“Orar em línguas” – Dom do Espírito ou Algaravia?


O que é “falar em línguas?”

Pentecostalismo – Oração em Línguas

As Escrituras ensinam que o falar em línguas é um dom do Espírito Santo que permite a alguém falar em uma língua estrangeira da qual não se tenha conhecimento prévio (em grego, xenolalia). As Escrituras também indicam que o dom de línguas pode significar fazer expressões extáticas que são inteligíveis para Deus e outros que têm o dom de interpretação das línguas  (em grego, glossalalia). O tema de hoje fornece algumas referências bíblica sobre “falar em línguas”.

Marcos 16:17 – pouco antes de Jesus subir ao céu, Ele profetizou “falarão novas línguas”.

Existem apenas quatro exemplos no Novo Testamento onde as pessoas falam em línguas:

1 – Atos 2:03 – quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos no domingo de Pentecostes, eles começaram a falar em línguas.

Atos 2:6 diz que os homens de 15 nações diferentes, cada um ouviu os apóstolos falando em sua própria língua.

2 – Atos 10:44-46 – depois que Pedro pregou o evangelho, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviram a palavra, e eles (incluindo os gentios) começaram a falar em línguas.

3 – Atos 19:5-6 – depois que Paulo batizou e confirmou cerca de 12 Efésios, eles falavam em línguas.

4-  1 Coríntios 12-14 – Paulo ensina que os membros da igreja de Corinto tinham o dom de falarem em línguas.

Em cada exemplo, no livro de Atos, o falar em línguas é ouvido como se fosse uma língua estrangeira. Esse dom do Espírito Santo, teve como propósito difundir o evangelho a todos os povos do mundo. Pedro confirma este ponto de vista quando ele iguala o falar em línguas dos gentios ao falar em línguas  no dia de Pentecostes (que foi ouvido como línguas estrangeiras), quando ele diz que “o Espírito Santo caiu sobre eles como sobre nós no princípio” (Atos 11:15 ).

O Dom de Línguas na Igreja Corinto

O tipo de línguas faladas na igreja dos Corintos não é tão claro. As seguintes Escrituras sugerem que o falar em línguas dos Corintos também foi ouvido como línguas estrangeiras, assim como o falar em línguas narrado no livro de Atos:

Línguas estrangeiras

1 Coríntios. 14:21 – quando Paulo instrui os coríntios sobre o falar em línguas, ele cita Isaías 28:11, que é sobre a “língua alienígena” de invasores estrangeiros, o que significa uma língua estrangeira. Para Paulo para citar Isaías, sem qualquer outra explicação, sugere que o falar em  línguas Corinto era na forma de línguas estrangeiras.

Na verdade, em nenhum momento em 1 Coríntios 12-14  Paulo faz qualquer distinção entre o falar em línguas narrado nos Atos e o falar em línguas  em Corinto (e isso é importante porque a Efésios “o dom das línguas em Atos 19:5-6 cronologicamente ocorreu em torno do mesmo tempo que o falar em língua entre os Corintios). Se tivesse havido uma diferença significativa entre as duas, ou seja, o falar em  línguas estrangeiras versus expressões estáticas, Paulo teria provavelmente reconhecido esta distinção ao instruir os Corintios sobre o falar em línguas.

1 Coríntios. 14:05 – quando Paulo diz que “a menos que alguém interprete”, a palavra para ‘interprete’ em grego é diermhneuvh, e sempre refere-se à interpretação de uma língua estrangeira (ver João 1:42, 9:7, Hb 7:2.).

Expressões extáticas

Por outro lado, as seguintes Escrituras, sugerem que o falar em  línguas na igreja Corinta dava-se na forma de expressões estáticas ininteligíveis,  e não em línguas estrangeiras. Por exemplo:

1 Coríntios. 14:02 – Paulo diz “. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, porque ninguém o entende, mas ele fala mistérios no Espírito” Descrevendo essas afirmações como “mistérios” pode indicar que esse discurso foi ininteligível. Este tipo de língua também foi falado com Deus, e não para os homens, o que significa que a língua não tem que ser em qualquer língua em particular (Deus iria entender as declarações do Espírito). Isto pode ser semelhante a divina “línguas dos anjos” (1 Coríntios. 13:1).

1 Coríntios. 14:04 – Paulo diz ” Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo” Se a pessoa está falando uma língua estrangeira que não consegue entender, então ele não seria edificante a si mesmo, a menos que a linguagem fosse interpretada por ele. Pode ser por isso que Paulo exigia alguém para interpretar as línguas em Corinto (veja 1 Coríntios. 14:13,27-28). Isso, no entanto, não significa absolutamente que as línguas faladas eram idiomas estrangeiros. O dom de interpretação poderia ter sido para interpretar ininteligíveis palavras divinas também.

1 Coríntios. 14:10-11 – Paulo descreve as línguas em Corinto como “som” (em grego, fônons). Enquanto línguas estrangeiras são ouvidos como sons, isso parece diferente das línguas que foram descritas no livro de Atos como “língua” (em grego, dialektos). No entanto, Lucas também descreve a língua que fala de Atos 2:06 como “som”, apesar de ter sido ouvido como “linguagem”.

1 Coríntios. 14:16-17 – Paulo diz que as línguas em Corinto foram ditas para dar graças a Deus. Ao falar do evangelho em uma língua estrangeira, de fato, dar graças a Deus, esse tipo de discurso pode ser privado de comunicação entre Deus eo orador, que não requerem o uso de uma língua estrangeira.

1 Coríntios. 14:23 – Paulo diz que os incrédulos que ouvem os Coríntios falar em línguas vai concluir que eles Isto sugere que o Corinthians estivesse falando em expressões ininteligíveis, embora pessoas de fora também seria tentado a chamar os “loucos” que estavam falando “está louco”. línguas estrangeiras que não sabia (talvez o que implica que eles estavam possuídos por demônios).

Expressões extáticas que foram ouvidas como línguas estrangeiras

Também é possível que o Corintios estivessem falando expressões extáticas  ininteligíveis que foram, então, compreendidas por ouvintes talentosos como aqueles que interpretam línguas estrangeiras inteligíveis (o que seria tanto inspirado e interpretado pelo poder do Espírito Santo). Por exemplo:

Atos 2:06 – O falar em língua que do Pentecostes é descrito como um “som”, e, no entanto, foi ouvido como uma “língua estrangeira” específica falada por homens de 15 nações diferentes. Este tipo de falar em línguas parece ser uma tradução do som em linguagem. Além disso, Atos 2:4 sugere que os apóstolos começaram a falar ao mesmo tempo, e ainda as suas muitas vozes são descritas como um “som” em Atos 2:6. Isto sugere que o dom das línguas deu-se na forma de um som, mas foi ouvido em tantas línguas (na verdade, haviam apenas 12 apóstolos falando, mas 15 línguas diferentes foram ouvidas).

1 Coríntios. 14:05 – o fato de que o Corintios declarações foram realmente traduzido para idioma reias pelo Espírito Santo pode ser a razão o motivo pelo qual Paulo exigiu que os Corintios tivessem intérpretes talentosos quando eles falassem em línguas. Mais uma vez, a palavra “interprete” refere-se à interpretação de línguas estrangeiras.

1 Coríntios. 14:10-11 – o uso de Paulo da palavra “som” usado para descrever as línguas da igreja de Corinto é a mesma palavra “som” (do grego, phonee) que Lucas usa para descrever as línguas em Atos 2:6, que foram ouvidos como línguas estrangeiras.

Ensinamentos de Paulo sobre Falar em Línguas

Paulo ensina que o falar em línguas  é um dom do Espírito Santo (1 Coríntios. 12:4,10-11). Paulo, portanto, não proíbe a língua que fala (1 Coríntios. 14:39) e até mesmo incentiva-lo (1 Coríntios. 14:5), quando recebeu de acordo com seus parâmetros.

No entanto, Paulo nos adverte que o falar em línguas  nem sempre é  um dom do Espírito, mas pode originar-se de orgulho espiritual e imaturidade. É por isso que Paulo chama os coríntios de imaturos (1 Coríntios 3:1-3;. 14:20), e diz que eles estavam procurando a sabedoria dos homens e não de Deus (1 Co 2:5,13;. 3:18). Muitas pessoas na igreja Corinta afirmavam ter o dom de línguas, mas estavam realmente a imitar o dom divino, a fim de ganharem ascendência na igreja. Essa arrogância causava dissensões e inveja entre eles (1 Coríntios 1:10-13;. 3:3; 4:6-7,18; 5:2; 11:17-22).

O dom das Línguas  também pode ter origens demoníacas. Quando as pessoas são infiéis e motivados pelo orgulho, e não o amor a Deus, Deus pode permitir que demônios entrem na igreja para punir os infiéis. Esses demônios podem parecer santos e bons, e inspirar a fala em línguas, mas eles são realmente enganadores e que querem confundir os fiéis e levá-los para longe da verdade (cf. Ez 14:6-11; 1 Reis 22.: 22-23). Paulo adverte que alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios (1 Tm. 4:1). É por isso que João nos diz para “testar os espíritos para ver se eles são de Deus” (1 João 4:1).

Portanto, o dom das língua pode ser um dom do Espírito Santo, ou podem ser de origem humana ou demoníaca. Paul faz diversos pontos importantes sobre o dom de línguas:

1 –  O falar em línguas é um dom do Espírito Santo, mas Paulo ensina que é um dom menor no contínuo dos dons divinos de Deus (1 Coríntios. 12:10,28,30). Por exemplo, Paulo diz que as línguas são um presente muito menor do que o dom de profecia (1 Coríntios. 14:1-5,19,22). Na verdade, o dom de línguas não é sequer mencionado entre os dons do Espírito nos últimos livros do Novo Testamento (Romanos 12:4-8;. Ef 4:11-12;. Gal 5:22, 1 Pedro 4:7-11;. 1 Tm 4:14;. 2 Tm 1:6).

2 – O dom das línguas cessará. Paulo diz “como para as línguas, cessarão” (1 Coríntios. 13:8). A palavra grega para “cessar” (pauomai) significa que o dom de línguas vai terminar de forma abrupta, por conta própria, e não será substituído por outro presente. O dom de línguas é o único dom do Espírito Santo que se diz “cessar” desta forma. Quando Paulo diz que as profecias e conhecimentos “passarão” (1 Coríntios. 13:8), a frase “passarão” (em grego, katargeo) indica que esses dons serão substituídos por um poder superior. Este parece ter lugar quando começamos nossa vida na eternidade (1 Coríntios. 13:10-12). Não é assim com o dom das línguas.

Paulo não diz quando o dom de línguas cessaria, e se ele voltaria intermitentemente após a sua cessação. No entanto, Santo Agostinho escreveu que o dom de línguas  já havia cessado em sua época. Agostinho explicou que isso era porque a Igreja Católica agora falava a língua das nações, a língua que fala-se apenas para fins de evangelização (Aquino concordou). O fato de que o dom de línguas não é registrada em livros do Novo Testamento sugere que o dom pode mesmo ter cessado durante o período bíblico.

No entanto, existem alguns casos registrados de santos falando em línguas ao longo dos séculos (Sts. Domingos, Antônio de Pádua, São Francisco Xavier, São João da Cruz, Inácio de Loyola). Isso demonstra que o dom de línguas é muito raro, e dado a mais santa das pessoas.

3 – Língua língua tem parâmetros rigorosos. Finalmente, Paulo prescreve parâmetros rigorosos para aqueles que recebem o dom de línguas:

(A) A pessoa que fala em línguas deve orar para o poder de interpretar sua própria língua (1 Coríntios. 14:13), ou ter alguém que tem o dom de interpretação presente para interpretar a língua (1 Coríntios. 14:27) . Se a língua não pode ser interpretada, a pessoa deve permanecer em silêncio (1 Coríntios. 14:28). Portanto, as línguas não devem ser expressões ininteligíveis, mas devem ser entendidas (1 Coríntios. 14:6-12).

(B) Em uma congregação, apenas duas ou três pessoas, no máximo devem falar em línguas (1 Coríntios. 14:27), e cada uma deve falar na sua vez. Deve ser este o caso, mesmo que hajam  centenas ou mesmo milhares de pessoas em uma igreja com o dom das línguas. As muitas igrejas protestantes que por vezes chamam muitas pessoas, até mesmo centenas durante o culto, a falarem em línguas, violam o mandato divino de Paulo, e levantam dúvidas sobre a sua autenticidade.

(C) O falar em línguas deve conduzir à edificação da Igreja (1 Coríntios. 14:5,26). Paulo diz que uma pessoa que fala em línguas edifica a si mesmo (1 Coríntios. 14:4), o que é bom, mas Paulo também diz que as línguas devem edificar a Igreja. É por isso que ele requer um interprete.  Assim, Paulo diz que apenas dois ou três, no máximo, devem falar em línguas durante uma assembléia. A proliferação em massa do falar em língua  levaria a confusão. Isso não seria de origem divina pois como  Paulo diz,  Deus não é o autor de confusão (1 Coríntios. 14:33).

(D) Depois de definir os parâmetros do dom das línguas ele alerta contra evitar confusão, Paulo diz que “as mulheres estejam caladas nas igrejas. Para elas não é permitido falar, mas devem ser subordinada, como diz a lei “(1 Coríntios. 14:34). Isto significa que as mulheres não estão autorizadas a falarem em línguas na igreja. Paulo ressalta que este é um mandamento divino, quando ele termina a sua declaração com a frase “como diz a lei.”  Mais uma vez, muitas igrejas protestantes vão contra esta ordem divina, permitindo que às mulheres a falarem “em línguas” em suas assembléias.

(E) Paulo ensina que a proliferação do dom das línguas em uma igreja pode realmente ser um sinal de incredulidade e julgamento que se seguiu de Deus sobre eles. Quando Paulo ensina aos Coríntios sobre o uso adequado de línguas (. 1 Coríntios 14:21), ele cita Isaías 28:11-12: “Por homens de línguas estranhas e por lábios de estrangeiros falarei a este povo, e mesmo assim, eles não vão ouvir de mim, diz o Senhor “. O uso  de Isaías por Paulo é importante porque ele está se referindo aos judeus apóstatas do século VIII antes de serem destruídos pelos assírios. Para punir os judeus, Deus permitiu que os assírios primeiro falassem em línguas estrangeiras com eles para confundi-los antes de serem destruídos. O julgamento de Deus sendo revelado na forma de línguas estrangeiras foi profetizado a Israel no século XV, BC (Ver Deut. 28:49-50). Lembre-se também como Deus enviou línguas incompreensíveis para punir seu povo por sua falta de fé na Torre de Babel (Gênesis 11).

Portanto, Paulo está advertindo aos Coríntios que o abuso do dom das língua pode ser um sinal do juízo de Deus contra eles. Estes abusos, inclui, como dito, muitas pessoas falando em línguas de uma vez, sem um intérprete, e por orgulho, e não para a edificação da igreja. É por isso que Paulo diz que “as línguas são um sinal para os incrédulos …” (1 Coríntios. 14:22). Este é o “sinal” mesmo que Deus deu aos judeus incrédulos antes que eles foram punidos.

Isto é também o que Paulo diz que os incrédulos olhar para toda a igreja de Corinto falar em línguas e concluem que “é louco” (1 Coríntios. 14:23). Paulo está dizendo aos coríntios que o abuso do dom de línguas os fazem parecer loucos, e este é um sinal de sua incredulidade. Esta é a mesma razão pela qual Jesus falou em parábolas, para continuar a endurecer os corações daqueles que não acreditavam nele, como um castigo por sua falta de fé (Mt 13:13-15).

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Sobre Hellen

Católica militante, expatriada, mãe e arquiteta e estudante de Direito. Quando há tempo, engajada na "missão" de defender a fé católica e evangelizar aos irmãos católicos, especialmente aqueles afastados da Santa Fé . I am an expat architect, law student and Catholic mommy who's taken on blogging. I've doing this for a few years now and I'm totally hooked up. All for the Glory of God!
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19 respostas para “Orar em línguas” – Dom do Espírito ou Algaravia?

  1. Carlos José de Sá Arruda disse:

    Boa tarde,Helen gostaria de uma explicação sobre as seguintes citações: Rom 8.26, Outrossim,o Espirito vem em auxilio à nossa fraqueza;porque não sabemos o que devemos pedir,nem orar como convém,mas o Espirito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. I Cor 14.2 Aquele que fala que fala em línguas não fala aos homens,senão a Deus;ninguém o entende pois fala coisas misteriosas,sob a ação do Espirito….Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo.

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    • Hellen disse:

      Prezado Carlos,

      Eu creio que a passagem é clara. Trata de nos confirmar na fé e nos encorajar à orar com esperança e fé, sempre. Porque mesmo que não saibamos o que pedir, Deus que habita em nós pelo pelo Santo Espírito o qual recebemos através do batismo, vem em nosso auxílio até quando oramos.

      Amém.

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  2. Robenilson disse:

    Hellen, responde-me uma pergunta por favor? É que essa dúvida ta mexendo muito comigo. Estou faz um tempo lendo sites e mais sites tentando achar resposta pra essa pergunta e até agora não encontrei. A senhorita pode me dizer, 1Co 14;14 Paulo fala: porque se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto, ou seja, ele quis dizer que em ora em línguas não entende o que está falando? Que tipo de língua é essa? Que o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto? O meu espírito ora bem, mas eu não entendo? Como assim? Pois quem fala línguas entranhas não precisa de intérprete? Pois você sabe oque está falando? Sim! Pois pra quê preciso de interprete, se eu sei que estou falando? Seja em hebraico, chinês, francês todos eu vou entender, pois vou saber oque estou falando. Mas sobre orar em e orar bem mas não saber o que estou falando, é outro tipo de língua, não acha? Por favor, se possível, me responda. Desde já agradeço

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    • Hellen disse:

      Olá Robenilson,

      Obrigada pela participação.
      Eu creio que o apóstolo se referia a um carisma muito peculiar aos cristãos quando ele se refere à orar em “linguas estranhas”…

      Segundo a Tradição há registro de vários santos que – tal e qual os apóstolos – possuíam o carisma da oração em Línguas Estranhas”. Mas, não exatamente a oração em línguas que se vê por ai… “Estranhas”, nesse contexto, significa estrangeira. Ou seja, os apóstolos podiam falar em um idioma que eles não conheciam, e as pessoas falantes daqueles idiomas, no pentecostes, os entendiam.

      Há santos católicos que podiam fazer o mesmo. Ou seja, podiam fazer sermões inteiros em um idioma estrangeiro.
      O que se pode concluir da fala de Paulo é que, alguns possuem o dom da oração em lingua estranha, mas não necessariamente são capazes de compreender o que dizem. Sendo assim, precisam eles mesmos, de um interprete! Então, apesar de oração ser boa, a pessoa orante não sabe o que está a pedir, sobre o que está a orar, a menos que alguém lhes traduza o sentido do que foi dito.

      Pra lhe ajudar entender, observe que a palavra “lingua” do latim, quer dizer ambos: o orgão dentro da boca e também o idioma. Ou seja, a sua Língua é a língua portuguesa. Mas se vc estudar, também pode falar a língua Inglesa.
      Então, o dom das Línguas pode e deve ser entendido como o dom de falar em “idiomas (línguas) estranhos”.

      A confirmação disso ve-se no próprio evangelho, ” Eles falarão em novas línguas (Marcos 16,17). Nosso Senhor assegurou esse dom aos apóstolo, para que eles pudessem cumprir o que ele disse: “Ide a todo o munde, e proclamai a Boa Nova à toda criatura. (Marcos, 16,15). Pois somente assim eles poderiam cumprir o que lhes foi pedido, e espalhar o Evangelho.

      Pax DOmini,
      Hellen

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      • Robenilson disse:

        Tudo bem, Hellen, mas, ver se tem lógica nisso. Atos: 2;4 diz: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concebia que falassem. Em tempo de Pentecostes, Eles eram 11 e tinha 15 nações, é impossível pra inteligência humana, portanto, Deus manifestou sua Glória. “Conforme o Espírito Santo lhes concebia que falassem”, não era eles que estavam falando pros demais e sim, o próprio Deus falando através da boca deles. Portanto Hellen, creio que seja idioma sim, mas creio que Paulo estava falando de outro tipo de língua. Por exemplo, se eu falo português e vou evangelizar na China ou Japão, ou França, ou Coréia é óbvio que eu sei o que estou falando e entendo o que estou falando, assim, vou entender qualquer idioma, pois não vou precisar de intérprete, porém eu sei o que estou falando. Então, Hellen, que língua é essa? Que precisa de intérprete? 1Co: 14;27 Paulo diz: E, se alguém falar língua estranha, faça isso por dois ou, quanto muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Pra quê intérprete, Hellen, se eu ganhei o Dom dos idiomas, pois sei tudo e entendo tudo o que falo? Que língua é essa? Creio que são dois tipos de língua, Hellen, não acha? Aquela língua mencionada em Romanos: 8;26 que diz: ” E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Obrigado por me responder. Gostei muito do seu comentário, mas ainda não consegui compreender. Creio que são duas línguas. Se possível, responda-me por favor, pois ainda tenho dúvidas. Desde já sou muito grato a você.

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        • Hellen disse:

          Robinilson,

          Há uma escola de pensamento que acredita que a lingua falada pelo fiel não seja necessariamente entendida pelo que fala, mas por outros que a ouvem, como aconteceu em Pentecostes.

          Há um estudo feito com pessoas orantes em linguas. Gravaram os fieis a rezar e depois constataram que na verdade falavam em linguas estrangeiras desconhecidas pelo fiel que orava, mas intelígivel, genuina.

          O exemplo que vc dá, sobre evangelizar nações estrangeiras, aconteceu com muitos santos católicos. Iam e pregavam o evangelho em terras distantes. O povo os entendia, pois a lingua era a inteligivel para eles, mesmo que o santo em si não soubesse falar o idioma em questão.

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  3. DIRCEU OLIVEIRA disse:

    Gostaria de fazer um pequeno comentário com relação a RCC, Tenho 67 anos, não fui criado nem educado na Igreja, minha formação desde os primeiros anos foi voltada para uma linha protestante. A exatos 28 anos, tive um encontro com Jesus Cristo em um encontro da RCC, desde então minha vida sofreu um giro de 380′. Durante todo esse tempo em todos os encontros de formação nunca foi falado que: “Quem não orar em línguas, não receberá o Batismo no Espírito Santo”. Louvável seu comentário Helen, ao dizer que não emitiria opinião por não conhecer o movimento. Parabéns, outros deveriam lhe imitar, haja visto que os últimos 4 Papas, já emitiram opiniões balizadas a respeito do movimento.
    A última manifestação partiu do Papa Francisco a dizer que a Renovação Carismática Católica é uma graça para a Igreja. Partiu também dele o convite para ser realizado o Encontro Internacional para celebrar o Jubileu em Roma.
    Estatisticamente esse é o movimento que mais cresce na Igreja, sendo o grande celeiro de vocações sacerdotais e religiosas.
    Convido aqueles que criticam sem conhecerem que o façam após profundo estudo.
    Aconselho a leitura de um livro de um sacerdote francês. que não é da renovação
    “A RENOVAÇÃO PRIMAVERA DA IGREJA” Pe. Daniel Ange.
    Pax Domini.

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    • Hellen disse:

      Prezado Dirceu,

      Obrigada pelo comentário e pela indicaçºao do livro.
      Deus o abençoe!
      H.

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    • Wagner Paulo disse:

      “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si”. ( II Timotéo 4,3).

      A opinião pessoal de um ou de 100 papas não faz parte da sã doutrina católica. a IMFALIBILIDADE Papal não tem por princípios a opinião pessoal ou sentimento humanos. A RCC é o joio que o inimigo plantou…

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  4. Luiz Fernando disse:

    Prezado senhores

    Bom dia

    Poderiam me tirar algumas dúvidas por gentileza?

    Em Atos 10:44-46 diz que o Espirito Santo desceu sobre os gentios.

    1)Se eram idiomas estrangeiros que os gentios começaram a falar que idiomas eram esses?Não teria lógica os gentios falarem no idioma dos fiéis da circunsição.

    2)Se os gentios falavam línguas estrangeiras e os judeus ouviram e entenderam inclusive que os gentios magnificavam a Deus então os gentios falavam na línguas dos fieis da circuncisão?

    3)Os gentios já tinham um idioma, por qual razão eles teriam que aprender o próprio idioma para evangelizar as pessoas de sua própria nacionalidade?

    4)Acho que o dom de línguas é uma língua espiritual que deve ser falada com a Igreja em silêncio e um de cada vez e é como uma melodia harmoniosa e bela,como um Canto Gregoriano.

    Atenciosamente

    Luiz

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    • Helen disse:

      Prezado Luiz Fernando,

      Obrigada pelo comentário.

      Na referida passagem ouvimos o relato sobre a bondade de Deus para com todas as suas criaturas, portanto, não apenas para com os circuncisos, mas também aos gentios. Ou seja, aqueles não judeus e de origem estrangeira. Ai vemos que o Espírito Santo não fez distinção e desceu sobre todos aqueles que creram no Senhor Jesus Cristo, os quais por influência do mesmo Espírito, apesar de falarem línguas diferentes daquela usada por Pedro, puderam perceber perfeitamente tudo aquilo que o Santo apóstolo disse, cada qual ouvindo de Pedro em seu próprio idioma nativo.
      Os gentios, como o sr mesmo disse, falavam diversas línguas – cada qual de acordo com sua origem. Assim, não era preciso que aprendessem um idioma estrangeiro para pregarem o evangelho em sua própria terra, mas apenas em terras estrangeiras, onde o idioma vigente fosse diferente daquele usado por cada um deles.
      De fato, o dom de línguas é um dom espiritual, e sob nenhuma exceção deve ser cultivado em contradição ao que diz a Bíblia, como tratado no texto acima.
      Leia o comentário do Sr Breno, onde ele cita uma exortação apostólica do Santo Padre para orientar os bispos sobre o dom de línguas na Igreja Católica.

      Pax Domini,
      Helen

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      • Helen, eu estava pensando aqui, que se lêessemos o relato dos atos, não como simplesmente histórico, mas tomando-o como uma alegoria ou metafóra (o que é uma forma interessante de ler o texto biblíco) podemos ler o dom das línguas ( falar em línguas estrangeiras) como uma forma de dizer que o Espirito Santo e a mensagem do evangelho quer ser universal (sentido próprio da palavra Católico) não fazendo acepção de origem irrompendo com a raiz judaica sem perdê-la e estendendo a todo o mundo o titulo de “povo de Deus”.

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        • AUGUSTO disse:

          COMPANHEIRO BRENER VEJA ONDE A SOLA SCRIPTURA LEVOU O PROTESTANTISMO QUE JÁ CASA HOMOSSEXUAIS E CASA DIVORCIADOS ETC…

          BBC faz série de reportagens especiais sobre igrejas evangélicas gays do Brasil

          Por Dan Martins em 28 de abril de 2012
          Tags: BBC, comunidade cidade de refúgio, Igreja Cristã Contemporânea, Igreja da Comunidade Metropolitana, igrejas evangélicas gays

          A rede de notícias britânica BBC publicou essa semana uma série de reportagens na qual fala do crescimento de igrejas voltadas para o público gay no Brasil. As reportagens mostram um panorama das chamadas “igrejas inclusivas” que” vêm crescendo a um ritmo acelerado no Brasil, à revelia da oposição de alas religiosas mais conservadoras”.

          Intitulada “Desafiando preconceito, cresce número de igrejas inclusivas no Brasil”, a primeira reportagem da série cita um estudo que afirma que no Brasil já existem “pelo menos dez diferentes congregações de igrejas “gay-friendly”, com mais de 40 missões e delegações espalhadas pelo país”.

          Uma das entrevistadas da BBC foi Lanna Holder, que antes pregava a cura da homossexualidade pelo Brasil e agora lidera, ao lado se sua companheira, Rosania Rocha, uma das mais conhecidas igrejas inclusivas do país, a Comunidade Cidade de Refúgio que, para atrair mais fiéis, realiza uma vez por mês uma festa de música eletrônica chamada “EletroGospel”.

          A reportagem procurou também, para falar do assunto, o pastor Silas Malafaia, que afirmou que “segundo a Bíblia, homossexualidade é pecado. Na igreja evangélica, gay só entra caso queira se converter e, para isso, tem de se tornar heterossexual. É uma regra de Deus”.

          A chamada da segunda reportagem da BBC trás uma frase do casal formado por Susane Borges, de 43 anos, e sua companheira Noemi Miranda, de 51 anos, na qual afirmam: “Vivíamos escondidas até encontrar igreja que nos aceitasse”. Frequentadoras da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), em São Paulo, elas contam que começaram a frequentar a igreja após serem abordadas por um fiel da igreja durante a parada gay da cidade.

          “Aqui, me sinto em casa. Não sou vítima de preconceito e ainda posso fazer novas amizades com outros casais homossexuais”, conta Susane.

          A terceira reportagem conta a história da “Igreja Cristã Contemporânea”, fundada pelo carioca Marcos Gladstone, de 36 anos, junto com seu parceiro, Fábio Inácio, de 31 anos, em 2006. A igreja, segundo seus fundadores, prega “um discurso de tolerância” e é voltada predominantemente para o público gay.

          A igreja fundada por Gladstone tem hoje cerca 1,2 mil fiéis e seis filiais espalhadas pelo Brasil, além da sede no Rio de Janeiro.

          “Nosso trabalho é de aconselhamento. É muito importante que um jovem homossexual não se sinta sozinho mesmo quando a família não aceita sua orientação sexual”, afirma Gladstone.

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          • Me desculpe, mas em momento algum eu defendi o “sola scriptura”o que eu propus foi uma leitura do tipo alegórica, da passagem sobre o dom de línguas, um exercício muito comum feito pelos primeiros padres da nossa Igreja, como Inácio, Orígenes entre outros. e obviamente a mensagem que se extraí de uma leitura como a que eu fiz é compatível até aonde eu sei com o magistério da Igreja, inclusive porque a fundamentação do conceito de povo de Deus que eu sustentei ali é a mesma defendida pelo documento Lumen Gentium um documento importantissímo do Santo Concílio Vaticano II. Eu realmente não entendi de onde vc tirou a ideia de que eu tentei sustentar o sola scriptura. O que eu fiz nada mais é que exegese e hermeneutica biblica. pois eu poderia perfeitamente seguindo inclusive a constituição dogmática dei verbum e outros documentos anteriores sobre o estudo das sagradas escrituras sustentar tal leitura, na medida que o próprio magistério e a tradição o faz. enfim…

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  5. Helen, Muito bom o seu texto sobre o dom das línguas e das recomendações do Apóstolo Paulo aos Conríntios em uma de suas cartas. No entanto penso que podera ser mencionando também como a Renovação carimática católica usa deste dom como meio de “divulgar” o movimento, sem contudo respeitar estes parametros apóstolicos. Lembrando que a nossa Igreja também tem um documento “orientações pastorais para renovação carimática católica” todo fundamentado pelas recomendações paulinas na carta aos Coríntios que me parece infelizmente ignorado. Eu particularmente duvido muito dos que dizem orar em línguas nos dias de hoje, dado a facilidade com que o fazem e sempre sem interprétes. Você também pensa que as coisas se passam assim ou você discorda de mim?

    abraço,

    Pax domini sit semper vobiscum.

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    • Helen disse:

      Caro Brener,

      Muito pertinente o seu comentário. De fato, eu havia pensando em mencionar o movimento da RC Católica, porém, conheço muito pouco do movimento para emitir uma opinião válida. Mas creio que vc tenha razão, são poucos, se é que existem, aqueles que realmente possuam o genuíno dom das línguas… Na sua maioria, trata-se de um “pentecostalismo” quase caótico, sem interpretação ou significado… que pouco serve para edificar os que participam da adoração, se é que edifica-se alguém de fato.

      Pax Domini!

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      • Helen,

        O meu comentário é fruto e vivência e observação. Já estive em grupos de orações em que era dito que “quem não ora em línguas não foi ungido pelo espirito Santo” como se orar em línguas fosse o dom mais excelso do paraclito. A gente liga a TV e vê emissora católica fazendo oração em línguas no microfone sem interpréte e já vi até com um bispo presente que não fez nada. Foi por isso que dei falta da menção da RCC, muitos grupos de oração não perdem em nada (na sua forma) para um culto protestante tipicamente pentecostal, sem contar na leitura muito tendenciosa que São Paulo e São Tiago tentaram corrigir que é doutrina da justificação pela fé sem as obras.

        Enfim, eis os motivos que me fizeram fazer a questão acima. Obrigado por responder.

        Pax Domini!

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  6. oandarilho01 disse:

    Bom dia, Helen.
    Só uma correção de grafia: lá quase no começo, logo antes da parte de “expressões extáticas”, vc escreveu estáticas. Pode gerar confusão.

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