenêutica deve atender a lealdade tripla:

– vis-à-vis o dogma passado é história, verbum rememorativum
– vis-à-vis o presente: o dogma é vivo, atual, e deve falar com o homem Hoje, verbum demonstrativum
– vis-à-vis o futuro: o dogma reflete a realidade escatológica, verbum prognosticum

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RESPOSTA AO PASTOR RENATO VARGENS PELOS ATAQUES FORMULADOS CONTRA MARIA SANTÍSSIMA


O auto proclamado Pastor Renato Vargens, desejando atacar a figura de Maria e reduzir sua importância na história do cristianismo, produziu o artigo abaixo, onde resolveu atacar as virtudes da mãe do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eis o artigo:

Os falsos atributos de Maria por Renato Vargens – qui ago 30, 8:37 am
Fonte eletrônica: http://www.cacp.org.br/os-falsos-atributos-de-maria/ (disponível na Internet em 27/11/2013).

Falando do que não conhecia, Renato Vargens criticou a Igreja por uma doutrina que ela jamais praticou. Ele ouviu falar e não se deu ao trabalho de conferir e pesquisar.

Desta forma, não nos surpreende que seu artigo tenha sido publicado no site do CACP. Renato Vargens e CACP se merecem !

Na prática, Renato Vargens não trouxe nada de novo. Ele apenas reproduziu, repetiu e assumiu as críticas injustas e infundadas contra a Igreja Católica e contra a Virgem Maria, que já foram anteriormente produzidas por inúmeros pregadores protestantes, especialmente alguns que estão habitualmente na TV.

Renato Vargens elenca uma série de atributos de Maria, que na sua visão a colocam na posição de um ser divino. Assim ele escreveu:

“O modo como a Igreja Católica trata Maria aponta o quão heréticos são os ensinamentos romanos. O que nitidamente se percebe é que o Papa e sua igreja há muito fizeram da mãe de Cristo um ser divino.”

A pergunta que fazemos a Renato Vargens é: como ele chegou a tal conclusão ?

Ele descreve: “o modo como a Igreja Católica trata Maria…”.

Até parece que ele conhece as entranhas do Vaticano. Ele fala como se frequentasse regularmente Missas, reuniões, festividades e catequeses.

Se a Igreja não ensina que Maria é um ser divino, onde foi que Vargens aprendeu que Maria é uma espécie de DEUS para os católicos ?

Mas afinal, o que os “mestres” Macedo e Santiago ainda não contaram ao inocente Renato Vargens ?

Tratado da Verdadeira Devoção da Santíssima Virgem por São Luís Maria Grignion de Montfort:

“…14 Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à Majestade infinita, ela é menos que um átomo, é, antes, um nada, pois que só ele é “Aquele que é” (Ex 3, 14) e, por conseguinte, este grande Senhor, sempre independente e bastando-se a si mesmo, não tem nem teve jamais necessidade da Santíssima Virgem para a realização de suas vontades e a manifestação de sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer.
15. Digo, entretanto, que, supostas as coisas como são, já que Deus quis começar e acabar suas maiores obras por meio da Santíssima Virgem, depois que a formou, é de crer que não mudará de conduta nos séculos dos séculos, pois é Deus, imutável em sua conduta e em seus sentimentos.”

Vargens deveria ter consultado a verdadeira Igreja para saber sobre Maria e entender o seu papel na história.

Quando alguém quer saber de biologia, procura o biólogo. Quem quer conhecer de medicina, procura o médico.

Mas Vargens quis saber de catolicismo ouvindo Terra Nova, Reverendo Moon, Valadão, Silas, Abner, Soares, Ciro, Solano e Hernandez.

Vamos imaginar Vargens se deparando inicialmente tão e somente com o Tratado da Verdadeira Devoção da Santíssima Virgem em seu item 14.

O que Vargens diria se conhecesse apenas este texto da doutrina católica e nada além dele ?

Relembrando o que disse Vargens: “O modo como a Igreja Católica trata Maria aponta o quão heréticos são os ensinamentos romanos. O que nitidamente se percebe é que o Papa e sua igreja há muito fizeram da mãe de Cristo um ser divino.”

E o que diria Vargens se conhecesse antes de qualquer outro escrito apenas o item 14 do referido tratado que define Maria como simples criatura e ainda lhe rotula como um nada ou menos que um átomo diante da majestade divina ?

Possivelmente, Vargens pensaria exatamente o oposto e talvez viesse a ficar chocado com o “desprezo” dos católicos pela mãe de Jesus Cristo !

Sr.Vargens, sempre que alguém estuda textos soltos e julga pelas aparências, seguramente fará juízos equivocados.

Quem vier a ler separadamente o item 14 do referido tratado, poderá ter uma impressão errada sobre a visão da Igreja Católica em relação à Virgem Maria. Poderá pensar que Maria é desprezada pelos católicos, e que seu papel na história da salvação não é levado em consideração pela Igreja.

Da mesma forma, quando alguém que não é católico descobre que Maria é medianeira de todas as graças e advogada nossa sem ler o contexto e sem estudar profundamente os demais documentos da igreja, e, especialmente, ouvindo falsos mestres e dando crédito aos falsos ensinos, pode equivocadamente atribuir a Maria uma divindade que ela não tem e que nunca foi ensinada pela Igreja.

O erro do conferencista internacional Renato Vargens é primário, infantil e inaceitável. O mínimo que se espera de quem pretende ensinar é prudência.

Vargens comete o mesmo de seus pares quando resolvem “interpretar” à Bíblia com leituras de versículos e capítulos isolados que acabam demandando contendas, brigas, divisões e as fundações de novas denominações.

E depois o Renato Vargens, que se julga também um “interpréte” infalível, quer escrever textos e mais textos condenando “interpretações” e doutrinas de seus pares, que também se julgam infalíveis como ele.

É básico, Sr.Renato Vargens, que não se pode pegar um simples texto onde as virtudes de Maria são exaltadas e então julgarmos que Maria é um DEUS ou um ser divino, como foi afirmado em teu texto.

Muito menos é justo alguém espalhar que a Igreja ensina que Maria é um ser divino ou que sugere algo do gênero.

Se quiser saber sobre as glórias de Maria a luz das escrituras, consulte o texto:http://afeexplicada.wordpress.com/2013/11/07/as-glorias-da-virgem-maria-segundo-as-escrituras/

Fique certo Sr.Vargens que estamos acostumados com estes ataques. A verdadeira Igreja tem a marca da perseguição.

Alguns dos irmãos de Vargens por vezes dizem que a Igreja Católica modificou a doutrina, enquanto outros também protestantes dizem que a Igreja é arcaica e não muda jamais.

Outros protestantes dizem que Bento XVI acobertou a pedofilia e outros dizem que o mesmo Bento XVI renunciou indignado com os casos de pedofilia.

Alguns dizem que Bento XVI entregou um dossiê de 300 páginas relatando todos os escândalos. E outros dizem que ele está envolvido em todos estes escândalos. Ou seja, se juntarmos as duas verões protestantes contraditórias, teríamos Bento XVI mandando produzir um dossiê contra ele mesmo.

Definitivamente, coerência, unidade de qualquer tipo e honestidade intelectual jamais serão vistas no protestantismo.

O que pode ser visto em larga escala no protestantismo é a crítica pela crítica. E neste quesito, Renato Vargens encarna como ninguém o modelo ensinado pelos “mestres” televisivos.

Era tão fácil, Sr. Renato Vargens. Se Macedo e Cia, e alguns outros estão contra Maria e contra a Igreja, não seria prudente que Maria e a Igreja recebessem o benefício da dúvida ?

Quando todos eles estão contra, é melhor o senhor desconfiar.

Vargens acrescenta ainda o seguinte: “Maria nasceu em pecado, viveu em pecado e só pôde ser salva mediante sua fé em Cristo Jesus.”

O Sr.Vargens sugere que nós católicos acreditamos que Maria não precisou de salvação. O que diz a Igreja sobre salvação de Maria, que o Sr.Renato Vargens ainda não sabe porque estava buscando a fé na leitura particular da Bíblia, quando se sabe que a fé vem pelo ouvir e não pela leitura particular ?

Catecismo da Igreja Católica:

“432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho, feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2) (17).

Entendeu, Sr.Renato Vargens ? Meus filhos aos 7 anos já aprenderam que não há debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos. Maria recebeu a graça de ser salva completamente do pecado de uma maneira toda especial. Pelos méritos antecipados de seu filho Jesus Cristo.

Acaso o Grande e único DEUS pelo qual todas as coisas foram feitas também não é o Senhor do tempo ? Poderia Ele salvar Maria para que fosse concebida sem pecado original ? O pastor Vargens sabe o que é pecado original ?

Renato Vargens reduz o poder de DEUS e o limita a sua interpretação pessoal da Bíblia.
E olha que a Bíblia condena a interpretação de Vargens, se não vejamos: “”NENHUMA PROFECIA É DE INTERPRETAÇÃO PARTICULAR” (II Pe. I, 20).”

Temos então uma das trágicas consequências do livre exame. Para Vargens e para outros, DEUS só pode realizar e operar aquilo que cada protestante consegue “interpretar” de sua leitura particular da Bíblia.  No caso em questão, DEUS só poderia realizar o que Renato Vargens conseguir entender e concluir de sua leitura pessoal da Bíblia. Se Renato Vargens conhecesse a doutrina do Pecado Original, lutaria para que nenhuma criança evangélica ficasse sem o batismo.

Sugerimos que o pastor Renato Vargens estude o assunto. E recomendamos alguns endereços eletrônicos:
http://www.veritatis.com.br/apologetica/maria-santissima/794-ave-maria-concebida-sem-pecado
http://www.depositodafe.org/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1132:-dogmas-marianos-iv-maria-concebida-sem-pecado&catid=36:magisterio-e-doutrina&Itemid=57

Renato Vargens não só ignora o que ensina o catolicismo, mas também despreza o que defenderam os próprios reformadores que lhe servem por inspiração, se não vejamos:

LUTERO: Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).

“O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
“É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).

CALVINO: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

“Proclamava uma tão grande dádiva de Deus, que não era lícito silenciá-la…Reconhecemos que este dom foi altamente honroso para Maria. De boa vontade, seguimo-la como mestra, e, obedecemos aos ensinamentos e preceitos da Virgem” ( Calvini Opera 45,38) ( Obra de Calvino 45,38)

JOHN WESLEY: “Creio que Jesus foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

ZWINGLIO: “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)
Que fique claro que não precisamos do crivo dos pretensos reformadores para venerarmos a Santíssima Virgem Maria. Só estranhamos que os seus auto proclamados seguidores desprezem seus ensinos. Mais uma prova de total inconstância na fé.
Ainda sobre a Imaculada Conceição, sugerimos que Renato Vargens estude o texto:http://afeexplicada.wordpress.com/2013/11/07/respondendo-as-objecoes-a-imaculada-conceicao-de-maria/

Renato Vargens declara também:

“Ao afirmar que ela ouve orações, os católicos romanos concedem-lhe atributos que pertencem exclusivamente a Deus. Ora, Maria não é onipresente, onisciente e onipresente (acho que ele quis dizer onipotente), e, portanto não pode ouvir orações.”
Nova confusão de Renato Vargens. Maria enxerga e conhece as nossas orações através da Glória de DEUS.

A glória de DEUS é tão grande que através dela Maria pode conhecer as nossas orações.

Mais uma vez Renato Vargens subestima o poder de DEUS e concede a Maria poderes especiais, que não encontram amparo na doutrina Católica.

Sugerimos que Renato Vargens aprofunde-se no assunto, conhecendo a bela explicação de Dom Estevão Bettencourt, fonte eletrônica: http://cleofas.com.br/maria-e-onipresente-e-onipotente-eb/

Que fique claro para o Sr. Renato Vargens que no catolicismo ninguém ensina ou é ensinado que Maria é onipresente, onisciente e onipotente.

Quando um católico diz “Salve, Maria” e não “diz “Salve, Jesus”, é porque a primeira precisou de salvação e o segundo é a própria redenção.

Mas Renato Vargens não se dá por vencido. Diz o pastor em tom mais forte:

“Afirmo também que a tradição católica de que ela foi assunta aos céus é herética e anti-bíblica, e que como qualquer pessoa que morre em Cristo não pode interceder pelos vivos, e que esta função de interceder junto ao Pai pelos santos de Deus, cabe exclusivamente ao Senhor Jesus.”

Felizmente, quem define o que é heresia é a Igreja coluna e sustentáculo da verdade((1Tim 3,15) e não Renato Vargens.

Pouco importa o que Renato Vargens afirma. Importa é o que a Igreja ensina. Afinal de contas foi Pedro e não Vargens que ouviu do Rei dos Reis:

“…confirma teus irmãos na fé” (Lc 22, 32)

Além disto, é fato que não há consenso entre protestantes de qualquer ordem, exceto quando se pretende atacar a Igreja Católica. .

Para alguns como Vargens a teologia da prosperidade é herética. E para outros como Malafaia, quem não prega tal doutrina é trouxa ou idiota.

O mesmo Renato Vargens que “afirma” isto e aquilo e “define” por conta própria quem vai para o céu e quem vai para o inferno, por certo está sendo “condenado” por outros que também se dizem protestantes ou evangélicos e como ele se dizem inspirados pelo Espírito Santo.

Em Renato Vargens e em seus pares se cumpre a máxima de Lutero: “Quem não crê como eu está destinado ao inferno. O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa.”

Perguntamos ao Sr.Renato Vargens sobre a intercessão de Maria para a qual ele faz críticas:

Acaso o nosso DEUS é DEUS dos vivos ou dos mortos ?
Sr. Renato, o senhor ora pelos seus seguidores ?
Recomenda que uns orem pelos outros ?
Por que não vão todos diretos a Jesus ?
O que ensinam as Escrituras ?

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim viverá, ainda que morra, e quem vive e crê em mim nunca morrerá .” (João 11:24-25).

E mais:
Ali ele foi transfigurado diante deles. Seu rosto brilhava como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Só então apareceu diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus. (Mt 17:2-3)

E o ladrão da cruz, Sr. Renato Vargens ?
Acaso o senhor Jesus teria lhe dito mentiras quando lhe prometeu que ainda naquele dia ambos estariam no paraíso ?

Aprofunde-se no estudo, Sr. Renato Vargens, e para tal nossa sugestão para consultas é o endereço eletrônico:https://igrejamilitante.wordpress.com/2011/05/10/se-o-santos-estao-mortos-por-que-rezar-a-eles-uma-visao-catolica-de-eclesiastes-9/

Sobre a intercessão dos santos recomendamos ainda o endereço eletrônicohttp://vozdaigreja.blogspot.com.br/2002/01/os-santos-podem-interceder-por-nos.html

Sobretudo, não faça confusão sobre a mediação de Jesus com a intercessão para obtenção de graças.

O que diz o texto bíblico sobre a mediação única de Jesus Cristo ?
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, o qual morreu em resgate por todos” I Tim 2,5

Leia o contexto, pastor.
Cristo morreu em resgate por todos. O texto fala em redenção. Não estamos falando de oração para conseguir um emprego ou curar uma doença.

E o que o catecismo da Igreja Católica ensina sobre mediação para as crianças e que o Pastor Renato Vargens só conheceu adulto, quando fez o favor de “aceitar” Jesus.

480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

É surpreendente que o Sr. Renato Vargens ainda não saiba que na Igreja Católica se ensina que Jesus Cristo é o único mediador.

Quem são as fontes do Sr. Renato Vargens ?
Padre Pio ou Macedo ?
Santa Teresa D’Avila ou CACP ?
São João Maria Vianney ou Terra Nova ?
Santo Agostinho ou Malafaia ?
São Tomás de Aquino ou a dupla Manoel Ferreira e Reverendo Moon ?
Joseph Ratzinger ou Valadão ?
Santo Ambrósio ou Santiago ?
Os concílios católicos ou os achismos de Soares ?

Sobre o último apontamento de Renato Vargens, reproduzimos abaixo seu teor e comentamos a seguir:

Renato Vargens: “Isto posto, concluo que em Cristo, por Cristo e por intermédio de Cristo é que somos SALVOS e que Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.”

Conforme já foi explicado, Maria foi salva por Jesus Cristo e ninguém ensina ou é ensinado de forma diferente no catolicismo.

Renato Vargens é que não sabia que na Igreja Católica se ensina que a salvação vem tão e somente por Jesus Cristo.

Quanto à Maria não poder fazer nada pela humanidade, acho que Renato Vargens não entendeu que o sim incondicional de Maria trouxe ao mundo o redentor do gênero humano. E isto não é pouca coisa. Pelo menos para nós católicos.

Já nas Bodas de Canã, embora não tivesse chegado a hora do Senhor Jesus, Maria intercedeu e Jesus realizou seu primeiro milagre.

Os milagres atribuídos à intercessão de Maria são cuidadosamente examinados pela igreja, muito diferente do que ocorre nos cultos protestante, onde todo mundo fala de milagre e ninguém comprova nada e onde “milagre” acontece com dia e hora marcadas.

Sugerimos que o nobre pastor consulte o documento protestante “Manifesto de Dresdem”. Não é um pensamento generalizado, mas uma boa indicação do respeito e carinho que muitos protestantes, especialmente os históricos, nutrem pela mãe de Jesus Cristo.

Maria não pode fazer nada pela humanidade ?
Não foi o que pensou o Senhor Jesus quando deu a João sua própria mãe e quando deu a ela o discípulo mais amado.

E francamente, não consigo ver Jesus dando presentes sem importância ou sem valor a sua santa mãe e ao seu discípulo mais amado.

Não consigo enxergar um Senhor Jesus que despreza o mandamento de seu pai do céu para honrar pai e mãe.

Para felicidade dos católicos, quando Vargens diz “Isto posto concluo” e finaliza “Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.”:

…trata-se tão e somente de uma conclusão do próprio Renato Vargens. E assim sendo, ninguém precisa ficar preocupado, pois esta conclusão de Vargens, isto sim, sem sombra de dúvida, não tem qualquer relevância para a humanidade.

Para a nossa alegria Jesus pensou diferente de Vargens quando disse a João: “…eis a tua mãe”.

Então ficamos combinados. Católicos imitam João e levam Maria para a casa tal como Jesus ensinou e Vargens permanece dirigindo ataques a Santa Mãe de DEUS, tal como ele também foi ensinado por grandes “mestres” do protestantismo tupiniquim.

Os católicos de fato desejam se entregar à proteção maternal de Maria. Ela é o caminho mais seguro para Jesus. Ela serviu para amamentar, limpar, alimentar, vestir, cuidar e educar o Senhor da Glória. Só “não” serve para ser mãe dos protestantes.

Sobre a virgindade de Maria, assim como também em todas as outras questões, a prudência me recomenda optar pela doutrina da igreja, que pela Bíblia é coluna e sustentáculo da verdade (I Tim 3.15).

Afinal, quando se fala que a fé vem pelo ouvir, este ouvir é naturalmente escutar de uma fonte confiável.

E também como sabemos, a leitura particular não pode de modo algum substituir o Espírito Santo.

Ora, se a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade e se a interpretação bíblica de Vargens é proibida pela própria Bíblia, até por exclusão não há dúvidas como escolher entre a doutrina da Igreja e a doutrina de Vargens.

Ademais, Vargens certamente defende que não existem infalíveis. E se não há infalívies, então Vargens não deve ser lido e muito menos escutado.

O que as Escrituras atestam sobre a virgindade de Maria, negada por Vargens, e que acusou a mãe do salvador de viver em pecado:

Ezequiel 44,1-3: “Então me fez voltar para o caminho da porta do santuário exterior, que olha para o oriente, a qual estava fechada. Disse-me o Senhor: ‘Esta porta estará fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela. Porque o Senhor Deus de Israel entrou por ela, estará fechada. Quanto ao príncipe, ele ali se assentará como príncipe, para comer o pão diante do Senhor; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará, e por esse mesmo caminho sairá”.

Ezequiel 46,8.12: “Quando entrar o príncipe, entrará pelo caminho do vestíbulo da porta… Quando for o príncipe […], a porta oriental lhe será aberta, […] então ele sairá e a porta será fechada assim que ele sair”.

E o que dizem os antigos cristãos sobre Maria e que Renato Vargens também desconhece:

São Cirilo de Alexandria no Concílio de Éfeso: “Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude daquele que nasceu de ti; mãe, por virtude que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, por aquele tomou de servo a forma! Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, santo, porque concebesse sem concurso de varão, e foi divino teu parto.”
“Salve Maria, templo como o chama o profeta Davi, quando diz: “O teu templo é santo e admirável em sua justiça” (SlLXIV, 6)
“Salve Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o sol de justiça”.
“Salve, Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível!”
“Salve, Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando, com os anjos, cantaram o sublime hino de Belém: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc. II, 14).
Salve, Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve, Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos!”
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda que no seio de sua mãe, exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, que trouxesse ao mundo graça inefável, da qual diz São Paulo: “apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador” (Tt. II, 1).
“Salve, Maria, Mãe de Deus, que fizesse brilhar no mundo aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: “Eu sou a luz do mundo” (Jo. VIII, 12).
“Deus te salve, Mãe de Deus, que alumiaste aos que estavam nas trevas e sombras de morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz (Is. IX,2), uma luz não outra senão Jesus Cristo, nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a esse mundo (Jo. I, 9).
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa no evangelho: “bendito que vem em nome do Senhor” (Mt. XXI, 9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos Céus!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo da santidade no Jordão!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o batista foram santificados e o demônio foi destronado!”
“Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel!”

Sr. Renato Vargens, não faça como os pregadores protestantes, que ficam furiosos quando ouvem elogios à Maria.

Veja o exemplo de Santa Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo quando ouviu a saudação de Maria: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lucas 1, versículo 41).
Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando ouviu a saudação de Maria !!!

E João Batista ?
“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre…” (Lucas 1, versículo 41).
A Bíblia diz que João Batista estremeceu de alegria no ventre de Isabel.

Ainda segundo Lucas 1, versículo 43: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar ?”
Isabel chama à Maria de mãe do seu Senhor. E o Senhor é DEUS. Maria que serviu para ser mãe de Jesus e que Vargens considera como uma mulher que nasceu, viveu e morreu em pecado.

Isabel ainda estava cheia do Espírito Santo quando disse “mãe do meu Senhor”.

Isabel, parente de Maria, verdadeiramente inspirada pelo Espírito Santo, sentindo-se honrada com a presença de Maria, exclama: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar ?

E Vargens como fica diante de Maria ? Honrado ou furioso ?

Ainda Isabel: Lucas 1, versículo 42: Ainda cheia do Espírito Santo, Isabel em alto e bom som: “Você é bendita entre as mulheres…”
Isabel, cheia do Espírito Santo, diz: Você é bendita entre as mulheres.

E Vargens, possivelmente sem o Espírito Santo, diz provavelmente: “mulher como outra qualquer.” Ou ainda: “Maria viveu em pecado.”

Em Lc 1, 48 “Doravante todas as gerações me chamarão bem aventurada”.

Em que igreja se cumpre a profecia bíblica, Sr.Renato Vargens ?

Quem está certa ? A Igreja que faz cumprir a profecia bíblica ou a Igreja que chuta a Santa ?

Onde está a indignação de Vargens contra aqueles que chutaram a Santa ?

Afinal, com quem devemos ficar ?

Com a doutrina de Vargens que afronta até mesmo os pensamentos dos reformadores ou devemos ficar com a Igreja dos 2.000 a seus santos ?

Vargens: “… o Papa e sua igreja há muito fizeram da mãe de Cristo um ser divino.”

Santo Antonio: “Nome doce, nome deleitável, nome que conforta o pecador, nome de dita esperança…Maria é a estrela do mar, o caminho claro que leva ao porto os que flutuam em amargura. Nome amável aos anjos, terrível aos demônios, benéfico aos pecadores, suaves aos justos.”

Vargens: ““Maria nasceu em pecado, viveu em pecado…”

Santo Ambrósio: “Que porta é esta, senão Maria, que permanece fechada por ser virgem? Portanto esta porta foi Maria, através da qual Cristo veio a este mundo graças a um parto virginal, sem romper os claustros fecundos da pureza. Permaneceu íntegro em seu pudor e se conservaram intactos os selos da virgindade, enquanto nascia Cristo de uma virgem cuja grandeza não podia sutentar o mundo inteiro. Esta porta, disse o Senhor, há de permanecer fechada e não se abrirá. Bela porta!, Maria, que sempre se manteve fechada e não a abriu! Passou Cristo através dela, mas não abriu”(DA formação da Virgem, 52-53).”

Vargens: “Ao afirmar que ela ouve orações, os católicos romanos…”
Falsa afirmação de Vargens. A Igreja ensina que Maria conhece nossas orações através da Glória de DEUS e não por meios próprios. Vargens é no mínimo alguém desinformado. Precisa aprender para depois ensinar.

Sr.Vargens, Maria é onipotente suplicante. Quer entender o que isto significa ?

Sugerimos consultar o texto: http://www.angelfire.com/de2/dombosco/MARIA2.htm

Pegue tua Bíblia protestante mutilada e verifique com honestidade o que se passou nas Bodas de Canã.

Mas lembre-se que nenhuma interpretação é de caráter individual e que apenas a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade.

São João da Cruz, sobre o estado de união que a Mãe do Filho de Deus alcançou por amor: “Não há obra melhor e mais necessária que o amor. Quando alguém alcança este estado de união em amor, não lhe convém ocupar-se em outras obras, nem de exercícios exteriores, que podem lhe tirar a sua atenção de Deus, porque é mais proveitoso estar diante de Deus ” (Cântico Espiritual, XXIX, II).

Para que Vargens possa meditar no ensino católico e não passar adiante a falsa informação de que os católicos dizem que Maria ouve as nossas orações, conforme ele fez em seu texto, deixamos ainda o ensinamento da Irmã Cássia Thaís Costa Dias de Arruda, EP

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/50590-A-onipotencia-suplicante-junto-a-Onipotencia-divina#ixzz2lqz1ivXr
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

“Deus, sendo Onipotente, não tem necessidade de nenhum dos seres que criou. E também não precisaria ter criado Nossa Senhora para que as suas graças fossem comunicadas aos homens, salvando as almas por meio d’Ela. Como está acima de tudo, o Altíssimo poderia ter disposto as coisas de outro modo.

Entretanto, uma vez que Deus A criou por um ato libérrimo de sua vontade, e a cumulou de uma torrente de graças, que “sobrepujou não só a de cada um em particular, mas a de todos os Santos reunidos” 1, Deus lhe conferiu o império sobre todo o universo, de sorte que entre Ela e Deus, há “uma mediação de poder, e não apenas de graça, pela qual Deus executa todas as suas obras e realiza todas as suas vontades por intermédio de sua Mãe”. 2”

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/50590-A-onipotencia-suplicante-junto-a-Onipotencia-divina#ixzz2lqydhPik

Fonte eletrônica: http://www.gaudiumpress.org/content/50590-A-onipotencia-suplicante-junto-a-Onipotencia-divina(disponível em 27/11/2013)

Ainda Vargens: “…Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as Mar; reuniu todas as Suas Graças e chamou-as MARIA”

São Francisco de Assis: “Saudação à Virgem Maria – Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,eleita pelo Santíssimo Pai celestial,que vós consagrou por seu Santíssimo edilecto Filho e o Espírito Santo Paráclito.Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem. Salve, ó palácio do Senhor!Salve, ó tabernáculo do Senhor!Salve, ó morada do Senhor!Salve, ó manto do Senhor!Salve, ó serva do Senhor!Salve, ó mãe do Senhor!E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas,pela graça e iluminação do Espírito Santo,os corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em fiéis servos de Deus!

São Thomás de Aquino – Comentário: “…Os Anjos participam da própria luz divina em mais perfeita plenitude. Pode-se enumerar os soldados de Deus, diz Jó (25, 3) e haverá algum sobre quem não se levante a sua luz? Por isso os Anjos aparecem sempre luminosos. Mas os homens participam também desta luz, porém com parcimônia e como num claro-escuro. Por conseguinte, não convinha ao Anjo inclinar-se diante do homem, até, o dia em que apareceu urna criatura humana que sobrepujava os Anjos por sua plenitude de graças (cf n° 5 a 10), por sua familiaridade com Deus (cf. n° 10) e por sua dignidade.Esta criatura humana foi a bem-aventurada Virgem Maria. Para reconhecer esta superioridade, o Anjo lhe testemunhou sua veneração por esta palavra: Ave.”

Santo Agostinho: “Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser ao mesmo tempo Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não dAquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamados, com razão, filhos do Esposo (filii sponsi) (Mt 9,15). Mas, certamente, ela é mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com sua caridade para que nascessem os fiéis na Igreja – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe. Convinha, pois, que nossa Cabeça, por insigne milagre, nascesse segundo a carne de uma virgem, dando a entender que seus membros, que somos nós, haviam de nascer segundo o Espírito dessa outra virgem que é a Igreja. Somente Maria, portanto, é mãe e virgem, no espírito e no corpo. É Mãe de Cristo e também Virgem de Cristo.
Santo Antonio: “A Virgem Maria está vestida de Sol. Nota-se que nos Sol há três propriedades: Candura, brilho e calor. A candura designa a castidade, o brilho a humildade e o calor a caridade. Com estas três virtudes se tece o manto da alma fiel, esposa do celeste esposo.”

Sr.Vargens, não há como ter dúvidas na hora de escolher quando escutamos as doutrinas de Vargens, Moon, Macedo e Malafaia. Até por exclusão é melhor ficar com a Igreja e seus santos.

A mãe de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se parece mais com as definições de Vargens, Soares e Santiago ou com as definições dos santos ?

O que te parece mais adequado tratando-se de mãe do redentor do gênero humano, único mediador entre DEUS e os homens ? Os conceitos de Vargens. Von Helder e CACP ou os ensinamentos dos grandes santos e sábios como Agostinho e Tomás de Aquino ?

E finalmente,

O concílio de Latrão

Definição como dogma no ano de 649, no Concílio Regional de Latrão:

“ Se alguém, segundo os Santos Padres, não confessa que própria e verdadeiramente é Mãe de Deus a santa e sempre virgem e imaculada Maria, já que concebeu nos últimos tempos sem sêmen, do Espírito Santo, o próprio Deus-Verbo (…) e que deu à luz sem corrupção, permanecendo a sua virgindade indissolúvel mesmo depois do parto, seja anátema”.

Repudiamos ofensas à honra e dignidade das pessoas.
Repudiamos ainda zombarias, deboches e escárnios a fé de qualquer homem ou mulher.
Acreditamos na liberdade religiosa e não admitimos cerceamento ou discriminação sob qualquer forma.
Concordamos que é direito do Sr. Renato Vargens criticar a doutrina católica.
E também é nosso direito contestar material produzido pelo Sr. Renato Vargens.
Sr. Renato Vargens, meus respeitos e meus sinceros votos para que o senhor se converta à verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

Autor: André Silva com a colaboração de V.De Carvalho – Livre divulgação mencionando-se o autor

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Natal: Porque Ele veio. Nas palavras de Paulo, o Apóstolo


A graça de Deus manifestou-se para a salvação de todos os homens.  Essa graça ensina-nos a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo com autodomínio, justiça e piedade, aguardando a bendita esperança, isto é, a manifestação da glória de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador. Ele entregou-Se a Si mesmo por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e para purificar um povo que Lhe pertence, e que seja zeloso nas boas obras. Tito 2, 11-14

Feliz Natal aos leitores do Blog Ecclesia Militans!

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Saiba porque o cânon protestante é deficiente


Em debates, os protestantes sempre insistem no argumento de que alguns dos livros do AT foram  acrescentamos pela Igreja e que o “verdadeiro” cânon seria, na verdade, o protestante com apenas 39 livros. Por que afirmam isso?

Simples, os protestantes alegam seguir o cânon judaico, que supostamente consiste apenas de 39 livros, contudo, eis aqui a mentira – consciente ou não – haja visto que não seria nos supreenderia que a grande maioria dos prostestantes ignore os fatos do debate. O leitor Edmilson explica:

1. Não existe um só grupo Judaico e igualmente a isso “não” existe só um cânon bíblico de 39 livros.

2. Existem vários grupos judaicos, e até grupos com um cânon de apenas 5 livros, por exemplo.

3. E mesmo o cânon judeu de 39 livros bíblicos, tal e qual ao dos protestantes, possui livros diferentes. Ou seja:

a. Os judeus tem o que seria Tanakh (AT), divididos em Torah (pentateuco), Neviim (profetas) e Ketuvim (escritos).

b. Mas tem outro livro sagrado, o Talmude, que é dividido em Mishná e o Guemará

Assim começa a ser desvendo o engano do rebanho separado, ou seja, o rebanho protestante:

A Torah (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio) e o Talmude (Mishná e o Guemará ), são palavras de Deus e inspiradas.

E os demais livros que os protestantes alegam ser dos Judeus, na verdade o são, mas não são inspirados segundo os judeus, são livros inferiores ao Torah e o Talmude.

Trocando em miúdos.

Os protestantes teriam que aceitar apenas Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, a torah; e Mishná e o Guemará, o Talmude. E renegar todos os  demais profetas a uma classe de livros “não” inspirados. Sem saber dos fatos, seguem a crer no conto da carochinha, afirmando que seguem o canon de Lutero, o ‘reformador’ e desvendador da verdade….  Uma pena.

Pax Domini!

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Campanha pela Revogação da lei do aborto


Aos leitores e assinantes do blog, um pedido de ajuda contra a legalização do Aborto. O recado vem do leitor Juliano A.R.P e o blog conta com a participação de todos os leitores pró-vida!

Venho até você pedir ajuda através da divulgação no seu blog!!  Domingo (01/12/2013) eu participei do Seminário Nacional de Bio-política aqui em Curitiba, que contou com as participações do Pe. Paulo Ricardo, Prof. Felipe Nery e Pe. José Eduardo, e foi pedido para que nos mobilizemos em favor do PL 6033/2013 de autoria do Dep. Eduardo Cunha (RJ).

Quero lembrar ainda que dentre os assuntos destacados no Seminário foi a chamada lei Cavalo de Tróia (12845/2013) que legalizou o aborto no Brasil, mas que pode ser revertida uma vez que o Deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) entrou com um pedido de revogação (PL 6033/2013) da dita lei para melhor apreciação do Congresso, entretanto, para que a revogação seja votada precisamos de assinaturas, por isso, peço que todos nós possamos nos mobilizar em favor dessa causa, coloco os links para assinatura e maior conhecimento de caso.

Assinem e passem para todos os colegas!! VAMOS FAZER CAMPANHA NO BLOG E DIVULGAR ISSO!

Deus os Abençoe

http://www.citizengo.org/pt-pt/535-deputado-dr-rosinha-nao-cumplice-da-legalizacao-do-aborto-no-brasil

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A Ressurreição dos Católicos não é a “reencarnação” dos espíritas


O texto abaixo foi escrito especialmente para o Ecclesia Militans por Brener Alexandre, do blog Soteriologica, com pequena edição do Blog E. Militans. Trata-se de uma mini-catequese apologética em refutação ao “princípio reencarnatório” difundido pelas religiões pagãs – O seguidor do espiritismo é pagão, de acordo com a concepção cristã, pois não recebe (ou rejeita) o batismo regenerativo em nome das Três Pessoas da Santíssima Trindade. O mesmo é verdade na concepção Judaica, por motivos diferentes,  como por exemplo, pela ausência da circuncisão, que é a consagração ao Deus único no caso dos homens. Mas isso é uma outra história. Espero que desfrutem do texto!

A tradição da nossa Igreja bebe da escatologia judaica e não das religiões de mistérios como o orfismo e o mitraísmo. A escatologia judaica nunca propôs a reencarnação e inclusive abomina o culto e a invocação do mortos.Basta recolher no texto grego do novo testamento as passagens em que a ressureição é mencionada e ficará claro do que se trata, vejamos:

A expressão mais comum no novo testamento para ressureição é: “anastásis ton nekron” que literalmente significa “levantar-se dentre os mortos” Vejam por exemplo na famosa catequese de São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,1-19). Nessa passagem da epistola temos uma clara alusão à escatologia biblica do antigo testamento. Primeiro quando São Paulo diz que “Cristo ressucitou dentre os mortos” (1 Cor 15,12) esse dentre os mortos é justamente o “anastasis ton nekron” de que falei acima.

A escatologia judaica passou uma evolução, primeiro os judeus acreditavam que as pessoas morriam e iam para o Sheol (indiferente de serem boas ou más) aos poucos a ideia de que Deus faria justiça aos justos e fiéis despertou nos judeus a ideia da ressureição, tal como é descrito no livro dos Macabeus (um texto do final do Século III a.c).

É preciso fazer notar que a compreensão da ressureição na época de Jesus não é muito clara, tanto que a seita dos saduceus rejeitam a ressureição e negavam a existência dos anjos. Isso pode ser averiguado na argumentação de Cristo em Mateus 22,32 onde nosso Salvador refuta o erro dos Saduceus em sua retórica com referência aos Escritos Sagrados dos Judeus:

No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram, Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão. Ora, houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.

Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?
Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos Mateus 22:23-32

De qualquer modo, Jesus esclarece isso à Marta em sua fala:  Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? João 11:23-26

Se voltarmos à catequese de São Paulo vamos ver outra referencia a escatologia judaica, observem o que diz o apóstolo dos gentios: “E, se Cristo não ressuscitou, ilusória é a vossa fé; ainda estais em vossos pecados. Por conseguinte, aqueles que adormeceram em Cristo, estão perdidos. (1 Cor 15,17-18)

Vejam que São Paulo emprega o verbo “adormecer” (egeiro em grego) essa expressão é também é típica da escatologia judaica, porque os judeus acreditavam que ir para o sheol era adormecer, morrer era cair num sono profundo no Sheol, por isso que Ressucitar é “levantar dentre os mortos” por que os mortos estão deitados, dormindo.

Por fim, o valor da ressureição como ponto fundamental da fé cristã é atestada no versículo 17 quando o apóstolo diz: ” se cristo não ressucitou, ilusória é a vossa fé e ainda estais em vossos pecados.” Sem ressureição a conversão a Cristo não faz o menor sentido, porque se ele não ressucitou a remissão dos pecados na cruz não aconteceu.

A ressureição de Jesus implica necessariamente no ato generoso de Deus que conhecemos como Graça e que a reencarnação suplanta com a ideia de evolução do espírito através do carma e da possibilidade do sujeito alcançar tal evolução por esforço próprio. Em outras palavras, Sem ressureição a graça fica reduzida a lampejos do amor de Deus e não gratuidade desse amor. Os cristãos devem sempre ter em mente que a ressureição é o pilar da fé sem ela como diz São Paulo: “nossa fé é vã”.


									
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Refutando uma falácia “Espírita”


“Sabia que a “reencarnação” era aceita pela Igreja Católica até o ano de 553? Mas essa tese foi recusada no segundo Concílio de Constantinopla, não pela Igreja ou pelo Papa, mas pelo Imperador Justiniano, por influência de sua esposa, ex-prostituta, que não achava conveniente a lei do carma.”

Afirmam os “espíritas”…

Fato ou ficção?

Como muitos sabem, a doutrina da Igreja baseia-se na Tradição dos Apóstolos e na Bíblia. A Tradição que herdamos dos Apóstolos está registrada, em parte, nos escritos dos padres dos primeiros séculos. Então, vejam a seguir o que dizem a Bíblia e os primeiros padres.

Na Carta aos Hebreus (9,27), está dito: “E como é fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento…”. Tal ensinamento é confirmado na parábola de Jesus sobre o “Rico e o Lázaro”: após a morte, o rico egoísta vai direto para os tormentos do inferno, enquanto o bom Lázaro é acolhido imediatamente por Abraão, em um bom lugar (Lucas 16,19-31). Em nenhum momento Jesus diz que o rico reencarnaria pra ter uma nova chance.

Lembremos que Jesus prometeu a Dimas, o bom ladrão, que naquele mesmo dia ele estaria no Paraíso. Ou seja, nada de reencarnar pra purgar o mal que fez (saiba mais sobre karma aqui).

Em outra passagem, Jesus ensina que “se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3,3). Nicodemos, então, pergunta se trata de algo como entrar no ventre da mãe e renascer, e a isso Jesus responde: “ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nasce da água e do Espírito”. Ou seja, não tinha nada a ver com um renascimento biológico, carnal, pois “Quem nasce da carne é carne”; mas sim de um renascimento espiritual, marcado pelo batismo, que é feito… com água!

Reparem que Jesus diz precisamente a Nicodemos o que é preciso para esse renascimento – a fé: “Quem acredita n’Ele não está condenado; quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho único de Deus”. E, logo depois da conversa com Nicodemos, Jesus foi à Judeia para batizar as pessoas, isto é, para fazê-las renascer pela água e pelo Espírito.

Bem, já vimos que a Bíblia não dá margem a qualquer crença na reencarnação. E quanto aos primeiros Padres da Igreja, aqueles que foram os primeiros a receber e guardar o ensinamento oral doa Apóstolos? Tal doutrina foi tida como herética por Clemente de Alexandria (+215), por Santo Irineu (+202) e Eneias de Gaza (+518).

Além deles, podemos citar Orígenes de Alexandria (+254), que considerava a doutrina da reencarnação uma FÁBULA. “Ué? Mas não foi justamente Orígenes o autor cristão que propôs essa doutrina como verdadeira?”. Não, não mesmo!

Orígenes, na verdade, propôs uma tese esquisita sobre a preexistência das almas (quem quiser saber mais, leia esse artigo de Dom Estevão Bettencourt), mas que não tinha nada a ver com reencarnação. Ele jamais foi herege; era um teólogo brilhante, e foi sempre fiel ao Magistério da Igreja. Para Bento XVI, Orígenes foi “o autor mais fecundo dos primeiros três séculos cristãos” (Fonte: site do Vaticano).

A tese equivocada de Orígenes sobre a preexistência das almas, infelizmente, foi tomada como artigo de fé por um grupo de fãs mocorongos – os origenistas. No século III, esses discípulos fanáticos resolveram tomar como dogma aquilo que seu mestre propunha como mera hipótese, e ainda perverteram suas ideias, passando a professar a crença na reencarnação.

O origenismo ganhou força e se espalhou pela Palestina. Foi então que, em 539, o Patriarca de Jerusalém mandou um S.O.S. pro Imperador Justiniano, que então publicou um duro pronunciamento contra os origenistas. O Papa Virgílio e os demais Patriarcas também aprovaram e repercutiram os artigos condenatórios de Justiniano, conforme explica D. Bettencourt: “Como se vê, tal condenação foi promulgada por um sínodo local de Constantinopla reunido em 543, e não pelo Concílio ecumênico de Constantinopla II, o qual só se realizou em 553”.

Como vocês viram, a Bíblia, a patrística, os documentos papais e os demais registros históricos comprovam que a Igreja Católica jamais aceitou a tese da reencarnação. Essa foi abraçada nos séculos III e IV por um grupo restrito de monges, sendo condenada e combatida pelos bispos e Papas, em todos os tempos.

Leia mais em:http://ocatequista.com.br/archives/11439#sthash.xc41PoYw.YlpISIBh.dpuf

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A Virgem Maria na Bíblia – Novo e Velho Testamentos


MARIA NA BÍBLIA

Por vezes, pensa-se que a Virgem não é muito evocada na Bíblia…

Mostraremos que as citações diretas, no Novo Testamento, são muito mais numerosas do que pensamos e que têm um significado muito peculiar, em momentos cruciais da vida de Cristo. Por outro lado, as alusões indiretas à Maria são numerosas e muito importantes: descobrimos, por exemplo, que Maria é a única no mundo que passa mais de trinta anos ao lado de Cristo durante a sua vida terrena; que ela é Aquela à quem o Apocalipse chama a “Arca da verdadeira Aliança”; Aquela à quem, sobretudo, o anjo da Anunciação saudou como a “cheia de graça” e que pode anunciar à toda a Criação: “de agora em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações”…

O Antigo Testamento está, também ele, repleto de figuras, imagens e profecias nas quais tanto o Magistério como os Padres da Igreja, os seus Doutores e Santos reconheceram o anúncio daquela que deu ao mundo o Messias esperado. Do “Gênesis” ao Livro do Profeta Isaías, e até aos últimos profetas da Primeira Aliança… prefigurações e outros anúncios, respeitantes à Virgem Mãe do Salvador, atravessam todo o Antigo Testamento, do Pentateuco aos Profetas, passando pelos Livros Históricos e Sapienciais!

Maria pertence ao Novo Testamento. Ela nasceu no tempo do Novo Testamento. Todos os relatos específicos e diretos que falam dela, estão no Novo Testamento. Porém, podemos formular-nos uma pergunta: O Antigo Testamento referiu-se alguma vez a Mãe do Messias esperado? Existem textos bíblicos que, mesmo em sentido figurado, mencionam algo sobre a Mãe do Filho de Deus? Podemos associar alguns textos do Antigo Testamento e aplicarmos a Maria?

ANÚNCIOS DE MARIA NO ANTIGO TESTAMENTO

Segundo a visão cristã, Eva, a primeira mulher, cedo tornou-se aquela com quem Adão arrastou toda a humanidade no naufrágio do pecado original. Deus prometeu um Salvador, e a mãe do Redentor foi anunciada naquele mesmo momento, no texto do Gênesis já citado: “Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher” (Gn.3,15)

A mais autêntica das filhas de Abraão

Abraão, nosso “pai na fé”, obedeceu de maneira total e incondicional aos desígnios de Deus, mesmo quando, exteriormente, lhe era difícil compreender como se cumpririam tais promessas. O Papa João Paulo II, na sua homilia em Nazaré, a 25 de Março de 2000, chamou à Virgem Maria a “mais autêntica das filhas de Abraão” já que, pela sua fé, se tornou a Mãe do Messias e a Mãe de todos os crentes (cf. Homilia publicada no Obsservatore Romano, edição semanal em língua portuguesa).

Eis os símbolos da Virgem Maria que podemos encontrar na Bíblia hebraica, o Antigo Testamento para os cristãos:

Imagens e figuras de Maria no Antigo Testamento:

Podemos encontrar imagens da Virgem Mãe no Gênesis e em Isaías, a Filha de Sião, o Jardim do Éden, a Amada do Cântico dos Cânticos e a Arca da Aliança. Rute pode ser um símbolo de Maria e da Igreja, porque aparece providencialmente colocada na árvore genealógica de Cristo. Também em Ester e Judite podemos ver um símbolo de Maria, já que são associadas ao Salvador no desenrolar do plano divino da Salvação. Podemos agrupar estes diversos anúncios de Maria no Antigo Testamento em 3 “categorias”:

– imagens: Estrela da Manhã; Torre de David, Trono da Sabedoria, etc…;
– figuras: Sara, Raquel, Débora, Judite, Ester e tantas outras…;
– profecias: Gn.3,15; Is.7,11; etc…

Ao lado de Cristo, Maria é a maior glória do povo judeu.

A Virgem Maria pode ser vista, a par de Cristo, como a maior glória do povo judeu. Foi do seio deste povo da Aliança que Deus escolheu esta excepcional figura que viria a dar à luz o Salvador da Humanidade. Por isso, ninguém melhor do que a Santa Virgem para interceder, junto de Deus, pela contínua promoção das relações judeu-cristãs.

Muitos estudiosos afirmam que o tema mariano está “escondido” sob três modos no Antigo Testamento: preparação moral, preparação tipológica e preparação profética.

1) Preparação moral: como a humanidade estava corrompida pelo pecado, Deus escolhe uma linhagem de fé e santidade para que o seu filho possa nascer da raça humana.

2) Preparação tipológica (linguagem simbólica): constatamos que no Antigo Testamento, muitas mulheres foram favorecidas com nascimentos milagrosos (Sara, Judite…). Todas estas mulheres fazem parte dos ancestrais do Messias esperado. Maria aparece como símbolo da “Filha de Sião” (Sof 3, 14-17), o lugar da residência de Javé. Maria também é simbolizada com a nova Arca da Aliança (dentro da Arca era depositada a LEI), que vai trazer dentro de si a Lei definitiva (revelação) de Deus, seu próprio Filho, Jesus.

”Rejubila-te, filha de Sião,solta gritos de alegria, Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, filha de Jerusalém! 15O Senhor revogou tua sentença, eliminou teu inimigo. O Senhor, o rei de Israel, está no meio de ti, não verás mais a desgraça. 16Naquele dia, será dito a Jerusalém: Não temas, Sião! Não desfaleçam as tuas mãos! 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como um herói que salva! Ele exulta de alegria por tua causa, ele te renova por seu amor, ele se regozija por causa de ti com gritos de alegria, 18como nos dias de festa.” (Sof 3, 14-18)

3) Preparação profética: Além do texto acima, temos mais alguns que podem ser aplicados a Maria:

a)Ct 4,7: Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha. O texto pode fazer alusão à concepção imaculada de Maria;

b)Jer 31,22: Até quando andarás errante, ó filha rebelde? pois o senhor criou uma coisa nova na terra: uma mulher protege a um varão.

c) Gn 3,15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Uma consideração sobre este texto..
O texto é muito significativo e apresenta, numa primeira leitura, a luta até o fim dos tempos entre a humanidade e o demônio. O termo “Ela te ferirá a cabeça” pode aludir tanto a Maria, a nova Eva, como a Igreja.
d) Is 7,14: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
Considerando o texto…

Embora o texto faz referência ao nascimento de um herdeiro na linhagem de Davi, pode ser muito bem ser aproveitado como uma profecia Mariana.

e) Miq 5, 1-4: Agora, ajunta-te em tropas, ó filha de tropas; pôr-se-á cerco contra nós; ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel.
2 Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
3 Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel.
4 E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra.

Sobre o texto…

Mesmo não apontando diretamente uma referência mariana, o texto fala diretamente de um rei-pastor, saído da tribo de Davi. Seu nascimento se projeta para o futuro (os verbos estão no futuro).

MARIA NO EVANGELHO DE JOÃO

João escreveu o seu evangelho por volta do ano 90-100 d.C. É também autor do livro do Apocalipse. Tanto o quarto evangelho com o livro do Apocalipse apresentam, por serem os escritos mais tardios, uma reflexão bem mais madura sobre Jesus.

O Evangelho de João está dividido em três partes:

a) Prólogo (Jo 1, 1-18)

b) Livro dos Sinais (Jo 1,19 – 12,50)

c) Livro da Exaltação (Jo 13-20)

Menciona a Mãe de Jesus em três ocasiões: uma indiretamente, na encarnação do Filho de Deus (Jo 1, 14), e as duas de uma maneira bem explicita: as Bodas de Caná (Jo 2, 1-12) e na Morte de Jesus (Jo 19, 25-27).

1) Jo 1,14: (PROLOGO)

E o Verbo divino se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

Embora o texto não mencione Maria, porque a intenção do autor é mostrar a origem divina de Jesus (Verbo de Deus), dá-se a entender que Ela está implícita no processo da encarnação de Jesus (“e habitou entre nós”). Não podemos, em hipótese alguma, afirmar que este é um texto mariano, mas quando se fala em “encarnação” do Verbo Divino, Maria é lembrada.

2) Jo 2, 1-12 (AS BODAS DE CANÁ)

1 Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus;

2 e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento.

3 E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho.

4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

5 Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.

6 Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.

7 Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram- nas até em cima.

8 Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram.

9 Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo

10 e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.

11 Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

12 Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias.

Este relato encontra-se inserido no chamado “bloco dos sinais”. É cheio de uma simbologia muito grande. Os sinais apresentam um sentido de revelação da pessoa de Jesus e têm uma intima relação com a fé. Quando Jesus realiza um milagre, este serve de sinal para que as pessoas vendo possam acreditar em Jesus. Em Mateus, Marcos e Lucas, os milagres que Jesus realiza indicam o poder de Deus sobre as forças do mal.

Os sinais que o quarto evangelho mencionam também expressam a Glória de Deus, que com Jesus, aos poucos vai se manifestando ao mundo.

Analisando o texto…

Um primeiro dado interessante que se percebe à primeira vista é que João não menciona o nome “Maria”. Ele refere-se a Maria chamando-a de “Mulher” ou “Mãe de Jesus” (seis vezes). A explicação é simples: João gosta de apresentar certas pessoas como modelos de seguidores do projeto de Jesus. Maria, portanto, é um modelo, uma figura símbolo que aceitou a mensagem de Jesus.

Apesar de ser uma festa de casamento, os personagens principais não são os noivos e sim Jesus e Maria. Apesar de usar uma linguagem de um casamento, João quer mostrar, com este relato, que o pacto (casamento) entre o povo da Antiga Aliança (Israel) e Deus estava desgastado, sem vida, vazio, devido o abismo do pecado

,br> O relato data muito a seqüência dos dias, com destaque especial “ao terceiro dia” , alusão simbólica à Aliança no Monte Sinai (Ex 19, 11.9) e principalmente à Ressurreição de Jesus.

Ao fazer chegar até Jesus a problemática da falta de vinho, Maria se apresenta como aquela que, conhecendo as necessidades da humanidade, pede ajuda para Jesus. Aqui está simbolizado o papel de intercessora atribuído a Maria.

A primeira reação de Jesus ao afirmar “Mulher, que tenho eu contigo” (ou, que importa a mim e a ti), parece ser um tanto ríspida com relação a Maria, mas serve para ilustrar o deslocamento de perspectiva: que Jesus chama os seus interlocutores (na pessoa de Maria) para perceber um outro nível de sua presença.

A palavra “mulher” pode representar três idéias:

pode lembrar Gn 3, referindo a Eva-Mulher que trouxe o pecado ao mundo. Assim Maria, a nova Mulher trouxe a salvação, Jesus;

Maria, Mulher, pode representar todo o povo de Israel (Filha de Sião);

Pode traduzir todo o reconhecimento da figura feminina na comunidade de João pelo papel evangelizador que as mulheres desempenhavam no testemunho do Evangelho.

Depois de realizar o milagre da transformação da água em vinho, o relato tem um desfecho muito significativo. E é para lá que apontava João: Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.( v11). Com isso, o autor acentua a centralidade do relato: mostrar quem é Jesus (aquele que traz o vinho novo, a Nova Aliança, o Novo Pacto, a alegria, a plenitude, a graça, a salvação) e a fé dos discípulos que aderem ao projeto do Filho de Deus. E todo o projeto do Reino de Deus é simbolizado através da figura das Bodas, o grande Banquete, as Núpcias do Cordeiro, a grande Festa da plena e definitiva alegria. Jesus é o novo NOIVO.

Maria-mulher é aquela que leva os discípulos a crerem em Jesus. Incentiva os filhos a fazerem a vontade do seu Filho.

3) Jo 19, 25-27 (MARIA JUNTO À CRUZ)

25 Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.

26 Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

27 Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

O texto mostra que estavam presentes junto à cruz de Jesus quatro mulheres: a mãe de Jesus, uma irmã de Maria, Maria esposa de Cléofas e Maria Madalena e também o discípulo amado.

As mulheres, como já vimos, representam o serviço generoso e destacado que elas exerciam na comunidade; o “discípulo amado” representa o modelo ideal de todo cristão que apesar das contrariedades e cruzes da vida, permanece fiel a Cristo.

Ao colocar Maria junto à cruz de Jesus, o autor do livro, quer:

simbolizar a presença da mãe sofredora que sempre esteve ao lado de Jesus e de todo aquele que sofre;

fazer uma relação entre as Bodas de Cana onde Maria esteve presente no inicio das atividades do seu Filho, como no pleno cumprimento de sua missão, através da morte da Cruz.

Tanto o discípulo amado com Maria, são representações da Igreja:

Maria como geradora de novos filhos (mulher, membro constitutivo da Igreja e mãe da comunidade);

O Discípulo amado como representante de todos os fiéis que seguem Jesus custe o que custar.

Resumindo, podemos sintetizar a figura de Maria no quarto evangelho como:

– discípula fiel
– pessoa de fé
– mãe da comunidade
– mulher solidária

MARIA NO EVANGELHO DE LUCAS e ATOS DOS APÓSTOLOS

SINOPSE

O livro de Lucas foi escrito por volta dos anos 79-80 d. C. Teve como destinatário primeiro um certo “Teófilo” (Lc 1,1 e At 1,1-2), cuja identidade é desconhecida. A evidência mostra que o livro foi escrito especialmente para os gentios. Lucas se esforça para mostrar os costumes judaicos e, algumas vezes substitui nomes gregos por hebraicos.

Como bom médico que foi, Lucas retrata a figura de Cristo mostrando todo o seu lado humano e misericordioso que socorre, cura, liberta e salva a todos sem distinção.

Como também é autor do livro dos Atos dos Apóstolos, Lucas compreende a HISTÓRIA DA SALVAÇÃO em três tempos ou etapas e organiza toda a sua obra a partir desta perspectiva:

1ª etapa: período preparatório à vinda de Jesus Salvador ( O antigo Israel espera com alegria a manifestação do Messias e prepara a sua vinda)

2ª etapa: A vida de Jesus: sua encarnação, sua presença, sua manifestação, paixão, morte, ressurreição e glorificação.
3ª etapa: tempo da Igreja que se faz por obra do Espírito Santo. A Igreja é a grande portadora da salvação a todos os povos.

Estes três períodos ou etapas se articulam a partir de Jerusalém.

Segundo os estudiosos do tema, Lucas é o evangelista que mais fala de Maria. Num total de 152 versículos do NT sobre Maria, 90 são de Lucas (1 versículo aparece no livro dos Atos e 89 no terceiro evangelho).

Lucas nos apresenta muitas qualidades de Maria. Ela é o exemplo vivo do discípulo e seguidor de Jesus, que acolhe a Palavra de Deus com fé, guarda e medita em seu coração e põe em prática, produzindo muitos e bons frutos.

Maria é apresentada como a grande peregrina na fé. O “SIM” dado a Deus na sua juventude é renovado constantemente no decorrer de toda a sua vida.

Maria não nasce como uma santa pronta e acabada. Ela passa por crises e situações difíceis e desafiadoras contribuindo para o seu crescimento na fé.

Por outro lado, Maria nos lembra que Deus escolhe preferencialmente os pobres e os pequenos para iniciar seu Reino. Maria é uma pessoa de coração pobre todo aberto para Deus; tem um coração solidário e serviçal sempre disponível a ajudar os mais necessitados.

MARIA NO EVANGELHO DE MARCOS
SINOPSE:

Marcos escreve o seu evangelho por volta do ano 60 d.C. Acredita-se que o escritor, ao preparar o seu livro, teve em mente os cristãos gentios. O evangelista tem com preocupação primeira mostrar que Jesus é o Filho de Deus. Esse é a sua grande tese verificada a partir do primeiro versículo:

“Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.” . Um Filho de Deus que é confirmado pelos discípulos, através da pessoa de Pedro (Mc 8,29) e testemunhado pelo centurião na morte de Jesus (Mc 15,39); um Filho de Deus que se deixa reconhecer na medida que se caminha ao seu lado assumindo o seu projeto de vida.

O Evangelho de Marcos está tecido em duas grandes partes:
– Primeira parte: (Mc 1,1 – 8,26). Neste primeiro bloco Jesus aparece na Galiléia inaugurando o Reino de Deus que vem com toda força. A prática de Jesus é contestada pelos escribas e fariseus. Diante da sua proposta vão se formando dois grupos: os que seguem Jesus (discípulos e multidão) e os que não aceitam a proposta de Jesus.
– A segunda parte (restante do evangelho) apresenta as condições e os elementos necessários para seguir Jesus. Seguimento que não significa “ir atrás” mas entrar no caminho de sua vida, identificar-se com ele, deixar tocar pela sua pessoa, fazer parte de sua missão de inaugurar o Reino e vencer as forças do anti-reino.
Maria aparece duas vezes durante todo o seu relato. As citações são poucas, mas muito significativas onde ela é apresentada como a discípula fiel que faz parte essencial da família de Jesus porque cumpre a vontade do Pai e a mulher que acolhe a todos como filhos e irmãos de Jesus.

I – Textos marianos:

1)) Mc 3, 20-21. 31-35: A FAMÍLIA DE JESUS.

20 Depois entrou numa casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal modo que nem podiam comer
21 Quando os seus ouviram isso, saíram para o prender; porque diziam: Ele está fora de si.
31 Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo.
32 E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram.
33 Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos!
34 E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos!
35 Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
Contexto: No tempo de Jesus, a estrutura familiar exercia importante influência na definição dos papéis e no lugar social ocupado pelo individuo. No judaísmo, as famílias eram classificadas conforme seu grau de pureza de origem, ou seja, se eram imaculadas cruzamento com sangues de estrangeiros ou atingidas por mancha de mistura étnica.
A cena bíblica é a seguinte: Jesus e os Doze, recém eleitos, vão a uma casa em Cafarnaum. Havia uma multidão acirrada, a tal ponto que eles nem podiam e não tinham tempo nem para alimentar-se. E quando os “seus” ficaram sabendo disso, saíram para proteger Jesus, porque diziam que Ele tinha “perdido o juízo” . E neste grupo que vai até Jesus, está a figura de Maria, sua mãe.
Os parentes de Jesus consideram que Ele estava exagerando no modo como se dedicava à sua missão, porque Jesus desleixa até as suas necessidades mais elementares, como a de comer (v.20)
Marcos mostra aqui o caminho progressivo de Maria na fé. O evangelista revela o traço tão humano de Maria de Nazaré que se preocupa pelo Filho, o que denota uma preocupação normal.
Num olhar mais profundo, Marcos quer mostrar que o seguimento de Jesus (para fazer parte de sua família) ultrapassa os laços de parentesco.
Jesus inaugura uma NOVA FAMÍLIA constituída não mais do sangue e dos laços de parentesco (valor absoluto nas sociedades antigas) e sim daqueles que se juntam ao redor de Jesus para fazer a vontade do Pai.
Marcos ensina que até Maria, a criatura mais estreitamente ligada a Jesus pelos laços de sangue (maternidade) teve que elevar a ordem mais alta dos seus valores.
Depois de ter levado Jesus no seu ventre, era preciso que Ela o gerasse no coração, cumprindo a vontade de Deus. Uma vontade que se torna manifesta naquilo que Jesus dizia e realizava.
Assim, a figura de Maria “mãe” se harmoniza e se completa com a figura de “discípula” e “primeira cristã”.

2)Mc 6, 1-6: JESUS DE NAZARÉ ( O SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES)

1 Saiu Jesus dali, e foi para a sua terra, e os seus discípulos o seguiam.
2 Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos?
3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele.
4 Então Jesus lhes dizia: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra, entre os seus parentes, e na sua própria casa.
5 E não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser curar alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
6 E admirou-se da incredulidade deles. Em seguida percorria as aldeias circunvizinhas, ensinando.

Contexto: O texto de Marcos refere-se a um acontecimento concreto: a rejeição dos Moradores de Nazaré ao anúncio de Jesus e à sua pessoa. Eles não se colocam como inimigos de Jesus, mas se escandalizam dele por sua incredulidade. A fé é um grande requisito para o seguimento de Jesus.

a)Mc 6, 3: O “Filho de Maria”

3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele.
4 Então Jesus lhes dizia: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra, entre os seus parentes, e na sua própria casa.
No costume judeu, o nome da pessoa era conferido ou vinha relacionado por referência ao Pai. Temos alguns exemplos:
– Simão, filho de Jonas (Mt 16,13)
– Tiago, filho de Zebedeu (Mt 4,21)
– Levi, filho de Alfeu (Mc 2,13)
Sendo assim, surge a grande pergunta: por que Jesus não é chamado “filho de José”?. Para esta pergunta há quatro tipos de respostas:
– Marcos queria enfatizar os traços humanos de Jesus;
– É uma referência à concepção virginal de Jesus (obra do Espírito Santo);
– Foi um intento de difamação contra Jesus (desvalorizar a sua pessoa pela profissão humilde de José);
– José não é citado porque já havia morrido.

b) “Os irmãos e as irmãs de Jesus” (v3):

Versículo de caráter polêmico principalmente entre os “evangélicos” onde se afirma a existência de outros filhos de Maria.
A verdade é que para os conceitos orientais tradicionais, não se define a família como pequeno núcleo “pai-mãe-filhos”, como conhecemos hoje, mas num amplo leque no qual se incluem tanto os parentes próximos como os distantes.
No aramaico falado, usado por Jesus e seu povo, não havia uma diferenciação nos conceitos de parentesco (primo, tio, tia, irmão, sobrinho, etc…). A palavra que exprimia e englobava todo este parentesco era “irmãos”, que os gregos traduziram por “adelfos”. Assim, quando ouvimos falar que “tua mãe e teus irmãos estão lá fora…” significa que Maria e os parentes de Jesus queriam protegê-lo um pouco da multidão.
Não podemos confundir: “irmãos” de Jesus significa “parentes próximos” dele. Tiago e Joset, chamados de “irmãos de Jesus” são considerandos, dentro desta lógica explicativa, de “parentes próximos” de Jesus e não “irmãos carnais” dele.
Se assim não fosse, qual seria a necessidade de Jesus, no alto da cruz, entregar a João, o discípulo a quem amava, os cuidados de Maria quando disse: ” Filho, eis aí a tua mãe” (Jo 19,27)? Não seria mais comum, Tiago e José, se fossem realmente filhos carnais de Maria, tomar conta de sua “mãe” após a morte do “irmão” Jesus?
Quando estudarmos o dogma da Virgindade de Maria entenderemos mais esta questão.
Com isso, o evangelista quer mostrar a necessidade da fé no ato do seguimento de Jesus. Condição indispensável para reconhecer a sua presença e caminhar com Ele.

MARIA NO EVANGELHO DE MATEUS

SINOPSE:

Mateus (também chamado de Levi), um dos Doze apóstolos, foi sem dúvida um judeu que também era publicano romano.

Mateus escreveu o seu evangelho por volta do ano 70 d.C. Tinha como destinatários principalmente os judeus. Este ponto de vista está confirmado pelas referencias às profecias hebraicas, cerca de sessenta, e pelas aproximadamente quarenta citações do Antigo Testamento.

Ressalta especialmente a missão de Cristo aos judeus.

A intenção de Mateus é a de mostrar que Jesus foi o Messias prometido no Antigo Testamento através do cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi, passando por todos os profetas.

Maria é apresentada como a mãe virginal de Jesus que o concebe pela ação do Espírito Santo sem intervenção humana, mostrando a gratuidade da iniciativa divina.

O Evangelho de Mateus amplia bastante a imagem de Maria.

Ela aparece na narrativa da origem e da infância de Jesus (Mt 1-2) e em alguns textos referentes à vida pública de Jesus (Mt 12, 46-50 e Mt 13, 53-58).

I – GENEALOGIA DE JESUS (Mt 1, 1-25)

1 Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.

2 A Abraão nasceu Isaque; a Isaque nasceu Jacó; a Jacó nasceram Judá e seus irmãos;

3 a Judá nasceram, de Tamar, Farés e Zará; a Farés nasceu Esrom; a Esrom nasceu Arão;

4 a Arão nasceu Aminadabe; a Aminadabe nasceu Nasom; a Nasom nasceu Salmom;

5 a Salmom nasceu, de Raabe, Booz; a Booz nasceu, de Rute, Obede; a Obede nasceu Jessé;

6 e a Jessé nasceu o rei Davi. A Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias;

7 a Salomão nasceu Roboão; a Roboão nasceu Abias; a Abias nasceu Asafe;

8 a Asafe nasceu Josafá; a Josafá nasceu Jorão; a Jorão nasceu Ozias;

9 a Ozias nasceu Joatão; a Joatão nasceu Acaz; a Acaz nasceu Ezequias;

10 a Ezequias nasceu Manassés; a Manassés nasceu Amom; a Amom nasceu Josias;

11 a Josias nasceram Jeconias e seus irmãos, no tempo da deportação para Babilônia.

12 Depois da deportação para Babilônia nasceu a Jeconias, Salatiel; a Salatiel nasceu Zorobabel;

13 a Zorobabel nasceu Abiúde; a Abiúde nasceu Eliaquim; a Eliaquim nasceu Azor;

14 a Azor nasceu Sadoque; a Sadoque nasceu Aquim; a Aquim nasceu Eliúde;

15 a Eliúde nasceu Eleazar; a Eleazar nasceu Matã; a Matã nasceu Jacó;

16 e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo.

17 De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para Babilônia até o Cristo, catorze gerações.

18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.

19 E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

20 E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo;

21 ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

22 Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta:

23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.

24 E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher;

25 e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS.

Primeiramente o objetivo desta genealogia é o de mostrar que Jesus descende de Abraão e Davi e que, portanto, Ele herda as promessas feitas a esses dois patriarcas de Israel. De Abraão, a promessa da numerosa descendência (Gn12); de Davi, a promessa da eterna realeza (2Sam7).

A genealogia de uma pessoa e de uma família tinha enorme importância jurídica e trazia conseqüências para a vida social e religiosa. A pureza de uma linha genealógica dava participação ao descendente nos méritos de seus antepassados.

Mateus remonta a origem de Cristo a partir de Abraão passando por todas as gerações até chegar a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus. Esse elenco de nomes que vai de Abraão a Cristo é subdividido em três grupos e cada grupo abrange 14 gerações:

1o grupo: de Abraão a Davi

2o grupo: de Davi a Jeconias ( exílio na Babilônia)

3o grupo: de Jeconias a Cristo

A grande novidade nesta descrição genealógica que passou de geração em geração foi a intervenção da Providencia Divina através do Espírito Santo na geração de Jesus por Maria.

Se antes o encadeamento paterno era o elemento fundante na genealogia, aqui nós temos agora uma ruptura visível e explicita: apesar de pertencer a descendência de Abraão e sucessão, José não é o pai biológico de Jesus. Assim, a mensagem do relato resume-se em: o nascimento de Jesus se deve à ação do Espírito Santo em Maria. Mostra que Jesus, o Messias esperado, é fruto da intervenção divina que gratuitamente irrompe a história da humanidade e oferece o seu filho para a salvação do seu povo.

José ao receber Maria em sua casa e assumir Jesus dando-lhe o nome (de Jesus), sela definitivamente o vínculo histórico da descendência messiânica. Por outro lado revela a concepção virginal de Jesus.

Mt 2, 10-23: ADORAÇÃO DOS MAGOS E FUGA PARA O EGITO

10 Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria.
11 E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.
12 Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
13 E, havendo eles se retirado, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te fale; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

14 Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito.

15 e lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egito chamei o meu Filho.
16 Então Herodes, vendo que fora iludido pelos magos, irou-se grandemente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores, segundo o tempo que com precisão inquirira dos magos.
17 Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias:

18 Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem.

19 Mas tendo morrido Herodes, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José no Egito,

20 dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que procuravam a morte do menino.

21 Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel.

22 Ouvindo, porém, que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; mas avisado em sonho por divina revelação, retirou-se para as regiões da Galiléia,

23 e foi habitar numa cidade chamada Nazaré; para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado nazareno.

Nas cenas (adoração dos Magos e Fuga para o Egito) se repete várias vezes “o menino e sua mãe” (v.13, v.14, v.20) . Isso reforça a real maternidade de Maria não aludindo à “paternidade real” de José.

II – MARIA NA VIDA PÚBLICA DE JESUS.

Apesar de usar a mesma fonte de Marcos quando fala de Maria e dos “irmãos de Jesus” e a cena da casa e da rejeição em Nazaré, Mateus interpreta num outro sentido.

1) Mt 12, 46-50: a família de Jesus e os seguidores

46 Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe.

47 Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo.

48 Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos?

49 E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.

50 Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Aqui aparece claro a idéia e a importância de seguir a Jesus e fazer a sua vontade. Não há, portanto, referencia negativa à família biológica de Jesus.

2) Mt 13, 53-58: O profeta rejeitado em sua pátria

53 E Jesus, tendo concluido estas parábolas, se retirou dali.

54 E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?

55 Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?

56 E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?

57 E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa.

58 E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Mateus substitui aqui o “filho de Maria” que aparece em Marcos por “filho do carpinteiro” e suprime a palavra “parentes”.

Há dois motivos fundamentais nestas mudanças operadas por Mateus:

a)Tiago, que aparece como sendo “o irmão do Senhor” que na verdade é primo de Jesus, é um membro ativo na comunidade atual onde Mateus vive (composta de natureza judeu-cristã)

b)Mateus parece ter uma idéia bem clara sobre a concepção virginal de Maria

Com isso tudo, fica claro que Maria é vista como mãe virginal do Messias, por ação do Espírito Santo.

MARIA NO LIVRO DO APOCALIPSE 12

Todo o livro do Apocalipse é repleto de uma linguagem de muitas imagens e números. Numa primeira vista, parece que o livro é enigmático, assustador e cheio de mistérios. Mas, apesar de usar uma linguagem “não muito clara”, o autor quer reforçar a fé e a esperança dos cristãos frente às perseguições de dificuldades que na qual se encontrava a Igreja primitiva.

O uso deste tipo de linguagem (Gênero literário) é bem simples de se explicar: João está preso. Ele manda cartas para os cristãos. Usa linguagem simbólica que só os cristãos entendiam. Caso contrário, as correspondências não chegariam ao seu destino. Portanto, cada imagem, cada número, cada ação…tem o seu significado. Mas nós vamos nos ater somente naquelas passagens que podem fazer referência à pessoa de Maria. Neste caso, o capítulo 12, principalmente porque tem algumas referências sobre uma “mulher vestida de sol”.

O Capítulo pode muito bem ser dividido em três partes que apresentam três cenas com os seguintes personagens:

1)1ª cena (Ap 12, 1-6): a mulher, o dragão e a criança.

2)2ª cena (Ap 12, 7-12): a guerra entre as forças de Deus (Miguel) e do mal (Satanás)

3)3ª cena: (Ap 12, 13-17): a mulher perseguida pelo dragão que é vencido.

Vamos analisar estas três cenas…

1ª Cena : Ap 12, 1-6

1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;

4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.

5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Este “grande sinal” significa a importância do acontecimento;

” Céu”, mais que morada de Deus, simboliza o lugar onde estão as forças transcendentais que interferem na história humana;

“Mulher vestida de sol” numa primeira leitura não se refere a Maria (Maria não apareceu no céu, não deu à luz no céu e muito menos o menino foi levado para junto de Deus. Foi exatamente o contrário…Ele veio de Junto de Deus, no mistério da encarnação) faz alusão à glória de Deus que reveste o seu povo. O sol que ilumina;

“Tem a lua debaixo de seus pés” significa o domínio sobre as coisas temporais;

“Coroa de doze estrelas” lembra as doze tribos de Israel, bem como os doze Apóstolos recompensados no final dos tempos;

“Dores de parto” recorda todo o sofrimento vivido pelo povo do Antigo Testamento, bem como as perseguições da comunidade do Novo Testamento que quer continuar gerando Jesus para a humanidade através do seu testemunho;

“Dragão de sete cabeças e dez chifres” representa o poder político e dominador da época. As “sete cabeças” simboliza a plenitude (o número sete significa a plenitude, a totalidade) de poder. Os “dez chifres” representam os dez governadores senatorias do Império Romano; O “diadema” sobre cada uma das cabeças, referem-se à linhagem nobre de cada um dos governadores.

Tanto a Mulher como o Dragão são colocados juntos e em contraposição, simbolizando que as forças do bem e do mal travam um conflito constante na história;

A Mulher “deu à luz a um filho, um varão que irá reger todas as nações com um cetro de ferro”. Este versículo lembra o Salmo 2, 7b-9 (Tu és meu Filho, hoje te gerei.8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. ). Não se refere ao nascimento de Jesus em Belém, mas sim na Paixão, quando então sairá vitorioso pela Ressurreição;

O “deserto” tanto significa o lugar da tentação (Jesus foi tentado no deserto durante 40 dias e 40 noites) com também o lugar da proteção de Deus;

2ª Cena: Ap 12, 7-12

7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,

8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.

9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.

10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.

12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

Entram em cena novos personagens: Miguel e seus anjos. A luta que começa no céu desce à terra. Nesta cena não aparece mais a figura da “mulher” e sim “Miguel e o Dragão”. O Dragão é descrito como a “antiga serpente”. Faz lembrar Gn 3,15 ( Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar) que já foi vencida. Conforme o texto, esta vitória sobre a serpente se deu “pelo sangue do cordeiro” (sacrifício deJesus).

3ª Cena: Ap 12, 13-17:

13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.

14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.

16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.

17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

18 E o dragão parou sobre a areia do mar.

Esta cena tem como cenário, a terra. Os personagens são: o dragão e a mulher e sua descendência. Já que o dragão perdeu a batalha para Miguel e seus anjos, ele volta-se contra a mulher, que, por sua vez, consegue escapar pela proteção de Deus.

Assim, a descendência da mulher (A Igreja), “os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus”, são continuamente ameaçados pelas forças do mal (serpente). Mas Deus aparece sempre com sua força protetora encorajando os filhos para a vitória final.

Conclusão: O Capítulo 12 do Apocalipse é um texto que deve ser interpretado, primeiramente como sendo eclesiológico (A Igreja peregrina que sofre, é perseguida, mas que tem a força de Jesus e do Espírito Santo de Deus para vencer as armadilhas do mal), depois mariológico (Maria, mãe da Igreja que caminha).

MARIA NO NOVO TESTAMENTO- SEGUNDO GÁLATAS

Faremos um estudo mais detalhado, em ordem cronológica, dos livros bíblicos do Novo Testamento que falam explicitamente de Maria. São eles:
– Gálatas (as informações mais antigas sobre Maria)
– Livro escrito por volta do ano 50 d.C.
– Marcos (escrito por volta do ano 60 d.C)
Mateus (escrito por volta do ano 70 d.C)
Lucas (escrito por volta do ano 70 d.C.)
Atos (também escrito por volta do ano 70 d.C)
João (escrito por volta dos anos 90-100 d.C)
Apocalipse (também escrito por volta dos anos 90-100 d.C)

I – GÁLATAS.

Por conter a informação mais antiga sobre Maria, analisaremos um único versículo referente ao estudo mariano. Gal 4, 4. Eis o texto: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.”
CONTEXTO:
O tema central deste versículo é sobre a ENCARNAÇÃO do FILHO DE DEUS, ou seja, o modo através do qual Deus quis vir ao encontro do homem. E isso se deu na “plenitude dos tempos”, isto é, quando o Pai envia o seu Filho ao mundo os tempos do desígnio divino atingem a sua “plenitude”. A encarnação de Cristo é o ponto culminante desta etapa.
E Maria é colocada exatamente nesse vértice do plano redentor. Através do seu ministério materno, o Filho do Pai, preexistente ao mundo, se radica na cepa da humanidade.
Ela é a MULHER que o reveste com a nossa carne e o nosso sangue. São Paulo quer mostrar com isso a condição real e humana de Jesus. O apóstolo declara que a pessoa de Maria está vitalmente vinculada ao projeto salvífico de Deus.

MARIA NOS OUTROS ESCRITOS DA IGREJA

Se, no Novo Testamento, encontramos poucas alusões à Virgem Maria, são muitos os outros escritos, pertencentes ao tesouro da Igreja, que evocam a Mãe de Jesus.
Primeiramente, temos os escritos da Tradição: dogmas e ensinamentos do Magistério da Igreja (pontifical, conciliar, apostólico), textos e homilias dos Padres da Igreja, textos da liturgia, tratados dos Doutores da Igreja;
Há, também, escritos e comentários exegéticos dos teólogos;e ainda, os numerosos testemunhos dos grandes místicos reconhecidos e canonizados;
há, enfim, os inumeráveis “Evangelhos Apócrifos” (1): estes escritos constituem mesmo a maior fonte de informação sobre a vida da Mãe do Cristo, porque foram redigidos na época e por pessoas diretamente relacionadas com a vida da Santa Família.
Ainda que esses escritos não sejam canônicos(2), muitos deles são considerados escritos fidedignos e são citados, algumas vezes, pela própria Hierarquia da Igreja e seu Magistério.

(1) O termo « apócrifo » (do grego apockryphos = escondido) designa um texto geralmente atribuído a um escritor próximo do meio ou da época do Cristo, mas que não foi incluído no cânone das Escrituras bíblicas cristãs.

(2) O Cânone (do grego kânon = regra) é a lista das Escrituras cristãs reconhecidas como inspiradas. Um livro é “canônico” quando faz parte da Bíblia, e nisto difere do livro “apócrifo”.

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Tudo que a Igreja ensina sobre Maria está na Bíblia! Parte 1


O artigo a seguir foi retirado do livro, “A Bíblia prova os ensinamentos da Igreja Católica” , que foi escrito por , e é, portanto, o produto intelectual de Irmão  Peter Dimond , OSB , do mostholyfamilymonastery.com a quem pertence crédito exclusivo :

A base bíblica para orar a Maria e ensinamentos católicos sobre Maria

A Virgem Maria é a mãe de Jesus Cristo. Contrariamente às alegações de alguns, a Igreja Católica não ensina e nunca ensinou que Maria é Deus. Isso seria uma heresia. Maria é apenas uma criatura , mas a maior de todos os seres humanos já criados por Deus. Esta é a evidência bíblica para os ensinamentos católicos sobre Maria, e por isso que é tão necessário compreender o seu papel e importância.

Para entender a Bíblia e o que ela ensina sobre Maria ( mãe de Jesus Cristo ) , deve-se compreender as tipologias ou tipos bíblicos.

Type, do grego =  um verdadeiro acontecimento , pessoa ou instituição no Antigo Testamento, que prenuncia ou prefigura algo no Novo Testamento .

Por exemplo: A Bíblia ensina que Adão, o primeiro homem, era um tipo de JESUS ​​CRISTO

Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem . Adão era apenas um homem , o primeiro homem . No entanto , a Bíblia diz que Adão era um tipo daquele que estava para vir, Jesus Cristo.

Romanos 5:14 – ” No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura [tipo] daquele que estava por vir [Jesus] . “

Como Adão foi um tipo de Jesus ? Isso está melhor resumido nesta passagem.

Romanos 5:19 – ” Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um só, muitos se tornarão justos. “

Adão mergulhou o mundo no pecado , Cristo veio para redimir o mundo do pecado de Adão. Adão pecou por sua desobediência a árvore do conhecimento do bem e do mal , Cristo resgatou o mundo por sua obediência e sacrifício no madeiro da Cruz . É por isso que a Bíblia diz que Cristo é o novo ou o segundo ou o último Adão. Ele veio para desfazer o que Adão fez . Ele se tornou o cabeça da raça nova e redimida de quem sobrenaturalmente viver em Cristo , enquanto que Adão, o primeiro homem, era o chefe da humanidade, que caiu em pecado .

A Bíblia ensina que Jesus Cristo é o segundo Adão

1 Coríntios 15:45 – ” E assim está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente , o último Adão foi feito em espírito vivificante “.

Existem muitos tipos bíblicos. Tenha em mente que todos esses eventos, pessoas e coisas eram fatos reais , pessoas e coisas que também prefiguram algo que viria mais tarde . Aqui estão alguns exemplos :

1 Coríntios. 10:1-2 – A Bíblia ensina que a travessia do Mar Vermelho (Êxodo 14) batismo prefigurado .

1 Pedro 3:19-21 – A Bíblia ensina que a Arca de Noé eo Dilúvio prefigurava sendo salvos pelo batismo e da Igreja.

1 Coríntios. 05:07 – A Bíblia ensina que a Páscoa Cordeiro , que foi sacrificado ( Êxodo 12) , prefigura Cristo, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo ( João 1:29) .

Heb. 8:8-9 – A Bíblia ensina que o sistema do Antigo Testamento era uma “sombra” ou figura do Novo Testamento.

Mateus 12:40 – A Bíblia ensina que Jonas três dias e três noites no ventre da baleia prefigurava a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos depois de três dias .

Poderiam ser dados muitos outros exemplos de tipos bíblicos. É importante entender que a realização de um tipo (chamado de ” protótipo “) é maior do que o tipo. Jesus Cristo é infinitamente maior do que Adão, o Novo Testamento é maior do que o antigo , a Ressurreição é maior do que as agruras de Jonas , etc… Com isso em mente , devemos agora considerar os tipos de Maria, a mãe de Jesus Cristo. Existem muitos tipos de Maria. Além de outras evidências bíblicas , esses tipos são provas bíblicas inegáveis para os ensinamentos Católicos sobre Maria. Os pontos a seguir , sem dúvida, serão novos e surpreendentes para muitos não- católicos .

Como Cristo é o novo Adão , Maria é a nova Eva

Como já mencionado, Adão era um tipo de Jesus Cristo. Havia uma mulher distinta , que estava envolvida com Adão, o primeiro homem, à queda do mundo em pecado. Essa foi Eva, a primeira mulher. Foi a transgressão de Adão , que constituiu o pecado original. Mas Eva era instrumental e inextricavelmente ligada com os acontecimentos que levaram ao pecado original. A mulher (Eva) pecou e foi a ocasião para Adão ao pecado.

Gênesis 3:1-6 – ” Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito. E disse à mulher: É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Podemos comer do fruto das árvores do jardim : Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse : Vós não comereis dele , nem deve tocá -lo, para que não morrais . E a serpente disse à mulher : Vós não morrerá : Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto , vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. E quando a mulher viu que a árvore era boa para se comer , e que era agradável aos olhos , e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido com ela, e ele comeu . “

Assim como ” a mulher ” (Eva) estava intimamente envolvida nos acontecimentos que antecederam o pecado original , não é uma mulher distinta , havia uma mulher intimamente envolvida nos acontecimentos que antecederam a Redenção. Essa é Maria, a mãe de Jesus Cristo. Ela é a nova Eva .

Há inúmeros paralelos claros na Bíblia entre Eva e Maria. Estes demonstram que Maria é a nova Eva , como Cristo é o novo Adão .

EVA comunicou-se , creu e obedeceu a um anjo caído ( A SERPENTE ) –

MARIA comunicou-se , creu e obedeceu a um anjo bom ( GABRIEL )

Gênesis 3:4-6 – ” E a serpente disse à mulher : Vós não morrerá … ela [ Eva ] tomou do seu fruto , e comeu … “

Lucas 1:26-38 – ” … o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia … a uma virgem … eo nome da virgem era Maria. E o anjo se entrar, disse-lhe : Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo : bendita és tu entre as mulheres … E o anjo disse -lhe: Não temas, Maria, pois tens graça encontrado com Deus. Eis que tu conceberás no teu ventre , e te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus … E disse Maria : Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela . “

Eva foi abordada pela serpente ( o diabo ) , um anjo caído . Eva acreditou em suas palavras mentirosas e desobedeceu a Deus . Eva pecaram e causou o marido para o pecado , mergulhando o mundo em morte.

A Anunciação

Maria foi abordada por Gabriel, um anjo bom . Maria acreditava que sua mensagem de salvação : que ela foi bendita entre as mulheres , cheia de graça, e traria ao mundo o Salvador . Maria obedeceu a Deus . Por sua obediência , ela consentiu com a concepção de Jesus Cristo em seu ventre , e permitiu que Ele venha e redimir o mundo do pecado de Adão.

Mesmo na Igreja muito antiga, esses paralelos bíblicos foram reconhecidos como identificações de Maria como a nova Eva , assim como Cristo é o novo Adão . Santo Irineu era um pai apostólico famoso a partir do segundo século. Ele contrasta a primeira Eva , com a segunda Eva ( Maria).

Santo Irineu , Contra as Heresias , Livro III , cap. 22 , 185 AD- “De acordo com este projeto , a Virgem Maria é encontrada obediente , dizendo: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38) . Mas Eva foi desobediente , porque ela não obedeceu quando ainda era virgem … E assim também foi que o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. Para que a virgem Eva atou rápido por causa da incredulidade , este fez a virgem Maria libertados por meio da fé ” .

EVE era a mãe de todos os viventes –
Maria, mãe de Jesus , é a mãe de todos os viventes e até mesmo da própria vida

Gênesis 3:20 – ” E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes . “

Eva foi chamada de ” mãe de todos os viventes “, pois todos os que tinham descido vida dela. Maria é também a mãe de todos os viventes , mas sim de uma forma maior. Maria é a mãe de Jesus Cristo, que é a própria Vida e no qual toda a vida é para ser encontrado.

João 1:4 – “Nele [Jesus] estava a vida . E a vida era a luz dos homens “

Mateus 1:16 – ” Maria, da qual nasceu Jesus … “

João 14:6 – “Disse -lhe Jesus: Eu sou o caminho , e a verdade, e a vida : ninguém vem ao Pai, senão por mim. “

Jesus é a Vida . Maria é , portanto, literalmente a mãe da própria vida. O paralelo com Eva, a mãe de todos os viventes , é claro . A diferença é que Maria é a mãe de uma vida que é infinitamente maior do que a existência humana. Aqueles que vivem e morrem no seu Filho ter acesso à vida eterna em Deus e tornar-se novas criaturas .

2 Coríntios 5:17 – “Portanto, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. “

O cumprimento ( Maria como mãe de todos os viventes ) é novamente maior do que o tipo ( Eva como mãe de todos os viventes ) .

Eva foi criada SEM QUALQUER pecado –
A nova Eva , Maria , também teve que ser criada sem qualquer pecado – mais uma vez procede a lógica de que o tipo não pode ser maior ou melhor que aquele ou aquela a quem prefigura!!! Assim, Maria é Imaculada.

Vimos que a Bíblia indica que Maria é a nova Eva . Então a questão é : em que estado estava a alma de Eva foi criada? Eva foi criada em Gênesis 2 livre de todo pecado. A criação inteira foi perfeita até a queda da humanidade. Adão e Eva foram ambos criados em um estado de justiça original . Eles não perderam esse estado de perfeição original , no qual eles eram livres de todo o pecado , até o pecado original em Gênesis 3 .

Se Deus criou a primeira mulher ( a primeira Eva ), sem qualquer pecado , então Ele certamente poderia criar a segunda ( e maior ) Eva ( a Virgem Maria ), sem qualquer pecado. Isso é exatamente o que Ele fez . Ele tinha que fazê-lo por uma questão de proporção e da justiça , porque ela seria o primeiro membro da humanidade redimida .

O blog encerra assim a primeira e importante parte sobre a Lógica Bíblia – bem como suas evidências – dos dogmas Católicos Marianos. Fique atento para as partes que se seguirão. Na próxima semana, traduzirei e publicarei a segunda parte:

Jesus Salvou à Maria de uma modo Maior

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VIRGEM MARIA no Antigo e Novo Testamento – Parte I


Artigo enviado por Edmilson Silva

AS GLÓRIAS DA VIRGEM MARIA SEGUNDO AS ESCRITURAS

” Entrando o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” ( Lc 1, 28 )

Eis proclamado pelo próprio anjo Gabriel, o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene. Quando a Igreja chama Maria de “Imaculada Conceição” quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta – por graça divina – do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de “cheia de graça”. Pois, onde existe esta “graça transbordante” não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de “Santíssima Virgem”. Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita e pecadora. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo, ser engendrado num receptáculo que não fosse digno dEle? Pois, ele mesmo, ensina no Evangelho que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (Lc 5, 37 ). Eis porque o Criador elevou Maria, este “Vaso Insigne de Devoção” a tão grande santidade.

“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” ( Lc 1, 38 )

`Maria ao dizer seu “sim” incondicional ao convite de Deus, introduz no mundo o Verbo Divino, Jesus Cristo. E, fato assombroso: a criatura gera o seu Criador segundo a natureza humana. Jesus poderia Ter vindo ao mundo de diversos modos. Mas Deus a ama tanto, que quis precisar nascer e depender dela, enquanto homem. Maria, com sua sagrada gravidez inicia o restabelecimento da amizade entre Deus e os homens, conforme está escrito: “Por isso, Deus os abandonará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz” ( Miq 5,2 ). Com este “sim” incondicional ao projeto de Deus, Maria cumpre também, a primeira de todas as profecias bíblicas. Pois o Criador disse à serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” ( Gn 3, 15). O texto evidentemente faz alusão à Maria. Pois qual mulher poderia ferir a cabeça do demônio? Somente aquela que trouxe ao mundo o Salvador, Cristo Jesus. Maria ao aceitar a missão que Deus lhe confiava e ao gerar a Jesus Cristo “feriu” a cabeça do inimigo. O inimigo por sua vez, agindo na pessoa de Herodes, dos algozes do Calvário e ainda hoje nos adversários de Cristo, continuamente lhe “fere o calcanhar”. Assim, esta Doce Princesa iniciou a devastação do reino de Satanás. Reino de Morte que será destruído totalmente pelo seu filho Jesus Cristo, nosso Único Senhor.

“Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” ( Lc 1, 48 )

Os santos proclamam a profunda intimidade dela com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, esposa do Espirito Santo, mãe de Deus Filho! O Espírito Santo profetiza pelos lábios de Maria, que daquele momento em diante de geração em geração, isto é, para sempre, todos os cristãos proclamariam sua bem-aventurança. Feliz religião que a enaltece e a glorifica! Felizes os seus filhos que exaltando-a e enaltecendo-a cumprem fielmente esta profecia.

” Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor ? ” ( Lc 1, 43 )

Isabel, mulher idosa e santa, esposa de Zacarias, mãe de João Batista desmancha-se em elogios àquela jovem que foi até sua casa para servir! Que lição de humildade a tantas pessoas que com sua “sabedoria” ( que na verdade é pestífera loucura ) evitam tributar à Santa Mãe de Deus os louvores que ela merece, temendo que isto diminua a glória devida a Jesus Cristo. Esquecem-se então, que o Espírito Santo mesmo ensina, que o louvor dirigido aos pais é grande honra para o filho (conf. Eclo 3, 13 ). Preferem portanto, os verdadeiros filhos de Maria, em todos os tempos, lugares e momentos, exaltarem a Virgem, imitando o exemplo de Santa Isabel, para serem seguidores fiéis da Sagrada Escritura.

” Pois assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio ” ( Lc 1, 44 )

Cristo testemunhou a respeito de João Batista: “dos nascidos de mulher nenhum foi maior que João” ( cf. Lc 7 28 ). Pois bem. Este mesmo João Batista, que Jesus Cristo declara ter sido maior que todos os Patriarcas, Profetas e Santos do Antigo Testamento, ao ouvir a doce voz de Maria “estremeceu de alegria”. O Espírito Santo, que nele habitava, exultou de alegria ao ouvir a voz da doce Mãe! Não é, pois justo, a nós que somos os últimos de todos, exultar de alegria ao ouvir o doce nome de Maria? Não nos é sumamente necessário imitar o Espírito Santo? Não é proveitoso para os cristãos imitarem o gesto de São João Batista ? Bendito os servos de Deus, que não se cansam de se alegrar e cantar os louvores desta Senhora, imitando assim o gesto do Divino Esposo e de São João Batista, o maior profeta da Antiga Aliança.

“E uma espada transpassará a tua alma” ( Lc 2, 35 )

Uma lança transpassou o coração do Cristo na Cruz. Uma espada de dor transpassou o coração de Maria no Calvário! Deus revela ao profeta Simeão como Nossa Senhora estaria intimamente ligada à Jesus Cristo no momento da Sagrada Paixão. Ninguém em toda a terra, em todos as épocas, esteve mais intimamente ligado a Jesus naquele dramático momento que sua Santíssima Mãe. Portanto, junto com o sacrifício expiatório, doloroso e único de Jesus Cristo no Calvário, subiu também aos céus, como oferta agradabilíssima diante de Deus, o sacrifício doloroso de Nossa Senhora.

“Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ´Eles não tem mais vinho´. Respondeu-lhe Jesus: ´Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou´. Disse então sua mãe aos serventes: ´Fazei o que ele vos disser´” ( Jo 2, 3-5 )

Na festa das Bodas de Caná Jesus iniciou seu ministério. Ministério aliás composto por pregação e “obras” (milagres). A Santíssima mãe percebeu a dificuldade daquela família, que não tinha vinho para os convidados. A boa Senhora é vigilante, e os servos dela sabem, que ela vigia sobre eles, mesmo quando não se apercebem dessa vigilância. Jesus afirmou então claramente a Maria que, ainda não era o momento para iniciar seu ministério com um prodígio, pois disse: “minha hora ainda não chegou”. A Santíssima mãe, conhecendo profundamente o filho, mesmo diante da aparente recusa, o “conduz” docemente a antecipar sua missão. E assim, sem discussão, na mais plena confiança, diz aos serventes: “façam o que ele lhes disser”. Grandíssima confiança! Assim, aquela que o introduziu no mundo segundo a carne, o introduz agora no seu ministério, pela sua intercessão. Feliz a família que tiver por mãe esta doce Senhora. Sua intercessão é infinitamente mais eficaz do que as orações de todos os santos que pedem sem cessar pelos habitantes da terra ( conf. Ap 6, 9-10 . 8, 3-4 ; II Mac 15,11-16 ).

“Disse-lhe alguém: ´Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te´. Jesus respondeu: ´Quem são meus irmãos e minha mãe? (…) Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe´ “. ( Mt, 47. 49-50 )

Somente pertencemos à Cristo na medida em que pertencermos à nossa Mãe Santíssima. “Quem são meus irmãos e minhas mãe ?” pergunta o Cristo. E aponta para os seus discípulos: “eis aqui a minha família!”. E, doravante, somente os que forem discípulos do mestre, ouvindo as suas palavras e as cumprindo poderão pertencer plenamente a esta família. Por isto, como doce discípula Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” ( Lc 2, 19.51) Meditava e as guardava! Eis o exemplo da perfeita discípula. Maria com efeito não é mãe apenas na carne, mas na vida toda, na alma e na total obediência ao seu Divino Filho.

Alguns, que não amam suficientemente à Santíssima Virgem, usam estes versículos acima, justamente contra ela, tentando convencer-nos de que Jesus a teria desprezado naquele momento. Esses “estudiosos” esquecem que Jesus jamais desprezaria sua mãe, conforme ensina o próprio Espírito Santo: “Apenas o filho insensato despreza sua mãe” ( Pr 15, 20 ). E assim, com esta interpretação desastrosa, que espalham ardorosamente, ofendem não apenas a boa Mãe, como blasfemam contra Jesus Cristo, como se o mesmo fosse violador do sagrado mandamento: “Honra teu Pai e tua Mãe” ( Ex 20,12 e Deut 5,16 ).

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ´Mulher, eis aí teu filho´. Depois disse ao discípulo: ´Eis aí tua mãe´” ( Jo 19, 26-27 )

O apóstolo João aos pés da cruz, o único discípulo presente, representava todos os discípulos. Neste momento Jesus consagrou Maria, Mãe espiritual dos apóstolos. Mais ainda: João representava também, todos os homens e mulheres, de todos os lugares e de todos os tempos, que a partir daquele momento ganharam Maria como sua Mãe espiritual. Isto está de acordo com o testemunho deste mesmo apóstolo, que em outra parte diz:: “O Dragão se irritou contra a mulher (Maria) (…) e sua descendência, aqueles que guardam os mandamentos de Deus (…)” ( Ap 12, 17 ).

Maria Santíssima não teve outros filhos naturais. Permaneceu sempre virgem, como era do conhecimento universal dos primeiros cristãos até os nossos dias. Mas, muitos insistem em “presenteá-la” com filhos naturais que ela não teve. Fazem isto, para diminuírem a glória de Jesus Cristo, bem como para esvaziarem Maria de sua maternidade universal. Se Jesus tivesse irmãos carnais, não teria entregue sua Mãe aos cuidados de João Evangelista. Seus próprios irmãos naturais cuidariam dela, como era dever sacratíssimo na época e ainda hoje. Além disso, citam aqueles que não amam a Virgem Maria algumas passagens bíblicas como a seguinte: “Não se chama a sua mãe Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” ( Mt 13,55 ) Querendo com isto provar que Nossa Senhora teve outros filhos. Esquecem ou ignoram, que nos tempos de Cristo, todos os parentes eram chamados “irmãos”. E a própria Bíblia prova isto, pois dos quatro “irmãos” acima citados, lemos que a verdadeira mãe de Tiago e José era uma outra Maria, irmã de Nossa Senhora e casada com Cleofas ( Jo 19,25 e Mc 15,40 ). E que Judas era irmão de Tiago Maior ( Jd 1,1 ) filho de Alfeu ( Mt 10, 2-4 ). Ora Cleofas e Alfeu designam a mesma pessoa, pois são formas gregas do aramaico Claphai. Segundo o historiador Hegesipo (século II) este Claphai era irmão de S. José. Logo não eram filhos naturais de Maria e José. Eram de sua parentela, mas não de sua filiação. Além disso, os primeiros cristãos, que conheceram Jesus e os apóstolos, nos escritos que nos deixaram, todos testemunharam que Maria sempre permaneceu virgem, não tendo jamais outros filhos. Sobre estes inventores de novidades a Bíblia nos previne: “Haverá entre vós falsos profetas (…) muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas (…) e o caminho da verdade cairá em descrédito” ( II Pe 2, 1-2 ).

“E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” ( Jo 19, 27 )

Daquela hora em diante, S. João levou a Santa Mãe para sua casa. Primeiramente para sua “casa espiritual”, sua alma. Esse é o motivo pelo qual era o discípulo que Jesus mais amava. Porque também, era o discípulo mais afeiçoado a Maria. Depois, levou-a para sua casa material, seu lar. Assim também, o verdadeiro filho de Nossa Senhora, a exemplo de S. João, deve levar esta boa mãe para seu “lar espiritual”, no recesso mais íntimo de nossa vida espiritual. E convidá-la também para habitar nossas casas, onde sua presença maternal poderá ser recordada através de quadros e imagens. Estas imagens serão para os servos de Maria uma lembrança contínua e consoladora de sua presença e proteção, da mesma forma que o próprio Deus, antigamente, consagrou o uso das sagradas imagens e esculturas no culto divino ( conf. Nm 21, 8-9 ; Ex 25, 18-20 ; I Reis 6,23-28 etc ), para recordar, a sua presença amorosa no meio do seu povo, Israel.

“Todos eles perseveravam unanimemente em oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria mãe de Jesus, e os irmãos dele” ( At 1,14 )

No cenáculo, no dia de Pentecostes, Maria juntamente com os discípulos suplicavam para que viesse o Espírito Santo sobre todos. E assim foi fundada a Igreja naquele dia. Maria uma vez tendo introduzido o Cristo no mundo, depois tendo inaugurado seu ministério nas bodas de Caná, agora intercede, introduzindo e inaugurando a ação do Espírito Santo sobre a Igreja nascente. Eis a mãe da Igreja com seus filhos.

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12, 1)

No Apocalipse, João contempla nesta visão três verdades a respeito de Maria: sua Assunção, sua glorificação, sua maternidade espiritual. O Apocalipse afirma que esta mulher “estava grávida e (…) deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações…” ( Ap 12, 2.5 ). Qual mulher, que de fato, esteve grávida de Jesus senão a Santíssima Virgem? ( conf. Is 7, 14 ). Muitos contestam, dizendo que esta mulher é símbolo da Igreja nascente. Mas, a Igreja nunca esteve “grávida” de Jesus Cristo. Não é a Igreja que nos gerou Cristo. Antes, foi Ele que gerou a Igreja. Foi Ele que a estabeleceu e a sustentou. E para provar que esta mulher é exclusivamente Nossa Senhora, em outro lugar está escrito: “O Dragão (…) perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino” ( Ap 12, 13 ). A Igreja teria dado à luz a um Menino? Evidente que não! Portanto esta mulher refulgente é unicamente Nossa Senhora, pois foi ela unicamente que gerou “o menino” prometido nas Escrituras: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz (…) Porque nasceu para nós um menino (…) e Ele se chama Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai para Sempre, Príncipe da Paz” ( Is 9, 1-5 ).

Também as Sagradas Letras, nos dizem que ela se encontrava com “dores, sentindo as angústias de dar à luz” ( Ap 12, 2 ). Essas dores e angústias foram as dificuldades que cercaram aquele bendito parto: a viagem desconfortável, o frio, a humilhação, a pobreza, a falta de hospedagem.

Diz ainda: “(o Dragão) deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz (…) para lhe devorar o Filho (…) A Mulher fugiu para o deserto, onde (…) foi sustentada por mil duzentos e sessenta dias” ( AP 12, 4.6 ). De fato, o demônio atentou contra a vida de Jesus desde seu nascimento, na pessoa do perseguidor Herodes. Maria fugiu então com o filho para o deserto ( Egito ). Lá ficou por aproximadamente mil e duzentos e sessenta dias ( três anos e meio ). Ou seja, do ano 7 AC, ano do nascimento de Jesus, conforme atualmente se acredita, até março-abril do ano 4 AC, ano da morte de Herodes. Perfazendo os três anos e meio de exílio, nos quais a Sagrada Família foi sustentada pela Providência Divina.

Portanto, todos esses versículos, confirmam três verdades referentes à Maria: sua assunção aos céus. Pois o apóstolo a contempla revestida de sol, já estabelecida desde agora na glória prometida aos justos pelo seu Filho, quando disse “Os justos resplandecerão como o sol” ( Mt 13,43 ).

Confirma incontestavelmente sua realeza espiritual, pois a mesma se apresenta coroada com doze estrelas, símbolo das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos. Portanto, Rainha do Antigo e do Novo Testamento.

Por fim confirma sua maternidade espiritual, pois diz o Espírito Santo: ” ( O Dragão ) se irritou contra a Mulher ( Maria ) e foi fazer guerra ao resto de sua descendência ( seus filhos espirituais ), os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” ( Ap 12, 17 ).

Somos de sua descendência apenas se nos comprometermos com o Cristo Jesus, guardando os seus mandamentos e testemunhando-o como nosso Único e Suficiente Senhor e Salvador.

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Por que a Bíblia Católica é diferente da Protestante?


Muitas vezes, quando argumentamos com nossos irmãos protestantes nos deparamos com a questão da autoridade da Bíblia em detrimento da autoridade de Igreja, o que, via de regra, provoca um impasse nas discussões.  Torna-se importante determinar o que veio primeiro: a Bíblia ou a Igreja?

O entendimento Católico é simples e objetivo: A Revelação Escrita – ou seja, a Bíblia – foi confiada à Igreja, equipando-a assim para o cumprimento de sua missão; que é instruir e edificar os cristãos na fé.  Bem como, levar à todas as nações  o conhecimento da Obra Salvífica de Cristo,  através do anuncio do Seu evangelho.  Isso fica bastante claro quando analisamos a história do desenvolvimento da fé cristã e da Igreja em si.

É fácil constatar  – e provar – historicamente que foi a Igreja quem compilou a Bíblia, ou seja, quem coletou todos os escritos apostólicos e/ou influenciados por ensinamentos apostólicos, analisando-os e posteriormente definindo quais desses escritos eram genuinamente inspirados – que quer dizer, de origem humana mas sob a inspiração divina, pelo Espírito Santo. Assim,  a Bíblia confirma a autoridade da Igreja, pois foi entregue a ela, compilada, transmitida e preservada por ela. Tudo o que a Igreja ensina encontra-se explicita ou implicitamente na Bíblia. Embora algumas doutrinas católicas possam ser explicitamente encontradas apenas na Sagrada Tradição – que é a parte integrante, juntamente com a Bíblia, do de Depósito da Fé Cristã, e representa a parte não-escrita da Revelação Divina.

Por outro lado, o entendimento protestante é ofusco e impreciso e pode variar de acordo com o ponto de vista do interlocutor, bem como de acordo com as diferentes tradições protestantes. Em outras palavras, depende do ponto de vista de cada protestante e de sua denominação.  Contudo, a grande maioria deles é bastante rápida em afirmar que a Bíblia suplanta a autoridade da Igreja – Sola Scriptura – e consiste na única forma de autoridade do Cristão.

Quando questionados sobre o fato histórico que nos diz que por mais de três séculos os cristãos primitivos tinham apenas a autoridade da Igreja, pois a Bíblia não existia tal e qual a conhecemos hoje, o argumento protestante tende a desviar-se para campos subjetivos e imprecisos, de modo que torna-se quase impossível uma argumentação lógica. Uns, por desconhecimento da história, afirmam que a bíblia existiu desde o princípio. Acreditam que  logo após a Ressurreição do Senhor cada cristão tivesse em casa um exemplar da Bíblia, onde então podia ler tudo sobre a fé e aprender sozinho o que lhe fosse de interesse. Outros,  dizem ainda que embora não houvesse uma bíblia compilada, haviam escritos avulsos, utilizados indiscriminadamente pelo cristão primitivo, que pacientemente aguardava o dia em que Lutero – 1500 anos mais tarde – pudesse determinar o que era de origem inspirada ou não. Finalmente, há aqueles que admitem que a Igreja primitiva era de fato autoritativa, contudo, fora corrompida, necessitando ser reformada. Depois da reforma, passou a ser irrelevante e supérflua, pois, como sabemos, foi pela reforma que a “doutrina” da sola Scriptura entrou em vigor. Mas seria razoável dar credibilidade aos pontos de vista protestantes, quando os fatos históricos desmentem seus argumentos?

Neste texto vamos nos deter na discussão dos Deuterocanônicos  para provar que nem tudo aquilo afirmado pelos membros do rebanho separado confere com a verdade

Até o início do séc. XVII, os 7 livros deuterocanônicos estavam presentes nas Bíblias protestantes. Isso é possível de ser constatado com uma simples consulta da  edição protestante KJV de 1611. A Bíblia do rei James (em português Jaime ou Tiago), também conhecida como Versão do rei James ou Bíblia KJV (em inglês: Authorized King James Version,Versão Autorizada do rei Jaime), é uma tradução inglesa da bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Tiago I, que teve sua primeira publicação datada de 1611. Foi somente após a morte do Rei Tiago é que os protestantes decidiram “reformar” sua bíblia, eliminando definitivamente os deuterocanônicos sob o errôneo argumento de esses livros seriam “apócrifos”, pois contrariarem os princípios sob os quais fundamentavam-se algumas das  doutrinas protestantes.

Para justificar essa decisão convencionou-se dizer entre os círculos protestantes que a Igreja Católica teria inserido os Deuterocanônicos na bíblia durante o Concílio de Trento.  Contudo, é muito simples desmentir esta acusação,  basta conferir que estes livros já estavam inclusos no índice de bíblia Católica de Gutenberg – primeira versão impressa da Bíblia – publicada quase um século antes da realização do Concílio de Trento.

Veja:http://www.hrc.utexas.edu/…/gutenberg/web/pgstns/13.html

Infelizmente, algumas das versões mais variadas da bíblia protestante possuem inúmeras adulterações e erros de tradução. Ademais, nenhuma dessas versões teve acesso à outros manuscritos originais ( grego, hebraico e aramaico)  que não o CODEC, SINAITICUS OU Vaticanus, todos de posse da Igreja Católica. As adulterações foram tantas,  que 64.576 palavras estão faltando na corrupta versão NVI, isso equivale à dezessete versos inteiros!

Eis a  lista:
Em Mateus: 3 versos: 17:21, 18:11 e 23:14.
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Em Marcos: 5 versos: 7:16, 9:44, 9:46, 11:26 e 15:28.
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Em Lucas: 2 versos: 17:36, 23:17.
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Em João: 1 verso: 5:4.
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Em Atos: 4 versos: 8:37, 15:34, 24:7, 28:28,
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Em Romanos: 1 verso: 16:24 e
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Em 1João: 1 verso: 5:7.
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Total: 17 versos subtraídos!

A versão NVI foi lançada no Brasil, e certamente é a preferida das igrejas evangélicas adeptas e simpatizantes do movimento gay: ‘Sinos de Belém’ e ‘Acalanto’. Ótima, para as corriqueiras cerimônias “matrimoniais” homossexuais da igreja presbiteriana.

O que disseram alguns protestantes sobre os problemas citados acima?

O Reverendo. Dr. Aked, ministro batista, declarou à “Appleton’s Magazine,” em setembro de 1908:

“Nas páginas da versão protestante da Bíblia será achado erros históricos, enganos aritméticos, inconsistências e contradições múltiplas, e, o que é longe pior, a pessoa acha que os crimes mais horríveis são cometidos por homens que falam: ‘Deus disse,’ em justificação de seus terríveis atos. Além disso, a Bíblia inglesa é uma versão de uma versão que é uma tradução de uma tradução. Veio do hebraico, grego e latim em inglês. Em todas suas fases antigas foi copiada à mão de um manuscrito a outro por escritores diferentes, um processo que resultou em muitos enganos”.

Corrompendo e mutilando a Bíblia, Lutero e seus seguidores caem sob a maldição da própria Bíblia, que diz:

” Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.” (Apoc. 22,18-19).

“É que de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da palavra de Deus. Mas é na sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus.” (2 Cor. 2,17).

Ester artigo é uma adaptação do texto do coloborador Edmilson – Link FaceBook – para o Blog Ecclesia Militans.

 

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Mudanças no Blog Ecclesia Militans – Igreja Militante


Caros leitores e subscreventes do blog Ecclesia Militans, estamos realizando algumas mudanças importantes no blog, motivo pelo qual vos escrevo. Porém, antes agradeço pelo prestígio que cada uma de vossas visitas representa para este espaço. Agradeço especialmente aos leitores assíduos, principalmente àqueles que contribuem para as discussões. O blog tem sido um espaço democrático de discussão e debate e isso não seria possível sem a participação efetiva daqueles que nos visitam e comentam aqui! Obrigada.

A partir de hoje o Blog não mais permitirá comentários aos textos com mais de três meses de publicação. Entretanto, novos comentários serão aceitos para todos os demais posts. Esta medida visa evitar a postagem de comentário repetitivos, uma vez que ficou constatado que a maioria dos novos leitores não costuma consultar as respostas anteriormente publicadas.

Esperamos que isso não afete a missão do blog que é ser um espaço aberto à todos e sobretudo, um lugar para consulta e pesquisa credível para aqueles que buscam aprender mais sobre o catolicismo.

Agradecemos desde já pela compreensão e esperamos continuar a contar com o vosso apoio!

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Resumo das principais doutrinas protestantes e sua refutação


O protestantismo representa hoje uma realidade assaz complexa, ou seja, o bloco de aproximadamente 200.000.000 de cristãos que não pertencem nem à Igreja tradicional, cujo Chefe visível reside em Roma, nem à facção oriental (em parte dita ortodoxa, em parte nestoriana, monofisita; cf. «P. R.» 10/1958, qu. 10), facção que se separou do tronco primordial em etapas sucessivas desde o séc. V até o séc. XI.

O iniciador do movimento protestante é Martinho Lutero, que, a partir de 1517, pretendeu reformar o credo e as instituições cristãs, e por isto se afastou da Igreja, dando início ao Luteranismo. Ao lado deste, enumeram-se o Calvinismo (que absorveu o Zwinglianismo ou a reforma de Zwingli em Zürich, Suíça), movimento afim ao de Lutero, empreendido por Calvino em Genebra, Suíça, e o Anglicanismo, reforma congênere oriunda na Inglaterra. Estas três denominações (Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo) representam o que se pode chamar «Igrejas protestantes tradicionais», todas iniciadas no séc. XVI (os Anglicanos nem sempre aceitam a designação de «protestantes», embora, por seus princípios doutrinários, se filiem ao protestantismo).

Das três Igrejas protestantes derivaram-se centenas de sociedades menores, que não mais recebem o nome de Igrejas no sentido absoluto, mas o de seitas, visto serem movidas por espírito diverso do das Igrejas; são reformas da reforma, dissidências da dissidência: metodistas, batistas, congregacionais, quakers, etc. (sobre a distinção entre a Igreja e seita, veja «P. R.» 6/1957, qu. 8). Para maior entendimento sobre o por quê da classificação de Seita e não igreja, leia o artigo postado aqui.

Esses múltiplos grupos protestantes autônomos professam credos diferentes, chegando alguns a negar a própria Divindade de Cristo; o liberalismo doutrinário predomina entre eles. Contudo podem-se enunciar três grandes teses como características dos diversos tipos de Protestantismo:

1) a justificação pela fé sem as obras; 2) a Bíblia como única fonte de fé, interpretada segundo o «livre exame»; 3) a negação de intermediários entre Deus e o crente.

1. Três pontos capitais

a) A justificação pela fé sem as obras

Lutero considerava esta tese como central dentro da sua ideologia: «artigo do qual nada se poderá subtrair, ainda que o céu e a terra venham a desmoronar» (Artigos de Schmakalde, 1537).

Qual o significado de tal proposição e donde lhe vem a sua importância no protestantismo?

A resposta não é difícil; deriva-se da situação psicológica em que o reformador se achou em certa fase de sua vida. Lutero fez-se frade agostiniano, mas movido pelo medo (tendo escapado à fulminação por um raio, prometeu entrar no convento) do que por autêntica vocação. No claustro, experimentou a concupiscência, à qual opôs penitência e ascese. Sentindo, porém, continuamente as más tendências em sua natureza, entrou em angustiosa crise: queria libertar-se da concupiscência, mas não o conseguia… Um belo dia julgou ter encontrado a solução: apelando para São Paulo (principalmente para a epístola aos Romanos), começou a ensinar que a concupiscência é realmente invencível; por conseguinte, vão é procurar dominá-la mediante penitência e boas obras. Nem Deus requer isto do homem; basta aceitar a Cristo como Salvador, isto é, crer com confiança que Deus Pai, em vista dos méritos de Jesus, não leva em conta os pecados do indivíduo; a fé confiante («fiducial»), independentemente de boas obras, faz que Deus nos recubra com o manto dos méritos de Cristo, declarando-nos justos. Tal declaração é meramente legal ou extrínseca, não afeta o interior da natureza humana; esta, mesmo depois de «justificada», nada pode fazer para obter a salvação eterna, pois se acha como que aniquilada pelo pecado, reduzida à categoria de instrumento inerte nas mãos de Deus ou de serra nas mãos do carpinteiro (assim se formula a famosa tese do «servo arbítrio» de Lutero).

– Observação importante: A Igreja Católica ensina que somos justificados pela fé e que não podemos obter a salvação por meio das boas obras ou qualquer outro esforço próprio. Contudo, ensina também que as boas obras são eficazes na santificação do crente, à sua justificação (que é significa o ato de tornar-se justo), bem como na expiação dos castigos temporais dos pecados já perdoados. Ou seja, embora tenhamos recebido o perdão por nossos pecados pelo Sacrifício Salvífico de Cristo, tendo assim o castigo eterno removido, as consequências temporais de nossos pecados permanecem. Assim, movidos pela fé e pelo desejo de agradar a Deus, praticamos boas obras para fazer reparação por nossos pecados e diminuir ou eliminar  suas consequências temporais. As boas obras são ainda um meio de cumprir ao mandamento de amar ao próximo. Leia mais sobre o tema AQUI e AQUI

Neste quadro de idéias, vê-se que não se pode falar de cooperação do homem com a graça de Deus, nem de méritos. Lutero e Calvino reconheciam que a caridade nasce da fé, como a maçã provém da macieira, mas (acrescentavam) não são a caridade e suas obras que importam (ou ao menos… que importam em primeiro lugar); o crente pode estar certo da salvação eterna em qualquer fase da sua vida, desde que mantenha a sua fé confiante. Donde o famoso adágio de Lutero «Pecco fortiter, sed fortius credo. — Peco intensamente, mas ainda mais intensamente creio» (carta a Melancton, 1º de agosto de 1521); com estas palavras, o reformador não recomendava o pecado, mas queria dizer que a simples confiança no Salvador ainda tem mais peso no processo de salvação do que a culpa do homem. Calvino, do qual muito se inspiraram os presbiterianos e batistas, acentuou ao extremo estas idéias, afirmando que Deus predestina infalivelmente para a salvação eterna, de sorte que, se o homem não perde a sua fé, pode ter certeza de que chegará à bem-aventurança celeste (donde se deriva para o crente suavíssimo reconforto).

b) A Bíblia, única fonte de fé, sujeita ao «livre exame»

A fim de dar fundamento à inovadora tese da justificação pela fé fiducial, os reformadores precisavam de fazer uma revisão nas fontes da Revelação cristã. Estas são a Escritura Sagrada e a Tradição oral apregoada pelo magistério da Igreja. Resolveram, pois, rejeitar a Tradição ou o magistério, para só dar crédito à Palavra escrita ou à Bíblia. Esta, para o protestante, tudo contém: é, por si mesma, clara em tudo que concerne a salvação eterna.

Calvino se exprime a respeito em termos muito fortes:

«Quanto à objeção que os católicos nos fazem, perguntando-nos de quem, donde e como temos a convicção de que a Escritura provém de Deus, é semelhante à questão de quem quisesse saber como aprendemos a distinguir a luz das trevas, o branco do negro, o doce do amargo. A Escritura, com efeito, tem seu modo de se manifestar, modo tão notório e seguro que se compara à maneira como as coisas brancas e negras manifestam sua cor e as coisas doces e amargas manifestam o seu sabor» (Institution chrétienne I 7 & 3).

Para ajudar a pessoa a ler e entender a Bíblia, o Espírito Santo dá seu testemunho interior, iluminando a mente e dirigindo o coração. Em consequência, cada crente tem o direito de «deduzir» da Bíblia as verdades que ele, em seu bom senso, julgue haverem sido a ele ensinadas pelo Espírito Santo.

Assim o Protestantismo atribui ao individuo uma prerrogativa que ele nega à Igreja visível e hierárquica: esta pode errar no seu ensinamento, corrompendo o depósito da fé (apesar das promessas de Cristo, seu Fundador); toca, por conseguinte, a cada cristão, guiado pelo Espírito Santo, encontrar de novo a Palavra de Deus perdida pela Igreja…

A reação do crente protestante contra o magistério eclesiástico é, aliás, típica expressão da mentalidade da Renascença: no séc. XVI o homem criou, sim, uma consciência nova dentro de si, tendente a pôr em cheque qualquer tipo de autoridade, para mais exaltar o individuo. «O que rejeito absolutamente é a autoridade», escrevia Alexandre Vinet (1797-1847), chefe do movimento dito «da Igreja Livre» na Suíça ocidental calvinista. O Evangelho, para Lutero, devia ser não somente uma escola de obrigações, mas também uma via de libertações (entre as quais, a libertação frente à autoridade religiosa visível).

c) A negação de intermediários entre Deus e o crente

O Protestantismo dá valor decisivo à atitude do individuo diante de Deus; segundo a ideologia reformada, é a fé subjetiva nos méritos de Cristo que garante a salvação. Em consequência, pouca margem aí resta para se conceberem dons de Deus que permaneçam extrínsecos ao indivíduo e a este comuniquem os méritos do Salvador. Em outros termos: não têm cabimento canais transmissores da graça, como sejam ritos e práticas a serem administrados por uma sociedade visível (a Igreja) e por uma hierarquia de ministros oficialmente instituída. Para o protestante, entre o homem justificado pela fé e Deus, não há Sacerdote senão o Senhor Jesus invisível que está nos céus (a prolongação da Encarnação através da Igreja e dos sacramentos é depreciada); também não há outro Mestre senão o Espírito Santo, que fala nas Escrituras e no íntimo de cada alma, sem se servir de algum magistério viável e objetivo.

Note-se, em particular, a repercussão destas idéias nos conceitos de sacramentos e Igreja.

O número dos sacramentos foi notavelmente diminuído pelos doutores do Protestantismo. Dentre os sete tradicionais, Calvino chegou a admitir dois apenas: o Batismo e a Ceia. Quanto à função dos sacramentos, os reformadores nos diriam que estes não são portadores da graça, mas apenas sinais que, lembrando as promessas da benevolência divina, excitam a fé (ou confiança) nessas promessas; estimulada por tais sinais, é a fé que produz a santificação do crente. Os sacramentos portanto não exercem, como se diz em linguagem teológica, causalidade nem física nem moral no processo de santificação; a sua influência fica limitada ao setor psicológico (recordam a palavra de Deus…).

No Calvinismo, torna-se mesmo impossível que a graça esteja associada a algum sinal objetivo, pois ela só é dada aos predestinados; a quem não pertença ao número destes, não adianta recorrer a algum rito sensível. Lutero, um pouco menos inovador neste ponto, afirmava que o Batismo confere a santidade, mas só o faz mediante a fé: «Não o sacramento, mas a fé no sacramento é que justifica. — Non sacramentum, sed fides in sacramento iustificat», escrevia o reformador ao Cardeal Caetano. O Zwinglianismo empalidecia ainda mais o papel dos sacramentos, reduzindo-os a meros testemunhos da fé capazes de unir os homens entre si: pelos sacramentos, ensinava Zwingli, o crente atesta e comprova à Igreja a sua fé, sem que da Igreja receba sequer o selo ou a comprovação da fé.

A prevalência do indivíduo sobre a coletividade se exprime com não menor clareza no conceito protestante de Igreja. Esta, conforme os reformadores, não é um corpo visível, mas sociedade invisível; só uma coisa impede que alguém a ela pertença: o pecado. Quem não se deixa contaminar por este, torna-se membro da Igreja, independentemente dos quadros externos nos quais os crentes professam a sua fé. Em geral, dizem os protestantes que a Igreja visível se corrompeu e extinguiu no séc. IV, sob o Imperador Constantino, dada a colaboração do Estado e da Igreja, pois então se introduziram nos mais íntimos redutos do Cristianismo doutrinas e costumes pagãos. Subsiste, porém, a Igreja invisível, a qual continua a vida da comunidade primitiva de Jerusalém. Ora seria essa Igreja invisível que vai tomando corpo nas denominações protestantes a partir do séc. XVI…

Se agora se pergunta como é governada a Igreja invisível, toca-se uma questão árdua para o Protestantismo: este, de um lado, rejeita o Papado e, de outro lado, afirma que todos os fiéis são sacerdotes. Em consequência, não restam critérios muito seguros para se constituir o governo da igreja… Donde a multiplicidade de soluções: há denominações protestantes dirigidas por seus «bispos» (tais são o episcopalismo anglicano, o metodismo…), bispos porém que são mais mentores dos .crentes do que sacerdotes ou ministros dos meios de santificação; há as também dirigidas por presbíteros (o presbiterianismo, por exemplo), e há-as dirigidas por meros delegados da coletividade ou da congregação (congregacionalismo, que reproduz o sistema democrático no setor religioso). Vários grupos protestantes não concebem mesmo dificuldade em admitir a autoridade mais ou menos absoluta dos governos civis no que diz respeito à vida temporal da Igreja (o que resulta em secularização da face visível do Cristianismo).

Expostas sumariamente as três características da ideologia protestante, incumbe-nos agora analisar o seu significado.

2. Uma estimação da doutrina

a) A justificarão pela fé sem as obras

1. Não há dúvida, a Escritura ensina que a remissão dos pecados é gratuitamente outorgada aos homens pelos méritos de Jesus Cristo (cf. Rom 5,8s); o homem não pode merecer o perdão, mas tem que o aceitar contritamente, crendo no amor de Deus e entregando-se humilde a esse amor. Contudo a Escritura ensina outrossim que o perdão outorgado por Deus não é mera fórmula jurídica em virtude da qual não nos seria mais levado em conta o pecado, pecado que, apesar de tudo, ficaria inamovível a contaminar a alma. Não; justificação, segundo as Escrituras, é regeneração (cf. Jo 3,3.5; Tit 3,5), elevação à dignidade de filhos de Deus não nominais apenas, mas reais (cf. 1Jo 3,1), de modo a nos tornarmos consortes da natureza divina (cf. 2 Pdr 1,4), capazes de produzir atos que imitem a santidade do Pai Celeste (cf. Mt 5,48). Se, por conseguinte, Deus, ao nos perdoar as faltas, nos concede uma nova natureza, está claro, conforme as Escrituras mesmas, que as obras boas que estejam ao alcance desta nova natureza, devem pertencer ao programa de santificação do cristão; elas se tornam condição indispensável para que alguém consiga a vida eterna. Deus não pode deixar de exigir tais obras depois de nos haver concedido o princípio capaz de as produzir.

É óbvio que essas obras boas não constituem o pagamento dado pelo homem em troca da graça de Deus, nem são algo que a criatura efetue independentemente dos méritos de Cristo Salvador, mas são os frutos necessários da ação de Deus (ou da graça) no homem regenerado, são concretizações dos méritos do Salvador; na verdade, é Cristo quem vive no cristão e neste exerce seu influxo vital, como a cabeça nos seus membros e como o tronco da videira nos seus ramos (cf. Gál 2,20; Jo 15,1s).

São Paulo, na epístola dos Romanos, tanto inculca a justificação pela fé sem as obras, porque tem em vista a primeira conversão ou a conversão do pecador a Deus (claro está que esta não pode ser o resultado de obras meritórias prévias). São Tiago, porém, que visa propriamente o desabrochar da vida cristã após a conversão, inculca fortemente a necessidade das boas obras (por isto a epistola de Tiago muito desagradava a Lutero, que quis negar a sua autenticidade).

Quanto à concupiscência que permanece no cristão por toda a vida, ela não constitui pecado enquanto o indivíduo não lhe dá consentimento; por muito intensa que seja, a graça do Redentor é certamente capaz de triunfar sobre ela. O fato de que a Escritura a chama «pecado» (cf. Rom 7,20), explica-se por estar a concupiscência intimamente ligada ao pecado como consequência deste.

De resto, na vida cotidiana os protestantes valorizam altamente as boas obras; falam então linguagem muito semelhante à dos católicos.

b) A Bíblia e o livre exame

Já em «P. R.» 7/1958, qu. 2 e 3 foi publicada longa explanação sobre a Tradição oral como fonte de fé e necessário critério de interpretação da Bíblia Sagrada. O valor da Tradição se explica pelo fato de que a Revelação oral antecedeu a redação das Escrituras e nem foi, por inteiro, consignada nos livros sagrados (os hagiógrafos nunca tiveram a intenção de confeccionar um manual completo dos ensinamentos revelados); donde se vê quão alheio é ao espírito mesmo da Bíblia interpretá-la independentemente da corrente de doutrinas dentro da qual a Escritura se originou, se conservou e sempre se transmitiu.

Ao que foi dito ainda se pode acrescentar a menção de algumas consequências do princípio do livre exame (é pelos frutos que se conhece a árvore!).

Os próprios reformadores e seus discípulos, desejando exaltar a autoridade das Escrituras, tornaram-se deturpadores da Palavra de Deus. Foi, sim, em nome do Antigo Testamento que Lutero permitiu a bigamia a Filipe de Hessen. É em nome das Escrituras que os fundadores de seitas vão ensinando teses fantasistas e contraditórias sobre a data do fim do mundo (tenham-se em vista os Adventistas, os Testemunhas de Jeová, os Amigos do homem, de que trata «P. R.» 14/1959, qu. 10). Em nome do livre exame da Bíblia os críticos protestantes têm rejeitado inteiras seções ou até livros escriturísticos; chegam a negar a Divindade de Cristo (o primeiro autor que negou a plena veracidade dos Evangelhos, foi o protestante H. S. Reimarus +1768).

De resto, verifica-se que as comunidades de crentes tendo abandonado a venerável Tradição transmitida desde os inícios do Cristianismo, ainda, e apesar de tudo, seguem uma tradição, … tradição evidentemente humana, a que deu início tal ou tal fundador de seita. Criou-se em cada denominação de «reformados» uma tradição particular ou uma via própria de interpretação da Bíblia.

É a rejeição de todo magistério munido da autoridade do próprio Deus que gera instabilidade nas comunidades protestantes, ocasionando a criação de novas e novas seitas. A razão destas múltiplas reformas não será o fato de que nenhuma delas é realmente guiada pelo Espírito Santo, mas todas são obra meramente humana? Aliás o próprio Lutero já verificava em seus tempos: «Há tantos credos quantas cabeças há».

Alexandre Vinet, já citado, afirmava por sua vez no século passado:

«Para mim, o Protestantismo é apenas um ponto de partida; a religião fica muito além dele… A reforma será uma exigência permanente dentro da Igreja; ainda hoje a reforma está por se fazer».

A experiência de 400 anos mostrou que se volta contra os próprios irmãos separados o principio com que estes quiseram outrora impugnar os católicos: «Mais vale obedecer a Deus do que aos homens» (At 5,29).

c) A negação de intermediários entre Deus e o crente

Esta posição acarreta, como dizíamos, a negação de várias instituições que se tornaram clássicas no Cristianismo: os sacramentos concebidos como canais da graça, a intercessão dos santos, o sacerdócio oficial e hierárquico, a visibilidade da Igreja, etc.

Alguns destes temas já foram diretamente abordados em «P.R.»: assim o significado dos santos na piedade cristã, em «P. R.» 13/1959, qu. 5; a autoridade da canonização dos santos, em «P.R.» 13/1959, qu. 5; a necessidade do culto externo, em «P.R.» 15/1959, qu. 3; a instituição de um chefe visível e de um magistério infalível dentro da Igreja, em «P.R.» 13/1959, qu. 2 e 14/1959, qu. 3.

Seguem-se três observações aptas a mais evidenciar o erro radical contido no princípio protestante:

i) a rejeição dos sacramentos e do sacerdócio hierárquico contradiz à lei geral que Deus sempre quis observar nas suas relações com o homem: assim como na plenitude dos tempos o Senhor atingiu a criatura mediante o mistério da Encarnação, assim antes e depois desta Ele veio e vem sob sinais sensíveis; principalmente no Novo Testamento a dispensação das graças conserva a estrutura da Encarnação: os sacramentos e sacramentais são matéria consagrada que prolonga e desdobra a estrutura do Verbo Encarnado. Como o corpo de Jesus recebeu outrora a vida divina e a comunicou aos homens seus contemporâneos, assim os elementos corpóreos (água, pão, vinho, óleo, palavras e gestos do homem…) vêm a ser, nos sacramentos, os canais que contêm e transmitem a graça de Deus; não os poderíamos reduzir à categoria de meros estimulantes da memória, vazios de conteúdo sobrenatural, sem quebrar a harmonia do plano da salvação.

ii) Nos desígnios de Deus, a santificação do homem sempre foi concebida comunitariamente, em oposição a qualquer individualismo. O Criador houve por bem, no inicio da história, incluir todos os homens no primeiro Adão; quis outrossim restaurar todos conjuntamente em Cristo; consequentemente santifica-nos hoje por meio de uma coletividade, que é a Igreja, caracterizada por sinais objetivos e por um ministério visível, fora do qual ninguém pode pretender encontrar o Cristo. — Exaltando o indivíduo a ponto de relegar para plano secundário a comunidade, o Protestantismo vem a ser autêntico produto da mentalidade subjetivista e antropocêntrica do Renascimento.

iii) A Reforma pretende corresponder à Igreja primitiva, anterior à corrupção que «paganizou» o Evangelho… Esta pretensão é tão vã que os mestres protestantes se têm visto obrigados a fazer recuar constantemente o período da «grande corrupção»: ao passo que os primeiros reformadores a colocavam no séc. IV, outros foram retrocedendo até os tempos de S. Cipriano (+258), S. Ireneu (+ cerca de 202), Clemente Romano (+102?) ou até a geração apostólica. O famoso crítico Harnack (+1930) chegava a dizer que já os Apóstolos perverteram o Evangelho de Cristo — o que é evidentemente absurdo, pois não conhecemos o Evangelho de Cristo senão através da pregação e dos escritos dos Apóstolos; Harnack, porém, era obrigado a proferir tal contrassenso, porque reconhecia claramente que a Igreja Católica atual corresponde fielmente à Igreja primitiva ou, como dizia ele, que «Cristianismo, Catolicismo e Romanismo constituem uma identidade histórica perfeita» (Theologische Literaturzeitung, 16 jan. 1909).

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A insustentabilidade da Sola Scriptura causará o fim do neo-evangelicalismo


O blog Ecclesia Militans reconhece que todo indivíduo tem a liberdade a aderir à fé ou crença que lhe pareça mais favorável ou adequada. Por conseguinte, o blog  opõe-se e condena “qualquer tentativa de cerceamento de liberdade religiosa”. Não aceita tampouco ofensas à honra e dignidade das pessoas e por isso preza por manter o debate nas questões de fé e doutrina. Esses aspectos ecoam a postura do autor do artigo abaixo, a quem o devido crédito é dado ao fim do presente texto.

Introdução:

O protestantismo não aceita a Infalibilidade do Papa.

Os protestantes negam também que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade (I Tim 3.15).

Desta forma, a Igreja que pela Bíblia deveria ser ouvida(I Tim 3.15), é substituída pela interpretação privada da Bíblia que cada qual faz do seu próprio jeito.

Tragicamente, a leitura privada que deveria limitar-se ao exame das Escrituras sob a tutela da Igreja, acaba por se transformar literalmente em “interpretação” pessoal que é condenada pela própria Bíblia. “NENHUMA PROFECIA É DE INTERPRETAÇÃO PARTICULAR” (II Pe. I, 20).

Fazendo da Bíblia mãe da Igreja, quando em verdade ocorre o contrário, já que a Bíblia não caiu do céu e nem foi entregue por Jesus pessoalmente aos protestantes, todo ensino, doutrina e apontamento que se seguirão a partir dos erros iniciais só poderão produzir conclusões equivocadas e toda sorte de confusões.

Uma destas confusões que ao final acaba por ser uma das responsáveis pela ininterrupta divisão do protestantismo, é a questão da infalibilidade.

A infalibilidade:

É lógico e incontestável que se alguém condena a infalibilidade de qualquer tipo, não deveria esperar que os demais creiam nas suas próprias pregações, doutrinas ou ensinos. Se não há infalíveis, é lícito que todos desconfiem uns dos outros.

Ora, se não há infalíveis é porque todos erram quando pregam sobre fé e doutrina. Protestante algum deveria ficar irado quando é contestado ou desmentido.

Vamos tentar entender:

Quem crê que não há infalíveis, tem o dever de desconfiar daqueles que pregam que não há infalíveis. Pois todo aquele que diz que não há infalíveis, possivelmente pode estar equivocado quando diz que não há infalíveis.

Que lamentável e sinistra contradição. Um enigma que não pode ser resolvido !!!

ENTÃO, se não há infalíveis em matéria de fé e doutrina, quem diz, por exemplo, que o Papa Católico não é infalível, pode estar falhando ao expressar-se em matéria de fé e doutrina, já que este mesmo que condenou a infalibilidade papal não é infalível em suas pregações, e, portanto, pode estar enganado quando nega que o papa seja infalível.

Enganados ou não sobre a infalibilidade papal, crendo ou não crendo, o fato é que ninguém no protestantismo tem como saber ou descobrir sobre o tema, já que todos condenam a infalibilidade.

Contudo, se reconhecem que não existem infalíveis, não deveriam todos manter uma distância considerável de pregadores protestantes que não sendo infalíveis seriam tidos como possíveis homens que erram quando ensinam ?

Não fosse a própria Bíblia atestar que chegaria o dia em que os homens ávidos por novidades ajustariam mestres para si, causaria perplexidade e espanto que a grande maioria não consiga desgrudar destes mesmos pregadores.

Como explicar ? Todos descartam a infalibilidade de seus “professores” e ao mesmo tempo fazem destes pregadores seus mestres, doutores, sábios e gurus.

E não estamos falando somente de pregações bíblicas ou leitura de textos bíblicos. Estamos falando de livros, CDs, DVDs e material para estudo que é produzido e fabricado em larga escala por estes pregadores que todos reconhecem como NÃO SENDO INFALÍVEIS.

Só podemos concluir que na realidade ninguém creu no pregador quando ele disse que não há infalíveis em matéria de fé e doutrina.

Exatamente, porque ninguém acreditou nos pregadores protestantes quando aqueles disseram que não existem infalíveis, é que as pessoas com eles permaneceram, pois creram exatamente no contrário do que eles ensinaram.

Mas eis que surge então um novo problema com esta conclusão.

CHEGAMOS AO ÁPICE DA CONTRADIÇÃO !!!

O pastor ”infalível” deve merecer total crédito quando diz que não existem infalíveis (Mas se não há infalíveis, como e por que essse pastor merece crédito ?).

Por outro lado, o pastor que não é infalível, não merece confiança quando diz que não há infalíveis na face da terra (Mas se o pastor não merece crédito por que acreditar quando ele prega que não existem infalíveis ?).

Não tem jeito. Para não ser contraditório e não condenar a si próprio, e, especialmente para poder condenar a INFALIBILIDADE PAPAL, um pregador no meio protestante que pretenda fazer carreira, necessariamente, deverá excluir-se do conceito que ensina aos demais quando diz que não há um só homem infalível na terra em matéria de fé e doutrina.

Quem prega que não há infalíveis em matéria de fé e doutrina, automaticamente, assume que ele próprio é o único infalível na face da terra. Pois para que acreditem nele quando diz que não existem infalíveis, ele tem que ser alguém confiável, portanto, o único infalível.

E exatamente porque todos se julgam infalíveis e condenam apenas a infalibilidade nos demais, é que existem tantas brigas, tantas divisões, tantas igrejas divergentes entre si e tanta gente chamando e sendo chamada de herege no meio protestante.

Podemos entender agora a frase famosa do pai dos protestantes e evangélicos Martinho Lutero:

“O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa. Quem não crê como eu está destinado ao inferno(Martinho Lutero).”

Cada protestante é “infalível” para si próprio.

E quanto mais estudo bíblico por conta própria e sem a tutela da verdadeira igreja, novos “mestres” e pseudos sábios e professores surgirão de todos os cantos.

E todos estes novos pregadores e “infalíveis” condenarão as doutrinas uns dos outros e por força das contendas que surgirão, novas denominações serão criadas sob a regência de novos “infalíveis”.

Por via de consequência, os novos “infalíveis” iniciarão novos estudos e tantos outros cursos e seminários ou convenções e palestras e novos “mestres” serão produzidos e então estes também condenarão as doutrinas uns dos outros e por vezes condenarão as doutrinas dos seus próprios mentores.

E assim o ciclo viciado e vicioso iniciado por Martinho Lutero não tem fim.

E não por acaso, uma decoreba bíblica após 06 meses já recomenda que o crente protestante ou evangélico condene a Igreja Católica com os seus 2.000 anos de história.

Com uma Biblia debaixo do braço, o novo assíduo “leitor” e “intérprete” da vontade de DEUS aponta o dedo para os católicos e muitas vezes até mesmo para os seus próprios pares e já determina o que é heresia ou aquilo que não é. Ele mesmo estabelece quem são os hereges. Ele define ainda quem são os salvos. Quem são os “ungidos” intocáveis. Quem vai e quem não vai para o inferno.

Após alguns meses de doutrinamento recebido por mestres igualmente “infalíveis”, ele já está “pronto” para ignorar a doutrina dos grandes padres e dos santos e atribuir a si próprio o dom da infalibilidade que nega aos demais, de modo que todo aquele que não crê como ele estará “condenado” ao inferno, tal como Lutero sentenciou cinco séculos atrás.

Ao final, não suportando instrução ou correção de qualquer tipo, ele também acaba discordando dos seus antigos mestres e mentores e muda de denominação ou funda a sua própria que passa a ser a “Única” e “Verdadeira” Igreja de Jesus Cristo.

E qual é a consequência imediata das intermináveis divisões protestantes a partir do surgimento de tantos “sábios” ?

A mensagem evangélica vai sendo cada vez mais fragmentada e os ensinamentos de Jesus são cada vez mais substituídos por ensinos meramente humanos.

Só não enxerga quem não quer. Tem Jesus para todos os gostos. É nítido o esfacelamento da mensagem apostólica e a introdução de ensinamentos humanos a partir das intermináveis divisões do protestantismo.

Mas será que alguém acredita que o protestante ficará incomodado com todas estas contradições ?

Logo virá um “infalível” protestante e dirá que infalível é a Bíblia e assim o problema “estará” resolvido. Pronto.

Dirão alguns deles: “Leia a Bíblia que você não tem como errar !!!”

Uma resposta desta só pode ser fruto da total falta de compromisso com a verdade.

É justamente porque todo mundo está “lendo” a Bíblia que surgem a cada dia mais e mais doutrinas estranhas ao evangelho.

E o problema não é a Bíblia. O problema é a leitura que cada qual faz e os achismos e “interpretações” pessoais que são extraídos a partir de conclusões meramente humanas.

Todos fazem a leitura da mesma Bíblia. E todos se dizem assistidos pelo Espírito Santo. E as doutrinas assumidas por cada protestante ou por cada denominação divergem umas das outras e não raras vezes umas fazem oposições ferozes a outras tantas. Mas todos se dizem certos ao mesmo tempo.

De certa forma, tudo isto explica o notório crescimento do grupo dos sem Igreja de natureza evangélica. Provavelmente, este grupo concluiu que é mais seguro confiar na leitura bíblica privada do que ouvir pregações de outros protestantes.

E assim, mesmo reconhecendo que existe honra e sinceridade na maior parte dos protestantes, e, isto é fato, pensamos ter provado que o protestantismo esbarra necessariamente nas doutrinas ensinadas por homens.

Embora possamos reconhecer ainda os esforços de grande parte dos protestantes, como todos ao mesmo tempo assumem que podem ser intérpretes “infalíveis” da Bíblia, não há como evitar os falsos ensinos ou como identificar com facilidade e com antecedência os falsos mestres, pois mesmo que alguém diga em alto e bom som:

CUIDADO COM O LOBO !

OU,

OLHA O CÃO GULOSO !

Como acreditar neste ou naquele se não existem infalíveis ?

E como criticar a “interpretação” bíblica da AVE DE RAPINA que se comporta como infalível, se o outro que pretende lhe condenar também se vê da mesma forma e julga que sua interpretação bíblica é isenta de erros ? Por que a sua “interpretação” e não a dele ?

Falando aos católicos que abandonaram a Igreja.

Prezados católicos que abandonaram a sã doutrina pelos ensinamentos de homens: O momento é grave.

Escutem o que nos ensinaram os grandes padres e os grandes santos.

“Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.”
(Pio IX, Singulari Quidem)

“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:
“Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

Católicos, voltem para a casa. Voltem a religião de vossos pais.

A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o amor de Maria.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho

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A celebração Eucarística sobre o pano de fundo do Antigo Testamento


No presente texto o blog propõe um estudo sobre a Seia do Senhor, bem como uma reflexão sobre seu correto entendimento com base no pano de fundo do Antigo Testamento dentro do contexto do Evangelho. O objetivo desta análise é estabelecer também uma breve comparação entre a visão protestante, onde a Seia do Senhor possui um significado símbolo, e o entendimento católico onde é proclamada não com símbolo, mas como a realidade do Milagre concretizado pelo próprio Cristo no Novo Testamento.

Antes, contudo, de aprofundarmos nossa análise do tema da Seia do Senhor – a Eucaristia – sugiro uma reflexão importante:

Pintura da Seia do Senhor

Seia do Senhor

O Novo testamento é o cumprimento de tudo o que até então fora prefigurado no Antigo. Por exemplo: Jesus é o Novo Adão e o Novo Moisés do Novo Testamento, ao mesmo tempo é o Cristo, Filho do Deus vivo. Nele temos o cumprimento de tudo o que foi prometido por Deus através dos Profetas do Antigo Testamento. Sendo assim, se o Novo Testamento é o cumprimento do antigo, podemos tranquilamente ecoar aquilo que Santo Agostinho de Hippona afirmou;  ou seja, que o Novo Testamento está “oculto” no Antigo e o Antigo é desvendado no Novo.

Pois bem, da mesma forma que a Pessoa de Jesus e sua Missão Salvífica foram prefiguradas no Antigo Testamento, outras realidades do Antigo Testamento foram também desvendadas no Novo.

Façamos uma brevíssima síntese das principais ofertas de sacrifício relatadas na Bíblia, notando, obviamente, que quando Deus instituiu a religião judaica e estipulou as ordenanças a serem observadas pelo povo Judeu, na verdade, não o fez de modo que  elas mais tarde viessem a ser simplesmente esquecidas, mas sim substituídas por outras melhores, mais perfeitas, como veremos mais adiante.

Alguns fatos do Judaísmo Bíblico:

1-      Deus mandou que fosse construído um templo para seu povo, o templo de Salomão em Jerusalém.

2-      Deus também estabeleceu que a religião judaica seria uma religião sacerdotal.

3-      Deus estabeleceu o sacerdócio judeu e determinou que apenas aqueles descentes do clã de Arão, da tribo de Levi, seriam sacerdotes legítimos e poderiam oferecer sacrifício no templo.

4-      Deus determinou que os sacrifícios oferecidos para a expiação dos pecados do povo de Israel haveriam de ser oferecidos somente no templo em Jerusalém.

5-      Deus institui o Dia do Perdão, ou Yom Kippur, o evento mais santo para o povo judeu; quando o sacerdote oferece sacrifício no templo para o perdão dos pecados do povo de Deus. O dia do Yom Kippur é o único dia em que o sumo sacerdote judeu tem permissão para entrar no Santo dos Santos do templo, onde então invoca o nome de Deus e pede o Seu perdão.

Há muito simbolismos na celebração do Yom Kippur, e por isso não irei me estender muito neste aspecto. Contudo, uma peculiaridade importante para entendimento do Sacrifício de Jesus na Cruz deve ser mencionada; no Yom Kippur o sangue de um cordeiro sem mácula é o oferecido à Deus no  Santo dos Santos para o perdão dos pecados. Ou seja, a vida do inocente pela vida do pecador. Do mesmo modo, Jesus oferta Sua vida para a remissão dos pecados de todo o mundo.

Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.
Levítico 17:11

Outros Sacrifícios do Antigo Testamento:

Mesmo antes da construção do Templo vemos o Povo de Deus, quando ainda liderado por Moisés, ser livrado da morte pelo sangue de cordeiros sem mácula sacrificados à Deus. A Bíblia nos conta que, o povo hebreu em êxodo do Egito rumo à Terra prometida, sacrificou seus cordeiros à Deus (o Korban Pescha, em Hebreu),  aspergiu o seu sangue nas vergas de suas casas e depois consumiu sua carne. Assim, toda casa cuja marca do sangue do cordeiro estivesse presente seria preservada da morte (Cf. Exodo 12,17) – Esse evento inaugurou a Pesach, ou a Páscoa Judia. Porém, antes mesmo da Páscoa Judia, outros sacrifícios e ofertas podem ser vistos na história do povo judeu:

Pão e do Vinho

Vejamos os sacrifícios de Melquisede. Ele mostra-se misteriosamente , quase no início da Bíblia – em Gênesis 14 , depois de Abrão ( que logo se tornou Abraão ) resgatar muito de todos estes reis em guerra. Após o resgate , lá vem ele, Melquisedeque , rei de Jerusalém e ” Sumo Sacerdote do Deus Altíssimo ” ( esta é a primeira vez que a palavra sacerdote é usada na Bíblia !) . Ele abençoa Abraão (indicando uma posição de autoridade ) , que lhe deu um “dízimo de tudo”.  E o que esso Sumo Sacerdote do Deus Altíssimo , o Rei da Justiça , este homem que se digna a abençoar Abraão oferta? Pão e vinho. Uma oferta sacrificial incruenta, ou seja, em que não há sangue ou morte da vítima.

Melquisedeque não é mencionado mais no Antigo Testamento até o Salmo 110,4

O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque .

Mas sua oferta é mencionada na profecia de Malaquias :

Malaquias 1:10-11

Quem há também entre vós que feche as portas para nada ? Nem façais ascender o fogo no meu altar para nada. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossas mãos. Mas desde o nascente do sol até o pôr-do- mesmo o meu nome é grande entre as nações , e em todo o lugar incenso [” Sacrifício” na tradução Douay -Reims ] deve ser oferecido ao meu nome, e uma oblação pura, porque o meu nome será grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.

Então, a Bíblia é mais uma vez fica em silêncio sobre Melquisedeque, até o livro de Hebreus, que nos diz que Nosso Senhor é um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque para sempre e , em Hebreus 7:11-12 , que ” se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico , ( pois sob o qual o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque , e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Pois o sacerdócio sendo mudado , não é feito de necessidade de uma mudança também da lei. ” Aqui podemos ver que o sacerdócio ainda existe – mas é alterada e é agora , segundo a ordem de Melquisedeque.  Sabemos que Melquisedeque ofereceu pão e vinho, e sabemos que sua oferta foi pura.

Agora vamos voltar novamente e ver mais um pouco como o Antigo Testamento prefigura a Seia do Senhor, ou a Eucaristia, como chamada pelos Católicos :

Levítico 23:12-13

[ E falou o SENHOR a Moisés, dizendo …] 12. o mesmo dia em que o molho for agitado, oferecereis ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito, 13. ajuntando a ele uma oferta de dois décimos de flor de farinha amassada com óleo, como sacrifício pelo fogo de agradável odor ao Senhor, e mais uma libação de vinho, constando de um quarto de hin.

A oferta era para ser de farinha misturada com azeite, e era para ser oferecida com vinho.

Levítico 24:5-9

E tomarás flor de farinha, e asse doze pães; : duas décimas deve estar em um bolo. E põe -os em duas fileiras , seis em cada fileira, sobre a mesa pura , perante o SENHOR . E porás incenso puro em cima de cada linha, que pode ser o pão para um memorial, até mesmo uma oferta queimada ao SENHOR. Cada dia de sábado , isso se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel por aliança perpétua . E será de Arão e de seus filhos , que os comerão no lugar santo, por serem coisa santíssima para eles, das ofertas queimadas do Senhor, preparada no fogo por estatuto perpétuo.

E assim foi :

1 Reis 7:48

E fez Salomão todos os vasos que pertencia a casa do Senhor : o altar de ouro , e a mesa de ouro, sobre o qual os pães da proposição foi

2 Crônicas 2: 4 2

[ E Salomão mandou dizer a Hirão, rei de Tiro , dizendo … ] Eis que vou edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, para dedicá-lo a ele, para queimar perante ele incenso aromático , e para os pães da proposição contínua , e para os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, e nas luas novas , e nas festividades do Senhor nosso Deus. Este é um estatuto perpétuo para Israel.

Avançando novamente o período do templo

Como vimos, no templo era oferecido um sacrifício animal; um cordeiro sem mácula. Esse cordeiro era sacrificado à Deus e depois de sacrificado, sua carne era consumida pelo sacerdote e pelo fiéis. Isso era necessário para que cada um participasse oferta à Deus e recebesse também a expiação.

O problema com o Sacrifício animal é que, ao contrário do Sacrifício de Jesus,  ele tinha que ser renovado anualmente  e não durava. Assim, todo ano o Sacerdote e o Povo ofereciam um novo Sacrifício.

NOVO TESTAMENTO –

Jesus consolidou todos os Sacrifícios prefigurados no Antigo Testamento por meio de um único sacrifício na Cruz.

A Bíblia diz que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do Mundo. Ele tomou o lugar do animal, do cordeiro sem mácula, e é oferecido na Cruz como um sacrifício Eterno, de uma vez por todas que não precisa ser renovado todo ano. Pois Jesus é o cordeiro perfeito, infinitamente superior ao cordeiro animal oferecido no templo.

Jesus, o Cordeiro Perfeito, é também o Sumo Sacerdote Eterno ( Cf. Hebreus 7:26-8:2), e é enquanto o Sacerdote Eterno da Ordem de Melquisedeque, na Seia do Senhor, na Pescha ou Páscoa judia, Ele oferece Pão e Vinho. Jesus antecipa aquilo o que se passaria na Sexta-feira Santa, e declara:

Tomai, comei, isto é o meu corpo. Mateus 26:26 … E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus 26:27-28

Neste sentido Jesus transcende e suplanta a oferta prefigurada por Melquisedeque, que ofertou Pão e Vinho. Cristo oferta  Pão e Vinho consagrados em Seu Sangue e Sua Carne.

A Eucaristia – Santa Comunhão

Tal e qual os Israelitas consumiam a carne do Cordeiro no Antigo Testamento, para os judeus – altamente familiarizados com os rituais e celebrações de sua religião – fica claro o que Jesus, o Cordeiro de Deus, quis dizer em João 6:

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35 … Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. João 6:54-56

Paulo e seus discípulos entenderam isso muito bem, pois para  eles essa não era uma ideia alienígena à sua tradição. O problema é que quando Jesus antecipou essa noção em João 6, sua mensagem foi rejeitada:

Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?… Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.
João 6:66

Porém, ainda na Seia do Senhor, ordenou os Seus Apóstolos tornando-os também sacerdotes. Isso foi importante porque, tal e qual prefigurado no Antigo Testamento, somente um sacerdote legítimo podia consagrar uma oferta e oferecer sacrifício a Deus. Desse modo, Jesus pôde então instruir a Seus discípulos: “Fazei isso em memória de mim”.

O entendimento desse mistério talvez não tenha sido imediato à todos, e foi revelado seguramente pelo Espirito Santo aos Santos Apóstolos depois da Ressurreição do Senhor. Contudo, já na era apostólica – bem como nos primeiros séculos do cristianismo, como comprovam os escritos dos Padres da Igreja – o  memorial da Seia do Senhor não era visto apenas como um símbolo, uma representação, mas a perpetuação do sacrifício consumado de uma vez por toda na Cruz.  A fração do Pão tem sido celebrada no Cristianismo desde o princípio da fé cristã.

Assim, S. Paulo diz ao Coríntios:

Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão. Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? 1 Coríntios 10:16-18

Notemos que São Paulo se refere ao cálice abençoado para a celebração da Fração do Pão – ou a Seia do Senhor – não de vinho, mas do sangue de Cristo. Do mesmo modo fala do corpo de Cristo. Pois era esse o entendimento apostólico, até hoje ensinado pela Igreja Católica.

A fração do Pão era e continua a ser, portanto, uma parte importantíssima da vida do Cristão de tradição apostólica da qual a Igreja Católica é embaixadora. Infelizmente, esse entendimento perdeu-se no  protestantismo e hoje há uma gama de argumentos contrários à crença dos apóstolos e dos cristãos primitivos.

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Santo Agostinho – Imagens e relíquias Sagradas


O artigo abaixo é uma colaboração do leitor Edmilson

Santo Agostinho refere-se várias vezes à imagens de nosso Senhor e os santos nas igrejas, e argumenta de vário modos, por exemplo, em sua obra Contra Fausto trata sobre a cena da história de Abraão, pintada em diversos lugares:

“Pois Abraão sacrificar seu filho por conta própria é uma loucura chocante. Seu feito sob o comando de Deus prova-o fiel e submisso. Isto é tão altamente proclamado pela própria voz da verdade, que Fausto, vasculhando ansiosamente por alguma falha, e reduzindo a última a acusações caluniosas, não tem a ousadia de atacar esta ação. É quase impossível que ele possa ter esquecido desta ação tão famosa, que se repete com a mente de si mesmo, sem qualquer estudo ou reflexão, e é de fato repetido por tantas línguas, e retratratado em tantos lugares, que ninguém pode fingir fechar os olhos ou os ouvidos a ela.” (Contra Fausto XXII, 73)

Fala que Jesus, Pedro e Paulo eram pintados em honra a sua memória:

“Cum enim vellent tale aliquid fingere Christum scripsisse ad discipulos suos, cogitaverunt ad quos potissimum scribere potuisse facile crederetur, tamquam ad illos, qui ei familiarius adhaesissent, quibus illud quasi secretum digne committeretur, et occurrit eis Petrus et Paulus, credo quod pluribus locis simul eos cum illo pictos viderent, quia merita Petri et Paulietiam propter eumdem passionis diem celebrius sollemniter Roma commendat.”(De Consensu Evangelistarum libri quatuor – Liber Primus, 10)

Fala sobre a Honra aos relicários dos Mártires:

“Mas, no entanto, nós não construir templos, e ordenamos sacerdotes, ritos e sacrifícios para estes mesmos mártires, porque não são os nossos deuses, mas o seu Deus é o nosso Deus. Certamente honrarmos seus relicários, como os memoriais dos santos homens de Deus que se esforçaram para a verdade, mesmo até morte de seus corpos, para que a verdadeira religião pudesse ser conhecida, e as religiões falsas e fictícias expostas.” (Cidade de Deus, livro VIII, capítulo 27)

Dos milagres que as relíquias dos mártires fazem:

“Quando o bispo Projectus estava trazendo as relíquias do glorioso mártir Estevão às águas do Tibilis, uma grande multidão de pessoas veio para encontrá-lo no santuário. Havia uma mulher cega que suplicou que  fosse levada ao bispo que estava carregando as relíquias. Ele deu a ela as flores que ele estava carregando. Ela as levou, aplicou-as a seus olhos, e imediatamente viu.” (Cidade de Deus, Livro XXII).

E da celebração da memória dos mártires e do auxílio de sua oração:

“Um povo cristão celebra unidos em solenidade religiosa o memorial dos mártires, tanto para encorajar e serem imitados quanto para que possamos participar de seus méritos e sermos auxiliados pelas suas orações. Mas é tal que os nossos altares não estão definidos para qualquer um dos mártires – mas apenas em sua memória – e sim ao próprio Deus, o Deus dos mártires.” (Agostinho, Contra Fausto o maniqueísta).

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Você sabe a diferença entre Assunção e Ascensão?


Esclarecimento sobre a significado de Ascensão e Assunção por O Anunciador. Embora celebradas todo ano, muitos não sabem que ambas as festas possuem significados distintos: Cristo Ascendeu por Seu próprio poder. Já Maria, que como nós é criatura, subiu pelo Poder de Deus. Leia mais…

O ANUNCIADOR

Hoje é dia de Assunção de Nossa Senhora. A igreja em todo o mundo celebra a subida de Maria ao céu. Contudo, você sabe o que significa assunção? E a igreja já celebrou a ascensão de Jesus Cristo? Como assim?

Deu um nó, não é? Embora as palavras sejam parecidas seu significado e sua festas são distintas.

Ascensão de Jesus Cristo celebra-se depois do Tempo Pascal encerrando esse período de festa pela ressurreição de Cristo e marca o anuncio da chegada de Pentecostes. É uma festa móvel da igreja. A Ascensão de Cristo significa que Jesus subiu ao céu – At 1, 1- 11. O significado da festa também é o da palavra. Ascender significa subir por sua conta. Cristo vai ao céu pelo seu poder. Ninguém o leva.

Já a festa da Assunção de Nossa Senhora, marca um dia importante na vida do católico, pois celebramos um dos dogmas…

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Apologética relâmpago: Como refutar os argumentos protestantes sobre os supostos irmãos de Jesus Cristo


Para defender a idéia de que Maria tenha tido outros filhos os protestantes costumam citar Lucas 2, 7:

 “E deu a luz a seu filho primogênito”.

Contudo, é importante que se considere que a Sagrada Escritura não denota à palavra “primogênito” o mesmo sentido adotado na língua portuguesa em seu contexto moderno. Na verdade, o termo primogênito – derivado do grego “prototokos” – não designa apenas o primeiro filho, ou o primeiro gerado – que literalmente significa protiktos, também do grego – mas sim o primogênito no que se refere à herança real ou ao código de realeza.

Podemos comprovar isto em passagens como o Salmo 89, no versículo 27,  onde Davi, apesar de ser o filho mais jovem, e tampouco ser o primeiro Rei de Israel,  declara que seria nomeado “primogênito” de Israel.

Do mesmo modo, Efraim é também chamado “primogênito” em Jeremias 31, 9, quando sabemos que, na verdade, seu irmão Manassés era o primeiro filho da família – ou primogênito, no sentido vigente da palavra no nosso idioma.

Assim, fica claro que a interpretação equivocada do termo primogênito, não apenas não “des-prova” o  argumento protestante, como demonstra um erro básico de exegeses bíblica por parte daqueles que defendem essa visão.

A arqueologia confirma a conotação bíblica do termo primogênito como a mesma adotado no mundo judeu durante a era do Antigo Testamento para a palavra primogênito. Em 1922 foi descoberta no Egito uma inscrição sepulcral datada de 28-1 do ano 5 a.C, onde lê-se sobre uma mulher falecida ao dar a luz ao seu primeiro filho:

“Durante as dores do parto do meu filho primogênito, o destino levou-me ao fim da minha vida ( Michaelis in TWbNT VI, 827)

Aqui, notamos que a palavra primogênito indica apenas o primeiro a romper o ventre e não denota  de forma alguma a expectativa do  nascimento de outro filho para dar ao já nascido o título de primogênito. Assim, o correto entendimento Bíblico afirma que todo unigênito é também o primogênito, como já afirmado por São Jeronimo.

Leitura relacionada: Jesus tinha irmãos? O que diz a Bíblia?

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A Bíblia protestante adotou o Cânon dos Fariseus


O texto abaixo é uma contribuição do Leitor Edmilson

Os Protestantes e os Livros Deuterocanônicos

Convém fazer algumas distinções primeiras quanto aos nomes:

1) Cânon: do Grego Kanón = Regra, medida e catalogado2) Canônico = Livro catalogado – o que significa que também é inspirado por Deus

3) Protacanônico = Livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado

4) Deuterocanônico = Livro catalogado, deuteron ou em segunda instância, posteriormente (após sido Controvertido)5) Apócrifo = Do grego apókryphon = Livro oculto, isto é, não lido nas Assembléias públicas de culto. Reservado a leitura particular.

Os livros Deuterocanônicos (Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 Macabeus e 2 Macabeus, os capítulos 13 e 14 e os versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel, os capítulos 11 a 16 de Éster, estão na Tradição chamada Septuaginta, que foi traduzida do Hebraico por setenta sábios em setenta dias, cada um trabalhando isoladamente e chegando todos ao mesmo texto.

No ano 100 d.C, aproximadamente, os sábios Fariseus se reuniram em Yavné (Jâmnia) na Galiléia, e começaram a trabalhar em uma re-centralização da religião, que era antes centrada no templo.

Os Fariseus procuraram estabelecer regras mais rígidas de vida, ampliando ainda mais a “cerca em torno da lei”. Nesse período, é bom lembrar que, Saduceus e Essênios já tinham desaparecidos ou assimilados a outras crenças, sobrando os Fariseus.

Entre as decisões tomadas pelos Fariseus, que não aceitaram a Cristo, fixaram um Cânon Bíblico que propositadamente impediria o Novo Testamento como palavra de Deus. Evidentemente esses critérios não eram seguidos pelos Cristãos, que não tinham mais nada a ver com os Fariseus que não aceitaram a Jesus Cristo.

Os Critérios dos Fariseus eram os Seguintes:

1) O Cânon deveria estar disponível em Hebraico, não em Aramaico ou Grego2) Não poderia ser escrito fora da terra de Israel.3) Não poderia ser escrito depois de Esdras (458 – 428 a.C)

Reflexão:

1) Se a palavra de Deus fosse para ser escrita somente no Hebraico, isso excluiria todo o Novo Testamento.2) Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia Judeus, que traduziram os livros Sagrados, do Hebraico para o Grego entre 250 e 100 a.C3) Ao escrever o Novo Testamento, os Apóstolos e Evangelistas usaram a tradução Grega feita entre 250 e 100 a.C, pelos próprios Judeus de Alexandria.

Quando a tradução foi feita por São Jerônimo, ele possuía a íntegra dos textos confiados por Deus à sua Igreja, incluindo no Antigo Testamento, os sete livros que Lutero mais tarde excluiu. Todas as Bíblias desde então continham estes livros; uma prova disso é a Bíblia de Gutemberg ( versão clássica da Bíblia Vulgata no idioma Latim, e o mais antigo Livro produzido no sistema de imprensa no mundo Ocidental) e outras Bíblias mais antigas. Lutero, porém, ao  a sua revolta, resolveu traduzir a Bíblia para o Alemão. Ora, ao contrário de S. Jerônimo , que usou manuscritos muitos antigos, Lutero tinha à sua disposição apenas manuscritos recentes dos Judeus de Jâmnia ou Yavné, que evidentemente não continham os livros que os Fariseus excluíram do Cânon Bíblico muito depois de Cristo. Basta-nos dizer que qualquer Edição ou exemplar manuscrito da Bíblia antes de Lutero, a importância da Tradição e do Magistério, a verdadeira doutrina sobre a Graça, enfim, vários pontos da Doutrina ensinada por Cristo e pelos Apóstolos que foram negadas pelos Protestantes.

Não é razoável a interpretação protestante, visto que esta acaba dizendo que a Bíblia se prova pela Bíblia – o que por si contradiz a própria Bíblia (1 Tim 3,15).  Ora, isso é uma temeridade. A Bíblia se prova pela autoridade da Igreja que a compôs !

Finalmente, concluímos que a Igreja Católica adotou o cânon Grego. Enquanto os  protestantes – adeptos de Lutero – adotaram o cânon dos Fariseus, e isso é fato, realidade.

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