Fonte do Post: Últimas e Derradeiras Graças

SERMÕES DE S. TOMÁS DE AQUINO

PRÓLOGO

AS CINCO QUALIDADES REQUERIDAS PARA TODAS AS ORAÇÕES

1. — A Oração Dominical, entre todas, é a oração por excelência, pois possui as cinco qualidades requeridas para qualquer oração. A oração deve ser: confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

2. — A oração deve ser confiante, como São Paulo escreve aos Hebreus (4, 16): Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de alcançar a misericórdia e achar a graça para sermos socorridos no tempo oportuno.

A oração deve ser feita com fé e sem hesitação, segundo São Tiago. (Tg 1,6): Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus… Mas peça-a com fé e sem hesitação.

Por diversas razões, o Pai Nosso é a mais segura e confiante das orações. A Oração Dominical é obra de nosso advogado, do mais sábio dos pedintes, do possuidor de todos os tesouros de sabedoria (cf. Cl 2, 3), daquele de quem diz São João (I, 2, 1): Temos um advogado junto ao pai: Jesus Cristo, o Justo. São Cipriano escreveu em seu Tratado da oração dominical: «Já que temos o Cristo como advogado junto ao Pai, por nossos pecados, em nossos pedidos de perdão, por nossas faltas, apresentemos em nosso favor, as palavras de nosso advogado».

A Oração Dominical parece-nos também que deve ser a mais ouvida porque aquele que, com o Pai, a escuta é o mesmo que no-la ensinou; como afirma o Salmo 90 (15): Ele clamará por mim e eu o escutarei. «É rezar uma prece amiga, familiar e piedosa dirigir-se ao Senhor com suas próprias palavras» diz São Cipriano. Nunca se deixa de tirar algum fruto desta oração que, segundo santo Agostinho, apaga os pecados veniais.

3. — Nossa oração deve, em segundo lugar, ser reta, quer dizer, devemos pedir a Deus os bens que nos sejam convenientes. «A oração, diz São João Damasceno, é o pedido a Deus dos dons que convém pedir».

Muitas vezes, a oração não é ouvida por termos implorado bens que verdadeiramente não nos convêm. «Pediste e não recebeste, porque pediste mal», diz São Tiago. (4,3).

É tão difícil saber com certeza o que devemos pedir, como saber o que devemos desejar. O Apóstolo reconhece, quando escreve aos Romanos (8, 26): Não sabemos pedir como convém, mas (acrescenta), o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.

Mas não é o Cristo que é nosso doutor? Não foi ele que nos ensinou o que devemos pedir, quando seus discípulos disseram: Senhor, ensinai-nos a rezar? (Lc 11, 1).

Os bens que ele nos ensina a pedir, na oração, são os mais convenientes. «Se rezamos de maneira conveniente e justa, diz Santo Agostinho, quaisquer que sejam os termos que empregamos, não diremos nada mais do que o que está contido na Oração Dominical».

4. — Em terceiro lugar, a oração deve ser ordenada, como o próprio desejo que a prece interpreta.

A ordem conveniente consiste em preferirmos, em nossos desejos e preces, os bens espirituais aos bens materiais, as realidades celestes às realidades terrenas, de acordo com a recomendação do Senhor (Mt, 6,33): Procurai primeiro o reino de Deus e sua justiça e o resto — o comer, o beber e o vestir — ser-vos-á dado por acréscimo.

Na Oração Dominical, o Senhor nos ensina a observar esta ordem: primeiro pedimos as realidades celestes e em seguida os bens terrestres.

5. — Em quarto lugar, a oração deve ser devota.

A excelência da devoção torna o sacrifício da oração agradável a Deus. Em vosso nome, Senhor, elevarei minhas mãos, diz o Salmista, e minha alma é saciada como de fino manjar.

A prolixidade da oração, no mais das vezes, enfraquece a devoção; também o Senhor nos ensina a evitar essa prolixidade supérflua: Em vossas orações não multipliqueis as palavras; como fazem os pagãos, (Mt 6,7). S. Agostinho recomenda, escrevendo a Proba: «Tirai da oração a abundância de palavras; no entanto não deixeis de suplicar, se vossa atenção continua fervorosa».

Esta é a razão pela qual o Senhor instituiu a breve oração do Pai Nosso.

6. — A devoção provém da caridade, que é o amor de Deus e do próximo. O Pai Nosso é uma manifestação destes dois amores.

Para mostrar nosso amor a Deus, o chamamos «Pai» e para mostrar nosso amor ao próximo, pedimos por todos os homens justos, dizendo: «Pai nosso», e empurrados pelo mesmo amor, acrescentamos: «perdoai as nossas dívidas»

7. — Em quinto lugar, nossa oração deve ser humilde, segundo o que diz o Salmista (Sl. 101, 18): Deus olhou para a prece dos humildes.

Uma oração humilde é uma oração que certamente será ouvida, como nos mostra o Senhor, no evangelho do Fariseu e do Publicano (Lc 18, 9-15) e Judite, rogando ao Senhor, dizia: Vós sempre tivestes por agradável a súplica dos humildes dos mansos.

Esta humildade está presente na Oração Dominical, pois a verdadeira humildade está naquele que não confia em suas próprias forças, mas tudo espera do poder divino.

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Sobre Hellen

Católica militante, expatriada, mãe e arquiteta e estudante de Direito. Quando há tempo, engajada na "missão" de defender a fé católica e evangelizar aos irmãos católicos, especialmente aqueles afastados da Santa Fé . I am an expat architect, law student and Catholic mommy who's taken on blogging. I've doing this for a few years now and I'm totally hooked up. All for the Glory of God!
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5 respostas para Como rezar corretamente

  1. Manuel disse:

    Eu não sei se os Teologos protestantes estudam a história do cristianismo.
    Porque um estudo com sinceridade ninguem falaria mal da Igreja Católica.

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  2. Moreira disse:

    Quem é a Autoridade Final?

    Antes de começar a examinar as doutrinas Católicas Romanas específicas, devemos determinar quem é a autoridade final.

    Aqui encontramos nossa primeira grande discrepância. A Bíblia declara que ela é a única e final autoridade, enquanto o Catolicismo ensina que existem três autoridades finais. O Catecismo da Igreja Católica, de 1994, declara:

    “Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas.” P. 38, #95 Catecismo da Igreja Católica (1994)

    De acordo com esta passagem, as Escrituras, a Tradição da Igreja (ensinos entregues através dos tempos), e o Magistério (a tarefa de dar uma autêntica interpretação da Palavra de Deus) são de igual importância. Ver também P. 35, #82 De acordo com a doutrina Católica, a Tradição da Igreja e o Magistério são tanto a Palavra de Deus como as Escrituras escritas.

    “A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus enquanto é redigida sob a moção do Espírito Santo. Quanto à Sagrada Tradição, ela “transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos, para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles por sua pregação fielmente a conservem, exponham e difundam.” P. 35, #81 Catecismo da Igreja Católica (1994)

    A questão óbvia é o que acontece quando estas três “autoridades finais” discordam entre si. O Catecismo dá a resposta:

    “O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” P. 36, #85 Catecismo da Igreja Católica (1994)

    É importante notar que quando o Catecismo explica que a tarefa de interpretar a Palavra de Deus foi confiada à “Igreja”, está se referindo exclusivamente à Igreja Católica Romana. Esse é o caso através de todo o Catecismo. “A Igreja” refere-se sempre à Católica Romana.

    O Catecismo repete a mesma doutrina, usando palavras diferentes:

    “É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura estão sujeitas em última instância ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato do ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus.” P. 42-43, #119 Catecismo da Igreja Católica (1994)

    Por conseguinte, o Catecismo conclui que a única autoridade final não é a Bíblia, mas o ensino em voga da Igreja Católica, uma vez que ela é a única qualificada para prover a “interpretação autêntica” da Palavra de Deus.

    Mas a Bíblia concorda?

    Se a Bíblia, a Tradição e os ensinos da Igreja Católica são todos, de fato, a Palavra de Deus, então a Bíblia vai concordar com este ensino. Infelizmente, para o Catolicismo, não é assim. De fato, é realmente o contrário. Deus declara na Bíblia que Sua Palavra escrita sempre tem sido e sempre há de ser – perfeita:

    “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre.” Salmo 119:160

    “As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. Sim, Senhor, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre.” Salmo 12:6-7

    A Bíblia declara audaciosamente que ela é a única autoridade final.

    “Santificados na verdade; a tua palavra é a verdade.” João 17:17

    No Livro de Apocalipse, Deus entrega esta afiada admoestação contra quem rasurar sua Palavra escrita:

    “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhes acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro.” Apocalipse 22:18-19

    O Apóstolo Paulo avisa aos leitores da Bíblia como deveriam reagir contra os que ensinam doutrinas contrárias à Palavra de Deus escrita:

    “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes, afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim, ao seu próprio ventre, e, com suaves palavras e lisonjas enganam o coração dos incautos.” Romanos 16:17-18

    Paulo adverte os crentes verdadeiros a evitar qualquer pessoa que ensine doutrinas contrárias às escritas nas Escrituras. Ele também revela as conseqüências de crer em tais ensinos falsos:

    “Mas ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue (outro) evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” Gálatas 1:8

    Em seguida Paulo repete imediatamente:

    “Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega (outro) evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:9

    Assim, quando a doutrina Católica contradiz a Palavra de Deus escrita, aqueles que vão de encontro às Sagradas Escrituras são amaldiçoados.

    O autor de Provérbios entrega a mesma dura advertência a qualquer um que se atreva a mudar a Palavra de Deus escrita:

    “Toda Palavra de Deus é pura; ela é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” Provérbios 30:5-6

    A Palavra de Deus permanece para sempre!

    Deus diz que sua Palavra foi escrita uma vez, a fim de permanecer para sempre.

    “Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu.” Salmo 119:89

    “A palavra do Senhor, porém permanece eternamente…” 1 Pedro 1:25

    “….a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” Isaías 40:8

    “Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” 1 Pedro 1:23

    A Palavra de Deus é perfeita!

    A Palavra de Deus não pode ser mudada, porque ela é perfeita em todo sentido:

    “A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma…” Salmo 19:7

    O Catolicismo proclama que somente o líder da Igreja Católica pode interpretar devidamente a palavra escrita, mas a Bíblia discorda:

    “…nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação. Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:20-21

    Onde Deus quer que seu povo obtenha sua doutrina… de um padre – ou da Bíblia?

    “Toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” 2 Timóteo 3:16

    Paulo não faz alusão alguma ao Magistério ou à Tradição da Igreja, pois o verso anterior diz:

    “E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” 2 Timóteo 3:15

    Desde que a Igreja Católica ainda não existia quando Paulo escreveu estas palavras, ele não poderia estar se referindo aos ensinos do Catolicismo.

    Deus repartiu sua autoridade?

    Como estes e centenas de outros versos deixam claro, Deus jamais deu a alguém autoridade para acrescentar ou mudar Sua Palavra. Ela é perfeita e completa, exatamente como ele a escreveu.

    Uma das primeiras questões que você deve responder para você mesmo é: Deus violaria todas estas Escrituras só para dar ao Papa e à Igreja Católica o direito de mudar Sua Palavra, embora Ele tenha dito que jamais o faria?

    Os Fariseus

    Enquanto Jesus estava na terra ele publicamente hostilizava os Fariseus, líderes religiosos do seu tempo:

    “E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens…”
    Marcos 7:7-8

    Jesus estava aborrecido porque os Fariseus tinham colocado suas tradições acima da Palavra de Deus, porque Ele sabe que a Palavra de Deus conduz o povo à vida eterna, enquanto as tradições dos homens levam o povo à eterna destruição.

    Embora esses líderes religiosos obedecessem todas as regras da sua religião, veja o que Jesus disse que os estava esperando:

    “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” Mateus 23:33

    Quando os Fariseus perguntaram a Jesus porque os seus discípulos transgrediam as tradições dos anciãos, Jesus respondeu-lhes com uma pergunta:

    “Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa de vossa tradição?” Mateus 15:3

    Jesus sempre colocou as Escrituras acima das tradições:

    “Respondeu-lhes Jesus; Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mateus 22:29

    A Palavra imutável de Deus tem sido sempre a autoridade final, nunca as tradições dos homens.

    “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.” Colossenses 2:8

    Os Cristãos do Novo Testamento sabiam qual era a autoridade final:

    “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez,examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram, de fato, assim.” Atos 17:11

    Para determinar se o que eles tinham ouvido era verdade aquelas pessoas foram à autoridade final, as Escrituras escritas. Jesus fala de Sua Palavra:

    “…Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.Quem não me ama não guarda as minhas palavras…” João 14:23-24

    Considere estas palavras do apóstolo Paulo:

    “Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus; é que tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como em verdade é, a palavra de Deus…”
    1 Tessalonicenses 2:13

    Quando Paulo pregava a Palavra de Deus para aquele povo, não era a doutrina Católica, porque o Catolicismo ainda não existia.

    Conclusão

    Deus não muda (Malaquias 3:6), porque Ele é perfeito. Seu Filho Jesus não muda (Hebreus 13:8), porque Ele é perfeito. Por que, então, iria a perfeita Palavra de Deus mudar?

    Quando você ler o conteúdo deste livro, será forçado a decidir no que você acredita como autoridade final: na Palavra escrita de Deus ou nos ensinos e tradições da Igreja Católica?

    Sua decisão se tornará crítica, quando você descobrir que os ensinos do Catolicismo são diametralmente opostos a todas as doutrinas que você examinará.

    Você vai ficar do lado da Palavra de Deus ou das tradições dos homens?

    “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” Mateus 24:35

    Nota: Uma vez que as Escrituras escritas estabelecem plenamente que elas são a única Palavra de Deus, o que for escrito neste livro como Palavra de Deus estará sempre se referindo à Palavra escrita de Deus somente, e não às Tradições e ao Magistério da Igreja Católica.

    “…Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem…” Romanos 3:4

    Confusão: Doutrina Católica ou Bíblia

    Após estudar o Catecismo, nesta edição mais recente, não se pode deixar de notar várias diferenças principais entre a doutrina Católica e a Bíblia.

    Primeiro e mais importante é que ambos ensinam consistentemente doutrinas conflitantes. A afirmação do Catecismo de que a Bíblia e a tradição Católica trabalham em conjunto para promover a salvação das almas simplesmente não é verdade.

    Segundo, o Catecismo contém uma lista interminável de regras sempre complicadas e confusas, as quais os Católicos devem seguir, a fim de agradar sua Igreja.

    A Bíblia, por outro lado, é simples, direta, consistente e fácil de se entender. Aqui temos um exemplo:

    Quem vai para o céu?

    A Bíblia não poderia ser mais explícita sobre o assunto do destino eterno, sobre o que se espera num tópico tão importante:

    “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida; mas sobre ele permanece a ira de Deus.” João 3:36

    Aqui está outro exemplo. O próprio Jesus pregou:

    “Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” João 5:24

    Isto é facílimo de entender. Agora vejamos o que diz o Catecismo sobre este assunto. Aqui temos a passagem exata:

    “Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (…) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (…) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (…) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos, e do Juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus, e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva, e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.” P. 288-289, #1023 Catecismo da Igreja Católica (1994)

    Quem jamais poderia entender isto?

    Por que um conceito tão simples da Bíblia é tornado tão confuso? Claro que Deus deseja que todos entendam como alcançar o céu. Iria um Deus verdadeiro e amoroso fazer regras tão complexas, que ninguém pode entender, para alcançar o céu?

    Considere também o seguinte verso da Escritura:

    “Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz. Como em todas a igrejas dos santos.”
    1 Coríntios 14: 33

    Se Deus não é o autor desta confusa lista de regras Católicas, então, quem é?

    Não seja enganado

    A Bíblia sempre nos alerta quanto a sermos enganados pelos que complicam as coisas de Cristo:

    “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente, e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”
    2 Coríntios 11:3

    Estaria Deus tentando preveni-lo contra a Igreja Católica? Deus fez sua Palavra simples porque Ele está:

    “Não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” 2 Pedro 3: 9

    Deus quer vê-lo no céu. Por isso é que Ele conserva Sua Palavra tão simples

    Autor:
    Rick Jones
    Livro:
    Por Amor aos Católicos Romanos
    Fonte:
    http://www.chick.com/reading/books/0221/0221_auth.asp

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    • Helen disse:

      Caro Sr. Moreira,

      Muito cuidado com as suas fontes. Esta postada em seu comentário, por exemplo, está REPLETA de erros!

      Responderei a CADA ponto levantado por ela, mas o farei passo-a-passo, para facilitar a leitura daqueles que hão, com a Graça de Deus, ler este blog e refletir sobre o que aqui está escrito.

      Ponto 1- Sua fonte faz afirmação: “A Bíblia é a autoridade final”. Mas onde é que a Bíblia afirma isso? O sr esqueceu de fornecer “a prova” para validar tal afirmativa!

      Eu forneço, por outro lado, a evidência de que este argumento está equivocado:

      Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. 1 Tim. 3,15

      Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. 2 Tim 3,16

      Ambas passagens acima atestam para os ensinamentos da Santa Igreja Católica. Ou seja, a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, que é a Verdade. A Igreja, por sua vez, é o sustentáculo da Verdade.

      O que diz a Igreja

      O MAGISTÉRIO DA IGREJA

      85. «O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, escrita ou contida na Tradição, foi confiado só ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo (51), isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.

      86. «Todavia, este Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente, haurindo deste depósito único da fé tudo quanto propõe à fé como divinamente revelado» (52).

      87. Os fiéis, lembrando-se da palavra de Cristo aos Apóstolos: «Quem vos escuta escuta-me a Mim» (Lc 10, 16) (53), recebem com docilidade os ensinamentos e as directrizes que os seus pastores lhes dão, sob diferentes formas.

      III. O Espírito Santo, intérprete da Escritura

      111. Mas, uma vez que a Sagrada Escritura é inspirada, existe outro princípio de interpretação recta, não menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura seria letra morta: «A Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com o mesmo espírito com que foi escrita» (82).

      Ponto 2- “A questão óbvia é o que acontece quando estas três “autoridades finais” discordam entre si.”

      A Resposta é simples Sr. Moreira: Isso NÃO acontece!

      II. A relação entre a Tradição e a Sagrada Escritura

      UMA FONTE COMUM…

      80. «A Tradição sagrada e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim» 16. Uma e outra tornam presente e fecundo na Igreja o mistério de Cristo, que prometeu estar com os seus, «sempre, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20).

      … DUAS FORMAS DE TRANSMISSÃO DISTINTAS

      81. «A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito divino».

      «A sagrada Tradição, por sua vez, conserva a Palavra de Deus, confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, e transmite-a integralmente aos seus sucessores, para que eles, com a luz do Espírito da verdade, fielmente a conservem, exponham e difundam na sua pregação» (47).

      82. Daí resulta que a Igreja, a quem está confiada a transmissão e interpretação da Revelação, «não tira só da Sagrada Escritura a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas. Por isso, ambas devem ser recebidas e veneradas com igual espírito de piedade e reverência» (48).

      Aguardo sua refutação ao meu argumento antes de prosseguir ao proximo equivoco da sua fonte

      Pax Domini,

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