Estudo Bíblico: Fim da Lição 3


The Sacrifice of Isaac, (oil on canvas)

A Atadura de Isaac – Por Phillipe de Champaigne

Nota ao leitor: Peço, em primeiro lugar, desculpas pelo atraso na publicação deste artigo. Em segundo lugar, que aqueles que aqui vierem, se possível, me ajudem a divulgar este conteúdo em suas redes sociais. Comentários são bem-vindos.

Atando a Isaac

São Paulo disse que a história dos dois filhos de Abraão, o ilegítimo Ismael cuja mãe era Agar, e seu herdeiro Isaac, nascido pela promessa de Deus à sua esposa Sara, simbolizada a diferença entre a Nova Aliança e Antiga (cfr. Gl 4 : 21-31).

Mas há um símbolo ainda mais profundo na terrível provação com que Deus fez Abraão passasse: oferecer seu único filho, Isaac, em sacrifício. Continuar lendo

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Estudo Bíblico: Depois do Dilúvio, Lição 3 Parte II


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O Grande Dilúvio

Depois do Dilúvio – O Pecado de Cam

Infelizmente, a história humana depois do dilúvio mais uma vez, continua como antes. Como Adão (cujo nome em hebraico significa literalmente “terra” ou “solo”) que recebeu um jardim para cultivar. Noé plantou uma vinha e tornou-se agricultor (cf. Gn 2:. 1; 7:11). E do mesmo modo como o fruto proibido causou a queda de Adão, o fruto da videira – as vinhas que produzem o vinho – provocou a queda de Noé. Como a queda de Adão, a de Noé também expõe o seu pecado e sua nudez (Gn. 3, 6-7; 9,21), o que resulta em uma maldição (cf. Gn 3, 14-19).

Mas e quanto a história de Cam, que exibe a nudez de seu pai? (cfr. Gn 9, 22). Em hebraico, a frase usada nesta passagem é uma figura linguagem para falar sobre incesto. Em algumas partes da Bíblia a expressão “descobrirás a nudez” de alguém, indica o ato sexual (Lv 20, 17; 18, 6-18). Descobrir a nudez de seu pai, significa que ele cometeu incesto com sua mãe. Em outras palavras, aproveitando-se da embriaguez de Noé, Cam dormiu com sua mãe quando seu pai estava embriagado, dormindo. Pode ser que isto esteja ligado a uma tentativa de remover o poder de seu pai, porque este ato é conhecido na Bíblia como uma ofensa a quem está no comando (cf. Gen 29:32; 35:22; 49: 3-4 .; 2 Samuel 16: 21-22). Continuar lendo

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Curso Bíblico – Lição 3


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Vimos até agora as nuances do princípio da História da Criação. Como Deus criou a humanidade para que fôssemos a Sua família e como, por medo, Adão falhou em sua obediência a Deus. O Dr S. Hahn prossegue aprofundando-nos um pouco mais no conhecimento das principais figuras ou personagens da História de nossa Salvação, mas antes disso uma pergunta se nos apresenta: e a Eva?

Eva e a Fruta

Temos falado de Adão, e talvez alguns já tenham se perguntado: mas isso não se trata de Eva? Na verdade, a serpente se dirige  primeiramente à “mulher”. A palavra “mulher” aparece 4 vezes em 6 versículos, enquanto o homem não é mencionado, senão por último. E então nada mais diz, “deu também ao marido que estava com ela “(Gn 2: 6).

Gênesis parece querer-nos a pensar que a culpa tenha sido das mulheres. Afinal ela fez este negócio a cobra e tomou o fruto proibido. O homem não comeu nada, mas apenas o que a mulher lhe deu. Mas é assim mesmo? Por que então São Paulo e da tradição da Igreja se referem a esse relato como o pecado de Adão? (Cf. Romanos 5: 12-14, 1 Cor. 15: 22,45)?

Primeiro vamos enfatizar o que  é dito no final da história: Adão estava com ela o tempo todo (Cf. Gn 3: 6). Na verdade, em hebraico, a serpente diz “vós” e não “tu”. Portanto, se Adão estava em meio a tudo isso, por que ele não falou antes? Por que não respondeu nada. Este é o ponto. Por medo, Adão não diria nada, deixando sua esposa entregue à própria sorte. Ele era “seu marido”, como o texto insiste. Os maridos têm que defender suas esposas, até morrerem por elas. Assim diz a Bíblia a respeito do amor conjugal (cfr. Ef. 5:25). Pois bem, esclarecido isso, continuamos com o entendimento de tudo o que se segue a partir do pecado de Adão.  Continuar lendo

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Estudo Bíblico: Lição 2 parte final


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Leia as lições anteriores publicadas AQUI.

Como visto na semana passada, a lição 2 concentra-se na criação do homem, a jóia da coroa da criação de Deus. Nesta semana finalizamos a lição 2 mas nos ateremos, na lição 3, justamente no estudo de alguns do personagens chaves da História da Salvação. Juntos, caminhamos ao entendimento cada vez mais profundo das ações de Deus, através do séculos, para salvar a humanidade, a jóia da criação.

Ameaças de morte

Mas antes de irmos de Adão a Jesus, vamos estudar o significado da história. Deus disse a Adão e Eva que não comessem do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ou morreriam (Gn 2,17). Em hebraico há uma ameaça dupla de morte, com uma repetição. “Você vai morrer morrendo “ou” morrer a morte”. Por que a repetição da palavra “morrer”?  É possível morrer mais de uma vez?

A serpente contradiz diretamente a Deus. Ela diz a Adão e Eva: “Certamente não morrereis” (Cfr. Gn 3,4). Ela também diz: “Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, abrir-se-vos-á os olhos; então sereis como Deus e sabereis o que é bom e o que não é” (cf. Gn 3: 5). E é a verdade, eles não morreriam. Na verdade teriam os olhos abertos, assim como a serpente disse (Gen.3, 7). Até mesmo Deus diz: “Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente “(cfr. Gn 3,22).

Teria razão a Serpente? Teria Deus mentido? Certamente assim o parece. Parece, mas não é. Adão e Eva morrem espiritualmente quando comem o fruto proibido. A verdade da mentira de Satanás foi que Adão e Eva não morreriam corporalmente ao comerem o fruto da árvore. Adão e Eva perderam algo maior do que a vida de seu corpo físico. Eles perderam a vida sobrenatural, a vida da graça em suas almas.

Seduzidos a serem como deuses, “morreram a morte”. Sim, eles escolheram livremente, como Deus, eles exerceram o livre arbítrio. Mas a sua liberdade só os levou à escravidão. Seus olhos se arregalaram, e descobriram a sua nudez e sentiram vergonha. Sabemos que Satanás tem o “poder da morte” (cf. Heb. 2,14-15). Adão e Eva tivessem ouviu a Deus, cujo aviso soa como as palavras de Jesus: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo “(Mt 10,28).

A segunda vinda de Adão e Eva

Mas, mesmo quando seus filhos foram exilados do paraíso por causa do pecado, Deus promete a redenção, uma volta à casa.

Ele promete que sempre na história da humanidade haverá “inimizade” entre a serpente-Satanás e mulher, “a mãe de todos os viventes”, e entre seus descendentes (Gn 3, 15,20). Os primeiros Padres da Igreja chamaram isso de o “primeiro evangelho” (proto-evangelho). Deus estava prometendo, aqui nas primeiras páginas da Bíblia, um novo Adão e Nova Eva para desfazer o dano que tinham feito os primeiros. Continuar lendo

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A Igreja Catolica é Universal ou Romana?


A Igreja católica não é uma instiuição Italiana. Não está em solo Italiano, Alemão, Brasileiro, apenas… Ao contrário, ela é UNIVERSAL. Isso é o significado da Palavra Católica, que tem origem no Grego: Katholikos. E o que queremos dizer com o termo Universal? Simplesmente; aquilo que é universal é pertinente a todos. Não é para gregos ou judeus apenas; apenas homens ou apenas mulheres, branco ou preto; rico ou pobre. Mas a todo o universo de pessoas as quais à ela quiserem unir-se e, sob sua guia, seguirem a Cristo Jesus.

É preciso, portanto, conhecermos um pouquinho mais de história pars aprendermos porque foi adicionado o adjetivo ROMANA ao seu nome.

Conto-lhes em brevidade:

Havia UMA Igreja Apostólica que surgiu no ano 33 dC. Havia um Pastor Chefe: O Apóstolo Pedro. A Igreja cresceu, primeiro na Terra Santa, depois espalhou-se pelo IMPÉRIO ROMANO. O Império Romano, por sua vez, era dividido em QUATRO tetrarquias.

A capital mais importante e influente da Tetrarquia do Império chamava-se ROMA. Havia, contudo, uma capital chamada CONSTANTINOPLA. Segunda mais importante dentro Império.

O Imperio Romano sucumbiu e as Tetrarquias separam-se. Já não eram parte do mesmo império. A Igreja em Roma, irmã da Igreja em Constantinopla, era idêntica em questões de doutrina e quase idêntica em importância hierárquica à de Constantinopla. Eram a MESMA Igreja em duas cidades diferentes, dentro do mesmo império. Com a queda das Tetrarquias, já não estavam mais sob a mesma jurisdição. Uma não era subordinada à outra e, embora, acreditassem no mesmo credo; passaram a ser autônomas. Para diferenciar uma da outra, a que estava em Roma, chamavam-na da Igreja Católica de Roma.

A que ficou fora de Roma, é a Igreja Católica do Oriente; é aquela da qual mais tarde surgiram as Igrejas Ortodoxas. Reconhecidas até hoje pela IGREJA CATÓLICA como também Apostólicas! Somos Igrejas Irmãs, ambas Apostólicas. Os bispos ortodoxos são legitimamente ordenados por sucessão apostólica, tal e qual aos bispos Católicos.

Contudo, há uma diferença IMPORTANTE: Pedro, a quem o ofício de Bispo Chefe foi entregue por Cristo, era bispo em ROMA, morreu lá, crucificado de cabeça para baixo – a seu pedido, pois não queria ser crucificado como Cristo, pois dizia-se indigno de tal coisa – e os bispos que o Sucederam são legitimamente Petrinos.

A Igreja em Constantinopla não quis submeter-se à autoridade de Roma, mas não se desviou dela em questões doutrinárias. Mas o resultado disso é que ela mesmo dividiu-se em muitas outras igrejas, como sempre acontece com aqueles que se afastam da Verdadeira Mãe Igreja.

A Católica Romana, por sua vez, continuou UNA e expandiu ao mundo. Existe em toda parte do Globo. É a maior, a única a Verdadeira Igreja de Cristo, porque Pedro, a quem o próprio Cristo ordenou o apascentar Suas ovelhas, nela permaneceu até a Morte.

E onde está Pedro, ai está a Igreja e nela está Cristo.

Amém.

Pax Domini

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Estudo Bíblico: Lição 2


A Queda de Adão e Eva

Leia as lições anteriores AQUI

I. Revisão e Visão Geral

Na lição anterior vimos a história de como Deus concluiu a criação do mundo. Por sua palavra, do nada, em seis “dias” que ele praticamente moldou um templo onde Ele habita com toda a criação. No sétimo dia, fez uma aliança com o mundo, interagindo com o sua criação para sempre.

Agora vamos focar na jóia da coroa da criação, a raça humana. Nesta lição, vamos aprender sobre os nossos antepassados, o pais da família humana. Nós já ouvimos essa história mil vezes. Mas desta vez, vamos lê-la como o início da História Salvação, o início da relação entre Deus e da família humana.

I. Homens e Mulheres: A imagem original

Primogênito de Deus

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, “homem e mulher os criou” (Gn. 1, 26-28). O que significa dizer que Deus criou o homem à Sua imagem divina? Isso significa que a pessoa humana é um filha de Deus. Como sabemos disso? Lembre-se do que dissemos na última lição: ler a Bíblia como católicos é interpretar o Antigo Testamento à luz do Novo Testamento.

Em seguida, vemos o Evangelho de Lucas. Alí, lemos que Adão é “filho de Deus” (Lc 3,38). Vemos também que a frase “imagem e semelhança” trata de descrever o nascimento de Sete, filho Adão (Gn 5, 3.). Na linguagem da Bíblia, nascer à “imagem e semelhança” de alguém significa ser filho daquela pessoa. Então, quando Deus cria o homem à sua imagem e semelhança, cria-no como seu filho. Desde o início, é a intenção divina que os seres humanos sejam seus filhos.

Pai de um Povo Sacerdotal

Adão é criado como o filho primogênito de Deus. Ele também é concebido como um sacerdote. Na última lição, vimos como o mundo foi criado como um Templo, onde o Jardim do Éden é representado como o santuário do templo, o lugar santo onde Deus habita. Agora, é impossível ter um templo sem um sacerdote para protegê-lo, mantê-lo e oferecer sacrifícios. E essa é a tarefa que Deus dá a Adão. É uma tarefa sacerdotal, mas isso requer um pouco de conhecimento de hebraico para reconhecermos isso.

Adão foi colocado no Jardim “para cultivá-lo e mantê-lo” (Gn 2,15). É fácil não perceber o sentido mais importante dessas palavras. No original hebraico, as palavras “Abodah” e “shamar”, são palavras associadas ao serviço ou ofício sacerdotal.

Na verdade, as únicas outras citações na Bíblia em que essas duas palavras são encontradas juntas é no Livro dos Números, que normalmente são traduzidas como “serviço” e “fim” dos levitas, a tribo (ou clã) sacerdotal de Israel (cf. Nm 3, 7-8; 8,26; 18, 5-6.).

Os levitas eram responsáveis pela proteção do santuário e do altar. Foi dado a Adão o dever
de proteger e cuidar do jardim do Éden. Tudo isso será muito importante quando considerarmos a desobediência de Adão e sua queda em desgraça. Adão é descrito, então, como um sacerdote primogênito. Eles também observam o mandato: sede fecundos e multiplicai-vos “(Gn 1,28). Adão é o primogênito e pai do povo de Deus. Dado que é sacerdote, seu povo também receberá esse sacerdócio.

O que encontramos, então, em Genesis é a intenção original de Deus para a raça humana: Ser a família de Deus e ser um povo sacerdotal. Há ecos destes conceitos do Antigo e do Novo Testamento, Israel também serão chamados de primogênito de Deus e um povo sacerdotal.

Com a vinda de Jesus,  Ele será chamado Filho de Deus, o “novo Adão”, “o primeiro de muitos irmãos” e Sumo Sacerdote. A Igreja também será referida como o povo sacerdotal. Vamos ver tudo isso em detalhes em lições futuras neste curso. Mas tudo começa aqui, com Adão, nosso Pai.

III. A queda

Figuras e Enigmas

E, em seguida, como nós, pessoas modernas e sofisticadas, poderemos ler a história da queda de Adão e Eva em Gênesis 3, com seu cenário de fábula ou conto fada, onde a serpente fala e engana o casal de crédulos, árvores com nomes estranhos e o fruto proibido?

O Catecismo da Igreja Católica nos dá bons conselhos sobre o assunto:

“A narrativa da queda (Gn 3) utiliza uma linguagem feita de imagens, mas afirma um acontecimento primordial, um facto que teve lugar no princípio da história do homem (264). A Revelação dá-nos uma certeza de fé de que toda a história humana está marcada pela falta original, livremente cometida pelos nossos primeiros pais (265). “(CIC 390)

O que o Catecismo quer dizer com isso? Em primeiro lugar, a história é escrita em uma “linguagem imagens “, isto é, que é mais poesia do que o jornalismo, mais uma pintura de um documentário. No entanto, a história relata um acontecimento real que ocorreu no início da história humana. Além disso, nesse caso, o “pecado original” de Adão e Eva, marcou a história da nossa raça humana para sempre. Não podemos ler Gênesis 3 como um jornal. Nem ler como mito ou conto de fadas ou uma fábula. Isso é algo que realmente aconteceu.

Os estudiosos nos dizem que Genesis é melhor entendido como um exemplo de um estilo literário. Ele é chamado mashal, que significa “enigma” ou “provérbio” e tem vários níveis de significado. E quando lemos Gênesis 3 cuidadosamente, descobrimos que a história tem muitas partes não tão fáceis de entender, com palavras que têm vários significados; Vida, morte, sábio, árvores (que são muito mais que apenas árvores).

Adão viu a Serpente

Agora vamos rever os personagens. Em primeiro lugar, quem é esta “serpente”?

Estamos acostumados às ilustrações da Bíblia que temos visto desde crianças, com a serpente longa e delgada, enrolada nos galhos de uma macieira. Talvez devêssemos mudar essa imagem mental. A palavra hebraica para “serpente” é nahash; Ela envolve muito mais fatal. No Antigo Testamento a palavra nahash é usada para se referir a poderosas e gigantescas criaturas do mal. Em Isaías chama a Nahash dragão do mar, o grande leviatã (cf. Is. 27: 1). Jó também fala de Nahash como monstros marinhos (JB 26:13). É a mesma imagem do Apocalipse fala de “grande dragão vermelho … conhecida como a Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo … “(cf. Apoc. 12: 3,9).

É claro que a Igreja sempre interpretou a serpente de Gênesis 3 como uma figura de Satanás, o Diabo (cfr. CIC 391-395). Então nós, leitores da história da queda, sabemos de uma coisa que Adão talvez ignorasse; que o encontro com a Serpente era uma prova contra o mal, uma batalha pela alma da humanidade. Mas precisamos saber o que Adão viu. Quando entendi que a cobra era muito mais do que uma “cobrazinha” de jardim, começamos a entender porque Adão falhou em seu dever de “proteger” sua esposa e o Éden (Gn 2:15).

Morrer de medo?

Sejamos francos: Adão estava com medo, medo de morrer. Ele viu a serpente como uma ameaça à sua vida. Sabemos que Adão sabia que estava para morrer. Como sabemos? Porque Deus o advertiu que se comesse do fruto proibido (cfr. Gn 2:17), morreria. Ora, se ele não soubesse o que é a morte, não teria sentido adverti-lo. Adão estava tão assustado que pensei que se fizesse o que lhe pedia a serpente, sofreria e morreria. Esta hipótese pode estar relacionado com uma passagem na Carta aos Hebreus. Ela diz que o Diabo “reina por meio da morte”, e diz que por medo da morte o homem ” vivem como escravos “(Hb 2: 14-15). Isso não significa que Adão tinha nenhuma responsabilidade ou culpa. Ele optou por salvar sua vida, mas acabou perdendo-a. Ele temia mais a morte do que desobedecer ao Pai amoroso, Quem lhe tinha dado o Paraíso. E com isso ele submeteu toda a raça humana escravidão.

IV. Teste de Amor, Réprobos

Sacrifício e egoísmo

O que está se passa no Jardim? Adão falhou em sua prova de amor, não somente a Eva, mas também ao seu Deus.

Deus deu a Adão a responsabilidade de guardar o jardim-santuário, o lugar onde viviam
Deus e o homem. No confronto com a serpente, ele falhou. Ele não protegeu sua esposa ou o jardim, ou a si mesmo. Por que Deus provou-o assim? Precisamente porque o amor da aliança requer um compromisso total. A abnegação é essencial para cumprir as obrigações decorrentes da relação humana com Deus. Lembre-se do que dissemos na última lição: Uma aliança significa que Deus se entrega a seu Povo e seu Povo se rende a Ele. Nas Escrituras, cada aliança exige que as pessoas façam uma oferta simbólica de sua entregar a Deus. Nenhuma aliança existe sem sacrifício. O sacrifício é oferecido pelas pessoas para simbolizar a sua oferta pessoal a Deus. O sacrifício é um sinal de seu compromisso com a aliança, o seu compromisso de entregar a Deus tudo o que temos e somos.

Noé faz o sacrifício de cada um dos animais que estavam na arca. A Abraham é solicitado o sacrifício de seu único filho Isaque. Os israelitas no tempo de Moisés tiveram de sacrificar um cordeiro sem mácula, em vez de seu primogênito. E no tempo de Salomão, filho de Davi, ofereciam sacrifícios todos os dias no templo.

Cada uma destas alianças foram apenas parcialmente bem-sucedida e, finalmente, todos falharam. Por quê? Por falta de amor, falta de abnegação. As pessoas não se rendem completamente. Noé, Abraão e outros fizeram grandes coisas. Mas todo eles também cometeram erros estúpidos. Abraão tomou para si uma concubina. Noé embebedou-se. Moisés se desesperou no deserto. Israel adoraram o bezerro de ouro. Davi cometeu adultério com Betsabé. Seu filho, Salomão, construiu um harém, além do templo. No fracasso de Adão, vemos o início de um padrão de conduta. Na verdade, resultando o enfraquecimento da raça humana, fruto do pecado original, ninguém pode totalmente entregar-se a Deus. Pelo pecado de Adão, a humanidade perdeu sua primogenitura, o seu direito à herança eterna, a sua participação na Família de Deus.

Na próxima semana continuamos com o tema da Queda e falaremos sobre Vinda do segundo Adão e da segunda Eva.

Pax Domini!!

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Curso de Estudo Bíblico: De Gênesis a Jesus – Final da Lição 1


The garden of Eden with the fall of man, by Jan Brueghel de Elder and Peter Paul Rubens

O Velho e o Novo Testamento

Vamos nos antecipar um pouco: O ponto chave para o que temos dito até agora, no início da Lição 1 (postada aqui), é, em resumo, o seguinte: A Bíblia conta a História da Salvação. A História da Salvação é a história da maravilhosa obra de Deus, desde a criação do mundo, a todos os homens e mulheres e seus filhos, fazendo da família da humanidade, a família de Deus. Ele fez isso através de uma série de alianças com figuras-chave, em pontos-chave da Bíblia. Estas parcerias-chave serviram como um esboço de toda a Bíblia. Se sabemos e entendemos isso, teremos um bom entendimento da “trama” da Bíblia. No final deste curso para iniciantes, eles poderão conhecer e compreender as alianças.

Nós só precisamos de um pouco mais informação antes de abrirmos o Livro Sagrado e lê-lo. Precisamos saber por que a Bíblia é dividida em Antigo e Novo Testamento. Muitos cristãos tendem a ignorar o Antigo Testamento porque se passou antes de Jesus. Mas quando entendem que a História da Salvação começou com a criação do mundo, no Velho Testamento, e progrediu através de uma série de alianças, passam a entender porque o Antigo Testamento é tão importante. A divisão da Bíblia para o Antigo e Novo Testamento é muito mais do que uma demarcação literária ou histórica. Lembre-se que “testamento” é apenas uma palavra sinônimo de “aliança”. Tudo o que acontece no Antigo Testamento prepara o palco e anuncia o que vai acontecer no Novo Testamento. Cristo e sua Cruz, são a dobradiça entre o Antigo e o Novo Testamento. Todas as alianças de Deus no Antigo Testamento encontram a sua realização, o seu sentido pleno, em Jesus, em sua “Nova Aliança”.

IV. Começando pelo começo: uma introdução à Genesis e à História da Criação

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A doutrina de Dois Pesos e Duas Medidas de Ciro Zibordi


O auto proclamado pastor Ciro Zibordi é mais um dos vários pregadores evangélicos que desenvolvem esforços com o objetivo de atacar a Igreja Católica e sua doutrina.

Em um de seus textos, onde pretendia doutrinar uma católica que lhe havia escrito, Ciro Zibordi produziu uma confusão de idéias de tal grandeza que ficou claro que sua doutrina anda de lá para cá e de cá para lá conforme sua conveniência.

O pastor Ciro Zibordi escreveu:

“Não me venha com essa teoria extrabíblica e antibíblica de que os irmãos de Jesus eram primos, pois a própria Bíblia diz claramente que o Ele foi o primogênito de Maria, isto é, o seu primeiro filho (Lc 2.7).

Disponível em 09/10/2015 –

Nossos comentários:

O pastor Ciro foi enfático. Segundo ele, o texto é claro ao afirmar que os irmãos de Jesus são de fato irmãos.  Continuar lendo

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Curso de Estudo Bíblico – De Genesis a Jesus


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Caros Leitores, mais uma empreitada se inicia no Blog Ecclesia (Ecclesia Militans). Com a ajuda de Deus pretendo traduzir todas as lições do Curso From Genesis to Jesus, do renomado teólogo, ex-pastor Evangélico, Prof. Scott Hahn. Espero que desfrutem da leitura e ajudem-me a divulgar o conteúdo do curso pela Net. Por favor, compartilhem!

Lição Primeira: 

II . Como católicos lêem a Bíblia

A. Revelação Divina: Como Deus fala conosco

B. Três Regras para a interpretação da Bíblia

C.  A Escritura é divina: o conceito de inspiração

. Introdução e Visão Geral do Curso

Ler a Bíblia do começo ao fim – isso não é muito ambicioso? Sim, com razão, é muito ambicioso, especialmente para iniciantes. Contudo, não iremos nos aprofundar no nosso estudo, temos a vida inteira para isso. De qualquer forma, seremos capazes de conhecer algumas ferramentas para começar a lê-la.

Quando terminarmos este curso, continuaremos a compreender “a trama” da Bíblia, e a acompanhar os personagens que aparecem nela e dão sentido à historia. Talvez seja novidade para alguns nós que haja uma “trama”, uma história na Bíblia. Mas assim o é. A Bíblia não é uma mera coleção de livros individuais. Todos os livros da Bíblia, quando em conjunto, tal e qual colocados em ordem pelos Padres da Igreja, sob a inspiração do Espírito Santo, são um único livro. E este livro conta uma história única. Vamos contar essa história e como seguir ao longo dos livros individuais da Bíblia.

Antes de fazermos isso, precisamos dar os princípios católicos básicas para a leitura da Bíblia.

A Escritura é divina: O conceito de inspiração

Como já se deve imaginar, não há outro livro como a Bíblia. A Igreja ensina que Jesus é “verdadeiro Deus e verdadeiro homem,” a Bíblia é verdadeiramente uma obra de autores humanos e ao mesmo tempo, é verdadeiramente  obra de Deus, que é o seu autor divino.

Este é o mistério da “inspiração divina” das Escrituras (cfr. 2 Timóteo 3:16). A palavra “inspirada” em grego significa literalmente “sopro de Deus”. Ela representa uma boa maneira de se pensar na inspiração das Escrituras. Como Deus moldou Adão de lama, da terra e soprou nele o sopro de vida (cf. Gênesis 2: 7), Deus sopra seu Espírito nas palavras do autores humanos da Escritura e faz-lhes a Palavra viva de Deus.

Assim explica a Igreja: autores humanos, tomando as suas competências de literais, idéias e outros talentos escrevendo as páginas da Bíblia. Mas enquanto eles estavam escrevendo, Deus agiu em de modo que o que eles escreveram foi exatamente o que Ele queria escrevessem. (Cfr. Dei Verbum, do Vaticano II, n.11-12; Catecismo da Igreja Católica, n.105-107).

Os autores humanos foram “verdadeiros autores” da Escritura e assim foi Deus. Como Deus é o seu co-autor, e porque Deus não pode errar ou se equivocar, podemos dizer que tudo que lemos na Bíblia é verdadeiro, livre de “erro” e foi colocado lá para a nossa salvação. Isto é o conceito de “infalibilidade” da Bíblia.

Este conceito é muito complicado e não pode ser explicado completamente neste curso. Mas é importante ler sempre a Bíblia respeitando o que ela é. A Bíblia não se destina a ensinar história moderna, ciência, geografia e biografia. Assim, não devemos comparar o que ela diz sobre o criação do mundo, por exemplo, com o que é ensinado em um texto da ciência moderna. Isso não significa que a Bíblia esteja errada. A Bíblia, inteira e integralmente, é verdadeira e sem erro. Não apenas no que ela ensina sobre fé e moral, mas também no que diz sobre os eventos e personagens históricos. Ela nunca nos enganará. No entanto, devemos interpreta-la responsavelmente – devemos entender que estamos dando-nos a entender eventos naturais e históricos sob uma perspectiva religiosa e divina, e muitas vezes pelo uso de uma linguagem simbólica.

A Escritura é humana: A Bíblia como literatura religiosa e histórica

Na prática, a autoria divino-humano da Escritura significa que nós temos que ler a Bíblia de maneira diferente dos outros livros.

Quando lemos a Bíblia, devemos nos lembrar que é a Palavra de Deus pronunciada em idioma humano. É importante entender o “elemento humano” da Escritura. Como veremos, este elemento humano não pode ser separado do elemento divino.

É importante lembrar que a Bíblia é:

Literária: A Bíblia usa formas, recursos, estruturas, figuras literárias, etc. Temos de procurar por pistas “literárias” que nos dão significado.

Antiga: A Bíblia é velha. Não está escrita como literatura moderna. Seu sentido está envolto na maneira pela qual os antigos viam o mundo e a história. Embora estivessem interessados na escrita da história, seus autores não tinham a intenção de produzir o que se chama hoje “história simples.” A história não é apenas uma narrativa política, de economia ou de guerra, mas tem um significado mais profundo.

Religiosa: Hoje as pessoas pensam que a religião nada mais seja que piedade pessoal. Não era assim para os antigos. A palavra “religião” vem do latim “religare”, que significa “ligar juntos ou unir”. Para os antigos tudo -cultura, história, economia, diplomacia – estava ligado à religião. A Bíblia nos dá a história, mas é história religiosa. É a história sob perspectiva de Deus.

III. A História da Salvação: O que a Bíblia nos diz

Na História da Salvação e Alianças Conscientes por este breve resumo do contexto em que a Igreja Católica lê e entende a Bíblia, veremos o “conteúdo” da Bíblia. A primeira coisa a considerar é que a Bíblia nos dá a história a partir da perspectiva de Deus. Isso mostra que ao longo do tempo, Deus trabalhou para nos trazer a salvação. Por isso, dizemos que a Bíblia narra “a história da salvação.”

Esta história da salvação é realizada por alianças que Deus fez com seu povo, as quais podemos ver na Bíblia. O Padre da Igreja, Santo Irineu, reconheceu a necessidade de estudar a história da salvação com base nas alianças. “[…] compreendê-la […] consiste em mostrar por que houve uma série de alianças com a humanidade e ensinar quais são as característica destas alianças” (Contra as Heresias, Livro 1, cap. 10, nº 3).

No mundo antigo, alianças  originavam famílias inteiras. Documentos de tratados antigos entre nações usavam a imagem de pai e filho. Os estrangeiros eram “adotados” por uma tribo (clã) através do juramento de uma aliança. Então, quando estudamos a Bíblia, precisamos perceber como o sentido de “aliança” está impregnado na velha idéia de família na antiguidade.

A Bíblia inteira pode ser esboçada em uma série de alianças que formavam famílias. Este é o ponto de toda a história bíblica, como Deus, por meio dessas alianças, revela-Se mais e mais às suas criaturas e as convida a entrar em um relacionamento familiar com Ele. Paulo resumiu:

“Vou morar e viver entre eles; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo … Eu serei um pai para vós, e sereis minhas filhas e filhos, diz o Senhor Deus Todo-Poderoso” (cf. 2 Cor. 6: 16-18). Através da história da salvação narrada na Bíblia, Deus estende sua família através da suas alianças. Começa com apenas duas pessoas, Adão e Eva e continua através de Noé, Abraão, Moisés, David, até que todas as nações entrem na aliança, por Jesus Cristo. O plano desde o início era fazer com que todos os homens e mulheres, seus filhos e filhas, por alianças, que  fossem resumidos na Nova Aliança de Jesus, onde Deus nos envia um “Espírito de adoção. Ele nos permite clamar Abba, Pai! (Cf. Romanos 8:. 15; Gl 4, 5; Ef 1: 5).

Próxima lição:  O Antigo e o Novo Testamento

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Maria sempre virgem?


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A Igreja Católica definiu como um dogma de fé que a Virgem Maria permaneceu virgem durante toda a sua vida (não só no parto, como depois do parto e antes do parto). Eles chamam-nas de “aeipathernos” (“sempre-virgem”).

NA TRADIÇÃO DA IGREJA

Todos os padres da Igreja são favoráveis a virgindade perpétua de Maria. Podemos ler vários artigos sobre isto com uma simples busca no Google. Se tem algum que negou, foi apenas Tertuliano de Cartago. Tertuliano foi um bispo católico que discordava de muitos pensamentos do clero, abandonado-a e abraçando a heresia montanista.

Seus escritos, entretanto, ainda tem certo valor, pois ele era um padre muito antigo. Ele foi o único cristão que interpretou a Bíblia de uma forma diferente, alegando que Maria teve outros filhos. Milhares de padres se revoltaram obviamente contra sua ideia, pare eles absurda. Um século após sua morte, Jerônimo afirma que “De Tertuliano não direi senão que não pertenceu à Igreja.”

(Jerônimo de Estridão, Contra Helvídio, 19). De resto, só hereges defenderam que ela teve filhos carnais. No século IV, já se considerava heresia antidicomarianita quem defendesse essa ideia, com Epifânio, Jerônimo, Ambrósio e Agostinho sempre na luta pela defesa da virgindade perpétua de Maria.

NA BÍBLIA

VIRGEM ANTES DO PARTO

ISAÍAS 7,14

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7,14)

O termo grego utilizado foi o termo “almah”. Um judeu diria que isso significa uma “jovem mulher”, e não uma “virgem”. Entretanto, o almah era usado na cultura judaica para descrever mulheres muito jovens que ainda não haviam se casado. O termo para indicar uma “mulher jovem” em geral, que não fosse  uma jovem mulher solteira não é nem almah, mas naarah. Almah só é usado sete vezes na Bíblia, todas indicando virgens (Gn 24,43; Ex 2,8; Sl 68,25; Pr 30,19; Ct 1,3; Ct 6,8). Isaías indica que “almah” representava uma Virgem, pois isso era sub-entendido. Por isso, os judeus do século III a.C. confirmaram o que foi dito anteriormente, traduzindo o termo para “pathernos”, que significa “virgem”.

MATEUS E LUCAS

Além de Isaías, os primeiros capítulos de Mateus e Lucas deixam claro que Maria não conhece varão e não teve Jesus a partir de uma relação sexual.

VIRGEM NO PARTO

ISAÍAS 7,14

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7:14)

Se Maria não desse a luz como uma virgem, uma virgem não haveria dado a luz. Por isso, Maria continuou virgem dando a luz a Cristo fisicamente. Pode parecer estranho, mas Jesus entrou na casa com portas fechadas (João 20,19), não conseguiria ele sair do útero de sua mãe sem destruir sua integridade virginal?

CÂNTICO DOS CÂNTICOS 4,12

“És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada.” (Cânticos 4:12).

Logo esta profecia, chamada pelos teólogos de Hortus Conclusus é uma prova da virgindade de Maria in partum, ainda no Antigo Testamento. Muitos padres da Igreja interpretaram esta passagem mariologicamente, destaca-se Jerônimo de Estridão[1].

VIRGEM DEPOIS DO PARTO

EZEQUIEL 44,2

“Ele reconduziu-me ao pórtico exterior do santuário, que fica fronteiro ao oriente, o qual se achava fechado. O Senhor disse-me: Este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor, Deus de Israel, aí passou; ele permanecerá fechado. O príncipe, entretanto, enquanto tal, poderá aí assentar-se para tomar sua refeição diante do Senhor. Ele entrará pelo vestíbulo do pórtico e sairá pelo mesmo caminho.” (Ezequiel 44:1-3)

Esse pórtico é o útero de Maria, onde o Espírito Santo passou, e onde só o príncipe da paz (cf. Is 9,6) poderá passar. Tomás de Aquino, citando Agostinho, explica:

“Está escrito (Ezequiel 44,2): “Esta porta ficará fechada, não se abrirá, e ninguém passará por ela; porque o Senhor o Deus de Israel entrou por ela”. Expondo estas palavras, diz Agostinho em um sermão (De Annunt Dom III..): “O que significa este portão fechado na casa do Senhor, exceto de que Maria deve estar sempre inviolável? O que significa que “nenhum homem deve passar através dele”; se não que José não deve conhecê-la? E o que é isso – “porque o Senhor, Deus de Israel, por aí passou”– exceto que o Espírito Santo iria engravidá-la, e que o Senhor dos anjos nascerá dela? E o que significa isso- “ele permanecerá fechado“- se não que Maria é uma virgem antes de seu nascimento, virgem no seu nascimento, e uma virgem depois de seu nascimento?” (São Tomás de Aquino, Summa Theologica, III, 28,3).

LUCAS 1,34

“Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?” (Lucas 1:34)

Maria, a mãe de Jesus, afirmou ao anjo Gabriel que “não conhecia varão” (cf. Lc 1,34). Em grego, o termo “conhecer”, indica ter relações sexuais; e o termo “varão”, do grego ἄνδρα, indica qualquer homem, incluindo um noivo ou marido [2]. Isso pode realmente, confirmar seu “voto” de virgindade à Deus como diziam as comunidades cristãs desde pelo menos, o século II.

JOÃO 19,27

“E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (João 19:27)

Jesus, na cruz, entrega Maria aos cuidados de João, filho de Salomé. Se Maria tivesse outro filho, seria impossível isto ocorrer, pois ela teria que ir para o que era seu e não para o que era alheio, mas, uma vez que ela não teve outros filhos, Jesus foi obrigado a dá-la aos cuidados de outra pessoa.

OBJEÇÕES

Irmãos de Jesus

Mateus 1,25

Termo Primogênito

Ossuário de Tiago

NOTAS

[1] Jerônimo utiliza Cânticos 4,12 em Adversus Jovinianum 1:31; PL 23, 253 e também em sua Carta 48,21.

[2] O termo utilizado “ἄνδρα” é o mesmo termo usado nas traduções gregas de Mateus para indicar o “marido” (Mt 1,16) de Maria.

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Lutero: A verdadeira história


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Lutero foi um dos maiores responsáveis pela grande ruptura da Igreja. Antes do seu infame protesto a Unidade Cristã era uma realidade muito mais pragmática e visível do que a que vivemos nos dias de hoje. Contudo, seu erro não resume sua trajetória. Sim, Lutero causou grande dano à Igreja de Cristo e as sequelas de sua conduta rebelde se faz sentir há pelo menos 500. Por outro lado é preciso saber que Lutero, como qualquer mortal, não estava acima do erro. Até mesmo o cristão mais bem-intencionado é passível de equívoco. Lutero tinha uma personalidade escrupulosa. Ou seja, temia ser uma pessoa tão pecadora a ponto de crer-se incapaz de obter a santidade à qual somos tomos chamados a viver, segundo o Santo evangelho. E por esse motivo Lutero agonizava por temor de perder sua salvação. Apesar de teólogo, parecia não conhecer (senão que intelectualmente, mas não no coração) o verdadeiro sentido da graça, pela qual todos somos salvos. Equivocadamente acreditava que o valor das boas-obras consiste na salvação da alma e não na sua santificação.
Porém, apesar de seus temores, Lutero vivia uma autêntica religiosidade. Teve uma experiência pessoal de Deus, um autêntico sentido do pecado e da própria nulidade, a qual vencia por uma entrega total a Cristo e uma confiança cega nele e em sua redenção. Possuía um sentido trágico da miséria humana, um grande apego à oração e uma imensa confiança na graça. A tudo isso, unia um grande amor pelos pobres. Lutero tinha sido feito para inflamar as massas populares e convencer e agitar os ouvintes.
O dom de comando, nele, se unia a uma irradiação interior e grande sensibilidade pelos outros. Era dotado de caráter forte, unilateral, impulsivo e de forte subjetivismo. Autêntica e profunda era sua religiosidade, mas com tendência ao autoritarismo e violência. Mesmo reconhecendo nele toda a seriedade religiosa, faltou-lhe uma autêntica humildade, a capacidade de ouvir os outros e a Igreja. Lutero saiu da Igreja após séria luta e sem ter intenção de fazê-lo.
Tornou-se reformador na luta contra uma interpretação do catolicismo que de fato era cheia de deficiências. Deixou a Igreja para descobrir aquilo que é o centro da própria Igreja: o primado da graça. A Reforma foi provocada pelos católicos, pois Lutero era católico, monge sério e sincero, que nunca quis deixar de ser católico. Séculos de aversão a Roma, envolvida na política internacional, mergulhada no Humanismo, a decadência da própria vida católica alemã, fizeram com que boa parte da população alemã visse na pregação de Martinho Lutero o renascer do verdadeiro Cristianismo.
DADOS BIOGRÁFICOS DO REFORMADOR ALEMÃO
Martinho Lutero (Martin Luther) nasceu em 1483 em Eisleben, de pais camponeses. Vencendo as limitações econômicas da família, entre 1501-1505 estudou na Universidade de Erfurt. Em 18 de julho de 1505, após muitas dúvidas e reflexões, entrou no Convento dos Eremitas Agostinianos de Erfurt, onde foi ordenado padre em 1507. Lutero, em 1512, é superior do Convento Agostiniano de Wittenberg, doutor em teologia e em exegese bíblica, lecionando sobre as Cartas Paulinas aos Gálatas e aos Romanos.
Lutero, por uma formação religiosa deficiente, onde contava muito o peso e o medo da condenação eterna, sofria o pavor do inferno, era escrupuloso. Alcançou a paz interior entre 1512-1513, na famosa Experiência da Torre (Turmerlebnis): após muita oração, Deus lhe permitiu descobrir que a salvação é dada ao homem somente pela fé em Cristo, como puro dom, e não como recompensa pelas obras (Rm 1,17). Sentiu paz interior e nunca mais a perdeu, mesmo no ardor do combate reformador.
A PREGAÇÃO DAS INDULGÊNCIAS E O INÍCIO DA REFORMA
O príncipe Alberto de Brandenburgo, arcebispo de Magdeburgo e de Halberstadt, estava necessitando de grande soma financeira, pois, não satisfeito com as duas dioceses, queria uma terceira, a poderosa e rica Mogúncia (Mainz). Para adquirir o direito, o papa Leão X facultou-lhe a venda das Indulgências, pois também precisava de dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro. A Indulgência, na doutrina da Igreja, é a remissão das penas devidas pelos pecados já perdoados e podem ser alcançadas pela oração dos fiéis.
No clima do final da Idade Média, essa doutrina tinha-se corrompido e neurotizado, a ponto de se achar possível “comprar” a salvação mediante pagamento. Dizia-se: “Mal o dinheiro tilinta no cofre, uma alma respinga do purgatório”. Um horror para as almas sensíveis, como a de Lutero! Em 1515, o dominicano Johann Tetzel iniciou a pregação das Indulgências em Juterborg, com grande sucesso nas massas católicas, ansiosas por adquirirem a sua salvação e a de seus queridos. Lutero tomou contato com esse negócio e resolveu solicitar uma discussão com os teólogos e doutores.
Assim, em 31 de outubro de 1517 enviou a bispos e teólogos suas 95 Teses sobre as Indulgências, redigidas em latim (não é certo que as tenha afixado na capela do Castelo de Wittenberg). As Teses logo se espalharam pelo país, criando um clima amplamente favorável à insurreição religiosa. Surge grande movimentação popular, mas o papa Leão X não se preocupou, pois não queria desagradar ao príncipe eleitor Frederico da Saxônia, amigo de Lutero. Em 1518, em vão, o cardeal Caetano tentou convencer Lutero em Augsburg.
Em 1519, há uma discussão entre o teólogo católico J. Eck e o amigo de Lutero, Karlstadt, em Leipzig. Os dois lados consideraram-se vencedores, pois os dois campos não tinham mais um ponto de partida comum. Houve teólogos, humanistas e artistas que desejavam permanecer na fé católica, mas viam no movimento luterano um modo de renovar a fé cristã e os costumes eclesiásticos.
ROMPE-SE A COMUNHÃO ENTRE
ROMA E PARTE DA IGREJA ALEMÃ
O ano de 1520 marcou o ponto culminante da impossibilidade de um retorno à unidade eclesial. Lutero, influenciado pelos amigos humanistas, assume uma linguagem sempre mais radical e se erige em herói da revolta nacional alemã contra Roma. A linguagem religiosa mistura-se com o nacionalismo alemão e a atração sobre as massas torna-se quase irresistível. São do período os três escritos programáticos da Reforma: “À nobreza cristã da nação alemã”, “O cativeiro babilônico” e “A liberdade cristã”, nas quais expõe o novo ideal de vida de um cristão: livre de todas as coisas terrenas, mas servo de todos na caridade.
Ali iniciou a tradução da Bíblia para o alemão, partindo do texto original e cotejado com a Vulgata e a tradução de Erasmo. Uma grande obra, terminada em 1534 e que uniu mais ainda o povo alemão nos ideais da Reforma. Em 1522, organizou a “Missa alemã” e o novo culto da comunidade, com imenso sucesso popular: o culto é na língua alemã e os hinos seguem o espírito musical alemão. Lutero era também poeta e compositor e ele próprio compôs alguns hinos. Não havendo acordo, em 15 de junho de 1520 sai a bula papal “Exsurge Domine”, condenando como heréticas 41 Teses luteranas, que Lutero queima em praça pública. Em 3 de janeiro de 1521, é proclamada a excomunhão e, em 25 de maio, por ordem do imperador Carlos V, frei Martinho Lutero foi banido do Império. Para fugir do processo inquisitorial, nos anos 1521-1522 se refugiou no castelo de Wartburg, com o falso nome de Junker Jörg, onde procurou examinar sua consciência e sua vida, ver se não tinha ido longe demais. Sentiu-se em paz para continuar.
UM PONTO SEM RETORNO
No seu “exílio” em Wartburg, Lutero lançou um livro contra os votos religiosos, que conquistou para a causa luterana um grande número de monges e monjas. A Igreja parecia estar a caminho da autodestruição: muitos padres começaram a casar-se, os monges e monjas, primeiramente os agostinianos de Wittenberg (que depois dissolveram a Ordem), abandonaram os conventos. Em 1525, Martinho Lutero casou-se com a exmonja Catarina Bora. A debandada nos conventos foi o sinal mais claro e doloroso da decadência de mosteiros e conventos, onde muitos se encontravam constrangidos.
A Missa privada foi suprimida, a comunhão ministrada sob as duas espécies, as imagens afastadas do culto. No meio tempo surgiu um movimento radical, o dos anabatistas: julgando nulo o batismo das crianças, rebatizavam os adultos. A situação se agravava a cada dia. Cidades inteiras aderiram à Reforma e alguns príncipes o fizeram por interesse, pois os bens de mosteiros e conventos passariam para as suas mãos. A convulsão social fez com que muitos intelectuais, príncipes e teólogos passassem a se opor a Lutero e, retornando à Igreja católica, lutar por sua reforma, mas permanecendo nela.
Os papas do período não parecem ter-se dado conta da gravidade da situação. Alguns viram a necessidade de uma reforma na “cabeça e nos membros”, da convocação de um Concílio Ecumênico, mas isso esbarrava no desejo de se conservarem todos os privilégios eclesiásticos. A Cúria romana queria uma reforma, mas sem nada perder.

 

Por  Pe. José A. Besen com introdução do Blog Ecclesia Militan. 

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Oração de libertação do mal, ocultismo e sofrimento espiritual


Oração de Libertação – Por Padre Duarte Sousa Lara via Grupo de Oração São José.

Esta Oração deve ser feita num ambiente que seja propício a Oração e de preferência seminterrupções.
Esta Oração tem aprovação Eclesiástica, e pode ser rezada individualmente em favor de si ou por outras pessoas.

“Livrai-nos do Mal” (Mt 6,13)

O Senhor Jesus na última petição do Pai-Nosso exorta todos os seus discípulos a pedir continuamente ao Pai do Céu a libertação do Mal. Explicando o sentido desta última petição da oração do Senhor o Catecismo da Igreja Católica afirma que «nesta petição, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “Diabo” (“dia-bolos”) é aquele que “se atravessa” no desígnio de Deus e na sua “obra de salvação” realizada em Cristo» (n. 2851). «Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor e instigador» (n. 2854).
Esta oração de libertação que se segue pede ao nosso Pai do Céu a libertação do Maligno e de todos os males dos quais ele é o autor e instigador. Pode ser rezada pedindo a Deus a libertação do influxo diabólico para si próprio ou intercedendo por uma outra pessoa.

Iniciemos:

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
R. Amém.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso refugio contra as maldades e as ciladas do Demônio. Instantemente Vos pedimos, e vós óh principe da Milícia Celeste, precipitai no Inferno a Satanás e a todos os espíritos Malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Leitura do Livro do Deuteronômio (Dt 18,9-12)

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquele terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.

Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo 105 (106), 34-40

Refrão:Pela Vossa infinita misericórdia, salvai-nos Senhor.

“Não exterminaram os povos,
como o Senhor lhe tinha mandado,
mas misturaram-se com os pagãos
e imitaram os seus costumes.

Prestaram culto aos seus ídolos
que foram para eles uma armadilha.
E imolaram seus filhos
e suas filhas aos demónios.

Derramaram sangue inocente
o sangue de seus filhos e filhas,
que imolaram aos ídolos de Canãa,
e o país ficou manchado de sangue.

Contaminaram-se com as suas próprias obras,
prostituíram-se com seus crimes.
Por isso a ira do Senhor se inflamou
contra o seu povo.”

Leitura do Evangelho de São Marcos (Mc 16,15-20):

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.”

Palavra da salvação.
R. Glória a Vós Senhor.

N. : Renuncias a satanás e a todos os seus anjos?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas incitações ao pecado e à rebelião contra Deus?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas seduções: à magia, à feitiçaria, à bruxaria, à astrologia, à adivinhação, à invocação dos mortos, ao espiritismo, à idolatria, aos cultos satânicos, à música satânica, à superstição e a todas as formas de ocultismo?
R. Sim, renuncio.

Crês em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
R. Sim, creio.

Crês em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos, está sentado à direita do Pai e virá de novo para julgar os vivos e o mortos?
R. Sim, creio.

Crês no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
R. Sim, creio.

Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R. Amém

Fiéis aos ensinamentos do Salvador ousamos dizer:

“Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do Mal.”

Livrai-nos de todo Mal e de toda a perturbação diabólica, Vós que pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, vosso amado Filho, nos libertastes do poder das trevas e da morte e nos transferiste para o vosso Reino de luz e santidade, libertai agora este nosso irmão N. de todo o domínio e ligação com satanás e os seus anjos. Libertai-o de todas as forças do Mal, esmagai-as, destruí-as, para que o N. possa ficar bom e viver segundo a vossa santíssima Vontade.
Libertai-o de todos os malefícios, das bruxarias, da magia negra, das missas negras, dos feitiços, das maldições, do mau-olhado, dos ritos satânicos, dos cultos satânicos, das consagrações a Satanás. Destrui qualquer ligação com Satanás e com todas as pessoas ligadas a Satanás, vivas ou defuntas. Libertai-o de toda a infestação diabólica, de toda a possessão diabólica, de toda a obsessão diabólica, e de tudo aquilo que é pecado ou consequência do pecado. Destrui todos estes males no inferno para que nunca mais atormentem o N. nem nenhuma outra criatura no mundo. Deus Pai todo-poderoso, peço-Vos, em nome de Jesus Cristo Salvador e pela intercessão da Virgem Imaculada que ordeneis a todos os espíritos imundos, a todas as presenças que atormentam o N., a deixá-lo imediatamente, a deixá-lo definitivamente e a ir para o inferno eterno, encadeados por São Miguel Arcanjo, por São Gabriel, porSão Rafael, pelos nossos Anjos da Guarda, esmagados debaixo do calcanhar da Santíssima Virgem Maria nossa Mãe Imaculada.
Vós que criastes o homem à vossa imagem e semelhança na santidade e na justiça, e depois do pecado não o abandonastes, antes com sábia providência cuidastes da sua salvação pelo mistério da encarnação, paixão, morte e ressurreição do vosso muito amado Filho, salvai este vosso servo e libertai-o do Mal e da escravidão do inimigo; afastai dele o espírito de mentira, soberba, luxúria, avareza, ira, inveja, gula, preguiça e de toda a espécie de maldade. Recebei-o no vosso Reino, abri o seu coração para entender o vosso Evangelho, para que viva sempre como filho da luz, dê testemunho da verdade e pratique obras de caridade segundo os vossos mandamentos. Com o sopro da Vossa boca expulsai, Senhor, os espíritos malignos: ordenai que se retirem porque chegou o vosso Reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amém

O Senhor te livre de todo o mal, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
R. Amém

Bendigamos ao Senhor.
R. Damos graças

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Por que devemos nos confessar e comungar ao menos uma vez ao ano?


Fonte: Grupo de Oração São José

VATICANO - Memorial ao Papa

Papa Bento XVI dá Sagrada Comunhão a uma menina durante a Missa memorial marcando o 4ª aniversário da morte do Papa João Paulo II na Basílica de S. Pedro.

Por que o terceiro mandamento da Igreja pede que se comungue ao menos uma vez por ano, por ocasião da Páscoa da ressurreição? A pergunta é apropriada, porque algumas pessoas podem se escandalizar com este mandamento, questionando se não seria muito pouco comungar apenas uma vez por ano.

Continuar lendo

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Sim, a Igreja é Santa: Explicação aos Evangélicos


church-militantSão Paulo nos diz em Hebreus 12,14 “Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor“.  São Pedro 1, 15, repete tal conselho “sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo (Lv 11,44). Os apóstolos ecoam aquilo que o próprio Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição pregou, a santidade de vida, de que Ele é autor e consumador, a todos e a cada um dos seus discípulos, de qualquer condição: «sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito» (Mt. 5,48).  Assim, a nossa fé católica crê que a Igreja é indefectivelmente santa.  Continuar lendo

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O Batismo infantil na Bíblia


Na Bíblia a palavra CASA representa não apenas a edificação, o lugar físico onde se habita, ou seja a morada de uma pessoa, mas também pretende aludir aos membros de uma família, desde os esposos, seus familiares próximos, servos – se houverem – bem como as CRIANÇAS. Esta forma de se referir ao lar é corrente até hoje em muitas línguas modernas, assim como nos tempos bíblicos e, portanto, no idioma original da Sagrada Escritura.

Portanto, o argumento construído aqui é o seguinte:  A própria Bíblia nos diz que os primeiros Cristãos batizavam suas crianças e bebês!

Vejamos a passagem do sobre o profeta Elias no Livro de Reis:  Continuar lendo

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Mais uma resposta católica à um equívoco grave dos evangélicos contra a Nossa Senhora


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Maria pecou, porque Romanos 3:23 diz:  “Todos pecaram e carecem da glória de Deus.”  A primeira carta de  João 1:8 acrescenta:

“Se alguém diz que não tem pecado é mentiroso e a verdade não está nele”. Estes textos não poderiam ser mais clarospara milhões de protestantes, será que os Católicos não percebem isso? Como alguém poderia acreditar que Maria estava livre de todo pecado à luz dessas passagens da Escritura, ainda mais quando a própria Maria disse: “A minha alma se alegra em Deus, meu Salvador em Lucas 1:47 . Maria compreendia claramente ser uma pecadora e admite precisar de um salvador!!

A resposta católica

Muitos protestantes ficariam surpresos ao descobrirem que a Igreja Católica, na verdade, afirma que Maria foi “salva”. De fato, Maria precisava de um salvador como qualquer outro mortal! No entanto, Maria foi “salva” do pecado de uma forma mais sublime. Ela foi dada a graça de ser “salva” completamente do pecado, para que nunca cometesse a menor transgressão. Os evengélicos tendem a enfatizar a “salvação”  quase que exclusivamente como o perdão dos pecados já cometidos. No entanto, a Sagrada Escritura indica que a salvação também pode se referir ao homem  no sentido de protegê-lo do pecado antes do fato : Continuar lendo

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9 passos concretos para rezar o terço diariamente


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Cristãs Iraquianas Rezando o Terço

Decidir rezar o terço diariamente como uma prioridade em sua vida pode parecer intimidante. Se acha que não dispõe de 20 minutos para sentar-se e fazer orações à Maria, meditando sobre os mistérios da vida do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, eis como encontrar 20 minutos em sua ocupada agenda. Leve em consideração que não precisa rezar os 5 mistérios de forma contínua, pode dividi-los durante o dia; e não é preciso carregar um terço consigo o tempo todo: para isso temos 10 dedos que poderão ajudar-nos.

A seguir, apresento 9 ocasiões perfeitamente apropriadas para que reze o terço hoje, por mais ocupado que esteja o seu dia: Continuar lendo

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A noção de que toda igreja é igual não é bíblica


 

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Teto da Catedral de Toledo

Previamente tratamos aqui no blog da realidade da Comunhão de todos os Cristãos numa Igreja Una e Visível. A postagem foi publicada aqui sob o título de  A Igreja de Cristo é Visível. Sua leitura pode auxiliar no entendimento do texto de hoje.

A Igreja Católica é a entidade viva e visível do Corpo de Cristo na Terra, Sua Igreja. A Negação da visibilidade da Igreja de Cristo é chamada de Docetismo Eclesial, onde Docetismo significa uma heresia que considerava o Corpo de Cristo como pura aparência, negando a humanidade de Cristo, rejeitava o mistério da Encarnação, e, por conseguinte, toda a sua obra redentora realizada por sua morte na Cruz. Esta heresia foi definitivamente condenada pelo concílio de Calcedônia.

Na eclesiologia católica, o fundamento da unidade da Igreja é Cristo, que é tanto Espírito e Carne. Estamos unidos a Cristo por estarmos unidos a Seu Corpo Místico, por meio do sacramento do batismo. Estamos ainda mais profundamente unidos a Cristo e à Igreja através dos sacramentos da Confirmação e da Eucaristia. Um ato de cisma separa a pessoa da Igreja, e, portanto, de Cristo, porque a Igreja é o próprio Corpo Místico de Cristo. Continuar lendo

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Uma novena poderosíssima


O poder das Mãos Ensanguentadas de Jesus

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Oração Final para todos os dias da Novena

Jesus, coloca Tuas Mãos benditas ensanguentadas, chagadas e abertas sobre mim neste momento. Sinto-me completamente sem forças para prosseguir carregando as minhas cruzes. Preciso que a força e o poder de Tuas Mãos, que suportaram a mais profunda dor ao serem pregadas na Cruz reergam-me e curem-me agora. Jesus, não peço somente por mim, mas também por todos aqueles que mais amo. Nós precisamos desesperadamente de cura física e espiritual através do toque consolador de Tuas Mãos ensanguentadas e infinitamente poderosas.
Eu reconheço, apesar de toda a minha limitação e da infinidade dos meus pecados, que és Deus, Onipotente e Misericordioso para agir e realizar o impossível. Com fé e total confiança posso dizer: “Mãos ensanguentadas de Jesus, Mãos feridas lá na Cruz! Vêm tocar em mim. Vem Senhor Jesus!”

Pai Nosso – Glória

1º Dia = A FÉ
Evangelho: Mateus 14,27b.29-33
“Tranquilizai-vos, não tenhais medo, sou Eu!… E disse a Pedro: Vem. Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começou a afundar: Gritou: Senhor, salva-me. No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a Mão, segurou-o e disse: Homem de pouca Fé, por que duvidaste?… O vento cessou. Então, os que estavam na barca prostraram-se diante d’Ele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus”.

Oração:
Jesus, fortes ondas de desespero têm investido contra mim. Aumenta a minha Fé, porque estou com medo de afundar neste mar de angústia e dor. Como fizeste a Pedro, suplico que me estendas Tua Mão Poderosa e, com Autoridade de Filho de Deus, ordenes ao mal que se afaste de mim agora e para sempre. Amém.

Repita muitas vezes, neste 1º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico que aumentes a minha Fé”

2º Dia = A Humildade
Evangelho: João 13,3-5.12c.14-15
“Sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas Mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes, e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés de seus discípulos e a enxuga-los… Sabeis o que vos fiz?… Se Eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros, Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, façais também vós”.

Oração:
”Jesus, Tu sabes que pouco me disponho a servir, mas muito desejo que me sirvam. Não quero mais ser assim! Com Tuas Mãos Humildes, arranca todo o orgulho que ainda me impede de “lavar os pés dos outros”, especialmente daqueles mais próximos de mim. Amém.

Repita muitas vezes, neste 2º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico a humildade e o dom de servir”

3º Dia = O perdão
Evangelho: João 8,3-5.6b-9.10-11
“Os escribas e os fariseus trouxeram-Lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: ‘Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na Lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes Tu a isso?’ Jesus, porém, Se inclinou para frente e com a Mão escrevia na terra. Como eles insistissem, ergueu-Se e disse: ‘Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra’… Eles foram se retirando uma um, até o último… Jesus ficou sozinho, com a mulher diante d’Ele… Perguntou-lhe: ‘Ninguém te condenou?’. Respondeu ela: ‘Ninguém, Senhor’. Disse-lhe, então Jesus: ‘Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.

Oração:
”Jesus, como a pecadora deste Evangelho, preciso muitíssimo do Teu perdão. Com as Tuas Mãos Benditas, toca agora e transforma meu coração, tão duro quanto as pedras das mãos dos fariseus, num coração de carne, que saiba perdoar porque foi perdoado por Ti. Amém.

Repita muitas vezes, neste 3º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico o Teu perdão e a graça de aprender a perdoar”.

4º Dia = A pureza
Evangelho: Marcos 10,13-16
“Apresentaram-lhe, então, crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. Vendo-os, Jesus indignou-Se e disse-Lhes: ‘Deixai vir a Mim os pequeninos e nãos os impeçais; porque o Reino de Deus é daqueles que se assemelham a eles. Em verdade vos digo, todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará’. Em seguida, Ele abraçou e abençoou as crianças, impondo-lhes Suas Mãos.”

Oração:
”Jesus, volta o Teu olhar para a minha infância, quando só havia pureza em mim. Dá-me de novo aquele coração puro. Contigo, sei que isso é possível! Com Tuas Mãos Puríssimas, purifica o meu interior e devolve-me a alegria de fazer deste pobre coração a Tua morada. Amém.
Repita muitas vezes, neste 4º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico que purifiques o meu coração”.

5º Dia = A cura (física, psíquica e espiritual)
Evangelho: Mateus 20,29-34
“Ao sair de Jericó, uma grande multidão O seguiu. Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: ‘Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!’. A multidão, porém os repreendia, para que se calassem. Mas, eles gritavam ainda mais forte: ‘Senhor, filho de Davi, tem piedade de nós!’. Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: ‘Que queres que Eu vos faça?’ ‘Senhor, que nossos olhos se abram!’. Jesus, cheio de compaixão, tocou-lhes os olhos com as Mãos. Instantaneamente recobraram a vista e puseram-se a segui-Lo”.

Oração:
Coloco-me hoje também em Teu caminho para suplicar: ”Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”. Senhor, volve para mim o Teu olhar e vê como o meu corpo, a minha mente e a minha alma necessitam urgentemente de cura. Impõe sobre mim Tuas Mãos Milagrosas e realiza esta cura profunda e total que tanto espero para poder servir-Te muito mais e melhor. Amém.

Repita muitas vezes, neste 5º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico minha cura profunda e total”.

6º Dia = O alimento
Evangelho: Mateus 26,26-28
“Durante a refeição, Jesus tomou em Suas Mãos o Pão, abençoou-O, partiu e O deu aos Seus discípulos, dizendo: ‘Tomai e comei, isto é o Meu Corpo’. Tomou depois o cálice, rendeu graças e O deu, dizendo: ‘Bebei d’Ele todos, porque isto é o Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado por todos, em remissão dos pecados”.

Oração:
Jesus, meu coração transborda de gratidão porque, mesmo sabendo que eu jamais teria merecimento para receber tal graça, Tu Te fazes alimento no altar, oferecendo-Te a mim pelas mãos dos sacerdotes e ministros, extensão de Tuas Mãos Generosas. Dá a graça de sempre buscar-Te com ardor, para que eu não desfaleça no meio da jornada rumo ao Teu encontro. Amém.

Repita muitas vezes, neste 6º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico que jamais me falte o Pão da Vida”.

7º Dia = A cruz
Evangelho: Lucas 23,44-46
“Chegados ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda… Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. Escureceu-se o sol e o véu do Templo rasgou-se ao meio. Jesus deu, então, um grande brado e disse: ‘Pai, nas Tuas Mãos, entrego o Meu espírito”.

Oração:
Jesus, hoje entendi porque abraçaste com tanto amor a Tua Cruz. É que através dela provavas Teu amor eterno por mim e conquistavas, ao preço de Teu Preciosíssimo Sangue, a minha salvação. Com a ajuda de Tuas Mãos Chagadas, a partir de agora, quero abraçar também com amor a minha cruz, pois entendi que só através dela poderei ser eternamente feliz Contigo. Amém.

Repita muitas vezes, neste 7º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico a graça de suportar minha cruz a cada dia”

8º Dia = A Mãe
Evangelho: João 19,25ª.26-27
“Junto à Cruz de Jesus estava de pé Sua Mãe… Quando Jesus a viu e junto dela o discípulo que amava, disse à Sua Mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe’. E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”.

Oração:
Jesus, Tua Mãe, que foi a primeira a ver, segurar e beijar Tuas Mãozinhas em Belém, foi, também, a primeira a ver, segurar e beijar Tuas Mãos adoradas, atravessadas e ensanguentadas, quando Te depositaram, sem vida, em seu colo. Aceitar Maria e chama-la de minha Mãe é desejar que ela esteja comigo, conduzindo-me pela mão, agora e na hora da minha morte, como sempre esteve Contigo. Amém.

Repita muitas vezes, neste 8º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico a presença maternal de Maria junto a mim”.

9º Dia = A perseverança
Evangelho: João 20,26b-28
“Estando trancadas as portas, Jesus pôs-Se no meio deles e disse: ‘A Paz esteja convosco!’ Depois disse a Tomé: ‘Introduz aqui o seu dedo, e vê as Minhas Mãos… Respondeu-lhe Tome: ‘Meu Senhor e meu Deus”.

Oração:
Jesus, nas Tuas Mãos Ressuscitadas e estendidas em minha direção, deposito a minha vida, e concedo a Ti, meu Senhor e meu Deus, plena liberdade de dispores de mim segundo a Tua Santa Vontade. Dá-me, apenas, a graça da fidelidade total até o último instante de minha vida e serei eternamente grato a Ti. Amém.

Repita muitas vezes, neste 9º dia, a seguinte jaculatória:
“Jesus, pelo poder do Teu Sangue Redentor, suplico a graça de ser fiel a Ti até o fim”.

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Afinal, por que os evangélicos não encontram a palavra papa na Bíblia ?


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S. Pedro – o Primeiro Papa e as Chaves do Reino de Deus

Apologética relâmpago – Dentre as muitas acusações feitas contra a Igreja Católica está a de que, em nenhum momento, a Bíblia faz referência à palavra “Papa”. Sendo o pontificado, portanto, uma mera invenção da Igreja Católica.

Antes de fazer uma investigação dos textos bíblicos, proponho, entretanto, uma breve explicação do significa a palavra papa. Comum à vários idiomas de origem latina, o termo tem sua origem no latim eclesiástico, que derivou seu significado do grego “papas“,  que quer dizer bispo ou patriarca, originada da palavra também grega  “pappas“, ou seja, pai. Assim, no contexto do uso católico a palavra papa é duplamente pertinente pois em sentido literal significa bispo (o Papa é o Bispo de Roma), e ao mesmo tempo conota a noção de pai espiritual. Sentido esse que, por sua vez, reflete exatamente o papel do pontífice em sua missão de liderar a Igreja de Cristo enquanto Seu vigário na terra, e apacentar as ovelhas do rebanho do Senhor.

Esclarecido este conceito, não fica difícil encontrar na Bíblia inúmeras referências dos Santos Apóstolos – explícitas ou não – à essa “paternidade espiritual” assumida por eles em suas missões de pregar o santo evangelho.  A mais nítida delas está na frase de S. Paulo:

“Porque ainda que tivessem tido dez mil pessoas a ensinar­-vos sobre Cristo, lembrem­-se que só a mim tiveram como pai espiritual; pois que fui quem vos levou a Cristo quando vos anunciei o evangelho.” – 1 Coríntios 4:15

Além desta, lemos ainda em várias passagem – como nas cartas de S. João – as saudações dirigidas às comunidades de crentes onde os apóstolos, ao se referirem aos cristãos como filhos, automaticamente atribuíam a si um papel paterno em relação àqueles aos quais escreviam. É importante lembrar, contudo, que assim como os apóstolos viam as comunidades cristãs como autenticos filhos espirtuais, os fiéis da recém-nascida Igreja de Cristo viam os santos apóstolos, desde o princípio, como verdadeiros pais espirituais.

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 1 João 2:1

Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.  1 João 3:18

 

Tendo em vista a recusa dos evangélicos de aceitarem o testemunho da história – registrada nos livros e, obviamente, a sagrada tradição apostólica – e que nitidamente atestam para a legítima existência da sucessão apostólica, me abstenho de fazer referência aos escritos patrísticos para comprovar minha argumentação. O argumento católico fica portanto, obrigatoriamente sustentado nas sagradas escritura. E quem, em sã consciência poderia honestamente contestar o que demonstrei acima?

 

 

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Refutando o Pastor H. Lopes: Uma defesa católica


Entrega da Chaves

Entrega das Chaves do Céu ao Apóstolo Pedro

O auto nomeado pastor Hernandes Dias Lopes conseguiu o que parecia improvável. Superou em contradições, equívocos e imprecisões os textos de Edir Macedo, Silas Malafaia, INRI Cristo e CACP. Com poucas palavras, ele conseguiu fabricar um amontado de suposições contraditórias. H. Lopes não se conteve e produziu o seguinte comentário:

“Com a renúncia de Bento XVI mais uma vez o mundo inteiro discute quem é o cabeça da igreja? Será o papa? Será o papa a pedra fundamental da igreja, o sumo pontífice e o substituto de Cristo na terra? O que a Bíblia diz a esse respeito? A Bíblia diz que Cristo é o cabeça da igreja (Ef 5.23). A Bíblia diz que Cristo é a pedra sobre a qual a igreja está edificada (At 4.11; 1Co 3.11; 10.4). A Bíblia diz que Cristo é o sumo pontífice ou seja o supremo e único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). A Bíblia diz que o Espírito Santo é o substituto de Cristo na terra (Jo 14.16). É melhor ficar com a Bíblia, porque Jesus disse que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17) e as Escrituras não podem falhar (Jo 10.35).”
Disponível em 05/11/2015 – Aqui
Disponível em 05/11/2015 – Aqui

O que podemos dizer sobre a empreitada do autoproclamado pastor contra o catolicismo? – O pastor desconhece o que a Igreja sempre ensinou, ou seja, que Cristo é o cabeça da Igreja. Hernandes Dias Lopes disse o óbvio, sugerindo que a “novidade” precisa ser descoberta pelos católicos.

O que ensina a Igreja?

Catecismo da Igreja Católica – I.7.21.6 Cristo cabeça da Igreja

§1548 “IN PERSONA CHRISTI CAPITIS” (NA PESSOA DE CRISTO CABEÇA…) No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente na sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor Mestre da Verdade. A Igreja o expressa dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “in persona Christi Capitis” (na pessoa de Cristo Cabeça):
A Igreja Católica sempre ensinou o que Hernandes Dias Lopes só agora lembrou aos evangélicos: “Líderes evangélicos mundiais comentam a renúncia do Papa e pastor brasileiro lembra “quem é o cabeça da Igreja” – disponível em 05/11/2015 – Aqui

Conforme vimos acima, os católicos não precisam ser lembrados de que Jesus Cristo é o cabeça da Igreja.

LOPES SE ENGANA E SE CONFUNDE QUANTO:

À PEDRA SOBRE A QUAL A IGREJA ESTÁ EDIFICADA – O pastor H. Lopes citou três textos (At 4, 11, Co 3, 11 e Co, 10,4) fora dos seus contextos para impor a sua doutrina e omitiu o texto de Mateus 16, 17-18:

“Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

H. Lopes, também tratou de omitir o versículo 19 de Mateus 16:
“Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”

Felizmente, a tradução peculiar de Hernandes Dias Lopes já foi desmascarada pelos apologistas católicos, como publicado em Aqui

À Primasia de Pedro:

Curiosamente, nem mesmo Lutero duvidou que São Pedro fosse papa:

Tese 77 de Lutero (Pai dos evangélicos) – “A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.”

A Comunhão e Intercessão do Santos:

O pastor promoveu o fatiamento da Bíblia comum aos evangélicos, quando pretendeu condenar a doutrina católica da intercessão dos santos. Ele citou: “…único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5).” Porém, omitiu o restante do texto que lhe modificaria todo o sentido.

Vamos ao texto completo: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.”1 Timóteo 2:5,6

H. Lopes omitiu a o versículo 6. E por que ele omitiu? Porque a mediação ali descrita refere-se à redenção do gênero humano. Não se trata, portanto, de uma mediação para pedir cura, emprego ou qualquer outra graça. Omitindo aquela parte do texto, Lopes tenta passar a idéia de que não é possível a intercessão de outros para se pedir graças e favores do Altíssimo DEUS. O “reformado” pastor poderia aprender até mesmo com o próprio pai da reforma:

“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.” (Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”)

Ademais, se realmente ninguém pudesse interceder, Hernandes Dias Lopes não deveria orar por ninguém e nem deveria pedir orações aos seus pares. Afinal de contas, quem poderia ser melhor intercessor do que Jesus Cristo? Muito embora na mediação para redenção do gênero humano apenas Jesus Cristo seja o nosso único salvador e redentor, sendo este o ensino bi milenar da Igreja, devemos interceder e orar uns pelos outros:

“E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15, 1).
“Com orações e súplicas de toda sorte, orai por todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com absoluta perseverança e súplicas por todos os santos”. (Ef 6,18)
16 Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Tiago 5, 16

Lopes  cita os textos que lhe convém. Soube explorar a parte de 1 Timóteo e citou apenas o trecho que lhe interessava. Porém, não cita o mesmo livro 1 Timóteo, onde o texto lhe faz oposição. Vejamos:

“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” 1 Timóteo 3:15

Note-se que o texto ali consagra uma Igreja, como todo o Corpo de Cristo, no singular. E faz desta Igreja a única coluna e sustentáculo da verdade.

“Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.”1 Timóteo 3:15

Contraditóriamente, Lopes não só apóia a pluralidade e diversidade de “igrejas”, como também, no lugar da igreja, ele coloca sua interpretação pessoal da Bíblia, coluna e sustentáculo da “verdade.” Esta conduta ignora que a interpretação pessoal da bíblia está proibida pela própria Bíblia, que diz o que segue: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”.2 Pedro 1:20

Lopes nem pode negar que faz a “interpretação” proibida pela Bíblia. Em um de seus abomináveis textos, ele declara: “1. O texto básico usado para provar o primado de Pedro está mal interpretado pelo catolicismo romano.” Disponível em 05/11/2015 – Aqui

Resposta ao texto de Hernandes: http://www.pr.gonet.biz/index-read.php?num=3528

Ora, se Hernandes Dias Lopes condenou interpretação católica, se antes ele mesmo “interpretou”? Não há como negar, interpretou e errou.

A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE PONTÍFICE:

Vimos acima que o pastor evangélico não entendeu que a mediação descrita em 1 Tm 2, 5 refere-se à redenção do gênero humano, a qual só pode ser operada por Cristo Jesus. Isso é o que sempre ensinou a Igreja Católica, embora H. Lopes finja desconhecer:

Catecismo da Igreja Católica
480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

Depois de ter confundido a mediação de Cristo para redenção do homem, com a intercessão para alcançar graças, Hernandes Dias Lopes agora confunde pontífice com mediação.
Hernandes decretou: “A Bíblia diz que Cristo é o sumo pontífice, ou seja, o supremo e único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5).”
O que diz a Bíblia e que Hernandes Dias Lopes não sabem ?
“Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados; E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados; pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados. E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.” Hebreus 5:1-4
A Bíblia está nos dizendo que existem outros pontífices além de Jesus.
Jesus é o mais perfeito dos pontífices. Mas não é o único.
Errou Hernandes Dias Lopes ao tentar transmitir a idéia de que não existem outros pontífices além de Jesus.
E para impor sua doutrina pessoal, combinou a idéia com a mediação única de Jesus Cristo, a qual também ele tratou de confundir com intercessão para se alcançar favores e graças.

QUEM VAI SUBSTITUIR JESUS CRISTO:

Hernandes Dias Lopes, de forma impositiva, diz em seu texto reproduzido no início do nosso artigo: “…A Bíblia diz que o Espírito Santo é o substituto de Cristo na terra (Jo 14.16.).”

Mas esqueceu é que, sendo o Espírito Santo invisível, jamais poderia suceder Cristo na Terra, visivelmente. Sem sombra de dúvida, Jesus Cristo enviou o Consolador para assistir a sua Igreja, mas não para guiá-la no lugar do Cristo, de forma VISÍVEL. Essa missão Cristo confiou a Pedro, e para tal lhe confiou poderes especiais, omitidos propositalmente por H. Lopes, se não vejamos:

Depois de ter dito a Pedro “…tu és Pedro”, conforme visto acima, Jesus também disse a Pedro:
“Apascenta minhas ovelhas.” João 21, 15-17
“Confirma teus irmãos na fé.” Lucas 22, 32
“A ti darei as chaves do céu.” Mateus 16, 19
“Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.”João 20:23

E a Pedro Jesus prometeu a assistência infalível do Espírito Santo:
“…e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18

Hernandes Dias Lopes distorce daqui, distorce dali, mas não pode fugir da inevitável verdade.

LOPES AUTO CONDENA-SE COM SUA SENTENÇA:

Ao final e como não poderia deixar de ser, Lopes termina seu comentário com o costumeiro argumento que os pregadores evangélicos, lançam sobre seus oponentes:

“É melhor ficar com a Bíblia, porque Jesus disse que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17) e as Escrituras não podem falhar (Jo 10.35).”

O pastor H. Lopes proclama que é melhor ficar com a Bíblia. Ocorre que, e, conforme provado nos tópicos acima, tudo que Hernandes Dias Lopes não consegue é exatamente fazer o que a Bíblia ensina.

Ele “interpreta”, quando a Bíblia o proíbe de fazê-lo.
Ele troca a Igreja, no singular, como coluna e sustentáculo da verdade, por sua pessoal “interpretação”.
Ele modifica o sentido das Escrituras na mediação de Jesus Cristo.
Ele não aceita a autoridade que Jesus deu a Pedro.
Ele apóia a pluralidade de denominações condenada pela Bíblia.
Ele não aceita que existam outros sacerdotes e pontífices menores além de Jesus.
Ele quer que o Espírito Santo invisível faça o papel do Cristo visível aqui na terra.

E assim, H. Lopes não aceita que Jesus Cristo seja representado visivelmente na terra por aqueles a quem ele escolheu. Que se cumpra: “Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Lucas 10:16. Ademais, não nos esqueçamos do Concílio infalível:

Concílio Vaticano I (1869-1870): “Se alguém disser que o Pontífice Romano tem apenas o dever de inspeção e direção, mas não pleno e supremo poder de jurisdição sobre a Igreja universal, não só nas matérias que pertencem à fé e aos costumes, mas também naquelas de regime e disciplina da Igreja…seja excomungado” (Dz. 1831 cf. Dz. 1827).

Não admitimos ataques à honra e à dignidade do Sr. Hernandes Dias Lopes. Aceitamos que o Sr. Hernandes Dias Lopes tem o direito de aderir e abraçar a fé e crenças que lhe pareçam mais adequadas. Apoiamos a liberdade religiosa e repudiamos toda e qualquer forma de preconceito religioso.

Autor: André Melkis. Edição do Blog Ecclesia Militans – Livre difusão com os respectivos créditos

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Afinal, o que é o pecado contra o Espírito Santo?


“Com espírito contrito, submetam (os fiéis) seus pecados à Igreja no sacramento da Penitência” (Vaticano II, Presbyterorum Ordinis, 5).

Em primeiro lugar, dois esclarecimentos:

Santissima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo

1. Não é o padre quem perdoa os pecados, e sim Deus, mediante a absolvição do ministro ordenado: bispo ou presbítero.

2. Todos os pecados têm o perdão de Deus, menos um: o pecado contra o Espírito Santo. “Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada” (Mateus 12, 31). O único pecado que Deus não perdoa é a blasfêmia contra o Espírito santo.

Em que consiste esse pecado?

A blasfêmia não acontece somente com palavras, mas também (e sobretudo) com atos. Quem blasfema? Quem não se sente necessitado de Deus, quem não se sente pecador ou se considera sem pecado; é um fechar-se ao convite de Deus à conversão, endurecer o coração a tal ponto, que a pessoa não tem interesse algum por Deus.

É pecado endurecer o coração e dizer a Deus, por exemplo: “Deus não me interessa; estou bem sem Ele; não preciso dEle”.

É pecado considerar que Deus não pode perdoar, ou que Seu perdão possa ser negado na confissão. Ou seja, é o pecado pelo qual o homem se nega livre e conscientemente ao perdão e à misericórdia de Deus.

Diante desta circunstância, o que Deus pode fazer? Nada. Só pode deixar que a pessoa morra em seu pecado.

Onde Deus não pode agir, Deus não tem nada a fazer, não tem nada a perdoar, e então não perdoa nada. Porque a pessoa não quer Seu perdão. E Deus respeita isso.

A Bíblia nos dá mais luz sobre o tema: “Quem oculta seus pecados não prosperará, mas quem os confessa e se afasta deles alcançará misericórdia” (Provérbios 28, 13).

Fonte: Grupo de Oraçáo São José.
Por PE. HENRY VARGAS HOLGUÍN – Editado por Ecclesia Miltans

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O amor excessivo à Virgem Maria compromete a supremacia de Cristo?


virgin-mary-paintings-06O amor a Virgem Maria, aumentando excessivamente, pode comprometer a supremacia do amor devido a Jesus Cristo?

O que é amar, ter uma verdadeira devoção, a Santíssima Virgem Maria? O amor a Nossa Senhora atrapalha nosso amor por Jesus Cristo?O que é amar, ter uma verdadeira devoção, a Santíssima Virgem Maria? O amor a Nossa Senhora atrapalha nosso amor por Jesus Cristo? Continuar lendo

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Santa Teresa descreve o que sentiu quando o anjo lhe apareceu


Os escritos de Santa Teresa de Ávila foram uma luz fulminante na minha conversão. Não posso lê-la sem deixar de me emocionar. Graças a Deus pelos santos católicos; pecadores como nós, ensinam-nos a melhor amar a Cristo Jesus.

Grupo de Oração São José 1 Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Cocaia Guarulhos - SP

No dia 26 de agosto de 1562, a santa de Ávila viveu a famosa “transverberação” e a descreveu assim

Transverberazione Santa Teresa d'Avila assalto del Serafino dardo infuocato misticismo fenomeno

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Orações católicas: Um tesouro espiritual quase esquecido


imagesConversando com Jesus

1. Obrigado, Jesus, pela Santa Missa
e pela Comunhão.
Que bom que és e quanto me amas!
Eu Te adoro e Te amo.
Quero amar-Te mais, muito mais.
Ajuda-me, porque, às vezes, me esqueço de Ti,
e outras, sou vencido pela tentação e pela maldade.

2. Na Santa Missa renovaste o Teu Sacrifício do Calvário.
Outra vez, do mesmo modo que quando morrias
cravado na Cruz,
ofereceste-Te ao Pai do Céu
pela minha salvação e pela de toda a gente.
És o meu Redentor e continuas a querer salvar-me.
Obrigado, Jesus. Quero que Tu me salves.
Não permitas que me afaste de Ti pelo pecado.
Jesus, sê o meu Salvador.

3. O pão e o vinho,
pelas palavras da Consagração,
converteram-se] – a transubstanciação -,
no Teu próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Isto quer dizer que,
na Sagrada Hóstia e no Cálice,
estás vivo e és Deus e Homem de verdade,
ainda que os meus olhos Te não vejam.
Creio Senhor, neste Mistério de Fé.
Adoro-Te; amo-Te.
Quando comungo, posso dizer com alegria:
Deus está comigo; e eu estou com Deus.

4. Quero estar sempre conTigo, Jesus;
porque Tu me amas e eu quero amar-Te.
Quero trazer-Te sempre no meu coração
para ter a Tua força
e conseguir ser-Te fiel em tudo.
Necessito especialmente da Tua força
para viver com delicadeza e fortaleza
a virtude da santa pureza
que tanto Te agrada.
Dá-me a fortaleza dos mártires,
para ser valente perante a tentação impura,
para vencer as minhas más inclinações.
Antes morrer do que pecar.
Se Tu estás comigo, ser-Te-ei fiel.

5. Falar-Te-ei agora de pessoas que muito estimo,
para que Tu as abençoes
e lhes dês aquilo de que necessitam.
Jesus, Tu sabes melhor do que eu
aquilo que hoje e agora, mais convém a cada um.
Dir-Te-ei os seus nomes: os meus parentes…;
amigos…; benfeitores…;de modo especial…;
Lembro-Te também os doentes…

6. Tenho, além disso de Te falar de mim mesmo
e do que vai enchendo a minha jornada diária:
do meu trabalho, do meu estudo, um projecto,
a minha atenção e dedicação ao próximo:
talvez um sofrimento, uma preocupação,
um desgosto; ou uma alegria,
uma boa notícia, uma vitória;
ainda de um propósito que devo cumprir hoje;
de uma inspiração sobre o que Deus me pede.
Diz-me, Senhor, que queres de mim?
Dir-Te-ei com a Santíssima Virgem:
“Que se faça” [que se vá fazendo] – em mim a Tua Vontade.

Louvores

Meus Deus, como és Santo, e admirável e bom!
És o Senhor de todo o Universo.
Os Teus pensamentos estão acima dos pensamentos dos homens.
O Teu poder é maior do que todos os poderes da terra.
O Teu amor é mais forte e mais profundo do que o que pode compreender o meu coração.
Admiro-Te, submeto-me a Ti. Adoro-Te com profunda reverência.
Dou-Te graças por tudo.
Quero amar-Te mais e mais, a Ti, meu soberano Deus e Senhor.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal. Livra-nos, Senhor, de todo o mal.

Invocações

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os Vossos Santos,
por todos os séculos. Amen.

Adoro Te Devote

Adoro-Te com amor, Deus escondido,
Que sob estas espécies és presente,
Dou-Te o meu coração inteiramente
Em Tua contemplação desfalecido.

A vista, o tacto, o gosto nada sabem.
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer.
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.

Na Cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E contudo, eu creio e o confesso,
Que ambas aqui estão na realidade,
E o que pedia o bom ladrão, eu peço.

Não vejo as chagas, como Tomé.
Mas confesso-Te, meu Deus e meu Senhor,
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.

Ó memorial da morte do Senhor!
Ó vivo pão que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!

Ó doce pelicano! Ó bom Jesus!
Lava-me com o Teu sangue, a mim, imundo,
Com esse sangue do qual uma só gota
Pode salvar do pecado todo o mundo.

Jesus, a Quem contemplo oculto agora,
Dá-me o que eu desejo ansiosamente:
Ver-Te, face a face, na Tua glória
E na glória contemplar-Te eternamente. Amen.

Oração a Jesus Crucificado

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus;
prostrado de joelhos diante da Vossa divina presença,
Vos peço e suplico com o mais ardente fervor,
que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé,
esperança e caridade,
e um verdadeiro arrependimento dos meus pecados,
com vontade firmíssima de os emendar;
enquanto eu, com grande afecto e dor de alma,
considero e medito nas Vossas cinco chagas,
tendo diante dos olhos
o que já o Santo Profeta David dizia por Vós,
ó bom Jesus: “Trespassaram as minhas mãos
e os meus pés, e contaram todos os meus ossos”.

(Rezar um Pai-Nosso pelas intenções do Santo Padre).

[Concede-se indulgência plenária a quem, depois de ter devidamente confessado e comungado, reze esta oração diante de alguma imagem de Jesus Crucificado, nas Sextas-feiras do tempo da Quaresma; nos outros dias do ano concede-se indulgência parcial.]

Consagração à Nossa Senhora

Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo a Vós
e em prova da minha devoção para convosco
Vos consagro neste dia, os meus olhos,
os meus ouvidos, a minha boca,
o meu coração e inteiramente todo o meu ser;
e porque assim sou todo Vosso,
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me
como coisa e propriedade Vossa.
Lembrai-Vos que vos pertenço,
terna Mãe, Senhora nossa,
guardai-me e defendei-me
como coisa própria Vossa. Amen.

Oração a S. José

Ó glorioso S. José, Pai e protector das Virgens,
guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a própria inocência,
e Maria Virgem das Virgens;
em nome de Jesus e de Maria,
este duplo tesouro que vos foi tão caro,
vos suplico que me conserveis livre de toda a impureza,
para que com alma pura e com corpo casto,
sirva sempre, fielmente, a Jesus e a Maria. Amen.

Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas

Senhor Nosso, Jesus Cristo,
que disseste aos Teus Apóstolos
“a messe é grande mas os trabalhadores são poucos.
Pedi, pois, ao dono da messe
que mande trabalhadores para a sua messe”,
humildemente Te suplicamos
que envies à Tua Igreja
numerosas e santas vocações sacerdotais e religiosas.
Pedimo-lo por intercessão
da Santíssima Virgem Maria, Mãe nossa,
e por intermédio dos nossos
Santos Padroeiros e Protectores,
que com a sua vida e méritos
santificaram a nossa terra. Amen.

Preces para pedir sacerdotes santos

– Para conseguir o perdão dos pecados,
dai-nos, Senhor, sacerdotes santos.
– Para que não nos falte a Eucaristia,
– Para que as crianças conservem a graça,
– Para que a juventude conheça e siga a Cristo,
– Para que os mais velhos conformem as suas vidas de acordo com a Lei de Deus,
– Para que tenhamos lares cristãos,
– Para que na nossa terra se viva a união e a caridade cristã,
– Para que os doentes recebam os auxílios espirituais,
– Para que nos acompanhem na hora da morte e ofereçam a Missa por nós,
– Santa Maria, Mãe da Igreja, alcançai-nos do Senhor sacerdotes santos.

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Fora da Igreja não há salvação – Entenda essa importante doutrina Católica


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Mãe Igreja – Os Sacramentos da Igreja Católica 

Há poucas doutrinas católicas mais controversas e mal-entendidas que a doutrina Extra ecclesiam nulla salus, ou seja, Fora de Igreja não há salvação, uma expressão que vem dos escritos de São Cipriano de Cartago, um bispo do século III em sua carta LXXII, Ad Jubajanum de haereticis baptizandis. O axioma é muitas vezes usado como abreviação para a doutrina que a Igreja é necessária para a salvação. É um dogma da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas Orientais (e algumas denominações protestantes) em referência a suas próprias comunhões, embora a definição do que constitui a Igreja seja diferente no entendimento católico.

 

A cerca desta doutrina, citando o Santo católico Agostinho, o Bispo da Igreja Ortodoxa Grega, Kallistos Ware, escreveu:

Salus extra Ecclesiam nulla. Toda a força categórica e ponto deste aforismo está em sua tautologia. Fora da Igreja não há salvação, porque a salvação é a Igreja.” (G. Florovsky, “Sobornost: a catolicidade da Igreja”, na Igreja de Deus, p. 53). Será que, portanto, significa que qualquer pessoa que não esteja visivelmente dentro da Igreja está necessariamente condenada? Claro que não; menos ainda segue-se que todo o que está visivelmente dentro da Igreja está necessariamente salvo. Como Agostinho sabiamente comentou: “Quantas ovelhas há fora, quantos lobos há dentro!” (Homilias sobre João, 45, 12). Enquanto não há uma divisão entre uma “Igreja visível” e uma “Igreja invisível”, ainda pode haver membros da Igreja que não são visivelmente tal, mas cuja associação é conhecida só a Deus. Se alguém é salvo, ele deve, em algum sentido ser um membro da Igreja; em que sentido, não podemos dizer sempre.

As declarações católicas desse ensinamento foram repetidas por inúmeros santos e Padres da igreja através dos séculos desde S. Irineu (morto em 202 dC), S. Origines (morto em 254 dC) e S. Cipriano (morto em 258) à S. Tomas de Aquino (morto em 1254) e o Papa Bonifácio VIII em 1302.

Contudo, antes de propor uma exposição da doutrina, sugiro uma reflexão aos leitores católicos que eventualmente não tenham dado-se conta da importância deste ensinamento. Com o aumento das diversas denominações evangélicas no Brasil, somos mais constantemente assediados pelas inquisitivos membros das igrejas evangélicas à despeito de fé católica. Alguns, por vezes, parecem exigir explicações como se tivéssemos um dever inerente de lhes justificar as doutrinas da fé. Apesar disso, devido às inúmeras distorções, formulam conclusões imprecisas seja porque (i) não conhecem a totalidade dos textos católicos ou (ii)  porque descontextualizam seus conteúdos.

A Salvação provém de Jesus, o Caminho

Todos os grupos cristãos aceitam que «toda salvação provém de Cristo (Cf João 14,6). Entretanto, diferentemente do protestantismo, a Igreja Católica historicamente sempre viu a necessidade de explicar os meios pelos quais a salvação é oferecida por Cristo.  Contudo, seria correto afirmar que a fé somente nos basta para a salvação? A própria bíblia nos oferece algumas pistas:

Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. (Marcos 16,16)

Não, digo-vos, antes, se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. (Lucas 13,3)

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,54)

Nas passagens acima, Jesus indica alguns elementos adicionais igualmente importantes à fé, como também necessários para a salvação; a saber, o batismo, a confissão do pecados, a Eucaristia, todos eles administrados ao crente através do Corpo de Cristo, a Igreja. Porém, dois dentre os três sacramentos acima citados, pressupõem necessariamente a participação de um ministro validamente ordenado. O que poderia levar-nos a concluir que o sacramento da ordenação – marca característica da Igreja desde os seus primórdios – também se faça um importante instrumento para a salvação.

A Igreja:

Sacramento Universal da Salvação

O catecismo da Igreja Católica  (774 CIC) afirma a Igreja como “Sacramento Universal da Salvação” e nos explica que “A Igreja é, neste mundo,  o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens.” (780 CIC). Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (CIC 846). Percebe-se que há dois elementos importantes na explicação da Igreja: Cristo Salvador e a Igreja pela qual a salvação é dada. A lógica desta doutrina está calcada em verdades bíblicas e tem sido repedidas pelos Padres da Igreja através dos séculos.

O Povo de Deus, A Esposa de Cristo e Templo do Espírito Santo

«Em todos os tempos e em todas as nações foi agradável a Deus aquele que O teme e pratica a justiça. No entanto, aprouve a Deus salvar e santificar os homens não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse na santidade. Foi por isso que escolheu Israel para ser o seu povo, estabeleceu com ele uma aliança e instruiu-o progressivamente manifestando-se a Si mesmo e os desígnios da Sua vontade na história desse povo, e santificando-o para Si. Mas tudo isso aconteceu como preparação da Aliança nova e perfeita, que seria concluída em Cristo […]. Esta nova Aliança instituiu-a Cristo no seu Sangue, chamando um povo, proveniente de judeus e pagãos, a juntar-se na unidade, não segundo a carne, mas no Espírito» (II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 9)

Deste modo, a Igreja é o povo de Deus, ao qual foi conferido um sacerdócio real, da qual se fez uma “nação santa” (1 Pe 2, 9); e vem-se a ser membro deste povo, não pelo nascimento físico, mas pelo «nascimento do Alto», «da água e do Espírito» (Jo 3, 3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Contudo, este povo tem por Cabeça Jesus Cristo (o Ungido, o Messias): porque a mesma unção, o Espírito Santo, flui da Cabeça por todo o Corpo, este é o «povo messiânico».

A missão da Igreja, enquanto povo de Deus, é ser o sal da terra e a luz do mundo. «Constitui para todo o gênero humano o mais forte gérmen de unidade, esperança e salvação e seu destino, finalmente, é «o Reino de Deus, o qual, começado na terra pelo próprio Deus, se deve dilatar cada vez mais, até ser também por Ele consumado no fim dos séculos. Assim, vemos que a própria bíblia associa a Igreja, o povo de Deus, ao Redentor de forma Intima e inseparável, pois a Igreja é o Corpo Místico de Cristo e Comunhão com Jesus.

Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar testemunho, os associar à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o seu Espírito Santo e santificador

Christus Totus «A CABEÇA DESTE CORPO É CRISTO» (Cl 1, 18)

Ele é o Princípio da criação e da Redenção. Elevado à glória do Pai, «tem em tudo a primazia» (Cl 1, 18), principalmente sobre a Igreja, por meio da qual estende o seu reinado sobre tudo quanto existe. Cristo e a Igreja são, pois, o «Cristo total» (Christus totus). A Igreja é una com Cristo. Os santos têm desta unidade uma consciência muito viva:

Uma palavra de Santa Joana d’Arc aos seus juízes resume a fé dos santos Doutores e exprime o bom-senso do crente: «De Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só, e não há que levantar dificuldades a esse respeito»

Na verdade, Santa Joana d’Arc apenas ecoava as palavras de Jesus que, ao indagar São Paulo, então Saulo, associa Sua Pessoa à própria Igreja à qual Paulo perseguia; Saulo, Saulo, por que Me persegues? (Atos 9:4, ênfase do Blog). Ao invés de, “Saulo, Saulo, por que persegues a minha Igreja ou àqueles que crêem em mim?

O próprio Senhor Se designou como «o Esposo» (Mc 2, 19) (243). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do seu Corpo, como uma esposa «desposada» com Cristo Senhor, para formar com Ele um só Espírito. Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado (245) que Cristo amou, pela qual Se entregou «para a santificar» (Ef 5, 26)

Visto, assim, ou seja, a unidade da Igreja com Cristo, podemos agora refletir sobre a segunda parte da afirmação da Igreja: Salvação POR MEIO da Igreja.

Como abordado acima, os sacramentos são os meios ordinários através dos quais Cristo oferece a graça necessária para a salvação, e a Igreja católica que Cristo estabeleceu é o ministro ordinário dos sacramentos, por esse motivo é adequado afirmar que a salvação vem por meio da Igreja.

Isto não é diferente da situação que existia antes do estabelecimento do cristianismo e da Igreja Católica. Mesmo antes de ter sido totalmente revelado que ele era o Messias, o próprio Jesus ensinou que “a salvação vem dos judeus” (Jo 04:22). Ele apontou à mulher de Samaria o corpo de crentes existentes na época, através do qual a salvação seria oferecida à toda a humanidade: os judeus.

Em reconhecimento desta realidade a Igreja, especialmente em tempos de grande conturbações e heresias, foi enfática na maneira pela qual ensinou esta doutrina. Em vez de simplesmente indicar como Deus oferece a salvação de Cristo, através da Igreja, ela tem advertido que não há salvação á parte de Cristo, fora de sua Igreja.

A Salvação dos não católicos: Ignorância Invencível

A Igreja reconhece que Deus não condena aqueles que são inocentemente ignorantes da verdade sobre sua oferta de salvação. Em relação à doutrina em questão, o Catecismo da Igreja Católica (citando documento do Vaticano II Lumen gentium, 16) afirma:

«Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita».

Este ensinamento é consistente com o próprio ensinamento de Jesus sobre aqueles que inocentemente o rejeitam: “Se eu não tivesse vindo e falado a eles, eles não teriam pecado” (Jo 15:22). Assim, a Igreja reconhece que, embora ela seja o sacramento da salvação, aqueles não visívelmente unidos è ela, podem salvar-se. Ela declara também que “ela está unida em muitos aspectos com os batizados, honrados pelo nome de cristãos, mas que não professam a fé católica em sua totalidade ou não conservam a unidade da comunhão sob o sucessor de Pedro”, e ainda que “aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão relacionados com o Povo de Deus de várias maneiras.” [CIC 838-839].

Conclusão

A base para o ensinamento da Igreja é que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida; e que ninguém vem ao Pai senão por Ele (Jo 14: 6). Em outras palavras, o fundamento da doutrina da Igreja é que fora de Cristo não há salvação. Mas a Igreja não pára por aí, porque Cristo não parou por aí.

Jesus ensinou enfaticamente que Ele iria estabelecer e construir a Sua Igreja – e não apenas por conveniência, mas também por uma questão de que Seu Corpo iria continuar seu trabalho de salvação do mundo depois de sua ascensão ao céu. São Paulo explica esta doutrina ao proclamar que a Igreja é nada menos que o Corpo de Cristo, e Jesus Cristo é a Cabeça. Desta forma, São Paulo recorda-nos que Cristo e Sua Igreja estão inseparavelmente UNOS. Não se pode estar em Cristo se não se está em seu corpo, a Igreja.

E esta é uma razão pela qual o Novo Testamento constantemente nos lembra que o batismo é necessário para a salvação – porque o batismo é a “porta” através da qual entramos na Igreja – é através do batismo que nascemos de novo na família de Deus (que é outra imagem que São Paulo usa para a Igreja em 1 Tm 3:15). Assim, a razão pela qual a Igreja ensina “extra Ecclesiam nulla salus” é porque ela é inseparavelmente una a Cristo, e fora de Cristo não há salvação, exceto é claro, quando se há ignorância invencível.

Source: Catecismo da Igreja Católica. Autoria e edição: Blog Ecclesia Militans – Hellen Walker

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Divórcio e segundo casamento: como equilibrar a misericórdia de Deus com a fidelidade à doutrina cristã ?


A Doutrina Católica da indissolubilidade do Matrimônio não aliena os divorciados da Misericórdia de Deus.
A igreja deve manter-se fiel às Doutrinas apostólicas; tal e qual exortado por S. Paulo, porque essa é uma de suas funções no mundo; transmitir aos fiéis aquilo que recebeu dos santos apóstolos de Cristo. Ao mesmo tempo, ele reconhece que a justiça divina não ofusca a misericórdia de Deus, o qual nos ama profundamente.

Grupo de Oração São José 1 Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Cocaia Guarulhos - SP

O Evangelho é claro sobre a indissolubilidade do matrimônio, mas também é claro sobre a misericórdia

Reconciliação casal

Em outubro próximo, a Igreja realiza no Vaticano a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema central será a família.

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Só é possível amar ao que se conhece e defender o que se ama: Conheça e defenda a santa fé Católica


Originalmente publicado em Grupo de Oração São José / 
Editado pelo Blog Ecclesia Militans
Santa Missa - Bendição Genuflexão

Santa Missa Católica

Em sua primeira carta, São Pedro nos chama a atenção para “estarmos preparados a responder a todo aquele que nos pedir a razão da nossa esperança” (citação livre de I Pd 3,15). A nossa esperança é Jesus Cristo! O mesmo São Pedro, no discurso aos judeus, disse: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).

A fé católica e toda a sua vivência estão centradas em Jesus: “Ele é o Senhor” (citação livre de Fl 2,11). Contudo, o próprio Jesus instituiu Sua Igreja e quis que ela fosse o Seu próprio Corpo Místico (cf. I Cor 12,27)-sacramento universal da salvação de todos os homens. O próprio Senhor resgatou a Sua Igreja com o Seu Sangue; confiou-lhe o sagrado depósito da fé e deu a ela o Seu Espírito para conduzi-la a toda a verdade (cf. Jo 16,13). O Espírito Santo é a alma e a garantia da infalibilidade da Igreja, no que concerne à doutrina católica. Nos dois mil anos de caminhada, o Espírito conduziu a Igreja do senhor e ensinou-lhe todas as coisas, recordando-lhe tudo o que Jesus ensinou (cf. Jo 14,26).

No Credo – símbolo dos apóstolos – encerra-se conteúdo dogmático básico da fé católica. Já no início do cristianismo, “perseveravam eles [os fiéis] na doutrina dos Apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão (Eucaristia) e nas orações” (At 2,42). Essa doutrina dos apóstolos está encerrada no Credo, nossa profissão de fé.

Além dos dogmas iniciais, sob a luz do Espírito, a Igreja estruturou todo o arcabouço da fé, sob o comando de Pedro, a quem o próprio Senhor garantiu a infalibilidade, reconhecida de modo definitivo no Concílio Vaticano I (1870). Na pessoa do Papa, a Igreja entendeu que é vontade do Senhor ter o Seu vigário na terra como pedra fundamental da unidade da Sua Igreja. Por isso, a obediência e a submissão ao Papa são características essenciais do catolicismo. Sem o Papa não existe a Igreja. Os antigos padres afirmavam: “Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja, está Cristo.”

Outra característica da fé católica é a devoção aos santos, principalmente à Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Jesus no-la deu aos pés da cruz, dizendo a João: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27b). Essa foi uma doação de Jesus à Sua Igreja e a cada um de nós. Maria é nossa Mãe! Nós, católicos, não a adoramos, pois ela não é uma deusa; nós a veneramos como Mãe muito querida e preocupada com o bem de cada um de seus filhos salvos por Jesus. Sem Maria, Virgem, Imaculada, Mãe de Deus, levada ao céu de corpo e alma, não há catolicismo.

Ao contrário do que falsamente se propaga nos meios não católicos, a devoção à Maria é, na verdade, a expressão de reconhecimento mais sincera que o cristão pode oferecer a Deus por Sua imensa misericórdia e amor ao mundo, por incluir em Seu plano de Salvação uma mera criatura, Maria. Não cessando ai, contudo, pois após incluí-la, não por necessidade, mas por escolha, na Pessoa de Jesus no-la ofertou como intercessora perpétua de nossas causas:

Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à Majestade infinita, ela é menos que um átomo, é, antes, um nada, pois que só ele é “Aquele que é” (Ex 3, 14) e, por conseguinte, este grande Senhor, sempre independente e bastando-se a si mesmo, não tem nem teve jamais necessidade da Santíssima Virgem para a realização de suas vontades e a manifestação de sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer. Tratado da Verdadeira devoção da Santíssima Virgem por L. M.G. de Montfort

Outro sinal de autenticidade da fé católica são os sete sacramentos, de modo especial a confissão (penitência) auricular e a Eucaristia (comunhão). Através da confissão, Jesus limpa e purifica a Sua Igreja com o Seu próprio Sangue redentor. Através da Eucaristia, nutre os Seus com a Sua própria Carne, Sangue, Alma e Divindade.

A fé católica está baseada na Bíblia, é lógico! Contudo, apoia-se também na tradição e nos magistério dirigido de modo infalível pela cátedra de Pedro. A tradição consiste em tudo o que a Igreja viveu e aprendeu sob a luz do Espírito Santo nesses dois mil anos de vida. O sagrado magistério é todo imprescindível ensinamento acumulado durante os séculos e oficializado pelo Papa. A tradição e o magistério da Igreja garantem a interpretação autêntica da revelação bíblica e constituem a fonte da riquíssima vida litúrgica da Igreja, através da qual prestamos ao Senhor toda a honra, glória e louvor.

Ouça também: O cristão e a fé

A liturgia é também uma das fontes  características da fé católica. O calendário religioso é enriquecido pela vivência litúrgica de suas festas: Advento, Quaresma, Páscoa, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi, Tempo Comum, etc. É toda a vivência religiosa acumulada pela tradição e ensinada pelo magistério da Igreja.embuscadaperfeio

Além disso, a fé católica é também preservada pela hierarquia sagrada. Sagrada sim, pois foi da vontade de Jesus que ela existisse. Ele quis fundar a Sua Igreja sobre a rocha de Pedro (Kefas) e dos apóstolos, que são os bispos. Por isso, não há Igreja sem o Papa e sem os bispos. Bem sabia o Senhor que, sendo também humana, Sua Igreja não sobreviveria sem a hierarquia. O desrespeito à hierarquia é um desrespeito àquele que a instituiu e uma ameaça à unidade da Igreja.

Esses são os principais sinais da fé católica, queridos por Jesus e preservados pela Sua Igreja. Quem não guarda essas características não pode se dizer católico.

Prof. Felipe Aquino

Excerto do livro: Em busca da Perfeição com Edição do Blog Ecclesia Militans

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Resposta a Centro Apologético Cristão – CACP


Segundo o Sr. Paulo Cristiano do CACP, a doutrina Católica da Eucaristia trata-se de uma aberração teológica:

“A tradição da Igreja Católica, além de tropeçar nas metáforas e figuras da Bíblia na questão da eucaristia, que por si mesma já é uma aberração teológica, consegue embutir nela mais algumas heresias, como a ministração de apenas um só dos elementos aos fiéis — a hóstia. ” Artigo disponível em 04/03/2015: encontrado aqui.

O comentário acima parece curioso nem tanto pela imprecisão mas por ser feito por um protestante evangélico que professa a Sola Scriptura que, como sabido,  adere à interpretação literal dos textos bíblicos. Como justificar então a interpretação não literal da passagem abaixo?

“Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.
Este é o pão que desce do céu, para que quem dele comer não morra.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:48-51)

Perguntavam os incrédulos ontem, e, ainda hoje perguntam: “Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?” João 6: 52

Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” João 6:53-56

Eis os comentários nos vários séculos dos santos e beatos sobre esta doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e à qual o Sr. Paulo Cristiano chama de heresia:

Santo Tomás de Aquino: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens”.

São Pedro Julião Eymard: “Jesus está em cada hóstia consagrada e, se esta for partida, ficará Ele todo inteiro sob cada partícula. Em vez de dividi-lo, a fração da hóstia O multiplica”.

São João Crisóstomo: “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.

São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição”.

São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente”.

Beato João Paulo II: “Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha”.

Santo Afonso de Ligório: “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens”.

São João Maria Vianney: “O alimento da alma é o Corpo e o Sangue de Deus!…Oh! Formoso alimento! A alma não se pode alimentar senão de Deus. Só Deus pode bastar-lhe. Só Deus pode saciá-la. Fora de Deus não há nada que possa saciar-lhe a fome”.

São Lourenço: “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.

São Bernardino de Sena: “O dar-se Jesus Cristo a nós como alimento foi o último grau de amor. Deu-se a nós para unir-se totalmente conosco como se une o alimento diário com quem o toma”.

Santo Agostinho: “O Senhor Jesus queria que aqueles cujos olhos foram mantidos para reconhecê-lo, reconhecê-lo no partir do pão [Lucas 24:16,30-35]. Os fiéis sabem o que eu estou dizendo que eles conhecem a Cristo na fração do pão. Pois nem todo pão, mas apenas aquele que recebe a bênção de Cristo, TORNA-SE CORPO DE CRISTO.” (Sermões 234, 2)”

O Concílio

“Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de TRANSUBSTANCIAÇÃO [can. 2].” (Concílio de Trento Capítulo 4)

Cap. 4. — A Transubstanciação (Sessão XIII)

877. Uma vez, porém, que Cristo Nosso Redentor disse que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt 26, 26; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss; l Cor 11, 24 ss.), sempre houve na Igreja de Deus esta mesma persuasão, que agora este santo Concilio passa a declarar: Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação [can. 2].

Resta ao Sr. Paulo Cristiano retroceder ou fazer como fizeram alguns depois de terem ouvido as duras palavras de Jesus:

“Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.

Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?” João 6:66,67

Então Sr. Paulo Cristiano?

Quereis vós também retirar-vos?

E você que nos lê? O que escolherá?

A Doutrina da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15) ou doutrinas de homens?

Façamos como Pedro que é tão desvalorizado pelos doutores desta época:

“Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. ” João 6: 68

Sobre estes mestres que condenam a doutrina católica falando do que não conhecem e seus seguidores está escrito:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Timóteo 4:3,4

Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Repudiamos ofensas, zombarias e ataques pessoais. Também não admitimos cerceamento religioso e ataques a honra e dignidade das pessoas.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.de Carvalho – Livre divulgação mencionando-se os autores

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Se a Igreja é Católica, pode ser também Romana?


A Celebração solene da Santa Missa na Santa Igreja Católica

A Celebração solene da Santa Missa na Santa Igreja Católica

O Credo que recitamos aos domingos e dias santos fala de uma una, santa, católica e apostólica Igreja. Como todos sabem, no entanto, a Igreja à qual se refere o presente credo é mais comumente chamada apenas de a Igreja Católica.

O termo Católica Romana não é utilizado pela própria Igreja; é um termo relativamente moderno, e que além disso, se limita em grande parte à alguns idiomas, como o Português. Por exemplo, os bispos de língua Inglesa no Concílio Vaticano I, em 1870, de fato, conduziram uma campanha vigorosa e bem-sucedida para garantir que o termo Católica Romana não fosse incluído em nenhum dos documentos oficiais do Concílio sobre a própria Igreja, e o termo de fato, não foi incluído .

Da mesma forma, em nenhum lugar nos 16 documentos do Concílio Vaticano II, se encontrará o termo Católica Romana. O Papa Paulo VI assinou todos os documentos do Concílio Vaticano II como “Eu, Paulo, Bispo da Igreja Católica.” Bastando-se  – Igreja Católica. Há referências à Cúria Romana, ao Missal Romano, o Rito Romano, etc., mas quando o adjetivo Romano é aplicado à própria Igreja, refere-se à Diocese de Roma!

Os Cardeais, por exemplo, são chamados de Cardeais da Santa Igreja Romana, mas essa designação significa que quando eles são convocados a serem cardeais, eles assim tornam-se clero honorários da diocese casa do Santo Padre, a Diocese de Roma. Cada cardeal recebe uma igreja titular em Roma, e quando participam da eleição de um novo papa, eles estão participando de um processo que nos tempos antigos foi realizado pelo clero da Diocese de Roma.

Embora a Diocese de Roma seja central para a Igreja Católica, isto não significa que o Rito Romano, ou, como às vezes se diz, o rito latino, seja co-terminal com a Igreja como um todo; isso significaria negligenciar os Bizantinos, Caldeus, Maronitas ou outros ritos Orientais, que são todos uma parte muito importante da Igreja Católica tanto hoje, como no passado.

Em nossos dias, muito maior ênfase tem sido dada a estes ritos “não-romanos” da Igreja Católica. O Concílio Vaticano II dedicou um documento especial, Orientalium Ecclesiarum (Decreto sobre Igrejas Católicas Orientais), com os ritos orientais que pertencem à Igreja Católica, e o novo Catecismo da Igreja Católica dá de forma semelhante considerável atenção às tradições distintas e espiritualidade destes ritos orientais.

Assim o nome apropriado para a Igreja universal não é a Igreja Católica Romana. Longe disso. Esse termo pegou principalmente em países de língua Inglesa; ele foi promovido principalmente pelos anglicanos, os defensores da “teoria da sucursal” da Igreja, ou seja, que o una, santa, católica e apostólica do credo deveria consistir em três grandes ramos, a Anglicana, Ortodoxa e assim – a chamada Católica Romana. Foi para evitar esse tipo de interpretação que os bispos de língua Inglesa no Concílio Vaticano I seguiram alertando a Igreja a nunca usar o termo oficialmente sobre si mesma: pois muito facilmente poderia ser mal interpretada.

Hoje, em uma era de dissidência generalizada na Igreja, e de confusão igualmente generalizada a respeito do que a identidade católica autêntica deve consistir em, muitos católicos fiéis têm recentemente pasado a usar o termo Católica Romana para afirmar seu entendimento de que a Igreja Católica do credo do domingo é a mesma Igreja que está unida ao Vigário de Cristo em Roma, o Papa. Esse entendimento deles é correto, mas tais católicos devem, no entanto, ter cuidado com o uso do termo, não apenas por causa de suas origens duvidosas em círculos anglicanos que pretendem sugerir que não só poderia haver alguma outra Igreja Católica em algum lugar além daquele de Roma, mas também porque que muitas vezes é usado ainda hoje para sugerir que a Igreja Católica Romana seja algo diferente e menor do que a Igreja Católica do credo. É comumente utilizado por alguns teólogos dissidentes, por exemplo, que parecem estar tentando classificar a Igreja Católica Romana como apenas mais uma “denominação cristã” contemporânea – não o corpo que é idêntico à una, santa, católica e apostólica Igreja de o credo.

O bom nome da Igreja, então, é a Igreja Católica. Não seja tampouco jamais chamada de “a Igreja Cristã”. Embora a prestigiosa Oxford University Press tenha publicado atualmente um livro de referência bastante útil chamado de “O livro de Oxford da Igreja Cristã,” o fato é que nunca houve uma entidade importante na história chamada por esse nome; o Oxford University Press adotou um equívoco, pois a Igreja de Cristo nunca foi chamada de a Igreja Cristã.

Há, naturalmente, uma denominação protestante nos Estados Unidos que se faz chamar a si mesma por esse nome, mas essa denominação  em particular não é nem de longe o que a Oxford University Press tinha em mente ao atribuir ao seu livro de referência do título que ela fez. A atribuição do título em questão parece ter sido mais um método, como  tantos ao longo da história, de se recusar a admitir que há, de fato, uma – e apenas uma – entidade existente no mundo hoje à qual a designação “a Igreja Católica” no Credo, eventualmente, se aplica.

A entidade em questão, é claro, é apenas isso: a muito visível, e de nível mundial Igreja Católica, na qual o sucessor 263 do apóstolo Pedro, o Papa Franciso, ensina, governa e santifica, juntamente com cerca de 3.000 outros bispos ao redor do mundo, que são sucessores dos apóstolos de Jesus Cristo.

Como mencionado nos Atos dos Apóstolos, é verdade que os seguidores de Cristo logo se tornaram conhecidos como “cristãos” (At 11,26). O nome “cristãos”, no entanto, nunca foi comumente aplicado à própria Igreja. No próprio Novo Testamento, a Igreja é chamada simplesmente de “Igreja”. Havia apenas uma. Naquele tempo ainda não havia quaisquer organismos separatistas substanciais o suficiente para serem pretendentes rivais do nome, e dos quais a Igreja necessitasse distinguir-se a si mesma.

Muito cedo no tempos pós-apostólicos, no entanto, a Igreja fez adquirir um nome próprio – e precisamente para distinguir-se dos corpos rivais que até então já estavam começando a se formar. O nome que a Igreja adquiriu, quando se tornou necessário que tivesse um nome próprio, foi o nome pelo qual ela tem sido conhecida desde então, a Igreja Católica.

O nome aparece na literatura cristã, pela primeira vez por volta do final do primeiro século. No momento em que foi escrito pela primeira vez,  certamente já estava em uso, pois as indicações são de que todos entenderam exatamente o que significava o nome quando foi escrito.

Por volta do ano 107 dC, um bispo, Santo Inácio de Antioquia no Oriente Médio, foi preso, levado à Roma por guardas armados e eventualmente lá martirizado em uma arena. Em uma carta de despedida que este bispo primitivo e mártir escreveu para seus companheiros cristãos em Esmirna (Izmir hoje na Turquia moderna), ele fez a primeira menção escrita na história da “Igreja Católica”. Ele escreveu: “Onde o bispo está presente, aí está a Igreja Católica” (Para as Smyrnaeans 8: 2). Assim, o segundo século do cristianismo mal começara quando o nome da Igreja Católica já estava em uso.

Depois disso, menções do nome tornaram-se mais e mais freqüentes no registro escrito. Ele aparece no registro escrito mais antigo que possuímos fora do Novo Testamento no martírio de um cristão por sua fé, o “Martírio de São Policarpo,” bispo da mesma Igreja de Esmirna à qual Santo Inácio de Antioquia havia escrito. São Policarpo foi martirizado em torno de 155, e o relato dos seus sofrimentos remonta a esse tempo. O narrador nos informa que em suas orações finais, antes de dar a sua vida por Cristo, St. Polycarpio “se lembrou de todos que haviam se encontrado com ele a qualquer momento, pequenos e grandes, tanto aqueles com e sem renome, e toda a Igreja Católica em todo o mundo”

Sabemos que São Policarpo, no momento da sua morte, em 155, tinha sido cristão por 86 anos. Ele não poderia, portanto, ter nascido muito mais tarde do que aon de  69 ou 70. No entanto, parece ter sido uma parte normal do vocabulário de um homem desta era, ao ponto de ser capaz de falar de “toda a Igreja Católica em todo o mundo.”

O nome pegou, e, sem dúvida, por boas razões.

O termo “católico” simplesmente significa “universal”, e ao empregá-lo nos tempo primitivos, Santo Inácio de Antioquia e São Policarpo de Esmirna estavam se referindo à Igreja que já estava “em todos os lugares”, como a distinguir-se de quaisquer as seitas, cismas ou grupos dissidentes, que pudessem ter crescido aqui e ali, em oposição à Igreja Católica.

O termo já era entendido até mesmo no princípio, como um nome apropriado especialmente porque a Igreja Católica era para todos, não apenas para os entusiastas adeptos, ou aqueles especialmente iniciados que pudussem ter sido atraídos por ela.

Mais uma vez, já foi entendido que a Igreja era “católica”, porque – para adotar uma expressão moderna –  possuía a plenitude dos meios de salvação. Ela também estava destinada a ser “universal” no tempo, bem como no espaço, e foi-lhe aplicada a promessa de Cristo a Pedro e aos outros apóstolos que “as portas do inferno não prevalecerão” contra ela (Mt 16: 18).

O Catecismo da Igreja Católica em nossos dias tem concisamente resumido todas as razões porque o nome da Igreja de Cristo tem sido a Igreja Católica: “A Igreja é católica”, o Catecismo ensina “, [porque] ela proclama a plenitude da fé. Ela carrega em si mesma e administra a totalidade dos meios de salvação. Ela é enviada para todos os povos. Ela fala a todos os homens. Ela abrange todos os momentos. Ela é “missionária de sua própria natureza ‘” (n. 868).

Assim, o nome ficou ligado à ela para sempre. Até o momento do primeiro concílio ecumênico da Igreja, realizado em Nicéia, na Ásia Menor, no ano 325 dC, os bispos do concílio que estavam legislando muito naturalmente em nome do corpo universal que chamaram nos documentos oficiais do Concílio de Nicéia “a Igreja Católica”. Como a maioria das pessoas sabe, foi esse mesmo concilio foi quem formulou o credo básico em que o termo “católico” foi retido como uma das quatro marcas da verdadeira Igreja de Cristo. E é o mesmo nome, que pode ser encontrado em todos os 16 documentos do XXI Concílio Ecuménico da Igreja, o Concílio Vaticano II.

O termo voltou no quarto século quando São Cirilo de Jerusalém escreveu apropriadamente, advertindo ao viajante que ao chegar à um lugar novo “Indague não simplesmente onde é a casa do Senhor, pois as seitas dos profanos também fazem uma tentativa de chamar suas próprias tocas as casas do Senhor, nem indague apenas onde a igreja está, mas  onde está a Igreja Católica. Pois este é o nome peculiar deste Corpo Santo, a Mãe de todos, que é a Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo “(Catequeses, xviii, 26).

A mesma pergunta precisa ser feita exatamente da mesma maneira hoje, pois o nome da verdadeira Igreja de Cristo em nada foi alterado. Era inevitável que o Catecismo da Igreja Católica adotasse o mesmo nome, hoje, que a Igreja teve em toda a sua longa história.

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O Planejamento Familiar Natural ensinado pela Igreja dignifica a mulher e fortalece o matrimônio


Planejamento Familiar Natural: Promovendo Famílias Sólidas

«O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (CIC can. 1055. § 1) .

Ao contrário do que se pensa, a Igreja não ensina que os casais devam ter filhos sem cessar. Ensina sim, que o propósito primordial do matrimonio é a constituição de uma família; ou seja, o ato sexual entre os cônjuges pressupõe uma predisposição de ambos – sem se limitar a isso – a conceberem uma nova vida, ou quantas forem desejáveis e possíveis ao casal. Com os filhos, fruto do amor do casal mas antes de tudo, do poder criador de Deus – do qual, por Sua infinita bondade podemos participar – somos chamados a viver uma vida de amor ao próximo onde, no seio da família, iniciamos a nossa pequena ‘igreja doméstica’ ensinada no catecismo católico nos parágrafos 1655 e 1658.
Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador (Cf Gn 1, 31). E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: «Deus abençoou-os e disse-lhes: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”» (Gn 1, 28).
Desse modo, o que a sabedoria da Igreja ensina é que o planejamento familiar deve ser feito pelo casal – não apenas pela mulher. Onde ambos, ao aderirem ao método de planejamento familiar natural ou PFN, aceitam e abraçam não apenas a dádiva que a própria fecundidade de ambos representa, mas a lei natural do ciclo da fertilidade feminina. Nesse processo, tanto o homem como a mulher aprendem o dom da abstinência em períodos conhecidamente férteis e desfrutam da intimidade nos períodos conhecidamente não férteis. Portanto, trata-se de um método eficiente tanto para evitar a concepção como para alcançá-la quando for desejada.
É importante salientar que esse não é o chamado método da tabelinha, que consiste em apenas estabelecer um calendário do ciclo menstrual da mulher, estimando-se os períodos de baixa fertilidade. Trata-se do método Billings – que recebeu esse nome em homenagem ao cientista católico, aliás condecorado pelo Vaticano por sua contribuição científica, que o criou. O método requer tanto disciplina quanto o (re) conhecimento dos sinais do ciclo fértil. Exige a participação dos dois. Promove o respeito mútuo e a união do casal, visto que proporciona um elemento que a pílula não é capaz de oferecer. Ou seja, o prazer da espera; a temperança, fruto do Espírito e uma das virtudes cardinais, e que naturalmente estimula o desejo saudável entre os cônjuges, fortificando assim a união.

A mulher que se abstém da pílula evita também todas as complicações cientificamente comprovadas associadas aos método contraceptivos hormonais. O homem aprende a ver a esposa de modo especial, pois ao se conscientizar da existência do ciclo fértil da esposa, passa a vê-la não não apenas como uma pessoa potencialmente acessível (e disponível) à satisfação do seu desejo por intimidade, seja lá quando ele ocorrer, mas como alguém com quem ele compartilha o prazer de poder desfrutar da sua intimidade no ato sexual, quando isso é possível e desejável entre o casal.

Essa expectativa comprovadamente promove uma aproximação do casal. Há pesquisas fora do Brasil que atestam ao fato de que os casais praticantes do PFN são os que menos se divorciam. Ao contrário; o divórcio aumenta, por exemplo, entre casais que praticaram o aborto, infelizmente pregado por alguns grupos ditos «cristãos» como um método legítimo e aceitável de planejamento familiar.

Para saber mais sobre o PFN, consulte o link e aprenda mais sobre esse importante ensinamento Católico e o  Método Billings.

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A concordância da Graça de Deus e a Liberdade Humana – Parte 2


Desculpem-me pela demora. Desde que voltei de férias parece que tudo o que tinha para fazer tinha uma urgência inexplicável, e o blog, infelizmente, acabou relegado à um mero segundo plano. O que, admito, não deveria ter acontecido, visto que são tantos – graças a Deus – os meus leitores. Assim, aqui estou. Como sempre, na madrugada, já que todas as “urgências da vida” – filhos, marido, etc – dormem na paz de Deus. Amém.

Meu propósito inicial ao criar o Ecclesia Militans foi militar em defesa da Verdade Católica, envangelizar aqueles que buscam conhecer um pouco mais daquilo que ensina a Igreja fé e, claro, esclarecer, na medida que os meu modesto conhecimento me permitir, as dúvidas dos leitores. Portanto, hoje proponho-me a tentar refletir mais um pouco sobre uma pergunta enviada por um leitor sobre a graça e a liberdade humana. Lembremo-nos antes de tudo que, como dito anteriormente, esse tema foi profundamente discutido pelas mentes mais brilhantes da fé Católica, como o Santo Doutor Agostinho. Sendo assim, enquanto apenas leiga, me remeto àquilo escrito por esses homens santos, essas brilhantes mentes, para discutir um pouquinho mais do tema.

Santo Agostinho, no capítulo 66 do seu livro ll Graça e Livre Arbítrio, afirma que há pessoas que supõem que somos privados da liberdade de escolha cada vez que a graça de Deus é mantida em nossas vidas. Outras defendem o livre arbítrio tão ferozmente que chegam à negar a liberdade de escolha. Essa graça, dizem, é derramada sobre nós apenas diante de nosso mérito próprio em recebê-la. Assim, por exemplo, se eu passar nas provas com notas altas é porque me dediquei e estudei muito; resultando que a graça de passar nos exames só me foi dada porque a mereci, por ter-me dedicado tanto ao estudo.  Escrevendo a essas pessoas Agostinho no diz:

Qual é a importância do fato que de que tantas passagens nos requerem guardar os mandamentos de Deus? Ora, para guardar os mandamentos há de ser feita uma escolha, guardá-los ou não guardá-los. Isso deveria ser suficiente para demonstrar que temos a escolha de agir bem ou mal. Há ainda inúmeras passagens onde notamos o caráter da livre escolha humana imbutido no texto, como em Provérbios 3,11 e 3, 27, por exemplo. Agostinho nos explica ainda que é um erro presumir que o homem possa fazer o bem a si e aos outros, por meio do seu próprio esforço e mérito. Do mesmo modo o profeta Jeremias (17,5) nos alerta contra isso ao escrever: Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor! OU seja, infeliz daquele que supõe que o poder humano, que é fraco e frágil, é suficiente para fazer boas obras e portanto, põe em si e não em Deus as sua esperança por ajuda. Assim a graça, juntamente com o lívre arbítrio, são necessários para se viver uma vida reta, conclui Agostinho.

Contudo, se temos o direito inato ao livre arbítrio, onde até que ponto estaria a graça de Deus presente em nossas escolhas? Agostinho, em consonância com a Bíblia, afirma que sem a graça não somos capazes de fazer nada. Para provar isso, ele usa como exemplo a escolha pela vida celibata feita pelos monges a quem escrevia, dizendo que suas próprias escolha pela abstinência conjugal é em si um sinal da graça. Contudo, a escolha pelo matrimonio também é uma dádiva de Deus, visto que “é pelo Senhor que uma mulher se une ao seu marido”.  Do mesmo modo, S. Paulo afirma que ambos, o celibato casto – pelo qual previne-se o adulterio –  e o matrimonio são dons de Deus. Tendo em vista isso, todos os preceitos da Bíblia que proíbem a fornicação e o adultério não presupõem então o livre arbítrio? Se não houvesse escolha, certamente, não haveria motivo para estipular os preceitos. Portanto, até mesmo a abstenção ou continência são dons da graça.

Resistência à Graça

Nenhum homem está livre da tentação e da conscupciência, ou seja, nosso inclinação original que temos ao pecado, que é nada mais do que uma consequencia das nossas más escolhas. Para Santo Agostinho a única forma de se proteger das tentações –  e com isso, comprometer nossa receptividade da graça – é a oração. Mas a oração em si é prova da graça! Nosso Santo Agostinho explica que: “nosso Mestre Celestial também diz: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Mateus 26:41 Que cada homem, portanto, ao lutar contra sua própria concupiscência, ore para que não entre em tentação; isto é, que ele não seja desviado e seduzido por ela. Mas ele não entra em tentação se ele conquista sua má concupiscêncial pela boa vontade. Ainda assim, a determinação da vontade humana é insuficiente, a menos que o Senhor conceda-lhe a vitória em resposta à oração que não entre em tentação”. O que pode demosntrar mais, continua ele, a graça de Deus, do que aceitar a oração de petição? Se Jesus tivesse apenas dito; ” vigiai, para que não entreis em tentação” teria salientado a força da vontade humana. Mas ao acrescenter ” e orai” Ele demonstra que a vontade humana é fraca e necessita da oração, cuja aceitação ê uma dádiva divina. Assim o homem é assistido pela graça, a fim de que a sua vontade não seja inutilmente ordenada.

Na terceira parte deste artigo pretendo continuar essa reflexão monstrando que tanto a graça e como a liberdade humana são simultâneamente mandadas por Deus. Peço desculpas que tenha me extendido tanto. Confesso que tem sido um desafio escrever sobre o tema e o tempo requerido para a pesquisa ultrapassou minhas expectativas. Mas com a ajuda de Deus, espero continuar.

Até a semana que vem! Pax Domini.

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A concordância da Graça de Deus e a Liberdade Humana: Até que ponto a graça interfere em nossas escolhas?


Embora este seja um debate complexo e, mais importante ainda, embora eu não seja a pessoa mais indicada a discutí-lo, à pedido de um leitor, tentarei fazer aqui uma reflexão sobre o tema – infelizmente em duas, quisá, três partes, haja visto que o assunto requer mais espaço do que é recomendado para um único post… Antes de mais nada, aviso que estou de férias com a familia (aliás, na cidade de San Franciso, Califórnia. Um lugar muito necessitado de orações, aos amigos que quiserem rezar por esse lugar…) e sendo assim, continuo o post quando for possível.  Aviso ainda que fiz uso de publicações católicas onde os conceitos de Sciencia Media, entre outros, foi utilizado. Esses conceitos são definidos aqui.

Primeiramente, devemos nos lembrar de que Deus não é parte do tempo ou espaço. Assim, Ele não está sujeito a nenhuma experiência de aprendizagem como nós criaturas estamos. Em segundo lugar, se Ele não possuísse conhecimento de tudo, sua onisciência infinita estaria sujeita à nossa consciência finita e limitada dentro do tempo. Isso faria Dele um ser dependente de nós para o conhecimento.

Então, sim, quando a escritura usou as palavras “Eu sou” para caracterizar Deus, isso coloca Deus no imediato “agora”, sempre. E não sujeito ao passado ou futuro, pois passado e futuro estão sujeitos ao tempo, e Deus não.

“Deus não tem que esperar no contingente do evento temporal do livre arbítrio do homem para saber o que será a ação deste; Ele tem conhecimento desta ação desde a eternidade. Contudo, a dificuldade é: como, do nosso ponto de vista finito, podemos interpretar e explicar a maneira misteriosa do conhecimento de Deus de tais eventos sem, ao mesmo tempo, sacrificar o conceito, ou pelo menos nosso entendimento do livre arbrítrio da criatura? ” (Publicação: Novo Advento)

Neste ponto, diferentes escolas de pensamento são utilizadas aqui para explicar a questão, tais como os dominicanos e jesuítas.

“A escola jesuíta, com quem provavelmente a maioria dos teólogos independentes concordam – usando da ‘sciencia media’ sustenta que devemos conceber o conhecimento de Deus das futuras ações livres não como sendo dependente e consequênte do decreto de Sua vontade, mas em seu caráter como conhecimento hipotético ou como sendo antecedente à elas. Deus tinha conhecimento na ‘sciencia media’ do que Pedro iria fazer em determinadas circunstâncias se ele recebesse determinada ajuda, e isso antes mesmo de qualquer decreto absoluto de dar essa ajuda seja suposto. Assim, não há predeterminação Divina daquilo que a vontade humana escolhe livremente, não é porque Deus tem conhecimento de antemão a respeito de um certo ato de livre escolha que este ato se concretiza, mas Deus prevê que, em primeira instância, como uma questão de fato que o ato vai acontecer. Ele o sabe como um fato objetivo hipotético antes que se torne um objeto da ‘scientia visionis’ – ou melhor, é assim que, a fim de salvaguardar a liberdade humana, devemos concebê-lo como sabê-lo.

Foi assim, por exemplo, que Cristo sabia o que teriam sido os resultados de seu ministério dentre os povos de Tiro e Sidão. Mas é preciso ter cuidado para evitar implicar que o conhecimento de Deus seja de algum modo dependente das criaturas, como se ele tivesse, por assim dizer, que aguardar o evento real no tempo antes de saber infalivelmente o que uma criatura livre pode optar por fazer. Desde a eternidade Ele sabe, mas não pressupõe a escolha da criatura. E se for perguntado como podemos conceber esse conhecimento para existir precedentemente e independentemente de algum ato da vontade divina, na qual todas as coisas contingentes dependem, só podemos dizer que a verdade objetiva expressa pelos fatos hipotéticos em questão é de alguma forma reflectida na Essência Divina, que é o espelho de toda a verdade, e que em saber Ele mesmo Deus sabe essas coisas também. Independentemente da forma como nós viramos, em última análise, somos obrigados a encontrar um mistério, e, quando há uma questão a escolher entre uma teoria que remete ao mistério de Deus e uma que só salva a verdade da liberdade humana, fazendo o livre-arbítrio em si um mistério , a maioria dos teólogos naturalmente prefiro a primeira alternativa. “

Pois bem, se isso parece muito complicado – é porque é mesmo. Mas é uma premiça que deve ser estabelecida, antes que possamos avançar na nossa reflexão. E como já passa da meia noite aqui no meu quarto de hotel, paro por aqui. Enquanto isso, reflitamos. Comentários serão bem-vindos. E nos vemos à continuação do tema, no próximo post!!

Paz

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O que acontece quando um país torna-se infestado de demônios?


                       Gargoyles, Notre Dame de Paris IV

Poderia um país com profundas raízes cristãs como o México encontrar-se à mercê de demônios? Alguns na Igreja temem exatamente isso. E, como resultado, convocaram um exorcismo de âmbito nacional do México, realizado no mês passado em silêncio na catedral de San Luis Potosí.

Altos níveis de violência, bem como os cartéis de drogas e do aborto no país, foram a motivação por trás do ritual de exorcismo especial, conhecido como “Exorcismo Magno”.

O Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, o arcebispo emérito de Guadalajara, presidiu a cerimônia de portas fechadas, o primeiro na história do México. Também participaram o arcebispo Jesús Carlos Cabrero de San Luis Potosí, demonologista espanhol e Padre exorcista José Antonio Fortea, e um pequeno grupo de sacerdotes e leigos. O evento não foi divulgado ao público em geral de antemão. Segundo Dom Cabrero, o caráter reservado da cerimônia de 20 de maio foi a intenção de evitar quaisquer interpretações equivocadas do ritual.

Mas como pode um país inteiro se tornar infestado por demônios até o ponto de que se faça necessário recorrer a um Exorcismo Magno?

“Na medida em que o pecado aumenta mais e mais em um país, nessa medida, torna-se mais fácil para os demônios tentarem (pessoas),” Pr. Fortea disse à CNA. O exorcista espanhol advertiu que “na medida em que há mais bruxaria e satanismo acontecendo em um país, nessa medida haverá manifestações mais extraordinárias desses poderes das trevas.”

Pr. Fortea disse que “o exorcismo realizado em San Luís Potosí é o primeiro já realizada no México em que os exorcistas vieram de diferentes partes do país e reuniram-se para exorcizar os poderes das trevas, e não de uma pessoa, mas de todo o país.”

“Este ritual de exorcismo, bonito e litúrgico, nunca antes tinha tido lugar em qualquer parte do mundo. Embora tenha ocorrido de forma privada, quando São Francisco (exorcizou) a cidade italiana de Arezzo”, afirmou. O exorcista espanhol explicou, porém, que a celebração deste ritual não vai mudar automaticamente a difícil situação que o México está a atravessar em um único dia.

“Seria um grande erro pensar que através da realização de um exorcismo em escala completa do país tudo iria mudar automaticamente, de imediato.” No entanto, ele enfatizou que “se com o poder que recebemos de Cristo, expulsamos os demônios de um país, isso certamente terá repercussões positivas, porque vamos fazer que um grande número de tentadores fujam, mesmo que se trate de um exorcismo parcial.”

“Não se expulsam todos os espíritos malignos de um país com apenas uma cerimônia. Mas, apesar de todos não serem expulso, aqueles que foram removidos já não estão mais lá.” Pr. Fortea enfatizou que “quando os exorcistas de um país expulsam seus demônios, deve ser feito com fé. Não se vê nada, não se sente nada, não vai haver qualquer fenômeno extraordinário. Temos que ter fé que Deus conferiu aos apóstolos um poder, e que podemos usar esse poder. “

“Em qualquer caso, se este ritual fosse realizado em vários países uma vez por ano, antes ou depois, este poria fim a quaisquer manifestações extraordinárias que nos mostram a raiva do diabo. Porque, sem dúvida, os demônios odeiam ser expulsos de um lugar ou ser presos com o poder de Cristo. “

O exorcista espanhol disse que “seria muito desejável que, quando há uma reunião anual dos exorcistas em um país, um ritual como esse magno exorcismo que acaonteceu no México fosse realizado.” Ele também enfatizou que um bispo “pode ​​autorizar a sua ocorrência uma vez por ano entre os seus sacerdotes na catedral.”

“O bispo é o pastor e ele pode usar o poder que ele recebeu para afugentar os lobos invisíveis das ovelhas, uma vez que Satanás é como um leão que ruge rondando, procurando alguém para devorar, e os pastores podem afastar o predador do vítima “, concluiu.

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O Papa Francisco disse que o inferno não existe?


Você já ouviu dizer que o Papa Francisco planeja convocar um Terceiro Concílio do Vaticano? Ou que tenha descoberto versículos bíblicos previamente desconhecidos? Ou ainda que encara a história de Adão e Eva como apenas uma fábula? Se usa a internet ao menos esporadicamente, provavelmente sim. O problema é que nada disso é verdade.

Ainda assim, isso não impede que essas outras histórias ricocheteiam pela Internet e, em alguns casos, em fontes de notícias tradicionais. Entre as dezenas de outras histórias falsas, a mais recente propaga que o papa tenha chamado o inferno um artifício literário e que ele acredita que todas as religiões sejam igualmente verdadeiras.

“A igreja não acredita mais em um inferno literal, onde as pessoas permaneçam sonolentas,” Francisco teria dito em um artigo publicado no site da Chronicle Diversity, cujo criador, Erik Thorson, diz ter criado o blog “para minha própria diversão pessoal.” O texto continua, “Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus procura não só para condenar, mas para abraçar.”

A maré de histórias papais falsificadas subiu tão rápidamente nos últimos meses que o Conselho Pontifício para a Cultura emitiu um aviso severo em sua página de Facebook, afirmando que dezenas de fontes desconhecidas na mídia social “tentar colocar informações falsas em circulação, aproveitando  ser tão fácil “jogar a pedra e esconder a mão.”

O conselho do conselho? “Verifique as fontes oficiais de mídia do Vaticano para a confirmação das declarações Papa Francis ‘.” Observações deve ser considerada se falso Eles não aparecem no feed do Twitter do papa, o Vaticano Serviço de Informações, o escritório de Imprensa da Santa Sé, o site do Vaticano, a Rádio Vaticano, o jornal L’Osservatore Romano ou de outra fonte de informação oficial, disse que o conselho.

“Se as declarações atribuídas ao papa por qualquer agência de mídia não aparecerem na mídia oficial das fontes do Vaticano, isso significa que relatam a informação não verdadeira”, disse o texto escrito em maísculas como que para  enfatizar a importância da recomendação.

O padre jesuíta Thomas Reese, um analista sênior do National Catholic Reporter, disse que apenas alguns comentários falsos valem a pena se preocupar com.

“Existem basicamente três tipos de comentários imprecisos”, disse Reese. “Há os brincalhões, e há pessoas que simplesmente cometem erros, porque eles não compreendem bem as questões a serem discutidas. É difícil perder o sono sobre essas coisas. “Mas depois há pessoas que querem torcer ponto de vista do papa para promoverem uma nova agenda particular, e sim isso é muito problemático e repreensível”.

Falsas declarações papais remontam aos primeiros dias da igreja. Mas com a explosão das mídias sociais e blogs auto-publicados, elas têm se tornado muito mais freqüentes nos últimos anos – e especialmente nos últimos meses. E a igreja não pode mais evitar as histórias ou ignorá-los na esperança de que desaparecerão.

“O que estamos vendo é um cruzamento entre a crescente prevalência e influência dos meios de comunicação social, bem como a popularidade do papa Francis, como”, disse Michele M. Ippolito, um especialista em Vaticano que dirige o site de notícias PapalePapale Vaticano.

“Deve ser tentador para articulistas escreverem seus comentários porque gostam imagem do papa, mas  ao mesmo tempo são menos encantado com algumas das coisas que ele diz”, disse Ippolito. “É como se eles gostassem do cantor, mas não a música. E esta (escrever notícias falsas) é uma maneira de aparecerem para mudar a música.”

Há pouco que possa ser feito para enfrentar o problema. Ippolito disse que o Vaticano poderia tomar medidas para tornar mais fácil e mais rápido para as pessoas verificarem a veracidade da declarações papais . Mas mesmo que o fizessem, disse ele, seria impossível acompanhar a velocidade dos meios de comunicação social.

“No momento em se nota uma declaração falsa, ela já pode ter assumido uma vida própria”, disse ele.

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Surrexit Christus hodie!


Cristo Ressuscitou! Em Verdade, Ressuscitou, Aleluia!

"Surrexit Christus hodie!
“Surrexit Christus hodie!

Amigos, nesta Páscoa devemos nos lembrar que Jesus não é apenas uma alma que subiu aos Céus. O Cristo ressuscitado, como afirmou São Paulo, é a primícia de uma Nova Vida. Uma nova natureza humana que apareceu e emergiu.

A Ressureição  não deve ser explicada, como muitos autores modernistas gostariam, meramente como se a ‘Causa’ de Cristo continuasse – isso seria como dizer: ‘Bethoven morreu, mas sua obra continua’… Ninguém dá a própria vida, vai ao confins do mundo para pregar uma matáfora vaga. O que galvanizou os primeiros Cristãos foi o fato que Jesus Crucificado agora Vive de novo.

Devemos também nesta Páscoa evitar um outro problema. Ou seja, o de ver a Ressureição apenas como um retorno à vida temporal (na terra). A saber, Lázaro foi levantado dos mortos, mas morreu de novo. Ele, ao contrário de Cristo, ainda, de certo modo, estava sob o ‘reino’ da morte. Quando Lázaro saiu da tumba, ele ainda vestia as vestes que portava quando posto em sua cova. Ele ainda pertencia, de uma forma mais que simbólica, à tumba.

Agora, não foi isso o que aconteceu na Ressureição. Quando Jesus Ressuscitou dos mortos, quando voltou dos mortos, deixou para trás as vestes que portava na tumba. Jesus agora vive uma Nova Vida, exaltado pelo Poder do Pai. A Sua relação como o tempo e espaço é totalmente diferente. Ele transpõe portas trancadas (Jo 20,19), pode ir e vir como Lhe aprazir…Cristo é a primícia de um novo ser, uma Nova Vida. Ainda é uma vida humana, mas agora é vivida em um tom mais alto de intensidade. Esta é uma boa nova para todos nós, porque isso é o que Deus quer para todos nós: que agora compartilhemos da vida Ressuscitada de Jesus.  Ainda é a nossa vida humana – sim, ainda corporal – mas agora vivida em um nível superior, espiritualizada e glorificada.

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Reflexão para o Sábado Santo


Crucifixo - Igreja de Saint-Etienne-du-Mont

Crucifixo – Igreja de Saint-Etienne-du-Mont

Qual é a mensagem de Jesus para o mundo? A princípio, Ele parece confirmar as esperanças de seus seguidores: ‘Chegou a hora para o Filho do Homem ser glorificado.’ Que Otimo! Finalmente, depois de postergar as coisas por tanto tempo, ele está pronto; chegou o momento. Daí, então, Ele esclarece: «Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dá muito fruto» (João 12:24-25). Acredite, aquilo não era o que o discípulos queriam ouvir.  Continuar lendo

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Peter Walker será recebido na Igreja Católica


Communo Sanctorum, uma Irmandade de Santos - por Peter Paul Rubens - Igreja de S. Augustinus , Antuérpia

Communo Sanctorum, uma Irmandade de Santos – por Peter Paul Rubens – Igreja de S. Augustinus , Antuérpia

A Graça de Deus nunca cessa e Sua bondade sempre abunda! Eu atribuo a minha conversão à graça de Deus, mas não posso deixar de reconhecer que Ele tenha operado por meio daqueles próximos à mim. Meu esposo, Peter Walker, participou em todos os níveis da minha caminhada para reencotrar-me com Deus. Assim, é possível dizer que embora a Igreja Católica seja a Verdadeira Igreja de Cristo, a Graça de Deus manifesta-se à todos de acordo com a Sua Vontade. No tempo certo, portanto, o Senhor abençou ao meu esposo com um chamado ao qual ele não hesitou em responder: convidou-o a entrar em Comunhão com a Santa Igreja.

Este post é para informar a todos os leitores e amigos do Blog que Peter Walker será recebido na Igreja Católica neste sábado. Após uma vida como protestante, há cinco anos meu esposo tem assiduamente frequentado à Santa Missa. Inicialmente apenas para me agradar, mais tarde para dar um bom exemplo ao filho. Agora, entretanto, porque ele mesmo passou por um convesão espiritual e passou a desejar participar da  Santa Eurcaristia. Nesses últimos meses frequentou o Ritual de Iniciaçao à Fé aqui em nossa paróquia São Paulo o Apóstolo em Nova Providenica, nas Bahamas, onde vivemos.
Sua primeira confissão será também neste sábado, a confirmaçao dar-se-á no mesmo dia, na Vigilia Dominical, às 6 da tarde. Pedimos ã todos os que vierem a ler este post que oferçam uma pequena oração em favor daquele que em breve será un dos mais novos membro da Igreja Católica, meu esposo Peter Walker.

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As Missas do Rito Oriental são válidas?


As Missas Orientais são válidas? É lícito para um católico romano participar delas e receber a comunhão ?

Vamos fazer algumas distinções primeiro : No Oriente, o que os católicos romanos chamam de Missa é chamado de Litirgia Divina. Algumas igrejas no Oriente estão em união com a Igreja Católica e outras não. Aquelas que estão em comunhão com a Igreja Católica compreendem a chamada Igreja Católica Oriental. Aqueles que não estão em comunhão com Roma normalmente são chamadas Ortodoxa Orientais.Em Comunhão

A consagração da Eucaristia durante a Liturgia Divina de ambas as Igrejas Católicas Orientais e as Igrejas Ortodoxas Orientais é válida. Um católico do Rito Romano da Igreja pode assistir a uma Liturgia Divina Católica Oriental e receber a comunhão durante essa liturgia sem problema. Assistir a Divina Liturgia Católica Oriental é válido para o cumprimento da obrigação do santo domingo. Embora os católicos possam, ocasionalmente, participar de liturgias ortodoxas orientais como convidados, essas liturgias não equivalem à assistir a Missa, portanto, não velem como cumprimento da obrigação da dia do santo domingo . Os Católicos, normalmente, não devem receber a comunhão em uma Divina Liturgia Ortodoxa Oriental, apesar de existirem circunstâncias em que isso é permitido .

Se você tem dificuldade em discernir se uma igreja oriental  em sua comunidade é uma Católica Oriental ou Ortodoxa Oriental, entre em contacto com sua diocese para informar-se. Outra curiosidade comum é sobre o processo de “Transferência” do Rito Romano ao Rito Oriental, bem como sobre as consequências desse processo.

Não há nada errado com a mudança de ritos, se assim se desejar. Contudo, o processo em si é, na verdade, um aborrecimento desnecessário. Todo católico pode fazer de uma paróquia de Rito Oriental sem precisar passar por um processo formal de alteração de ritos. No entanto, se ainda desejar-se alterar ritos o caminho mais simples seria primeiro entrar em contato com o pároco da paróquia de Rito Oriental da qual se deseja participar.

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Por que Deus testa nossa fé?


Santo Ignácio de Antioca

Santo Ignácio de Antioca

Escrevendo sobre o mistério da Transfiguração, o qual a Igreja celebra neste Domingo, o famoso autor francês Dom Prosper Guéranger considera que Jesus queria preparar os Seus discípulos para a difícil provação que eles enfrentariam na Páscoa. Incipientes na fé – basta lembrar que São Pedro tinha acabado de fazer sua primeira profissão em Cristo (cf. Mt 16, 16) –, eles precisavam ser fortalecidos para suportar a hora da prova. Cristo, então, misericordiosamente Se transfigura diante deles.

Mas, por que Deus procura provar a nossa fé? Porque Ele quer que cresçamos no amor. A Primeira Leitura deste Domingo mostra o exemplo luminoso de Abraão, que, para obedecer a Deus, está disposto a sacrificar o seu próprio filho. Diante da prova a que o Senhor o coloca, o patriarca não questiona em nenhum momento o decreto divino. Mesmo não entendendo nada, sabe que Deus é bom e que o ama, e esta fé no Seu amor é suficiente para que ele suba o Monte Moriá para entregar Isaac. Sua atitude fê-lo merecer o título de “pai da fé”.

O objeto principal da fé é, pois, o amor de Deus. Abraão não cria em uma teoria abstrata ou num conjunto de ideias, mas em uma Pessoa. Nós, cristãos, também, ainda que professemos os conteúdos do Credo todos os domingos, cremos nessas verdades de fé por causa d’Aquele que as revelou, Nosso Senhor Jesus Cristo, e por Seu amor. De fato, o que realmente distingue o bom cristão é a fé no amor divino. Na existência de Deus, simplesmente, até o demônio acredita. São Tiago escreve que “também os demônios crêem e tremem” (Tg 2, 19).

A Tradição nos recorda que os anjos, quando foram criados por Deus, também foram postos à prova. Ao contrário do que muitos podem pensar, eles não foram imediatamente agraciados com a visão beatífica. Fosse assim, seriam de tal modo atraídos, que perderiam a sua liberdade, e, como Deus quer de Suas criaturas um amor livre, Ele Se esconde e pede a sua fé. Certa vez, então, o Senhor colocou os seres angélicos à prova. Qual era o objeto dessa provação? Os Santos Padres cogitam que, talvez, Deus lhes tenha mostrado que eles deviam servir ao homem Jesus. Lúcifer, então, em sua soberba, deu o brado de non serviam: ele sabia que Deus existia, mas não creu no Seu amor. São Miguel, um simples arcanjo, com sua humildade, respondeu dizendo: “Quem como Deus?” – que é o significado de seu nome, em hebraico. Com isso, o anjo – invocado como “príncipe da milícia celeste” – dava uma lição aos seus congêneres rebeldes e a todos nós: quando não se entende a bondade de Deus, é preciso mergulhar na fé e crer no Seu amor.

Ao subir o Tabor e transfigurar-se à vista de Pedro, Tiago e João, Nosso Senhor dá uma prova de amor aos Seus discípulos, a fim de prepará-los para a provação que se aproximava, na Cruz. Do mesmo modo, quando Deus nos manda Suas graças, Seus presentes e Seus “carinhos” – a conversão de uma pessoa, um milagre, a transformação da própria família etc. –, tratam-se de “transfigurações”, “manifestações de Tabor”, feitas para que também nós nos preparemos para as provações na fé. E estas são inevitáveis. Todos seremos provados. Importa que, diante das provas, nos coloquemos na presença de Deus e, mesmo sem entender, reconheçamos o Seu amor; que, diante das tempestades, digamos com fé: “Senhor, eu não Vos compreendo, mas eu Vos amo”.

O salmista canta, na liturgia desta Domingo: “Guardei a minha fé, mesmo dizendo:/ “É demais o sofrimento em minha vida! É sentida por demais pelo Senhor/ a morte de seus santos, seus amigos”. É preciso crer que Deus “sente” e chora conosco a nossa morte e o nosso sofrimento. À famosa pergunta: “Mas, se Ele é onipotente, por que permite o mal?”, não se responde senão apontando para o mistério: são verdadeiramente insondáveis os desígnios divinos.

O fato, porém, é que Deus não é indiferente à nossa dor. A Segunda Leitura diz que “Deus não poupou seu próprio Filho”. O Senhor, que poupou Isaac, não poupou Jesus. Isso quer dizer que o próprio Deus passou pelo sofrimento, experimentou, na Cruz, o abandono por parte dos homens, sofreu por causa de nossa ingratidão e falta de amor. O mesmo Deus que Se mostrou glorioso no Tabor se escondeu no mistério da Cruz.

Que sejamos capazes de imitar a Virgem Maria, nossa “mãe na fé”. Se Abraão foi grande nessa virtude, porque subiu o monte Moriá para sacrificar seu filho, mas este foi poupado, Maria foi maior que Abraão, porque subiu o Calvário, pronta para entregar o seu Filho e Deus, desta vez, não O poupou. Subamos com os discípulos, neste Domingo, a montanha sagrada do Tabor, para subirmos com Nossa Senhora, na Páscoa, o Calvário.

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A verdade sobre “Cinquenta Tons de Cinza”: Maníaco sádico vira herói romântico.


Descubra a verdade por trás de “Cinquenta Tons de Cinza”, a patética história que transforma um maníaco sadomasoquista em herói romântico

Em um tempo longínquo, a sociedade costumava enviar sádicos para um terapeuta ou para a prisão, não para o próprio quarto. Mas, com o advento de Fifty Shades of Grey [“Cinquenta Tons de Cinza”, em português], os dias de sanidade mental da humanidade estão contados. O recorde de vendas do livro e o sucesso de bilheteria do filme denunciam o estado doentio da modernidade e convidam pais, mães e filhos a uma importante reflexão.

A obra, escrita por uma mulher e recentemente adaptada para o cinema, conta a história de “amor” nada saudável entre o magnata Christian Grey e a jovem estudante Anastásia Steele. O relacionamento dos dois é regido por um “contrato”, no qual Christian é denominado o “dominante”, e Anastásia, a “submissa”. As cláusulas do documento são estarrecedoras: “a Submissa (…) deve oferecer ao Dominante, sem perguntar nem duvidar, todo o prazer que este lhe exija”; “o Dominante pode açoitar, surrar, dar chicotadas e castigar fisicamente à Submissa (…) por motivos de disciplina, por prazer ou por qualquer outra razão, que não está obrigado a expor”; “a Submissa aceitará açoites, surras, pauladas, chicotadas ou qualquer outra disciplina que o Dominante administrar, sem duvidar, perguntar nem queixar-se”.

O mesmo contrato ainda fixa um prazo de validade de “três meses”, durante os quais Anastásia se torna “propriedade” de Christian. A lista de aberrações é interminável. “Açoites”, “açoites com pá”, “chicotadas”, “gelo”, “cera quente” são talvez as únicas “fantasias” nomináveis do livro. É este arsenal de torturas o protagonista de “Cinquenta tons de cinza”.

Um estudo conduzido pelo Journal of Women’s Health [“Jornal de Saúde da Mulher”] traz uma importante relação entre os atos da trama sadomasoquista e os aspectos reais de violações sexuais. No desenrolar dos acontecimentos,

Christian lança mão de estratégias típicas de abusadores, incluindo perseguição (ele deliberadamente segue Anastásia Steele e usa um telefone e um computador para rastrear sua localização), intimidação (ele a ameaça com punições e violência, incluindo pressioná-la a atividades com as quais ela fica desconfortável), isolamento social (ele afasta Anastásia de amigos e família) e violência sexual (ele usa álcool para forçar o seu consentimento e a constrange a atividades sexuais desconfortáveis).

Como resposta, Anastásia experimenta reações típicas de mulheres violadas, incluindo ameaça constante (por exemplo, de que Christian está tentando rastreá-la, está nervoso com ela e vai puni-la ou machucá-la); identidade alterada (Anastásia descreve a si mesma como um “assombrado fantasma pálido”); estresse (Anastásia começa a ter comportamentos para manter a paz no relacionamento, como reter informação sobre a sua localização para evitar a ira de Christian); ânsia pela sanidade e normalidade no relacionamento; e enfraquecimento e aprisionamento, já que as suas condutas se mecanizam em resposta ao abuso de Christian.

Sabendo qual o verdadeiro teor dessa história assombrosa, urge identificar, afinal, qual a origem da sua repercussão. Na Inglaterra, a trilogia de E. L. James vendeu mais do que “Harry Potter” e “O Código da Vinci”. Nos Estados Unidos, foram 10 milhões de cópias compradas em apenas seis semanas. No mundo inteiro, o filme bateu recorde de bilheteria, beirando a cifra de 240 milhões de dólares. Como uma narrativa sádica e violenta é capaz de alcançar tamanho sucesso?

A primeira resposta – e, certamente, a primeira que vem à mente do leitor – é o sexo. O êxito de “Cinquenta Tons de Cinza” se deveria principalmente às passagens eróticas inseridas pela autora no livro. O fato de 68% da audiência do filme ser composta por mulheres é um dado importante. Mostra como a pornografia – um problema eminentemente masculino – tem se adaptado também para o universo feminino. Do material explícito e visual usado para os homens, o demônio adapta livros e letras para destruir também as mulheres.

Mas, ainda que o aspecto sexual responda muito, não responde tudo. Para Kirsten Andersen, correspondente do LifeSiteNews.com, o sucesso de tramas como “Cinquenta Tons de Cinza” eTwilight [“Crepúsculo”] “tem sua origem na batalha que se trava em todos nós desde o dia em que aparecemos gritando, nus e indefesos, neste mundo”, tem a ver com o fato de que “nós todos queremos ser profundamente amados”, ainda que, muitas vezes, vejamos a nós mesmos como seres “pateticamente desprezíveis”. Os romances exploram, portanto, a radical necessidade do ser humano por amor e redenção – na maioria das vezes, porém, do jeito errado.

Em “Cinquenta Tons de Cinza”, por exemplo, o senhor Grey é pintado como o “redentor” de Anastásia. A menina virgem que nunca teve sorte no amor teria finalmente encontrado o seu par. O modo como ele a intimida e os serviços humilhantes a que ela se presta, porém, mostram o erro brutal que estão cometendo. Nem ele a redime, tampouco ela é amada; no relacionamento erótico e dominador dos dois – repleto de medo, ciúmes e ameaças –, ambos vão, pouco a pouco, se destruindo. (Só em uma ficção de muito mau gosto algo deste tipo poderia acabar bem.)

A razão disso é que o ser humano, além de seu corpo, possui uma alma. Enquanto seu corpo se entrega desordenadamente ao prazer, algo no mais íntimo do seu ser clama pelo infinito, pelo eterno, por Deus. Por isso, mil atos sexuais – por mais inventivos e pitorescos que possam parecer – não são capazes de fazer ninguém, absolutamente, feliz. “Coisas ruins acontecem quando tentamos ser Deus, ou quando deixamos que alguém preencha o papel de Deus para nós”, escreve Kirsten Andersen. “O único amor salvífico que iremos encontrar neste mundo é divino em sua origem – não romântico”.

Não é preciso, pois, ter “bola de cristal” para prenunciar o trágico fim em que acabará qualquer casal que queira imitar Christian e Anastásia. E não adianta vir com a conversa de que “o que eles fizeram no filme, fica no filme, não tem nada a ver com o mundo real”. O chamado “mercado erótico” já está comemorando o sucesso de “Cinquenta Tons de Cinza”, seja no exterior, seja em terras tupiniquins. A obra de E. L. James não é uma “história inofensiva” para mero entretenimento. É mais uma iniciativa – na linha das muitas começadas pela Revolução Sexual – para forçar limites morais, destruindo a família natural, o projeto de Deus para a sexualidade humana e a própria dignidade da mulher.

Sim, a pergunta a ser feita é: o que este livro e este filme têm a dizer sobre o valor da mulher? Você gostaria que sua filha entrasse em um relacionamento com Christian Grey? Ou que seu filho se tornasse um sádico e torturador sexual? Anastásia Steele é, felizmente, uma personagem fictícia, mas os efeitos malignos de “Cinquenta Tons de Cinza” – a patética história que transforma um maníaco em herói romântico – estão prontos para entrar em cena na vida real: nesta, e nas próximas gerações.

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Irmãos, à pedido do artista estamos divulgando este vídeo:


Ajudem aos nossos irmãos que se dedicam à Obra de Deus. Divulguem, por favor!!

 

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Adoração do Santíssimo salva pequena Ilha de um Tsunami devastador: Um Milagre do tesouro Católico.


O tsunami de 2010, que atingiu a costa do Chile depois de um terremoto provocado pela movimentação das placas continental e oceânica, é um tipo de evento que vem se repetindo durante séculos em diversos lugares do planeta.

Há algumas décadas, na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), o que aconteceu com um tsunami ensinou aos seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando seus sacerdotes e fiéis o invocam com amor e .

O fato ocorreu no dia 31 de janeiro de 1906. Às dez da manhã, os habitantes dessa minúscula ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto, que durou cerca de 10 minutos. Então, todo o povo correu até a igreja para suplicar ao pároco, o Pe. Gerardo Larrondo, e ao Pe. Julián, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Enquanto isso, o mar continuava retrocedendo, com a ameaça de formar uma imensa onda. O Pe. Gerardo, atemorizado, consumiu todas as hóstias consagradas da âmbula e conservou somente a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos à praia, e que Deus tenha piedade de nós!”.

Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus Eucaristia, todos caminharam, entre lágrimas e aclamações a Deus. Quando o Pe. Larrondo chegou à praia, foi corajosamente até a margem com a custódia nas mãos.

No momento em que a onda estava chegando, ele levantou a Hóstia consagrada, com mão firme e com o coração cheio de fé, e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

A onda continuou avançando, mas, antes que o Pe. Larrondo e o Pe. Julián pudessem perceber, o povo, comovido e maravilhado, gritou: “Milagre! Milagre!”.

De fato, como se tivesse sido parada por uma força invisível e superior à natureza, a potente onda que ameaçava apagar do mapa a ilha de Tumaco havia iniciado seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, em meio à euforia e à alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus sacramentado, manifestavam sua gratidão. O milagre de Tumaco ficou conhecido no mundo inteiro, e o Pe. Larrondo também recebeu do continente europeu inúmeras cartas de pessoas que pediam suas orações.

(Fonte: livro “Agostinianos amantes da Sagrada Eucaristia”, do Pe. Pedro del Rosario Corro)

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Post sobre o Islão: errata


Caros leitores e assinantes, a Paz de Cristo! Minha filha, Mia Walker – 3 anos – não sei como,

Mia

Eis aqui a arteira! Deus a abençoe!!

publicou o post sobre o Islão antes que eu pudesse terminar de escrevê-lo!! Mil desculpas pelo inconveniente. O post será re-publicado em breve, assim que terminar de escrevê-lo! Minhas desculpas!

O blog agradece!!!

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Carta milenar exalta o testemunho dos Cristãos primitivos no mundo


Durante muitos e longos séculos, um elegante manuscrito composto em grego permaneceu ignorado no mais abissal dos silêncios. O texto, de origens até hoje misteriosas, só foi encontrado, e por acaso, no longínquo ano de 1436, em Constantinopla, junto com vários outros manuscritos endereçados a um certo “Diogneto”.

Se não há certeza sobre o seu autor, sabe-se que o destinatário do escrito era um pagão culto, interessado em saber mais sobre o cristianismo, aquela nova religião que se espalhava com força e vigor pelo Império Romano e que chamava a atenção do mundo pela coragem com que os seus seguidores enfrentavam os suplícios de uma vida de perseguições e pelo amor intenso com que amavam a Deus e uns aos outros.

O documento que passou para a posteridade como “a Carta a Diogneto” descreve quem eram e como viviam os cristãos dos primeiros séculos. Trata-se, para grande parte dos estudiosos, da “joia mais preciosa da literatura cristã primitiva”.

Leia a seguir os seus parágrafos V e VI, que compõem o trecho mais célebre deste tesouro da história cristã:

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.

Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.

Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.

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Saiba tudo sobre o Batismo: o sacramento que nos proporciona renascer em Cristo


O Blog Ecclesia Militans tem o prazer de publicar o primeiro de uma série de posts didáticos a cerca dos sacramentos Cristãos. O texto de hoje aborda especificamente o Batismo, também chamado pela Igreja de o sacramento dos mortos – pois é aquele que nos proporciona nascer de novo em Cristo – e marca o início da caminhada na vida Cristã. Esperamos que o texto abaixo seja elucidativo e possa sanar as dúvidas mais comuns concernentes a esse santo sacramento. Pedimos ao leitores que o divulguem em suas redes sociais e ajudem-nos em nossa missão evangelizadora!

O BATISMO CATÓLICO

- Por Cristiano Rangel - autor convidado e colaborador do blog

    Como todo Sacramento, é o sinal sensível e eficaz da Graça de Deus, no qual invocamos a Deus Uno revelado em três pessoas, o derramamento de suas bençãos como fonte de reconhecimento de seu pleno poder sobre nós. No batismo, nós recebemos o dom do Espírito Santo e nos tornamos filhos de Deus e participantes da Igreja, que é a imagem do Reino de Deus na terra. Através do batismo que recebemos, Deus nos dá a semente que nós, durante nossas vidas, devemos regar e cultivar para que produza os frutos do Espírito Santo.

    Todas as prefigurações da antiga aliança encontram sua realização em Jesus Cristo, pois Deus ao se revelar ao homem sempre buscou uma maneira de implantar uma forma de aliança, como demonstração de sua bondade e fidelidade, como foi o arco-íris do tempo de Noé, a circuncisão em Abraão, as tábuas da lei com Moisés e por fim o batismo sob forma de nova e eterna aliança através de Jesus Cristo, o qual convoca a sua Igreja a ir a todo o mundo e batizar em nome da Santíssima Trindade (Mt 28,19).

    O batismo é a porta de entrada da iniciação cristã, instituído pelo próprio Jesus Cristo, para nos tornarmos uma nova criatura (2 Cor 5,17),  na qual assumimos o compromisso de acolher e ensinar as virtudes cristãs. Imprime na nossa alma o caráter de cristão e herdeiros do Paraíso e nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.

    Neste Sacramento, diferente do batismo penitencial de João Batista (capaz apenas de apagar os pecados – como uma preparação para o caminho do Senhor), temos uma verdadeira regeneração espiritual, um renascimento (Jo 3,5), onde somos perdoados do pecado original (um pecado não contraído, mas propagado pela falta de um homem, Rm 5,12.19) e dos pecados arrependidos. O Batismo nos dá a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração.

O BATISMO PREFIGURADO NA ANTIGA ALIANÇA

    Já nos tempos de Noé, a água (matéria), elemento essencial ao batismo, foi canal da misericórdia de Deus para com o seu povo. Ou seja, as águas do grande dilúvio inundaram a terra, lavando-a do pecado. Com efeito, oito pessoas, pela graça de Deus, salvaram-se por ocasião da construção da arca, emergindo do dilúvio para uma vida limpa do pecado e aprazível a Deus. Esse evento bíblico correspondente ao batismo cristão, no qual, pelos méritos de Cristo, nos tornamos herdeiros da vida eterna (1 Pd 3,20-21) (CIC 1219).

  Do mesmo modo, como forma de aliança carnal realizada em Abraão, são Paulo traça um paralelo entre a circuncisão feita por mãos humanas e o batismo feito pelo derramamento do Espírito Santo: Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal (Cl 2,11).

 É sobretudo na travessia do Mar Vermelho, marco da libertação de Israel da escravidão do Egito, que são Paulo nos diz que “nossos pais” estiveram sob a nuvem e nela e no mar foram batizados em Moisés, nutrindo-se de uma rocha espiritual que os acompanhava, e que esta rocha espiritual era o próprio Cristo (1 Cor 10, 2-5).

 

O BATISMO DE CRISTO

    Nosso Senhor Jesus Cristo submeteu-Se voluntariamente ao batismo de João, que era destinado aos pecadores como de forma a preparar o caminho do Senhor (Mt 3,3ss), para que fosse cumprida toda a justiça, apresentando-Se a nós como modelo de humildade, de forma a se identificar com os pecadores, despojando-Se do direito de ser tratado como Deus, sob forma de escravo para se fazer semelhante aos homens (Fl 2,7), de modo a nos conduzir ao batismo dos cristãos, pelo poder do Espírito Santo. É nesse contexto que através da sua Páscoa, escorre do Seu lado traspassado pela lança do soldado Romano, a água e o sangue (símbolos que nos remetem ao Batismo e à Eucaristia), sacramento de uma vida nova, na qual pelos méritos de Cristo somos redimidos de todos os pecados (Gl 1,4).

BATISMO NA IGREJA

    É a partir do pentecostes, no cumprimento da promessa do envio do Espírito Santo, que a igreja administra o sacramento do batismo. No início da era cristã o batismo era ministrado àqueles que se arrependiam dos pecados, face à descrença do povo em crer que Jesus era o verdadeiro Messias bem como aqueles que já tinham recebido o batismo penitente de João e recebia o batismo da regeneração espiritual de Cristo(At 19,3ss). Pedro estendeu o batismo não só ao povo eleito, mas a seus filhos e todos aqueles que estavam longe, ou seja, por quem Deus chamasse (At 2,38s). Foi neste cenário que Pedro, nessa atitude imaginável para aquela época, demonstra  a  sua  primazia sobre os apóstolos introduzindo o batismo a todos os povos, inclusive aos pagãos, pois Deus não faz acepção de pessoas (At 10,34-48).

    É no batismo, segundo são Paulo, que o crente comunga na morte, é sepultado e ressuscita em Cristo: Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova (Rm 6,3-4).

    Não há uma “fórmula fixa” para o batismo, mas uma necessidade de consagrar a água (matéria) a ser utilizada e que seja realizado na invocação trinitária (forma) que indique claramente o ato de batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo… Com efeito, se alguém recebe o batismo por imersão ou por infusão, com água corrente ou não (desde que verdadeira), em nome de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o sacramento é tido por válido pela Igreja Católica, ainda que tenha sido conferido por outras comunidades cristãs (ortodoxas, protestantes, etc.), pouco importando, inclusive, uma eventual fé insuficiente do ministro em relação ao batismo (cf. Diretório Ecumênico, nº 95).

Pode ser por infusão (derrama d’água) ou por imersão (mergulha n’água), pois assim explica o direito canônico:

“Cân. 854 – O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos”. Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estipulou o seguinte:”Quanto ao cân. 854: Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano”.

Como observa o canonista pe. Jesús Hortal, em seu comentário ao cân. 854, “o rito de imersão demonstra mais claramente a participação na morte e na ressurreição de Cristo, mas o rito de infusão  é plenamente legítimo”.

Tal legitimidade provém, com certeza, desde as primitivas comunidades cristãs. Por exemplo, no séc. I d.C., já é explicitamente registrado na “Didaqué”, o primeiro catecismo de que temos notícia na História da Igreja: “Na falta de uma (=água corrente) ou outra (=água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Did. VII, 3).

QUEM PODE RECEBER O BATISMO?

    Toda pessoa ainda não batizada que tenha o desejo dele e é instruída a respeito da sua importância, pois uma vez batizado não o poderá extingui-lo ou aperfeiçoá-lo, pois há Um só Senhor, Uma só fé e Um só Batismo (Ef 4,5). Batismo não é evento social nem tampouco emblema ou estandarte de igreja ou denominação.

    Caso a pessoa não se recorde de ter sido batizada, seja pelo fato de falta de comunicação ou enfermidade, ela poderá ser batizada sob condição, segundo o que prescreve o direito canônico:

“Cân. 869:

Parágrafo 1 – Havendo dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo foi conferido validamente, e a dúvida permanece depois de séria investigação, o batismo lhe seja conferido sob condição.

Parágrafo 2 – Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição, a não ser que, examinada a matéria e a forma das palavras usadas no batismo conferido, e atendendo-se à intenção do batizado adulto e do ministro que batizou, haja séria razão para duvidar da validade do batismo.

Parágrafo 3 – Nos casos mencionados nos parágrafos 1 e 2, se permanecerem duvidosas a celebração ou a validade do batismo, não seja este administrado, senão depois que for exposta ao batizando, se adulto, a doutrina sobre o sacramento do batismo; a ele, ou aos pais, tratando-se de criança, sejam explicadas as razões da dúvida sobre a validade do batismo.”

QUEM PODE BATIZAR?

    Os ministros ordinários do Batismo, o Bispo, os presbíteros e os diáconos (Igreja Latina), bem como qualquer pessoa que de bom coração e com a intenção e fórmula trinitária, o faça na perspectiva da vontade salvífica universal de Deus (1 Tm 2,4) e necessidade para a salvação (Mc 16,16) (CIC 1256).

QUEM SÃO OS BATIZADOS?

    Desde sempre a igreja mantém firme a convicção de que as pessoas que morrem em razão da fé, mesmo sem receber o batismo, são batizadas Por e Com Cristo, sendo este o batismo de sangue, ou seja, toma posse  dos frutos do batismo (CIC 1258).

    Aqueles que na preparação do batismo morrem sem o receber, mas o seu desejo em recebê-lo, juntamente com o seu arrependimento, garantem a sua salvação, ainda que não tenha recebido o mesmo (CIC 1259).

 Tendo Cristo morrido por todos e que a vocação última do homem é uma só, a saber, a divina, estamos convictos que o Espírito Santo oferece a todos, sob a forma que só Deus conhece, a possibilidade de inserção no mistério pascal. Todo o homem que desconhecendo o evangelho de Cristo e sua Igreja, mas procura a verdade e pratica a vontade de Deus segundo o seu conhecimento dela pode ser salvo, pois acreditamos que se o conhecessem teriam o desejado explicitamente (CIC 1260).

    Por último, quanto às crianças que morrem sem o batismo, a igreja confia na misericórdia de Deus, que quer que todos os homens sejam salvos (1 Tm 2,4) e evidencia a ternura que Jesus tinha para com elas (Mc 10, 13-16).

PODEMOS BATIZAR AS CRIANÇAS?

    Aos que buscam por uma resposta breve: SIM, pois quando somos vencidos pela ignorância em achar que tudo tem que estar escrito, abrimos mão da sabedoria inata ao homem, pois tomados pelo discernimento sabemos que não podemos cobiçar, porque há em nós um sentimento gerado pela Lei (Rm 7,7). Ademais, onde há uma ordem contrária ao batismo infantil e/ou  que Jesus  faz acepção de idade? Nele não há cronologia. Se não há lei, o pecado está morto (Rm 7,8b).

    Deus não faz acepção de pessoas, tão pouco de idade, pois somos todos pequeninos para Deus (Mc 9,42; Mt 18,14), pois na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho para que nos tornemos filhos adotivos (Gl 4,4-5).

    A igreja nos mostra ao longo do plano da salvação a manifestação de Deus e o desejo de salvar a todos e é nessa dinâmica que são Paulo faz o paralelo da circuncisão que era conferido sob a forma da lei a todos os meninos no 8º dia de nascido através da remoçãode um tecido carnal. Mas em Cristo temos a circuncisão espiritual que é o batismo (Cl 2,11) e não uma prescrição sob quaisquer característica físicas ou cronológicas.

    Se por um lado somos questionados pela necessidade de fé para sermos batizados, conforme Mc 16,16: “Aquele que crer e for batizado será salvo; e aquele que não crer será condenado.”, me pergunto como ficaria a situação da criança que não pode crer… Ela está condenada por não crer, já que Marcos não fala que a falta de batismo condena?

    Claro que não, são Paulo nos aponta que o homem cristão (que tem fé) santifica a mulher não cristã (que não tem fé) e vice-versa, para que os seus filhos sejam santos (1 Cor 7,14). Da mesma forma, os pais podem pedir o batismo para os seus filhos, no desejo de querer e saber o melhor para eles. Ninguém espera o filho doente tenha o discernimento se dever pedir aos pais para ser levado ao médico, mas o levamos porque temos conciência do melhor para a sua vida.

    Jairo pede pela sua filha e Jesus a cura pela fé do pai, sem questionar se a filha tinha fé para ser curada ( Lc 8,50); bem como uma mulher estrangeira, que não fazia parte do povo de Israel, pede pela sua filha e tem a misericórdia de Jesus ( Mt 15,28) nos mostrando que Ele veio para todos e derramar sua Graça a todos, porque Ele haveria de negar a sua benção através do batismo às crianças?  Será que temos o direito de impedir as crianças de irem a Jesus? Os discípulos também tentaram impedir a benção de Jesus, o que o deixou INDIGNADO  e disse: “ Deixai vir a mim todas as criancinhas e não as impeçais…” (Mc 10, 13-14).

    Se procurarmos levar tudo ao pé da letra e dissermos que devemos batizar após a idade da razão, pergunto: onde está a idade da razão na Bíblia? Em cultura de qual país, na lei civil, criminal ou eleitoral? Tomemos cuidado, pois Cristo nos tornou aptos para sermos ministros de uma aliança nova, não da letra, e sim do Espírito, pois a letra mata, mas o espírito comunica a vida (2 Cor 3,6).

    São Paulo em paralelo com os israelitas nos diz que todos os batizados em Moisés, cuja travessia do Mar Vermelho havia adultos e crianças e que em Cristo, a rocha espiritual, foram alimentados (1 Cor 10,2-3).

    Se tomarmos como comparação a dureza do coração que imperava no povo da antiga aliança (Mc 10,5), que transmitia um Deus que vingava as crianças (1 Sm 15,3; Ex 12,29) pelo simples fato que não haveria justos naqueles locais (Gn 18, 23-32), como não ver um Deus que  se revela misericordioso, justo e fiel para não comunicar a sua Graça a uma criança? Será que Deus não ama as crianças, será que os evangelhos apócrifos estão certos? Longe de mim… Satanás!

    Ademais, sabemos que por cultura e associado a intervenção Divina, era sinal para os judeus terem uma família grande, além de estarmos convictos que não existiam cirurgias ou métodos contraceptivos, de modo que as famílias não procriassem, ter muitos filhos era considerado uma benção de Deus. É nesse contexto que vemos famílias inteiras sendo batizadas, como a de Cornélio (At 10,44), a família de Lídia (At 16,14), a do carcereiro (At 16,32s), a família de Estéfanas (1 Cor 1,16). Será que essas famílias não tinham crianças ou eram estéreis? São Paulo não diz que excetuou as crianças e/ou que devemos excluí-las.

    A conscientização dos primeiros cristãos em relação ao batismo era tão grande, bem com a esperança da ressurreição dos corpos, que muitos em Corinto se faziam batizar pelos mortos, atitude que, de acordo com o argumento protestante evangélico morderno, deveria ser criticada por são Paulo e não foi. Se batizavam pelos mortos, porque não batizar as crianças vivas?

PODE HAVER RE-BATISMO?

    Como mencionado, Só há um Senhor, uma só fé e UM SÓ BATISMO (Ef 4,5). Não podemos fazer das nossas concepções, individualidades, presunções e etc. um meio de propagar um batismo à moda da casa, como forma de satisfação de ego, fazendo do batismo adaptações como se faz com receitas de bolo. Batismo não é emblema de Igreja, não é julgar que o Meu Deus é Maior ou Melhor, por isso são Paulo nos questiona se  acaso Cristo é dividido? Se é batizado em nome da igreja ou denominação (1 Cor 1,13)? O batismo deve ser uma conscientização da Graça a ser derramada a todos!

        Aquele que julga por motivos pessoais que Deus não derramou o seu Espírito  por qualquer conveniência concorre para o único pecado que não posui perdão, o pecado contra o Espírito Santo (Mt 22,30), fazendo da sua interpretação individual uma possibilidade de ruína junto a impiedade dos homens (2 Pd 3,16s).

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Infalibilidade do Papa, da Igreja, de quem quer quer for: Isso não existe! A resposta do Blog.


Se não houvesse uma Igreja Visível para ensinar e preservar a Sã doutrina, não haveria, por conseguinte, a possibilidade de cisma, apostasia, heresia. Não haveria, do mesmo modo, a responsabilidade de discisciplinar o Cristão, como visto em Mateus, uma vez que ele individualmente seria livre para crer naquilo que quisesse, e formular as doutrinas que lhes conviessem de acordo com sua própria interpretação privada das escrituras.

Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.  Mateus 18,17

Por que teria São Paulo escrito aos cristãos para ensiná-los? Por que teria ele exortado a todos que preservassem os ensinamentos apostólicos, se ele achasse que cada cristão está equipado e capacitado para exercer o seu próprio discernimento? Obviamente, porque como a bíblia mostra, desde o princípio existe um magistério eclesiástico, uma autoridade visível dentro da Igreja, magistério esse do qual fazia parte o próprio São Paulo. Negar isso é uma questão bastante séria, pois compromete a fé e em casos mais graves, até mesmo a salvação.

Se de fato o argumento da interpretação privada fosse válido, quem poderia repreender, por exemplo, os testemunhas de Jeová, que professam fé em Deus mas negam a divindade de Cristo? Não podemos dizer que a bíblia se encarrega disso, não é possível. Pois se a mera leitura dos textos sagrados garantisse entendimento infalível à quem os lê, heresias, como a negação da divindade de Cristo nunca existiriam. Não é plausível, portanto, argumentar que as escrituras por si só sejam capazes de instruir infalivelmente, ou que elas não sejam passíveis de interpretação errônea, como nos alertou São Pedro em sua segunda carta.

“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade.” (2 Pedro 3:16-18)

A Bíblia é, portanto, a Revelação, mas ela não se auto-interpreta. Justamente por isso existem as seitas. Que são resultado direto da intrepretação erronea da sã doutrina! Ademais, o que dizer dos cristãos dos primeiros 15 séculos que viveram sem uma Biblia compilada, que só foi publicada na idade média. Não teriam eles conhecido a Cristo e seu evangelho por intermédio da Igreja, que até então era apenas Católica?

Dentro do argumento enunciado no título do artigo,  ou seja, que Jesus não instituiu o ofício do magistério, que não há a infalibilidade, etc, como seria possível, por exemplo, rejeitar ou questionar a fé supostamente “cristã” de um Testemunha de Jeová, ou Anabatista, ou quem quer quer seja?  Como é que eu e todo cristão, em sua vida cristã, adquire a consciência da existência de Cisma, heresias? Quem determina o que se caracteriza  ou não numa heresia? Não é a Bíblia, que – como já disse repetidamente aqui no Blog e nos parágrafos acima – nos primórdios da fé não existia (e depois de existir, era inacessível até mesmo depois da invenção da imprensa escrita), mas a Igreja!

A conclusão lógica é apenas uma: aquele que assim crê está em erro, e em erro gravíssimo!

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Ex-ativista Gay afirma: A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.


Por Eric Hess

Minha atração homossexual começou, para ser sincero, como reação ao meu pai, que era um alcoólatra violento. Ele bebia com frequência, chegava para espalhar coisas pela casa e abusar da minha mãe, além de ameaçar a mim e a meu irmão. Eu achava que ele nos odiava. Em consequência, não queria ser nenhum pouco parecido com ele.

Na minha mágoa, comecei a procurar pelo amor do meu pai nos braços de outros homens. Aos 17 anos, um predador se aproveitou de mim sob a dinâmica professor/aluno e eu fiquei completamente confuso em relação à sexualidade humana. Com o passar dos anos, uma coisa levou a outra até que eu fui morar com um homem 20 anos mais velho que eu.

Antes de ir adiante, é importante entender uma das principais causas da desordem da atração por pessoas do mesmo sexo. Como um ex-membro da comunidade, eu posso dizer que os chamados direitos homossexuais – e o direito ao aborto – são um resultado imediato da mentalidade contraceptiva predita há 40 anos pelo Papa Paulo VI, na Humanae Vitae. Pessoas abusando umas das outras como objetos sexuais trouxeram à tona uma cultura de morte que tolera e defende todos os tipos de adultério e abuso infantil, incluindo o aborto. Essa mentalidade egoísta levou também às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia.

Retorno ao meu Pai

De 1990 a 1994, eu ia à Missa de vez em quando. Em 1995, eu disse ao meu “parceiro” que não podia ir mais porque estava zangado com a Igreja. Pus todos os meus crucifixos e Bíblias em caixas e os deixei no escritório do bispo de La Crosse, Wisconsin, com uma carta renunciando à fé católica.

Para minha surpresa, o bispo Raymond Burke respondeu com uma carta amigável, expressando sua tristeza. Ele escreveu que respeitava minha decisão e notificaria a paróquia onde eu havia sido batizado. Sempre muito gentil, Burke disse que rezaria por mim e esperava ansiosamente pelo dia em que eu me reconciliaria com a Igreja.

Como um dos mais francos ativistas “gays” de Wisconsin, eu pensei: “Que arrogância!” Então eu respondi ao bispo Burke com uma carta acusando-o de preconceito. Eu disse a ele que suas cartas eram desagradáveise perguntava como ele se atrevia a me escrever.

Meus esforços para detê-lo foram em vão. Burke enviou-me mais uma carta, assegurando-me que não escreveria de novo – mas que se eu quisesse reconciliar-me com a Igreja, ele me acolheria de volta de braços abertos.

De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim. Dentro de alguns anos, eu conversei com um bom padre, que se uniu intensamente às orações do bispo Burke em agosto de 1998.

Em 14 de agosto, festa de São Maximiliano Maria Kolbe e vigília da Assunção de nossa Bem-aventurada Mãe, a misericórdia divina penetrou a minha alma, em um restaurante chinês – de todos e entre tantos lugares. Eu mal sabia, ao entrar naquele restaurante com o meu companheiro de mais de oito anos, que o Senhor me tomaria para Si naquela mesma tarde e me levaria a outro lugar, fora de Sodoma, para o juízo de Sua misericórdia, o santo Sacramento da Penitência.

O padre com que eu tinha consultado estava lá. Assim que eu olhei do outro lado da sala para ele, uma voz interior falou ao meu coração. Era suave, radiante e clara em minha alma. A voz me disse: “O padre é uma imagem do que você ainda pode tornar-se, se voltar para Mim.”

No caminho para casa, eu seriamente disse ao meu companheiro: “Eu preciso voltar à Igreja Católica”. Mesmo em lágrimas, ele amavelmente respondeu: “Eric, eu sabia disso há muito tempo. Faça o que você precisa fazer para ser feliz. Eu sempre soube que esse dia chegaria.”

Depois, eu liguei para o escritório do bispo Burke. A sua secretária já me conhecia bem, então eu lhe disse que queria que o bispo Burke fosse o primeiro a saber que eu estava voltando para a Igreja e me preparando para o Sacramento da Penitência. Ela me pediu para esperar. Quando voltou, anunciou que o bispo Burke queria agendar uma conversa.

Mais tarde, eu confessei meus pecados a um devoto e humilde pastor de almas local e recebi a absolvição. Como parte essencial de meu restabelecimento, uma boa família católica deu-me proteção até que eu pudesse encontrar minha própria casa.

Um mês depois de minha reconciliação com Deus e com a Igreja, eu fui ao escritório do bispo Burke, onde ele me abraçou. Ele perguntou se eu me lembrava dos pertences que havia deixado com ele junto com minha carta de renúncia. É claro que eu me lembrava e o bispo Burke os tinha guardado nos arquivos da diocese porque acreditava que eu retornaria.

Por dois anos eu me perguntei se a mensagem mística significava que eu deveria me tornar padre. Finalmente, eu percebi que não era chamado ao sacerdócio. Afinal, o Vaticano determina que homens que têm uma inclinação homossexual bem estabelecida não podem ser admitidos às Ordens Sagradas ou às comunidades monásticas. Mais do que isso, o padre que eu vi no restaurante era uma imagem de que eu poderia me tornar santo e fiel através dos Sacramentos. Como todas as pessoas – solteiras, casadas e religiosas –, eu sou chamado à castidade. Para mim, é o bastante tentar e chegar ao Céu. Por isso, eu me esforço para viver fielmente minha vocação de solteiro.

Desde a minha experiência mística, eu me alegro por Raymond Burke, agora prelado de Saint Louis, Missouri. Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias. Eu digo a vocês que ele continua sendo um conselheiro e uma inspiração para mim. Embora meu pai biológico tenha me rejeitado, o arcebispo Burke se tornou meu pai espiritual, representando amorosamente nosso Pai dos céus. Como as Pessoas Divinas da Santíssima Trindade, o arcebispo Burke foi e é absolutamente fiel a mim.

A chave para a felicidade

Apesar da bênção do arcebispo Burke e de padres como ele, eu quero salientar que há outros que tiram as almas da vida eterna e da felicidade.

Por exemplo, quando eu recentemente fui à Confissão, um padre me disse algo contraditório à verdade que o arcebispo Burke me ensinou.

O padre apóstata me disse: Você é gay e a Igreja nos chama a aceitar nossa sexualidade. Eu sou um professor de ética – um estudioso. (…) Se você é atraído por pessoas do mesmo sexo, isso é natural para você. E, para você, negar isso e resistir é ir contra a lei natural. Eu acredito, como professor de ética, que você pode ter um colega de quarto homem e ser íntimo dele – sem contato genital, é claro. Mas se você escorregar, não seria um pecado mortal.

Esse é o tipo de conselho que me convenceu a deixar a Igreja. Eu o escutava muito frequentemente de evangélicos e de vários padres católicos durante os anos 1980. Eu escutei todo tipo de heresia sobre a sexualidade e Nosso Senhor. Hoje, que já estou separado da “comunidade gay”, eu escuto essas heresias apenas de padres mais velhos, em seus cinquenta e sessenta anos, mas não de padres com quarenta anos ou menos. Maus bispos e maus padres sozinhos desviaram muitas pessoas em relação à atração homossexual. Não há nenhum “novo evangelho” ou estudo, e essa negligência espiritual deve parar.

Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral. A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.

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Entenda o que é a Missa e nunca mais deixará de participar dessa Santa Celebração


Adapatado da aula de Pe Paulo Ricardo – Publicado em Grupo de Oração São José.

Em sua encíclica Mediator Dei, o venerável Papa Pio XII presenteou todo o povo cristão com um verdadeiro tesouro doutrinal, explicando com precisão e eloquência o que é a sagrada liturgia e em que consiste o sacrifício da Santa Missa.

É na segunda parte deste documento, de modo particular, que Sua Santidade, a partir das sentenças dogmáticas do imortal Concílio de Trento, desenvolve o seu Magistério sobre a celebração eucarística.

Ele começa por explicar a sua natureza: “O augusto sacrifício do altar não é (…) uma pura e simples comemoração da paixão e morte de Jesus Cristo, mas é um verdadeiro e próprio sacrifício, no qual, imolando-se incruentamente, o sumo Sacerdote faz aquilo que fez uma vez sobre a cruz, oferecendo-se todo ao Pai, vítima agradabilíssima”01. Substancialmente, o sacrifício do Calvário e o sacrifício eucarístico são o mesmo sacrifício. Quando o sacerdote sobe ao altar e, emprestando a Cristo a sua língua e a sua mão02, oferece a Santa Missa por todos os homens, está fazendo não só a mesma coisa que Jesus fez naquela ceia derradeira03, mas também aquele ato de entrega realizada no madeiro da Cruz. A diferença é que, enquanto no Calvário Jesus se entregou de modo cruento, isto é, derramando o Seu sangue, na última ceia e nos altares de nossas igrejas este sacrifício é oferecido sem derramamento de sangue (“incruentamente”). Preleciona Pio XII:

“Na cruz, com efeito, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio de morte cruenta livremente sofrida;no altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, ‘a morte não tem mais domínio sobre ele’ (Rm 6, 9) e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas a divina sabedoria encontrou o modo admirável de tornar manifesto o sacrifício de nosso Redentor com sinais exteriores que são símbolos de morte. Já que, por meio da transubstanciação do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo, têm-se realmente presentes o seu corpo e o seu sangue; as espécies eucarísticas, sob as quais está presente, simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Assim o memorial da sua morte real sobre o Calvário repete-se sempre no sacrifício do altar, porque, por meio de símbolos distintos, se significa e demonstra que Jesus Cristo se encontra em estado de vítima.”04

Assim, é importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, “sofrendo de novo” o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – “é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística”05 – e trata-se da mesma vítima: “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”06. A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.

Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho. É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta “cruenta separação” do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.

Pio XII também indica que não só o ministro e a vítima dos dois sacrifícios são “idênticos”, mas também os fins.

O primeiro deles é a glorificação de Deus (latrêutico). Trata-se da “adoração”. A típica atitude de adoração consiste em pôr-se de joelhos diante de Deus, rebaixando-se diante d’Ele e reconhecendo-se um nada. Na Cruz, Jesus adorou o Pai de modo perfeitíssimo. “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de um escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”07.

Durante a Santa Missa, por mais que se tenha um sacerdote ou uma assembleia indigna, Jesus está oferecendo a mesma adoração perfeita que ofereceu no madeiro da Cruz. Ainda que todos os seres humanos e todos os anjos juntos cultuassem a Deus, não conseguiriam jamais superar o valor desta oferta do próprio Deus. Por esse motivo, é impossível comparar o augusto Sacrifício do altar com as chamadas “celebrações da Palavra”. Se por um lado estas celebrações comunitárias são importantes em lugares com carência de padres, por outro, é realmente muito triste que a sua frequência indevida acabe por obscurecer as diferenças substanciais entre a Missa e uma simples “reunião fraterna”. Na Missa, o padre age in persona Christi; na celebração da Palavra, ao invés, ainda que a comunidade faça parte do Corpo Místico de Cristo, não há como ocorrer a consagração do pão e do vinho, uma vez que “o povo (…) não pode de nenhum modo gozar dos poderes sacerdotais”08.

A segunda finalidade da Missa é eucarística, ou seja, dar a Deus ação de graças. O homem, que tudo recebe de Deus, tem-lhe uma dívida de ação de graças que não poderia jamais pagar, a menos que o Senhor mesmo não se fizesse homem e sanasse esta dívida por ele. “A Eucaristia é um sacrifício de ação de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. (…) Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de sorte que o sacrifício de louvor é oferecido por Cristo e com ele para ser aceito nele”09.

O terceiro fim deste memorial é propiciatório, isto é, oferecer uma expiação pelos nossos pecados. Com o pecado, o homem ofende a Deus e Este, por sua vez, espera do homem, além do arrependimento, a reparação de sua ofensa. Se os sacrifícios oferecidos pelos antigos “simplesmente devolviam a Deus as coisas que Ele mesmo havia criado: touros, ovelhas, pão e vinho”, na Santa Missa, “irrompe um elemento novo e maravilhoso: pela primeira vez e todos os dias, a humanidade pode já oferecer a Deus um dom digno dEle: o dom do seu próprio Filho, um dom de valor infinito, digno de Deus infinito”10. Só desta forma os crimes cometidos pelo homem contra Deus podem ser plenamente satisfeitos.

Por fim, a quarta finalidade da Missa é impetratória: Jesus “nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade”11. Nos altares de nossas igrejas, Jesus continua colocando-se entre a humanidade e o Pai e pedindo a Ele as graças necessárias para nossa salvação.

Para lograr os efeitos da redenção de Jesus, no entanto, é preciso que o homem se abra a Deus. Por isso, ensina Pio XII, “é necessário que depois de haver resgatado o mundo com o elevadíssimo preço de si mesmo, Cristo entre na real e efetiva posse das almas”12. Para ilustrar que, mesmo oferecendo o Santo Sacrifício por todos os homens, apenas alguns muitos verdadeiramente aproveitam de sua eficácia, o Santo Padre faz uma bela analogia: “Pode-se dizer que Cristo construiu no Calvário uma piscina de purificação e de salvação e a encheu com o sangue por ele derramado; mas se os homens não mergulham nas suas ondas e aí não lavam as manchas de sua iniquidade, não podem certamente ser purificados e salvos”13.

Para tanto, urge que os fiéis participem “do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote (…), oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele”14.

O protagonista da Sagrada Liturgia é Jesus, que oferece ao Pai o dom precioso de Si mesmo. Não é a comunidade que está no centro da Missa; a ação principal não está sendo realizada nem pelo sacerdote nem pela assembleia, mas por Jesus. Para participar ativamente da Santa Missa, os fiéis devem ser motivados a perscrutar o que se passa no altar, e não inventar jograis, danças ou outras coisas que, em última instância, acabam desviando o foco de toda a ação litúrgica da Cruz.

Artigo recomendado

  1. “Christus Passus” nella dottrina eucarística di San Tommaso d’Aquino

Referências

  1. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 61
  2. Cf. São João Crisóstomo, In Joan. Hom., 86, 4
  3. Cf. Mt 26, 1-16; Mc 14, 1-11; Lc 22, 7-23
  4. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 63
  5. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1348
  6. Jo 1, 29
  7. Fl 2, 6-7
  8. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 76
  9. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1360 e 1361
  10. Trese, Leo John. A fé explicada. Trad. Isabel Perez. 7. ed. São Paulo: Quadrante, 1999. P. 320
  11. Hb 5, 7
  12. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 70
  13. Ibidem
  14. Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, n. 73
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