Se o santos estão mortos, por que rezar a eles? Uma visão Católica de Eclesiastes 9


5-6Porque os vivos, esses sabem pelo menos que hão-de morrer! Mas os mortos não sabem nada; nem sequer têm memória. Tudo o que fizeram em vida- os seus amores, ódios, rivalidades -tudo se foi com eles, e já não têm participação de espécie alguma naquilo que se passa aqui na Terra. (Eclesiastes 9:5-6)

Em primeiro lugar, temos que ter muito cuidado ao definir o que “mortos” significa neste contexto. Como sabemos, os que se mantém fiéis ao Evangelho de nosso Senhor são garantidos “Vida Eterna”, tal e qual assegurou Jesus à Marta diante da morte de seu irmão Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim viverá, ainda que morra,  e quem vive e crê em mim nunca morrerá .” (João 11:24-25). 

Então, como podemos interpretar corretamente Eclesiastes 9:5-6?

Basta colocar que essa escritura se refere àqueles que partiram injustificados ou fora da ‘amizade’ de Deus. O texto de Eclesiastes 9:5-6 afirma claramente que eles, os mortos, não têm mais recompensa alguma, e morreram (ou seja, não alcançaram a Vida Eterna, a recompensa dos crentes) juntamente com seu amor, ódio e inveja. Eles não têm parte nesse mundo ou no vindouro. Claramente, esta escritura não se refere  àqueles que viveram o Evangelho e confessaram fé em Jesus como Salvador. Caso contrário, como poderíamos ter sequer esperança de alcançarmos o Reino dos Céus?  O Antigo Testamento também confirma esse entendimento em outra passagem, onde aquele que ‘morre’ consiste claramente naquele que em vida não se arrepende de suas ofensas e parte do mundo físico fora da Graça de Deus:

Como? perguntam vocês. Então o filho não há-de pagar pela maldade do pai? Não! Porque se fizer o que é recto e guardar os meus mandamentos, com toda a certeza que há-de viver. Aquele que pecar, esse morrerá. (Ezequiel 18:19 – Bíblia Protestante: O Livro)

O indivíduo que peca, esse é que deve morrer. [...] O justo receberá a justiça que merece e o injusto pagará pela sua injustiça.  Se o injusto se arrepende de todos os erros que praticou e passa a guardar os meus estatutos e a praticar o direito e a justiça, então permanecerá vivo, não morrerá. (Ezequiel 18:20 – Tradução Católica: A Bíblia Sagrada)

Ora,  sabemos que todo ser humano, justo ou pecador, morre no corpo físico. Portanto, essa passagem seguramente trata da morte espiritual, em contraste à Salvação Eterna, ou Vida Eterna. São Pedro ecoa essa verdade em sua Epístola:

Por esta razão, o evangelho foi proclamado, mesmo para os mortos, de modo que, apesar de terem sido julgados em carne e osso como todos são julgados, eles possam viver em espírito como Deus faz. (1 Pedro 4:6)

Note que por esse motivo Jesus se referiu à morte de Lázaro como ‘sono’, causando confusão na mente de seus díscipulos, que não perceberam o que Jesus tentava lhes dizer. Desse modo, Jesus os falou abertamente: “Lázaro está morto” ( João 11:14).

Agora, a Igreja Católica ensina que a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, e que esse corpo é formado tanto pelas almas dos santos defuntos, bem como pelos fiéis e santos no mundo temporal (pessoas viventes). A Igreja ensina também que dentro do Corpo de Cristo há o que chamamos de Comunhão dos Santos tanto na terra como no céu, como é mencionado no nosso Credo:

[...] Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos e na vida eterna.

Os católicos acreditam que o santos que partiram do mundo físico vivem em espírito (1 Pedro 4:6), pois alcançaram a vida eterna e por isso continuam a fazer parte do Corpo Místico de Cristo! A Bíblia nos atesta isso em outras passagens, como por exemplo as que seguem abaixo:

Ali ele foi transfigurado diante deles. Seu rosto brilhava como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Só então apareceu diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus. (Mt 17:2-3)

Os católicos, assim como todos os outros cristãos, não rezam aos ‘mortos’, oram sim pela intercessão dos santos de Deus, aqueles que vivem em glória no céu. A isso chamamos de Igreja Triunfante, ou seja, a Igreja constituída por todos os que obtiveram a Vida Eterna, e não castigo ou morte eterna que significa a separação perpétua de Deus.

Eis o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre a Comunhão dos Santos:

947 Porque é que acredita nisso? São Paulo explicou que o corpo é corruptível quando ele está enterrado, mas será incorruptível quando levantado.

“Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo físico, é ressuscitado corpo ESPIRITUAL“(1 Coríntios 15:43-44).

Dito isso, eu gostaria de passar para um segundo, mas o não menos importante ponto, que diz respeito ao caráter de nossas orações ou petições. Vamos esclarecer que a palavra rezar vem do latim e significa “Pedir, Dirigir súplicas.”

A Igreja Católica proíbe qualquer tipo de adoração ou oração de louvor ao santos, esse tipo de oração deve ser dirigida somente à Deus. Obviamente, enquanto Cristãos, os Católicos acreditam na Santíssima Trindade, portanto, orações de adoração podem ser dirigidas às três pessoas da Santíssima Trindade.

Portanto, “pedir” aos santos para rogarem ao Senhor em nosso favor não difere do ato de solicitar as preces de um amigo, ou de interceder por aqueles que nos pedem por nossas orações.

Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, com isso em vista, estar em alerta com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e orar em meu nome, esse enunciado pode ser dado a mim na abertura do minha boca, para dar a conhecer com ousadia o mistério do evangelho [...] (Efésios 6:18)

Aquele que perscruta os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque Ele faz intercessão pelos santos de acordo com a vontade de Deus. (Romanos 8:27)

Outras Passagens sugeridas para consulta:

Rom. 8:28 – Aliás, sabemos que todas as coisas “concorrem para o bem” (do grego “sunergei eis Agathon”) daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os Seus desígnios.

1 Tm 2:5-6 – Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos. Tal é o fato, atestado em seu tempo;

Provérbios 15:8,29 – O Senhor está longe dos maus, mas atende à oração dos justos (santos).

Na carta de  Tiago 5:16, lemos que quanto mais poderosas são as orações dos santos no céu, na qual a justiça tem sido aperfeiçoada. Já no Antigo Testamento, vemos esses exemplos de intercessão seres celestiais em nome da vida:

“Mas naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que Se levanta pelos filhos do teu povo, e um tempo virá, tal como nunca houve desde o tempo que as nações começaram, até que o tempo. E naquele tempo o teu povo seja salvo, todo aquele que for achado escrito no livro. “-Daniel 12:1

“Eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me.”-Daniel 10:13

Portanto, a posição católica dá a Jesus ainda mais glória. Ele faz tudo, mas nos ama tanto que Ele deseja a nossa participação. Assim, recorremos aos Santos porque cremos que as orações dos justos são fortes e cheias de eficácia e porque estão dispostos a cooperar conosco para a nossa salvação.

“Como todos os fiéis formam um só corpo, o bom de cada um é comunicado aos outros …. Devemos, portanto, acreditar que existe uma comunhão dos bens na Igreja. Mas o membro mais importante é Cristo, pois Ele é a cabeça ….

As riquezas de Cristo são comunicadas a todos os membros, através dos sacramentos. 478″ Como esta Igreja é governada por um único e mesmo Espírito, todos os bens que ela recebeu se tornam necessariamente um fundo comum. 479″ (Ef 6.: 18-19).

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17 thoughts on “Se o santos estão mortos, por que rezar a eles? Uma visão Católica de Eclesiastes 9

  1. Prezada Helen:
    A paz de Cristo!
    Primeiramente, quero cumprimentá-la pelo belíssimo ministério que você desempenha, na explicação e na defesa da doutrina católica!
    Após ler seus belíssimos textos, escrevo-lhe por dois motivos essenciais.

    1) Ao estudar o texto de Ecle 9, 5-6, a interpretação que fiz foi um pouco distinta, mas que me parece, ao menos em princípio, igualmente defensável à luz da fé católica. Gostaria, então, de apresentar o raciocínio que fiz e de saber sua opinião a respeito.
    Ei-lo: sabemos que o Livro do Eclesiastes integra o Antigo Testamento, tendo sido, portanto, escrito antes que nossos pecados fossem redimidos por Jesus. Logo, naquele tempo, de fato, as almas dos mortos tinham por destino o Xeol, isto é, a “mansão dos mortos” ou “limbo dos ancestrais”.
    Depois de morrer na cruz, Cristo desceu à mansão dos mortos, pregando o Evangelho aos que lá estavam (1Pe 4,6) e oferecendo-lhes a salvação.
    AGORA, ou seja, APÓS a salvação realizada por meio de Jesus, as almas dos falecidos não mais são dirigidas ao Xeol. Ao contrário, separam-se dos corpos, podendo, então, ingressar diretamente no Paraíso – como você bem demonstrou, com abundantes citações bíblicas.
    Assim sendo, a conclusão a que inicialmente cheguei, ao ler o texto, foi a seguinte: os mortos citados em Ecle 9, 5-6 não seriam os falecidos “fora da graça de Deus”; diversamente, o texto apenas explicaria o estado em que se encontravam as almas À ÉPOCA EM QUE O LIVRO FOI ESCRITO – isto é, ANTES de Jesus nos redimir.
    Acrescento que, segundo nos ensina a Igreja, os santos – que não são oniscientes – tomam conhecimento de nossas orações por meio da “visão beatífica”, que decorre da proximidade de Deus. Assim, como só no Céu as almas dispõem da visão beatífica, os mortos que se encontravam no Xeol realmente não poderiam saber o que se passava no mundo dos vivos, como afirmado em Ecle 9,5-6.
    Submeto, então, esse meu humilde raciocínio interpretativo aos seus comentários: você considera essa interpretação defensável ou há nela algum equívoco?

    2) Queria também fazer um comentário sobre o fato de que alguns argumentam contra a intercessão dos santos com base na doutrina do “sono da alma”, defendida por algumas denominações evangélicas – segundo a qual, as almas dos mortos permaneceriam literalmente “dormindo” até a realização da Segunda Vinda de Jesus, quando ocorreria o julgamento de toda a humanidade. Para os que seguem essa linha de raciocínio, os santos não poderiam orar por nós, já que estariam “dormindo” até a Parusia.
    A meu ver, essa doutrina do “sono” está profundamente ligada a uma interpretação “milenarista” de Ap 20. Para os milenaristas – com variações -, depois da Parusia, haveria, literalmente, um período de 1000 anos em que Jesus reinaria na Terra e, no qual, Satanás seria acorrentado, para, depois do milênio, ser solto.
    Nós, católicos – e também, aliás, os protestantes tradicionais, como os presbiterianos (calvinistas) – somos “amilenaristas”. Cremos que os 1000 anos não são um período literal e que o milênio de Ap 20 corresponde ao período em que Cristo reina na terra por meio da Igreja. Em Mt 12, 28, Jesus nos diz que o Reino chegou. Em Mc 1,15, João Batista afirma que o tempo se completou e que o Reino estava próximo. Percebe-se, então, que o Reino começou quando Jesus veio pela primeira vez!
    Como o Reino já chegou, os que morrem na graça de Deus JÁ PODEM entrar nos Céus, assim como o assim chamado “bom ladrão”, a quem Jesus assegurou: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23, 43).
    Então, podemos perguntar: que fazem os santos nos Céus? A resposta está em Ap 6, 9-10. Essa passagem nos mostra que as almas dos santos SABEM das injustiças que se cometem contra os cristãos na terra e CLAMAM a Deus que lhes faça justiça – isto é, os santos ORAM a Deus pelos cristãos que estão vivos. Vejamos:

    “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?” (Ap 6, 9-10).

    Despeço-me pedindo desculpas pelo texto longo e parabenizando-a uma vez mais por seu belíssimo ministério. Que Deus a abençoe e capacite, para que você possa anunciar Sua Boa Nova a muitas almas e por muito tempo!

    Um abraço,

    Felipe Cola.

  2. VOU MANDAR AQUI UMA BELÍSSIMA AULA DE APOLOGÉTICA E REFUTAÇÃO A UM PASTOR PROTESTANTE

    FEITO PELO MEU GRANDE AMIGO FERNANDO NASCIMENTO

    “A lenda da imortalidade da alma” – Refutado

    A MENTIRA:

    ”A filosofia secular trouxe para o cristianismo uma nova ideia que jamais foi mencionada por qualquer escritor bíblico e “incluíram” nas Escrituras o que jamais nela foi dito: A Lenda da Imortalidade da Alma.” (Lucas Banzoli)

    ONDE SE ENCONTRA:

    http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1080461653

    Veja antes que ele tire do ar após esta denuncia, ou simule um falso “problema” para que as pessoas não vejam o texto enganador que refutamos.

    DESMASCARANDO O EMBUSTE:

    “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena.” (Mt 10,28)

    Por amor ao verdadeiro ensino de Jesus Cristo, vamos demonstrar usando a própria bíblia protestante “Almeida Revista e Atualizada”, o quanto o Lucas Banzoli é desonesto e nocivo ao propósito de Jesus Cristo aqui na terra. Dizia ele no final de suas 321 páginas de engodos recheados de versículos pescados, mal traduzidos e fora de contextos: (minha resposta em azul)

    Obter vida não é algo fútil que todos possuem na forma de uma alma eterna/imortal, mas sim algo que remete a determinação, perseverança (cf. Lc.21:19). – Pura calúnia! Todos possuem vida e alma. A alma é naturalmente imortal, mas não eterna se assim Deus o quiser (no caso dos pecadores mortais). O versículo citado, apenas fala que Deus possui a alma dos pacientes ou perseverantes. “Na vossa paciência possuí as vossa almas.”

    Não é algo tão fácil como a explicação de Satanás de que “certamente não morrerás” (cf. Gn.3:4). – Aqui não se refere a alma, mas a carne. “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.”

    Do início ao fim da Bíblia, a alma morre (cf. Ez.18:4,20), Pura calúnia! A alma é naturalmente imortal, Deus é que ceifará as almas más. (21)“Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu… certamente viverá; não morrerá.”

    perece (cf. Mt.10:28), Pura calúnia! Esse versículo diz: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma;(porque a alma é naturalmente imortal). E prossegue dizendo o mesmo texto que Jesus pode interromper isso aos pecadores mortais: “temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na Geena;”

    é destruída (cf. Ez.22:27), – Pura calúnia! O “destruírem as almas” da bíblia protestante aqui é figurativo. “Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto”. A tradução correta aqui é “destruírem as vidas”.

    não é poupada da morte (cf. Sl.78:50), – Pura calúnia! Aqui é outro caso onde Deus interrompe por punição a imortalidade natural de pecadores com a morte de suas almas. “Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.”

    é eliminada (cf. Êx.31;14), – Pura calúnia! Aqui não fala em alma. Mas na morte carnal do infrator de um pacto judeu. “Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo.”

    é totalmente destruída (cf. Js.10:28), – Pura calúnia! Aqui não fala de alma, mas da vida de pessoas. “No mesmo dia, tomou Josué a Maquedá e a feriu à espada, bem como ao seu rei; destruiu-os totalmente e a todos os que nela estavam, sem deixar nem sequer um. Fez ao rei de Maquedá como fizera ao rei de Jericó.”

    é devorada (cf. Ez.22:25), – Pura calúnia! O termo “alma” aqui é figurado (vida carnal, dai as viúvas citadas): “Conspiração dos seus profetas há no meio dela; como um leão que ruge, que arrebata a presa, assim eles devoram as almas; tesouros e coisas preciosas tomam, multiplicam as suas viúvas no meio dela.”

    é assassinada (cf. Nm.35:11), – Pura calúnia! Aqui fala de vida e não de alma: “escolhei para vós outros cidades que vos sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente.”

    é exterminada (cf. At.3:23), – Pura calúnia! O sentido aqui, também é figurado, é sobre a vida daquele que está no meio do povo:“Acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo.”

    desce a cova na morte (cf. Jó 33:22), – Pura calúnia! Aqui a alma chega a cova, mas não morre: “A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida, aos portadores da morte.” (23) “Se com ele houver um anjo intercessor, um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém,” (24) “então, Deus terá misericórdia dele e dirá ao anjo: Redime-o, para que não desça à cova; achei resgate.”

    mas revive na ressurreição (cf. Ap.20:4). – Correção: essas almas boas nunca morreram, mas seus corpos. Bem antes, em Ap 6,10 as vemos bem vivinhas, Clamando em grande voz, dizendo: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Aos mártires, como o malfeitor redimido na cruz, Jesus sempre dirá: “ ainda hoje estarás comigo no paraíso.” Os demais serão julgados.
    “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5,10).

    Portanto as almas dos mártires e dos assuntos ao céu não retratam o que o Lucas Banzoli, autor de um engodo, tentou passar.

    É por desconhecer a semântica, exegese e a hermenêutica e ainda valer-se de más traduções protestantes e versículos distorcidos por pastores indoutos, que o Lucas Banzoli cometeu seus gravíssimos erros crente que estava abafando. Suas necedades jamais serão publicadas, seu dito “livro” não passa de um calhamaço de potocas armazenadas em seu computador particular. A mais atualizada bíblia protestante corrigiu seus textos erráticos e deixou o Lucas chupando dedo.

    A própria bíblia protestante do Lucas Banzoli confirma: Daniel 12,2 diz: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Semelhantemente, Jesus disse que os perversos “irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25,46).

    Cai a farsa.

    Autor: Fernando Nascimento

  3. Pingback: A verdade sobre Idolatria, Imagens e os Santos | Ecclesia Militans

  4. Meus irmãos.
    Nesse tópico iremos tratar da veneração aos Santos e Anjos, lógico que essa veneração é uma forma respeitosa de “considerar, lembrar e imitar” os nossos guias da fé, jamais o ato de veneração está ligado ao ato de adoração Divina no que apenas compete a Deus (Queimando incenso).

    Para quem gosta de usar o famoso dicionário Aurélio, o ato de venerar está ligado ao “amor intenso, respeito, grande consideração” nenhum desses termos compete ao ato único de adoração Divina exclusivo apenas para Deus, alias o Deus de Abraão.
    Assim diz as escrituras sagradas.
    Hebreus 13
    7. Lembrai-vos de vossos guias que vos pregaram a palavra de Deus. Considerai como souberam encerrar a carreira. E imitai-lhes a fé.
    Observem que venerar os Santos é uma ordem Bíblica, se eu lembro, considero e imito já estou venerando, a veneração respeitosa aos Santos e Anjos é uma doutrina já praticada no (AT). O Rei Davi em um ato de veneração compôs um cântico fúnebre para Saul e Jonathan após a morte deles.
    II Samuel 1
    17. Compôs então Davi o seguinte cântico fúnebre sobre Saul e seu filho Jônatas,
    18. ordenando que fosse ensinado aos filhos de Judá. É o canto do Arco, que está escrito no Livro do Justo:
    19. Tua flor, Israel, pereceu nas alturas! Como tombaram os heróis?
    Desde os primeiros séculos os Cristãos já veneravam os Santos Apóstolos e principalmente Virgem Maria, assim como todos os discípulos posteriores.
    Em 1927 foi encontrado no Egito um papiro datado do segundo século com essa inscrição.

    “ΥΠΟ ΤΗΝ ΣΗΝ ΕΥΣΠΛΑΓΧΝΙΑΝ
    ΚΑΤΑΦΕΥΓΟΜΕΝ ΘΕΟΤΟΚΕ.
    ΤΑΣ ΗΜΩΝ ΙΚΕΣΙΑΣ ΜΗ ΠΑΡΙΔΗΣ ΕΝ ΠΕΡΙΣΤΑΣΕΙ,
    ΑΛΛ’ ΕΚ ΚΙΝΔΥΝΩΝ ΛΥΤΡΩΣΑΙ ΗΜΑΣ,
    ΜΟΝΗ ΑΓΝΗ, ΜΟΝΗ ΕΥΛΟΓΗΜΕΝΗ.”
    Tradução.
    ”À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus.
    Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”
    Euzébio de Cesaréia em seu famoso livro (Historia Eclesiástica) narra exatamente a forma com que os Santos Apóstolos e seus Discípulos eram venerados, amados e admirados pelos Cristãos dos três primeiros séculos.
    Veneração aos Restos Mortais dos Santos Mártires (Nesse caso eram os ossos de São Policarpo discípulo de São João).
    Observem nesse texto que eles rendiam culto de veneração respeitosa aos corpos dos Santos Mártires; para eles os restos mortais eram como pedras preciosas e cada qual ao ser martirizado recebia uma data comemorativa pela memória de seu martírio. Isso se chama Igreja Católica Apostólica Romana Século I.
    Historia Eclesiástica Capitulo XVI livro IV (Euzébio de Cesaréia).
    “41. Alguns (Não Cristãos), pois, sugeriram a Nicetas, pai de Herodes e irmão de Alce, solicitar do governador que não entregasse o corpo do mártir, não ocorra que -disse – deixando o crucificado, comecem a render culto a este. E diziam isto por sugestão e por pressão dos judeus, que também vigiavam quando nós íamos recolhê-lo da fogueira. Pois ignoram que nós jamais poderemos abandonar a Cristo, que padeceu pela salvação de todos os que no mundo inteiro se salvam, nem render culto a nenhum outro.
    42. Porque a este adoramos por ser Filho de Deus; aos mártires, por outro lado, amamos justamente porque são discípulos e imitadores do Senhor, por causa de sua insuperável benevolência para com seu próprio rei e mestre. Oxalá também nós fôssemos partícipes de sua sorte e seus condiscípulos!
    43. Vendo pois o Centurião a insistência dos judeus, pôs o corpo no meio, como de costume, e queimou-o. E assim nós logo retiramos seus ossos, mais estimáveis que as pedras preciosas e mais dourados do que o ouro, e os guardamos em lugar conveniente.
    44. Ali, reunidos enquanto nos seja possível, jubilosos e alegres, o Senhor nos concederá celebrar o aniversário de seu martírio, para memória dos que lutaram e para exercício e preparação dos que terão que lutar”.
    Observem como os corpos de São Pedro e de São Paulo eram venerados pelos Cristãos como verdadeiros troféus, sendo uma referencia para toda a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
    Historia Eclesiástica Capítulo XXIV Livro II (Euzébio de Cesaréia).
    “5. Assim pois, este, proclamado primeiro inimigo de Deus entre todos os que o foram, levou sua exaltação ao ponto de fazer degolar os apóstolos. De fato, diz-se que sob seu império Paulo foi decapitado na própria Roma, e que Pedro foi crucificado. E disto da fé o título de Pedro e Paulo que predominou para os cemitérios daquele lugar até o presente.
    6. Também o confirma um varão eclesiástico chamado Caio, que viveu quando Zeferino era bispo de Roma. Disputando por escrito com Proclo, líder da seita catafriga, diz sobre os lugares onde estão depositados os sagrados despojos dos mencionados apóstolos o seguinte:
    7. Eu, por outro lado, posso mostrar-te os troféus dos apóstolos, porque se queres ir ao Vaticano ou ao caminho de Ostia, encontrarás os troféus dos que fundaram esta igreja1.
    8. Que ambos sofreram martírio na mesma ocasião é afirmado por Dionísio, bispo de Corinto, em sua correspondência escrita com os romanos, nos seguintes termos:”
    Observem como os Santos Apóstolos eram venerados e honrados com Imagens assim como Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Historia Eclesiástica Capitulo XVIII Livro VII (Euzébio de Cesaréia).
    “1. Mas já que fizemos menção a esta cidade, creio que não é justo passar por alto um relato digno de memória inclusive para nossos descendentes. De fato, a hemorrágica, que pelos Evangelhos sabemos que encontrou a cura de seu mal por obra de nosso Salvador, diz-se que era originária desta cidade e que nela se encontra sua casa, e que ainda subsistem monumentos admiráveis da boa obra nela realizada pelo Salvador:
    2. Efetivamente, sobre uma pedra alta, diante das portas de sua casa, alça-se uma estátua de mulher, em bronze, com um joelho dobrado e com as mãos estendidas para a frente como uma suplicante; e em frente a esta, outra do mesmo material, efígie de um homem em pé, belamente vestido com um manto e estendendo sua mão para a mulher; a seus pés, sobre a mesma pedra, brota uma estranha espécie de planta, que sobe até a orla do manto de bronze e que é um antídoto contra todo tipo de enfermidades.
    3. Dizem que esta estátua reproduzia a imagem de Jesus. Conservava-se até nossos dias, como comprovamos nós mesmos de passagem por aquela cidade.
    4. E não é estranho que tenham feito isto os pagãos de outro tempo que receberam algum benefício de nosso Salvador, quando perguntamos por que se conservam pintadas em quadros as imagens de seus apóstolos Paulo e Pedro, e inclusive do próprio Cristo, coisa natural, pois os antigos tinham por costume honrá-los deste modo, simplesmente, como salvadores, segundo o uso pagão vigente entre eles.”
    Historia Eclesiástica Capitulo XIX Livro VII (Euzébio de Cesaréia).
    “1. O trono de Tiago, primeiro que recebeu do Salvador e dos apóstolos o episcopado da igreja de Jerusalém e ao qual os livros divinos chamam inclusive de irmão de Cristo, foi preservado até hoje. Os irmãos do lugar vêm rodeando-o de cuidados por sucessivas gerações e claramente mostram a todos que veneração têm os antigos e continuam tendo os de hoje para com os santos varões, por serem amados de Deus. Eis o referente a essa questão”
    Observem como os Santos Apóstolos eram venerados e amados pelos Cristãos, onde até seus nomes eram atribuídos aos filhos desses Cristãos dos primeiros séculos.
    Historia Eclesiástica VII Livro XXV (Euzébio de Cesaréia).
    “14. Eu creio que houve muitos com o mesmo nome do apóstolo João, os quais, por amor a ele e por admirá-lo e escutá-lo e por querer ser amados como ele pelo Senhor, afeiçoaram-se a esse mesmo nome, da mesma forma que entre os filhos dos fiéis abundam os nomes de Paulo e Pedro.
    16. Eu creio que foi outro dos que viveram na Ásia. Diz-se que em Éfeso havia dois sepulcros e que cada um dos dois era atribuído a João.”
    Ainda temos que escutar que os Protestantes são a “Igreja Primitiva” (nem sei de onde retiraram esse nome).

  5. Primeiramente quero dizer que gostei muito de suas explicações e isso me deu coragem para pedir um esclarecimento. Agradeço sua atenção e que Deus continue te iluminando e abençoando seu ministério.

    Na bíblia está escrito:
    Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
    1 Timóteo 2:5

    Então fui buscar a definição de Mediador, e encontrei: Fonte: http://www.sinonimos.com.br/mediador/
    6 sinônimos de mediador para 2 sentidos da palavra mediador:
    1. árbitro, juiz.
    2. intercessor, intermediário, medianeiro, mediatário.
    Também olhei definição de Intercessor na mesma fonte:
    4 sinônimos de intercessor para 1 sentido da palavra intercessor:
    1. intermediário, mediador, medianeiro, mediatário.
    Então entendi que Mediador e Intercessor é a mesma coisa, não?
    Pensei que com isso, Jesus Cristo é o único caminho, e por isso ele Ressuscitou e ele é vivo, mas os homens, santos e os que morreram injustificados, estes, ressuscitarão no juízo final para sejam julgados.
    Minha conclusão: Os santos/justificados que morreram vivem na presença de Deus, mas como eles podem interceder por nós da mesma forma que Jesus Cristo intercede, e porque Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia, se quem morreu e está na presença de Deus tem o mesmo poder de interceder.
    Minha grande dúvida é essa: Porque Jesus Cristo ressuscitou e qual a diferença dele por ter ressuscitado, em relação aos que morreram mas que também estão na presença de Deus?

    • Cara Vania Lara,

      Sua pergunta é, possívelmente, teologicamente a mais complexa que já recebi no site. Requer uma grande e bela explicação que eu, seguramente, não sou capaz de fornecer. Farei, entretanto, uma pesquisa para averiguar o que escreveram os grandes teólogos Católicos, como S. Tomás de Aquino, Sto Agostinho, etc. Se encontrar alguma referência importante, terei prazer em construir um texto e postá-lo em resposta à sua dúvida.

      Mas antes de finalizar, eu gostaria apenas de deixar uma reflexão, que aliás talvez não seja necessariamente a posição da Igreja, mas apenas uma dedução minha:

      A Bíblia diz que somente Cristo ascendeu ao céu e ninguém mais o fez, isso quer dizer que ninguém pode subir ao Céu por poder próprio, senão Cristo, que como cremos é Deus , ou a Segunda Pessoa da Trindade.

      Veja, ela ascendeu depois de ter ressuscitado. Isso indica sua natureza divina, faz uma distinção entre Criador e Criatura. Assim, os santos. que são criaturas, pessoas de carne e osso, assim, não podem nem ressuscitar pelo próprio tampouco ascender ao céu. Para subir ao céu nós, criaturas, temos que fazê-lo por meio do poder de Outro, que é Deus e só podemos fazê-lo porque fomos redimidos por Cristo, o Caminho e a Vida, como você muito bem lembrou.

      Agora, havia entre os judeus a discordância sobre a ressurreição da Carne (Atos 17, 18-32). Talvez seja esse exatamente o motivo da ressurreição de Cristo: acabar com a dúvida de que a Ressurreição é real e estabelecer que um dia todos, justos e ímpios, ressuscitarão para a Vida Eterna e julgamento final, respectivamente.

      Obrigada pela participação e não esqueça de subscrever-se ao blog para receber nossos posts!

      Pax Domini,

    • Olá Vania Lúcia,

      Acho que foi a providência Divina que permitiu que eu me deparasse com este versículo hoje:

      Mateus 27

      51. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.
      52. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.
      53. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.

      Assim, fica confirmado que pelo menos alguns santos ressuscitaram, segundo a vontade divina. Resta ainda responder: por que somente alguns?

      Reflita ai que eu reflito aqui.

      Pax Domini

  6. a palavra de Deus deixa-nos varias certezas, da qual a maior delas é que atravéz de jesus que se entregou em nosso favor para termos direito a quilo ao qual não mereciamos.como diz joao 3;16 Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu unico filho para que todo aquele que nele crer nao pereça mas tenha a vida eterna. Essa sim deve ser a base de nossa vida cristã.e com essa boa nova de salvação levariamos muitos ao verdadeiro encontro com Deus.pois só jesus salva só ele liberta,nele devemos estar focados e ele deve ser a pessoa mais inportate de nossas vidas,essa é minha opinião, mas estamos parados nos preocupando com coisas vans,nunca um profeta de Deus pediu assistencia a alguem como intercessor ,pois em oraçao nós filhos temos livre acesso ao pai. assim como aos apóstolos, foi nos dado poder para cunprirmos nossa missão como profetas de Deus. se eu tenho certa intimidade com o pai,tenho certeza que ele me ouve e está sempre comigo,pra que mandar recado. se alguém não tem fé o bastante para acreditar na capacidade que nos foi dada que continue pedindo ”pinico” aos ”santos intercessores” se profeta, dicipulo, apostolo ou cristão algum descrito na briblia precisou, por que eu o faria. O erro de muitos é achar que Deus está muito ocupado em um escritorio que precisam falar com algum secretario.você nao é tao inferior para que nao tenhas a atenção especial de teu pai! Maria,Pedro,Joao,Paulo e etc. já estão ao lado de Deus vamos fazer nossa parte,e como Jesus, carregar nossa cruz sem pedir assistencia a alguém,e se for pedir que seja ao proprio Deus!!!!!!!!!! descupe se fui contra o pensamento de alguem nao tenho essa intenção QUE DEUS NOSSO PAi E AMIGO PARA TODAS AS HORAS ABENÇOI A TODOS MEUS IRMÃOS AMADOS!!

    • 10 Dez razões pelas quais não sou protestante (refutação da refutação) (I)

      Alexandre

      1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. As suas “igrejas” são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal.

      R – Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é universal. O Católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus, seguiu o seu caminho livre das heresias.
      A ruptura foi necessária num momento em que o Catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na fogueira os seus opositores. Então o Cristianismo seguiu o seu caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras.

      Repare que, nesta refutação, os pastores não encaram o problema principal (aliás, esta é uma constante nestas refutações que eles resolveram fazer). Eles não enfrentam o facto de que, nos primeiros 1500 anos do Cristianismo, simplesmente não havia protestantes. Não havia “sola scriptura” (e nem poderia, visto que as cópias manuais da Bíblia eram extremamente raras). Chega a ser engraçada a afirmação implícita de que Deus fez surgir o protestantismo (com Lutero à frente) porque a Igreja ameaçava dominar o mundo. A Igreja sempre foi universal (Católica) e já se havia espalhado por todo o mundo conhecido.
      Gostaria de chamar a atenção para a frase “a partir daí, o Cristianismo seguiu o seu caminho livre das heresias”. Ou seja, para esta tríade protestante, antes disto o que existia era uma heresia. A promessa do Senhor de que as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja (cf. Mt 16,18-19) não passou, para eles, de uma fábula.

      2 – Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.

      R – Ser a Bíblia a norma de fé e prática do Cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17 ;4.2). Há muitas denominações registadas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros Cristãos.

      Isto é absolutamente falso. A Bíblia jamais afirma ser a única norma de fé. E nem poderia ser, visto que a primeira geração de Cristãos passou sem que qualquer livro do Novo Testamento tivesse sido escrito. Quase todos os apóstolos já haviam morrido antes que se escrevessem Hebreus, as Epístolas Joaninas, o Apocalipse e, segundo alguns exegetas, a Segunda Epístola de Pedro. Até o final do quarto século, não havia definido o cânone bíblico. Os protestantes não se dão conta de que, se a “sola scriptura” fosse verdadeira, os primeiros Cristãos (justamente aqueles que mais heroicamente deram a vida em testemunha de Cristo) não seriam Cristãos legítimos, visto que não possuíam uma Bíblia para examinar, debater e trocar opiniões (como eles supõem que faziam…)
      Veja-se que a “sola scriptura” não pode ser um ponto de fé genuinamente Cristão pelo simples facto de que até o Concílio de Hipona (393 d. C.) ainda não haver uma “scriptura” para que os Cristãos baseassem a sua fé “sola” na mesma. Aliás, até à invenção da imprensa, os Cristãos achariam ridícula a afirmação de que a Bíblia é a única norma de fé por dois motivos:

      a) Havia pouquíssimas Bíblias, visto que a cópia era manual e muito demorada;
      b) A quase totalidade dos Cristãos era analfabeta, pelo que aos mesmos (que não podiam ler a Bíblia e dela retirar a sua fé) só restava confiar naquilo que a única Igreja ensinava.
      Ou seja, o “sola scriptura” pode ser até tentador no dia de hoje, quando é fácil obter uma Bíblia e quando a maioria dos Cristãos a podem ler (embora poucos tenham capacidade de a entender). Mas até algumas décadas antes de Lutero, isto teria sido considerado absurdo por todo o povo de Deus.
      Para finalizar, se o que conta é a “uniformidade na fé em Cristo Jesus”, não há porque se separar da Igreja Católica, visto que “fé em Cristo Jesus” nós também temos…

      Vejam: “Estes foram mais nobres do que os de Tessalónica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Actos 17.11). A Bíblia chama de “nobre” aquele que examina a Palavra e dela tira as suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina.

      Esta afirmação seria engraçada se eles não estivessem falando sério. Uma só fé? Uma só religião? Uma só doutrina? Até parece que estão falando dos Católicos…
      É óbvio que, ou isto é uma mentira descarada, ou uma cegueira sem limites. São mais de trinta mil “igrejas” protestantes. Umas aceitam o sábado, outras o domingo, outras não aceitam dia algum de descanso. Umas somente baptizam adultos; outras, crianças; umas entendem ser o baptismo essencial para a salvação; outras, ser o mesmo um mero rito sem muito sentido; umas dizem que, para o baptismo, basta a aspersão de águas; outras, dizem ser essencial a imersão; outras, afirmam que só é válido o baptismo em águas correntes; outras, enfim, que as águas correntes devem ser fluviais… Umas dizem que ou se descansa aos sábados ou se tem a marca da Besta. Umas dizem que Cristo é Deus; outras, que Ele é uma mera criatura. Umas aceitam a existência de almas; outras, não. Poderíamos continuar ad nauseam com estes belos exemplos de unidade de fé, religião e doutrina…
      Com relação ao trecho citado, os nobres protestantes (como qualquer adepto da “sola scriptura”) derraparam em interpretação enviesada. Os Cristãos mencionados receberam oralmente a fé, creram pela autoridade apostólica de São Paulo e, depois de receberem a verdadeira e sã doutrina, foram às Escrituras (hebraicas, obviamente, visto que todo o Novo Testamento não havia ainda sido escrito) apenas para verificarem a exactidão do ensinamento apostólico. Estes “nobres Cristãos” não saíram, por aí, tirando as suas próprias conclusões bíblicas. Apenas confirmaram, nas Escrituras, a fé que haviam recebido e aceitado.

      Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada Cristã, não é Igreja de Jesus.

      Aqui é óbvio que a tríade quis dizer que a Igreja Católica não é Cristã, pois, ao “adorar os santos” prega um evangelho diferente do aceite pelos três.
      O facto é que, se a tríade estivesse certa, e, se todo Cristão que venera os santos não participa do corpo de Cristo, então os reformadores, que veneravam Maria, não eram Cristãos, e as “igrejas” fundadas pelos mesmos também não eram. Ocorre que estes protestantes disseram que, com Lutero, a Igreja Cristã seguiu o seu caminho livre de heresias. Incoerências protestantes… Se eles estivessem certos, Lutero e os seus comparsas eram hereges, não somavam com Cristo e, portanto, dividiam. A Reforma seria obra do Demónio, e obra do Demónio seriam todas as “igrejas” nascidas, directa ou indirectamente da mesma, já que os primeiros reformadores também veneravam os santos.
      Não é fantástico? Por linhas tortas, chegaram à conclusão correcta!

      3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo.

      R – Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura da Sua Palavra, e Nela meditemos dia e noite (Salmo 1), pois sabemos que “toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17).

      Sobre este famoso versículo da Segunda Carta a Timóteo, vou colar um texto que escrevi para uma protestante que, num debate, citou este trecho bíblico.
      Vou terminar apenas comentando a famosa passagem “toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra”. Com ela, os protestantes acham que provam a “sola scriptura” e a desnecessidade da Igreja. Não provam, pois Paulo não disse “apenas as escrituras divinamente inspiradas…”, como tu interpretas. Eu concordo com Paulo e, no entanto, confortavelmente, aceito toda a Tradição da Igreja. Quando Paulo escreveu este trecho, boa parte do Novo Testamento não havia, ainda, sido escrito. Ainda que a tua interpretação deste trecho (na qual tu colocas um “somente” onde não existe) fosse correcta, ela só faria sentido se a Bíblia tivesse caído pronta do céu. Mas tu sabes que não foi assim. Então, eu te pergunto: a que “escrituras” Paulo se refere? Vejamos as possibilidades:

      1ª Possibilidade: Paulo está-se referindo apenas aos escritos judaicos (ou seja, ao Antigo Testamento). Particularmente, é isto o que eu entendo. Se tu concordares comigo, existem muitos problemas para a tua fé. Primeiramente, uma boa parte dos livros que tu tens por inspirados não o seriam, e muitos versículos que usas para atacar a Igreja seriam “tradições humanas”, como dizem os protestantes. Em segundo lugar (embora tu negues isto até à morte) Paulo era um judeu da diáspora, e, como todo judeu da diáspora, ao referir-se às escrituras judaicas pensava em todos os livros que, hoje, compõem o Antigo Testamento Católico. Por outras palavras, aceita esta primeira possibilidade, não apenas lês livros não inspirados, mas também há livros inspirados que tu não lês. Creio que tu não gostaste muito, não é mesmo? Passemos à segunda possibilidade.
      2ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e a todos os escritos da era apostólica. Possivelmente, esta possibilidade é melhor que a primeira. Cuidado em aceitá-la, pois também traz dificuldades. Primeiramente, há escritos apostólicos que se perderam, pelo que nem toda “palavra inspirada e útil” estaria na Bíblia. Em segundo lugar, porque existem escritos da era apostólica que não compõem o cânon do Novo Testamento (e que provam que os Cristãos primitivos já acreditavam em tudo aquilo que os protestantes insistem em dizer terem sido inventados por “Roma” séculos mais tarde), o que novamente nos conduz à negação da “sola scriptura”. Novamente, acho que já deves ter rejeitado esta hipótese. Não tem problema, existem mais duas.
      3ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e mais alguns (inclusive várias de suas próprias cartas) que, por revelação divina (sonho, aparição, etc.), soube que, trezentos anos mais tarde, viriam a ser estabelecidos num concílio Cristão. Novamente, acho que tu terás problemas com esta possibilidade, pois este mesmo concílio estabeleceu, como sendo inspirados, todos os livros do Antigo Testamento que não fazem parte da tua Bíblia. Esta possibilidade levar-te-ia a aceitar como bíblicos pontos de fé Católicos que rejeitas (Purgatório, intercessão, orações pelos mortos, etc.). Vejamos a última possibilidade.
      4ª Possibilidade: É muito parecida com a terceira. Só que na revelação de Paulo, ele soube que, mil e duzentos anos após o citado concílio, um monge iria arrancar do cânone deste concílio vários livros do Antigo Testamento. É a este conjunto de livros que Paulo se referia. Exactamente o mesmo conjunto de livros que tu tens por inspirados. Ocorre que isto não apenas coloca 1500 anos do Cristianismo no ostracismo histórico, como também torna inútil a recomendação que Paulo deu a Timóteo. Afinal, as escrituras inspiradas e úteis para ensinar somente estariam à disposição dos Cristãos séculos mais tarde.

      O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes da Sua Palavra.
      Podemos recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)?

      A contradição é assombrosa! Ora, se temos o Espírito Santo; se Ele nos ajuda e nos inspira; se é tão simples ler a Bíblia, então, por que escolas dominicais, cursos bíblicos, livretos, pregações, etc.? O “sola scriptura” vivido coerentemente resumiria o Cristianismo a leituras e meditações particulares da Bíblia, cada um no seu cantinho.
      A lógica nos diz que, se não há um magistério infalível dado por Deus, então cada crente, ao ler e meditar a mesma Bíblia, iluminado pelo mesmo Espírito, deveria chegar às mesmas conclusões às quais chegaram os demais. Ou, então, este Espírito Santo, contradizendo-se, não é Deus. Como a uniformidade não ocorre (e, sabendo que o Espírito Santo é Deus), é lógico que o pressuposto adoptado (a “sola scriptura”) está errado, o que nos conduz à necessidade da Igreja. E tal necessidade, por sua vez, é a ruína do protestantismo. Se a Igreja for necessária, não só os protestantes não cumprem a vontade de Deus como, também, lutam contra ela.

      4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as “igrejas” não são infalíveis em questões de moral e fé. As suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo uma vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.

      R – E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos Papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígenes, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo Catolicismo? A rigidez moral do Catolicismo funciona?

      Os protestantes confundem, sempre e sempre, infalibilidade com impecabilidade. Os Papas pecaram, mas jamais erraram ao se pronunciarem, ex-cathedra, sobre doutrina e moral. Ou seja: dizer que os Papas não são infalíveis porque pecaram é, ou desconhecer o dogma da infalibilidade, ou agir de má-fé. A tríade, em questão, parece conhecer o dogma da infalibilidade. Então…
      Apenas para pôr os pontos nos is, o Catolicismo jamais cometeu erro. Isto é teologicamente errado. Os filhos da Igreja erraram (e, às vezes, gravemente), mas a Igreja segue santa e imaculada, pois tais erros ocorreram apesar da Igreja.
      Repare-se que, também aqui, eles não refutaram o facto apresentado por D. Estevão. Eles se limitaram à tentativa de provar que nós, Católicos, somos tão ruins quanto eles… Aceitaram, ainda que sem perceber, o facto de que o protestantismo não possui qualquer autoridade infalível e que não há segurança doutrinária entre as mais diversas “igrejas” cristãs. Tal forma de agir (atacar para não ter que se defender de algo indefensável) confunde os leitores menos atentos. Mas o facto é que, implicitamente, reconheceram a veracidade daquilo que disse D. Estevão.

      E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes Católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida Cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.

      Os protestantes adoram desviar o assunto. Como não têm resposta à evidência apresentada por D. Estevão (qual seja, no protestantismo não há autoridade infalível) tentam atacar o Catolicismo. São muito tristes os escândalos sexuais envolvendo padres, mas, repita-se, são erros dos filhos da Igreja. Poderia, também, citar exemplos chocantes envolvendo protestantes, mas isto não vem ao caso.

      QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome do unigénito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o Catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, “o justo viverá pela fé” (Romanos 1.17)

      Gostaria de saber de onde a tríade tirou esta informação de que, segundo o Catolicismo, somos salvos pelas obras. Para a Igreja, é Cristo que nos salva pela Sua Cruz e Ressurreição, sendo que, pelas boas obras, cooperamos para que esta salvação ocorra. Aliás, o que esta afirmação gratuita e inverídica tem a ver como o tema proposto por D. Estevão? Absolutamente nada.

      5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

      R – Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: “Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso”, e que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Pai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará” (Salmo 23).

      Novamente, a mesma confusão entre infalibilidade e impecabilidade. O Papa não é, digamos, “impecável”, mas infalível. Quem o diz é o próprio Cristo: “eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na Terra será ligado nos céus; o que desligares na Terra, será desligado nos céus” (Mt 16,19). E em outra passagem: “eis que eu estou convosco todos os dias, até o final do mundo” (Mt 28,20). Todos os Papas pecaram; nenhum deles, contudo, jamais contradisse um seu antecessor ao usar do seu Magistério Infalível.
      O questionamento de D. Estevão é muito contundente: os protestantes não possuem uma autoridade infalível, então, como saber qual das diversas interpretações que eles propõem é verdadeira? A tríade, novamente, não enfrentou o problema e desviou o assunto.

      6 – Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).

      R – Negamos a Tradição oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, distorcendo as palavras já escritas na Torá; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: MC 7.9 – “E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”.

      Aqui partem de uma visão bastante apriorística das coisas. Ao afirmarem que não adoptam a tradição porque a mesma tem sido fonte de heresias, tomam por provado o que querem provar: que a Igreja Católica está repleta de erros. Primeiramente, eles deveriam comprovar que existem heresias na Igreja Católica para, depois, provar que a Tradição as gerou.
      A “tradição” a que Jesus se refere não é a Tradição oral que os judeus tinham por Palavra de Deus, mas a tradição dos fariseus que, para evitarem infracções ainda que involuntárias da Lei, criaram uma série de prescrições, assim como fazem os pastores protestantes, que proíbem os fiéis de jogar futebol, ver televisão, coisa que não foi ordenada por Deus. Tais prescrições acabaram por se tornar um peso.
      A Tradição oral é a matriz das Escrituras. Por exemplo: entre Abraão e a escrita dos Génesis houve um intervalo de 1000 anos, em que a história do Pai dos Crentes foi passada apenas oralmente. É a Tradição oral em acção, e, dela, bebe o escritor sagrado ao colocar por escrito esta estória. Quando os evangelistas começaram a escrever as primeiras linhas dos Evangelhos, algumas décadas já se haviam passado desde a Ascensão de Cristo. Até então, as primeiras comunidades se formaram, exclusivamente sobre a Tradição oral dos Apóstolos. Dizer que a Tradição oral não é Palavra de Deus equivale a afirmar que as palavras de Cristo somente se tornaram divinas décadas depois de Sua morte.
      No entanto os nobres apologistas protestantes esquecem-se que São Paulo também mandou guardar a Tradição Apostólica, isto é, o que os Apóstolos ensinaram e que não foi escrito: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, SEJA POR PALAVRAS, seja por epístola nossa.” (2Tss 2,15)

      Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito.

      Isto é mais falso do que nota de vinte e cinco! Diversos sermões de Jesus são baseados nos ditos e nas tradições rabínicas dos fariseus, que se desenvolveram a partir da Tradição oral. Jesus, por exemplo, afirma: “ouvistes o que vos foi dito: amarás teu próximo e odiarás o teu inimigo.” Os pastores poderiam mostrar em que parte da Bíblia está escrito que devemos “odiar nossos inimigos”? Não o podem, pois isto vem da tradição rabínica de se afastar do am ha aretz, aquele que desconhece a Torá. Portanto, grande parte dos discursos de Jesus não se limitou “ao que estava escrito”, mas a toda Palavra escrita e oral aceite pelos judeus.

      Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e o seu testemunho era real. Após as suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação.

      Notem a contradição nesta afirmação. Se após a morte dos apóstolos tudo que se diz e escreve é especulação, então porque crêem nos Evangelhos de Lucas e Marcos, na Epístola aos Hebreus, livros estes que não foram escritos pelos apóstolos e foram escritos após as suas mortes? Como dizia Drummond: “E agora, José?”
      Se não havia apóstolos vivos para legitimá-los, como então hoje são aceites como canônicos? Negam a verdade clara e evidente de que a autoridade das Sagradas Escrituras deriva da autoridade da Santa Igreja.
      Pobres protestantes que não aceitam o poder de Deus. Deus é potente para preservar as Suas Palavras e evitar que se corrompam. Sejam tais palavras escritas, sejam orais. A Tradição oral se preservou sem deturpações porque próprio Deus prometeu que seria assim. Prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja; prometeu que o Papa teria as chaves do Reino dos céus; prometeu que estaria com os Seus discípulos até o fim do mundo. E apenas os Católicos acreditam, realmente, que tais promessas se cumpriram.

      Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (Act 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: “(GL 4:11) – Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco”. “(GL 4:18) – É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco” “(GL 5:7,8) – Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou”. E Paulo termina a sua pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: “(GL 6:11) – Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão”.
      Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e na sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia pelos seus seguidores?

      Aqui novamente são infelizes. Vejam que eles mesmos reconhecem que São Paulo escreve à Igreja dos Gálatas para exortá-los na Sã Doutrina. Ora, se os Gálatas não se tivessem afastado na fé, provavelmente o apóstolo não teria escrito a eles. Se isto tivesse acontecido significaria que o apóstolo não deixou de viva voz a sua doutrina aos Gálatas? Claro que não. A própria carta paulina mostra que São Paulo já havia pregado a esta comunidade, deixando então para eles a Tradição. No entanto, São Paulo em pleno exercício de sua acção pastoral escreve aos Gálatas não porque tinha que lhes deixar algo por escrito, mas porque como estava impossibilitado de estar com eles, lhes escreveu. Isto mostra mais uma vez que a preocupação principal dos apóstolos era pregar o Evangelho e não deixar a sua doutrina por escrito. Como vemos o que foi escrito o foi em ocasiões muito especiais, em ocasiões esporádicas.
      Poder-se-ia perguntar à tríade acima: se a Tradição oral não é confiável, como podem eles confiar nos Evangelhos? Como eu já disse, o Evangelho existiu, primeiramente, como Tradição oral, para depois ser escrito. Como, então, ter certeza de que as palavras de Jesus não foram distorcidas nas décadas seguintes até serem escritas? Como se pode ter certeza de que Jesus realmente falou aquilo que está escrito? Pela lógica da tríade, não se poderia ter a certeza, pois, em pouco espaço de tempo, a Tradição oral se corrompe… Aliás, é justamente isto que afirmam os perseguidores do Cristianismo: que os evangelistas, já distantes dos acontecimentos, não são dignos de confiança. Pelo menos estes perseguidores são coerentes, o que não se pode dizer da tríade de pastores autora desta refutação.
      Nós, Católicos, confiamos nas promessas do Senhor: as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja. A assistência do Mestre é eterna, pelo que a Tradição oral jamais se corrompeu. Assim, podemos ter a certeza de que os Evangelhos dizem a verdade sobre Jesus; podemos ter a certeza de que o restante da Tradição também o diz.

      A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc).

      Nossos queridos protestantes não sabem o que são dogmas… Pensam que a Igreja, ao dogmatizar um ponto de fé afirma algo do tipo: “a partir de agora, todos acreditaremos nisto”. Só que não é assim! A Igreja, ao dogmatizar algo, diz claramente: “os Cristãos, sempre, desde os primórdios, e em todos os lugares, acreditaram nisto, pelo que não é lícito a nenhum Católico duvidar que esta é a fé verdadeiramente Cristã.” Portanto, importa muito pouco que um dogma tenha sido proclamado no século IV ou no século passado. O facto é que os Cristãos sempre acreditaram neles. Aliás, os protestantes, ao citarem a “cronologia dos dogmas” sempre omitem que a divindade de Cristo e a Santíssima Trindade também foram proclamados pela Igreja Católica como dogmas de fé séculos após a era apostólica. Pela lógica da tríade, os Cristãos, antes, não acreditavam que Jesus e o Espírito Santo são um com o Pai…
      O Demónio é o pai da mentira. E é mentirosa a afirmação de que não existam escritos primitivos a apoiar os dogmas. Basta estudar Patrística. Basta ler os escritos dos Padres da Igreja para se saber, com certeza, no que acreditavam os Cristãos primitivos. E, com certeza, estes Cristãos primitivos anatematizariam a tríade acima.

      Acreditar na Tradição oral que nunca foi registada na Igreja do primeiro século, é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito: “CL 4:16 – E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também”. “1TS 5:27 – Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos”.

      Não há, para os Católicos, nenhum problema com esta passagem. Aceitamos que tudo na Bíblia é palavra de Deus, mas acreditamos (como os Cristãos de todos os tempos) que a Palavra é anterior às Escrituras, perpassa as Escrituras e vai além das Escrituras.

      E outra coisa importante: este argumento Católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta na sua totalidade:
      1. Em todas as orientações que foram dadas sobre a comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: “palavras que de MIM tendes ouvido”;
      2. Paulo nunca mandou alguém obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: “(2Tm 2:2) – E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros”.
      3. Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: “(2Tm 3:16,17) – Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

      Costumo brincar dizendo (e passando por cima das regras de latim), que o “sola scriptura”, rapidamente, transforma-se num “sola” algumas partes da “scriptura”. Os protestantes, para defender os seus pontos de vista, apegam-se a alguns trechos bíblicos e ignoram todos os demais. Vejam as seguintes citações:

      a) 2 Tm 1, 15: neste trecho, Paulo manda que Timóteo instrua terceiros que, por sua vez, passarão a fé às gerações futuras. É um exemplo de sucessão apostólica. Paulo, portanto, diz que estes terceiros deveriam obedecer Timóteo e que, por sua vez, as gerações futuras obedeceriam a estes terceiros. Como, então, a tríade diz que os apóstolos jamais afirmaram que se devesse obedecer a outros que não eles? E será que eles podem provar que durante estes 2000 anos de Cristianismo não houve a Sucessão Apostólica? Nós podemos provar que sim. No entanto o ónus da prova é do acusador…
      b) Tt 1, 5: Também aqui Paulo confere autoridade apostólica a Tito: “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei”. Ora, organizar as igrejas, estabelecer os seus líderes (anciãos) não eram trabalho dos apóstolos? Se Tito não recebera autoridade apostólica de São Paulo, sendo assim seu legítimo sucessor, como poderia realizar tais obras?

      É óbvio que Paulo usa “pronomes pessoais” porque, na Igreja primitiva, existiam apóstolos e apenas eles é que podiam ensinar. Os Cristãos deveriam seguir os ensinamentos apostólicos e rejeitar aqueles provenientes dos pastorezinhos hereges de então. A autoridade apostólica não se comunicava a todos os baptizados, pelo que nem todos poderiam ensinar. Isto não quer dizer que esta autoridade apostólica encerrou-se com a morte do último apóstolo, pois, como demonstrado acima, a mesma foi transmitida. Aliás, leia-se a “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia para se ter certeza deste facto.
      Mas chamo atenção para a gravidade das conclusões que estão implícitas na assertiva dos pastores. Eles afirmam que a Igreja Primitiva se construiu sobre autoridade apostólica, mas que, morrendo o último apóstolo, esta autoridade encerrou-se e, a partir de então, todos os crentes só podem confiar na Bíblia. Então:

      a) Existiram duas Igrejas diferentes, com duas matrizes doutrinárias diferentes: a do primeiro século (eminentemente apostólica) e a dos séculos posteriores (exclusivamente “bíblica”). Quero vê-los citando qualquer versículo bíblico que apoie, ainda que remotamente, esta heresia!
      b) O protestantismo não possui a mesma matriz doutrinária do Cristianismo Primitivo (do que não é capaz um protestante para defender os seus devaneios…).
      c) O Catolicismo possui a mesma matriz doutrinária do Cristianismo Primitivo, mas, visto que os bispos não foram testemunhas oculares da vida de Cristo, esta matriz não é mais válida.
      Em resumo: o protestantismo distanciou-se do Cristianismo Primitivo, mas é verdadeiro; o Catolicismo manteve-se fiel, mas é falso. Seria brilhante se não fosse trágico. E, note-se, na primeira refutação da tríade eles afirmaram que o Catolicismo afastou-se do Cristianismo Primitivo e o protestantismo, com Lutero, resgatou-o. Haja Espírito Santo para inspirar tanta incoerência!!!

      Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: “(Act 1:20-22) – Porque no livro dos Salmos está escrito: “Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram connosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o baptismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça connosco testemunha da sua ressurreição”.
      Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando os seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do cânone do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.

      Estas regras para ser apóstolo foram criadas pela tríade. A Bíblia mostra claramente que os versículos acima citados profetizavam sobre a sucessão Apostólica de Judas, dando o episcopado a Matias (cf. At 1,26), mas segundo eles somente São Paulo merecia tal honra. Ora, se somente São Paulo merecia tal honra porquê então Matias foi escolhido como apóstolo? O problema é que além de se enganarem, enganam também os outros!
      Impressiona-me como alguém pode ser tão incoerente sem maiores constrangimentos. Para ser apóstolo era necessário que o mesmo tivesse convivido com “apóstolos” (não é incrível?!) desde o baptismo de Jesus. Isto, por si só, torna tudo impossível, pois, ao tempo do baptismo de Jesus não havia nenhum grupo de discípulos escolhidos. Ou seja, pela lógica brilhante acima, ninguém é apóstolo. E aquele que os protestantes chamam de “Apóstolo Paulo”? Este daí é um caso a parte, houve um chamado especial, etc, etc. Tudo perfeitamente conveniente. Se fizesse algum sentido, é claro!
      O curioso é que, se apenas os apóstolos é que tinham autoridade para ensinar (oralmente e por escrito), os protestantes têm lido livros não inspirados e indignos de confiança. A carta aos Hebreus não foi escrita por nenhum dos doze (e nem por Paulo), nem o foram o Evangelho de Marcos e de Lucas; o apêndice do Evangelho de João; e, segundo estudiosos autorizadíssimos, também não o foram a epístola de Tiago e a segunda Epístola de Pedro. E agora? Como ficamos? O argumento acima (visando solapar a Tradição oral) joga no lixo boa parte da Bíblia. Mas, não estando a tríade preocupada com coerência, a mesma pode, novamente, ser incoerente e continuar o seu ministério Cristão.
      Por outro lado, existem uma série de livros dos apóstolos que não fazem parte da Bíblia e outros, ainda, que se perderam. Adoptado o ponto de vista dos pastores, temos que:

      a) Eles não lêem e nem meditam uma série de livros divinamente inspirados e úteis para a formação Cristã;
      b) Uma outra série destes livros se perdeu e a Palavra de Deus estaria aleijada da sua plenitude. Deus teria falhado em preservar a totalidade do Cristianismo e as portas do Inferno teriam prevalecido contra a fé Cristã.

      É claro que os eles preferem não falar desta incoerência.

  7. Na palavra de Deus diz que só há um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo I timóteo 2- 5, então porque pedir santos para interceder? eles ainda nem foram julgados, e o único que ressuscitou foi Jesus e todos nós somos chamados a sermos Santos seguindo assim o exemplo de Jesus. Que Deus os abençoe!

    • Prezado Criss,

      A palavra de Deus também diz que a Igreja é o corpo de Cristo, portanto, um membro ajuda ao outro, no caso dos santos com orações e súplicas a Cristo a favor de outros membros, ou seja, aqueles que precisam de suas preces. Portanto, os santos (tanto aqueles na terra como os que já partiram e se encontram no céu) são intercessores e não mediadores! Assim como nós somos intercessores perante Deus quando rezamos por outras pessoas!!! Até mesmo a Sagrada Escritura nos dá testemunho da eficácia de preces intercessórias; por exemplo, Maria nas bodas de Canaã intercede à Jesus que produz, por sua vez, o milagre do vinho; ou o oficial romano que intercede por seu servo adoecido, ou a mulher pagã por sua filha aflita por demônios e infermidade… Assim sendo, nosso Senhor, em sua bondade e misericórdia, apesar de ser o UNICO mediador entre nós homens e Deus, permite e encoraja a intercessão a Ele em benefício de outros. Desse modo, Ele mesmo enviou seus apóstolos para pregarem e CURAREM em SEU nome. Ou seja, os enviou como intercessores.

      Mais adiante, saiba que a Santa Igreja Católica NÃO contradiz de forma alguma o que foi revelado na palavra de Deus, pelo contrário, ela proclama que Cristo é o ÚNICO mediador:

      771. «Cristo, mediador único, constitui e continuamente sustenta sobre a terra, como um todo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça». ( Catecismo da Igreja Católica)

      Vc está errado em afirmar que o santos nao foram julgados. Sabemos que haverão DOIS julgamentos. TODOS são julgados individualmente na hora da morte. O segundo julgamento é o JUIZO FINAL, um julgamento coletivo. Depois dele, e apenas depois dele, haverá a Ressurreição da Carne. Está escrito.

      Deus abençoe!

  8. Sim os santos estão mortos,o corpo a matéria,a carne,que são somente a roupa do espirito,mas o importante é que a vida é o espirito e não a matéria.A materia vai virar esterco(muito ruim por sinal),comida de peixes,comida de abutres etc.A vida que nôs foi dada por Deus,é igual a Dele,que é ESPIRITO,fomos feitos iguais a Ele,em imagem e semelhança,como Ele é espirito que
    nunca morre,assim é a nossa alma,é imortal.No entanto,como podem estar mortos os santos se Eles são iguais a Deus,que é imortal.

    • Com referencia a pregar o Evangelho aos mortos, em 1Pedro 4:6, quer dizer pregar o Evangelho à aqueles que ainda não nasceram de novo, aqueles que ainda não aceitaram Jesus Cristo com ùnico e suficiente Salvador – estão mortos.. o Homem, quando ainda morto para o Evangelho, não entende as coisas espirituais. Ele sofrer, padece no processo de regeneração. Passa por provações, até que chegue a santificação que nos outorga o direito a vida eterna. E o homem para ganhar a salvação, tem que passar por tudo isso ainda em carne, porque depois que morre, já tem o seu destino traçado: O Céu, se morreu em Cristo; o inferno, se não morreu em Cristo. IJoão 5:11-12

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