Sagrada Escritura



ARTIGO 3

A SAGRADA ESCRITURA

I. Cristo – Palavra única da Escritura santa

101. Na sua bondade condescendente, para Se revelar aos homens. Deus fala-lhes em palavras humanas: «As palavras de Deus, com efeito, expressas por línguas humanas, tornaram-se semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do eterno Pai se assemelhou aos homens assumindo a carne da debilidade humana» (68).

102. Através de todas as palavras da Sagrada Escritura. Deus não diz mais que uma só Palavra, o seu Verbo único, em quem totalmente Se diz (69):

«Lembrai-vos de que o discurso de Deus que se desenvolve em todas as Escrituras é um só e um só é o Verbo que Se faz ouvir na boca de todos os escritores sagrados, o qual, sendo no princípio Deus junto de Deus, não tem necessidade de sílabas, pois não está sujeito ao tempo» (70).

103. Por esta razão, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras tal como venera o Corpo do Senhor. Nunca cessa de distribuir aos fiéis o Pão da vida, tornado à mesa quer da Palavra de Deus, quer do Corpo de Cristo (71).

104. Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra continuamente o seu alimento e a sua força (72), porque nela não recebe apenas uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a Palavra de Deus (73). «Nos livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos Céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles»(74).

II. Inspiração e verdade da Sagrada Escritura

105. Deus é o autor da Sagrada Escritura. «A verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura contêm e apresentam, foi registrada neles sob a inspiração do Espírito Santo».

«Com efeito, a santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como sagrados e canónicos os livros completos do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja» (75).

106. Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. «Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens, na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria» (76).

107. Os livros inspirados ensinam a verdade. «E assim como tudo o que os autores inspirados ou hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus quis que fosse consignada nas sagradas Letras em ordem à nossa salvação» (77).

108. No entanto, a fé cristã não é uma «religião do Livro». O Cristianismo é a religião da «Palavra» de Deus, «não duma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo» (78). Para que não sejam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna do Deus vivo, pelo Espírito Santo, nos abra o espírito à inteligência das Escrituras (79).

III. O Espírito Santo, intérprete da Escritura

109. Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Portanto, para bem interpretar a Escritura, é necessário prestar atenção ao que os autores humanos realmente quiseram dizer, e àquilo que aprouve a Deus manifestar-nos pelas palavras deles (80).

110. Para descobrir a intenção dos autores sagrados, é preciso ter em conta as condições do seu tempo e da sua cultura, os «géneros literários» em uso na respectiva época, os modos de sentir, falar e narrar correntes naquele tempo. «Porque a verdade é proposta e expressa de modos diversos, em textos históricos de vária índole, ou proféticos, ou poéticos ou de outros géneros de expressão»(81).

111. Mas, uma vez que a Sagrada Escritura é inspirada, existe outro princípio de interpretação recta, não menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura seria letra morta: «A Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com o mesmo espírito com que foi escrita» (82).

O II Concílio do Vaticano indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme ao Espírito que a inspirou (83):

112. 1. Prestar grande atenção «ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura». Com efeito, por muito diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una, em razão da unidade do desígnio de Deus, de que Jesus Cristo é o centro e o coração, aberto desde a sua Páscoa (84).

«Por coração (85) de Cristo entende-se a Sagrada Escritura que nos dá a conhecer o coração de Cristo. Este coração estava fechado antes da Paixão, porque a Escritura estava cheia de obscuridades. Mas a Escritura ficou aberta depois da Paixão e assim, aqueles que desde então a consideram com inteligência, discernem o modo como as profecias devem ser interpretadas» (86).

113. 2. Ler a Escritura na «tradição viva de toda a Igreja». Segundo uma sentença dos Padres, «Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta» – «A Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais» (87). Com efeito, a Igreja conserva na sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo que lhe dá a interpretação espiritual da Escritura («… secundum spiritualem sensum quem Spiritus donat Ecclesiae» «segundo o sentido espiritual que o Espírito Santo dá à Igreja») (88).

114. 3. Estar atento «à analogia da fé» (89). Por «analogia da fé» entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projecto total da Revelação.

OS SENTIDOS DA ESCRITURA

115. Segundo uma antiga tradição, podemos distinguir dois sentidos da Escritura: o sentido literal e o sentido espiritual, subdividindo-se este último em sentido alegórico, moral e anagógico. A concordância profunda dos quatro sentidos assegura a sua riqueza à leitura viva da Escritura na Igreja:

116. O sentido literal. É o expresso pelas palavras da Escritura e descoberto pela exegese segundo as regras da recta interpretação. «Omnes sensus (sc. Sacrae Scripturae) fundentur super litteralem» – «Todos os sentidos (da Sagrada Escritura) se fundamentam no literal» (90).

117. O sentido espiritual. Graças à unidade do desígnio de Deus, não só o texto da Escritura, mas também as realidades e acontecimentos de que fala, podem ser sinais.

1. O sentido alegórico. Podemos adquirir uma compreensão mais profunda dos acontecimentos, reconhecendo o seu significado em Cristo: por exemplo, a travessia do Mar Vermelho é um sinal da vitória de Cristo e, assim, do Baptismo (91).

2. O sentido moral. Os acontecimentos referidos na Escritura podem conduzir-nos a um comportamento justo. Foram escritos «para nossa instrução» (1 Cor 10, 11) (92).

3. O sentido anagógico. Podemos ver realidades e acontecimentos no seu significado eterno, o qual nos conduz (em grego: «anagoge») em direcção à nossa Pátria. Assim, a Igreja terrestre é sinal da Jerusalém celeste (93).

118. Um dístico medieval resume a significação dos quatro sentidos:

«Littera gesta docet, quid credas allegoria.
Moralis quid agas, quo tendas anagogia».
«A letra 
ensina-te os factos (passados), a alegoria o que deves crer,
a moral o que deves fazer, a anagogia para onde deves tender» (94).

119. «Cabe aos exegetas trabalhar, de harmonia com estas regras, por entender e expor mais profundamente o sentido da Sagrada Escritura, para que, mercê deste estudo, de algum modo preparatório, amadureça o juízo da Igreja. Com efeito, tudo quanto diz respeito à interpretação da Escritura, está sujeito ao juízo último da Igreja, que tem o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus» (95):

«Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas» – «Quanto a mim, não acreditaria no Evangelho se não me movesse a isso a autoridade da Igreja católica» (96).

IV. O Cânon das Escrituras

120. Foi a Tradição Apostólica que levou a Igreja a discernir quais os escritos que deviam ser contados na lista dos livros sagrados (97). Esta lista integral é chamada «Cânon» das Escrituras. Comporta, para o Antigo Testamento, 46 (45, se se contar Jeremias e as Lamentações como um só) escritos, e, para o Novo, 27 (95):

Para o Antigo Testamento: Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois livros dos Reis, os dois livros das Crónicas, Esdras e Neemias, Tobias, Judite, Ester, os dois livros dos Macabeus, Job, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes (ou Coelet), o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o livro de Ben-Sirá (ou Eclesiástico), Isaías, Jeremias, as Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Nahum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias;

Para o Novo Testamento: Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João; os Actos dos Apóstolos; as epístolas de São Paulo: aos Romanos, primeira e segunda aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, primeira e segunda aos Tessalonicenses, primeira e segunda a Timóteo, a Tito, a Filémon: a Epístola aos Hebreus; a Epístola de Tiago, a primeira e segunda de Pedro, as três epístolas de João, a Epístola de Judas e o Apocalipse.

O ANTIGO TESTAMENTO

121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente (99), porque a Antiga Aliança nunca foi revogada.

122. Efectivamente, «a “economia”do Antigo Testamento destinava-se, sobretudo, a preparar […] o advento de Cristo, redentor universal».

Os livros do Antigo Testamento, «apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias», dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: neles «encontram-se sublimes doutrinas a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem como admiráveis tesouros de preces»; neles, em suma, está latente o mistério da nossa salvação» (100).

123. Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja combateu sempre vigorosamente a ideia de rejeitar o Antigo Testamento, sob o pretexto de que o Novo o teria feito caducar (Marcionismo).

O NOVO TESTAMENTO

124. «A Palavra de Deus, que é força de Deus para salvação de quem acredita, apresenta-se e manifesta o seu poder dum modo eminente nos escritos do Novo Testamento»(101). Estes escritos transmitem-nos a verdade definitiva da Revelação divina. O seu objecto central é Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, os seus actos, os seus ensinamentos, a sua Paixão e glorificação, bem como os primórdios da sua Igreja sob a acção do Espírito Santo (102).

125. Os evangelhos são o coração de todas as Escrituras, «enquanto são o principal testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador» (103).

126. Na formação dos evangelhos podemos distinguir três etapas:

1. A vida e os ensinamentos de Jesus. A Igreja sustenta firmemente que os quatro evangelhos, «cuja historicidade afirma sem hesitações, transmitem fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus, realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, durante a sua vida terrena, até ao dia em que subiu ao Céu».

2. A tradição oral. «Na verdade, após a Ascensão do Senhor, os Apóstolos transmitiram aos seus ouvintes (com aquela compreensão mais plena de que gozavam, uma vez instruídos pelos acontecimentos gloriosos de Cristo e iluminados pelo Espírito de verdade) as coisas que Ele tinha dito e feito».

3. Os evangelhos escritos. «Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro evangelhos, escolhendo algumas coisas, entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito, sintetizando umas, desenvolvendo outras, segundo o estado das Igrejas, conservando, finalmente, o carácter de pregação, mas sempre de maneira a comunicar-nos coisas verdadeiras e sinceras acerca de Jesus» (104).

127.O Evangelho quadriforme ocupa na Igreja um lugar único, de que são testemunhas a veneração de que a Liturgia o rodeia e o atractivo incomparável que em todos os tempos exerceu sobre os santos:

«Não há doutrina melhor, mais preciosa e esplêndida do que o texto do Evangelho. Vede e retende o que nosso Senhor e Mestre, Cristo, ensinou pelas suas palavras e realizou pelos seus actos» (105).

«É sobretudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações. Nele encontro tudo o que é necessário à minha pobre alma. Nele descubro sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos» (106).

A UNIDADE DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO

128. A Igreja, já nos tempos apostólicos (107), e depois constantemente na sua Tradição, pôs em evidência a unidade, do plano divino nos dois Testamentos, graças à tipologia. Esta descobre nas obras de Deus, na Antiga Aliança, prefigurações do que o mesmo Deus realizou na plenitude dos tempos, na pessoa do seu Filho encarnado.

129. Os cristãos lêem, pois, o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado. Esta leitura tipológica manifesta o conteúdo inesgotável do Antigo Testamento. Mas não deve fazer-nos esquecer de que ele mantém o seu valor próprio de Revelação, reafirmado pelo próprio Jesus, nosso Senhor (108). Aliás, também o Novo Testamento requer ser lido à luz do Antigo. A catequese cristã primitiva recorreu constantemente a este método (109). Segundo um velho adágio, o Novo Testamento está oculto no Antigo, enquanto o Antigo é desvendado no Novo: « Novum in Vetere latet et in Novo Vetus patet» – «O Novo está oculto no Antigo, e o Antigo está patente no Novo» (110).

130. A tipologia significa o dinamismo em ordem ao cumprimento do plano divino, quando «Deus for tudo em todos» (1 Cor 15, 28). Assim, a vocação dos patriarcas e o êxodo do Egipto, por exemplo, não perdem o seu valor próprio no plano de Deus pelo facto de, ao mesmo tempo, serem etapas intermédias desse mesmo plano.

V. A Sagrada Escritura na vida da Igreja

131. «É tão grande a força e a virtude da Palavra de Deus, que ela se torna para a Igreja apoio e vigor e, para os filhos da Igreja, solidez da fé, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual» (111). É necessário que «os fiéis tenham largo acesso à Sagrada Escritura» (112).

132. «O estudo das Páginas sagradas deve ser como que a “alma” da sagrada teologia. Também o ministério da Palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã, na qual a homilia litúrgica deve ter um lugar principal, com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura» (113).

133. A Igreja «exorta com ardor e insistência todos os fiéis […] a que aprendam “a sublime ciência de Jesus Cristo” (Fl. 3, 8) na leitura frequente da Sagrada Escritura. Porque “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”» (114).

Resumindo:

134. Omnis Scriptura divina unus liber est, et ille unus liber Christus est, «quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur; et omnis Scriptura divina in Christo impletur» – Toda a Escritura divina é um só livro, e esse livro único é Cristo, «porque toda a Escritura divina fala de Cristo e toda a Escritura divina se cumpre em Cristo» (115).

135. «As Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus; e, pelo facto de serem inspiradas, são verdadeiramente a Palavra de Deus» (116).

136. Deus é o autor da Sagrada Escritura, ao inspirar os seus autores humanos: age neles e por eles. E assim nos dá a garantia de que os seus escritos ensinam, sem erro, a verdade da salvação (117).

137. A interpretação das Escrituras inspiradas deve, antes de mais nada, estar atenta ao que Deus quer revelar, por meio dos autores sagrados, para nossa salvação. O que vem do Espírito não é plenamente entendido senão pela acção do Espírito (118).

138.  A Igreja recebe e venera, como inspirados, os 46 livros do Antigo e os 27 do Novo Testamento.

139. Os quatro evangelhos ocupam um lugar central, dado que Jesus Cristo é o seu centro.

140. A unidade dos dois Testamentos deriva da unidade do plano de Deus e da sua Revelação. O Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que o Novo dá cumprimento ao Antigo. Os dois esclarecem-se mutuamente; ambos são verdadeira Palavra de Deus.

141. «A Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras, tal como o próprio Corpo do Senhor» ambos alimentam e regem toda a vida cristã. «A vossa Palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 119, 105)(120).


Referências

60. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.

61. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 62: AAS 58 (1966) 1084: cf. Ibid.. 44: AAS 58 (1966) 1065; Const. dogm. Dei Verbum, 23: AAS 58 (1966) 828; Ibid. 24: AAS 58 (1966) 828-829: Decr. Unitatis redintegratio, 4: AAS 57 (1965) 94.

62. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.

63.  São Gregório Magno, Homilia in Ezechielem 1. 7, 8: CCL 142. 87 (PL 76, 843 D).

64. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.

65. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.

66. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.

67. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.

68II Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Verbum, 13: AAS 58 (1966) 824.

69. Cf. Heb 1, 1-3.

70.  Santo Agostinho, Enarratio in Psalmum 103, 4, 1: CCL 40, 1521 (PL 37, 1378).

71. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: AAS 58 (1966) 827.

72. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 24: AAS 58 (1966) 829.

73.  Cf. 1 Ts 2, 13.

74. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: AAS 58 (1966) 827-828.

75. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 822-823.

76. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 823.

77. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 823.

78. São Bernardo de Claraval, Homilia super “Missus est“, 4, 11: Opera, ed. J. Leclercq – H. Rochais, V. 4, Roma 1966, p. 57.

79. Cf. Lc24, 45.

80II Concílio do VaticanoConst. dogm. Dei Verbum 12: AAS 58 11966) 823.

81. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 823.

82. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.

83. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.

84. Cf. Lc 24. 25-27. 44-46.

85. Cf. Sl 22, 15.

86.  São Tomás de Aquino, Expositio in Psalmos, 21, 11:Opera amnia. v. 18. Paris 1876, p. 350.

87. Cf. Santo Hilário de Poitiers, Liber ad Constantium Imperatorem 9: CSEL 65. 204 PL 10, 570); São Jerónimo. Commentarius in epistulam ad Galatas I 1, 11-12: PL 26. 347.

88. Orígenes, Homiliae in Leviticum 5, 5: SC 286, 228 (PG 12, 454).

89. Cf. Rm 12, 6.

90São Tomás de Aquino, Summa theologiae I, q. 1, a. 10, ad I: Ed. Leon. 4, 25.

91. Cf. 1 Cor 10, 2.

92. Cf. Heb 3-4, 11.

93. Cf. Ap 21, 1-22, 5.

94Agostinho de Dácia, Rotulus pugillaris, I: ed. A. Waltz: Angelicum 6(1929) 256.

95. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.

96.  Santo Agostinho, Contra Epistulam Manichaei quam vocant fundamenti 5. 6: CSEL 25, 197 (PL 42176).

97. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.

98. Cf. Decretum Damasi: DS 179-180: Concílio de Florença, Decretum pro Iacobitis: DS 1334-1336; Concílio de Trento. Sess. 4ª. Decretum de Libris Sacris et de traditionibus recipiendis: DS 1501-1504.

99. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 14: AAS 58 (1966) 825.

100.  II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 15: AAS 58 (1966) 825.

101. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 17: AAS 58 (1966) 826.

102. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 20: AAS 58 (1966) 827.

103. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 18: AAS 58 (1966) 826.

104. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 19: AAS 58 (1966) 826-827.

105. Santa Cesária, A Jovem, Epistula ad Richildam et Radegundem: SC 345, 480.

106. Santa Teresa do Menino Jesus, Manuscrit A, 83v: Manuscrits autobiographiques, Paris 1929, p. 268. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos. Edições do Carmelo 1996) p. 213].

107. Cf. 1 Cor 10, 6: Heb 10, 1; 1 Pe 3, 21.

108. Cf. Mc 12, 29-31.

109. Cf. 1 Cor 5, 6-8: 10, 1-11.

110. Santo Agostinho, Quaestiones in Heptateucumt 2, 73: CCL 33. 106 (PL 34, 623); cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 16: AAS 58 (1966) 825.

111. Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: A AS 58 (1966) 828.

112. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 22: AAS 58 (1966) 828.

113. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 24: AAS 58 (1966) 829.

114. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 25: AAS 58 (1966) 829: cf. São Jerónimo, Commentarii in Isaiam, Prologus: CCL 73, 1 (PL 24, 17).

115. Hugo de São Vítor, De arca Noe II, 8: PL 176, 642: cf. Ibid. 2. 9: PL 176, 642-643.

116. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum. 24: AAS 58 (1966) 829.

117. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 822-823.

118. Cf. Orígenes, Homiliae in Exodum 4, 5: SC 321, 128 (PG 12, 320).

119. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: AAS 58 (1966) 827.

120. Cf. Is 50, 4.

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8 respostas para Sagrada Escritura

  1. Daniel Braga disse:

    Helllen e Edmilson, onde vocês estudaram teologia meus irmãos?

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    • Hellen disse:

      Olá Daniel, Eu nao estudei teologia, portanto não sou teóloga, mas sim a fé Católica e história do Cristianismo. O Edmilson é estudioso da história da Igreja e sua especialidade é Apologetica Católica também.

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  2. EDMILSON disse:

    Os Protestantes e os Livros Deuterocanônicos

    Convém fazer algumas distinções primeiras quanto aos nomes
    1) Cânon, do Grego Kanón = Regra, medida e catalogado
    2) //
    3) Canônico = Livro catalogado – o que significa que também é inspirado por Deus
    4) //
    3) Protacanônico = Livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado
    //
    4) Deuterocanônico = Livro catalogado, deuteron ou em segunda instância, posteriormente (após sido Controvertido)
    //
    5) Apócrifo = Do grego apókryphon = Livro oculto, isto é, não lido nas Assembléias públicas de culto. Reservado a leitura particular.
    6) //
    Os livros Deuterocanônicos (Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 Macabeus e 2Macabeus, os capítulos 13 e 14 e os versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel, os capítulos 11 a 16 de Éster, estão na Tradição chamada Septuaginta, que foi traduzida do Hebraico por setenta sábios em setenta dias, cada um trabalhando isoladamente e chegando todos ao mesmo texto.
    //
    No ano 100 d.C, aproximadamente, os sábios Fariseus se reuniram em Yavné (Jâmnia) na Galiléia, e começaram a trabalhar em uma re-centralização da religião, que era antes centrada no templo.
    //
    Os Fariseus procuraram estabelecer regras mais rígidas de vida, ampliando ainda mais a “cerca em torno da lei”. Nesse período, é bom lembrar que, Saduceus e Essênios já tinham desaparecidos ou assimilados a outras crenças, sobrando os Fariseus.
    //
    Entre as decisões tomadas pelos Fariseus, que não aceitaram a Cristo, fixaram um Cânon Bíblico que propositadamente impediria o Novo Testamento como palavra de Deus. Evidentemente esses critérios não eram seguidos pelos Cristãos, que não tinham mais nada a ver com os Fariseus que não aceitaram a Jesus Cristo.
    //
    Os Critérios dos Fariseus eram os Seguintes:
    1) O Cânon deveria estar disponível em Hebraico, não em Aramaico ou Grego
    2) //
    3) Não poderia ser escrito fora da terra de Israel
    4) //
    3) Não depois de Esdras (458 – 428 a.C)
    //
    Comentário:
    1) Se a palavra de Deus fosse para ser escrita somente no Hebraico, isso já colocaria de fora todo o Novo Testamento.
    2) //
    3) Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia Judeus, que traduziram os livros Sagrados, do Hebraico para o Grego entre 250 e 100 a.C
    4) //
    3) Ao escrever o Novo Testamento, os Apóstolos e Evangelistas usaram a tradução Grega feita entre 250 e 100 a.C, pelos próprios Judeus de Alexandria.
    //
    Quando a tradução foi feita por São. Jerônimo, ela continha a íntegra dos textos confiados por Deus à sua Igreja, incluindo no AT, os sete livros que Lutero depois arrancou.
    //
    Todas as Bíblias desde então continham estes livros; uma prova disso é a Bíblia de Gutemberg e outras Bíblias mais antigas. Lutero, porém, ao fazer a sua revolta,resolveu traduzir a Bíblia para o Alemão. Ora, ao contrário de S. Jerônimo , que usou manuscritos muitos antigos, Lutero tinha à sua disposição apenas manuscritos recentes dos Judeus de Jâmnia ou Yavné, que evidentemente não continham os livros que os Fariseus arrancaram do Cânon Bíblico muito depois de Cristo.
    //
    Basta ver qualquer Edição ou exemplar manuscrito da Bíblia antes de Lutero a importância da Tradição e do Magistério, a verdadeira doutrina sobre a Graça, enfim, vários pontos da Doutrina ensinada por Cristo e pelos Apóstolos que estavam sendo negados pelos Protestantes.
    //
    Não é razoável a interpretação Protestante, visto que esta acaba dizendo que a Bíblia se prova pela Bíblia. Ora, isso é uma temeridade. A Bíblia se prova pela Igreja que a compôs !
    //
    A Igreja Católica adotou o cânon Grego.
    Os Protestantes adotaram o cânon dos Fariseus.
    E ISSO É FATO REALIDADE

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  3. EDMILSON disse:

    VAMOS A UMA AULA DE PATRÍSTICA COM TESTEMUNHAS OCULARES COM FONTE HISTORICA E TESTEMUNHOS VÉRIDICOS DA ÉPOCA QUE MOSTRA A GRANDEZA DA IGREJA CATÓLICA
    COM SEUS ESCRITORES PADRES APOSTÓLICOS ETC…

    HOJE VOU MOSTRAR A BIOGRAFIA DE SÃO LUCAS QUE FOI UM GRANDE ESCRITOR

    Livros do
    Novo Testamento

    Evangelhos

    Mateus • Marcos • Lucas • João

    Atos
    Atos dos Apóstolos
    Epístolas

    Romanos
    I Coríntios • II Coríntios
    Gálatas • Efésios
    Filipenses • Colossenses
    I Tessalonicenses • II Tessalonicenses
    I Timóteo • II Timóteo
    Tito • Filémon
    Hebreus • Tiago
    I Pedro • II Pedro
    I João • II João • III João
    Judas

    Apocalipse

    Apocalipse de João

    Manuscrito bíblico

    v • e

    Os Atos dos Apóstolos (grego: Πράξεις των Αποστόλων, ton praxeis apostolon; Latim: Acta Apostolorum) é o quinto livro do Novo Testamento. Geralmente conhecida apenas como Atos, ele descreve a história da Era Apostólica.
    O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o Evangelista.
    Saibas que o Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristãs.
    Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio.
    Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume[2].
    Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos[3].
    Saibas também que vários Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos (Cânon Muratori).
    Agora o nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século II) e em Ireneu.
    A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade.
    O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal,
    os Atos de Alexandre, entre outros.
    Agora o objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Felipe aparecem apenas como figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo.

    Enquanto a identidade exata do autor é debatida, o consenso é que este trabalho foi composta por um gentio de fala grega que escreveu para uma audiência de cristãos gentios.
    Os Pais da Igreja afirmaram que Lucas era médico, sírio de Antioquia e um adepto do Apóstolo Paulo. Os estudiosos concordam que o autor do Evangelho de Lucas é o mesmo que escreveu o livro de Atos dos Apóstolos. A tradição diz que os dois livros foram escritos por Lucas companheiro de Paulo (nomeado em Colossenses 4:14 ).
    Essa visão tradicional da autoria de Lucas é “amplamente aceita, visto que a autoria Lucana é quem mais satisfatoriamente explica todos os dados” A lista de estudiosos que mantém a autoria de Lucas é longa e representa a opinião teológica majoritária.
    No entanto, não há consenso. De acordo com Raymond E. Brown, a opinião corrente sobre a autoria de Lucas é ‘dividida’.
    O título Atos dos Apóstolos (grego Πράξεις ἀποστόλων praxeis Apostolon) não fazia parte do texto original. Foi usado pela primeira vez por Ireneu no final dosegundo século. Alguns têm sugerido que o título de Atos deve ser interpretado como Os Atos dos Espírito Santo ou ainda Os Atos de Jesus, uma vez que Atos 1:1 dá a impressão de que esses atos foram definidos como algo que Jesus continuou a fazer e ensinar, sendo Ele mesmo o principal personagem do livro.
    O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristã. Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio. Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume.
    Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos.
    Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos(Cânon Muratori).O nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século 2 ) e em
    Ireneu[5]. A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade[2]. O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal, os Atos de Alexandre, entre outros.
    [editar]Gênero
    A palavra Atos denotava um gênero reconhecido no mundo antigo, que era característico dos livros que descreviam os grandes feitos de pessoas ou de cidades. Existem vários livros apócrifos do Novo Testamento, incluindo dos Atos de Tomé até os Atos de André,Atos de João e Atos de Paulo. Inicialmente, o Evangelho segundo Lucas e o livro de Atos dos Apóstolos formaram uma única obra; Foi só quando os evangelhos começaram a ser compilados em conjunto que o trabalho inicial foi dividida em dois volumes com os títulos acima mencionados.
    Os estudiosos modernos atribuem uma ampla gama de gêneros para os Atos dos Apóstolos, incluindo a biografia, romance e história. Entretanto, a maioria interpretam o gênero do livro de histórias épicas dos primeiros milagres cristãos, da história da igreja primitiva e das conversões[8].
    [editar]Fontes
    O autor de Atos invocou várias fontes, bem como a tradição oral, na construção de sua obra do início da igreja e do ministério de Paulo. A prova disso é encontrada no prólogo do Evangelho de Lucas, onde o autor faz alusão às suas fontes, escrevendo:
    Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4)
    A mesma maneira de se falar “Teófilo”, é encontrada apenas em (Lucas 1:1-4) e em (Atos 1:1-2), indicando uma provável autoria de Lucas em Atos dos Apóstolos.
    Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera. (Atos 1:1-2)
    Alguns estudiosos acreditam que o nós das passagens encontradas no livro de Atos são exatamente algumas citações dessas fontes que anteriormente acompanharam Paulo em suas viagens. Acredita-se que o autor de Atos não teve acesso a coleção de cartas de Paulo. Uma parte das evidências sugerem que, apesar do livro citar o autor acompanhando Paulo em boa parte de suas viagens, Atos nunca cita diretamente nenhuma das Epístolas paulinas, nem menciona que Paulo escrevia cartas. As discrepâncias entre as epístolas paulinas e Atos apoia ainda a conclusão de que o autor de Atos não tem acesso a essas epístolas ao redigir seu livro.
    Entretanto, a melhor explicação para o uso do pronome nós a partir de Atos 16 é que o próprio Lucas esteve com Paulo nessas ocasiões. A sua lembrança como testemunha ocular, juntamente com o contato pessoal bastante próximo com o apóstolo Paulo, explica melhor o material de Atos 16-28.
    Outras teorias sobre as fontes de Atos são ainda mais controversas. Alguns historiadores acreditam que os o livro toma emprestadofraseologia e elementos do enredo de As Bacantes e de Eurípedes[9]. Alguns acham que o texto de Atos mostra evidências de ter usado o historiador judeu Flávio Josefo como fonte[10], mas essas duas evidências anteriores já se mostraram serem praticamente impossíveis.
    [editar]Local de composição
    O lugar de composição e os leitores que Lucas tinha em mente ao escrever seu livro ainda é incerto. A tradição liga Lucas comAntioquia. Existe uma pequena evidência interna que faz essa ligação. Outra possível localidade da composição desse livro é Roma, uma vez que a história de Atos termina ali.
    Existe ainda outros estudioso que creem que o livro foi escrito em Éfeso, visto que Lucas demonstra considerável interesse por essa cidade. Observe as alusões feitas no livro de Atos a Escola de Tirano (Atos 19:9) e a Alexandre (Atos 19:33), além da detalhadatopografia de Atos 20:13-15. Qualquer dos assuntos dessa região, incluindo o futuro da igreja em Éfeso (Atos 20:28-30), são tratados como se fossem de especial interesse de Teófilo e seu círculo. Existe também uma antiga tradição que afirma que Lucas morreu perto de Bitínia. Por fim, foi nessa região que surgiram algumas controvérsias e alguns protestos públicos contra ele (por exemplo, Atos 19:23-41). Sendo assim, o trabalho de Lucas seria uma tentativa de fazer uma apologia da Igreja Primitiva contra as acusações daSinagoga que pretendia influencias a política romana. É bom lembrar que o judaísmo tinha muita força na Ásia[11]
    [editar]Precisão histórica
    A questão da autoria está amplamente ligado ao valor histórico do conteúdo. A maioria dos estudiosos acreditam que o livro de Atos é historicamente exato e válido segundo a arqueologia[12], enquanto os críticos acham o trabalho muito impreciso, especialmente quando comparado com as epístolas de Paulo[13]. A questão-chave da controversa da historicidade do livro é a descrição que Lucasfaz de Paulo. De acordo com o ponto de vista da maioria, Atos descreve Paulo diferente de como ele descreve a si mesmo em suas epístolas, tanto historicamente quanto teologicamente. Atos difere das cartas de Paulo sobre questões importantes, tais como a Lei, oapostolado de Paulo, bem como sua relação com a Igreja de Jerusalém. Os estudiosos geralmente preferem os relato de Paulo. No entanto, alguns historiadores e estudiosos proeminentes, representando a visão tradicional, vêem o livro de Atos como sendo bastante precisos e corroborados pela arqueologia, além de afirmar que a distância entre o Paulo das epístolas e o Paulo do livro de Atos é exagerada pelos estudiosos.

    O cerco e destruição de Jerusalém, por David Roberts (1850). Para os especialistas, a não menção da rebelião judaica e da destruição da cidade ocorrida em 70 dC aponta para uma data anterior ao episódio
    A atmosfera cultural e política descrita no livro de Atos sugere que o livro tenha sido escrito no primeiro século[15]. Entretanto, as datas propostas para o livro vão de 62 dC, ano em que ocorre o último acontecimento narrado no livro Atos 28:30, até meados do século II, quando ocorre a primeira referência explícita ao livro de Atos[16]. Para consultar a opinião de vários especialistas veja
    When was the Book of Acts witten?
    Anterior a 70 dC
    Donald Carson, Douglas Moo e Leon Morris datam o livro em62 D.C.. Os três especialistas observam que a ausência de qualquer menção à destruição de Jerusalém seria pouco provável se o livro tivesse sido escrito depois de 70 dC. Leon Morris sugeriu que a não menção da morte de Paulo, personagem central do livro, aponta para uma data antes de sua morte, em 64 dC. Além disso, não há referência no livro de Atos da morte de Tiago (62 dC) e de Pedro (67 dC). Howard Marshall observa que Lucas parece não ter lido as cartas de Paulo Isso torna ainda mais improvável uma data avançada para o livro de Atos, uma vez que as cartas de Paulo circulavam nas igrejas. Outros argumentos que apontam para essa data recente são: (1) a descrição que Lucas faz do judaísmo como uma religião autorizada, uma situação que teria mudado abruptamente com a erupção da rebelião judaica contra Roma em 66 dC; (2) o fato de Lucas omitir qualquer referência à perseguição promovida por Nero, a qual, caso tivesse acontecido enquanto Lucas escrevia certamente teria afetado de alguma maneira a sua narrativa; (3) os detalhes vívidos da narrativa do naufrágio e da viagem (Atos 27:1 – 27), o que sugere uma experiência bem recente[19]. Outro ponto é que Lucas nota o cumprimento da profecia de Ágabo (Atos 11:28). Se estivesse escrevendo depois de 70 dC, seria lógico esperar que mencionasse em algum lugar o cumprimento da profecia de Jesusde que a cidade seria destruída (Atos 21:20
    Entre 80 e 95 dC
    Atualmente, a maioria dos estudiosos acredita que Atos foi escrito nos anos 80 dC ou um pouco depois. Um pequeno indicador sobre a possível datação do livro pode estar em Atos 6:9, que menciona a província de Cilícia. Essa Província romana tinha sido perdida em 27 dC e foi restabelecida pelo Imperador Vespasiano apenas em 72 dC, o que dataria a obra depois dessa data. Entretanto, uma vez que Paulo era da Cilícia e refere-se a si mesmo utilizando esse nome (veja Atos 21:39 e Atos 22:3), parece natural que o nome da província teria continuado a ser usado entre os seus moradores, apesar do hiato na nomenclatura oficial romana.
    Outro argumento para essa datação é o pressuposto de que Atos foi escrito depois do Evangelho de Lucas. Esses estudiosos costumam datar essa obra depois do ano 70 dC baseados em duas suposições: Lucas foi escrito depois da queda de Jerusalém pelos romanos; a outra é que o Evangelho de Marcos, que Lucas provavelmente empregou, deve ser datado em meados dos fins do anos 60 dC. Isso colocaria o livro de Atos em meados de 75 dC
    Uma data no Século II
    Hoje em dia poucos eruditos acreditam que Atos é uma obra do século II[23]. Mas o estudiosos que defendem essa hipótese apontam os vários paralelos existentes entre o livro de Atos e as duas mais importantes obras de Flávio Josefo: A Guerra dos Judeus (75-80dc) e Antiguidades Judaicas (94 dC)
    Alguns eruditos argumentam que Lucas utilizou material das duas obras de Josefo, ao invés do contrário, o que indicaria que Atos foi escrito por volta do ano 100 dC ou um pouco mais tarde
    Três pontos de contato principais com as obras de Flávio são citados: (1) As circunstâncias que rodearam a morte de Agripa I em 44 dC. Aqui Atos 12:21-23 é em grande parte paralela à Antiguidades Judaicas 19.8.2; (2) O tribuno romano confunde Paulo com o falso profeta egípcio que iniciou um revolta no Monte das Oliveiras Atos 21:38. Josefo cita essa revolta em A Guerra dos Judeus 2.13.5 e em Antiguidades 20.8.6; (3) As revoltas de Teudas e Judas, o galileu são citados por ambos os autores (Atos 5:36 e Antiguidades 20.5.1).
    De acordo com John Townsend, não é antes das últimas décadas do século II que se encontra vestígios indiscutíveis do trabalho [livro de Atos]
    . Townsend, voltando-se para as fontes por trás dos escritos de pseudo-Clemente, argumenta que a data para a composição final da obra está na metade do século II. Entretanto, de acordo com Richard Pervo, o ensaio [de Townsend] é prudente mais metodologicamente aventureiro e em última análise é lição valiosa do perigo de se estabelecer a data de Atos ou de qualquer trabalho, alegando para o mais cedo possível de origem.
    Os argumentos mais fortes que ajudaram a minar esse ponto de vista foram os vestígios que encontrou do livro Atos na Epístola de Policarpo aos Filipenses (110 dC) e em uma epístola de Inácio (117 dC)
    De acordo com Guthrie, Atos provavelmente era bastante conhecido em Antioquia e Esmirna por volta de 115 dC, e em Roma, perto de 96 dC[30].
    Principais acontecimentos
    O Livro de Atos inicia-se com a ascensão de Jesus, o qual determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que fossem revestidos com por uma unção celestial que é descrita nos fatos ocorridos durante o dia de Pentecostes. A escolha do discípulo Matias que foi precedida do suicídio de Judas, nos versículos de 1:16 -20 Pedro fala sobre o campo (Aceldama) que ele adquiriu com as 30 moedas de prata.
    Os capítulos seguintes relatam os primeiros momentos da igreja primitiva na Palestina sob a liderança de Pedro, as primeiras conversões de judeus e depois dos gentios, o violento martírio de Estêvão por apedrejamento, a conversão do perseguidor Saulo de Tarso (Paulo) que se torna a partir de então um apóstolo, mencionando depois as missões deste pelas regiões orientais do mundo romano, mais precisamente pela Ásia Menor, Grécia e Macedônia, culminando com a sua prisão e julgamento quando retorna para Jerusalém e, finalmente, fala sobre sua viagem para Roma.
    Pode-se dizer que do começo até o verso 25 do capítulo 12, o Livro de Atos dá um enfoque maior ao ministério de Pedro, em que, depois da ressurreição de Jesus Cristo e do Pentecostes, o apóstolo pregou corajosamente e realizou muitos milagres, relatando, em síntese, o estabelecimento e a expansão da Igreja pelas regiões da Judeia e de Samaria, seguindo para alguns países da Ásia Menor.
    Já a outra metade da obra centraliza-se mais no ministério de Paulo (do capítulo 13 ao final) e poderia ser subdividido em seis partes:
    1. a primeira viagem missionária liderada por Paulo e Barnabé;
    2. o Concílio de Jerusalém;
    3. a terceira viagem missionária de Paulo em que o Evangelho é levado à Europa;
    4. a terceira viagem missionária;
    5. o julgamento de Paulo;
    6. a viagem de Paulo a Roma.
    Importante destacar que no livro de Atos é narrada a rejeição contínua do Evangelho pela maioria dos judeus, o que levou à proclamação das Boas Novas aos povos gentios, principalmente por Paulo.
    Estabelecimento da Igreja
    Narra o livro de Atos que, antes de subir aos céus, Jesus determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto através do Espírito Santo e que a partir de então eles se tornariam suas testemunhas até os confins da terra.
    Enquanto aguardavam o cumprimento da promessa, foi escolhido o nome de Matias em substituição a Judas Iscariotes que tinha suicidado.
    Com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocorre uma experiência sobrenatural em que os judeus de outras nacionalidades que estavam presentes na festa ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas, o que chamou a atenção de uma multidão de pessoas para o local onde estavam reunidos.
    Corajosamente, Pedro inicia um discurso explicando o motivo do acontecimento em que três mil pessoas são convertidas para o cristianismo que foram batizados, passando a congregar levando uma vida de comunitária de muita oração onde se presenciavam prodígios e milagres feitos pelos apóstolos.
    De acordo com os versos 42 a 44 do capítulo 2, os cristãos primitivos tinham todos os seus bens em comum, o que parece ter se mantido por anos na igreja de Jerusalém. Já os versos 32 a 37 do capítulo 4 informam que “ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía” e que os que eram donos de propriedades vendiam suas terras ou casas e depositavam o valor da venda perante os apóstolos para que houvesse distribuição entre os que tinham necessidades materiais.
    Um milagre importante, a cura de um homem coxo de nascença que pedia esmola na porta do Templo, é relatado logo no capítulo 3 do livro, o que provoca a prisão de Pedro e do Apóstolo João que são trazidos perante o Sinédrio. Repreendidos pelas autoridades judaicas para que não pregassem mais no nome de Jesus, os dois apóstolos, os quais responderam que estavam praticando a vontade de Deus e não dos homens.
    Novas prisões dos apóstolos ocorrem no livro de Atos, pois o crescimento da Igreja incomodava o sumo sacerdote e a seita dossaduceus, conforme é narrado nos versos de 17 a 42 do capítulo 5 da obra. Porém, com o parecer dado pelo rabino Gamaliel, o Sinédrio resolve libertar Pedro e os demais, depois de castigá-los com açoites.
    Com o crescimento do número de discípulos, é instituído o cargo de diácono para ajudar nas atividades da Igreja, entre os quais estavam Estêvão e Filipe, o Evangelista que muito se destacaram em seus ministérios. Porém, Estêvão é preso, conduzido ao Sinédrio e condenado à morte.
    As primeiras perseguições e a expansão da fé cristã
    Ver artigo principal: Perseguição aos cristãos
    Após o apedrejamento de Estêvão, Saulo de Tarso empreende uma grande perseguição à Igreja em Jerusalém, o que dispersou vários discípulos pelas regiões da Judeia e Samaria, chegando também o Evangelho à Fenícia, Chipre e Antioquia.
    Algumas obras de Filipe, o Evangelista, são narradas em Atos, entre as quais a sua passagem por Samaria e a conversão de umeunuco etíope na rota comercial de Gaza.
    Saulo de Tarso ao tentar empreender novas perseguições, converte-se quando viajava para Damasco e tem uma visão de Jesus, ficando cego por três dias, até ser curado quando se encontra com Ananias.
    Depois destes acontecimentos, a Igreja passa por um período de paz. Dois milagres de destaque narrados nesse momento da obra de Lucas são a cura do paralítico Eneias, em Lida, e a ressurreição de Dorcas, na cidade de Jope.
    Vimos em Dorcas um exemplo de alguém que se doou para que a Igreja nascente tivesse razão social de ser, além de razão espiritual convincente. Se a Igreja manifestava Jesus Cristo como aquele capaz de conduzir o homem a Deus pelo seu grande amor e doação pelos seres humanos, Deus usava seres humanos como Dorcas para manifestar o seu grande amor aos demais seres humanos numa dimensão horizontal. Foi assim que, morrendo Dorcas, a Tabita querida, Deus pode e quis ressuscitá-la pelo seu grande poder e amor diante do clamor dos que foram por ela favorecidos – toda a comunidade jopeana.
    O Evangelho chega aos gentios
    Narra o capítulo 10 de Atos que Simão Pedro, encontrando-se em Jope, recebe uma visão em que Deus lhe ordena alimentar-se de vários animais considerados imundos ou impróprios para o consumo (v.11), conforme a lei mosaica. Pedro entende então o real significado. A visão não o estava pedindo ou mudando a lei no que se refere a carne de animais imundos, mas que Deus estava o orientando para não fazer discriminação, pois o evangelho deveria ser pregado a todos independente da origem, judeus ou gentios (v.28). Entendendo isso, Pedro prega o Evangelho na casa de um centurião romano de Cesareia chamado Cornélio, o qual se converte juntamente com todos os que ouviram o discurso do apóstolo, sendo depois batizados.
    Por este motivo, Pedro é questionado pelos outros apóstolos e cristãos da Judeia que se convencem.
    RESUMINDO JESUS CRISTO QUIS UMA IGREJA COM BISPOS E PRESBITEROS COM DIÁCONOS A PATRÍSTICA DO PRIMEIRO SÉCULO AO SEGUNDO MOSTRA ISSO INQUESTIONÁVELMENTE COMPROVADO PELA ARQUEOLOGIA PELA GEOGRAFIA E POR TODOS OS PADRES DA IGREJA E POR TODOS PADRES APÓSTOLICOS INQUESTIONÁVELMENTE

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  4. EDMILSON disse:

    Atos dos Apóstolos

    VAMOS A UMA AULA DE PATRÍSTICA QUE MOSTRA A GRANDEZA DA IGREJA CATÓLICA E SEUS MÁRTIRES E SEUS DOUTORES COM O SEUS E PADRES APOSTÓLICOS ETC…

    HOJE VOU MOSTRAR A BIOGRAFIA DE SÃO MARCOS QUE FOI UM GRANDE ESCRITOR

    Livros do
    Novo Testamento

    Evangelhos

    Mateus • Marcos • Lucas • João

    Atos
    Atos dos Apóstolos
    Epístolas

    Romanos
    I Coríntios • II Coríntios
    Gálatas • Efésios
    Filipenses • Colossenses
    I Tessalonicenses • II Tessalonicenses
    I Timóteo • II Timóteo
    Tito • Filémon
    Hebreus • Tiago
    I Pedro • II Pedro
    I João • II João • III João
    Judas

    Apocalipse

    Apocalipse de João

    Manuscrito bíblico

    v • e

    Os Atos dos Apóstolos (grego: Πράξεις των Αποστόλων, ton praxeis apostolon; Latim: Acta Apostolorum) é o quinto livro do Novo Testamento. Geralmente conhecida apenas como Atos, ele descreve a história da Era Apostólica.
    O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o Evangelista.
    Saibas que o Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristãs.
    Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio.
    Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume[2].
    Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos[3].
    Saibas também que vários Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos (Cânon Muratori).
    Agora o nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século II) e em Ireneu.
    A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade.
    O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal,
    os Atos de Alexandre, entre outros.
    Agora o objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Felipe aparecem apenas como figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo.

    Enquanto a identidade exata do autor é debatida, o consenso é que este trabalho foi composta por um gentio de fala grega que escreveu para uma audiência de cristãos gentios.
    Os Pais da Igreja afirmaram que Lucas era médico, sírio de Antioquia e um adepto do Apóstolo Paulo. Os estudiosos concordam que o autor do Evangelho de Lucas é o mesmo que escreveu o livro de Atos dos Apóstolos. A tradição diz que os dois livros foram escritos por Lucas companheiro de Paulo (nomeado em Colossenses 4:14 ).
    Essa visão tradicional da autoria de Lucas é “amplamente aceita, visto que a autoria Lucana é quem mais satisfatoriamente explica todos os dados” A lista de estudiosos que mantém a autoria de Lucas é longa e representa a opinião teológica majoritária.
    No entanto, não há consenso. De acordo com Raymond E. Brown, a opinião corrente sobre a autoria de Lucas é ‘dividida’.
    O título Atos dos Apóstolos (grego Πράξεις ἀποστόλων praxeis Apostolon) não fazia parte do texto original. Foi usado pela primeira vez por Ireneu no final dosegundo século. Alguns têm sugerido que o título de Atos deve ser interpretado como Os Atos dos Espírito Santo ou ainda Os Atos de Jesus, uma vez que Atos 1:1 dá a impressão de que esses atos foram definidos como algo que Jesus continuou a fazer e ensinar, sendo Ele mesmo o principal personagem do livro.
    O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristã. Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio. Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume.
    Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos.
    Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos(Cânon Muratori).O nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século 2 ) e em
    Ireneu[5]. A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade[2]. O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal, os Atos de Alexandre, entre outros.
    [editar]Gênero
    A palavra Atos denotava um gênero reconhecido no mundo antigo, que era característico dos livros que descreviam os grandes feitos de pessoas ou de cidades. Existem vários livros apócrifos do Novo Testamento, incluindo dos Atos de Tomé até os Atos de André,Atos de João e Atos de Paulo. Inicialmente, o Evangelho segundo Lucas e o livro de Atos dos Apóstolos formaram uma única obra; Foi só quando os evangelhos começaram a ser compilados em conjunto que o trabalho inicial foi dividida em dois volumes com os títulos acima mencionados.
    Os estudiosos modernos atribuem uma ampla gama de gêneros para os Atos dos Apóstolos, incluindo a biografia, romance e história. Entretanto, a maioria interpretam o gênero do livro de histórias épicas dos primeiros milagres cristãos, da história da igreja primitiva e das conversões[8].
    [editar]Fontes
    O autor de Atos invocou várias fontes, bem como a tradição oral, na construção de sua obra do início da igreja e do ministério de Paulo. A prova disso é encontrada no prólogo do Evangelho de Lucas, onde o autor faz alusão às suas fontes, escrevendo:
    Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4)
    A mesma maneira de se falar “Teófilo”, é encontrada apenas em (Lucas 1:1-4) e em (Atos 1:1-2), indicando uma provável autoria de Lucas em Atos dos Apóstolos.
    Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera. (Atos 1:1-2)
    Alguns estudiosos acreditam que o nós das passagens encontradas no livro de Atos são exatamente algumas citações dessas fontes que anteriormente acompanharam Paulo em suas viagens. Acredita-se que o autor de Atos não teve acesso a coleção de cartas de Paulo. Uma parte das evidências sugerem que, apesar do livro citar o autor acompanhando Paulo em boa parte de suas viagens, Atos nunca cita diretamente nenhuma das Epístolas paulinas, nem menciona que Paulo escrevia cartas. As discrepâncias entre as epístolas paulinas e Atos apoia ainda a conclusão de que o autor de Atos não tem acesso a essas epístolas ao redigir seu livro.
    Entretanto, a melhor explicação para o uso do pronome nós a partir de Atos 16 é que o próprio Lucas esteve com Paulo nessas ocasiões. A sua lembrança como testemunha ocular, juntamente com o contato pessoal bastante próximo com o apóstolo Paulo, explica melhor o material de Atos 16-28.
    Outras teorias sobre as fontes de Atos são ainda mais controversas. Alguns historiadores acreditam que os o livro toma emprestadofraseologia e elementos do enredo de As Bacantes e de Eurípedes[9]. Alguns acham que o texto de Atos mostra evidências de ter usado o historiador judeu Flávio Josefo como fonte[10], mas essas duas evidências anteriores já se mostraram serem praticamente impossíveis.
    [editar]Local de composição
    O lugar de composição e os leitores que Lucas tinha em mente ao escrever seu livro ainda é incerto. A tradição liga Lucas comAntioquia. Existe uma pequena evidência interna que faz essa ligação. Outra possível localidade da composição desse livro é Roma, uma vez que a história de Atos termina ali.
    Existe ainda outros estudioso que creem que o livro foi escrito em Éfeso, visto que Lucas demonstra considerável interesse por essa cidade. Observe as alusões feitas no livro de Atos a Escola de Tirano (Atos 19:9) e a Alexandre (Atos 19:33), além da detalhadatopografia de Atos 20:13-15. Qualquer dos assuntos dessa região, incluindo o futuro da igreja em Éfeso (Atos 20:28-30), são tratados como se fossem de especial interesse de Teófilo e seu círculo. Existe também uma antiga tradição que afirma que Lucas morreu perto de Bitínia. Por fim, foi nessa região que surgiram algumas controvérsias e alguns protestos públicos contra ele (por exemplo, Atos 19:23-41). Sendo assim, o trabalho de Lucas seria uma tentativa de fazer uma apologia da Igreja Primitiva contra as acusações daSinagoga que pretendia influencias a política romana. É bom lembrar que o judaísmo tinha muita força na Ásia[11]
    [editar]Precisão histórica
    A questão da autoria está amplamente ligado ao valor histórico do conteúdo. A maioria dos estudiosos acreditam que o livro de Atos é historicamente exato e válido segundo a arqueologia[12], enquanto os críticos acham o trabalho muito impreciso, especialmente quando comparado com as epístolas de Paulo[13]. A questão-chave da controversa da historicidade do livro é a descrição que Lucasfaz de Paulo. De acordo com o ponto de vista da maioria, Atos descreve Paulo diferente de como ele descreve a si mesmo em suas epístolas, tanto historicamente quanto teologicamente. Atos difere das cartas de Paulo sobre questões importantes, tais como a Lei, oapostolado de Paulo, bem como sua relação com a Igreja de Jerusalém. Os estudiosos geralmente preferem os relato de Paulo. No entanto, alguns historiadores e estudiosos proeminentes, representando a visão tradicional, vêem o livro de Atos como sendo bastante precisos e corroborados pela arqueologia, além de afirmar que a distância entre o Paulo das epístolas e o Paulo do livro de Atos é exagerada pelos estudiosos.

    O cerco e destruição de Jerusalém, por David Roberts (1850). Para os especialistas, a não menção da rebelião judaica e da destruição da cidade ocorrida em 70 dC aponta para uma data anterior ao episódio
    A atmosfera cultural e política descrita no livro de Atos sugere que o livro tenha sido escrito no primeiro século[15]. Entretanto, as datas propostas para o livro vão de 62 dC, ano em que ocorre o último acontecimento narrado no livro Atos 28:30, até meados do século II, quando ocorre a primeira referência explícita ao livro de Atos[16]. Para consultar a opinião de vários especialistas veja
    When was the Book of Acts witten?
    Anterior a 70 dC
    Donald Carson, Douglas Moo e Leon Morris datam o livro em62 D.C.. Os três especialistas observam que a ausência de qualquer menção à destruição de Jerusalém seria pouco provável se o livro tivesse sido escrito depois de 70 dC. Leon Morris sugeriu que a não menção da morte de Paulo, personagem central do livro, aponta para uma data antes de sua morte, em 64 dC. Além disso, não há referência no livro de Atos da morte de Tiago (62 dC) e de Pedro (67 dC). Howard Marshall observa que Lucas parece não ter lido as cartas de Paulo Isso torna ainda mais improvável uma data avançada para o livro de Atos, uma vez que as cartas de Paulo circulavam nas igrejas. Outros argumentos que apontam para essa data recente são: (1) a descrição que Lucas faz do judaísmo como uma religião autorizada, uma situação que teria mudado abruptamente com a erupção da rebelião judaica contra Roma em 66 dC; (2) o fato de Lucas omitir qualquer referência à perseguição promovida por Nero, a qual, caso tivesse acontecido enquanto Lucas escrevia certamente teria afetado de alguma maneira a sua narrativa; (3) os detalhes vívidos da narrativa do naufrágio e da viagem (Atos 27:1 – 27), o que sugere uma experiência bem recente[19]. Outro ponto é que Lucas nota o cumprimento da profecia de Ágabo (Atos 11:28). Se estivesse escrevendo depois de 70 dC, seria lógico esperar que mencionasse em algum lugar o cumprimento da profecia de Jesusde que a cidade seria destruída (Atos 21:20
    Entre 80 e 95 dC
    Atualmente, a maioria dos estudiosos acredita que Atos foi escrito nos anos 80 dC ou um pouco depois. Um pequeno indicador sobre a possível datação do livro pode estar em Atos 6:9, que menciona a província de Cilícia. Essa Província romana tinha sido perdida em 27 dC e foi restabelecida pelo Imperador Vespasiano apenas em 72 dC, o que dataria a obra depois dessa data. Entretanto, uma vez que Paulo era da Cilícia e refere-se a si mesmo utilizando esse nome (veja Atos 21:39 e Atos 22:3), parece natural que o nome da província teria continuado a ser usado entre os seus moradores, apesar do hiato na nomenclatura oficial romana.
    Outro argumento para essa datação é o pressuposto de que Atos foi escrito depois do Evangelho de Lucas. Esses estudiosos costumam datar essa obra depois do ano 70 dC baseados em duas suposições: Lucas foi escrito depois da queda de Jerusalém pelos romanos; a outra é que o Evangelho de Marcos, que Lucas provavelmente empregou, deve ser datado em meados dos fins do anos 60 dC. Isso colocaria o livro de Atos em meados de 75 dC
    Uma data no Século II
    Hoje em dia poucos eruditos acreditam que Atos é uma obra do século II[23]. Mas o estudiosos que defendem essa hipótese apontam os vários paralelos existentes entre o livro de Atos e as duas mais importantes obras de Flávio Josefo: A Guerra dos Judeus (75-80dc) e Antiguidades Judaicas (94 dC)
    Alguns eruditos argumentam que Lucas utilizou material das duas obras de Josefo, ao invés do contrário, o que indicaria que Atos foi escrito por volta do ano 100 dC ou um pouco mais tarde
    Três pontos de contato principais com as obras de Flávio são citados: (1) As circunstâncias que rodearam a morte de Agripa I em 44 dC. Aqui Atos 12:21-23 é em grande parte paralela à Antiguidades Judaicas 19.8.2; (2) O tribuno romano confunde Paulo com o falso profeta egípcio que iniciou um revolta no Monte das Oliveiras Atos 21:38. Josefo cita essa revolta em A Guerra dos Judeus 2.13.5 e em Antiguidades 20.8.6; (3) As revoltas de Teudas e Judas, o galileu são citados por ambos os autores (Atos 5:36 e Antiguidades 20.5.1).
    De acordo com John Townsend, não é antes das últimas décadas do século II que se encontra vestígios indiscutíveis do trabalho [livro de Atos]
    . Townsend, voltando-se para as fontes por trás dos escritos de pseudo-Clemente, argumenta que a data para a composição final da obra está na metade do século II. Entretanto, de acordo com Richard Pervo, o ensaio [de Townsend] é prudente mais metodologicamente aventureiro e em última análise é lição valiosa do perigo de se estabelecer a data de Atos ou de qualquer trabalho, alegando para o mais cedo possível de origem.
    Os argumentos mais fortes que ajudaram a minar esse ponto de vista foram os vestígios que encontrou do livro Atos na Epístola de Policarpo aos Filipenses (110 dC) e em uma epístola de Inácio (117 dC)
    De acordo com Guthrie, Atos provavelmente era bastante conhecido em Antioquia e Esmirna por volta de 115 dC, e em Roma, perto de 96 dC[30].
    Principais acontecimentos
    O Livro de Atos inicia-se com a ascensão de Jesus, o qual determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que fossem revestidos com por uma unção celestial que é descrita nos fatos ocorridos durante o dia de Pentecostes. A escolha do discípulo Matias que foi precedida do suicídio de Judas, nos versículos de 1:16 -20 Pedro fala sobre o campo (Aceldama) que ele adquiriu com as 30 moedas de prata.
    Os capítulos seguintes relatam os primeiros momentos da igreja primitiva na Palestina sob a liderança de Pedro, as primeiras conversões de judeus e depois dos gentios, o violento martírio de Estêvão por apedrejamento, a conversão do perseguidor Saulo de Tarso (Paulo) que se torna a partir de então um apóstolo, mencionando depois as missões deste pelas regiões orientais do mundo romano, mais precisamente pela Ásia Menor, Grécia e Macedônia, culminando com a sua prisão e julgamento quando retorna para Jerusalém e, finalmente, fala sobre sua viagem para Roma.
    Pode-se dizer que do começo até o verso 25 do capítulo 12, o Livro de Atos dá um enfoque maior ao ministério de Pedro, em que, depois da ressurreição de Jesus Cristo e do Pentecostes, o apóstolo pregou corajosamente e realizou muitos milagres, relatando, em síntese, o estabelecimento e a expansão da Igreja pelas regiões da Judeia e de Samaria, seguindo para alguns países da Ásia Menor.
    Já a outra metade da obra centraliza-se mais no ministério de Paulo (do capítulo 13 ao final) e poderia ser subdividido em seis partes:
    1. a primeira viagem missionária liderada por Paulo e Barnabé;
    2. o Concílio de Jerusalém;
    3. a terceira viagem missionária de Paulo em que o Evangelho é levado à Europa;
    4. a terceira viagem missionária;
    5. o julgamento de Paulo;
    6. a viagem de Paulo a Roma.
    Importante destacar que no livro de Atos é narrada a rejeição contínua do Evangelho pela maioria dos judeus, o que levou à proclamação das Boas Novas aos povos gentios, principalmente por Paulo.
    Estabelecimento da Igreja
    Narra o livro de Atos que, antes de subir aos céus, Jesus determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto através do Espírito Santo e que a partir de então eles se tornariam suas testemunhas até os confins da terra.
    Enquanto aguardavam o cumprimento da promessa, foi escolhido o nome de Matias em substituição a Judas Iscariotes que tinha suicidado.
    Com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocorre uma experiência sobrenatural em que os judeus de outras nacionalidades que estavam presentes na festa ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas, o que chamou a atenção de uma multidão de pessoas para o local onde estavam reunidos.
    Corajosamente, Pedro inicia um discurso explicando o motivo do acontecimento em que três mil pessoas são convertidas para o cristianismo que foram batizados, passando a congregar levando uma vida de comunitária de muita oração onde se presenciavam prodígios e milagres feitos pelos apóstolos.
    De acordo com os versos 42 a 44 do capítulo 2, os cristãos primitivos tinham todos os seus bens em comum, o que parece ter se mantido por anos na igreja de Jerusalém. Já os versos 32 a 37 do capítulo 4 informam que “ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía” e que os que eram donos de propriedades vendiam suas terras ou casas e depositavam o valor da venda perante os apóstolos para que houvesse distribuição entre os que tinham necessidades materiais.
    Um milagre importante, a cura de um homem coxo de nascença que pedia esmola na porta do Templo, é relatado logo no capítulo 3 do livro, o que provoca a prisão de Pedro e do Apóstolo João que são trazidos perante o Sinédrio. Repreendidos pelas autoridades judaicas para que não pregassem mais no nome de Jesus, os dois apóstolos, os quais responderam que estavam praticando a vontade de Deus e não dos homens.
    Novas prisões dos apóstolos ocorrem no livro de Atos, pois o crescimento da Igreja incomodava o sumo sacerdote e a seita dossaduceus, conforme é narrado nos versos de 17 a 42 do capítulo 5 da obra. Porém, com o parecer dado pelo rabino Gamaliel, o Sinédrio resolve libertar Pedro e os demais, depois de castigá-los com açoites.
    Com o crescimento do número de discípulos, é instituído o cargo de diácono para ajudar nas atividades da Igreja, entre os quais estavam Estêvão e Filipe, o Evangelista que muito se destacaram em seus ministérios. Porém, Estêvão é preso, conduzido ao Sinédrio e condenado à morte.
    As primeiras perseguições e a expansão da fé cristã
    Ver artigo principal: Perseguição aos cristãos
    Após o apedrejamento de Estêvão, Saulo de Tarso empreende uma grande perseguição à Igreja em Jerusalém, o que dispersou vários discípulos pelas regiões da Judeia e Samaria, chegando também o Evangelho à Fenícia, Chipre e Antioquia.
    Algumas obras de Filipe, o Evangelista, são narradas em Atos, entre as quais a sua passagem por Samaria e a conversão de umeunuco etíope na rota comercial de Gaza.
    Saulo de Tarso ao tentar empreender novas perseguições, converte-se quando viajava para Damasco e tem uma visão de Jesus, ficando cego por três dias, até ser curado quando se encontra com Ananias.
    Depois destes acontecimentos, a Igreja passa por um período de paz. Dois milagres de destaque narrados nesse momento da obra de Lucas são a cura do paralítico Eneias, em Lida, e a ressurreição de Dorcas, na cidade de Jope.
    Vimos em Dorcas um exemplo de alguém que se doou para que a Igreja nascente tivesse razão social de ser, além de razão espiritual convincente. Se a Igreja manifestava Jesus Cristo como aquele capaz de conduzir o homem a Deus pelo seu grande amor e doação pelos seres humanos, Deus usava seres humanos como Dorcas para manifestar o seu grande amor aos demais seres humanos numa dimensão horizontal. Foi assim que, morrendo Dorcas, a Tabita querida, Deus pode e quis ressuscitá-la pelo seu grande poder e amor diante do clamor dos que foram por ela favorecidos – toda a comunidade jopeana.
    O Evangelho chega aos gentios
    Narra o capítulo 10 de Atos que Simão Pedro, encontrando-se em Jope, recebe uma visão em que Deus lhe ordena alimentar-se de vários animais considerados imundos ou impróprios para o consumo (v.11), conforme a lei mosaica. Pedro entende então o real significado. A visão não o estava pedindo ou mudando a lei no que se refere a carne de animais imundos, mas que Deus estava o orientando para não fazer discriminação, pois o evangelho deveria ser pregado a todos independente da origem, judeus ou gentios (v.28). Entendendo isso, Pedro prega o Evangelho na casa de um centurião romano de Cesareia chamado Cornélio, o qual se converte juntamente com todos os que ouviram o discurso do apóstolo, sendo depois batizados.
    Por este motivo, Pedro é questionado pelos outros apóstolos e cristãos da Judeia que se convencem.

    RESUMINDO JESUS CRISTO QUIS UMA IGREJA COM BISPOS E PRESBÍTEROS COM DIÁCONOS A PATRÍSTICA DO PRIMEIRO SÉCULO AO SEGUNDO MOSTRA ISSO INQUESTIONAVELMENTE COMPROVADO PELA ARQUEOLOGIA PELA GEOGRAFIA E POR TODOS OS PADRES DA IGREJA E POR TODOS PADRES APOSTÓLICOS INQUESTIONAVELMENTE

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