Seria o ‘Evangelicalismo’ atual o que tinha em mente os ‘pais do Protestantismo’?


As igrejas evangélicas protestantes têm se multiplicado num ritmo exponencial nos últimos tempos, o fenômeno das mega-igrejas e seu Evangelho do bem-estar e da prosperidade material, algumas das quais são muitas vezes ‘administradas’ por pastores cuja mentalidade e abordagem são orientada para o ‘marketing eclesial’, começaram nos Estados Unidos e não são mais raridade no Brasil, e preocupantemente começam a se espalhar pelo mundo.

No entanto, algumas das coisas que vemos praticamente como “dogmas” nos núcleos protestantes e tão fundamentais para a indentidade dos evangélicos de hoje, ou seja, elementos tão rigorosos como por exemplo a “oração de conversão”, pela qual o pecador confessa diante da congregação aceitar  a Jesus  como seu Senhor e Salvador, não eram algo compartilhado pelos pais da Reforma, como Lutero e Calvino e apenas se iniciaram no século XVIII  com os puritanos, na Inglaterra. Na verdade, o apoio bíblico para essa crença, ou seja, que a Salvação se dá apenas mediante o ato da profissão da fé, é muito fraco e é preciso contorcer as escrituras agressivamente, a fim de provar essa prática biblicamente.

Outras descobertas iriam chocar a maioria dos evangélicos, como as visões de Calvino sobre papel de autoridade eclesiástica sobre a interpretação das Escrituras e reconhecimento de Lutero sobre a confissão a um sacerdote.

Então por que é que o movimento protestante, que inicialmente começou a “reforma” da Igreja, acabou assim? Seria o liberalismo evangélico, em seu desprezo pela autoridade Eclesial, o maoir culpado pela ‘anarquia’ teológica existente dentre as milhares de denominações evangélicas?  Se a Bíblia é uma só e Jesus nos revelou apenas UM caminho, como explicar tamanha discrepância entre todas as ditas denominações Protestantes?  Eis ai um questionamento digno de uma boa reflexão…

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Sobre Hellen

Católica militante, expatriada, mãe e arquiteta e estudante de Direito. Quando há tempo, engajada na "missão" de defender a fé católica e evangelizar aos irmãos católicos, especialmente aqueles afastados da Santa Fé . I am an expat architect, law student and Catholic mommy who's taken on blogging. I've doing this for a few years now and I'm totally hooked up. All for the Glory of God!
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19 respostas para Seria o ‘Evangelicalismo’ atual o que tinha em mente os ‘pais do Protestantismo’?

  1. André disse:

    Como escolher uma denominação na Babel Protestante ?
    ==============================================

    O que tragicamente faz um católico que não estuda a doutrina da Igreja ?

    Para onde caminha o católico que tem por hábito criticar os dogmas da Igreja ?

    Qual é o destino do católico que “discorda” de Pedro ou que acha que a Igreja precisa “ampliar” seus conceitos ?

    E se depois de tanta “sabedoria” revelada pela falta de estudo e críticas infundadas este católico fizesse a opção de escolher uma denominação protestante ?

    Como escolher ? São milhares de denominações só no Brasil. E todas divergem umas das outras. Nenhuma delas concorda integralmente com outra em matéria de fé e doutrina. Algumas são escandalosamente divergentes de outras.

    Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Portanto, Jesus é alguém imutável. Ele só tem uma só opinião para cada tema.

    Infelizmente, estas comunidades ditas cristãs possuem diversas e divergentes opiniões sobre cada tema e mesmo quem está aparentemente certo não permanece firme para sempre e não raras vezes estes mesmos deixam-se levar por novidades de toda ordem e por caprichos humanos.

    Os que guardam o sábado acusam de hereges aqueles que observam o domingo. E vice-versa. Os que não batizam acusam de hereges aqueles que batizam e vice-versa. Os que aceitam divórcios e uniões homoafetivas são massacrados por aqueles que são contrários e vice-versa.

    Pensemos, por exemplo, em uma denominação que abraça a teologia da prosperidade.

    Mas outros protestantes dizem que estas denominações são heréticas. Dizem outros vários protestantes que tais organizações são consideradas como seitas. Dizem ainda que a Bíblia condena tal prática e que estes pregadores arderão no fogo do inferno.

    Então deixemos as seitas e nos concentremos nas denominações mais tradicionais que condenam a mesma teologia da prosperidade. Mas então vem uma outra situação. Ao ligar a TV, não é difícil encontrar um pastor dizendo que aqueles que não pregam tal teologia são trouxas.

    Outros ensinam ainda que como filhos do Rei, o crente deve ter tudo do bom e do melhor e portanto aqueles que pregam um evangelho de sacrifício e de cruz não estão sintonizados com a palavra de DEUS.

    Uma outra denominação cujo líder prega em favor do aborto é duramente criticada pelos seguidores da maior parte das outras denominações.

    Por outro lado, imaginemos alguém procurando conselho no rádio de pilhas onde existem um grande número de programas protestantes. No rádio é possível encontrar pastores pregando uma tal de confissão positiva. Dizia um pastor que o crente que fica doente é porque não tem fé ou está possuído pelo demônio.

    Segundo este pregador, o protestante tem que determinar em nome de Jesus e seja lá qual for a doença esta mesma tem que bater em retirada.

    Triunfalista demais ! Não é difícil encontrar um bom número de protestantes que condena esta abordagem.

    Mudando o rádio de estação é possível escutar um outro pregador dizendo que o protestante tem que tomar posição diante de DEUS e assumir sua condição de rei e sacerdote.

    Mas não foi exatamente isto que Judas Iscariotes fez ? Não foi Judas que tomou posição diante do DEUS vivo ?

    Confuso com tantas informações o claudicante cristão resolve sair de casa. Passando pela rua nota um templo protestante próximo de onde reside. Percebe que o culto irá começar. Todos cantam e parecem bem felizes.

    Quando começa a pregação o pastor afirma que o problema do povo evangélico é que ele não toma posse de sua benção.

    Como assim ? Dizia este mesmo pregador que se o crente não exige de DEUS a sua vitória e posição no reino, este mesmo DEUS não pode agir do modo que se espera.

    Ele nunca tinha ouvido que DEUS “não pode” isto ou aquilo. Pensava que DEUS podia todas as coisas. E pode mesmo.

    E nunca tinha ouvido que alguém pode “exigir” de DEUS o cumprimento de determinada promessa. Pensava que o homem é devedor e não credor de DEUS. O próprio filho de DEUS nada pediu ao pai em proveito próprio.

    Sabe o que alguém indeciso resolve fazer ?

    Decide ser um cristão primitivo. Será Luterano e assim questiona-se: “Afinal de contas, não foi Lutero que começou tudo ?”

    Façamos aqui algumas observações adicionais:

    Para não fugir a regra, não há consenso de espécie alguma entre protestante sobre o que seria cristianismo primitivo.

    Parte dos sectários diz que o cristianismo primitivo antecede até mesmo a fundação da Igreja Católica que, segundo estes tais protestantes teria sido mera criação de Constantino com direito a placa de inauguração, festa com jantar de gala, inscrição no CNPJ e possivelmente registro de um contrato social na junta comercial de Roma com a designação de diretores, bispos, papas e sócios.

    Sobre estes que acreditam em tudo que dizem contra Igreja Católica e dão crédito a tudo que lhes contam os lobos devoradores está escrito: “…darão crédito às fábulas.”

    Para outro grupo, o cristianismo primitivo vai e volta conforme a época. Para estes as promessas de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja não estão se cumprindo e o altíssimo DEUS teria necessitado de Lutero para consertar os “desmandos” do catolicismo e o aparente fracasso de Jesus.

    Para estes a referida promessa de Jesus é válida somente para a “Igreja invisível protestante” que para variar não está na Bíblia mas vale assim mesmo, pois para o protestante só precisa estar na Bíblia aquilo que ele deseja cobrar dos demais.

    “Visões” de pastores, “Igreja invisível”, “Bater palmas”, “Culto das princesas”, “Unção da Vassoura”, “Unção da Meia”, “Unção da vaca”, “Teologia da Prosperidade”, “Troca de anjos”, “Transferência de Unção”, “Música Golspel”, “Unção do helicóptero”, dízimos extorsivos e pagos em dinheiro, tudo isto não precisa estar na Bíblia e tudo para o protestante “representa” a igreja primitiva.

    Para estes o cristianismo primitivo teria durado até a “fundação da Igreja Católica por Constantino” e depois teria ficado 1.200 anos completamente ausente e então finalmente, um “santo” e “enviado” por DEUS chamado Martinho Lutero teria trazido de volta o cristianismo as suas “verdadeiras” raízes que pelo jeito incluem todas as doutrinas que acima mencionamos. Será ???

    Não consigo ver os cristãos primitivos pregando a favor do aborto ou dizendo que ajudar os pobres desvia recursos da Igreja ou ainda pedindo bízimos e trízimos.

    O fato é que para a maior parte dos protestantes, Jesus parece ter esperado 1.500 anos para edificar sua igreja visível(na verdade são milhares) sobre Lutero, já que a Igreja Católica sempre teria sido a “Babilônia” e com isto concorda a maior parte dos protestantes, especialmente aqueles que se dizem membros da “una e convergente” Igreja Evangélica Brasileira onde as únicas coisas certas são: que todos repudiam o catolicismo, que todos discordam entre si e que todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo.

    Lutero foi na visão dos protestantes indispensável. E mesmo que tenha chamado o Senhor Jesus de bêbado e adúltero, continua sendo alguém que merece crédito e tem boa parte de suas teorias reproduzidas.

    Porém, ao mesmo tempo que é considerado um “escolhido” por DEUS, todos continuam reformando a igreja do “ungido” e “escolhido” do Senhor a partir da fundação de novas e incontáveis denominações.

    Não faz sentido algum, mas ninguém no protestantismo está preocupado com isto. E, corroborando a máxima protestante de que nada precisa ter nexo, muitos daqueles que fizeram de Lutero alguém imprescindível, dizem que a Igreja Luterana incorpora muitos dos ritos e costumes católicos e por isto deve ser rejeitada.

    Funciona mais ou menos assim: “Amo Lutero, mas não gosto da Igreja Luterana.”

    Não por acaso, hoje escutamos por aí: “Amo Jesus. Mas Igreja não salva ninguém ou não serve para nada.”

    Isto é dito desta maneira tão e somente para encobrir: “Amo Jesus mas odeio a igreja que ele fundou.”

    É como se DEUS tivesse feito uma “reforma” incompleta e Lutero ao mesmo tempo que é um herói é alguém que não fez tudo que deveria ter feito.

    Naturalmente, a “admiração” e o título de “ungido” decorrem do fato de que o herege afrontou o catolicismo. É isto que conta.

    Ele afrontou a Igreja e seu Papa. E assim sendo, se nos dias alguém chutar a santa católica, por exemplo, mesmo que pertença ou tenha pertencido a uma denominação que todos condenam como herética, o seu ato servirá como referência e este mesmo que praticou a violência será tido como um herói e merecerá artigos e textos que nas entrelinhas engrandecerão o eventual ato de ofensa ou deliquência.

    Se por um lado Lutero é herói por sua infame agressão contra a Igreja Católica, o título tácito de incompetente que justifica a abertura de novas denominações vem do fato de que ninguém no protestantismo deseja seguir integralmente doutrina alheia quando julga que tem uma ligação direta com o Espírito Santo.

    Amar ou odiar Lutero, assim como amar ou odiar Calvino será decidido em cada situação ou ocorrência.

    Quem copia o Sola Fide e o Sola Scriptura de Lutero, o rejeita logo a seguir nos sacramentos e na devoção a Virgem Maria.

    Quem copia Calvino, finge não saber que o mesmo chamou de ignorantes e loucos aqueles que atribuíram filhos carnais a José e Maria.

    São estes mesmos que escolhendo o que desejam seguir de Lutero e Calvino também escolhem o que querem seguir e o que querem rejeitar no evangelho.

    Cobram a palavra purgatório na Bíblia, mas não cobram o bater de palmas ou a “visão” dos pastores para a inauguração de novas denominações.

    Afirmam que Maria teve outros filhos além de Jesus, ainda que as Escrituras em parte alguma digam que Maria e José tiveram outros filhos. E dizem que o texto é “claro”.

    No entanto quando os textos claros de verdade não lhes favorecem, partem para achismos e traduções obscuras e/ou falsificadas.

    É o caso de Pedro ser a Pedra. E são também os casos em que Jesus concede a Pedro o poder de ligar e desligar na terra, ou ainda quando Jesus diz a Pedro: “…apascenta minhas ovelhas…” , ou, “…confirma teus irmãos na fé…”

    Quando é necessário são literais e quando é necessário não são tão literais assim.

    Cobram o batismo de crianças com textos claros e ignoram o texto claro em que Jesus diz que seu corpo é verdadeiramente comida e seu sangue é verdadeiramente bebida.

    Vale sempre o que cada crente quiser que seja tido como doutrina. A doutrina de cada crente é a doutrina “verdadeira”.

    Retomando o tema…Como escolher uma denominação protestante ?

    Talvez o indeciso deva tornar-se Calvinista! Mas então um grupo lhe ensina que Calvino era um herege por acreditar na predestinação dos eleitos. Alguns protestantes chegam a dizer que o tal do Calvino teria traído o grande escolhido por DEUS que era Lutero…

    Nesta hora Lutero volta a ser o grande “escolhido” e “enviado”.

    E mais uma vez não fazendo sentido algum, como é possível que um protestante acate as teorias de Lutero, especialmente o Sola Scriptura e o Sola Fide, achando que o mesmo era membro de uma seita ou talvez ex sacerdote da Igreja de Constantino ?

    Nada faz sentido. Vale apenas o que o protestante quer. E ele mesmo nem se importa de praticar as doutrinas de um suposto sacerdote da igreja falsa, ou, Babilônia, ou ainda igreja de Constantino.

    O eternamente indeciso e ávido por novidades decide ser pentecostal e quando manifesta o seu desejo, os protestantes históricos lhe dizem que estes grupos carismáticos nada tem de protestantes e que estes mesmos copiaram doutrinas oriundas da América do Norte e todos seriam traidores dos princípios defendidos pelos grandes reformadores, especialmente Lutero e Calvino.

    Nesta hora, Lutero e Calvino voltam a ser amigos e todos os protestantes os tem por Inspiração. E assim, Constantino desaparece tão rápido como apareceu. Mas deixa pra lá ! Não vamos insistir em entender aquilo que é inexplicável por si só.

    Então acrescentam os Metodistas e Episcopais que os tais pentecostais praticam heresias de toda ordem.

    E os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Adventistas ? O que dizer deles ? Todos os demais grupos lhes condenam e por sua vez estes três grupos se condenam entre si e os três grupos condenam os demais grupos protestantes.

    Que Babel este protestantismo né ?

    Exausto, o desesperado cristão faz a opção de ouvir música Gospel.Pensa ele: “Quem sabe tenho alguma inspiração louvando a DEUS ?”

    Quando julga que terá alguns momentos de reflexão que lhe ajudariam tomar uma decisão adequada, eis que lhe vem um amigo da “igreja” que defende o aborto e lhe diz: “Estás louco ?”

    “Como assim ?” pergunta o confuso e indeciso crente. E responde o amigo “Você não sabia que 99% dos cantores Gospel estão com demônios ? Meu líder nos disse isto. E ele é uma benção”

    Este atormentado cristão declina imediatamente da música Gospel e decide que irá conhecer a igreja anglicana. Pensa ele: “Deve ser boa ! Já me disseram que é cheia de unção.”

    Então começa a pesquisar em sites protestantes sobre a Igreja Anglicana e encontra mais contras do que prós. Lê inclusive que tudo começou porque um rei desejava cometer adultério e não teria obtido a permissão da Igreja Católica para casar-se outra vez.

    E os protestantes da reforma e todos os demais que vieram depois condenavam como herética a dita Igreja Anglicana que segundo eles adota entre outras coisas muitos dos ritos do catolicismo.

    Bom, diante de tudo isto, pensa que só lhe resta ser neopentecostal. Pensa que talvez deva aderir ao pastor que usa chapéu ou àquele que trata seus súditos por patrocinadores. Quem eram os “patrocinadores” dos apóstolos da Igreja Primitiva ?

    Quem sabe deva ele ingressar na tal da “igreja” da Lagoinha ? Soube este “profeta” que lá tem um avivamento forte. Parece que tem uma tal de unção do Leão ! Pensa ele: “Se é Leão, deve ser tremendo !”

    Nem é preciso dizer o que todos os outros grupos protestantes disseram a respeito destes últimos líderes citados.

    E a unção do Zoológico ? “Dizem que nesta igreja a poder de DEUS se manifesta tremendamente.”

    Mas logo veio o vizinho batista para desestimulá-lo. “Meu amigo, esta unção do Zoológico é obra de Satanás. A Bíblia não fala nada a respeito disto. Quando se viu tal manifestação entre os apóstolos ? “

    E a unção da Vaca ? A unção da meia ? A unção da Vassoura ? A adoração da arca da aliança ? E aquele pastor da transferência de unção ? E aquele pastor da benção do helicóptero ? E aquele culto das princesas ? E o batismo em parque de diversões ? E o pastor que enrola cobra no pescoço ? E a troca de anjo ?

    Melhor parar por aí. A verdade é que só existe consenso entre protestantes quando o negócio é atacar e difamar a Igreja Católica.

    Curiosamente e tragicamente, quem grita “Só a Bíblia”, tem que sair da Bíblia para poder decidir tudo que questionamos.

    Quem impõe “Só a Bíblia” para os outros, é sempre o primeiro a esquivar-se do “Só a Bíblia para explicar sua própria doutrina e suas escolhas”.

    Afinal, qual denominação protestante um crente indeciso ou um católico ignorante e atrás de novidades deveria procurar ?

    Que tal a Igreja das células ?

    Diz para si mesmo o camaleão religioso: “A história da Igreja não começou assim com as comunidades reunidas em casas ? “

    ”Aliás, que igreja começou em células Senhor troca troca de “igrejas” ?

    A Igreja de Constantino ? A de Lutero ? A de Calvino ? A Batista ? A Bola de Neve ou Cuspe de Cristo ?

    Prossegue o cambaleante caçador de novidades : “Tem até patriarca nesta Igreja das células !”

    Porém, mais uma vez, este sujeito sem rumo encontra todo o tipo de opinião sobre esta vertente no meio protestante. Encontra quem é a favor e quem é contra. Muito mais contrários do que favoráveis.

    E o evangelho judaizante ? Será que é bom ?

    Mais uma vez não é possível encontrar consenso entre os protestantes. Pode-se perceber partidários e opositores do evangelho judaizante em todos os cantos.

    O protestantismo é assim mesmo. Nada é o que deveria ser. E tudo que parece ser não é.

    Finalmente, cansado de tanto procurar, encontra o Movimento dos Sem Igreja. Trata-se de um movimento supostamente evangélico. Seriam cristãos evangélicos sem templo e que estariam fartos de tantas heresias no meio evangélico/protestante.

    Parte dos partidários deste movimento ensina que através de um estudo bíblico sério e regular pode-se caminhar com pernas próprias.

    Evidentemente que não servem pernas católicas. A máxima só vale para quem já fez o favor de “aceitar” a Jesus em um templo protestante.

    Nisto os protestantes ainda que não saibam têm razão. Católico sem a Igreja não consegue caminhar mesmo.

    “Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado.(Santo Agostinho)”

    E como todos se portam como “infalíveis”, não há possibilidade alguma de que ocorra algum tipo de unidade entre protestantes.

    Ninguém se pergunta como é possível que alguém no protestantismo seja “infalível” na interpretação da Bíblia se todos condenam a infalibilidade ?

    E se todos discordam uns dos outros, isto não é prova que a infalibilidade de fato não está com o protestantismo ?

    Na verdade, cada crente é “infalível” para si mesmo. Cada crente é uma espécie de Papa.

    Quando discordam, logo surge uma nova denominação sob a regência de um novo papa “infalível”.

    Cada crente é apto para julgar todos os demais. Ele é quem decide sobre a doutrina que ele próprio deve seguir e pregar.

    Ele é quem determina quem é ou não herege, quem está salvo e quem está condenado.

    Ele decide quem é idólatra e quem é adorador.

    A únicas certezas que o “infalível” protestante tem é que ele está certo e salvo e que a Igreja Católica é a Babilônia.

    Ele “pertence” ao Povo de DEUS e todos os protestantes que discordam dele, inclusive os que lhe acusam de heresias e aqueles a quem ele chama de hereges, uma vez que surgem as estatísticas e pesquisas, juntos integram o “Povo Santo” e todos são “Irmãos em Cristo”.

    Nesta hora, o pastor que prega a heresia de Ário, negando o Senhor Jesus é “irmão em Cristo” dos que confessam o mesmo Jesus. E tanto uns quanto os outros são “Irmãos em Cristo” do líder que prega a favor do aborto ou daquele que condena quem ajuda os pobres.

    Quem prega a favor da prosperidade é “irmão em Cristo” daquele que prega contra a prosperidade e quem acusa os cantores Gospel de terem demônios é aceito como “irmão em Cristo” pelos próprios acusados e vice-versa.

    Para explicar tanta distorção, recentemente um destes líderes da prosperidade disse em alto e bom som que existem “Diferentes vertentes teológicas no meio protestante”. Em outras palavras, cada qual entenda a Bíblia do seu jeito ou cada qual fabrique o Jesus que mais lhe convém.

    Ninguém se pergunta, por exemplo, quando um protestante tem o direito de deixar a sua denominação para aderir a outra ou fundar a sua própria ?

    E aqueles que se mantiveram com o pregador ? Qual deles está salvo ?

    Aquele que deixou a denominação porque não concordou com a pregação a partir da leitura individual que fez ? Ou aquele que se mantém fiel à denominação ? Ou ainda aquele que fundou uma nova denominação ?

    Todos estão salvos ? Então por que brigam ?

    Quantas vezes o crente pode mudar de denominação ?

    O fato é que com apenas 06 meses de Bíblia o “super mestre” protestante julga que já pode contestar a Igreja Católica de 2000 anos, todos seus concílios, toda a sua doutrina e todos os seus duzentos e tantos papas.

    E por vezes com pouco mais de 06 meses de decoreba bíblica e doutrinamento exaustivo, o novo super crente já se sente em condições de contestar seus próprios pares protestantes.

    Cada crente é uma espécie de teólogo de si mesmo. E os mais arrojados fundam suas próprias denominação e para tal dizem que tiveram uma “visão” e neste caso não há necessidade de provar nada pela Bíblia.

    Apesar das brigas e divisões e das acusações constantes de heresias que uns fazem aos outros, quando atacados por alguém de fora, logo se unem e expressões do tipo são logo ouvidas:

    “Não toca no ungido do Senhor” “Deixa que ele está fazendo a Obra de DEUS”. “Ai de quem tocar no servo de DEUS !”

    E você católico inseguro ? O que irá fazer ? Abraçará a auto suficiência protestante ?

    Não se engane. Quem diz que não precisa de padre para confessar os seus pecados está apenas demonstrando sua arrogância. Se Jesus deu aos apóstolos o poder de reter ou perdoar pecados, é evidente ser indispensável que alguém lhes confesse os pecados.

    São Leão Magno (400-461), Papa e doutor da Igreja:“Quem se aparta da confissão da verdade, muda de caminho e o percurso inteiro se torna afastamento. Tanto mais próximo da morte estará quanto mais distante da luz católica.” Católico, não entre na falsa humildade protestante que diz “só me confesso a DEUS”.

    “A Igreja é o mundo reconciliado”. (Santo Agostinho – Sermão 96,7,9)“Quem não crer que a Igreja lhe perdoa os pecados, a esses não lhe serão perdoados os pecados”.

    Só há salvação na Igreja que detém a confissão e a penitência. A Igreja que cuida da alma e dos pecados de seus filhos. “Sabe porque os consultórios de psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.” [João Paulo II].

    Saiba católico desinformado:

    “Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação… Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos”. Lactantius, As Instituições Divinas, 304 A.D..

    Católico, não faça de Jesus um mentiroso ao imaginar que DEUS precisou de Lutero para alguma coisa. Jesus não mente e você não é protestante para escolher o que pretende seguir ou não do evangelho.

    “SE VOCÊ ACREDITA NO QUE LHE AGRADA NOS EVANGELHOS E REJEITA O QUE NÃO GOSTA, NÃO É NOS EVANGELHOS QUE VOCÊ CRÊ, MAS EM VOCÊ.(SANTO AGOSTINHO)”

    O abandono consciente da Igreja Católica será trágico para você meu amigo católico.

    “Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação .”São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.

    Se você ainda está em dúvida, não faça como os protestantes que nunca leram as obras de Lutero. Procure por elas e veja a pessoa do fundador do protestantismo.

    Fundador do protestantismo: Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”. “Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão frequentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero). (Marie Carré, Jai choisi lunité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi , Daniel Raffard de Brienne 1983).”

    O que dizem os defensores da fé católica sobre a Igreja ?

    S. Cipriano (+258): “Julga conservar a fé aquele que não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja aquele que abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a Unidade da Igreja cap. 4). S. Cipriano: “se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.”

    Orígenes escrevia: “…se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva.”

    Papa Inocencio III (1198-1216): “Com nossos corações cremos e com nossos lábios confessamos só uma Igreja, não aquela dos hereges, senão a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, fora da qual achamos que não há salvação “(Denzinger 792).

    Quarto Concilio de Letrán (1215): “Há só uma Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém esta a salvo.”

    Papa Bonifacio VIII, Bula Unam Sanctam (1302): “Nós declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário para a salvação de toda criatura humana o estar submetida ao Romano Pontífice.”

    “Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.” (Pio IX, Singulari Quidem)

    Católico não fuja à perseguição e combata o bom combate.

    Santo Hilário de Poitiers (367): ”Foi sempre privilégio da Igreja vencer quando é ferida, progredir quando é abandonada, crescer em ciência quando é atacada”.

    Católico não se envergonhe de sua fé e nem se intimide com os adeptos da religião do livro. “Toma cuidado com o homem de um só livro(São Tomás de Aquino).”

    O que é a Igreja Católica ?

    “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

    São Cipriano (†258) – Bispo de Cartago:“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra”.

    São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

    Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:

    “Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

    Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento a liberdade de culto. Reprovamos ainda ofensas a dignidade e honra das pessoas. Discordar ou concordar são direitos legítimos.

    Autor: A. Silva com a colaboração de V. de Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor.

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  2. Guilherme feijo gomes disse:

    So ha um caminho e so ha um deus .e ha tanta pessoa seguindo o seus proprios caminho

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  3. manuel disse:

    Helen,
    Já conversei sobre este assunto com o Paróco onde estou a participar na Catequese,ele informou me que ,como estou fazer o Catequese para o casamento e já com o Batismo farei apenas uma Profissão da Fé e ser crismado no dia do Casamento e receber a eucaristia.

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    • Helen disse:

      Manuel,
      A igreja catolica reconhece alguns batismos, por exemplo o da Igreja Anglicana e Ortodoxa. Nao sei qual é a sua denominaçao, porém, confio que se o Paróco lhe informou como me disse, então será possível.
      Deus lhe abençoe em sua nova comunidade de fé!
      Helen

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  4. manuel disse:

    Eu já foi batizado no Protestantismo em Nome da Trindade.

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  5. manuel disse:

    Helen, oque é necessário para ser Católico,vejo que é a única Igreja de Cristo nesta Terra.

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  6. Alfredo Hudson disse:

    CARA HELEN,
    LAMENTO QUE “SEU PROPÓSITO” SEJA IMPEDITIVO EM DISSERTAR SOBRE A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO, E VOCÊ PERMANEÇA NA MESMICE DE TERGIVERSAR QUANDO CHAMADA AO ENCONTRO DE IDÉIAS COM MAIOR PROFUNDIDADE.

    COMO ENTENDER UMA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA QUE DIRIGE UM SITE, RECUSAR-SE A DISSERTAR SOBRE HISTÓRIA DO CRISTIANISMO???

    PERDOE MAS, QUANTO MAIS VOCÊ DIZ QUE EU EXCLUO OS EVANGÉLICOS DO “PROTESTANTISMO”, MAIS EU CONCLUO QUE VOCÊ SABE POUCO SOBRE CRISTIANISMO.
    Fraternalmente,
    Alfredo Hudson

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    • Helen disse:

      Hudson,

      Não me recuso a abordar sobre o Cristianismo, pois é impossível escrever sobre o Catolicismo sem considar o contexto Cristão. A história da Igreja Católica quase não se distingue daquela do Cristiasnismo. Meu comentário talvez não tenha expressado apropriadamente o que eu desejava dizer, ou seja, de fato NÃO é meu objetivo DISSERTAR sobre a história e formação do Cristianismo ( ou mesmo do Protestantismo). Portanto, não escrevo em profundidade sobre os detalhes históricos que levaram ao desenvolvimento do Cristianismo tal e qual ele é hoje, como parece ser seu desejo. Como disse, este é um blog Católico escrito principalmente para Católicos interessados em Apologética Católica.

      Em Cristo,
      Helen

      Ps. Parece-me estranho que depois de tanta argumentação contrária sobre minha ‘insistência’,como o sr. mesmo disse, em classificar o Evangélicos como Protestantes, e depois de repetidamente declar que estou enganada em fazê-lo, o Sr. afirme que de fato não exclui os Evangélicos do Protestantismo. Afinal, segundo sua opinião se eles não devem ser chamados de protestantes, então devem ser chamados de que? Cristãos Evangélicos apenas? Se esse é o caso, então estaria o Sr. a excluí-los do protestantismo ou não?

      Quanto a sua conclusão: “MAIS EU CONCLUO QUE VOCÊ SABE POUCO SOBRE CRISTIANISMO.” , isso não me causa ofensa, apesar de ser uma afirmação um tanto longe da verdade, pois conheço mais sobre a história cristã do que a média dos cristãos…Porém, admito que o adjetivo ‘pouco’ tenha um peso bastante subjetivo. Se o sr. por acaso é um téologo Cristão, então sim, no seu entendimento seguramente o que eu sei é pouco, do contrário talvez não…. Mas isso somente justifica minha posição, escrevo sobre o que me propus a escrever desde o príncipio, ou seja, Apologética Católica, e não teologia Cristã em profundidade.

      Em Cristo
      H.

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  7. lucas disse:

    sou judeu, e o motivo é sim ples de tanta divisao, pq existem inumeras igrejas católicas? ortodoxas, cançao nova, e as tradicionais, existem inumeras, tanto católicas como protestantes, simplesmente cada um tem uma visao mas todas fugiram da sã doutrina dos apóstolos, voces incorporaram imagens nas igrejas, os protestantes tem um liberalismo discontrolado

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    • Helen disse:

      Sr. Lucas,
      O sr. está COMPLETAMENTE enganado em sua afirmação de que existam tantas igrejas católicas qto protestantes. Existe UMA, UNA, Igreja Católica.

      Ou seja, aquela sob a liderança do Pontífice, o Santo Papa. Canção nova é um movimento denominado CARISMÁTICO dentro da Igreja Católica Romana. Subordinado ao Papa, como qualquer outro movimento.
      Dentro do Catolicismo existe o Rito Latino, praticado pela Igreja Ocidental e o Rito Bizantino, praticado pela Igreja Catolica do Oriente, também subordinada à Roma.

      Mas existe sim a chamada Igreja Ortodoxa, que apesar de professar a mesma fé e as mesmas doutrinas da Igreja Católica, NÃO é subordinada ao Pontífice Romano, portanto NÃO pode ser considerada Católica.

      Eis aqui a explicação sobre a Igreja Católica Ocidental e Oriental

      A ‘sã’ doutrinas dos Apóstolos está viva em vigente na Igreja Católica e APOSTÓLICA Romana.

      Grata pela participação
      Helen

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  8. Alfredo Hudson disse:

    Prezada Helen,

    Agora sim entendo porque falta clareza em suas afirmações, no tocante ao que sejam os protestantes, quando você insiste em colocar na mesma avaliação igrejas evangélicas protestantes com outras que pregam o que você mesmo classifica como “Evangelho do bem-estar e da prosperidade material”.

    Sua revelação é deveras saneadora quando me informa que“Esse site é direcionado para Católicos interessados em apreender mais sobre os ‘por quês’ da Igreja e fé Católica”.
    Então, creio que não será mesmo de seu interesse trocar experiências, sem tergiversar.

    Jamais expressei opinião capaz de excluir quem quer que seja, de qualquer grupo ou denominação. O que insisto em sustentar é que “Os protestantes são evangélicos, mas nem todos os evangélicos são protestantes”. Citei o exemplo dos Batistas, que são Evangélicos (dos bons) e vêm de muitos anos antes de quaisquer movimentos reformistas.

    Então, peço encarecidamente que você busque melhores informações sobre a origem ou história de cada Igreja, sabendo o que se deve denominar PROTESTANTE, e, num site sério como é o seu, não se contente em fazer côro com o POPULAR.

    Mas, o que me parece coerente repetir é que, na essência, EVANGÉLICO é o que vive e anuncia o EVANGELHO de Nosso Senhor Jesus Cristo. E isto os PROTESTANTES fazem também.

    Quem está com o coração cheio do Evangelho, não é Católico Romano, nem Protestante, ou Evangélico, é Igreja de Deus.
    A IGREJA DE DEUS é formada pelos fiéis seguidores do Evangelho.

    Fraternalmente,
    Alfredo Hudson
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    RESPOSTA DO BLOG

    Hudson,

    Eu insisto tanto em classificar toda a Igreja Cristã não-Católica ( exceto a Igreja Ortodoxa) como Protestante, tanto quanto você insiste em EXCLUIR os Evangélicos do Protestantismo. Essa é uma divergencia de opinião, a minha, por acaso, é compartilhada por incontáveis teólogos Protestantes e Católicos.

    Meu esclarecimento de que o objetivo do Site é escrever para Católicos não presupõe excluir o debate-diálogo entre quem quer que seja. Objetiva sim, esclarecer ao sr. que meu propósito é defender a fé Católica, não dissertar sobre a história do Cristianismo.

    Grata novamente, em Cristo.
    Helen

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  9. Alfredo Hudson disse:

    RESPOSTA EM 03/4/2011
    Prezada Helen,
    “Todos sabem que muitos não-católicos”….
    Em momento algum revelei aqui minha confissão religiosa, e tenho procurado mostrar isenção. Gosto sim, de ler e buscar informações sobre o Cristianismo em suas diversas confissões. E foi assim que encontrei seus artigos.
    Sobre sua última resposta, convido-a que reveja meus comentários
    “ as línguas nativas (grego, aramaico, etc, foram suprimidas e o culto (missas) passou a ser realizado em latim, a língua oficial de Roma e de seu império.”
    “Não se olvide que muitas dessas práticas foram mantidas até bem pouco, e que outras, Graças a Deus, vêm sendo modificadas entre os Católicos Romanos. As missas na língua pátria”……

    Quero dizer que não estou acostumado a aceitar certas afirmações como verdade, e é por isso que estou aqui, contando que você não queira impor sua análise como verdade absoluta.
    Mas, vamos trocar experiências? Então vamos à análise da História, com espírito Cristão, sem competição, com vontade de acertar? Com sinceridade, sem rodeios, isentos?
    Tenho observado que a grande parte de seus textos está direcionada contra o significativo aumento do número de igrejas de outras confissões que não a Católica Apostólica Romana, e que você denomina de Protestantes e, ou, Evangélicas, conforme convenha no texto. Parece existir em você, e alguns outros, uma preocupação forte com a evasão de cristãos Católicos Romanos para outras confissões.
    Já tive oportunidade de informar algo, sobre o que se deve denominar Protestantes, (que são Evangélicos), mas sem a qualificação genérica dos Evangélicos, aqueles que produzem o “fenômeno das mega-igrejas e seu Evangelho do bem-estar e da prosperidade material, algumas das quais são muitas vezes ‘administradas’ por pastores cuja mentalidade e abordagem são orientadas para o ‘marketing eclesial”,….
    No mesmo texto, mais adiante, você coloca: “Então por que é que o movimento protestante, que inicialmente começou a “reforma” da Igreja, acabou assim?”
    Quando eu afirmei que nem todos os Evangélicos são Protestantes, não o fiz no vazio.
    Mas, seus textos, com tantas críticas aos “Evangélicos”, oscilam em citações históricas e teológicas, e deságuam no “popular”, nas afirmações que presumo sejam apaixonadas por sua confissão de fé.
    Vejo isto até como natural e positivo, mas quando você afirma: “O protestantismo surgiu por volta de 1543”…… e “Não importa a origem ou história de cada Igreja, no popular todas são Evangélicas…”, então eu penso que a História ainda não foi totalmente explorada por você, ou o fez “sem aprofundamento e averiguação dos fatos”…
    Historicamente os Protestantes datam do século 16. São Luteranos, Reformados, e outros que eram Católicos Romanos, mas deixaram sua fé católica para começar suas próprias denominações.
    As pessoas, geralmente, fazem considerar três grandes grupos religiosos: se não for Judeu ou Católico Romano, automaticamente, (como você faz), são considerados Protestantes e, ou, Evangélicos, não levando em conta outros grupos como o Hindu, o Budista, etc.

    Assim, conseqüentemente, todo Evangélico é denominado “Protestante”. Mas, insisto, esta não é a verdade Histórica. Ao menos pra você não deveria ser.

    A Reforma Protestante normalmente é datada, não por volta de 1543 como você afirmou, mas de 31 de Outubro de 1517 quando Martinho Lutero afixou suas 95 Teses na porta da Igreja Castelo em Wittenburg, Alemanha. Porém, isto foi somente um de vários atos que levaram a uma ruptura com Roma.
    Um evento de grande importância, mas muitas vezes não lembrado, é o Segundo Concilio de Speier, no dia 25 de abril de 1529. Este Concílio Católico Romano foi feito para tomar ação contra os Turcos e também diminuir o progresso dos Luteranos e outros que não cooperavam com o Papa.

    Basicamente, a reação dos príncipes Luteranos era contra as decisões do referido Concílio, um protesto escrito formal condenando certos assuntos aprovados e contrários à fé como os príncipes a entenderam. Assinaram o documento, Elector John de Saxônia, Margrave George de Brandenburgo, os duques Ernest e Francis de Braunschweig-Luneburg, Landgrave Filipe de Hesse, Príncipe Wolfgang de Anhalt, e os representantes de catorze cidades imperiais.
    O protesto foi desenhado para protegê-los das decisões do Concilio. Foi uma medida defensiva. O renomado historiador eclesiástico, Phillip Schaaf, em sua “História da Igreja Cristã,” Tomo VII, p. 692 afirma! que “A partir deste protesto e apelo os Luteranos foram chamados ‘Protestantes.'” A Enciclopédia Católica, Tomo XII, p. 495 confirma os mesmos escritos. Estes líderes Luteranos, e alguns Reformados, que fizeram este apelo no famoso Concilio de Speier, protestaram só para si, em seu próprio nome.
    Mas veja também o que eu comentei sobre os Evangélicos Batistas: “ Também os batistas seguem princípios Reformistas, embora sejam mais fundamentalistas”.
    Perceba porque eu não os coloquei entre os Protestantes.
    Os Batistas são Evangélicos e não saíram de Roma como Lutero, Calvino e Zwinglio, porque nunca pertenceram a ela. Não começaram no tempo da Reforma, mas centenas de anos antes. Os Cristãos de confissão Batistas representam um dos maiores grupos Evangélicos no mundo e não traçam sua sucessão histórica de volta aos dias dos Apóstolos.
    Em cada época da história eclesiástica havia grupos que creram nas mesmas doutrinas que os Evangélicos Batistas crêem hoje. Estes grupos podiam ou não ser ligados uns aos outros, e foram conhecidos por nomes diferentes. Eram os Montanistas (150 d.C.), os Novacianos (240 d. C.), os Donatistas (305 d.C.), os Albigenses (1022 d.C.), os Waldenses (1170 d.C.).
    Sugiro, portanto, que pesquise um pouco mais a História e, com certeza, poderá reconsiderar sua afirmação de que “Não importa a origem ou história de cada Igreja, no popular todas são Evangélicas…”.
    Sugiro também que quando desejar comentar ou criticar o “fenômeno das mega-igrejas e seu Evangelho do bem-estar e da prosperidade material…ect,” certifique-se para onde deve direcionar sua crítica, e não o faça “no popular”.
    Não consta que Igrejas Protestantes ou Igrejas Batistas preguem evangelho da prosperidade.
    Sugiro, ainda, que sua visível preocupação com o grande número de Igrejas Evangélicas, ou Protestantes, ceda espaço para uma preocupação religiosa com o Cristianismo, no sentido de que seja “executado”, como missão de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, sem a mentalidade do poder, do controle e das definições geopolíticas de soberania religiosa.
    A missão é: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura”…, sem o espírito de “territorialidade”, mas com um bom testemunho de vida, pela união dos Cristãos.
    Há hoje no Brasil, um milhão de Muçulmanos, e estão espalhados por todo o território brasileiro, sendo que as maiores comunidades se encontram nas cidades de, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu.
    A cada ano que passa aumenta ainda mais o número de brasileiros convertidos ao Islam. Já existem hoje centros islâmicos fundados por brasileiros, aonde há diversas atividades tanto de práticas religiosas, como de divulgação do Islamismo para os brasileiros, com palestras em escolas, faculdades e universidades, distribuição de livros com temas da religião Islâmica, e panfletos informativos.
    Minha prece é pela união dos Cristãos, pelo Cristianismo, com as “ igrejas” convertidas ao Evangelho de Jesus. Para os verdadeiros discípulos de Jesus não existe denominação, categorias de religião, e muito menos ameaça e possibilidade de perda de poder.
    Quem está com o coração cheio do Evangelho, não é Católico Romano, nem Protestante, ou Evangélico, é Igreja de Deus, e isto facilita a missão.
    Fraternalmente,
    Alfredo Hudson

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    • Helen disse:

      Caro Hudson,
      Alguns esclarecimentos necessários.

      1- Esse site não tem objetivo de denegrir o Protestantismo. Mas de defender o Catolicismo de críticas injustas, inverdades e falsas afirmações sobre a Igreja Catolicas Romana, idependentemente de onde elas provêm, ou seja, de ateus, muçulmanos, outros cristãos, etc…

      2- Esse site é direcionado para Catóicos interessados em apreender mais sobre os ‘por quês’ da Igreja e fé Católica.

      Suas questões são interessantes, mas exigem respostas extremamente detalhadas, de forma que eu possa realmente esclare-las, o que nem sempre é possível, visto que escrever não minha atividade principal. Muitas vezes em 1 comentário são abordados diversos temas. Você faz muitas afirmações quem nem sempre correspondem à verdade. Por exemplo, sua alegação de que o protestantismo comecou em 1517 é uma inverdade, pois nesse período o Sr. Lutero era membro da Igreja Católica Romana. NÃO se pode considerar que ele tenha iniciado NADA até o momento em que a própria Igreja o tenha excumungado. Como já mencionei, a Igreja possou por diversas reformas, antes e depois de Lutero, SEM COM isso criar-se outra religião.

      Em meu site em Ingles, publiquei uma coletânea de textos de Lutero ainda enquanto clérgio Católico sobre a Virgem Maria, todos eles datados APÓS 1517, data que vc afirma ter-se iniciado oficialmente o «protestantismo», que todos sabemos, nasceu com Lutero.

      Siga o Link para ver os textos

      Você está correto ao afirmar que eu somente considero verdadeiras religiões aquelas que professam ter fé em UM SÓ Deus. Todo o resto, ou seja, poleteismo, no meu entendimento e no entendimento de inumeros teólogos cristãos são seitas.

      Particularmente, não consigo perceber a necessidade em exlcuir os Cristão evangélicos do Protestanstismo. Mas entendo isso como uma opinião pessoal sua, a qual não pretendo refutar.

      Minha prece está em ressonância com a sua, também oro pela união dos Cristãos, pois essa é a vontade de Nosso senhor Jesus Cristo, como Ele mesmo afirmou no Evangélio de João 17:21. Assim seja. Amém!

      Em Cristo,
      Helen

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  10. Alfredo Hudson disse:

    “Qualquer pessoa isenta e bem-intencionada sabe,”…….????

    A PAZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO, SEJA CONTIGO.
    Fraternalmente,
    Alfredo Hudson

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    • Helen disse:

      Caro Alfredo,

      Peço desculpas se minhas palavras lhe tenham causado ofensa. Na verdade, meu objetivo não ofender a ninguém, mas nesse caso é desafiar seu ponto de vista. Portanto, desejo esclarecer que o que eu queria era lhe mostrar que quando se analiza os fatos históricos imparcialmente é muito difícil continuar a sustentar certas visões demonstradas nos circulos protestantes. Falo, por exemplo, da sua afirmação de que a igreja católica prevenia intencionalmente a leitura da Biblia, o que não é verdade.

      Agora, todos sabem que muitos não-católicos são acostumados a aceitar certas afirmações como verdade, sem aprofundamento e averiguação dos fatos, por isso seus pontos de vista (ou seja, daquelas pessoas que se encontram nesse perfil) não podem ser considerados isentos. A partir do momento em que o indivíduo não busca essa necessária averiguação sua opinião, seja ela qual for, perde a credibilidade. Para aqueles que se recusam a buscar a VERDADE, somente aí, pode-se de dizer que falta também boa intenção. O que não creio ser o seu caso.
      Em cristo.
      Helen

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  11. Alfredo Hudson disse:

    Prezada Helen,

    Parece-me coerente dizer que EVANGÉLICO é o que vive e anuncia o EVANGELHO de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Nesse contexto vejo que Católicos Apostólicos Romanos e Protestantes estão inseridos.
    Equívoco é classificar como evangélicos os que vivem uma vida de mal testemunho do evangelho, com práticas e pregações falsas sobre os ensinamentos de Jesus Cristo, a ainda usam o nome de evangélicos para se locupletar, seja através da falsa palavra, da pregação de prosperidade, de “show” com espetáculos musicais que nada tem de santidade, etc,.
    Assim, entendo que são EVANGÉLICOS os Católicos Romanos e os Protestantes que vivem, praticam e anunciam o Santo Evangelho com sinceridade e pureza de coração.
    Quanto às diferenças trazidas por Lutero, quero dizer que, a partir das atitudes firmes e corajosas dele, hoje, eu e você podemos ler, comentar e estudar a Bíblia livremente, sem os impedimentos que a Igreja antes colocava.
    Infelizmente, muitos utilizaram mal, e continuaram misturando Bíblia, evangelho, com política e conveniências de grupos ou pessoas.
    A Reforma religiosa levada a cabo por Martinho Lutero, de forma clara, pretendia como o próprio nome diz, reformar a igreja e não dividir a Igreja.

    Mas Lutero e os demais protestantes acabaram excomungados pelo Papa e não tiveram outra opção senão se organizar como uma Igreja Reformada. Lutero não reformou apenas a teologia e algumas doutrinas da igreja. Sua reforma alcançou também o culto. Então,
    sobre o que você apontou como equívoco no meu comentário, entendo que a autoridade que se sobrepõe à Divindade é, por exemplo, aquela que se vê no direito de ouvir confissões e de perdoar pecados, que são atributos DIVINOS. Isto é a clericalização do líder e hierarquização do clero. É a institucionalização do mediador entre o povo e Deus e entre Deus e o povo.

    Quanto à celebração dos cultos, concordo com você quando diz: “Quando o Imperador Constantino finalmente decidiu cessar as perseguições aos Cristãos, houve uma grande mudança.”

    Então, ouso repetir o que escrevi, e peço que avalie comigo se não houve uma elitização no culto, ou missa, se preferir.
    “Com a elevação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, o local de celebração passou da casa para o templo, um espaço mais impessoal e a liturgia que proporcionava a participação de todos concentrou-se apenas na atuação do sacerdote,” …..
    “ as línguas nativas (grego, aramaico, etc, foram suprimidas e o culto (missas) passou a ser realizado em latim, a língua oficial de Roma e de seu império.”

    Não se olvide que muitas dessas práticas foram mantidas até bem pouco, e que outras, Graças a Deus, vêm sendo modificadas entre os Católicos Romanos. As missas na língua pátria.

    Tenho presenciado missas em que leigos, estudiosos da Bíblia, fazem a leitura da Santa Palavra e exposição do Evangelho. Conheço igrejas Católicas que adotam a Escola Dominical, um estudo Bíblico entre os fiéis criado e adotado pela igreja Protestante há muitos anos.
    Penso que todos somos beneficiados com isso, e peço a Deus que assim seja.
    Não que a Igreja Católica faça adesão à Reforma ou que as Igrejas Protestantes renunciem às idéias e práticas da Reforma. Mas que todos possamos encontrar denominador comum para anunciar o EVANGELHO, “até que toda a terra confesse que Jesus Cristo é o Salvador, para a Glória de Deus Pai”.

    Fraternalmente,
    Alfredo Hudson

    _______________________________

    Resposta do Blog,

    Caro Alfredo,

    Correto. Concordo que o termo Evangelico tenha tido seu uso abusado nos ultimos tempos. Mas, como disse no meu comentario anterior, estou usando a terminoligia ‘popularizada’ no Brasil, pois somente assim posso me certificar de que o entendimento da maioria dos leitores nao entre em conflito com a mensagem que eu desejo passar.

    Catolicos e Protestantes que anunciam e vivem o evangelho como testemunho de fe são Evangelistas, e não Evangélicos como o Sr. afirma. No Brasil e nos EUA, o termo Evangélico classifica aqueles cristãos cuja a fé esta fortemente baseada na sua interpretacao pessoal do evangelho e guiada somente pela Bíblia ( mesmo que incoerentemente muitas das doutrinas adotadas por esses Cristãos tenham sido estabelecidas por uma autoridade Eclesial nos primórdios do Cristianismo, por ex, a Doutrina da Santa Trindade), a parte de qualquer autoridade eclesial.

    Em Cristo,
    Helen

    Ps. Sobre seu comentario: “Mas Lutero e os demais protestantes acabaram excomungados pelo Papa e não tiveram outra opção senão se organizar como uma Igreja Reformada” .

    Sim, Lutero teve outra opção, a de reconhecer seu erro e com isso ser um reformista, como muitos outros foram, a exemplo de S. Agostinho, mas infelizmente preferiu seu proprio orgulho. Estava errado em muitos aspectos, principalmente em sua doutrina da Salvação, a dita Sola Fide bem como a Sola Scriptura.

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    • Helen disse:

      Alfredo,

      Sobre sua afirmacao: “eu e você podemos ler, comentar e estudar a Bíblia livremente, sem os impedimentos que a Igreja antes colocava.”
      Qualquer pessoa isenta e bem-intencionada sabe, como prova a Historia, que JAMAIS a Igreja colocou qualquer impedimento para a leitura da Biblia. Esse argumento eh falso. De fato a Igreja tem em seu catecismo, e sempre teve, um apelo ao fiel qto a leitura da Biblia.
      Argumenta-se que a Igreja tivesse incluido a Biblia Sagrada na lista de ‘Livros proibidos’ na Idade media. Isso eh falso e pode ser FACILMENTE comprovado. Sem tempo agora me abstenho de lhe forncer a fonte, prometo faze-lo em outra ocasiao.

      Em Cristo,
      H.

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  12. Alfredo Hudson disse:

    Olá, Hellen,
    Não tenho intenção de estabelecer um clima polêmico nesse encontro de idéias, mas vejo que mesmo concordando com você em alguns pontos, sobre os princípios da fé cristã, não posso deixar de manifestar minha surpresa, ao ver que falta alguma clareza em suas afirmações, no tocante ao que sejam os protestantes, quando você insiste em colocar na mesma avaliação igrejas evangélicas protestantes com outras que pregam o que você mesmo classifica como “Evangelho do bem-estar e da prosperidade material”.
    Os conceitos que você descreve sobre a salvação pregada pelos cristãos protestantes, não correspondem aos verdadeiros fatos históricos.
    Vou repetir aqui o que já informei a você anteriomente:
    Data de 1824 o surgimento das primeiras igrejas luteranas no Brasil. Na década de 1850 instalaram-se no país igrejas congregacionais e presbiterianas, fundadas por missionários americanos. Seguiram-se metodistas e episcopais. Todos estes são tradicionalmente Reformistas.
    Também os batistas seguem princípios Reformistas, embora sejam mais fundamentalistas.
    No tocante a administração, saiba que todas estas igrejas mantém diretorias locais, distritais, regionais e nacionais, que se reúnem em assembléias, ou concílios regularmente. As diretorias são renovadas a cada período e seus pastores podem ser avaliados, obedecedo a critérios estabelecidos pelas respectivas diretorias, ou concílios, podendo ser remanejados ou até descredenciados.
    Na segunda metade do século XX difundiram-se sobretudo grupos de caráter pentecostal e hoje, infelizmente, muitos grupos denominam-se evangélicos e são vistos como protestantes, o que, em minha modesta opinião, não corresponde à realidade.
    Sobre o que você chama de “desprezo pela autoridade eclesial”, cabe também uma reflexão histórica:
    Os rabinos judeus se reuniram no final do primeiro século num Concílio na cidade de Jâmnia e aprovaram ali expulsão imediata dos cristãos das sinagogas. Esse foi o fator que acabou por concluir a ruptura entre o judaísmo e o cristianismo, tornando-os duas religiões distintas.
    Os cristãos passaram a se reunir de casa em casa para celebrar a Ceia do Senhor e com ela a morte e a ressurreição de Jesus. Mas proibidos de participarem das sinagogas, passaram também a celebrar a Palavra nos cultos domésticos, Assim nasce o culto cristão, nas casas, sob a crescente perseguição dos judeus e, mais tarde, do poderoso Império Romano. E a estrutura básica e mais antiga do culto cristão então era assim: Liturgia da Palavra (com as 3 partes) – Leituras Bíblicas – interpretação – oração de intercessão
    Liturgia da Eucaristia (com as 3 partes) – Preparo da mesa – Oração eucarística – comunhão
    Como relata o livro de Atos, os cristãos perseveravam unânimes “na doutrina dos apóstolos” (na Palavra), nas orações, no partir do pão (celebração da Eucaristia) e na Comunhão (At 2:42).
    Por volta do ano 320, quando o Imperador Constantino, adota e impõe o então marginalizado cristianismo como a religião oficial do Império Romano, ele desapropria os templos pagãos e instala neles o culto cristão, que para atender a nobreza ganha aos poucos mais requintes.
    Diferentemente do culto acontecido nas casas, onde havia ampla participação da comunidade e dos marginalizados, nas “catedrais” acontece o surgimento do clero como sacerdote, a hierarquização do clero, a participação cada vez menor na celebração do culto e a exclusão das pessoas pobres do culto. O pobre deixa de participar do culto e vai para os fundos do templo ser atendido por uma espécie de Departamento de Ação Social.
    O culto na casa, que era uma “paróquia” (casa do pobre), passa a ser celebrado no templo, na “basílica” (casa do rei). As pessoas pobres saíram do culto e entrou a nobreza, a aristocracia, os mais ricos. Muda a arquitetura da casa para o templo. Muda a música que vai sendo executada apenas pelos profissionais, particularmente os monges dos conventos, e o canto gregoriano torna-se a música oficial da Igreja. O culto, falando de forma simplista, passa ser celebrado como um sacrifício: o sacerdote oferece o culto a Deus em prol de todos os fiéis. O culto torna-se missa, “renovação incruenta daquele mesmo Sacrifício do Calvário”.
    Com a elevação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, o local de celebração passou da casa para o templo, um espaço mais impessoal e a liturgia que proporcionava a participação de todos concentrou-se apenas na atuação do sacerdote, a clericalização do líder e hierarquização do clero. Bem no estilo do Antigo Testamento que é a institucionalização do mediador entre o povo e Deus e entre Deus e o povo (inclusive a confissão e o perdão de pecados. Assim nasceu a “profissionalização” dos que participam da liturgia: as línguas nativas (grego, aramaico, etc, foram suprimidas e o culto (missas) passou a ser realizado em latim, a língua oficial de Roma e de seu império. Houve mudança do enfoque dado pela igreja medieval ao culto cristão, onde a congregação passou a um plano secundário na ação litúrgica.
    A autoridade eclesial não sobrepõe-se à Divindade.
    Eis aí, um dos temas mais enfáticos dos princípios protestantes.
    Conto que tenha colaborado para que não se estabeleçam conceitos generalizados.
    A rigor, “Os protestantes são evangélicos, mas nem todos que se dizem evangélicos são protestantes”
    Fraternalmente, Alfredo Hudson

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    • Helen disse:

      Caro Alfredo,
      Obrigada mais uma vez pela participação.

      Infelizmente, não há uma definição precisa para classificar cada uma das milhares de Igrejas protestantes existentes no mundo atualmente, ou se há não é meu objetivo me deter a tais detalhes. Eu por exemplo, enquanto Católica, discordo de sua percepção de que Evangélicos não sejam protestantes, pois saíram do Protestantismo Reformista, muitos seguindo algumas das doutrinas de Lutero, Calvino, Zwingli, etc…

      Porém, parto do simples princípio: As Igrejas que seguiram e surgiram após a ruptura de Lutero são convencionalmente chamadas, não por mim, mas pela história, de Protestantes. O protestantismo surgiu por volta de 1543. Não estou tratando do termo no contexto do Brasil, que na época não tinha sequer completado 1/2 século de descobrimento. Estou falando de contexto mundial.

      Ou seja, o Protestantismo tem INUMERAS ramificações. Estima-se que no mundo haja por volta de 50 mil denominações. No Brasil, atualmente, tudo virou ‘Evangélico’. Não importa a origem ou história de cada Igreja, no popular todas são Evangelicas. Mas o meu texto acima em particular aborda precisamente o fenômeno do Evangelicalismo, ou os chamados Bible-Christians surgido nos EUA. Ou seja, trata daquelas igrejas onde autoridade Eclesial não existe, ao menos não oficialmente (muitos pastores americanos e brasileiros, apesar de declarem que a Biblia é a UNICA autoridade do Cristão, elevam-se a um status de ‘Papa’ de suas respectivas igrejas, onde a congregação é subordinada à sua autoridade). Ou seja, minha ‘crítica’ está focando esse tipo específico de Cristianismo Protestante, o Evangelicalismo da Sola Scriptura e Sola Fide. Não é meu objetivo uma dissertação sobre a história do Protestantismo no Brasil, não no texto em questão.

      Ainda Caro Alfredo, há alguns equivocos no seu comentário. Não creio que os faça intencionalmente, todavia merecem esclarecimento.

      Por exemplo, sua afirmação; “O culto na casa, que era uma “paróquia” (casa do pobre), passa a ser celebrado no templo, na “basílica” (casa do rei). As pessoas pobres saíram do culto e entrou a nobreza, a aristocracia, os mais ricos. Muda a arquitetura da casa para o templo.”

      Minha resposta:

      Por muito tempo o império Romano era pagão e perseguia a todos os Cristãos. Por essa razão a Missa Cristã era celebrada às escondidas. O cristão perseguido não ousaria erguer um templo onde a pratica de sua fé era proibida, pois com isso arricariam a vida e seriam jogados aos leões nas arenas Romanas. Reuniam-se em casa por essa razão e NÃO por motivos de classe ou status social.

      Quando o Imperador Constantino finalmente decidiu cessar as perseguiçãos aos Cristãos, houve uma grande mudança. Com a conversão do Império ao Cristianismo Católico ( de fato, religião oficial do Império) não havia mais a necessidade de esconder-se. Com essa conversão ocorreu a doação da Basílica de Roma aos cristão para a celebração de sua fé. Basilica quer dizer a Casa do Rei, ou seja, onde habitava o Rei de Roma; mas que agora dava lugar o Rei Jesus Cristo. Eis ai como surgiram as Basílicas enquanto lugar de adoração cristã.

      Outra observação sua que merece atenção: “A autoridade eclesial não sobrepõe-se à Divindade”. Isso é claro! Não se presupõe que a Igreja suplante a Deus, mas que sirva o Seu propósito para Sua Glória.

      Mais uma vez obrigada por sua preciosa contribuição.

      Em Cristo,
      Helen

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